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Terapia Racional EmotivaTerapia Racional Emotiva
ComportamentalComportamental
de Albert Ellisde Albert Ellis
Marcelo da Ro...
Três preposições fundamentais da
TC
• A atividade cognitiva influencia o comportamento.
• A atividade cognitiva pode ser m...
Três procedimentos terapêuticos
1. Os procedimentos que enfatizam a racionalidade,
principalmente protagonizados nas formu...
Terapia Racional Emotiva
Comportamental
• As primeiras formulações que Ellis faz do seu
sistema terapêutico resultam em co...
Karen Horney e o pré-cognitivismo
clínico: da psicanálise as terapia
cognitivas.
Karen Horney, 1885–1952.
Karen Horney works
• Neurosis and Human Growth, Norton, New York, 1950. ISBN 0-393-00135-0
• Are You Considering Psychoana...
Em direção ao rompimento profícuo.
• Sua visão de que a repressão e a sublimação
de impulsos biológicos NÃO são os
determi...
Neurose e Desenvolvimento
Humano: o tratamento guia da
neurose
1. A conquista de glória
2. Exigências neuróticas
3. A tira...
Viver para si mesmo e auto-realização
• Horney sustentou que o desenvolvimento da
personalidade resulta da interação de fo...
Variáveis encobertas
• “...as pessoas não somente são capazes de
discriminar fidedignamente os eventos internos,
mas podem...
Comportamento Encoberto
• “...nunca citam os estudos inumeráveis que
demonstram que, sob muitas condições, eventos
ocultos...
Thibaut e Kelley
• Em trocas sociais, o comportamento de uma pessoa
exerce um certo grau de controle sobre as ações dos
ou...
Desenvolvimento esperado
• Um processo natural em desenvolvimento de auto-
realização conduz ao desenvolvimento do potenci...
Neurose e desenvolvimento
• Horney definiu neurose tanto em termos
intrapsíquicos como interpessoais. Ela observou
que seu...
Busca por segurança
• As crianças movem-se psicologicamente em três direções para aliviar sua
ansiedade, para tornar a vid...
Tipos de caráter
• Os três principais tipos de caráter de Horney são embasados
no modo predominante de relacionar-se com o...
MEIOS COMPLEMENTARES PARA
ALIVIAR A TENSÃO INTERNA
• O superdesenvolvimento de um dos três estilos
interpessoais básicos s...
Imagem idealizada
• Durante seus anos de adolescência, os futuros pacientes neuróticos
criam uma imagem ideal fantasiada q...
Imagem idealizada
• Porque o eu ideal é imaginário, as pessoas
neuróticas são prontamente machucadas por
confrontos com a ...
Tirania do dever: para si e o
mundo.
• Apesar da sua frequente auto depreciação, as pessoas neuróticas
esperam ser tratada...
Idealização de si
• Aspectos glorificantes do self idealizado, orgulho neurótico
substitui autoconfiança saudável.
• Deste...
Orgulho e desprezo
• Conflito também existe dentro do próprio
mecanismo do orgulho. O orgulho neurótico e as
reivindicaçõe...
Alienação
• A alienação do self é uma das consequências mais
sérias do desenvolvimento neurótico. A alienação
resulta da c...
TRATAMENTO ANALÍTICO
• Horney não considerou as pessoas neuróticas adultas como
recapitulando experiências infantis, porta...
TRATAMENTO ANALÍTICO
• Cedo na terapia, durante o processo de desilusão, os dois
tipos de bloqueio são identificados e exa...
Tratamento
• Homey acreditou que mudanças fundamentais são o melhor
meio para mudar comportamentos autoderrotadores, auto-...
Realidade interna e solução
• À medida que os pacientes mobilizam suas
forças construtivas, eles experimentam a luta
entre...
Albert Ellis, 1913-2007.
• O folclore do sexo, Oxford, Inglaterra: Charles Boni, 1951,
• O Homossexual na América: A Subjective Approach (introduçã...
• Terapia Cognitiva: Beck e os pensamentos
disfuncionais.
– Maior complexidade, ligado aos
transtornos psiquiátricos e men...
• Não refletem a realidade da experiência
humana;
• São rígidas, hipergeneralizadas e
extremas;
• Impedem a concretização ...
• “Em sua forma mais específica, enfatiza a
reestruturação cognitiva ou o combate
filosófico, de acordo com o modelo A-B-C...
“De acordo com a teoria A-B-C, o sofrimento
mental não advém diretamente dos problemas
que nos afligem, advém sim, da noçõ...
“O nosso mal estar emocional não advém
de acontecimentos do mundo real, mas
de idéias incorretas, sobre generalizadas
e ir...
Neuroticismo e sofrimento
• “A neurose, por conseguinte, não resulta
de acontecimentos infelizes, de perigos
ou de frustra...
• Resumindo estas noções: quando acreditamos que as
coisas que preferimos ou gostaríamos que
acontecessem precisam ou deve...
Durante a prática clínica
• Estimular os pacientes(verbalmente, em
princípio) a praticar descrições sobre
nossos comportam...
Terapia Racional Emotiva
Comportamental(TREC)
• É uma abordagem cognitiva para a
intervenção em psicoterapia.
• É de fácil...
Como complicar a vida...
• Há pessoas que além de sofrer com a
depressão e ansiedade, dedicam parte do seu
tempo se auto-c...
A complexidade das autoavalições
• Existe uma pessoa perfeita? “Não, você é
simplesmente uma pessoa, que ora acerta,
ora e...
Como ficar perturbado?
• Mesmo a tendência a distúrbios é
parcialmente inata. Como indivíduos,
possuímos tendências natura...
Premissas teóricas
• Descontentamento com a Clínica Psicanalítica.
• Valorização de conceitos de Alfred Adler e Karen
Horn...
Terapias Cognitivas
• A. Ellis e A. T. Beck propuseram métodos
psicoterápicos de caráter cognitivo no início
dos anos 60, ...
Validade terapêutica
• O número de estudos experimentais ou não
que validam a REBT (Rimm e Master, 1983)
são mais signific...
O início
• A Terapia Racional-Emotiva foi fundada em
1955, por um então psicanalista norte-
americano chamado Albert Ellis...
Sexologia e TREC
• Apesar de suam formação psicanalítica, Ellis
partiu para a criação de uma nova forma de
atuação terapêu...
Estudos filosóficos
• Cansado dos inúmeros insucessos psicoterápicos
e com a demora dos primeiros resultados, a
busca de u...
Natureza do Mundo
• A influência filosófica contou ainda com
Popper, Reichenbach e Russel, filósofos da
Ciência, que produ...
Ciência e Saúde Mental
• A prática da REBT pode ser considerada um
reflexo da metodologia científica,
contrapondo-se a dog...
Contingências
• Como origem do mundo psicológico, Ellis
nunca descartou a influência do meio
ambiente na formação e manute...
Psicanálise e dissidência
• Alfred Adler foi um dos importantes
influenciadores da REBT, pois foi o primeiro
psicólogo a s...
TREC
• O nome original da linha proposta por Albert
Ellis foi Terapia Racional, depois passando a
ser Terapia Racional-Emo...
Irracionalidade e suas conseqüências
• A REBT pressupõe que a causa dos problemas
humanos estão nas idéias irracionais que...
Diferenças entre métodos
• Terapia Cognitiva: Beck e os pensamentos
disfuncionais.
– Maior complexidade, ligado aos transt...
Três preposições fundamentais da TC:
• A atividade cognitiva influencia o
comportamento.
• A atividade cognitiva pode ser ...
Paradigma de Ellis
A B C
A(evento ativador)  B(Crenças)  C(Conseqüências)
A(ativanting event)  B(Beliefs)  C(Consequ...
O princípio do Tratamento
• (...) “esqueça o conceito de cura. A condição
humana não tem cura. Você sempre, sempre
será fa...
E lembre-se...
• “Não espere muito das pessoas – pois elas
também têm seus próprios problemas e estão
mais preocupadas com...
Mudando o Pensamento
• “A TCER orienta a assumir a responsabilidade,
não pelas coisas indesejáveis que lhe
acontecem (A), ...
Valores da TREC
• Conscientizar as pessoas de que são elas
mesmas que criam, em grande parte, suas
próprias perturbações p...
Valores da TREC
• Estimular as pessoas a reconhecer claramente
que possuem a capacidade de modificar de
uma maneira signif...
Valores da TREC
• Proporcionar a compreensão de que
perturbações emocionais comportamentais
provêm, em grande parte, de cr...
Valores da TREC
• Estimular a descoberta das crenças irracionais
e discriminar entre elas suas alternativas
racionais.
Valores da TREC
• Questionar estas crenças irracionais utilizando
os métodos lógico-empíricos da ciência.
Valores da TREC
• Trabalhar no intuito de internalizar suas novas
crenças racionais, empregando métodos
cognitivos, emocio...
Valores da TREC
• Continuar este processo de refutação das
idéias irracionais e utilizar métodos
multimodais para mudanças...
“Entretanto, nascemos com uma tendência de
freqüentemente pensar, sentir e agir, de uma
maneira derrotista e socialmente r...
“Tais pensamentos têm, em parte, o objetivo de
obrigá-lo a se mexer. No entanto, eles acabam
levando você a acreditar que ...
Expectativas conflituosas
• A REBT escreve que os distúrbios da
personalidade começam com a pessoa
determinando altos obje...
Encontro de “neuroses”: a educação
• “Nós nascemos exigentes? Provavelmente, sim.
Quando éramos crianças, precisávamos de ...
Continuando...
• (...)“que ela deve ter todos aqueles brinquedos
maravilhosos e caros, tomar todos os sorvetes que
tiver v...
Mas...
“Sinceramente, o universo não liga a mínima
para os seus anseios e aspirações, não tem o
menor interesse em você, n...
Falta de sintonia com o Mundo
“Mas quando você acha que precisa ter, precisa
fazer, quando você faz questão absoluta de
co...
E assim sofremos...
• “É isso que as imposições dogmáticas e
absolutas criam – o pessimismo, a intolerância
e a insatisfaç...
Como mudar?
(...)”quando você se sentir e agir de maneira
destrutiva, você pode descobrir suas
exigências, e depois Desafi...
Pergunte a si mesmo
“Desafiando o Horror: ‘Por que é tão horrível e
cruel eu não ter sucesso, ou as pessoas não
me tratare...
Transtornos Emocionais e a TREC
• Originam-se através de três influências:
– Nossas tendências inatas de pensar, sentir e ...
Transtornos Emocionais e a TREC
• São “doenças sociais”: “contraímos em parte
com nossos pais, e em parte com aqueles que
...
Aprendendo o irracional
• (...)“Contraímos atitudes irracionais,
acreditando que certas condições(tais como
receber amor o...
Aprendendo o irracional
• “O conceito que temos de nós e dos outros,
originalmente obtivemos ou aprendemos dos pais
ou de ...
Aprendendo o irracional
• Esta aprendizagem é relativa ou acidental, já
que podemos aprender um número ilimitado
de concei...
Aprendendo o irracional
• “Portanto, as atitudes que temos para
conosco, nossos próprios conceitos tendem a
depender dos c...
Aprendendo o irracional
• “Em outras palavras, os primeiros conceitos que temos
de nós, em geral, dependem das atitudes do...
Concluindo erroneamente
• Prejuízo da educação com “NÃOS” e crítica aos
comportamentos inadequados.
• (...)“Uma vez que os...
Má educação
• Ao controlar o comportamento das crianças
não batendo nem as punindo, mas explicando
para elas que alguns do...
Má educação
• Como as crianças(e os adultos) facilmente
supergeneralizam as coisas, deste modo, estamos
ajudando-os a acei...
Princípios da TREC
• Mostrar aos clientes que eles não necessitam
daquilo que querem, não precisam ter aquilo
que desejam ...
Desafiando o pensamento dogmático
“Primeira resposta: ‘Não é! Se fosse horrível,
seria muito pior do que é, seria 100% rui...
Desafiando o pensamento dogmático
“Segunda resposta: ‘Quando vejo alguma coisa
como horrível, ou cruel, ou injusta, sempre...
Desafiando o pensamento dogmático
“Terceira resposta: ‘...e uma vez que tudo o que
existe tem de existir, nada é, de fato,...
Há sempre um limite administrável
“No entanto, por piores que sejam, as coisas
podem ser simplesmente extremamente
lamentá...
Definindo e sofrendo
“Quarta resposta: “Se eu definir fracasso e
rejeição como experiências terríveis, em vez
de ruins e l...
Redefinindo as percepções
“Desafiando o ‘Não agüento’”: ‘Em que eu me
baseio para achar que não posso agüentar
situações e...
Porque na verdade...
“Resposta: ‘Não me baseio em nada! Isso é coisa
da minha cabeça. Se eu realmente não
conseguisse supo...
Desafiando a auto-condenação
“Desafiando a inclinação de condenar a si
mesmo e os outros: ‘Sob que aspecto eu sou
uma pess...
A importância de desafiar
• “Desafiar as Convicções Irracionais e derrotistas é um
dos métodos principais e mais eficazes ...
Fontes internas de Stress
“Essas Convicções Irracionais irão exacerbar e
multiplicar o mal-estar já existente, deixando-
o...
Mas não interromper o pensamento...
“‘Aquilo não deveria ter acontecido comigo! Foi muito
injusto, foi horrível, e eu não ...
Percepção seletiva
• A teoria racional-emotivo comportamental
postula que o coração gerador dos distúrbios
psicológicos é ...
Distorções cognitivas
As distorções cognitivas levam a distúrbios
psicológicos, que podem aparecer da
seguinte forma:
• Ra...
Distorções cognitivas
• Desqualificando o lado positivo quando
estes são contrários às nossas expectativas;
• Atingir tudo...
Saúde Mental: critérios fundamentais
Desta forma, Ellis (Ellis e Dryden, 1987) definiu
os treze critérios fundamentais pap...
Saúde Mental: critérios fundamentais
• Procura de alternativas criativas para os
problemas;
• Pensamento científico;
• Aut...
Tirania do Dever
• Aspectos verbais como “dever”, “precisar”,
“sempre” são indicadores de mediações
irracionais que o tera...
Terapia e técnica
Para avaliar o grau e tipo de distúrbio emocional e
cognitivo que o cliente apresenta (Ellis e Dryden,
1...
Vantagens da TREC
As vantagens da avaliação comportamental-cognitiva são
inúmeras, mas se destacam por:
• permitir ao clie...
Os principais aspectos psicoterápicos da
REBT
• A associação entre pensamentos irracionais e sentimentos
irracionais é bás...
“Mesmo a tendência a distúrbios é
parcialmente inata. Como indivíduos,
possuímos tendências naturais que podemos
nos deixa...
Principais suposições da TREC
• Distúrbios comportamentais e emocionais possuem,
por via da regra, antecedentes cognitivos...
Auto-aceitação
• “Aceite a si mesmo e aos outros incondicionalmente.
Não o que você faz, ou o que os outros fazem. É
comum...
Auto-aceitação
• “Reconheça que você nasceu e foi criado com fortes
tendências tanto a realizações como a derrotas” (Como
...
Karen Horney
• Em “Nossos conflitos interiores” divide as
pessoas neuróticas em três grupos:
– As que se aproximam das pes...
As três crenças principais...
• Porque seria muitíssimo importante que
eu fosse excepcionalmente competente
e amado pelos ...
As três crenças principais...
• Porque é muito importante que os outros
me tratem com consideração e lealdade,
assim eles ...
As três crenças principais...
• Porque é preferível experimentar prazer
do que dor, o mundo tem
absolutamente de me propor...
Para Ellis...
• “As pessoas, em geral, utilizam uma, duas ou três
dessas noções para se lamuriar e reclamar das
Adversidad...
Mais três pensamentos
enlouquecedores!
• Catastrofização.
• Pensamento absolutista.
• Racionalização.
Vivendo em perigo
• “Se achar que deve controlar todos os eventos
perigosos, você acabará por limitar sua vida e sua
liber...
Viva bem a vida, é o que temos!
• “Quando razoavelmente precavido e vigilante,
mas ainda aceitando as contingências, você
...
Eu não agüento!!!
• “Quando você “não agüenta” pessoas que não
se comportam como você acha que deveriam
se comportar, você...
Não “agüentite”
• “A “não-agüentite” tende a deturpar o seu modo de
pensar, o seu bom senso e discernimento, levando-o
a a...
Pensar é acreditar, é descobrir!
• “Não agüento essa Adversidade” implica não
tolerar sequer pensar no assunto. Se for
ass...
Apresentação Racional
• Explicar com algum detalhe racional do
processo a seguir, que deverá incluir uma
descrição do mode...
Apresentação Racional
• Especificar a natureza colaborativa do
tratamento.
• Apresentar uma descrição clara dos processos
...
CONFRONTO RACIONAL
• Transformar crenças em afirmações:
– “Tenho medo de pessoas”, para “As pessoas são
temíveis.”
• Defin...
Para Ellis...
• “As pessoas, em geral, utilizam uma, duas ou
três dessas noções para se lamuriar e reclamar
das Adversidad...
• “Segundo a TREC existem três tipos principais
de distúrbio emocional, e todos se baseiam em
tenhos(demandas) ou idéias i...
Preocupação com o Outro
• Esta filosofia do tenho, a qual costuma
acarretar quase toda a situação Experiência
Ativante, po...
Preocupação com o Outro
• “Este devo profundo e absolutista e seus três
grandes derivados quase inevitavelmente
resultam e...
Exigir do Outro
• “A segunda idéia ou tenho passível de acarretar
severos problemas emocionais – ou o que
denominamos idéi...
Exigir do Outro
• As três grandes conseqüências ou derivados
desta convicção irracional são:
a. “É horrível você me tratar...
Exigir do Outro
• “A idéia irracional número dois quase
sempre resulta em sentimentos de raiva,
ressentimento, fúria, revo...
Fuga do Desprazer
• “A idéia número três é a seguinte: “As
condições em que vivo devem permitir-me
obter praticamente tudo...
Fuga do Desprazer
• As três convicções irracionais subsidiárias
oriundas daí são:
a. ‘É terrível se as condições fazem com...
Fuga do Desprazer
• “A idéia irracional número três quase
inevitavelmente resulta em sentimentos
de autocomiseração, resse...
Karen Horney
• Em “Nossos conflitos interiores” divide as
pessoas neuróticas em três grupos:
– As que se aproximam das pes...
As três crenças principais...
• Porque seria muitíssimo importante
que eu fosse excepcionalmente
competente e amado pelos ...
As três crenças principais...
• Porque é muito importante que os
outros me tratem com consideração e
lealdade, assim eles ...
As três crenças principais...
• Porque é preferível experimentar
prazer do que dor, o mundo tem
absolutamente de me propor...
Mais três pensamentos
enlouquecedores!
• Catastrofização.
• Pensamento absolutista.
• Racionalização.
Paradigma de Ellis
A CB 
Evento ativador Crenças Conseqüências
Ativanting event Beliefs Consequences
O Modelo da Mediação Cognitiva
“O que nos perturba não são os fatos,
são as coisas que pensamos sobre estes”.
A  B  C
Ac...
Descrição da
situação
problemática:
O que aconteceu?
Como o paciente
percebeu o que
aconteceu?
Estratégias cognitivas
Perg...
As crenças irracionais
Pensamentos
Racionais
Pensamentos
Irracionais
Comportamentos
funcionais,
adequados e
adaptativos
Co...
PRIMÁRIOS E SECUNDÁRIOS (gráfico)
“C1”
Primário
“B1”
Primário
“A1”
Primário
“B2”
Secundário
“C2”
Secundário
“A2”
Secundário
Os “C’s” SECUNDÁRIOS
Os “C’s” também são “A’s”que generam novos “C’s”
As emoções e comportamentos, são reações,
mas também...
Crenças Irracionais
• A idéia de que ser amado ou aprovado por
todos por qualquer coisa que faça, seja um
uma triste neces...
Crenças Irracionais
• A idéia de que certos atos são errados, maus ou
infames e que as pessoas que cometem tais
atos dever...
Crenças Irracionais
• A idéia de que é terrível, horrível e catastrófico
quando as coisas não são o que desejaríamos que
e...
Crenças Irracionais
• A idéia de que a infelicidade humana é causada
externamente e somos forçados a aceitá-la por
pessoas...
Crenças Irracionais
• A idéia de que se alguma coisa é o pode ser
perigosa e aterrorizante deveríamos nos
preocupar terriv...
Crenças Irracionais
• A idéia de que é mais fácil evitar do que
enfrentar as dificuldades da vida e as próprias
responsabi...
Crenças Irracionais
• A idéia de que necessitamos de algo diferente,
mais forte ou maior que nós mesmos para nos
apoiarmos...
Crenças Irracionais
• A idéia de que deveríamos ser absolutamente
competentes, adequados, inteligentes e auto-
realizadore...
Crenças Irracionais
• A idéia de que algo deveria afetar
indefinidamente a nossa vida porque uma vez
afetou-a intensamente...
Crenças Irracionais
• A idéia de que é vitalmente importante para a
nossa existência aquilo que as outras pessoas
fazem, e...
Crenças Irracionais
• A idéia de que a felicidade humana pode ser
alcançada pela inércia e inatividade.
Ao invés da idéia ...
Crenças Irracionais
• A idéia de não possuímos virtualmente nenhum
controle sobre nossas emoções e que não
podemos deixar ...
Diferenças entre métodos
• Terapia Cognitiva: Beck e os pensamentos
disfuncionais.
– Maior complexidade, ligado aos transt...
Identificando suposições disfuncionais
(Beck, 1997)
• Não refletem a realidade da experiência
humana;
• São rígidas, hiper...
Valores da TREC
• Conscientizar as pessoas de que são elas
mesmas que criam, em grande parte, suas
próprias perturbações p...
Valores da TREC
• Estimular as pessoas a reconhecer claramente
que possuem a capacidade de modificar de
uma maneira signif...
Valores da TREC
• Proporcionar a compreensão de que
perturbações emocionais comportamentais
provêm, em grande parte, de cr...
Valores da TREC
• Estimular a descoberta das crenças irracionais
e discriminar entre elas suas alternativas
racionais.
Valores da TREC
• Questionar estas crenças irracionais utilizando
os métodos lógico-empíricos da ciência.
Valores da TREC
• Trabalhar no intuito de internalizar suas novas
crenças racionais, empregando métodos
cognitivos, emocio...
Valores da TREC
• Continuar este processo de refutação das
idéias irracionais e utilizar métodos
multimodais para mudanças...
Informações pertinentes
• Histórico pessoal:
– Informação geral do paciente.
– Informação familiar.
– Relações interpessoa...
Exploração do comportamento
problema
• Definição do problema.
• Determinantes do problema.
• Interface da sistematização: ...
Paradigma de Ellis, lembrando...
A B C
A(evento ativador)  B(Crenças)  C(Conseqüências)
A(ativant event)  B(Beliefs) ...
Apresentação Racional
• Explicar com algum detalhe racional do
processo a seguir, que deverá incluir uma
descrição do mode...
Apresentação Racional
• Especificar a natureza colaborativa do
tratamento.
• Apresentar uma descrição clara dos processos
...
CONFRONTO RACIONAL
• Transformar crenças em afirmações:
– “Tenho medo de pessoas”, para “As pessoas são
temíveis.”
• Defin...
Atitudes de distanciamento
1. Lidar com os fatos no lugar das opiniões.
2. Aceitar os fatos que foram comprovados
mesmo co...
Atitudes de distanciamento
5. Permanecer sem reposta até que seja
encontrada uma.
6. Não aceitar a priori ou de modo perma...
Atitudes de distanciamento
8. Procurar com igual esforço, evidência e
contra-evidência para as teorias pessoais.
9. Abando...
Análise das evidências
• Qual a racionalidade que apóia esta crença?
• Existe evidência do contrário?
• Existe como verifi...
Estabelecimento das conclusões
• Com base no uso do método descrito, o
paciente deverá procurar formulações
racionais que ...
Técnica de confronto
• É a busca de forma de pensar antagônicas as
crenças irracionais, que serão investigadas no
repertór...
Técnica de confronto
• Ajudar ao paciente a identificar pensamento
questionadores para as crenças irracionais
encontradas....
Técnica de confronto
• Instruir o paciente na disputa e
enfrentamento das crenças irracionais
com estes pensamentos “confr...
Metáforas racionais
• Anticatastróficas.
• Racionais.
• Utilitários.
• Humorísticos.
Bibliografia
• Beck e col. – TERAPIA COGNITIVA DA
DEPRESSÃO. Artmed, 1997.
• Caballo, V. – MANUAL DE TÉCNICAS DE
TERAPIA E...
Bibliografia
• Gonçalves, O. – TERAPIAS COGNITVAS: teorias
e práticas. Biblioteca das Ciências do Homem,
2000.
• Knapp, P....
Bibliografia
• Beck e col. – TERAPIA COGNITIVA
DA DEPRESSÃO. Artmed, 1997.
• Caballo, V. – MANUAL DE TÉCNICAS
DE TERAPIA E...
Bibliografia
• Gonçalves, O. – TERAPIAS COGNITVAS:
teorias e práticas. Biblioteca das Ciências
do Homem, 2000.
• Knapp, P....
rebt.org
Livros
Publicações do Instituto
Bibliografia
• Caballo, V. – MANUAL DE TÉCNICAS DE TERAPIA E
MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO. Ed. Santos,
1996.
• Caballo, V....
Bibliografia
• Goldberg, E. – O CÉREBRO EXECUTIVO: Lobos
frontais e a mente Civilizada. Imago, 2002.
• Gonçalves, O. – TER...
marcelodarocha@globo.com
Terapia Racional Emotiva Comportamental: visão geral.
Terapia Racional Emotiva Comportamental: visão geral.
Terapia Racional Emotiva Comportamental: visão geral.
Terapia Racional Emotiva Comportamental: visão geral.
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Terapia Racional Emotiva Comportamental: visão geral.

Um curso sobre a obra de Albert Ellis e sua Terapia Racional Emotiva Comportamental (TREC ou REBT em inglês)

Terapia Racional Emotiva Comportamental: visão geral.

  1. 1. Terapia Racional EmotivaTerapia Racional Emotiva ComportamentalComportamental de Albert Ellisde Albert Ellis Marcelo da Rocha CarvalhoMarcelo da Rocha Carvalho marcelodarocha@globo.commarcelodarocha@globo.com
  2. 2. Três preposições fundamentais da TC • A atividade cognitiva influencia o comportamento. • A atividade cognitiva pode ser monitorada e alterada. • O comportamento desejado pode ser influenciado mediante a mudança cognitiva. (Dobson, 2001; apud Knapp, 2004)
  3. 3. Três procedimentos terapêuticos 1. Os procedimentos que enfatizam a racionalidade, principalmente protagonizados nas formulações da Terapia Racional Emotiva Comportamental de Albert Ellis. 2. Os procedimentos que privilegiam o teste empírico das cognições, ilustrados nas formulações da Terapia Cognitiva de Aaron T. Beck. 3. Os procedimentos que se baseiam na repetição e ensaio das cognições, exemplificados na Terapia Comportamental-Cognitiva de Donald Meichenbaum.
  4. 4. Terapia Racional Emotiva Comportamental • As primeiras formulações que Ellis faz do seu sistema terapêutico resultam em confluir de princípios do racionalismo filosófico com conceitos de raiz neo-analítica tais como a tirania do dever de Horney, a par de estratégias ativas de natureza comportamental, inspiradas nos então pioneiros trabalhos de Salter e Wolpe. • Ainda objeto de alguma evolução no decurso das quase quatro décadas da sua história, a TREC mantém-se relativamente inalterada nas suas concepções teóricas e metodológicas centrais.
  5. 5. Karen Horney e o pré-cognitivismo clínico: da psicanálise as terapia cognitivas.
  6. 6. Karen Horney, 1885–1952.
  7. 7. Karen Horney works • Neurosis and Human Growth, Norton, New York, 1950. ISBN 0-393-00135-0 • Are You Considering Psychoanalysis? Norton, 1946. ISBN 0-393-00131-8 • Our Inner Conflicts, Norton, 1945. ISBN 0-393-00133-4 • Self-analysis, Norton, 1942. ISBN 0-393-00134-2 • New Ways in Psychoanalysis, Norton, 1939. ISBN 0-393-00132-6 (alternate link) • The Neurotic Personality of our Time, Norton, 1937. ISBN 0-393-01012-0 • Feminine Psychology (reprints), Norton, 1922–37 1967. ISBN 0-393-00686-7 • The Collected Works of Karen Horney (2 vols.), Norton, 1950. ISBN 1-199-36635-8 • The Adolescent Diaries of Karen Horney, Basic Books, New York, 1980. ISBN 0-465- 00055-X • The Therapeutic Process: Essays and Lectures, ed. Bernard J. Paris, Yale University Press, New Haven, 1999. ISBN 0-300-07527-8 • The Unknown Karen Horney: Essays on Gender, Culture, and Psychoanalysis, ed. Bernard J. Paris, Yale University Press, New Haven, 2000. ISBN 0-300-08042-5 • Final Lectures, ed. Douglas H. Ingram, Norton, 1991.—128 p. ISBN 0-393-30755-7 ISBN 9780393307559
  8. 8. Em direção ao rompimento profícuo. • Sua visão de que a repressão e a sublimação de impulsos biológicos NÃO são os determinantes primários do desenvolvimento da personalidade levaram à sua remoção como instrutora no New York Psychoanalytic Institute e a que ela fundasse, em 1941, o American Psychoanalytic Institute.
  9. 9. Neurose e Desenvolvimento Humano: o tratamento guia da neurose 1. A conquista de glória 2. Exigências neuróticas 3. A tirania do dever 4. Orgulho neurótico 5. Ódio e desprezo por si mesmo 6. Alheamento do eu 7. Medidas gerais para aliviar a tensão 8. Soluções expansivas: a sedução do domínio 9. A solução auto-anuladora: a sedução do amor 10. Dependência mórbida 11. Resignação: a sedução da liberdade
  10. 10. Viver para si mesmo e auto-realização • Horney sustentou que o desenvolvimento da personalidade resulta da interação de forças biológicas e psicossociais que são singulares para cada pessoa. Na medida em que o cerne de cada personalidade é um self real duradouro equivalente parcialmente ao ego freudiano e parcialmente ao estado de ego infantil de Eric Berne, o self real combina escolha, vontade, responsabilidade, identidade, espontaneidade e vivacidade.
  11. 11. Variáveis encobertas • “...as pessoas não somente são capazes de discriminar fidedignamente os eventos internos, mas podem manipulá-los também fazendo com que o auto-reforçamento seja contingente a sua ocorrência. Além do mais, reações afetivas induzidas pelo pensamento podem ser empregadas com sucesso com o objetivo de controlar o nosso comportamento manifesto.” Bandura, A. – Modificação do Comportamento, 1979(1969).
  12. 12. Comportamento Encoberto • “...nunca citam os estudos inumeráveis que demonstram que, sob muitas condições, eventos ocultos autodescritos possuem um poder preditivo maior e uma maior influência reguladora sobre o comportamento do que as variáveis externamente manipuladas as quais se atribui tipicamente o papel explanatório central nos processos de mudança.” Bandura, A. – Modificação do Comportamento, 1979(1969).
  13. 13. Thibaut e Kelley • Em trocas sociais, o comportamento de uma pessoa exerce um certo grau de controle sobre as ações dos outros. • “...achados demonstram que pessoas, muito longe de serem reguladas por uma ambiente impositivo, desempenham papel ativo na construção de suas próprias contingências de reforçamento por meio de modos característicos de resposta.” Bandura, A. – Modificação do Comportamento, 1979(1969).
  14. 14. Desenvolvimento esperado • Um processo natural em desenvolvimento de auto- realização conduz ao desenvolvimento do potencial humano em três direções básicas: em direção aos outros, a expressão de amor e confiança; contra os outros, para a expressão de oposição saudável; e para longe dos outros em direção à autossuficiência. • Embora as condições, durante a infância, possam bloquear o desenvolvimento psicológico, o crescimento saudável é sempre possível se os bloqueios internos são removidos. As crianças cujas situações familiares as levaram a sentir-se sob perigo concentram em sobrevivência psicológica e podem fazer isso desenvolvendo mecanismos de enfrentamento estereotipados.
  15. 15. Neurose e desenvolvimento • Horney definiu neurose tanto em termos intrapsíquicos como interpessoais. Ela observou que seus pacientes queixavam-se não das neuroses sintomáticas como fobias e compulsões, mas de infelicidade, bloqueio e falta de preenchimento no trabalho e inabilidade de estabelecer ou manter relacionamentos. Ela viu estes pacientes como apresentando complexos sistemas de padrões defensivos autoperpetuantes contra a ansiedade básica que iniciou na primeira infância - neuroses de caráter.
  16. 16. Busca por segurança • As crianças movem-se psicologicamente em três direções para aliviar sua ansiedade, para tornar a vida segura e previsível e para obter satisfação. Elas buscam afeto e aprovação ou elas se tornam hostis ou elas se retraem. • As crianças por fim usam a estratégia de enfrentamento que melhor satisfaz suas necessidades, mas se apenas uma estratégia básica é usada, as crianças tornam-se limitadas em seu repertório de enfrentamento em sua experiência de si mesmas e do seu mundo. Seu senso de segurança é tênue porque elas têm perigo vindo de dentro de sentimentos e impulsos suprimidos ou reprimidos. Se as condições ambientais desfavoráveis continuam, seus sentimentos conflitantes são dirigidos para o inconsciente e tais crianças são deixadas com um senso de desconforto, ansiedade e apreensão e com um senso de self inseguro. • Nesta junção, seu ponto de referência é externalizado, padrões de comportamento enrijecem e crescentes bloqueios ao crescimento se desenvolvem. Horney designou estas atitudes complexas, relativamente fixas em direção ao eu e aos outros como tendências neuróticas.
  17. 17. Tipos de caráter • Os três principais tipos de caráter de Horney são embasados no modo predominante de relacionar-se com outros. – O tipo self-apagado, anuente resulta da operação defensiva de agarrar-se a outros. Tais pessoas tentam obter o favor dos outros através de lisonja, subordinam-se aos outros e são relutantes em discordar por medo de perder favor. – O tipo expansivo, agressivo resulta de manobrar contra outros e colocar forte confiança em poder e domínio como um meio de obter segurança. – O tipo desapegado, resignado resulta de afastar-se de outros para evitar tanto dependência como conflito. Eles são pessoas muito privadas que, embora se recusando a competir abertamente, vêem-se como se elevando acima dos outros.
  18. 18. MEIOS COMPLEMENTARES PARA ALIVIAR A TENSÃO INTERNA • O superdesenvolvimento de um dos três estilos interpessoais básicos suprime os outros dois. De um modo análogo aos complexos de Jung, os impulsos reprimidos continuam ativos e produzindo conflitos. Uma harmonia artificial é obtida pelo uso de mecanismos mentais como pontos cegos, comportamentalização, racionalização e técnicas de enfrentamento como autocontrole excessivo, arbitrariedade, elusividade, cinismo e externalização.
  19. 19. Imagem idealizada • Durante seus anos de adolescência, os futuros pacientes neuróticos criam uma imagem ideal fantasiada que, caso atingida, promete terminar com seus sentimentos dolorosos e supre o autopreenchimento. A imagem idealizada contrabalança a alienação dos eus centrais pela qual as pessoas neuróticas passam porque as técnicas de sobrevivência que elas adotaram anteriormente as forçam a anular seus desejos, sentimentos e pensamentos genuínos. A imagem idealizada cobre todas as contradições, oculta a natureza defensiva do seu comportamento e restaura um senso de integridade. A energia anteriormente disponível para a auto-realização é usada em esforços para tornar- se como a imagem idealizada. Por exemplo, uma pessoa que adotou a estratégia de mover-se em direção aos outros e é consequentemente dependente de outros para obter afeto e aprovação experimenta o medo de auto-asserção razoável como humildade imaculada e a consideração pelos outros.
  20. 20. Imagem idealizada • Porque o eu ideal é imaginário, as pessoas neuróticas são prontamente machucadas por confrontos com a realidade e elas trabalharam demasiado arduamente para provar que elas são, de fato, os seus eus ideais. Fazer isso resulta em um tipo de perfeccionismo que insiste em excelência imaculada na qual "eu deveria" substituir "eu quero" ou "eu preciso". Isso também resulta na ambição neurótica de ser o primeiro e em um forte impulso de vingança sobre os percebidos como tendo interferido em que eles se tornassem seus eus ideais.
  21. 21. Tirania do dever: para si e o mundo. • Apesar da sua frequente auto depreciação, as pessoas neuróticas esperam ser tratadas como se fossem seus eus ideais. Estas reivindicações a tratamento especial, quando frustradas, produzem raiva, indignação e ressentimento os "Deveres", demandas auto-impostas de que eles devem viver à altura dos seus eus idealizados são irracionais e não relacionados às realidades da vida cotidiana. Os "Deveres" são projetados e experimentados como demandas feitas por outros e são também exigidos dos outros. Fazer isso resulta em que a pessoa neurótica seja crítica dos outros e sensível ao criticismo. • O auto-ódio resulta quando surge a ameaça que as pessoas neuróticas podem ser incapazes de atingir seus eus idealizados. Se o apoio não fosse necessário para o self idealizado, as alegações, "os deveres" e o auto-ódio não seriam partes tão importantes do aparelho psíquico.
  22. 22. Idealização de si • Aspectos glorificantes do self idealizado, orgulho neurótico substitui autoconfiança saudável. • Deste modo, quando seu orgulho é ferido por outros, as pessoas neuróticas tornam-se enfurecidas e buscam vingar sua mágoa e ocultar sua auto decepção obtendo uma vitória vingativa sobre a pessoa ofensiva. • Junto com apoiar alegações e deveres, o orgulho neurótico e o auto-ódio formam uma rede defensiva ou mecanismo do orgulho que protege o self idealizado. Qualquer tentativa de reduzir elementos do mecanismo do orgulho é experimentada como um ataque sobre a pessoa. Apesar da couraça da sua rede defensiva, as pessoas neuróticas não estão em paz porque elas estão em conflito interno com as forças que as protegem. O conflito entre o mecanismo do orgulho e as forças impulsionando em direção à auto- realização saudável é o conflito interno central.
  23. 23. Orgulho e desprezo • Conflito também existe dentro do próprio mecanismo do orgulho. O orgulho neurótico e as reivindicações estão associados à imagem idealizada glorificada; auto-ódio e "deveres" estão associados aos aspectos inaceitáveis do self. Quando tentativas são feitas para satisfazer ambas as forças simultaneamente, o conflito surge. • Tentativas de evitar estes conflitos envolvem alienação adicional do self.
  24. 24. Alienação • A alienação do self é uma das consequências mais sérias do desenvolvimento neurótico. A alienação resulta da combinação entre negação repetida da realidade externa e a repressão de pensamentos, sentimentos e impulsos genuínos. À medida que o processo de alienação continua, as pessoas neuróticas perdem contato com o cerne do seu ser e não mais podem determinar ou agir sobre o que é certo para elas. Seus sentimentos podem variar de incerteza e confusão à morte e vazio internos.
  25. 25. TRATAMENTO ANALÍTICO • Horney não considerou as pessoas neuróticas adultas como recapitulando experiências infantis, portanto, não focalizou na recuperação de memórias da infância. Ela lidou, ao invés disso, com o processo neurótico auto perpetuante. Ela enfatizou a importância dos sonhos em análise e, posteriormente, a exploração do relacionamento paciente- analista. Ela foi uma das primeiras analistas a reconhecer e fazer uso construtivo de seus próprios sentimentos em relação aos pacientes. Para Horney, a psicanálise é um empreendimento cooperativo que capacita os pacientes a liberarem-se de suas estruturas neuróticas e a mobilizarem- se em direção à auto-realização. A responsabilidade do analista é auxiliar a liberar os pacientes de bloqueios, forças que impedem o crescimento saudável.
  26. 26. TRATAMENTO ANALÍTICO • Cedo na terapia, durante o processo de desilusão, os dois tipos de bloqueio são identificados e examinados. O primeiro grupo de bloqueios orientados à segurança, os bloqueios protelares, ajudam a evitar a ansiedade causada pela auto percepção. Os bloqueios protetores incluem silêncio, atraso, depreciar o analista, o uso de drogas e até mesmo o uso de auto acusação para evitar exploração adicional. • Os bloqueios de valor positivo reforçam a satisfação dos pacientes consigo mesmos e apoiam seus eus idealizados. No processo de desilusão, o analista identifica ambos os tipos de bloqueio, expondo os bloqueios protetores antes de expor os bloqueios que defendem a imagem idealizada. Analisar os bloqueios de valor positivo primeiro despertaria medo excessivo.
  27. 27. Tratamento • Homey acreditou que mudanças fundamentais são o melhor meio para mudar comportamentos autoderrotadores, auto- alienantes. Ela criou um cenário no qual os pacientes eram capazes de avaliar a si mesmos como pessoas livres para descobrir e escolher valores pessoais que se encaixam com seus eus reais. Este tipo de reorientação inicia após a fase de desilusão do tratamento. À medida que os pacientes começam a questionar seus valores presentes e seu processo idealizador diminui, eles são capacitados a revisar seus valores e desenvolver valores mais flexíveis consoantes com seus eus interiores. Os sonhos são usados em todas as fases do tratamento para levar os pacientes em melhor contato com seus eus reais. Como tentativas inconscientes para resolver conflitos, os sonhos podem mostrar forças construtivas em funcionamento que não estão ainda discerníveis nos pensamentos conscientes e no comportamento do paciente.
  28. 28. Realidade interna e solução • À medida que os pacientes mobilizam suas forças construtivas, eles experimentam a luta entre o sistema de orgulho e o eu real, No processo, eles experimentam incerteza, dor psíquica e auto-ódio. À medida que o conflito central é resolvido exitosamente, os pacientes passam para a fase final do tratamento, a descoberta e o uso dos seus eus internos reais.
  29. 29. Albert Ellis, 1913-2007.
  30. 30. • O folclore do sexo, Oxford, Inglaterra: Charles Boni, 1951, • O Homossexual na América: A Subjective Approach (introdução), NY: Greenberg, 1951, • The American Sexual tragedy NY: Twayne, 1954, • Sex American Life of woman e Relatório Kinsey, Oxford, Inglaterra: Greenberg, 1955, • A Psicologia do Sex Offenders, Springfield, IL: Thomas, 1956, • How To Live With a neurotic, Oxford, England: Crown Publishers, 1957, • Sexo sem culpa, NY: Hillman, 1958, • A Arte e Ciência do Amor, NY: Lyle Stuart, 1960, • Um Guia para o sucesso do casamento, com Robert A. Harper, North Hollywood, CA: Wilshire Book, 1961, • Creativo Casamento, com Robert A. Harper, NY: Lyle Stuart, 1961, • A Enciclopédia do Comportamento Sexual, editado com Albert Abarbanel. NY: Hawthorn, 1961, • The American Sexual Tragedy, 2 ª Ed.. rev., NY: Lyle Stuart, 1962, • Razão e emoção em Psicoterapia, NY: Lyle Stuart, 1962, • Sex and the Single Man, NY: Lyle Stuart, 1963, • If this be sexual heresy. NY: Lyle Stuart, 1963, • Nymphomania: Um Estudo da Oversexed Woman, com Edward Sagarin, NY: Gilbert Press, 1964, • Homossexualidade: Suas causas e curas. NY: Lyle Stuart, 1965, • É Objectivismo uma religião, NY: Lyle Stuart, 1968, • A Guide for Rational Living, Englewood Cliffs, N.J., Prentice-Hall, 1961, • Um novo guia para viver racionalmente, Wilshire Book Company, 1975, ISBN 0-87980-042-9, • Anger: Como viver com e sem ele, Secaucus, NJ: Citadel Press, 1977, ISBN 0806509376, • Manual of Rational - Emotive Therapy, com Russell Greiger & contribuintes, NY: Springer Publishing, 1977, • Overcoming Procrastination: Or how Think and Act Rationally in Spite of Life's Inevitable Hassles, com William J. Knaus, Institute for Rational Living, 1977, ISBN 0917476042, • Como viver com uma Neurótica. Wilshire Book Company, 1979, ISBN 0-87980-404-1, • Overcoming Resistance: racional - emotiva terapia com clientes difíceis, NY: Springer Publishing, 1985, ISBN 0826149103-1, • When AA Doesn't Work For You: Rational for Quitting Álcool, com Emmett Velten, Barricade Books, 1992, ISBN 978-0-942637- 53-3.
  31. 31. • Terapia Cognitiva: Beck e os pensamentos disfuncionais. – Maior complexidade, ligado aos transtornos psiquiátricos e menos embativa. • Terapia Racional Emotiva Comportamental: Ellis e as crenças irracionais. – Menor complexidade, mais embativo e ligado a questões de neuroticismo.
  32. 32. • Não refletem a realidade da experiência humana; • São rígidas, hipergeneralizadas e extremas; • Impedem a concretização dos objetivos ao invés de facilitá-los; • Sua transgressão está associada a emoções extremas e excessivas; • São relativamente inacessíveis a experiência comum.
  33. 33. • “Em sua forma mais específica, enfatiza a reestruturação cognitiva ou o combate filosófico, de acordo com o modelo A-B-C da perturbação emocional”. (Rangé, 2001)
  34. 34. “De acordo com a teoria A-B-C, o sofrimento mental não advém diretamente dos problemas que nos afligem, advém sim, da noções irracionais e falsas que deles temos.Por isso , para ultrapassar os sentimentos perturbadores e reconquistar o equilíbrio emocional é necessário identificar as falsas idéias que originaram esses sentimentos e arrancá-las pela raiz, através da aplicação rigorosa da razão e lógica, até se convencerem, que as antigas idéias eram irracionais.”(A Realização Pessoal, Dryden & Gordon, 1993.Pg.21)
  35. 35. “O nosso mal estar emocional não advém de acontecimentos do mundo real, mas de idéias incorretas, sobre generalizadas e irracionais que temos sobre esse mesmo acontecimento. Os seus pensamentos, sentimentos e comportamentos estão interligados. Eles influenciam-se mutuamente.” (A Realização Pessoal, Dryden & Gordon, 1993.Pg.26)
  36. 36. Neuroticismo e sofrimento • “A neurose, por conseguinte, não resulta de acontecimentos infelizes, de perigos ou de frustrações que geralmente aparecem em nossas vidas, mas dos pensamentos irrealistas e irracionais ou de nossas concepções das coisas e da maneira como elas supostamente precisam ou devem se apresentar.” (pg.70, “Como viver com um neurótico: em casa e no trabalho”)
  37. 37. • Resumindo estas noções: quando acreditamos que as coisas que preferimos ou gostaríamos que acontecessem precisam ou devem ocorrer – e, se elas não acontecem, temos que achar a vida miserável e horrível – , pensamos, sentimos e nos comportamos irracionalmente. Por que? Porque geralmente não podemos mudar a realidade desagradável e não desejada. Porque se encararmos com sensatez uma situação detestável, tentaremos mudá-la ou, se ela parecer inalterável, aceitá-la. Se ficarmos completamente perturbados com uma situação desagradável, não só fracassaremos no sentido de melhorar esta situação, mas na maioria das vezes podemos torná-la muito pior.” (pg.64, “Como viver com um neurótico: em casa e no trabalho”)
  38. 38. Durante a prática clínica • Estimular os pacientes(verbalmente, em princípio) a praticar descrições sobre nossos comportamentos que os transforme de incorrigíveis a corrigíveis – o que foi aprendido pode ser desaprendido, ou melhor, substituído.
  39. 39. Terapia Racional Emotiva Comportamental(TREC) • É uma abordagem cognitiva para a intervenção em psicoterapia. • É de fácil manejo clínico e aproxima rapidamente terapeuta e paciente para o trabalho colaborativo. • É uma “ferramenta” clínica que em curto espaço de tempo pode promover melhora ao paciente em Terapia motivando para mudança cognitiva e a resolução de seus problemas.
  40. 40. Como complicar a vida... • Há pessoas que além de sofrer com a depressão e ansiedade, dedicam parte do seu tempo se auto-condenando quanto ao seus problemas. Ou seja “criando um sintoma neurótico em relação a seus sintomas”.(pág. 11) • Mudar, inicialmente, significa aceitar sua condição.
  41. 41. A complexidade das autoavalições • Existe uma pessoa perfeita? “Não, você é simplesmente uma pessoa, que ora acerta, ora erra; é uma pessoa que tem pensamentos, sentimentos e atitudes que são positivos, negativos e neutros”.(pág. 12) • A TREC ensina as pessoas “a classificar cada ação individualmente e não a si mesmo como um todo”. (pág. 12)
  42. 42. Como ficar perturbado? • Mesmo a tendência a distúrbios é parcialmente inata. Como indivíduos, possuímos tendências naturais que podem nos deixar ansiosos(angustiados), deprimidos(horrorizados ante eventos pesarosos) ou revoltados(amaldiçoando a nós mesmos por atos reprováveis). • Mas inato não significa permanente.
  43. 43. Premissas teóricas • Descontentamento com a Clínica Psicanalítica. • Valorização de conceitos de Alfred Adler e Karen Horney. • Respostas do campo da Filosofia para o entendimento da realidade do homem. • Estudos da Semântica influenciando a Psicologia. • Desenvolvimento do Cognitivismo. • Encontro com o Behaviorismo e a Técnicas Comportamentais.
  44. 44. Terapias Cognitivas • A. Ellis e A. T. Beck propuseram métodos psicoterápicos de caráter cognitivo no início dos anos 60, mas o devido respaldo teórico, só surgiu a partir da Teoria da Aprendizagem Social de A. Bandura (Zarb, 1992).
  45. 45. Validade terapêutica • O número de estudos experimentais ou não que validam a REBT (Rimm e Master, 1983) são mais significativos que os relatos que indicam a sua restrição ou ineficácia (Gossette e O’Brien, 1993).
  46. 46. O início • A Terapia Racional-Emotiva foi fundada em 1955, por um então psicanalista norte- americano chamado Albert Ellis, após a concretização de uma ampla pesquisa intitulada “O caso de liberação sexual”, que começara a ser desenvolvida em 1940 (Ellis e Dryden, 1987).
  47. 47. Sexologia e TREC • Apesar de suam formação psicanalítica, Ellis partiu para a criação de uma nova forma de atuação terapêutica baseando-se em sua experiência com casais e distúrbios sexuais, tendo como base a psicoterapia psicanalítica e eclética.
  48. 48. Estudos filosóficos • Cansado dos inúmeros insucessos psicoterápicos e com a demora dos primeiros resultados, a busca de uma nova forma de atuação iniciou-se pelo resgate de uma posição humanista, principalmente na obra de Kant (Ellis e Dryden, 1987; Ellis, 1973). Kant escreveu sobre o poder e limitações das cognições e idéias sobre o comportamento humano, sendo que suas idéias foram desenvolvidas nestes tópicos principalmente por Spinoza e Schopenhauer, que em suas teses reforçaram a visão kantiana (Ellis e Dryden, 1987).
  49. 49. Natureza do Mundo • A influência filosófica contou ainda com Popper, Reichenbach e Russel, filósofos da Ciência, que produziram vários estudos que ajudaram Ellis na concepção da natureza do mundo que atua como ponto de referência da REBT.
  50. 50. Ciência e Saúde Mental • A prática da REBT pode ser considerada um reflexo da metodologia científica, contrapondo-se a dogmas e absolutismos da cultura humana (Ellis e dryden, 1987; Ellis, 1973) que Popper denominaria de pseudociência psicanalítica (Eynseck, 1993).
  51. 51. Contingências • Como origem do mundo psicológico, Ellis nunca descartou a influência do meio ambiente na formação e manutenção deste mundo, que para ele é basicamente cognitivo. Corroborava, assim, com a visão filosófica metodológica behaviorista skinneriana de que a “psique” é fruto de um processo de aprendizagem (Ellis, 1962).
  52. 52. Psicanálise e dissidência • Alfred Adler foi um dos importantes influenciadores da REBT, pois foi o primeiro psicólogo a se preocupar com os sentimentos de inferioridade existentes na ansiedade do homem (Ellis, 1962), indicando que o homem, ao contrário dos outros animais, possui a característica de avaliar o mundo em que vive.
  53. 53. TREC • O nome original da linha proposta por Albert Ellis foi Terapia Racional, depois passando a ser Terapia Racional-Emotiva até 1993, quando seu criador alterou o nome da abordagem para Terapia Racional-Emotiva- Comportamental em razão do forte caráter comportamentalista do processo terapêutico na REBT.
  54. 54. Irracionalidade e suas conseqüências • A REBT pressupõe que a causa dos problemas humanos estão nas idéias irracionais que levam o ser humano a um estado de desadaptação de seu meio ambiente (Gorayeb e Rangé, 1988).
  55. 55. Diferenças entre métodos • Terapia Cognitiva: Beck e os pensamentos disfuncionais. – Maior complexidade, ligado aos transtornos psiquiátricos e menos embativa. • Terapia Racional Emotiva Comportamental: Ellis e as crenças irracionais. – Menor complexidade, mais embativo e ligado a questões de neuroticismo.
  56. 56. Três preposições fundamentais da TC: • A atividade cognitiva influencia o comportamento. • A atividade cognitiva pode ser monitorada e alterada. • O comportamento desejado pode ser influenciado mediante a mudança cognitiva. (Dobson, 2001; apud Knapp, 2004)
  57. 57. Paradigma de Ellis A B C A(evento ativador)  B(Crenças)  C(Conseqüências) A(ativanting event)  B(Beliefs)  C(Consequences)
  58. 58. O princípio do Tratamento • (...) “esqueça o conceito de cura. A condição humana não tem cura. Você sempre, sempre será falível, passível de erros e sujeito a pensamentos e atitudes derrotistas.” (Como conquistar sua própria felicidade, página 70)
  59. 59. E lembre-se... • “Não espere muito das pessoas – pois elas também têm seus próprios problemas e estão mais preocupadas com eles do que os seus.” (Como conquistar sua própria felicidade, página 69)
  60. 60. Mudando o Pensamento • “A TCER orienta a assumir a responsabilidade, não pelas coisas indesejáveis que lhe acontecem (A), mas pelas suas Convicções (B)”.(Como conquistar sua própria felicidade, página 54)
  61. 61. Valores da TREC • Conscientizar as pessoas de que são elas mesmas que criam, em grande parte, suas próprias perturbações psicológicas e que, embora as condições ambientais possam contribuir para seus problemas, têm , em geral, uma importância secundária no processo de mudança.
  62. 62. Valores da TREC • Estimular as pessoas a reconhecer claramente que possuem a capacidade de modificar de uma maneira significativa estas perturbações psicológicas.
  63. 63. Valores da TREC • Proporcionar a compreensão de que perturbações emocionais comportamentais provêm, em grande parte, de crenças irracionais, dogmáticas e absolutistas.
  64. 64. Valores da TREC • Estimular a descoberta das crenças irracionais e discriminar entre elas suas alternativas racionais.
  65. 65. Valores da TREC • Questionar estas crenças irracionais utilizando os métodos lógico-empíricos da ciência.
  66. 66. Valores da TREC • Trabalhar no intuito de internalizar suas novas crenças racionais, empregando métodos cognitivos, emocionais e comportamentais de mudança.
  67. 67. Valores da TREC • Continuar este processo de refutação das idéias irracionais e utilizar métodos multimodais para mudanças durante o resto de suas vidas.
  68. 68. “Entretanto, nascemos com uma tendência de freqüentemente pensar, sentir e agir, de uma maneira derrotista e socialmente reprovável. Sim, isso pode acontecer com freqüência! E essa tendência normalmente é alimentada pelo mundo exterior, especialmente por nossos pais e por nossa cultura.” (Como conquistar sua própria felicidade, página 21)
  69. 69. “Tais pensamentos têm, em parte, o objetivo de obrigá-lo a se mexer. No entanto, eles acabam levando você a acreditar que é uma pessoa totalmente imprestável, que não vale nada.” (Como conquistar sua própria felicidade, página 22)
  70. 70. Expectativas conflituosas • A REBT escreve que os distúrbios da personalidade começam com a pessoa determinando altos objetivos(metas) para si próprio, em um tipo de meio ambiente que possui um ponto de criação de eventos e atividades que acabam por ajudar a arquivar ou bloquear o acesso às metas estipuladas.
  71. 71. Encontro de “neuroses”: a educação • “Nós nascemos exigentes? Provavelmente, sim. Quando éramos crianças, precisávamos de cuidados, alimento e proteção. Se não tivéssemos tido tudo isso, não estaríamos vivos hoje, exigindo, cobrando, reclamando.” (Como conquistar sua própria felicidade, página 28) • “Além disso, geralmente as crianças pequenas são mimadas – conseguem tudo o que querem sem muito esforço.” (Como conquistar sua própria felicidade, página 28)
  72. 72. Continuando... • (...)“que ela deve ter todos aqueles brinquedos maravilhosos e caros, tomar todos os sorvetes que tiver vontade, ser a mais bonita, a mais esperta, a mais talentosa, da rua, ou do edifício, ou da escola, e que ela pode ter tudo o que quiser.” (Como conquistar sua própria felicidade, página 28) • “As tendências para a grandiosidade, portanto, nascem e são cultivadas.” (Como conquistar sua própria felicidade, página 28) • (...)“elas estão mais preocupadas em agradar a si mesmas”(...) (Como conquistar sua própria felicidade, página 28)
  73. 73. Mas... “Sinceramente, o universo não liga a mínima para os seus anseios e aspirações, não tem o menor interesse em você, nem em ninguém. O cosmos não ama nem odeia ninguém – ele simplesmente segue o seu curso, com seus altos e baixos, às vezes bom, às vezes mau, às vezes calmo, às vezes turbulento.” (Como conquistar sua própria felicidade, página 29)
  74. 74. Falta de sintonia com o Mundo “Mas quando você acha que precisa ter, precisa fazer, quando você faz questão absoluta de conseguir ou de realizar alguma coisa, tome cuidado. Suas expectativas inflexíveis muito provavelmente resultarão em desapontamento, desilusão, frustração e “horror”.” (Como conquistar sua própria felicidade, página 29)
  75. 75. E assim sofremos... • “É isso que as imposições dogmáticas e absolutas criam – o pessimismo, a intolerância e a insatisfação condigo mesmo e com os outros.” (Como conquistar sua própria felicidade, página 30) • “E a sua cultura ensina que você merece tudo” (Como conquistar sua própria felicidade, página 30)
  76. 76. Como mudar? (...)”quando você se sentir e agir de maneira destrutiva, você pode descobrir suas exigências, e depois Desafiá-las e transformá- las em preferências ou Novas Filosofias Eficazes.” (Como conquistar sua própria felicidade, página 31)
  77. 77. Pergunte a si mesmo “Desafiando o Horror: ‘Por que é tão horrível e cruel eu não ter sucesso, ou as pessoas não me tratarem bem, ou as circunstâncias não me serem favoráveis?’” (Como conquistar sua própria felicidade, página 31)
  78. 78. Transtornos Emocionais e a TREC • Originam-se através de três influências: – Nossas tendências inatas de pensar, sentir e agir; – As circunstâncias ambientais e culturais nas quais nos criamos e – As maneiras de agir que escolhemos, ou como nos condicionamos às coisas que experimentamos. In.: ELLIS, A. – How to live with a neurotic at home and at work.
  79. 79. Transtornos Emocionais e a TREC • São “doenças sociais”: “contraímos em parte com nossos pais, e em parte com aqueles que convivemos. As pessoas que nos criam nos ensinam comportamentos neuróticos. Mas, também podemos aceitar ou, ocasionalmente rejeitar esses ensinamentos prejudiciais”.
  80. 80. Aprendendo o irracional • (...)“Contraímos atitudes irracionais, acreditando que certas condições(tais como receber amor ou ter sucesso) PRECISAM ou DEVEM existir, e que outras condições(como ficar frustrado ou se sentir forçado a agir sozinho) NÃO PRECISAM ou NÃO DEVEM EXISTIR. Por causa dessas idéias irrealistas, geralmente acabamos odiando a nós e aos outros”. (Ellis, 1976)
  81. 81. Aprendendo o irracional • “O conceito que temos de nós e dos outros, originalmente obtivemos ou aprendemos dos pais ou de pessoas que exerceram influências sobre nós nos primeiros anos de nossas vidas”. • “Muito do que chamamos nosso eu não procede exclusivamente de nós; se origina parcialmente de nosso relacionamento com outros indivíduos: nosso eu social. Sabemos que possuímos certas qualidades que nos distinguem dos outros, e que aprendemos isto através dessas outras pessoas”.
  82. 82. Aprendendo o irracional • Esta aprendizagem é relativa ou acidental, já que podemos aprender um número ilimitado de conceitos conforme a configuração social e existencial de cada ser humano.
  83. 83. Aprendendo o irracional • “Portanto, as atitudes que temos para conosco, nossos próprios conceitos tendem a depender dos conceitos predominantes da comunidade, da região e da família na qual nos criamos”. • “O fato de termos inteligência ou beleza nada tem a ver com o julgamento de nós mesmos, pois podemos inconscientemente aceitar os conceitos dos outros, embora estes conceitos possam conter pouca ou até nenhuma verdade”.
  84. 84. Aprendendo o irracional • “Em outras palavras, os primeiros conceitos que temos de nós, em geral, dependem das atitudes dos outros para conosco ou da propaganda que eles criam em torno da nossa pessoa. Se aqueles que consideramos importantes, costumam a nos culpar, provavelmente nos culparemos. Se nos aceitam, tenderemos a nos aceitar. Isto não quer dizer que os primeiros conceitos permanecem definitivos e cruciais. Podemos, mais tarde, mudá-los para melhor ou pior. Mas esses conceitos possuem uma importância considerável, e , de fato, há uma tendência a transformá-los em modelos para nossas atitudes e comportamentos futuros”.
  85. 85. Concluindo erroneamente • Prejuízo da educação com “NÃOS” e crítica aos comportamentos inadequados. • (...)“Uma vez que os humanos tendem a confundir suas características com eles próprios e a concluírem falsamente ‘se minha característica cheira mal, também cheiro mal’ muitas crianças acabam com péssimos conceitos sobre si próprias”. (Ellis, 1976)
  86. 86. Má educação • Ao controlar o comportamento das crianças não batendo nem as punindo, mas explicando para elas que alguns dos seus atos parecem “desagradáveis” ou “maus” e que ninguém, especialmente seus pais, as amará ou as aprovará se continuarem a agir assim. Elas podem concluir...
  87. 87. Má educação • Como as crianças(e os adultos) facilmente supergeneralizam as coisas, deste modo, estamos ajudando-os a aceitar várias proposições falsas: – Que devem agir bem e assim considerarem-se “bons”; – Que devem achar desastroso caso se comportem “mal”; – Que precisam ganhar amor e aprovação de todos e – Que devem se sentir miseráveis se não conseguirem isto.
  88. 88. Princípios da TREC • Mostrar aos clientes que eles não necessitam daquilo que querem, não precisam ter aquilo que desejam e podem suportar o que não gostam.
  89. 89. Desafiando o pensamento dogmático “Primeira resposta: ‘Não é! Se fosse horrível, seria muito pior do que é, seria 100% ruim. Eu poderia falhar ainda mais e as pessoas e tudo à minha volta poderiam me afetar mais do que estão me afetando. Na verdade, nada é totalmente 100% ruim.’” (Como conquistar sua própria felicidade, página 31)
  90. 90. Desafiando o pensamento dogmático “Segunda resposta: ‘Quando vejo alguma coisa como horrível, ou cruel, ou injusta, sempre presumo que seja mais do que ruim, que seja 101% ruim. Mas nada pode ser mais do que 100% ruim.’“ (Como conquistar sua própria felicidade, página 31)
  91. 91. Desafiando o pensamento dogmático “Terceira resposta: ‘...e uma vez que tudo o que existe tem de existir, nada é, de fato, terrível, nem cruel, nem injusto – adjetivos que têm um significado muito negativo.’” (Como conquistar sua própria felicidade, página 31)
  92. 92. Há sempre um limite administrável “No entanto, por piores que sejam, as coisas podem ser simplesmente extremamente lamentáveis e/ou muito inconvenientes.” (Como conquistar sua própria felicidade, página 31)
  93. 93. Definindo e sofrendo “Quarta resposta: “Se eu definir fracasso e rejeição como experiências terríveis, em vez de ruins e lamentáveis, o que eu ganharei com isso? Normalmente, resultados terríveis! Vou ficar inclinado a odiar a mim mesmo, as pessoas e o mundo, e vou me sentir mais infeliz do que se eu encarasse de outra forma. Uma depressão profunda, é isso que eu vou ganhar.”
  94. 94. Redefinindo as percepções “Desafiando o ‘Não agüento’”: ‘Em que eu me baseio para achar que não posso agüentar situações extremamente desconfortáveis, frustrantes ou injustas?’” (Como conquistar sua própria felicidade, página 32)
  95. 95. Porque na verdade... “Resposta: ‘Não me baseio em nada! Isso é coisa da minha cabeça. Se eu realmente não conseguisse suportar, eu morreria. Mas é muito improvável que eu morra de desconforto, frustração ou injustiça – embora eu pudesse cometer a asneira de me matar porque acho que não consigo agüentar.’” (Como conquistar sua própria felicidade, página 32)
  96. 96. Desafiando a auto-condenação “Desafiando a inclinação de condenar a si mesmo e os outros: ‘Sob que aspecto eu sou uma pessoa imprestável ou inadequada se eu não me desempenhar tão bem quanto preciso? Sob que aspectos as pessoas passam a não ser boas ou se tornam desprezíveis se não me tratarem do jeito que deveriam tratar?’” (Como conquistar sua própria felicidade, página 32)
  97. 97. A importância de desafiar • “Desafiar as Convicções Irracionais e derrotistas é um dos métodos principais e mais eficazes da TREC”. (Como conquistar sua própria felicidade, página 33) • “Porém , os sentimentos de horror e abominação que você vivencia por causa dessas perturbações emocionais e físicas são criados por voe mesmo – são resultado do seu modo de pensar.”(Como conquistar sua própria felicidade, página 33)
  98. 98. Fontes internas de Stress “Essas Convicções Irracionais irão exacerbar e multiplicar o mal-estar já existente, deixando- o ainda mais deprimido que antes”. (Como conquistar sua própria felicidade, página 34)
  99. 99. Mas não interromper o pensamento... “‘Aquilo não deveria ter acontecido comigo! Foi muito injusto, foi horrível, e eu não posso suportar nem me lembrar disso! As pessoas que abusaram de mim são cruéis! Vou passar o resto da vida odiando-as e me vingando delas, nem que seja a última coisa que eu faça! Devo ter sido muito tolo para permitir que isso acontecesse’. Essas Convicções Irracionais manterão vivo o seu sofrimento original, em vez de deixá-lo e esvaziar- se pouco a pouco, como naturalmente acontece quando a pessoa não fica continuamente se atormentando e reforçando o próprio tormento com sua maneira distorcida de pensar.” (Como conquistar sua própria felicidade, página 34)
  100. 100. Percepção seletiva • A teoria racional-emotivo comportamental postula que o coração gerador dos distúrbios psicológicos é a tendência que o ser humano possui para perceber sua realidade de forma absoluta e parcial, por meio da percepção seletiva (Ellis, 1962).
  101. 101. Distorções cognitivas As distorções cognitivas levam a distúrbios psicológicos, que podem aparecer da seguinte forma: • Racionalização na busca de explicações sobre o nosso fracasso; • Apressando conclusões sobre os eventos; • Crenças na fortuna como realização de todos os objetivos e metas; • Enfocando apenas o lado negativo dos eventos;
  102. 102. Distorções cognitivas • Desqualificando o lado positivo quando estes são contrários às nossas expectativas; • Atingir tudo ou não ter nada; • Minimização dos eventos contrários às nossas expectativas; • Ressonância emocional; • Redução e supergeneralização; • Personalização; • consumo; e • perfeccionismo.
  103. 103. Saúde Mental: critérios fundamentais Desta forma, Ellis (Ellis e Dryden, 1987) definiu os treze critérios fundamentais papa que ocorra a saúde mental. • Auto-interesse; • Interesse social; • Auto-direção; • Alta tolerância à frustração; • Flexibilidade; • Aceitação da incerteza;
  104. 104. Saúde Mental: critérios fundamentais • Procura de alternativas criativas para os problemas; • Pensamento científico; • Auto-aceitação; • Aceitação dos fatores de risco; • Hedonismo; • Não-autopiedade; • Auto-responsabilidade para assumir o próprio distúrbio emocional.
  105. 105. Tirania do Dever • Aspectos verbais como “dever”, “precisar”, “sempre” são indicadores de mediações irracionais que o terapeuta deve observar no relato verbal de seus clientes. A REBT denomina este tipo de pensamento de “Masturbatório do dever”(Musturbation), originário do verbo must, em inglês, que significa “dever”, sendo um sinal vigoroso de irracionalidade a presença do “eu deveria” no relato do cliente.
  106. 106. Terapia e técnica Para avaliar o grau e tipo de distúrbio emocional e cognitivo que o cliente apresenta (Ellis e Dryden, 1987), o terapeuta deve: • Determinar o quanto é serio o problema e quais as técnicas a serem utilizadas; • Qual será a “resistência” ou dificuldade que o cliente irá apresentar durante o processo terapêutico; • Qual tipo de conduta terapêutica é mais adequada e séria no tratamento a ser executado; e • Qual o tipo de deficiência que o cliente possui e qual tipo de treinamento irá eliminar o déficit apresentado.
  107. 107. Vantagens da TREC As vantagens da avaliação comportamental-cognitiva são inúmeras, mas se destacam por: • permitir ao cliente ir “trabalhando” sua problemática durante a fase de avaliação; • facilitar, pela reação às técnicas de avaliação, quais serão as intervenções terapêuticas mais adequadas; • fornecer um padrão exato da auto-imagem do cliente; • eliminar as dificuldades das avaliações mais tradicionais (testes) que visam mais os sintomas i dinamismos que as causas dos problemas; • os clientes tendem a procurar sabotar o diagnóstico, pois o que eles desejam é a psicoterapia. Na REBT, o processo terapêutico começa pelo diagnóstico.
  108. 108. Os principais aspectos psicoterápicos da REBT • A associação entre pensamentos irracionais e sentimentos irracionais é básica para o desajustamento do indivíduo; • Distinguir entre os problemas primários e secundários ajuda o cliente, pois muitas vezes este não sabe diferenciar e identificar o foco de seu problema. Em termos de ansiedade, por exemplo, o problema está no fato de o sujeito acreditar que ele é ansioso, demonstrando uma característica de sua “personalidade”; • O insight intelectual não é importante e suficiente para desencadear o processo de mudança. Se não for reestruturado o aspecto emocional, por meio da associação entre a razão e a emoção, não se ativará o processo de mudança.
  109. 109. “Mesmo a tendência a distúrbios é parcialmente inata. Como indivíduos, possuímos tendências naturais que podemos nos deixar ansiosos (angustiados), deprimidos (horrorizados ante eventos pesarosos) ou revoltados (amaldiçoando a nós mesmos por atos reprováveis).”(Como conquistar sua própria felicidade, página 16)
  110. 110. Principais suposições da TREC • Distúrbios comportamentais e emocionais possuem, por via da regra, antecedentes cognitivos; • As pessoas têm a medida de sua autodeterminação. Não são escravos de suas bases biológicas; • As pessoas podem implementar algo para melhorar ou maximizar sua liberdade para ativar e mudar seus pensamentos irracionais. • O uso de técnicas comportamentais são requeridas para um auxílio mais imediato ao cliente, como as tarefas para casa, biblioterapia, dessensibilização sistemática, entre outras.
  111. 111. Auto-aceitação • “Aceite a si mesmo e aos outros incondicionalmente. Não o que você faz, ou o que os outros fazem. É comum errar, cometer uma gafe, fazer papel de bobo ou comportar-se de maneira inadequada; isso acontece com você e com todo mundo. Não rotule, não julgue, não condene, nem a você mesmo nem aos outros, não meça o seu valor essencial, ou de seja lá quem for. Aceite o pecador, mas não o pecado.” (Como conquistar sua própria felicidade, página 69).
  112. 112. Auto-aceitação • “Reconheça que você nasceu e foi criado com fortes tendências tanto a realizações como a derrotas” (Como conquistar sua própria felicidade, página 69). • “Mas você também tem limitações, comete erros, insiste para que todos o tratem bem e também sabota a si mesmo e aos outros” • “Quando a gente se acostuma a comportamentos destrutivos, torna-se difícil de mudá-los.” • (...) “esqueça o conceito de cura. A condição humana não tem cura. Você sempre, sempre será falível, passível de erros e sujeito a pensamentos e atitudes derrotistas.” (Como conquistar sua própria felicidade, página 70) • “Tente o seu melhor, em vez de o melhor. Você nunca será totalmente racional, são e sensato.” (Como conquistar sua própria felicidade, página 71)
  113. 113. Karen Horney • Em “Nossos conflitos interiores” divide as pessoas neuróticas em três grupos: – As que se aproximam das pessoas. – As que se opõe as pessoas. – As que se afastam as pessoas.
  114. 114. As três crenças principais... • Porque seria muitíssimo importante que eu fosse excepcionalmente competente e amado pelos outros, eu devo fazer de tudo para ser assim, e tenho absolutamente que conseguir isto a qualquer preço.
  115. 115. As três crenças principais... • Porque é muito importante que os outros me tratem com consideração e lealdade, assim eles devem absolutamente fazê-lo e têm que fazer, do contrário são pessoas detestáveis ou execráveis, e merecem ser literalmente condenadas quando não me tratam assim.
  116. 116. As três crenças principais... • Porque é preferível experimentar prazer do que dor, o mundo tem absolutamente de me proporcionar prazer e não dor, e a vida é horrenda, e não consigo suportar, quando o mundo não é desta maneira.
  117. 117. Para Ellis... • “As pessoas, em geral, utilizam uma, duas ou três dessas noções para se lamuriar e reclamar das Adversidades e torna-se altamente ansiosas e deprimidas. Se você pensar bem, verá que essas três Crenças irracionais são formas arrogantes de lamúria: “Se eu não agir como deveria, serei uma pessoa sem valor e infeliz!”; “Se as pessoas não me tratarem como deveriam, serão todas cruéis e desprezíveis”; “Se as condições de minha vida não forem favoráveis como deveriam ser, o mundo será um lugar horrível para uma pessoa patética como eu!” (Como conquistar sua própria felicidade, página 106)
  118. 118. Mais três pensamentos enlouquecedores! • Catastrofização. • Pensamento absolutista. • Racionalização.
  119. 119. Vivendo em perigo • “Se achar que deve controlar todos os eventos perigosos, você acabará por limitar sua vida e sua liberdade. Portanto, se você evita viajar de avião porque tem medo de um desastre, ainda existirá a possibilidade de sofrer um grave acidente de carro. Caso permaneça em seu apartamento para se proteger, ainda assim poderá ficar preso num incêndio. Por mais restrita que seja a sua vida, você poderá ser vítima de um vírus ou de uma bactéria. Mas não há como controlar o destino!” (Como conquistar sua própria felicidade, página 103)
  120. 120. Viva bem a vida, é o que temos! • “Quando razoavelmente precavido e vigilante, mas ainda aceitando as contingências, você dará a si mesmo a oportunidade de aproveitar a vida que tem. As pessoas que realmente sabem que irão morrer um dia optam por curtir a si mesmas enquanto estão vivas” (Como conquistar sua própria felicidade, página 103)
  121. 121. Eu não agüento!!! • “Quando você “não agüenta” pessoas que não se comportam como você acha que deveriam se comportar, você fica com raiva delas conclui que elas não valem absolutamente nada e corre o risco de boicotá-las completamente, ignorando suas qualidades. Você se torna tão intolerante e precavido contra elas que verá más intenções até nas atitudes boas ou neutras.” (Como conquistar sua própria felicidade, página 94)
  122. 122. Não “agüentite” • “A “não-agüentite” tende a deturpar o seu modo de pensar, o seu bom senso e discernimento, levando-o a agir inadequadamente diante de pessoas ou eventos que o desagradam. Se você “não agüenta” pessoas críticas, você ficará com raiva delas, verá a “parte ruim” delas exageradamente magnificada, bloqueará sua própria capacidade de ser assertivo e se queixará delas exageradamente.” (Como conquistar sua própria felicidade, página 93)
  123. 123. Pensar é acreditar, é descobrir! • “Não agüento essa Adversidade” implica não tolerar sequer pensar no assunto. Se for assim, como você poderá encontrar uma solução?” (Como conquistar sua própria felicidade, página 93)
  124. 124. Apresentação Racional • Explicar com algum detalhe racional do processo a seguir, que deverá incluir uma descrição do modelo ABC e do modo como as cognições e crenças interagem com as situações e emoções. • Procurar que o paciente compreenda a distinção entre situações, pensamentos e emoções.
  125. 125. Apresentação Racional • Especificar a natureza colaborativa do tratamento. • Apresentar uma descrição clara dos processos de tratamento com particular realce para o trabalho cognitivo, emocional e comportamental.
  126. 126. CONFRONTO RACIONAL • Transformar crenças em afirmações: – “Tenho medo de pessoas”, para “As pessoas são temíveis.” • Definir as crenças – Aqui materiais como inventários ou bibliografia podem ajudar. • Atitudes de distanciamento.
  127. 127. Para Ellis... • “As pessoas, em geral, utilizam uma, duas ou três dessas noções para se lamuriar e reclamar das Adversidades e torna-se altamente ansiosas e deprimidas. Se você pensar bem, verá que essas três Crenças irracionais são formas arrogantes de lamúria: “Se eu não agir como deveria, serei uma pessoa sem valor e infeliz!”; “Se as pessoas não me tratarem como deveriam, serão todas cruéis e desprezíveis”; “Se as condições de minha vida não forem favoráveis como deveriam ser, o mundo será um lugar horrível para uma pessoa patética como eu!” (Como conquistar sua própria felicidade, página 106)
  128. 128. • “Segundo a TREC existem três tipos principais de distúrbio emocional, e todos se baseiam em tenhos(demandas) ou idéias irracionais ou explicitamente absolutistas. A idéia irracional número um é: “Tenho que me sair bem(ou perfeitamente bem!) em tarefas importantes que decidir realizar e tenho que receber a aprovação ou amor das pessoas que decidir serem importantes para mim”. Becker & Ellis – “A Conquista da Felicidade”. 1982.
  129. 129. Preocupação com o Outro • Esta filosofia do tenho, a qual costuma acarretar quase toda a situação Experiência Ativante, possui três principais derivadas: a. “Não é terrível quando não faço o que devo para sair bem e receber aprovação? b. “Não suporto quando não faço o que devo para me sair bem e receber a aprovação significativa dos outros!” c. “Sou um inútil, um desgraçado, se não faço o que devo para me sair bem e receber a aprovação dos outros!” Becker & Ellis – “A Conquista da Felicidade”. 1982.
  130. 130. Preocupação com o Outro • “Este devo profundo e absolutista e seus três grandes derivados quase inevitavelmente resultam em sentimentos arraigados de ansiedade, hipertensão, idéias e atos obsessivo-compulsivos. Pensar que se pode não ter desempenho satisfatório, quando se acha ser isso um dever(demanda), leva a sentimentos de profunda depressão, desespero, vergonha, culpa e ódio de si próprio, se depois se presumir que o desempenho não ficou à altura que esperava.” Becker & Ellis – “A Conquista da Felicidade”. 1982.
  131. 131. Exigir do Outro • “A segunda idéia ou tenho passível de acarretar severos problemas emocionais – ou o que denominamos idéia irracional número dois – é a seguinte: ‘Você(isto é, outras pessoas com quem estou em contato) deve tratar-me com consideração e bondade, precisamente da forma que quero que me trata; se não fizer isto, a sociedade e o universo colocarão culpa sobre você, que será amaldiçoado e punido por sua desconsideração ou injustiça para comigo’ Becker & Ellis – “A Conquista da Felicidade”. 1982.
  132. 132. Exigir do Outro • As três grandes conseqüências ou derivados desta convicção irracional são: a. “É horrível você me tratar com menos consideração e bondade, o que não deve fazer!” b. “Não tolero que me trate mal ou injustamente, o que de forma alguma você deve fazer!” c. Você é uma pessoa profundamente má por me tratar com menos consideração e bondade do que deve.” Becker & Ellis – “A Conquista da Felicidade”. 1982.
  133. 133. Exigir do Outro • “A idéia irracional número dois quase sempre resulta em sentimentos de raiva, ressentimento, fúria, revolta, vingança ou homicídio, podendo acarretar incluisve muitas formas de atos inspirados pela raiva, tais como agressões, lutas, inimizade, violência, assassinato e genocídio”. Becker & Ellis – “A Conquista da Felicidade”. 1982.
  134. 134. Fuga do Desprazer • “A idéia número três é a seguinte: “As condições em que vivo devem permitir-me obter praticamente tudo que quiser com facilidade e rapidez, não devendo absolutamente existir controvérsias em minha vida” Becker & Ellis – “A Conquista da Felicidade”. 1982.
  135. 135. Fuga do Desprazer • As três convicções irracionais subsidiárias oriundas daí são: a. ‘É terrível se as condições fazem com que eu seja privado seriamente ou receba menos do que eu quero, ou precise trabalhar demais e por muito tempo para satisfazer meus desejos!’ b. ‘não tolero a vida quando exige mais de mim do que quero dar! Não é só difícil, mas difícil demais; e não deve ser assim!’ c. ‘Minha vida é profundamente infeliz quando as coisas dão errado e não obtenho exatamente o que quero e quando quero! Quero isto! É tão insuportável que não vale a pena viver, e posso até me mata para evitar essas circunstâncias terríveis!’ Becker & Ellis – “A Conquista da Felicidade”. 1982.
  136. 136. Fuga do Desprazer • “A idéia irracional número três quase inevitavelmente resulta em sentimentos de autocomiseração, ressentimento, depressão, apatia e alienação; e no que respeita ao comportamento, costuma levar à baixa tolerância a frustração, inércia, procrastinação, preguiça, fuga de responsabilidade e recolhimento”. Becker & Ellis – “A Conquista da Felicidade”. 1982.
  137. 137. Karen Horney • Em “Nossos conflitos interiores” divide as pessoas neuróticas em três grupos: – As que se aproximam das pessoas. – As que se opõe as pessoas. – As que se afastam das pessoas.
  138. 138. As três crenças principais... • Porque seria muitíssimo importante que eu fosse excepcionalmente competente e amado pelos outros, eu devo fazer de tudo para ser assim, e tenho absolutamente que conseguir isto a qualquer preço.
  139. 139. As três crenças principais... • Porque é muito importante que os outros me tratem com consideração e lealdade, assim eles devem absolutamente fazê-lo e têm que fazer, do contrário são pessoas detestáveis ou execráveis, e merecem ser literalmente condenadas quando não me tratam assim.
  140. 140. As três crenças principais... • Porque é preferível experimentar prazer do que dor, o mundo tem absolutamente de me proporcionar prazer e não dor, e a vida é horrenda, e não consigo suportar, quando o mundo não é desta maneira.
  141. 141. Mais três pensamentos enlouquecedores! • Catastrofização. • Pensamento absolutista. • Racionalização.
  142. 142. Paradigma de Ellis A CB  Evento ativador Crenças Conseqüências Ativanting event Beliefs Consequences
  143. 143. O Modelo da Mediação Cognitiva “O que nos perturba não são os fatos, são as coisas que pensamos sobre estes”. A  B  C Acontecimento  Crenças (Beliefs)  Conseqüência Aaron T. Beck (1962) S  PA  R Situação (estímulo)  Pensamento Automático  Resposta Situação (estímulo) Cognição (avaliação) Reação (emoção e comportam ento) Comparativamente...
  144. 144. Descrição da situação problemática: O que aconteceu? Como o paciente percebeu o que aconteceu? Estratégias cognitivas Perguntas para o questionamento: lógicas; de comprovação da realidade; pragmáticas; outras. Estratégias emocionais Questionando por meio da imaginação: imaginação racional- emotiva negativa; imaginação racional- emoção positiva rB Crenças funcionais, lógicas, empíricas iB Crenças disfuncionais dificultam o funcionamento eficaz; ocorre um pensamento “Dogmático” Ced Conseqüências emocionais desejáveis Ccd Conseqüências comportamentais desejáveis Cei Conseqüências emocionais indesejáveis Cci Conseqüências comportamentais indesejáveis Estratégias comportamentais Questionamento por meio de condutas: opostas às idéias irracionais; ensaio de conduta; inversão de papel racional. Efeitos do debate ou do questionamento das crenças irracionais Efeitos Cognitivos (Crenças Racionais) Efeitos Efeitos comportamentais (comportamentos desejáveis) E D A B C
  145. 145. As crenças irracionais Pensamentos Racionais Pensamentos Irracionais Comportamentos funcionais, adequados e adaptativos Comportamentos disfuncionais, inadequados e desadaptados
  146. 146. PRIMÁRIOS E SECUNDÁRIOS (gráfico) “C1” Primário “B1” Primário “A1” Primário “B2” Secundário “C2” Secundário “A2” Secundário
  147. 147. Os “C’s” SECUNDÁRIOS Os “C’s” também são “A’s”que generam novos “C’s” As emoções e comportamentos, são reações, mas também são as situações ou sensações sobre as quais se pensa e ante as quais reage. Por exemplo: ante uma situação de uma prova ou incerteza a pessoa pode reagir com ansiedade. Ante essa sensação de ansiedade a pessoa se percebe mais insegura ou se considera menos capaz e reage com mas ansiedade (ansiedade por perceber-se ansiosa). “A.1” Situação 1ª Um risco (p.ex.: fazer uma prova) “B.1” Pensamento “Não devo me equivocar” “C.1” 1ª Emoção ANSIEDADE “A.2” 2ª Situação “B.2” Pensamento “Não devo ficar ansioso” “C.2” 2ª Emoção Mais ansiedade “Ansiedade por ansiedade”
  148. 148. Crenças Irracionais • A idéia de que ser amado ou aprovado por todos por qualquer coisa que faça, seja um uma triste necessidade para o adulto. Ao invés de se concentrar no seu auto- respeito, em obter aprovação para fins necessários (como ser promovido no emprego, por exemplo), e em amar mais do que ser amado. 1
  149. 149. Crenças Irracionais • A idéia de que certos atos são errados, maus ou infames e que as pessoas que cometem tais atos deveriam ser severamente castigadas. Ao invés da idéia de que certos atos não são apropriados ou são anti-sociais, e que pessoas que cometem tais atos são invariavelmente estúpidas, ignorantes ou emocionalmente perturbadas. 2
  150. 150. Crenças Irracionais • A idéia de que é terrível, horrível e catastrófico quando as coisas não são o que desejaríamos que eles fossem. Ao invés da idéia de que é uma pena que as coisas não sejam do modo que nós gostaríamos que fossem e que se deveria certamente tentar mudar ou controlar as condições para que elas sejam mais satisfatórias, mas que se mudar ou controlar situações inconfortáveis é impossível, será melhor nos resignarmos com a sua existência e parar de dizer a si mesmo quão horríveis são. 3
  151. 151. Crenças Irracionais • A idéia de que a infelicidade humana é causada externamente e somos forçados a aceitá-la por pessoas de fora e por eventos. Ao invés da idéia de que virtualmente toda infelicidade humana é causada ou sustentada pela visão que temos das coisas no lugar das próprias coisas. 4
  152. 152. Crenças Irracionais • A idéia de que se alguma coisa é o pode ser perigosa e aterrorizante deveríamos nos preocupar terrivelmente com ela. Ao invés da idéia de que se alguma coisa é ou pode ser aterrorizante deveríamos enfrentá-la francamente e tentar torná-la não perigosa, e, quando isto é impossível, pensar em outras coisas e parar de dizer a si mesmo em que terrível situação nos encontramos ou poderemos nos encontrar. 5
  153. 153. Crenças Irracionais • A idéia de que é mais fácil evitar do que enfrentar as dificuldades da vida e as próprias responsabilidades. Ao invés da idéia de que o assim chamado caminho fácil é invariavelmente mais duro no final de contas e que, a única maneira de resolver problemas difíceis é enfrentá-los com firmeza. 6
  154. 154. Crenças Irracionais • A idéia de que necessitamos de algo diferente, mais forte ou maior que nós mesmos para nos apoiarmos. Ao invés da idéia de que geralmente é muito melhor apoiar-se sobre os próprios pés e ter fé em si mesmo e na capacidade que temos de enfrentar as difíceis circunstâncias da vida. 7
  155. 155. Crenças Irracionais • A idéia de que deveríamos ser absolutamente competentes, adequados, inteligentes e auto- realizadores em todos os aspectos possíveis. Ao invés da idéia de que deveríamos fazer preferivelmente a sempre tentar fazer bem e que deveríamos nos aceitar como uma criatura bastante imperfeita, que possui limitações humanas gerais e falhas específicas. 8
  156. 156. Crenças Irracionais • A idéia de que algo deveria afetar indefinidamente a nossa vida porque uma vez afetou-a intensamente. Ao invés da idéia de que deveríamos aprender pela nossa experiência passada, mas não nos deveríamos ligar demasiado a ela ou ser prejudicados pela mesma. 9
  157. 157. Crenças Irracionais • A idéia de que é vitalmente importante para a nossa existência aquilo que as outras pessoas fazem, e que deveríamos despender grandes esforços para modificá-las na direção em que gostaríamos que fossem. Ao invés da idéia de que as deficiências das outras pessoas são, em grande parte, seu problema e que pressioná-las para que mudem geralmente não as ajudará em nada. 10
  158. 158. Crenças Irracionais • A idéia de que a felicidade humana pode ser alcançada pela inércia e inatividade. Ao invés da idéia de que os homens tendem a ser mais felizes quando estão ativa e vitalmente absorvidos em ocupações criativas, ou quando estão se devotando a pessoas ou projetos fora de si mesmo. 11
  159. 159. Crenças Irracionais • A idéia de não possuímos virtualmente nenhum controle sobre nossas emoções e que não podemos deixar de sentir certos sentimentos. Ao invés da idéia de que temos um enorme controle sobre nossas emoções se optarmos por trabalhar para controlá-los e praticar dizendo os tipos de sentenças certas para si mesmo. 12
  160. 160. Diferenças entre métodos • Terapia Cognitiva: Beck e os pensamentos disfuncionais. – Maior complexidade, ligado aos transtornos psiquiátricos e menos embativa. • Terapia Racional Emotiva Comportamental: Ellis e as crenças irracionais. – Menor complexidade, mais embativo e ligado a questões de neuroticismo.
  161. 161. Identificando suposições disfuncionais (Beck, 1997) • Não refletem a realidade da experiência humana; • São rígidas, hipergeneralizadas e extremas; • Impedem a concretização dos objetivos ao invés de facilitá-los; • Sua transgressão está associada a emoções extremas e excessivas; • São relativamente inacessíveis a experiência comum.
  162. 162. Valores da TREC • Conscientizar as pessoas de que são elas mesmas que criam, em grande parte, suas próprias perturbações psicológicas e que, embora as condições ambientais possam contribuir para seus problemas, têm , em geral, uma importância secundária no processo de mudança.
  163. 163. Valores da TREC • Estimular as pessoas a reconhecer claramente que possuem a capacidade de modificar de uma maneira significativa estas perturbações psicológicas.
  164. 164. Valores da TREC • Proporcionar a compreensão de que perturbações emocionais comportamentais provêm, em grande parte, de crenças irracionais, dogmáticas e absolutistas.
  165. 165. Valores da TREC • Estimular a descoberta das crenças irracionais e discriminar entre elas suas alternativas racionais.
  166. 166. Valores da TREC • Questionar estas crenças irracionais utilizando os métodos lógico-empíricos da ciência.
  167. 167. Valores da TREC • Trabalhar no intuito de internalizar suas novas crenças racionais, empregando métodos cognitivos, emocionais e comportamentais de mudança.
  168. 168. Valores da TREC • Continuar este processo de refutação das idéias irracionais e utilizar métodos multimodais para mudanças durante o resto de suas vidas.
  169. 169. Informações pertinentes • Histórico pessoal: – Informação geral do paciente. – Informação familiar. – Relações interpessoais. – Estilo de vida e sistemas de apoio social.
  170. 170. Exploração do comportamento problema • Definição do problema. • Determinantes do problema. • Interface da sistematização: ANÁLISE FUNCIONAL.
  171. 171. Paradigma de Ellis, lembrando... A B C A(evento ativador)  B(Crenças)  C(Conseqüências) A(ativant event)  B(Beliefs)  C(Consequences)
  172. 172. Apresentação Racional • Explicar com algum detalhe racional do processo a seguir, que deverá incluir uma descrição do modelo ABC e do modo como as cognições e crenças interagem com as situações e emoções. • Procurar que o paciente compreenda a distinção entre situações, pensamentos e emoções.
  173. 173. Apresentação Racional • Especificar a natureza colaborativa do tratamento. • Apresentar uma descrição clara dos processos de tratamento com particular realce para o trabalho cognitivo, emocional e comportamental.
  174. 174. CONFRONTO RACIONAL • Transformar crenças em afirmações: – “Tenho medo de pessoas”, para “As pessoas são temíveis.” • Definir as crenças – Aqui materiais como inventários ou bibliografia podem ajudar. • Atitudes de distanciamento.
  175. 175. Atitudes de distanciamento 1. Lidar com os fatos no lugar das opiniões. 2. Aceitar os fatos que foram comprovados mesmo contradizendo os sentimentos. 3. Evitar conclusões dogmáticas baseadas em evidências limitadas. 4. Reconhecer a diferenças entre hipóteses e fatos.
  176. 176. Atitudes de distanciamento 5. Permanecer sem reposta até que seja encontrada uma. 6. Não aceitar a priori ou de modo permanente qualquer teoria. 7. Não rejeitar a priori ou de forma permanente qualquer teoria.
  177. 177. Atitudes de distanciamento 8. Procurar com igual esforço, evidência e contra-evidência para as teorias pessoais. 9. Abandonar as teorias que não possam vir a ser formuladas em termos de hipóteses testáveis.
  178. 178. Análise das evidências • Qual a racionalidade que apóia esta crença? • Existe evidência do contrário? • Existe como verificar esta evidência? • De forma realista e objetiva, qual é a probabilidade de que isto aconteça? • O que pode acontecer se você continuar a pensar assim?
  179. 179. Estabelecimento das conclusões • Com base no uso do método descrito, o paciente deverá procurar formulações racionais que mostrem alternativas as crenças irracionais identificadas.
  180. 180. Técnica de confronto • É a busca de forma de pensar antagônicas as crenças irracionais, que serão investigadas no repertório do paciente e estimuladas pelo terapeuta.
  181. 181. Técnica de confronto • Ajudar ao paciente a identificar pensamento questionadores para as crenças irracionais encontradas. • Assegurar que estes pensamentos “confrontativos” são realistas e lógicos(desde que o sejam).
  182. 182. Técnica de confronto • Instruir o paciente na disputa e enfrentamento das crenças irracionais com estes pensamentos “confrontativos” de forma maciça e freqüente. • Assegurar ao paciente eu cada solução encontrada pode ter uma modalidade idêntica sobre outras crenças irracionais.
  183. 183. Metáforas racionais • Anticatastróficas. • Racionais. • Utilitários. • Humorísticos.
  184. 184. Bibliografia • Beck e col. – TERAPIA COGNITIVA DA DEPRESSÃO. Artmed, 1997. • Caballo, V. – MANUAL DE TÉCNICAS DE TERAPIA E MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO. Ed. Santos, 1996. • Ellis, A. e Becker, I. – A CONQUISTA DA FELICIDADE. Record, 1982.
  185. 185. Bibliografia • Gonçalves, O. – TERAPIAS COGNITVAS: teorias e práticas. Biblioteca das Ciências do Homem, 2000. • Knapp, P. – TERAPIA COGNITIVO- COMPORTAMENTAL NA PRÁTICA PSIQUIÁTRICA. Artmed, 2004.
  186. 186. Bibliografia • Beck e col. – TERAPIA COGNITIVA DA DEPRESSÃO. Artmed, 1997. • Caballo, V. – MANUAL DE TÉCNICAS DE TERAPIA E MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO. Ed. Santos, 1996. • Ellis, A. e Becker, I. – A CONQUISTA DA FELICIDADE. Record, 1982.
  187. 187. Bibliografia • Gonçalves, O. – TERAPIAS COGNITVAS: teorias e práticas. Biblioteca das Ciências do Homem, 2000. • Knapp, P. – TERAPIA COGNITIVO- COMPORTAMENTAL NA PRÁTICA PSIQUIÁTRICA. Artmed, 2004.
  188. 188. rebt.org
  189. 189. Livros
  190. 190. Publicações do Instituto
  191. 191. Bibliografia • Caballo, V. – MANUAL DE TÉCNICAS DE TERAPIA E MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO. Ed. Santos, 1996. • Caballo, V.E. – Manual de avaliação e treinamento das habilidades sociais. Ed. Santos, 2003. • Ellis, Albert – COMO VIVER COM UM NEURÓTICO: em casa e no trabalho. Artenova, 1976. • Ellis, A. & Lange, A. – FIQUE FRIO! Ed. Best Seller, 1997. • Ellis, A. – OVERCOMING DESTRUTIVE BELIEFS, FEELINGS AND BEHAVIORS. Prometheus Books, 2001.
  192. 192. Bibliografia • Goldberg, E. – O CÉREBRO EXECUTIVO: Lobos frontais e a mente Civilizada. Imago, 2002. • Gonçalves, O. – TERAPIAS COGNITVAS: teorias e práticas. Biblioteca das Ciências do Homem, 2000. • Everly, G. & Rosenfeld, R. (1979) THE NATURE AND TREATMENT OF THE STRESS RESPONSE, New York: Plenum Press. • Hawton, K. e col – “TERAPIA COGNITIVA- COMPORTAMENTAL DOS TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICO – UM GUIA PRÁTICO”, Martins Fontes, 1997; • Knapp, P. – TERAPIA COGNITIVO- COMPORTAMENTAL NA PRÁTICA PSIQUIÁTRICA. Artmed, 2004.
  193. 193. marcelodarocha@globo.com

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  • Enaury

    Oct. 16, 2015
  • gutoites

    May. 27, 2016
  • ElizamaDeArajoFerreira

    May. 30, 2016
  • VinyBargh

    Sep. 7, 2016
  • CamillaQueiroz3

    Jan. 24, 2017
  • JosGuimares31

    Nov. 2, 2017
  • MarcoAntonioCardosoFerreira

    Jan. 29, 2018
  • RogerNeves5

    Mar. 22, 2018
  • ThiagoHenrique364

    Jan. 7, 2019
  • leandropereira524

    Mar. 16, 2019
  • MikyOliveira

    Aug. 27, 2019
  • GefersonFranciscodePaulaFrancisco

    Sep. 25, 2019
  • ClaudioAquino3

    Nov. 4, 2019
  • RayaneValim

    May. 22, 2020
  • VanessaMontanare

    Aug. 29, 2020
  • janeambrozio3

    Sep. 25, 2020
  • nartosface

    Nov. 1, 2020
  • dorothycoelho

    Jan. 20, 2021

Um curso sobre a obra de Albert Ellis e sua Terapia Racional Emotiva Comportamental (TREC ou REBT em inglês)

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