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O que é Terapia
Comportamental e
Cognitiva?
Marcelo da Rocha Carvalho
Psicólogo Clínico
Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental pela USP e pelo
Albert Ellis Institute
Professor Convidado do Curso de Pós-Graduação em TCC
AMBAN/IPq/FMUSP
marcelodarocha@globo.com
Conhecimentos
envolvidos na construção
da TCC
• Behaviorismo metodológico.
• Psicologia experimental.
• Behaviorismo radical.
• Terapia comportamental.
• Aprendizagem social e auto-eficácia.
• Desamparo aprendido.
• Ciência cognitiva: processos de memória,
atenção, etc.
• Terapia Racional, futura TREC.
• Terapia Cognitiva de Beck
O que pensamos sobre as TCC
O Desenvolvimento das
Terapias Comportamentais e
Cognitivas
Onde encontrar sobre o que
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• A Aprendizagem se refere a relação da
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a base uma única causa(tendências
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Erro conceitual e aproximação
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• Observações clínicas comportamentais:
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Pensamentos
• Há três níveis de cognição:
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• Os esquemas são estruturas
teleonômicas que evoluem para
facilitar a adaptação do indivíduo no
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Metáfora da TREC/TC e a
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Fala
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Cognições
encobertas
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automática
s
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automáticos
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disfuncionais
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TREC
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Centrais
Eu
PRECISO
fazer certo
Você
PRECISA
me tratar
bem
A Vida
PRECISA
ir bem
• A atividade cognitiva influencia o
comportamento.
• A atividade cognitiva pode ser monitorada
e alterada.
• O comportamento desejado pode ser
influenciado mediante a mudança
cognitiva.
(Dobson, 2001; apud Knapp, 2004)
• Os pacientes têm acesso aos
sentimentos com um breve
treinamento.
• Os pacientes têm acesso a
pensamentos e imagens com um
breve treinamento.
• Os pacientes têm problemas
identificáveis a serem focalizados.
• Os pacientes estão motivados a fazer
tarefas de casa e a aprender
• Os pacientes podem se engajar em
comportamento colaborativo com o
terapeuta em poucas sessões.
• As dificuldades no relacionamento
terapêutico não são um foco maior de
problemas
• Todas as cognições e todos os padrões
de comportamento podem ser
modificados por análise empírica,
discurso lógico, experimentação,
passos graduais e prática.
• Terapia Cognitiva: Beck e os
pensamentos disfuncionais.
– Maior complexidade, ligado aos transtornos
psiquiátricos e menos embativa.
• Terapia Racional Emotiva
Comportamental: Ellis e as crenças
irracionais.
– Menor complexidade, mais embativa e ligado a
questões de neuroticismo.
• Não refletem a realidade da experiência
humana;
• São rígidas, hipergeneralizadas e extremas;
• Impedem a concretização dos objetivos ao
invés de facilitá-los;
• Sua transgressão está associada a emoções
extremas e excessivas;
• São relativamente inacessíveis a experiência
comum.
• Seus objetivos são, segundo Hawton e col.(1997):
1) Ajudar pacientes a identificar os problemas
como causas da disforia;
2) Ajudá-lo a reconhecer os recursos que
possuem para abordar suas dificuldades;
3) Ensinar-lhes um método sistemático de
superar problemas atuais;
4) Incrementar seu senso de controle sobre os
problemas;
5) Oferecer-lhes um método para lidar com
problemas futuros.
1. Identificar os problemas do paciente.
2. Identificar os recursos do paciente – pontos fracos
e apoios.
3. Obter informações de outras fontes.
4. Decidir se a resolução de problemas é apropriada.
5. Decidir quanto às disposições práticas – quem
estará envolvido, número provável de sessões,
duração, tempo, etc.
6. Estabelecer um contrato terapêutico que inclua
responsabilidades do paciente e do terapeuta na
resolução de problemas.
Hawton, K. e Kirk, J, (1997)
1. Decidir quais problemas abordar primeiro.
2. Estabelecer objetivos de comum acordo.
3. Elaborar os passos necessários para alcançar os
objetivos.
4. Decidir as tarefas necessárias para abordar o
primeiro passo.
5. Revisar progressos na próxima sessão de terapia,
inclusive dificuldades encontradas.
6. Decidir próximo passo, dependendo do progresso, e
estabelecer as tarefas subsequentes.
7. Proceder, como acima, aos objetivos estabelecidos,
ou redefinir os problemas e objetivos.
1. Avaliação do nível e da sintomatologia do stress.
2. Avaliação de estressores externos e
autoproduzidos.
3. Treino comportamental-cognitivo inclui:
• Mudança do estilo cognitivo;
• Redução da excitabilidade emocional;
• Redução da excitabilidade física;
• Treino de assertividade e afetividade;
• Treino em resolução de problemas;
• Autocontrole da ansiedade;
• Manejo da hostilidade e irritabilidade;
• Administração do tempo.
• Redução do Padrão Tipo A do comportamento.
4. Mudança de estilo de vida com relação a:
• Atividade física;
• Nutrição;
• Relaxamento.
4. Plano de prevenção a recaída.
5. Seguimento para incentivar a adesão ao
tratamento.
(Lipp e Malagris, In.: Rangé, 2001)
Ambiente Futuro
Eu
DEPRESSÃO
Avaliação
negativa de:
• si - mesmo,
• ambiente e
• do futuro.
ANSIEDADE
Avaliação
catastrófica de:
• si – mesmo
como sem
estratégias,
• ambiente é
perigoso e
• do futuro
como incerto.
Texto indicado
Terapia cognitiva: esquema
Crenças Centrais
Esquemas disfuncionais
(regras, atitudes, suposições)
Situação → Pensamentos automáticos → Reações
Eu sou incompetente.
Se eu não entendo algo perfeitamente, então eu sou burro.
Ler um Livro Isso é difícil demais.
Eu jamais entenderia isso.
Emocional: Tristeza.
Comportamental:
fechar o livro.
Fisiológica: peso no
abdômen.
→ →
Diagrama Cognitivo
DesenvolvimentoDesenvolvimento
Crenças FundamentaisCrenças Fundamentais
Pressupostos, Regras, Expectativas e AtitudesPressupostos, Regras, Expectativas e Atitudes
Estratégias CompensatóriasEstratégias Compensatórias
Diagrama Cognitivo
Situação
Pensamento Automático
Significado
Sentimento
Comportamento
Erros Cognitivos
Onde encontrar sobre o que
falamos…
O que estava passando pela sua
cabeça neste momento?
• O maior impulso da terapia cognitivo-
comportamental é em direção à
compreensão da natureza e do
desenvolvimento do repertório
comportamental de um indivíduo e dos
processos cognitivos que o acompanham.
Paradigma de Ellis
A CB 
Evento ativador Crenças Conseqüências
Ativanting event Beliefs Consequences
Descrição da
situação
problemática:
O que
aconteceu?
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percebeu o que
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cognitivas
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questionamento:
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iB Crenças disfuncionais
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funcionamento eficaz;
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“Dogmático”
Ced Conseqüências
emocionais desejáveis
Ccd Conseqüências
comportamentais desejáveis
Cei Conseqüências
emocionais indesejáveis
Cci Conseqüências
comportamentais indesejáveis
Estratégias
comportamentais
Questionamento por
meio de condutas:
opostas às idéias
irracionais; ensaio de
conduta; inversão de
papel racional.
Efeitos do debate ou do
questionamento das crenças
irracionais
Efeitos Cognitivos
(Crenças
Racionais)
Efeitos
Efeitos
comportamentais
(comportamentos
desejáveis)
E
D
A B C
O Modelo da Mediação Cognitiva
“O que nos perturba não são os fatos,
são as coisas que pensamos sobre estes”.
A  B  C
Acontecimento  Crenças (Beliefs)  Conseqüência
Aaron T. Beck (1962)
S  PA  R
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Situação
(estímulo)
Cognição
(avaliação)
Reação
(emoção e
comportam
ento)
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Cérebr
o
Reptíli
co
Cérebro
Mamífero
Cérebro
Neo-
mamífero
Avaliação Comportamental e Cognitiva
Metáfora do Reforço
• O que reforça este
comportamento
inadequado?
• Quais seriam as
consequências que o
comportamento é
função?
• Quem reforça a conduta
do paciente?
• Quais são as
contingências que
sustentam este
comportamento?
Metáfora dos Déficits das
Habilidades Sociais
• Quais comportamentos faltam
em seu repertório que
viabilizariam sua melhora?
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são complicadores nas relação
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comportamentos e em quais
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assertivos?
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paciente aprendeu “um
senso de incontrabilidade”
em sua vida?
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desamparo?
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intransponível?
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áreas de sua vida?
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evento de desamparo?
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comportamento problema e
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Cognitivas
• Como o paciente interpreta a
sua vida?
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cognitivos?
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paciente para formas mais
esperançosas e passíveis de
enfrentamento do problema?
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suposições?
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disfuncionais precoces?
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irracionais ou demandas do
paciente e da família?
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para si frente a
situações em que seu
desempenho é favorável
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desempenho apesar das
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problema atual?
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A
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anutenção
Mais indicações…
• Bandura, Albert – Modificação do Comportamento.
Interamericana, Rio de Janeiro, 1979.
• Barlow, David (Org.) – “Manual Clínico dos Transtornos
Psicológicos”, Artes Médicas, 1999.
• Beck, A. e col – “Terapia Cognitiva da Depressão”, Artes
Médicas, 1979/1997.
• Caballo, V. – MANUAL DE TÉCNICAS DE TERAPIA E
MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO. Ed. Santos,
1996.
• Ellis, A. e Becker, I. – A CONQUISTA DA FELICIDADE.
Record, 1982.
• Ellis, Albert – COMO VIVER COM UM NEURÓTICO: em
casa e no trabalho. Artenova, 1976.
• Ellis, A. – OVERCOMING DESTRUTIVE BELIEFS, FEELINGS AND
BEHAVIORS. Prometheus Books, 2001.
• Ellis, A. & Lange, A. – FIQUE FRIO! Ed. Best Seller, 1997.
• Gonçalves, O. – TERAPIAS COGNITVAS: teorias e práticas.
Biblioteca das Ciências do Homem, 2000.
• Hawton, K. e col – “Terapia Cognitiva-Comportamental dos
Transtornos Psiquiátrico – um guia prático”, Martins Fontes,
1997;
• Knapp, P. – TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL NA
PRÁTICA PSIQUIÁTRICA. Artmed, 2004.
• Krumboltz, J. e Krumboltz, H. – Modificação do
Comportamento Infantil. EPU, São Paulo, 1977.
• Lipp, Marilda(org) – “O Stress está dentro de você” – Editora
Contexto, 2000.
• Lipp, M. e Malagris, L. – O stress emocional e seu tratamento. In:
Rangé, B. – PSICOTERAPIA COGNITVO-COMPORTAMENTAIS: um
diálogo com a psiquiatria. Artmed, 2001.
• Ryad, Simon – Psicologia Clínica Preventiva. Edusp, 1987.
• Seligman, M. – “Aprenda a ser Otimista”. Nova Era e
Record, 1992.
• Seligman, M. – “Desamparo: sobre depressão,
desenvolvimento e morte”. Hucitec-Edusp, 1977.
• Young, Jeffrey – “Terapia cognitiva do transtornos de
personalidade: uma abordagem focada no esquema”.
ArtMed, 2003.

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O que é a Terapia Comportamental e Cognitiva

  • 1. O que é Terapia Comportamental e Cognitiva? Marcelo da Rocha Carvalho Psicólogo Clínico Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental pela USP e pelo Albert Ellis Institute Professor Convidado do Curso de Pós-Graduação em TCC AMBAN/IPq/FMUSP marcelodarocha@globo.com
  • 2. Conhecimentos envolvidos na construção da TCC • Behaviorismo metodológico. • Psicologia experimental. • Behaviorismo radical. • Terapia comportamental. • Aprendizagem social e auto-eficácia. • Desamparo aprendido. • Ciência cognitiva: processos de memória, atenção, etc. • Terapia Racional, futura TREC. • Terapia Cognitiva de Beck
  • 3. O que pensamos sobre as TCC
  • 4.
  • 5.
  • 6. O Desenvolvimento das Terapias Comportamentais e Cognitivas
  • 7. Onde encontrar sobre o que falaremos… • Capítulos para leitura: – Dois – avaliação cognitivo comportamental completa; – Seis – terapia da depressão. – Doze – resolução de problemas e terapia breve em TCC
  • 10. Princípios fundamentais da TCC • A maneira como as pessoas interpretam os eventos influencia diretamente a emoção e o comportamento (Beck, 1976). • Beck e Alford (2000): a posição filosófica da teoria e terapia cognitiva integra: Dimensões Externas (contexto ambiental) Dimensões Internas (percepções fenomenológicas)
  • 11. O modelo cognitivo • A avaliação realista e a modificação no pensamento produzem melhora no humor e no comportamento. • A melhora duradoura resulta da modificação das crenças disfuncionais básicas dos pacientes.
  • 13. O modelo cognitivo comportamental
  • 15. Modelo Cognitivo Comportamental Sintomas Fisiológico s Experiênci a Subjetiva Respostas Comportamentais Avaliação Cognitiva Mal Adaptada Crenças Mal Adaptadas Processos de Atenção Gatilho Modificação da Situação Meditação, Relaxamento, Respiração Profunda Modificação da Atenção Psicoeducação e Reestruturação Cognitiva Modificação Comportamental Ativação Comportamental Exposição Aceitação Relaxamento e Respiração Profunda Diminuição da Reatividade
  • 16. Fazendo o básico: promovendo saúde
  • 17. • A Aprendizagem se refere a relação da mudança permanente num comportamento(ou possibilidade em comportar-se) trazida pela experiência, onde esta mudança não pode ser explicada sobre a base uma única causa(tendências genéticas, maturação ou estados temporários como fadiga, drogas, etc.).
  • 18.
  • 19. Erro conceitual e aproximação • Terapia Cognitiva da Depressão(Beck e col, 1997): – Erro conceitual gera aproximação ao modelo da TC: confusão entre ativação do paciente deprimido e técnicas comportamentais. • Observações clínicas comportamentais: – Bandura e a aprendizagem social e auto-eficácia. – Lazarus e a Terapia Multimodal. – Meichenbaum e auto-manejo. – Seligman e o desamparo aprendido.
  • 20. Pensamentos • Há três níveis de cognição: a. nível pré-consciente – pensamentos automáticos; b. nível consciente; c. nível metacognitivo: reflexão sobre um pensamento – respostas racionais. • Os esquemas são estruturas teleonômicas que evoluem para facilitar a adaptação do indivíduo no ambiente.
  • 21. Metáfora da TREC/TC e a “mente” Cognições Fala encobert a Crenças Cognições encobertas e automática s Crenças Pensamentos disfuncionais Crenças irracionais Pensamentos automáticos Esquemas disfuncionais Crenças Centrais ou Nucleares Crenças intermediárias (regras, atitudes, suposições)
  • 23. • A atividade cognitiva influencia o comportamento. • A atividade cognitiva pode ser monitorada e alterada. • O comportamento desejado pode ser influenciado mediante a mudança cognitiva. (Dobson, 2001; apud Knapp, 2004)
  • 24. • Os pacientes têm acesso aos sentimentos com um breve treinamento. • Os pacientes têm acesso a pensamentos e imagens com um breve treinamento. • Os pacientes têm problemas identificáveis a serem focalizados. • Os pacientes estão motivados a fazer tarefas de casa e a aprender
  • 25. • Os pacientes podem se engajar em comportamento colaborativo com o terapeuta em poucas sessões. • As dificuldades no relacionamento terapêutico não são um foco maior de problemas • Todas as cognições e todos os padrões de comportamento podem ser modificados por análise empírica, discurso lógico, experimentação, passos graduais e prática.
  • 26. • Terapia Cognitiva: Beck e os pensamentos disfuncionais. – Maior complexidade, ligado aos transtornos psiquiátricos e menos embativa. • Terapia Racional Emotiva Comportamental: Ellis e as crenças irracionais. – Menor complexidade, mais embativa e ligado a questões de neuroticismo.
  • 27. • Não refletem a realidade da experiência humana; • São rígidas, hipergeneralizadas e extremas; • Impedem a concretização dos objetivos ao invés de facilitá-los; • Sua transgressão está associada a emoções extremas e excessivas; • São relativamente inacessíveis a experiência comum.
  • 28. • Seus objetivos são, segundo Hawton e col.(1997): 1) Ajudar pacientes a identificar os problemas como causas da disforia; 2) Ajudá-lo a reconhecer os recursos que possuem para abordar suas dificuldades; 3) Ensinar-lhes um método sistemático de superar problemas atuais; 4) Incrementar seu senso de controle sobre os problemas; 5) Oferecer-lhes um método para lidar com problemas futuros.
  • 29. 1. Identificar os problemas do paciente. 2. Identificar os recursos do paciente – pontos fracos e apoios. 3. Obter informações de outras fontes. 4. Decidir se a resolução de problemas é apropriada. 5. Decidir quanto às disposições práticas – quem estará envolvido, número provável de sessões, duração, tempo, etc. 6. Estabelecer um contrato terapêutico que inclua responsabilidades do paciente e do terapeuta na resolução de problemas. Hawton, K. e Kirk, J, (1997)
  • 30. 1. Decidir quais problemas abordar primeiro. 2. Estabelecer objetivos de comum acordo. 3. Elaborar os passos necessários para alcançar os objetivos. 4. Decidir as tarefas necessárias para abordar o primeiro passo. 5. Revisar progressos na próxima sessão de terapia, inclusive dificuldades encontradas. 6. Decidir próximo passo, dependendo do progresso, e estabelecer as tarefas subsequentes. 7. Proceder, como acima, aos objetivos estabelecidos, ou redefinir os problemas e objetivos.
  • 31. 1. Avaliação do nível e da sintomatologia do stress. 2. Avaliação de estressores externos e autoproduzidos. 3. Treino comportamental-cognitivo inclui: • Mudança do estilo cognitivo; • Redução da excitabilidade emocional; • Redução da excitabilidade física; • Treino de assertividade e afetividade; • Treino em resolução de problemas; • Autocontrole da ansiedade; • Manejo da hostilidade e irritabilidade; • Administração do tempo. • Redução do Padrão Tipo A do comportamento.
  • 32. 4. Mudança de estilo de vida com relação a: • Atividade física; • Nutrição; • Relaxamento. 4. Plano de prevenção a recaída. 5. Seguimento para incentivar a adesão ao tratamento. (Lipp e Malagris, In.: Rangé, 2001)
  • 33. Ambiente Futuro Eu DEPRESSÃO Avaliação negativa de: • si - mesmo, • ambiente e • do futuro. ANSIEDADE Avaliação catastrófica de: • si – mesmo como sem estratégias, • ambiente é perigoso e • do futuro como incerto.
  • 36. Crenças Centrais Esquemas disfuncionais (regras, atitudes, suposições) Situação → Pensamentos automáticos → Reações Eu sou incompetente. Se eu não entendo algo perfeitamente, então eu sou burro. Ler um Livro Isso é difícil demais. Eu jamais entenderia isso. Emocional: Tristeza. Comportamental: fechar o livro. Fisiológica: peso no abdômen. → →
  • 37.
  • 38.
  • 39. Diagrama Cognitivo DesenvolvimentoDesenvolvimento Crenças FundamentaisCrenças Fundamentais Pressupostos, Regras, Expectativas e AtitudesPressupostos, Regras, Expectativas e Atitudes Estratégias CompensatóriasEstratégias Compensatórias
  • 42.
  • 43. Onde encontrar sobre o que falamos…
  • 44. O que estava passando pela sua cabeça neste momento?
  • 45. • O maior impulso da terapia cognitivo- comportamental é em direção à compreensão da natureza e do desenvolvimento do repertório comportamental de um indivíduo e dos processos cognitivos que o acompanham.
  • 46. Paradigma de Ellis A CB  Evento ativador Crenças Conseqüências Ativanting event Beliefs Consequences
  • 47. Descrição da situação problemática: O que aconteceu? Como o paciente percebeu o que aconteceu? Estratégias cognitivas Perguntas para o questionamento: lógicas; de comprovação da realidade; pragmáticas; outras. Estratégias emocionais Questionando por meio da imaginação: imaginação racional- emotiva negativa; imaginação racional- emoção positiva rB Crenças funcionais, lógicas, empíricas iB Crenças disfuncionais dificultam o funcionamento eficaz; ocorre um pensamento “Dogmático” Ced Conseqüências emocionais desejáveis Ccd Conseqüências comportamentais desejáveis Cei Conseqüências emocionais indesejáveis Cci Conseqüências comportamentais indesejáveis Estratégias comportamentais Questionamento por meio de condutas: opostas às idéias irracionais; ensaio de conduta; inversão de papel racional. Efeitos do debate ou do questionamento das crenças irracionais Efeitos Cognitivos (Crenças Racionais) Efeitos Efeitos comportamentais (comportamentos desejáveis) E D A B C
  • 48. O Modelo da Mediação Cognitiva “O que nos perturba não são os fatos, são as coisas que pensamos sobre estes”. A  B  C Acontecimento  Crenças (Beliefs)  Conseqüência Aaron T. Beck (1962) S  PA  R Situação (estímulo)  Pensamento Automático  Resposta Situação (estímulo) Cognição (avaliação) Reação (emoção e comportam ento) Comparativamente...
  • 51. Metáfora do Reforço • O que reforça este comportamento inadequado? • Quais seriam as consequências que o comportamento é função? • Quem reforça a conduta do paciente? • Quais são as contingências que sustentam este comportamento?
  • 52. Metáfora dos Déficits das Habilidades Sociais • Quais comportamentos faltam em seu repertório que viabilizariam sua melhora? • Que comportamentos sociais são complicadores nas relação com as pessoas e seu meio? • Quais os déficits de comportamentos e em quais ambientes eles se localizam? • Como facilitar o aprendizado de comportamentos assertivos? • O que oferecer de modelo e treino? • Ele é passivo ou agressivo em
  • 53. Metáfora do Desemparo Aprendido • Em que experiências o paciente aprendeu “um senso de incontrabilidade” em sua vida? • Como se estabeleceu o seu desamparo? • O que é para ele aversivo e intransponível? • Como isto afeta as outras áreas de sua vida? • Houve generalização do evento de desamparo? • Qual a relação entre seu comportamento problema e o desamparo?
  • 54. Metáfora das Distorções Cognitivas • Como o paciente interpreta a sua vida? • Eventos conflitantes? • Quais são seus erros cognitivos? • Como interferir na fala do paciente para formas mais esperançosas e passíveis de enfrentamento do problema? • Quais são suas regras e suposições? • Quais seus esquemas disfuncionais precoces? • Quais são as crenças irracionais ou demandas do paciente e da família?
  • 55. Metáfora do Auto-Manejo • O que o paciente diz para si frente a situações em que seu desempenho é favorável e o que diz quando não, que mantem seu desempenho apesar das consequências? • É possível muda-los? • Como ele reage com novas formas de interpretação sobre os eventos?
  • 56. Metáfora da Modelagem Social • Quais são seus modelos de vida? • O que ele tem de referencia positiva? • Que modelos cooperam para seu problema atual? • Quem ele imita de forma encoberta?
  • 57. Metáfora da relação interpessoal entre o paciente e o terapeuta. • Como o paciente lida com do terapeuta? • Qual emoção e comportamento estão mais presentes na relação? • Qual é a evolução da relação produtiva para modificação do problema? • Quais são comportamento clinicamente relevantes visto também no cotidiano do paciente?
  • 59. Onde encontrar sobre o que falamos…
  • 60. Mudança: Resposta Humana (Prochaska e Di Clemente) Nível de Conscientização Nível de Resposta Inércia Indecisão Rejeição Adaptação
  • 61. Onde encontrar sobre o que falamos…
  • 62. Prós e Contras e sua correlação com os Estágios de Mudança Contem plação Contras Prós Pré-Contem plação Preparação A ção M anutenção
  • 63.
  • 65. • Bandura, Albert – Modificação do Comportamento. Interamericana, Rio de Janeiro, 1979. • Barlow, David (Org.) – “Manual Clínico dos Transtornos Psicológicos”, Artes Médicas, 1999. • Beck, A. e col – “Terapia Cognitiva da Depressão”, Artes Médicas, 1979/1997. • Caballo, V. – MANUAL DE TÉCNICAS DE TERAPIA E MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO. Ed. Santos, 1996. • Ellis, A. e Becker, I. – A CONQUISTA DA FELICIDADE. Record, 1982. • Ellis, Albert – COMO VIVER COM UM NEURÓTICO: em casa e no trabalho. Artenova, 1976. • Ellis, A. – OVERCOMING DESTRUTIVE BELIEFS, FEELINGS AND BEHAVIORS. Prometheus Books, 2001.
  • 66. • Ellis, A. & Lange, A. – FIQUE FRIO! Ed. Best Seller, 1997. • Gonçalves, O. – TERAPIAS COGNITVAS: teorias e práticas. Biblioteca das Ciências do Homem, 2000. • Hawton, K. e col – “Terapia Cognitiva-Comportamental dos Transtornos Psiquiátrico – um guia prático”, Martins Fontes, 1997; • Knapp, P. – TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL NA PRÁTICA PSIQUIÁTRICA. Artmed, 2004. • Krumboltz, J. e Krumboltz, H. – Modificação do Comportamento Infantil. EPU, São Paulo, 1977. • Lipp, Marilda(org) – “O Stress está dentro de você” – Editora Contexto, 2000. • Lipp, M. e Malagris, L. – O stress emocional e seu tratamento. In: Rangé, B. – PSICOTERAPIA COGNITVO-COMPORTAMENTAIS: um diálogo com a psiquiatria. Artmed, 2001.
  • 67. • Ryad, Simon – Psicologia Clínica Preventiva. Edusp, 1987. • Seligman, M. – “Aprenda a ser Otimista”. Nova Era e Record, 1992. • Seligman, M. – “Desamparo: sobre depressão, desenvolvimento e morte”. Hucitec-Edusp, 1977. • Young, Jeffrey – “Terapia cognitiva do transtornos de personalidade: uma abordagem focada no esquema”. ArtMed, 2003.

Notas do Editor

  1. Quite by accident, sooner or later the rat would press a lever in the box and cause the dispenser to release a pellet of food. After several accidental repetitions of the lever pressing behavior, the rat learns to press the lever consistently based upon the immediate reinforcement (food pellets) which are associated with that behavior. By the end of the experiment the rat did little else other that pressing the level and eating. Figure 6-9 from Davis, S.F., & Palladino, J.J. (1997). Psychology, 2nd edition. Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall.