Nh aula 1 - intro, tmb, dr is

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Nh aula 1 - intro, tmb, dr is

  1. 1. Nutrição Humana
  2. 2. <ul><li>Hipócrates &quot;o alimento seria o teu remédio“ </li></ul><ul><ul><li>indivíduos obesos morriam precocemente </li></ul></ul><ul><li>1750 e 1900 d.C, era químico-analítica , Lavoisier, considerado o &quot;Pai da Nutrição“: respiração, da oxidação e da calorimetria, sempre relacionadas com a utilização da energia proveniente dos alimentos. </li></ul><ul><li>Atual: era biológica , visa determinar as relações entre os nutrientes, seus exatos papéis biológicos, e as necessidades dietéticas humanas. </li></ul><ul><li>Curativo  Preventivo </li></ul>
  3. 3. Conceitos básicos <ul><li>Nutrição  é o conjunto de processos por meio dos quais o organismo vivo recolhe e transforma as substâncias sólidas e líquidas exteriores de que precisa para sua manutenção, desenvolvimento orgânico normal e produção de energia. </li></ul><ul><li>Alimentação  é o ato e o agente da nutrição, ou seja, é o ato voluntário de selecionar, preparar e ingerir o alimento para satisfazer o apetite, agradar ao paladar, e suprir as necessidades nutritivas do organismo. </li></ul><ul><li>Alimento  é todo o material nutritivo que o homem consome para equilibrar suas funções vitais diárias e é indispensável para a saúde, porque promove o crescimento, desenvolvimento e energia. </li></ul><ul><li>Nutrientes  são substâncias que realmente exercem a função dos alimentos. São obtidos pela digestão dos alimentos e são necessários à diversas funções no organismo. </li></ul>
  4. 4. METABOLISMO ENERGÉTICO
  5. 5. Os nutrientes <ul><li>Macronutrientes </li></ul><ul><li>Micronutrientes </li></ul><ul><li>(REGULADORES) </li></ul><ul><li>Não fornecem energia </li></ul><ul><li>Vitaminas e Minerais </li></ul><ul><li>FORNECEM ENERGIA: </li></ul><ul><li> Carboidrato </li></ul><ul><li> Proteína </li></ul><ul><li>Lipídeo </li></ul><ul><li>Etanol (?) </li></ul>+ FIBRAS
  6. 7. UNIDADES DE ENERGIA <ul><li>Caloria: é a unidade padrão de medida de calor. </li></ul><ul><li>Uma Kcal é a energia calorífica necessária para elevar em 1°C a temperatura de 1 Kg de água. </li></ul><ul><li>Joule: é a medida de energia no sistema métrico. </li></ul><ul><li>1caloria = 4,18 joules </li></ul>
  7. 8. MÉTODOS PARA DETERMINAR O VALOR ENERGÉTICO DOS ALIMENTOS <ul><li>Calorimetria Direta Bomba calorimétrica ou calorímetro. O alimento é colocado em combustão em um recipiente de metal fechado o qual é imerso em água. </li></ul><ul><ul><li>Carboidratos e lipídeos : são completamente oxidados em CO2 e H2O. </li></ul></ul><ul><ul><li>Proteínas : o grupo amina (NH3) dos aminoácidos não é oxidado no corpo como na bomba calorimétrica, pois é excretado na urina, principalmente na forma de uréia. </li></ul></ul><ul><ul><li>A lcool : calorias vazias  não contribui para a nutrição (7Kcal/g). </li></ul></ul><ul><li>Calorimetria Indireta </li></ul><ul><ul><li>Oxicalorímetro. </li></ul></ul><ul><li>O valor energético dos alimentos é calculado medindo-se a quantidade de O2 necessária para a combustão completa de uma amostra de peso conhecido. </li></ul><ul><li>A quantidade de O2 está diretamente relacionada ao valor energético. </li></ul>
  8. 9. MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DO CALOR PRODUZIDO PELO CORPO HUMANO <ul><li>Calorimetria Direta </li></ul><ul><ul><li>Câmara isolada, hermeticamente fechada, com tamanho variável para acomodação de um homem. </li></ul></ul><ul><li>O calor gerado pela pessoa na câmara é absorvido na água  elevação da temperatura da água. </li></ul><ul><li>Desvantagens: custo, operacionalidade, quantidade </li></ul><ul><li>Calorimetria Indireta </li></ul><ul><ul><li>Mensura o oxigênio consumido, a produção de gás carbônico e a excreção de nitrogênio (padronizada em 13mg/N/dia). </li></ul></ul><ul><li>Equipamento: Deltatrac (nome comercial). </li></ul>
  9. 11. Quociente respiratório dos alimentos <ul><li>O nosso consumo calórico pode ser utilizado medindo os nossos gases respiratórios </li></ul><ul><li>Em repouso o QR oscila entre 0.78-0.80. No exercício o QR aproxima-se de 1 </li></ul>
  10. 12. Quociente respiratório dos alimentos <ul><li>QR = moles de CO2 expirado moles de O2 consumido </li></ul><ul><li>Carboidratos </li></ul><ul><li>C6H12O6 + 6 O2  6CO2 + 6H2O </li></ul><ul><li>QR = CO2 = 6 = 1 O2 6 </li></ul><ul><li>Lipídeos </li></ul><ul><li>2C57H110O6 + 163O2  </li></ul><ul><li>114CO2 + 110H2O </li></ul><ul><li>QR = CO2 = 114 = 0,7 </li></ul><ul><li>O2 163 </li></ul><ul><li>Proteínas </li></ul><ul><li>A oxidação não pode ser expressa facilmente devido à sua estrutura química variável </li></ul><ul><li>QR é aproximadamente 0,8. </li></ul>
  11. 13. Exercício Determinar o valor calórico: Barra de cereais: 21g de CHO, 6g de gord. e 14g de ptn.
  12. 14. Como armazenamos energia?
  13. 15. Gasto de energia <ul><li>TMB </li></ul><ul><li>Condição do organismo após 12h de jejum, em repouso, acordado, sem movimentos, em ambiente termoneutro. </li></ul><ul><li>Efeito Térmico dos Alimentos </li></ul><ul><li>Representa o aumento do gasto energético durante a digestão dividido pelo conteúdo energético do alimento consumido. Varia de 5 a 10% para carboidratos, de 0 a 5% para lipídios e de 20 a 30% para proteínas. O consumo de uma dieta mista geralmente implica num aumento equivalente a 10% do conteúdo energético da dieta. Pode resultar em um aumento considerável no gasto energético de repouso (GER) durante as horas que sucedem a ingestão de uma refeição. </li></ul>
  14. 16. Fatores que influenciam o metabolismo basal <ul><li>Área de superfície:  área corpórea   necessidade de calor </li></ul><ul><li>Sexo:  5 a 10% nas mulheres </li></ul><ul><li>Gravidez:  atividade dos órgãos </li></ul><ul><li>Idade:  1° e 2° ano, puberdade, vida adulta (  2%/década). </li></ul><ul><li>Composição corporal:  tecido adiposo   TMB </li></ul><ul><li>Glândulas endócrinas: hipotireoidismo (  30 a 40%) hiper (  até 80%) </li></ul><ul><li>Estado nutricional:  desnutridos </li></ul><ul><li>Clima:  climas frios </li></ul><ul><li>Febre:  13%  cada grau acima de 37°C </li></ul>
  15. 17. CÁLCULO DA TAXA DE METABOLISMO BASAL <ul><li>Necessidades energéticas basais para pessoas com constituição corporal “padrão”. </li></ul><ul><ul><li>Homens: 1kcal/kg </li></ul></ul><ul><ul><li>de peso/hora </li></ul></ul><ul><ul><li>Mulheres: 0,9kcal/kg </li></ul></ul><ul><ul><li>de peso/hora </li></ul></ul><ul><ul><li>Acima de 50 anos: </li></ul></ul><ul><ul><li>a taxa metabólica é reduzida em 10%. </li></ul></ul><ul><li>Equações recomendadas pela Organização Mundial de Saúde. </li></ul>
  16. 20. GASTO ENERGÉTICO TOTAL <ul><li>Necessidades energéticas  o nível de energia necessário para manter o balanço entre o consumo e o gasto energético quando o indivíduo apresenta peso, composição corporal e nível de atividade física compatíveis com um bom estado de saúde. </li></ul><ul><li>O gasto energético total (GET) pode ser estimado da seguinte forma: </li></ul><ul><li>GET = TMB x FA </li></ul>
  17. 21. OUTRA MANEIRA … ENERGIA EER: Estimated Energy Requeriments É definida como a ingestão média de energia para manter o balanço energético em indivíduos saudáveis de determinada idade, sexo, peso, altura e nível de atividade física consistente com boa saúde (Tabelas Word)
  18. 22. INGESTÃO DIETÉTICA DE REFERÊNCIA (IDR) ou DIETARY REFERENCE INTAKE (DRI) <ul><li>Ingestão de nutrientes estimadas  planejamento e avaliação dietética de indivíduos sadios. </li></ul><ul><li>Compreende conceitos de referência para ingestão de nutrientes: </li></ul><ul><li>RDA (Recommended Dietary Allowances ou Quota Dietética Recomendada): </li></ul><ul><li>- Níveis médios de ingestão dietética diários, suficientes para atingir requerimento nutricional de quase todos (97 a 98%) os indivíduos sadios de um determinado estágio da vida e sexo. </li></ul><ul><li>- Subestima muitos indivíduos na prática! </li></ul><ul><li>AI (Adequate Intake ou Ingestão Adequada): </li></ul><ul><li>- Níveis de ingestão dietética diária recomendadas baseadas em observações ou aproximações de ingestão de nutrientes de um grupo de indivíduos sadios. </li></ul><ul><li>- Usadas quando as RDAs não podem ser determinadas </li></ul>
  19. 23. <ul><li>UL (Tolerable Upper Intake Level ou Nível de Ingestão máxima Tolerável) </li></ul><ul><li>- Níveis mais altos de ingestão diária de nutrientes prováveis de não causar riscos ou efeito adverso à saúde de quase todos os indivíduos de um determinado grupo populacional. </li></ul><ul><li>EAR (Estimated Average Requirement ou Requerimento Médio Estimado): </li></ul><ul><li>- Quantidade de um nutriente que é estimada para atingir a necessidade ou requerimento do nutriente que é estimada para atingir a necessidade ou requerimento do nutriente da metade dos indivíduos sadios de um grupo populacional. </li></ul>
  20. 24. 50% 97 - 98%
  21. 25. Usos das ingestões dietéticas de referência para indivíduos sadios e grupos populacionais
  22. 26. MACRONUTRIENTES <ul><li>AMDR: Acceptable Macronutrient Distribuition Ranges </li></ul><ul><ul><li>Refere-se as faixas de distribuição percentual dos macronutrientes aceitáveis para determinado valor calórico total que é associado com redução do risco de doenças crônicas e que atende à ingestão de nutrientes essenciais . </li></ul></ul><ul><ul><li>Faixa de Distribuição Aceitável de Macronutrientes (AMDRs – Acceptable Macronutrient Distribution Ranges) </li></ul></ul>
  23. 27. Fonte: Institute of Medicine – Dietary Reference Intake, 2002.

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