Ne aula 4. suplementação

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Ne aula 4. suplementação

  1. 1. SUPLEMENTAÇÃO NA PRÁTICA ESPORTIVA
  2. 2. SUPLEMENTOS <ul><li>“ ...suplementos vitamínicos e/ou de minerais são definidos como alimentos que servem para complementar com nutrientes a dieta diária de uma pessoa saudável, em casos onde a sua ingestão, a partir da alimentação, seja insuficiente ou quando a dieta requerer suplementação...” </li></ul><ul><li>Portaria 32/98- Ministério da Saúde </li></ul>
  3. 3. SUPLEMENTOS <ul><li>” ...suplementos são só vitaminas e/ou minerais isolados ou combinados entre si, desde que não ultrapassem 100% da Ingestão Diária Recomendada, cuja sigla derivada do inglês é RDI. Acima dessas dosagens são considerados medicamentos, podendo ser de venda livre quando não ultrapassam em até 100 % a RDI, vendidos apenas com prescrição médica quando apresentam valores acima desses limites.” </li></ul><ul><li>Portaria 33/98- Ministério da Saúde </li></ul>
  4. 4. Suplementos Vitamínicos e minerais <ul><li>Segundo TIRAPEGUI, não existe a necessidade de suplementar tais nutrientes quando a pessoa possui uma alimentação adequada. </li></ul><ul><li>Segundo ACSM, apenas após uma atividade física muito intensa (acima de 3 a 4 horas) e com uma sudorese elevada será necessário a suplementação de eletrólitos. </li></ul>
  5. 5. RECURSOS ERGOGÊNICOS <ul><li>São substâncias ou artifícios visando a melhora da performance. (ACSM) </li></ul><ul><li>“ ... O marketing dos recursos ergogênicos é internacional, milhões de dólares são pagos pelo desejo dos atletas de serem os melhores, e quando algum ítem não tem efeito ou é desacreditado pelas pesquisas científicas, outros produtos aparecem para ocuparem o lugar...” </li></ul><ul><li>(ACSM, ADA, Dietitians of Canada, 2000) </li></ul>
  6. 6. RECURSOS ERGOGÊNICOS <ul><li>“ ...A avaliação nutricional relacionada com os recursos ergogênicos requer atenção especial para determinados aspectos: </li></ul><ul><li>-Se existe validade científica na área da Nutrição Esportiva </li></ul><ul><li>-Se as pesquisas desenvolvidas com o produto foram de qualidade realmente científica </li></ul><ul><li>-Se existe conseqüências para a saúde do indivíduo ” </li></ul><ul><li>(ACSM, ADA, Dietitians of Canada, 2000) </li></ul>
  7. 7. RECURSOS ERGOGÊNICOS <ul><li>A comprovação dos efeitos ergogênicos desses produtos está sendo investigada e realizada por estudos científicos. </li></ul><ul><li>Muitos resultados são tendenciosos e contraditórios, sendo inconclusivos. </li></ul><ul><li>O profissional nutricionista deve ter cautela para analisar tais resultados, a origem dos estudos, pois a utilização de algum produto pode provocar malefícios à saúde do cliente. </li></ul>
  8. 8. RECURSOS ERGOGÊNICOS <ul><li>São classificados em 4 categorias: </li></ul><ul><li>Nutricionais – denominados como “suplementos esportivos”, podem ser chamados de Suplementos nutricionais ergogênicos que atuam: </li></ul><ul><li>No metabolismo energético: carboidratos, creatina, carnitina, BCAAs, </li></ul><ul><li>No aumento de massa muscular: proteínas isoladas, aminoácidos essenciais, HMB </li></ul><ul><li>Na melhora da saúde: glutamina e nutrientes antioxidantes </li></ul>
  9. 9. RECURSOS ERGOGÊNICOS <ul><li>Outros compostos – sem nenhuma comprovação científica: ginseng, ácido pangâmico e alguns minerais e vitaminas </li></ul><ul><li>Farmacológicos –, anabolizantes, hormônio do crescimento, anfetaminas, termogênicos, cafeína entre outros... </li></ul><ul><li>Psicológicos - hipnose, controle de estresse e ansiedade... </li></ul><ul><li>Mecânica ou Biomecânica - equipamentos esportivos mais leves, depilação pré-competição, tênis mais leve para os corredores... </li></ul>
  10. 10. RECURSOS ERGOGÊNICOS <ul><li>Segundo o Ministério da Saúde: </li></ul><ul><li>Alimentos (E NÃO SUPLEMENTOS) para praticantes de atividade física é um subgrupo dos chamados alimentos para fins especiais. </li></ul><ul><li>Portaria 222/98 , pelo Ministério da Saúde: </li></ul><ul><li>são definidos como alimentos especialmente formulados e elaborados para praticantes de atividade física, incluindo formulações contendo aminoácidos (aas) oriundos da hidrólise de proteínas, aas essenciais quando usados em suplementação para alcançar alto valor biológico e aas de cadeia ramificada, desde que não apresentem ação terapêutica ou tóxica. </li></ul>
  11. 11. REPOSITORES HIDROELETROLITICOS <ul><li>Normas brasileiras dividem os produtos da seguinte forma: </li></ul><ul><li>Repositores hidreletrolíticos para praticantes de atividade física e atletas. </li></ul><ul><li>Formulados pela concentração variada de eletrólitos (sódio e cloreto) + concentrações variadas de carboidratos = para reposição hídrica e eletrolítica (decorrente do exercício). </li></ul><ul><li>Para se obter o Registro de BEBIDA ISOTÔNICA: deve ter a comprovação que a osmolalidade está 15% próxima da osmolalidade plasmática (285mOsm/L), pode ser em líquido ou em pó (Gatorade e Sport Drink). </li></ul>
  12. 12. REPOSITORES HIDROELETROLITICOS <ul><li>Comprovado cientificamente que indivíduos que possuem uma sudorese elevada, que treinam por mais de 3 horas ao ar livre, que apresentam um “pozinho” branco na superfície da pele após um treino( resultado de uma grande eliminação de Sódio) precisam ingerir repositores hidreletrolíticos (corredores, ciclistas...). </li></ul><ul><li>Praticantes de atividade física a nível moderado (média de até 2 horas por dia), conseguem repor os eletrólitos pela alimentação. </li></ul>
  13. 13. REPOSITORES ENERGÉTICOS <ul><li>Repositores energéticos para praticantes de atividade física e atletas: </li></ul><ul><li>Produtos que apresentam no mínimo 90% de carboidratos em sua composição, podendo ter vitaminas e minerais = para permitir o alcance e/ou manutenção dos níveis apropriados de energia; </li></ul><ul><li>Vendidos na forma líquida, em pó, em barra ou gel (Sport Energy, Exceed, Carboplex, Carbo Fuel, Maltodextrina, Carb Up e outros...); </li></ul><ul><li>Comprovado cientificamente que atletas e praticantes de atividade física que não conseguem ingerir este nutriente através de alimentos, existe a necessidade de suplementar com carboidratos não existindo efeitos colaterais negativos. </li></ul>
  14. 14. REPOSITORES ENERGÉTICOS <ul><li>A diluição do carboidrato em pó, geralmente é: </li></ul><ul><li>4 colheres de sopa em 500 ml de água = média de 240 Kcal (olhar o rótulo); </li></ul><ul><li>*porém muitas pessoas preferem diluir </li></ul><ul><li>3 colheres de sopa em 500ml de água = média de 180 Kcal </li></ul><ul><li>1 sachê de carboidrato em gel apresenta uma média de: 80 Kcal ou 120 Kcal (olhar o rótulo). </li></ul>
  15. 15. Alimentos compensadores <ul><li>Alimentos compensadores para praticantes </li></ul><ul><li>de atividade física e atletas </li></ul><ul><li>Produtos que contem uma concentração variada de macronutrientes (proteínas, carboidratos e gorduras) = para visar a adequação desses nutrientes à alimentação; </li></ul><ul><li>Carboidratos devem estar abaixo de 90% do valor calórico do produto, mínimo 65% de proteínas de alto valor biológico, contendo 1/3 gordura saturada, 1/3 monoinsaturada , 1/3 poliinsaturada e pode conter vitaminas e minerais, são os chamados hipercalóricos (Critical Mass, Mega Mass e Gainers Fuel). </li></ul><ul><li>“ Substituidores de refeições” </li></ul>
  16. 16. Alimentos compensadores <ul><li>Produtos, que infelizmente no Brasil, não possuem uma fiscalização adequada. Na Europa, analisaram vários produtos e encontraram susbstâncias anabolizantes (hormônios) dentro deles. </li></ul><ul><li>É possível elaborar uma vitamina hipercalórica utilizando alimentos que são naturalmente seguros: </li></ul><ul><li>1 copo de leite integral (180 Kcal) </li></ul><ul><li>3 colh. de sopa de um cereal (granola,aveia ou sucrilhos)(140 Kcal) </li></ul><ul><li>1 colher de sopa de mel (90 Kcal) </li></ul><ul><li>1 banana (70 Kcal) </li></ul><ul><li>__________________ </li></ul><ul><li>média de 480 Kcal </li></ul><ul><li>DAR PREFERÊNCIA AOS ALIMENTOS!!!! </li></ul><ul><li>Obs: para não enjoar do sabor, sugerir estar sempre variando a fruta e o tipo de cereal </li></ul>
  17. 17. Alimentos protéicos para atletas <ul><li>Produtos com predominância de proteínas hidrolisadas e são formulados = para aumentar a ingestão destes nutrientes ou complementar a dieta quando as necessidades não estejam sendo supridas pelas fontes alimentares habituais; </li></ul><ul><li>Os produtos devem ter: mínimo de 50% das calorias oriundas das proteínas, 65% de prot de alto valor biológico, podem conter vitaminas e minerais (< RDI) e carboidratos e gorduras (Whey Protein, Albumina Pura, WP3, Amino 2222, Amino Fluid 35.8000 ) </li></ul>
  18. 18. WHEY PROTEIN ALBUMINA PURA <ul><li>Função fisiológica no organismo humano : os aminoácidos participam da estrutura dos tecidos musculares e são responsáveis pela síntese proteica muscular. </li></ul><ul><li>Objetivo comercial : considera-se que a ingestão de tipos específicos de proteínas consideradas de “rápida absorção” (Whey protein) são mais efetivas para aumentar a hipertrofia muscular. </li></ul><ul><li>Pesquisas científicas : não existem evidências científicas de que o consumo de misturas especiais de aminoácidos ou de certos tipos de proteína ofereça qualquer vantagem adicional em relação ao ganho de massa muscular, comparados com proteínas de alto valor biológico provenientes dos alimentos. </li></ul><ul><li>Efeitos colaterais :Efeitos adversos comprovados como sobrecarga renal, devido ao excesso de ingestão protéica diária. (POWERS, 2000; Wolf, 2000; Lancha Jr., 2000,SBME, 2003) </li></ul>
  19. 19. ARGININA, LISINA e ORNITINA <ul><li>Função fisiológica no organismo humano: são aminoácidos relacionados com a liberação de hormônio do crescimento. </li></ul><ul><li>Objetivo comercial: estimular a liberação de hormônio do crescimento humano e insulina para ocasionar um aumento da massa muscular. </li></ul><ul><li>Pesquisas científicas : estudos em fisiculturistas não demonstraram aumento da liberação de hormônio do crescimento e da insulina. </li></ul><ul><li>Efeitos colaterais : não são relatados. </li></ul>
  20. 20. GLUTAMINA <ul><li>Função fisiológica no organismo humano: relacionado com a síntese protéica e inibição da degradação protéica. </li></ul><ul><li>Objetivo comercial: estimular a ressíntese de glicogênio muscular, aumento da massa muscular e melhorar a performance. </li></ul><ul><li>Pesquisas científicas : estudos não demonstram tais efeitos, apesar do uso na clínica ser bastante efetivo. </li></ul><ul><li>Efeitos colaterais : não são relatados. </li></ul>
  21. 21. HMB (beta-hidroxi-beta-metilbutirato) <ul><li>Função fisiológica no organismo : metabólito da Leucina que sintetiza HMG-Coa responsável pelo funcionamento e crescimento celular. </li></ul><ul><li>Objetivo comercial: com uma quantidade maior de HMB, garantiria uma produção maior de HMG-CoA, diminuindo o dano muscular induzido pelo exercício e degradação protéica normal. </li></ul><ul><li>Pesquisas científicas : não existem evidências científicas. Resultados contraditórios. </li></ul><ul><li>Efeitos colaterais: não são relatados. </li></ul>
  22. 22. CARNITINA <ul><li>Função fisiológica no organismo humano : transporte de ácidos graxos para o interior da mitocôndria muscular. A oxidação dos ácidos graxos ocorre devido a presença da Coenzima-A, não sendo a carnitina responsável por esta função. Existe uma proporção de 1000:100 (carnitina X enzima ). </li></ul><ul><li>Objetivo comercial: quanto maior a quantidade de carnitina no organismo, mais ácidos graxos serão transportados para a mitocôndria acelerando a oxidação de gorduras, sendo excelente para quem quer emagrecer. </li></ul><ul><li>Pesquisas científicas : bioquimicamente não é possível ocorrer tal mecanismo não existindo evidências da eficácia. (LANCHA Jr., 2000 ; POWERS, 2000) </li></ul><ul><li>Efeitos colaterais: não foram identificadas. </li></ul>
  23. 23. CREATINA <ul><li>Composto nitrogenado (formada por alguns aminoácidos); </li></ul><ul><li>É sintetizada pelo fígado (endógena); </li></ul><ul><li>É consumida pelos alimentos: Carnes, peixes e alguns produtos de origem vegetal (exógena); </li></ul><ul><li>Estudos sugerem que o músculo humano apresenta um acúmulo máximo de creatina no músculo seco; </li></ul><ul><li>Função fisiológica no organismo humano : participar do sistema ATP-CP, onde é importante para a ressíntese de ATP. E tendo ATP disponível, maior a capacidade do indivíduo em realizar atividades curtas e de alta intensidade (treino de força, explosão). </li></ul><ul><li>Objetivo comercial : com mais creatina muscular ocorrerá uma maior formação de fosfocreatina que aumentará a ressíntese de ATP e com isso, mais fornecerá mais energia para a realização de exercícios de força e explosão. Isso tudo resultará em um aumento maior da massa muscular. </li></ul>
  24. 24. CREATINA <ul><li>Pesquisas científicas : algumas mostraram aumento na potência em atividades de alta intensidade e curta duração e outras não demonstraram tais efeitos.É necessário mais estudos. </li></ul><ul><li>Efeitos colaterais: Indícios de possível efeito sobre função hepática e renal e é relatado que o aumento do peso corporal deve-se a retenção hídrica (LANCHA Jr, 2001); </li></ul><ul><li>A alimentação do brasileiro já é hiperprotéica, a recomendação diária é alcançada pelos alimentos. </li></ul><ul><li>O efeito ergogênico prometido pelos fabricantes deve ser mais estudado, pois os resultados são contraditórios e inconclusivos. </li></ul>
  25. 25. BCAA <ul><li>Produtos de concentrações variadas de aminoácidos de cadeia ramificada = para fornecer energia para atletas. </li></ul><ul><li>70% dos nutrientes energéticos da formulação devem ser de aas de cadeia ramificada (valina, leucina e isoleucina), fornecendo até 100 % das necessidades diárias de cada aminoácido (BCAA 1500, BCAA 2000..). </li></ul><ul><li>Função fisiológica no organismo: são aminoácidos que competem com o triptofano que é precursor da serotonina que leva à fadiga central. Os aminoácidos são: Leucina, isoleucina e valina. A leucina tem uma participação no estímulo da síntese protéica. </li></ul>
  26. 26. BCAA <ul><li>Objetivo comercial: durante a atividade, com uma quantidade maior de BCAAS, manteria a competição e não haveria a produção de serotonina que levaria à fadiga central. A pessoa permaneceria por mais tempo na atividade física. E a Leucina participando do aumento da massa muscular. </li></ul><ul><li>Pesquisas científicas : não existem evidências científicas em relação ao retardamento da fadiga central. Para um aumento da síntese de massa muscular os resultados das pesquisa são limitados, necessitando de mais estudos. </li></ul><ul><li>Efeitos colaterais: relacionados com o excesso de ingestão de proteínas. </li></ul>
  27. 27. Antioxidantes <ul><li>Vitamina A </li></ul><ul><li>Beta-Caroteno </li></ul><ul><li>Vitamina C </li></ul><ul><li>Selênio </li></ul><ul><li>Vitamina E </li></ul><ul><li>Zinco </li></ul><ul><li>Ômega 3 </li></ul>
  28. 28. SUPLEMENTAÇÃO <ul><li>USÁ-LOS OU NÃO ? EIS A QUESTÃO... </li></ul><ul><li>PENSEM NISSO... </li></ul><ul><li>E NÃO SE ESQUEÇAM QUE SOMOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE </li></ul>
  29. 29. RECURSOS ERGOGÊNICOS FARMACOLÓGICOS
  30. 30. ESTERÓIDES ANDROGÊNICOS-ANABÓLICOS <ul><li>* Funciona de maneira semelhante à testosterona, o principal hormônio masculino; </li></ul><ul><li>* A testosterona contribui para as características sexuais secundárias masculinas: diferenças sexuais na massa muscular e força que se manifestam no início da puberdade; </li></ul><ul><li>* É produzida nos testículos e pelas glândulas supra-renais (endógena). </li></ul>
  31. 31. ESTERÓIDES ANDROGÊNICOS-ANABÓLICOS <ul><li>OBJETIVOS DE SUA UTILIZAÇÃO </li></ul><ul><li>*Uso terapêutico: pacientes com deficiência nos androgênios naturais ou com doenças caracterizadas por desgaste muscular; </li></ul><ul><li>*Uso ergogênico: atletas ou praticantes de atividade física em busca de um crescimento muscular em virtude do acúmulo anabólico de tecidos. </li></ul><ul><li>*Pesquisas comprovam que realmente aumenta a massa muscular, porém desencadeia doenças e alterações fisiológicas associadas ao uso. </li></ul>
  32. 32. ESTERÓIDES ANDROGÊNICOS-ANABÓLICOS <ul><li>FORMAS DE UTILIZAÇÃO E AQUISIÇÃO </li></ul><ul><li>* Combinam vários preparados esteróides na forma oral ou injetável; </li></ul><ul><li>* Indivíduos utilizam nos períodos que antecedem as competições, para não serem &quot;pegos&quot; pelo doping; </li></ul><ul><li>* Aquisição através do &quot;mercado negro&quot; ou por receitas médicas; </li></ul><ul><li>* Detectado no doping; </li></ul>
  33. 33. ESTERÓIDES ANDROGÊNICOS-ANABÓLICOS <ul><li>RISCOS </li></ul><ul><li>* É comum atletas utilizarem 10 a 200 vezes a recomendação terapêutica; </li></ul><ul><li>* Infertilidade, concentrações reduzidas de espermatozóides, redução do volume testicular; </li></ul><ul><li>* Aumento, no homem, de 7 vezes na concentração de estradiol, que é o principal hormônio feminino; </li></ul><ul><li>- pode levar a um aumento das glândulas mamárias masculinas (podendo até secretar leite); </li></ul><ul><li>- afinar a voz. </li></ul><ul><li>* Dano no tecido conjuntivo que reduz a força tensiva dos tendões (microlesões); </li></ul>
  34. 34. ESTERÓIDES ANDROGÊNICOS-ANABÓLICOS <ul><li>Aumento da próstata; </li></ul><ul><li>* Lesões e alterações funcionais na função cardiovascular e nas células miocárdicas, </li></ul><ul><li>* Maior agregação plaquetária (infarto agudo do miocárdio). </li></ul><ul><li>* Lesões localizadas cheias de sangue no fígado (peliose do fígado), podendo falhar e levar à morte; </li></ul><ul><li>* A utilização freqüente pode levar a uma dependência; </li></ul><ul><li>* Redução do HDL (colesterol bom); </li></ul><ul><li>* Nas mulheres, aumento da mandíbula, timbre de voz mais grave, aumento dos pelos faciais e corporais, menstruação alterada, acne, hipertrofia do clitóris. </li></ul>
  35. 35. POSIÇÃO DO ACSM (American College Sports Medicine) <ul><li>“ O uso de esteróides anabólicos-androgênicos por atletas contraria as normas e os princípios éticos da competição atlética estabelecidos por muitos departamentos que governam os desportos. O Colégio Americano de Medicina Desportiva apóia esses princípios éticos e deplora o uso de esteróides anabólicos-androgênicos por atletas” </li></ul>
  36. 36. Hormônio do Crescimento (GH) <ul><li>Também conhecido como somatotropina, está competindo com os esteróides anabólicos no mercado; </li></ul><ul><li>Esse hormônio é produzido no organismo pela adeno-hipófise e participa ativamente nos processos de elaboração tecidual e do crescimento humano. </li></ul>
  37. 37. Hormônio do Crescimento (GH) <ul><li>Estimula o crescimento do osso e da cartilagem; </li></ul><ul><li>Acelera a oxidação de ácidos graxos e simultaneamente reduz o fracionamento da glicose e de aminoácidos (parte da queda de massa muscular e aumento do tecido adiposo no envelhecimento é proveniente da redução na secreção do hormônio do crescimento); </li></ul><ul><li>Gigantismo: é um distúrbio endócrino metabólico e ocorre devido à secreção excessiva deste hormônio enquanto o esqueleto está em crescimento; </li></ul>
  38. 38. Hormônio do Crescimento (GH) <ul><li>OBJETIVOS DE SUA UTILIZAÇÃO </li></ul><ul><li>Estimular uma maior captação de aminoácidos e síntese protéica pelo músculo e acelerar o fracionamento das gorduras e conserva as reservas de glicogênio ao mesmo tempo; </li></ul><ul><li>Em relação a pesquisas, não existe uma maneira segura de se avaliar a eficácia deste hormônio no crescimento de massa muscular. Poucos estudos controlados avaliaram este produto. </li></ul>
  39. 39. Hormônio do Crescimento (GH) <ul><li>FORMAS DE UTILIZAÇÃO E AQUISIÇÃO </li></ul><ul><li>* Disponível apenas no “mercado negro”; </li></ul><ul><li>*Estudos para detectar tal substância no sangue. </li></ul><ul><li>RISCOS </li></ul><ul><li>* Diabetes; </li></ul><ul><li>* Gigantismo, espessamento dos osso; </li></ul><ul><li>* aspereza na pele e retenção de água. </li></ul>
  40. 40. Anfetaminas <ul><li>“ Pílulas estimulantes”, consistem em compostos farmacológicos que exercem um efeito estimulante sobre a função do sistema nervoso central; </li></ul><ul><li>Mais usados: Benzedrina, Dexedrina, Ephedrina; </li></ul><ul><li>Essas substâncias reproduzem as ações dos hormônios simpáticos adrenalina e noradrenalina; </li></ul>
  41. 41. Anfetaminas <ul><li>OBJETIVOS DE SUA UTILIZAÇÃO </li></ul><ul><li>Se “ prepararem” psicologicamente para a competição. No dia que antecede a competição, eles ingerem um depressor (barbitúrico) para induzir um bom sono e depois tomam um “estimulante” (anfetamina) para competir; </li></ul><ul><li>Este ciclo depressor - estimulante é muito perigoso, pois afirma-se que a ação do estimulante nesta situação pode ocorrer de forma anormal, prejudicando ainda mais a saúde do indivíduo; </li></ul><ul><li>Para promover o emagrecimento; </li></ul>
  42. 42. Anfetaminas <ul><li>FORMAS DE UTILIZAÇÃO E AQUISIÇÃO </li></ul><ul><li>Em cápsulas e através de prescrição médica; </li></ul><ul><li>Não são comprovados efeitos positivos no desempenho; </li></ul><ul><li>Detectados no doping; </li></ul><ul><li>RISCOS </li></ul><ul><li>Dependência medicamentosa (uso contínuo); </li></ul><ul><li>Cefaléia, tremores, agitação, insônia, náuseas, vertigens, confusão, </li></ul><ul><li>A tolerância à droga evolui com a sua utilização, precisando de mais dose para fazer efeito; </li></ul><ul><li>Produz redução ponderal, paranóia, psicose, comportamento compulsivo repetitivo e dano neural. </li></ul>
  43. 43. Termogênicos <ul><li>São medicamentos que incrementam a perda calórica e tendem a promover o emagrecimento (SILVA,2002); </li></ul><ul><li>A maioria dos termogênicos contém substâncias que são inefetivas e perigosas. São chamados de FAT BURNERS (ACSM,2002); </li></ul><ul><li>O ingrediente primário é a EFEDRINA, sendo encontrados também a cafeína, extrato de guaraná, picolinato de cromo e outros. </li></ul>
  44. 44. Efedrina <ul><li>Estimulante do sistema nervoso central; </li></ul><ul><li>Aumenta a taxa de metabolismo (promove o emagrecimento); </li></ul><ul><li>Efeitos colaterias: Aumenta a frequência cardíaca, pressão arterial, excitação, tremores, ansiedade, insônia,agitação... </li></ul><ul><li>Nomes comerciais: Termo pró, Terma pró, Riptiful (venda proibida); </li></ul><ul><li>Pode tornar a pessoa dependente e necessitar sempre uma dose a mais, sendo um risco para a saúde !!! </li></ul>
  45. 45. CLA <ul><li>Ácido linoléico conjugado; </li></ul><ul><li>Estudos sugerem que está relacionado a alterações na composição corporal, levaria um aumento da massa muscular e redução do % de gordura e são vendidos como termogênicos; </li></ul><ul><li>Pesquisas : ainda não foi compreendido a ação do CLA, existem alguns estudos em animais e faltam estudos em humanos; </li></ul><ul><li>Não existe uma segurança na saúde do indivíduo e nem uma efetividade garantida para quem suplementa com CLA. </li></ul>
  46. 46. Cafeína <ul><li>Estimulante do sistema nervoso central; </li></ul><ul><li>Encontrado em vários alimentos: folhas de chá mate, café, chocolate, substâncias de cola (proporções diferentes); </li></ul>
  47. 47. Cafeína <ul><li>OBJETIVOS DE SUA UTILIZAÇÃO </li></ul><ul><li>O efeito ergogênico resulta provavelmente do uso facilitado das gorduras como combustível para o exercício, mediado talvez pela liberação de catecolaminas pela medula supra-renal, poupando dessa forma as reservas corporais limitadas de carboidratos; </li></ul><ul><li>Os efeitos ergogênicos não são observados entre os usuários habituais de cafeína, sendo fatores individuais (sensibilidade, resposta hormonal, tolerância à cafeína) limitantes para a ação ergogênica; </li></ul>
  48. 48. Cafeína <ul><li>FORMAS DE UTILIZAÇÃO E AQUISIÇÃO </li></ul><ul><li>Utilizada antes dos treinos; </li></ul><ul><li>Aquisição pelos próprios alimentos; </li></ul><ul><li>Uma determinada quantidade de cafeína no sangue era considerada doping até 2005, atualmente não é mais. </li></ul><ul><li>RISCOS </li></ul><ul><li>Cefaléia, insônia, irritabilidade nervosa; </li></ul><ul><li>Contrações prematuras no ventrículo esquerdo; </li></ul><ul><li>Dependência. </li></ul>
  49. 49. Oxaldrolona
  50. 50. Referências sugeridas <ul><li>Aula adaptada material prof. Christiane Dayrell </li></ul><ul><li>Outras referências: </li></ul>

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