Nutrição aplicada à enfermagem (1)

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Nutrição aplicada à enfermagem (1)

  1. 1. NUTRIÇÃO APLICADA À ENFERMAGEM PROFA. ANNE CAROLINE LIMA
  2. 2. NUTRIÇÃO  Estado fisiológico que resulta do consumo e da utilização biológica de energia e nutrientes em nível celular.  É a ciência dos alimentos, dos nutrientes e de outras substâncias afins, sua interação, atuação e balanço em relação à saúde e a doença. Ou seja, é o estudo dos alimentos e dos mecanismos nos quais o organismo ingere, digere, absorve, transporta, utiliza e excreta as substância alimentares.
  3. 3. LEIS DA ALIMENTAÇÃO (Pedro Escudero, 1937)  1ª Lei: Quantidade A quantidade de alimento deve ser suficiente para cobrir as exigências energéticas do organismo e manter o equilíbrio do seu balanço.  2ª Lei: Qualidade A alimentação deve ser completa na sua composição para oferecer ao organismo, todas as substâncias que o integram.
  4. 4. LEIS DA ALIMENTAÇÃO (Pedro Escudero, 1937) 3ª Lei: Harmonia As quantidades dos diversos nutrientes que integram a alimentação devem garantir uma proporção entre si. 4ª Lei: Adequação A finalidade da nutrição está ajustada à sua adequação ao organismo. Adequar a alimentação aos hábitos, situação econômica, condições fisiológicas.
  5. 5. ESTADO NUTRICIONAL “É o grau pelo qual a necessidade fisiológica de nutrientes do indivíduo está sendo atendida através do alimento que ele está ingerindo” (Mahan, 1998). “É o estado de equilíbrio do indivíduo entre a ingestão e o gasto ou necessidade de nutrientes”(Mahan, 1998).
  6. 6. ESTADO NUTRICIONAL “Condição de saúde de um indivíduo, influenciada pelo consumo de nutrientes, identificada pela correlação de informações obtidas de estudos físicos, bioquímicos, clínicos e dietéticos”(Vasconcelos, 2000). “O estado resultante do equilíbrio entre suprimento de nutrientes e o gasto do organismo do outro” (Vasconcelos, 2000).
  7. 7. ESTADO NUTRICIONAL
  8. 8. ALIMENTAÇÃO Processo biológico e cultural que se traduz na escolha, preparação e consumo de um ou vários alimentos.
  9. 9. ALIMENTO Substância que fornece os elementos necessários ao organismo humano para a sua formação, manutenção e desenvolvimento.
  10. 10. ALIMENTO DIET Alimento especial ao qual foi retirado totalmente um ou mais componentes.
  11. 11. ALIMENTO LIGTH Alimento que apresenta uma redução mínima de 25% num dado componente ou no valor calórico quando comparado com o alimento convencional.
  12. 12. ALIMENTOS FUNCIONAIS Alimentos, em forma natural ou processada, que contêm níveis significantes de componentes ativos biologicamente que, além da nutrição básica, trazem benefícios à saúde, à capacidade física e ao estado mental.
  13. 13. ALIMENTO IN NATURA Os alimentos in natura ou minimamente processados devem ser a base da alimentação. Alimentos in natura são obtidos diretamente de plantas ou de animais e não sofrem qualquer alteração após deixar a natureza.
  14. 14. ALIMENTOS MINIMAMENTE PROCESSADOS Alimentos minimamente processados correspondem a alimentos in natura que foram submetidos a processos de limpeza, remoção de partes não comestíveis ou indesejáveis, fracionamento, moagem, secagem, fermentação, pasteurização, refrigeração, congelamento e processos similares que não envolvam agregação de sal, açúcar, óleos, gorduras ou outras substâncias ao alimento original.
  15. 15. ALIMENTOS PROCESSADOS Alimentos processados ou ultraprocessados devem ser limitados na alimentação. Alimentos processados são fabricados pela indústria com a adição de sal ou açúcar ou outra substância de uso culinário a alimentos in natura para torná- los duráveis e mais agradáveis ao paladar.
  16. 16. ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS Alimentos ultraprocessados são formulações industriais feitas inteiramente ou majoritariamente de substâncias extraídas de alimentos (óleos, gorduras, açúcar, amido, proteínas), derivadas de constituintes de alimentos (gorduras hidrogenadas, amido modificado) ou sintetizadas em laboratório com base em matérias orgânicas como petróleo e carvão (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e vários tipos de aditivos usados para dotar os produtos de propriedades sensoriais atraentes).
  17. 17. GRUPO DE ALIMENTOS CONSTRUTORES: São responsáveis pelo processo de crescimento, desenvolvimento, reparação dos tecidos e resistência do organismo às doenças. ENERGÉTICOS: Fornecem energia ao corpo. REGULADORES: Agem no organismo ajustando o funcionamento geral.
  18. 18. NUTRIENTES Componente químico necessário ao metabolismo humano que proporciona energia ou contribui para o crescimento, o desenvolvimento, a manutenção da saúde e da vida.
  19. 19. MACRONUTRIENTE Nutriente que é necessário ao organismo em grande quantidade em relação aos micronutrientes.
  20. 20. MICRONUTRINTE Nutriente necessário ao organismo em pequenas quantidades (em miligramas ou microgramas) em relação aos macronutrientes.
  21. 21. ALIMENTAÇÃO É muito mais do que a ingestão de alimentos. Envolve alimentos, combinações de alimentos e as dimensões sociais e culturais do ato de comer. Influencia a saúde e o bem-estar.
  22. 22. OBSTÁCULOS À ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL Informação; Oferta; Custo; Habilidades culinárias; Tempo; Publicidade;
  23. 23. POR QUE ALIMENTOS DEVEM SER A BASE DA ALIMENTAÇÃO? Nenhum alimento sozinho proporciona aos seres humanos a densidade ideal de energia e de nutrientes que seu organismo requer. Em combinações adequadas, alimentos de origem anima e alimentos de origem vegetal formam uma base excelente para uma alimentação nutricionalmente equilibrada.
  24. 24. RECOMENDAÇÕES SOBRE ALIMENTAÇÃO 1. Comer com regularidade e sem distração: 2. Comer em ambientes apropriados: 3. Comer em companhia.
  25. 25. DETERMINANTES DA PRÁTICA ALIMENTAR
  26. 26. GUIAS ALIMENTARES Os guias alimentares são instrumentos de orientação e informação à população visando promover saúde e hábitos alimentares saudáveis. Os guias devem ser representados por grupos de alimentos, e são baseados na variedade de informações incluindo a relação existente entre os alimentos e a saúde dos indivíduos.
  27. 27. GUIAS ALIMENTARES Os guias alimentares devem: Promover e manter a saúde global do indivíduo com orientações direcionadas para prevenção ou tratamento de qualquer doença; Ser baseados em pesquisas atualizadas; Ter uma visão global da dieta;
  28. 28. GUIAS ALIMENTARES Ser úteis para o público alvo; Encontrar uma forma realista de suprir as necessidades nutricionais utilizando-se da dieta habitual de cada população; Ser práticos e, os nutrientes e energia adaptados segundo a idade, o sexo e a atividade física,
  29. 29. GUIAS ALIMENTARES Ser dinâmicos, permitindo o máximo de flexibilidade para a escolha dos alimentos, a fim de suprir as necessidades nutricionais do indivíduo.
  30. 30. GUIAS ALIMENTARES Há vários anos tem se procurado uma forma gráfica de distribuição dos alimentos para uma melhor compreensão por parte da população, ou seja, fazer com que haja o consumo de vários alimentos e em quantidade suficiente para que juntos componham uma dieta adequada nutricionalmente.
  31. 31. PIRÂMIDE ALIMENTAR O Guia da Pirâmide Alimentar é um instrumento de orientação nutricional utilizado por profissionais com objetivo de promover mudanças de hábitos alimentares visando a saúde global do indivíduo e a prevenção de doenças. O modelo foi proposto inicialmente baseado nos conceitos de variedade, proporcionalidade e moderação.
  32. 32. PIRÂMIDE ALIMENTAR Variedade: estimular o consumo entre os diferentes grupos de alimentos que compõe a Pirâmide e também dentro de cada grupo, composto por diferentes alimentos. Nenhum grupo é mais importante do que outro.
  33. 33. PIRÂMIDE ALIMENTAR Proporcionalidade: representada pelo tamanho dos grupos e pela indicação de número de porções recomendadas. A ingestão de alimentos de grupos de tamanho maior deve ser feita em maior quantidade.
  34. 34. PIRÂMIDE ALIMENTAR Moderação: representada pelo tamanho do grupo das gorduras e açúcares, localizado no topo da Pirâmide, e pelo texto "usar moderadamente ou use pouco"que o acompanha. Recomenda cuidado com a adição de gordura e açúcar na dieta que devem ser usados com moderação.
  35. 35. PIRÂMIDE ALIMENTAR
  36. 36. PIRÂMIDE ALIMENTAR Dividida em 5 grupos, onde nenhum grupo é mais importante do que outro. Quanto maior for a porção que o grupo ocupa, maior é a quantidade a ingerir dos alimentos diariamente.
  37. 37. PIRÂMIDE ALIMENTAR No ápice, estão os óleos, gorduras, açúcares e doces, não considerados como grupo por conterem muitas calorias e poucos nutrientes. Devem ter seu consumo moderado ou esporádico, por já existir de forma natural na composição de vários alimentos e preparações, representados na pirâmide por gotas (óleos) e cubos (açúcares) distribuídos por todos os níveis da pirâmide.
  38. 38. PIRÂMIDE ALIMENTAR Desta forma, a Pirâmide Alimentar norte-americana é baseada em sete pontos principais: ingestão de uma dieta variada em alimentos; manutenção do “peso ideal”; dieta pobre em gorduras, gorduras saturadas e colesterol; dieta rica em vegetais, frutas, grãos e produtos derivados dos grãos; açúcar com moderação; sal e sódio com moderação, bebidas alcoólicas com moderação.
  39. 39. PIRÂMIDE ALIMENTAR ADAPTADA A POPULAÇÃO BRASILEIRA
  40. 40. PIRÂMIDE ALIMENTAR ADAPTADA A POPULAÇÃO BRASILEIRA No entanto, os hábitos alimentares americanos são diferentes dos nossos. Por essa razão, PHILLIPPI, Sônia Tucunduva, em 1999, adaptou a pirâmide americana de 1992, aos hábitos brasileiros.
  41. 41. PIRÂMIDE ALIMENTAR ADAPTADA A POPULAÇÃO BRASILEIRA Na Pirâmide Alimentar Adaptada a população brasileira os alimentos foram distribuídos em oito grupos (cereais, frutas, vegetais, leguminosas, leite, carnes, gorduras e açúcares). As frutas e os vegetais continuam a ocupar uma posição de destaque e o seu consumo deve ser abundante.
  42. 42. PIRÂMIDE ALIMENTAR ADAPTADA A POPULAÇÃO BRASILEIRA Devido às leguminosas serem comuns na alimentação básica do brasileiro, principalmente o feijão, foram colocadas à parte, por não possuírem os mesmos valores nutritivos que carnes e ovos, não podendo ser substitutas destes, sem o necessário ajuste no equilíbrio de aminoácidos.
  43. 43. NOVA PIRÂMIDE ALIMENTAR
  44. 44. NOVA PIRÂMIDE ALIMENTAR No dia 19 de abril de 2005, o Departamento da Agricultura dos E.U.A. lançou a sua nova Pirâmide (MyPyramid).
  45. 45. NOVA PIRÂMIDE ALIMENTAR Este novo símbolo substitui a antiga Pirâmide de Alimentos, originalmente publicada em 1992, com o objetivo de tornar o símbolo mais efetivo para a motivação dos indivíduos em selecionar alimentos saudáveis, transmitir as informações científicas nutricionais mais atualizadas, dequar-se às recomendações dos Guias Alimentares para Americanos de 2005 e às novas Ingestões Dietéticas de Referência (DRIs), publicadas a partir do ano de 2000 e abordar mais a individualização.
  46. 46. NOVA PIRÂMIDE ALIMENTAR As novas mudanças na pirâmide foram: maior simplicidade; ausência dos símbolos de gorduras e açúcares adicionados dentro de cada grupo alimentar; inclusão da atividade física como princípio de estilo de vida saudável, que é simbolizado por um indivíduo subindo uma escada, na lateral esquerda da pirâmide;
  47. 47. NOVA PIRÂMIDE ALIMENTAR Ênfase na importância de mudanças graduais no estilo de vida, incluído no símbolo da escada; apresentação dos grupos alimentares em listras verticais coloridas, mantendo a idéia de proporção entre eles.; maior possibilidade de individualização, o novo símbolo recomenda 12 níveis calóricos; aumento do número de porções para hortaliças e frutas, e redução do tamanho da porção do grupo das carnes;
  48. 48. NOVA PIRÂMIDE ALIMENTAR As cores de alguns grupos alimentares encorajam a escolha de alimentos mais nutritivos; inclusão da categoria de óleos, enfatizando à base contendo fontes de óleos monoinsaturados e polinsaturados, e limitando ao topo as fontes de gorduras saturadas, trans e colesterol; e inclusão da “permissão de calorias controladas”.
  49. 49. NOVA PIRÂMIDE ALIMENTAR BRASILEIRA
  50. 50. NOVA PIRÂMIDE ALIMENTAR BRASILEIRA
  51. 51. NOVA PIRÂMIDE ALIMENTAR BRASILEIRA Com a apresentação na nova pirâmide alimentar, da legislação para rotulagem de alimentos e do Guia Alimentar Brasileiro do Ministério da Saúde, houve a adaptação da Pirâmide Alimentar Brasileira com o planejamento do número de porções para uma dieta de 2000 kcal.
  52. 52. PLANEJAMENTO DAS REFEIÇÕES SEGUNDO OS GRUPOS DE ALIMENTOS A alimentação deve ser composta por 4 a 6 refeições diárias, distribuídas em três refeições principais (café da manhã, almoço, jantar), com 15 a 35% das recomendações diárias de energia, e em até três lanches intermediários (manhã, tarde e noite), com 5 a 15% das recomendações diárias de energia.
  53. 53. PLANEJAMENTO DAS REFEIÇÕES SEGUNDO OS GRUPOS DE ALIMENTOS Café da manhã: 1 porção do grupo do arroz, 1 porção do grupo do leite e 1 porção do grupo das frutas; Almoço e Jantar: 1 porção do grupo do arroz; 1 porção do grupo das verduras e legumes; 1 porção do grupo das frutas; 1 porção do grupo dos feijões e oleaginosas e 1 porção do grupo das carnes e ovos;
  54. 54. PLANEJAMENTO DAS REFEIÇÕES SEGUNDO OS GRUPOS DE ALIMENTOS Lanches e outras refeições intermediárias: 1 porção do grupo do arroz, 1 porção do grupo do leite ou 1 porção do grupo das frutas; Uso moderado dos grupos de óleos e gorduras e açúcares e doces (escolher entre um doce ou uma bebida adoçada por dia).
  55. 55. PLANEJAMENTO DAS REFEIÇÕES SEGUNDO OS GRUPOS DE ALIMENTOS As recomendações sobre a utilização dos grupos de alimentos, da Pirâmide Alimentar Brasileira, para o planejamento de uma alimentação saudável, estão baseadas no conceito de segurança alimentar e nutricional e em práticas alimentares saudáveis.
  56. 56. PLANEJAMENTO DAS REFEIÇÕES SEGUNDO OS GRUPOS DE ALIMENTOS Deve-se garantir a todos os indivíduos condições de acesso aos chamados alimentos básicos, com qualidade, em quantidade suficiente, de modo permanente e sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais que contribuam com uma existência digna em um contexto de desenvolvimento integral e saudável.
  57. 57. PLANEJAMENTO DAS REFEIÇÕES SEGUNDO OS GRUPOS DE ALIMENTOS A pirâmide alimentar no processo de educação alimentar e nutricional, apresenta-se como um guia eficaz para o cumprimento destas recomendações.
  58. 58. OUTROS GUIAS ALIMENTARES 10 PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
  59. 59. OUTROS GUIAS ALIMENTARES 10 PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL PARA CRIANÇ

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