Ii congresso mineiro de farmacia serviços farmacêuticos

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Farmácia Clínica, Cuidado Farmacêutico e Serviços Farmacêuticos Direcionados ao Paciente: Oficina Prática

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Ii congresso mineiro de farmacia serviços farmacêuticos

  1. 1. Farmácia Clínica, Cuidado Farmacêutico e Serviços Farmacêuticos Direcionados ao Paciente: Oficina Prática Angelita Cristine de Melo
  2. 2. Existe um caminho que vai dos olhos ao coração sem passar pelo intelecto. (Gilbert Keith Chesterton) Angelita C. Meloangelitamelo@ufsj.edu.br Relevância Social • Uma profissão só existe se tiver relevância social Bobo da corte Leiteiro Fotógrafo de lambe-lambe Datilógrafo Cocheiro
  3. 3. Contexto Social, Cuidado Farmacêutico & Prescrição
  4. 4. Existe um caminho que vai dos olhos ao coração sem passar pelo intelecto. (Gilbert Keith Chesterton) Angelita C. Melo Resolução CFF 585 e 586/2013
  5. 5. Existe um caminho que vai dos olhos ao coração sem passar pelo intelecto. (Gilbert Keith Chesterton) Angelita C. Meloangelitamelo@ufsj.edu.br Resolução CFF nº 585, de 29 de agosto de 2013 Atribuições Atividades Serviços Direitos e responsabilidades Ações do processo de trabalho Conjunto de atividades A realização das atividades encontra embasamento legal na definição das atribuições clínicas do farmacêutico
  6. 6. Farmácia Clínica • Área da farmácia voltada à ciência e prática do uso responsável de medicamentos, na qual os farmacêuticos prestam cuidado ao paciente, de forma a otimizar a farmacoterapia, promover saúde e bem-estar, e prevenir doenças.
  7. 7. Cuidado • 1 Pensado, meditado, refletido (...). 2 Bem trabalhado, bem feito, apurado (...). Desvelo, diligência, solicitude, atenção. 2 Precaução, vigilância, atenção (...). 3 Conta, incumbência, responsabilidade: Pode deixá-lo ao meu cuidado. 4 Inquietação de espírito; preocupação. 5 Pessoa ou coisa objeto de desvelos, precauções ou inquietações (...). Ter cuidado com: tratar ou manejar com precaução. Tomar cuidado: precaver-se; ter cautela.
  8. 8. Cuidado Farmacêutico
  9. 9. Serviços Farmacêuticos • Uma profissão ou atividade só tem justificativa se atender uma necessidade social Necessidades Sociais de Cuidado direcionados ao paciente, família e comunidade Rastreamento em saúde Manejo de condição autolimitada Revisão da Farmacoterapia Conciliação Acompanhamento Farmacoterapêutico
  10. 10. Raciocínio Clínico: Provisão dos Serviços
  11. 11. Raciocínio Clínico: Provisão dos Serviços
  12. 12. Cuidado Farmacêutico, Semiologia Farmacêutica e Raciocínio Clínico
  13. 13. Acolhimento da demanda • Abertura dos canais de comunicação • Identificação inicial: resolução ou encaminhamento “Este anticoncepcional me enjoa. O que eu faço?”
  14. 14. Necessidade ou problema de saúde Necessidade de saúde? “Este anticoncepcional me enjoa. O que eu faço?” Alertas de encaminhamento ?
  15. 15. Necessidade ou problema de saúde Porque eu não tinha isto antes de começar a usar, há uma semana. Porque você acredita que o anticoncepcional está causando enjôo?
  16. 16. Necessidade ou problema de saúde Eu o tomo assim que me levanto. Como você toma o anticoncepcional?
  17. 17. Necessidade ou problema de saúde Não me levanto, troco de roupa e saio correndo para o trabalho. Você come alguma coisa logo antes ou depois de tomar o anticoncepcional?
  18. 18. Necessidade ou problema de saúde Qual é a necessidade de saúde? Alertas para encaminhamento?
  19. 19. Conduta • Seleção de intervenções Encaminhamento médico para alteração da prescrição Educação em saúde: modo correto de uso ???? • Fatores modificadores • Serviço?
  20. 20. Serviço Rastreamento em saúde Manejo de condição autolimitada Revisão da Farmacoterapia Conciliação Acompanhamento Farmacoterapêutico
  21. 21. Conduta • Seleção de intervenções Encaminhamento médico para alteração da prescrição Educação em saúde: modo correto de uso ???? • Fatores modificadores Não. Você teria problemas para tomar o medicamento a noite?
  22. 22. Conduta • Seleção de intervenções Encaminhamento médico para alteração da prescrição Educação em saúde: modo correto de uso ???? • Fatores modificadores
  23. 23. Conduta • Seleção de intervenções • Fatores modificadores 11h. Qual é o horário que você dorme?
  24. 24. Implantação da Conduta • Educação em saúde sobre modo correto de uso Uso a noite Estomago cheio O seu problema provavelmente está relacionado ao modo de uso do medicamento. Vou te orientar.....
  25. 25. Finalização da Consulta e Acompanhamento dos resultados • Disponibilidade • Retorno dos resultados Resolvido? Como está? Os seus enjôos melhoraram? Não tive mais nada. Você acertou em cheio.
  26. 26. Existe um caminho que vai dos olhos ao coração sem passar pelo intelecto. (Gilbert Keith Chesterton) Angelita C. Meloangelitamelo@ufsj.edu.br Antes de começarmos: Algumas Estratégias de Apoio para Atuação Clínica
  27. 27. Fontes de informação
  28. 28. Protocolos Clínicos
  29. 29. Acolhimento da demanda “Vou comprar só a hidroclotiazida, pois os comprimidos de captopril que comprei no mês passado, junto com a hidroclorotiazida vão durar mais de dois meses.”
  30. 30. Necessidade ou problema de saúde “Vou comprar só a hidroclotiazida, pois os comprimidos de captopril que comprei no mês passado, junto com a hidroclorotiazida vão durar mais de dois meses.” Necessidade de saúde? Alertas de encaminhamento ? PA: 150x90mmHg
  31. 31. Necessidade ou problema de saúdeSeu Joaquim me empresta a sua receita, pois no mês passado você comprou 30 comprimidos do Clorana e 30 do Captopril de 50mg. Você tinha mais captopril em casa? Não Captopril de 50 mg 1cp pela manhã Hidroclorotizida 25 mg 1 cp pela manhã
  32. 32. Necessidade ou problema de saúde Seu Joaquim me conta como é a sua rotina com estes dois remédios. Eu acordo as 6h, tomo o café da manhã ouvindo o programa do Padre João no rádio. Logo depois tomo um comprimido da clorana e meio do captopril. Aí vou cuidar da vida...
  33. 33. Necessidade ou problema de saúde Necessidade de saúde? Alertas de encaminhamento ? Crenças e expectativas?
  34. 34. Necessidade ou problema de saúde Seu Joaquim o senhor já teve no ano passado receita de captopril de 25mg, mas o médico aumentou para 50mg. O que aconteceu que o senhor está partindo o comprimido para darem 25 mg? Eu achei que dobrar a dose poderia abaixar demais a minha pressão. Fiquei com medo e não quis contrariar o médico. Crenças e expectativas!
  35. 35. Serviço Rastreamento em saúde Manejo de condição autolimitada Revisão da Farmacoterapia Conciliação Acompanhamento Farmacoterapêutico
  36. 36. Contuda • Encaminhar para o médico • Orientar para tomar um comprimido • ???? E a educação em saúde? Qual o outro problema? Qual serviço?
  37. 37. Manuela Maria Goiabeira
  38. 38. Manuela Maria Goiabeira • RESUMO DA CONVERSA COM O PACIENTE • Tem 34 anos, sexualmente ativa. • Hábito de vida: acordo 7h e tomo o café da manhã 8h, almoço 13h e jantar 20h, durmo às 22h. • Femiane® serve para não engravidar, tomo às 22h com um copo de leite. Tenho tido enjôos com o remédio. • Insulina Regular e Insulina NPH, para diabetes tipo I, aplico sempre na barriga. • Sinvastatina 40 mg, a noite, para colesterol alto.
  39. 39. Manuela Maria Goiabeira • Em 19/05/2014: SO Manuela interna com fortes dores na perna direita. Nega fraturas, quedas ou esforço que tenha motivado. “Doi muito a batata das pernas ao mesmo tempo que queima” (sic). Ao exame pele com coloração vermelha e presença de edema. Relata tabagismo e história de TVP na tia materna. A: trombose venosa profunda. P: interno para avaliação por imagem e tratamento, prescrevo: Varfarina 5 mg às 20h. Insulina Regular 5 UI às 7 horas, Insulina NPH 10 UI às 7 e 19h.
  40. 40. Um pouco mais? Discussão de Casos Clínicos de Prescrição Farmacêutica
  41. 41. Mulher com dismenorréia Anamnese Exclusões auto- tratamento Médico Selecionar medidas não farmacológicas e farmacológicas Sintomas melhoraram? Continuidade medidas dias iniciais do ciclo Reavaliar dosagens ou agente MédicoSintomas melhoraram? Auto-tratamento: CI •Dor severa •Dismenorréia secundária •Histórico de problemas Associados a dismenorréia sec. •DIU •Alergia a farmacoterapia •Lítio, varfarina ou heparina •Distúrbio hemorrágico •Doença gastrintestinal ativa (BERARDI et al., 2004)
  42. 42. Um pouco mais? Discussão de Casos Clínicos de Prescrição Farmacêutica • Terapia não farmacológica Aquecimento Roupas largas Exercícios Massagem Tabagismo • Terapia farmacológica
  43. 43. Tratamento: saber modo de uso, precauções durante o uso Cetoprofeno • Adultos Febre (MIP): 12,5 mg, 4/4 a 6/6h, máximo 75 mg/dia, não mais que 3 dias Dor menor (MIP): 12,5 mg, 4/4 a 6/6h, máximo 75 mg/dia, não mais que 10 dias (exceto se for médico). Pode ser iniciada dosagem de 25mg. Dismenorréia primária: 25 a 50 mg Dor menor (MIP): 12,5 mg, 6/6 a 8/8h, máximo 300mg/dia, não mais que 10 dias (exceto se for médico).
  44. 44. Tratamento: saber modo de uso, precauções durante o uso Naproxifeno • Adultos Menor dose efetiva pelo menor tempo possível Ajustar dosagem após resposta inicial Dor menor (MIP) e dismenorréia primária: 500mg inicial. Manutenção 250mg 6/6 a 8/8h ou 500mg 12/12h, máximo 1250 mg/1odia, máximo 1000 mg/dia. Pode ser iniciada dosagem de 25mg. • Crianças: só em artrite reumatóide E o ibuprofeno?
  45. 45. Avaliação! • Faça a prescrição para este paciente
  46. 46. Avaliação! • Faça o registro no prontuário deste paciente
  47. 47. Rastreamento em saúde • Identificação provável de doença ou condição de saúde não avaliadas, pela aplicação de testes, exames ou outros procedimentos que possam ser realizados rapidamente, com subsequente orientação e encaminhamento do paciente a outro profissional ou serviço de saúde para diagnóstico e tratamento.
  48. 48. Manejo de sintoma autolimitado • serviço no qual o farmacêutico atende a uma queixa ou sintoma autolimitado que tende a cursar sem dano para o paciente selecionando medicamentos ou outros produtos com finalidade terapêutica cuja dispensação não exija prescrição médica ou medidas não farmacológicas. Neste serviço o paciente pode ser encaminhado a outro serviço ou profissional da saúde quando identificado sinal de alerta ou ausência de condições seguras para o uso do medicamento. • é a ação técnica formal e documentada pelo qual o farmacêutico identifica uma necessidade de saúde, avalia e decide por uma conduta terapêutica, baseada na melhor evidência, direcionada para o cuidado do paciente, objetivando a prevenção, promoção, a proteção, a recuperação e a manutenção da saúde
  49. 49. Conciliação de Medicamentos • conciliação de medicamentos é o processo da criação da lista mais precisa possível de todos os medicamentos (prescritos, não prescritos, fitoterápicos e suplementos) que um paciente está tomando antes da entrada no serviço de saúde (incluindo nome do medicamento, concentração, dose, frequência e via de administração) e a contínua comparação dessa lista com as prescrições na admissão, transferência(s) e/ou ordens de alta para cada paciente hospitalizado a fim de reduzir erros de medicação. • é um serviço no qual se produz uma lista precisa de todos os medicamentos que o paciente está tomando, incluindo nome, doagem, frequência e via de administração por meio de comparação dos registros médicos e uma lista externa obtida do paciente, hospital ou outro profissional de saúde.
  50. 50. Conciliação de Medicamentos
  51. 51. Conciliação de Medicamentos Dose Posologia Omissão Duplicidade Elevação PA Hemorragia Angina Hipotensão Corrigido Corrigido Vamos fazer para a alta hospitalar?
  52. 52. Revisão da Farmacoterapia • é o conjunto de atividades centradas no paciente que objetiva a avaliação crítica e estruturada do tratamento, com a finalidade de resolver os problemas da farmacoterapia e melhorar os resultados em saúde do paciente e reduzir gastos. • serviço no qual o farmacêutico realiza uma análise estruturada e crítica dos medicamentos utilizados pelo paciente com o objetivo de otimizar seu uso, minimizar o número de problemas relacionados aos medicamentos e reduz o desperdício.
  53. 53. Acompanhamento farmacoterapêutico • é um serviço no qual o farmacêutico se responsabiliza pelas necessidades do paciente relacionadas ao medicamento com o objetivo de prevenir e resolver problemas da farmacoterapia e garantir que os objetivos terapêuticos sejam alcançados.
  54. 54. Existe um caminho que vai dos olhos ao coração sem passar pelo intelecto. (Gilbert Keith Chesterton) Angelita C. Meloangelitamelo@ufsj.edu.br É só começar e persistir...
  55. 55. Existe um caminho que vai dos olhos ao coração sem passar pelo intelecto. (Gilbert Keith Chesterton) Angelita C. Meloangelitamelo@ufsj.edu.br
  56. 56. Obrigada! angelitamelo@ufsj.edu.br
  57. 57. Obrigada! angelitamelo@ufsj.edu.br

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