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As bases do raciocínio clínico para a prescrição farmacêutica e provisão de serviços

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As bases do raciocínio clínico para a prescrição farmacêutica e provisão de serviços

  1. 1. As bases do raciocínio clínico para a prescrição farmacêutica e provisão de serviços Angelita C Melo Doutora em Saúde Pública Docente Universidade Federal de São João Del-Rei área de Farmácia Clínica Consultora ad hoc Conselho Federal de Farmácia na área clínica
  2. 2. Portal Saúde Baseada em Evidências do Ministério da Saúde • Quem ainda não é cadastrado. Providencie o seu cadastro (antes do início desta aula) Deu erro? Ligue 136 opção 8
  3. 3. Você já está com o seu receituário? • Providencie o seu receituário padrão • Instruções: Pegue uma folha A4 divida ao meio Identificação do estabelecimento • Logo • Endereço • Telefone/Whats • CNPJ
  4. 4. Educação em saúde Conciliação de medicamentos Monitorização terapêutica de medicamentos Revisão da farmacoterapia Gestão da condição de saúde Acompanhamento farmacoterapêutico Necessidades de saúde dos pacientes e a provisão de serviços clínicos (CFF, 2015 in prelo) Promoção e recuperação da saúde e prevenção de doenças Acesso ao medicamento Controle de sinais e/ou sintomas Recuperar a saúde, manter a doença controlada ou obter a cura da doença Manter a saúde e minimizar o risco de adoecimento Diagnóstico correto e precoce Dispensação Manejo de problemas de saúde autolimitados Educação em saúde Rastreamento em saúde Educação em saúde
  5. 5. Não vale repetir perguntas Tem que lembrar de todas as perguntas Na ordem que ocorreram Sem anotar Situação problema 1: “Estou com resfriado, quero um remédio” Atendam a paciente • Florisbela Nerifólia, 10 anos Rua das Flores, 22, (37) 2106-0000
  6. 6. Situação problema 1: “Estou com resfriado, quero um remédio” Prescrevam para esta paciente Sua farmácia ou a Farmácia Boa Saúde Rua Plantago, 23, Centro, Floris, MG, CEP 333322- 32, CNPJ 234654789/0001-23
  7. 7. Situação problema 1: “Estou com resfriado, quero um remédio” Documentem o atendimento no prontuário
  8. 8. Situação problema 1: “Estou com resfriado, quero um remédio” Retomando o atendimento prestado O que a paciente tem? Ela pode ser atendida na farmácia? O que vocês prescreveram para ela? Vamos sistematizar?
  9. 9. Raciocínio Clínico (CFF, 2015)
  10. 10. Raciocínio clínico não é aleatório • Blocos de perguntas com objetivos delineados Bloco 1 • Qual a necessidade de saúde? • Qual a necessidade de saúde? Bloco 2 • Alertas para encaminhamento? • Alertas para encaminhamento? Bloco 3 • Seleção de condutas• Seleção de condutas
  11. 11. • Crianças menores de 2 anos • Idosos frágil • Maiores de 75 anos • Crianças menores de 2 anos • Idosos frágil • Maiores de 75 anos Característica do paciente • asma, DPOC, ICC, imunossupressão crônica • hipertensão, hipo ou hipertireoidismo, aumento da PIO, hipertrofia prostática • asma, DPOC, ICC, imunossupressão crônica • hipertensão, hipo ou hipertireoidismo, aumento da PIO, hipertrofia prostática Comorbidades • febre, tosse produtiva, delírio, delírio ou dor no peito • Dor de ouvido >2 dias não responde • Dor frontal , dor relacionada a posição • Chiado ou dispneia • Conjuntivite purulenta • febre, tosse produtiva, delírio, delírio ou dor no peito • Dor de ouvido >2 dias não responde • Dor frontal , dor relacionada a posição • Chiado ou dispneia • Conjuntivite purulenta condições não autolimitadas • Prescrito • Automedicação • Prescrito • Automedicação Falha no tratamento
  12. 12. Terapia não-farmacológica • Aumento da ingestão de líquidos Água Remédios caseiros: chá de limão com açúcar, sopa de galinha, chás quentes • Umidificação das vias aéreas Vaporizadores, umidificadores ou nebulizadores? Gargarejos, irrigação nasal • Demulcentes: balas e pastilhas (reduzem a irritação das mucosas, e remove o muco incrustado) • Descanso • Alimentação conforme tolerado (BERARDI et al., 2004) Explicar: o quê, porquê, como e quanto! Medidas concretas!
  13. 13. Terapia farmacológica Solução de cloreto de sódio • Isotônica (0,9%) Indicações Duração e posologia de uso • Hipertônica (3%) Indicações Duração e posologia de uso Analgésicos • Acetaminofeno 10mg/Kg/dose de 4/4h ou 15mg/Kg/dose de 6/6h • Máximo: 5 tomadas/dia • DM: 90mg/kg/dia • NUNCA: >4g/dia Quanto tempo sob supervisão do farmacêutico?
  14. 14. Terapia farmacológica Ibuprofeno • 5 mg/kg peso febre <39,1°C cada 6-8 h • 10 mg/kg peso febre >39,1°C cada 6-8 h • DM: 40 mg/kg/día (máximo 800 mg/dia) 40 mg/kg/día (> 40 kg de peso, máximo 1600 mg/dia) Anti-histamínicos • Loratadina (MIP) Adulto: 10 mg, 24/24h Crianças de 2 a 5 anos 5 mg, 24/24h Crianças de >6anos 10 mg, 24/24h Quanto tempo sob supervisão do farmacêutico?
  15. 15. Terapia farmacológica Descongestionantes nasais sistêmicos • Fenilefrina (MIP) Adulto: 7,5 a 15mg, 12/12h Crianças de 2 a 5 anos 5 mg, 12/12h Crianças de 2 a 6anos 1,875 a 3,75mg, 12/12h Crianças de >6 a 12 anos 3,75 a 7,5 mg, 12/12h Crianças de >12anos 7,5 a 15 mg, 12/12h • Pesquisar adequação de dosagem das associações ao lado para as faixas etárias • Pesquisar 3 apresentações líquidas de fenilefrina (em algum bulário) • Concentração e volume Quanto tempo sob supervisão do farmacêutico?
  16. 16. Refaça raciocínio clínico e a prescrição considerando as novas informações • Lembre-se do blocos de objetivos Bloco 1 • Qual a necessidade de saúde? • Qual a necessidade de saúde? Bloco 2 • Alertas para encaminhamento? • Alertas para encaminhamento? Bloco 3 • Seleção de condutas• Seleção de condutas
  17. 17. Redação da receita: documentação do plano de cuidado para o paciente
  18. 18. Plano de cuidado Duração do tratamento • O quê? • Qual dosagem? • Qual posologia? • Qual duração? • Como utilizar? Selecionar Limpeza NaCl 0,9% Descongest. tópico nasal sem vaso. Descongest. tópico nasal com vaso. Descongest. sistêmico Hidratação Umidificação Demulcente Resolução problema Repouso T. FarmacológicaT. Não-farmacológica Analgésico Antihistamínico Universo: dinâmico, particular e complexo
  19. 19. Redação da receita: documentação do plano de cuidado para o paciente Elementos textuais Lista de instruções/informações Sequencia de elementos
  20. 20. Registro no prontuário: documentação do cuidado para o serviço, farmacêutico, equipe e paciente
  21. 21. Manejo de problema de saúde autolimitado • Conceito: serviço pelo qual o farmacêutico acolhe a uma demanda relativa a problema de saúde autolimitado, identifica a necessidade de saúde, prescreve e orienta quanto à adoção de medidas não farmacológicas, bem como medicamentos e outros produtos com finalidade terapêutica, cuja dispensação não exija prescrição médica e, quando necessário, encaminha o paciente a outro profissional ou serviço de saúde. Neste serviço, o farmacêutico deve se responsabilizar pelos resultados obtidos, provenientes da sua conduta • Termos relacionados: indicação farmacêutica, automedicação assistida, automedicação responsável, indicación farmacéutica, automedicación responsable, management of minor illness e responsible self medication.
  22. 22. Situação problema 2: “Aquele remédio não está resolvendo, meu nariz está entupido. Acho que vou tomar vacina para a gripe!” • Tudo de novo?
  23. 23. Situação problema 2: “Aquele remédio não está resolvendo, meu nariz está entupido. Acho que vou tomar vacina para a gripe!” • Tudo de novo? Bloco 1 • Qual a necessidade de saúde? • Qual a necessidade de saúde? Bloco 2 • Alertas para encaminhamento? • Alertas para encaminhamento? Bloco 3 • Seleção de condutas• Seleção de condutas
  24. 24. Situação problema 2: “Aquele remédio não está resolvendo, meu nariz está entupido. Acho que vou tomar vacina para a gripe!”
  25. 25. Formas de registro no prontuário • Tradicional • Estrutura • Queixa principal • Anamnese • História familiar • Exame físico • Exames • Hipótese diagnóstica • Conduta • Tradicional • Estrutura • Queixa principal • Anamnese • História familiar • Exame físico • Exames • Hipótese diagnóstica • Conduta Prontuário orientado pela fonte • Década de 1960 • Weed LL. Medical records that guide and teach. N Engl J Med; 1968 • Problem-Oriented Medical Record • Década de 1960 • Weed LL. Medical records that guide and teach. N Engl J Med; 1968 • Problem-Oriented Medical Record Prontuário orientado por problemas e evidências 28 Número do problema • 1 Problema • Dor de barriga com diarreia Situação • Ativo Análise SOAP • S: dor de barriga e diarreia que se iniciaram há um dia com 2 evacuações diárias. • O: nada digno de nota • A: diarreia • P: TERAPÊUTICO - Introduzir sais de rehidratação oral, manter alimentação conforme tolerado. EDUCACIONAL – alimentos que auxiliam no controle da diarreia Observações • Nada digno de nota
  26. 26. Prontuário organizado por problemas com notas de evolução SOAP «S» de Subjetivo • registra o ponto de vista do doente e também profissional os dados que não podem ser mensurados «O» de Objetivo • Resultados de testes, mensurações... «A» de Avaliação • Identifica o problema e o seu grau de resolução à data problema deve constituir um «fato clínico» Hipótese (diz respeito ao profissional que a coloca e não ao doente) «P» de Plano • Medidas terapêuticas • Pedidos de exames • Encaminhamento e o aconselhamento • Agenda a próxima consulta de reavaliação
  27. 27. Situação problema 2: “Aquele remédio não está resolvendo, meu nariz está entupido. Acho que vou tomar vacina para a gripe!” Qual serviço foi prestado?
  28. 28. Educação em saúde • Conceito: serviço que compreende diferentes estratégias educativas, as quais integram os saberes popular e científico, de modo a contribuir para aumentar conhecimentos, desenvolver habilidades e atitudes sobre os problemas de saúde e seus tratamentos. Tem como objetivo a autonomia dos pacientes e o comprometimento de todos (pacientes, profissionais, gestores, cuidadores) com a promoção da saúde, prevenção e controle de doenças, e melhoria da qualidade de vida. Envolve, ainda, ações de mobilização da comunidade com o compromisso pela cidadania. • Termos relacionados: educação higiênica, educação sanitária, orientação sanitária, educação para a saúde, health education; hygiene education; sanitary education; educación para la salud e educación en salud, campaña sanitária, educación sanitária.
  29. 29. Prescrição: agora é com vocês! Dúvida?
  30. 30. Manejo de problema de saúde autolimitado e classificação de venda
  31. 31. Prescrição farmacológica e classificação de venda Prescrição • Fármaco disponível somente com prescrição• Fármaco disponível somente com prescrição Farmacêutico • Medicamento disponível sem prescrição médica, mas com aconselhamento de um farmacêutico • Medicamento disponível sem prescrição médica, mas com aconselhamento de um farmacêutico Farmácia • Medicamento disponível sem prescrição médica e sem a necessidade de aconselhamento de um farmacêutico, mas somente em farmácias • Medicamento disponível sem prescrição médica e sem a necessidade de aconselhamento de um farmacêutico, mas somente em farmácias Drugstore • Medicamento disponível sem prescrição médica e sem a necessidade de aconselhamento de um farmacêutico • Medicamento disponível sem prescrição médica e sem a necessidade de aconselhamento de um farmacêutico Consulta pública ANVISA: Lista GITE
  32. 32. Gestão do trabalho Técnico em Farmácia Farmacêutico Médico
  33. 33. Gestão do trabalho em equipe http://www.pharmacylearning.edu.au/files/task_background/whatstopsprotocols.pdf Regulamentação da profissão e atividade
  34. 34. É só começar e persistir...

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