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Aula do módulo 02 do Curso de Serviços farmacêuticos direcionados ao paciente, família e comunidade

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  1. 1. Serviços Farmacêuticos Direcionados ao Paciente, Família e Comunidade Profa. Dra. Thais Teles de Souza Profa. Dra. Walleri C T Reis Módulo 2
  2. 2. (Correr, Otuki, 2013) Assistência Farmacêutica
  3. 3. CFF, 2016 Modelo lógico-conceitual dos serviços farmacêuticos As atividades-fim referem-se àquelas relativas à assistência direta ao paciente, à família e à comunidade
  4. 4. Consulta Farmacêutica e Método Clínico de Cuidado
  5. 5. Consulta Farmacêutica “Episódio de contato entre o farmacêutico e o paciente, com a finalidade de obter os melhores resultados com a farmacoterapia, promover o uso racional de medicamentos e de outras tecnologias em saúde. Objetiva, ainda, a promoção, proteção e recuperação da saúde, a prevenção de doenças e de outras condições, por meio da execução de serviços e de procedimentos farmacêuticos“ CFF, 2016
  6. 6. Processo de cuidado farmacêutico CFF, 2016
  7. 7. SEGURANÇA - A farmacoterapia não produz novos problemas de saúde - A farmacoterapia não agrava problemas de saúde pré-existentes EFETIVIDADE - O paciente apresenta a resposta esperada à medicação - O regime posológico está adequado ao alcance das metas terapêuticas ADESÃO TERAPÊUTICA - O paciente compreende e é capaz de cumprir o regime posológico - O paciente concorda e adere ao tratamento numa postura ativa NECESSIDADE - O paciente utiliza todos os medicamentos que necessita - O paciente não utiliza nenhum medicamento desnecessário Correr, Otuki, 2011 - Baseado nos estudos de Cipolle, Strand, Morley e Fernández-Llimós et al. Farmacoterapia ideal
  8. 8. 1 • Acolhimento / Introdução 2 • Coleta dos dados 3 • Avaliação / Identificação de problemas 4 • Plano de cuidado 5 • Fechamento Consulta Farmacêutica (Brasil, 2014a,b,c; Souza, 2017) Consulta Farmacêutica (Brasil, 2014a,b,c; Souza, 2017)
  9. 9. Introdução • Acolher / Cumprimentar o paciente • Apresentar-se • Apresentar o propósito da consulta • Solicitar ao paciente que exponha suas expectativas, preocupações e necessidades • Negociar o planejamento da consulta Consulta Farmacêutica (Brasil, 2014a,b,c; Souza, 2017)
  10. 10. Bom dia Dona Maria, tudo bem? Fique a vontade. Eu convidei a senhora aqui para conversar sobre a sua saúde e seus medicamentos, para que possamos determinar a melhor forma de atender às suas necessidades. Hoje vamos revisar todos os seus medicamentos, para que possamos ter certeza de que a senhora obtenha os resultados desejados. Dona Maria, me conta como a senhora tem se sentido nos últimos dias. Me conta sobre os medicamentos que a Sra usa. A sra trouxe os medicamentos? Introdução – Primeira consulta
  11. 11. Bom dia Dona Maria. Que bom que a senhora retornou. Fico feliz. Como a senhora está se sentindo desde a última vez que conversamos? Introdução – consulta de retorno Me conta como a senhora está se sentindo depois que fizemos aquelas mudanças no seu tratamento.
  12. 12. Coleta dos dados • Dados sociodemográficos e antropométricos • História social • Condições de saúde e estado clínico atual • Queixas e História da doença atual • Percepção geral de saúde e Qualidade de vida • Farmacoterapia atual • Capacidade de gestão • Adesão ao tratamento (atitudes, crenças e comportamentos diante do tratamento) • Reações adversas a medicamentos • Acesso aos medicamentos e aos serviços de saúde Consulta Farmacêutica (Brasil, 2014a,b,c; Souza, 2017)
  13. 13. Quem é esse paciente? O que torna essa pessoa única e, portanto, com necessidades diferentes relacionadas à farmacoterapia do último paciente que você conheceu? Como a senhora descreveria sua situação familiar? A senhora trabalha? Com o que? Seu acompanhamento médico é pelo SUS/privado? A senhora recebe ajuda de alguém da família para tomar seus medicamentos? Com quem a senhora mora? Consegue com facilidade os medicamentos? Coleta de dados
  14. 14. A senhora fuma ou já foi fumou (número de cigarros/tempo de uso)? Acharia difícil parar de fumar? Como a senhora descreveria suas tentativas de reduzir ou parar no passado? Consome bebida alcoolica? Qual? Com que frequência/quantidade? Como são seus hábitos alimentares? O que a senhora costuma comer? Faz alguma restrição? Como é sua rotina? Que horas costuma acordar, tomar café, almoçar, lanchar, jantar e dormir? Coleta de dados
  15. 15. Preciso fazer uma série de perguntas curtas para ajudar a garantir que não perderemos nenhuma informação importante sobre o funcionamento de seus medicamentos ou sobre qualquer problema que possam estar causando. Vou perguntar sobre cada medicamento, como a senhora utiliza, se sabe para quê usa e como se sente utilizando. Pode ficar a vontade para me contar tudo. Estou aqui para te ajudar. Como a senhora utiliza esse medicamento aqui? E alguém já explicou para a senhora para quê a senhora usa? E a senhora esquece de tomar de vez em quando? E como a senhora se sente quando utiliza? E esse aqui... Agora me conta de forma geral sobre a rotina de tratamento da senhora. Quando a senhora acorda, qual a primeira coisa que a senhora faz. Qual o primeiro medicamento que a senhora usa? E depois... Coleta de dados
  16. 16. Me conta como a senhora está se sentindo. (Para cada sinal/sintoma relatado investigar o tempo – início, frequência e duração – localização, gravidade, ambiente, característica, fatores que agravam, fatores que aliviam, sintomas associados) A senhora trouxe os exames? Posso dar uma olhadinha? Agora vou verificar a pressão e a glicemia da senhora. Pode ser? Coleta de dados
  17. 17. Compreensão Necessidade Qual é a gravidade da minha doença? Por que preciso tratar minha doença? Medicamento desnecessário? Necessário adicionar novo medicamento? Paciente Farmacêutico Coleta de dados
  18. 18. Comportamento Adesão Quais as consequências de não tomar os medicamentos? Como o paciente usa os medicamentos? Paciente não aderente? Paciente Farmacêutico Coleta de dados
  19. 19. Expectativas Efetividade O que eu quero que aconteça? Como vou saber se esta medicação está funcionando? Medicamento incorreto ? Dose muito baixa? Paciente Farmacêutico Coleta de dados
  20. 20. Preocupações Segurança Esse medicamento é seguro? Como vou saber se esta medicação está me prejudicando? Reação advesa? Dose muito alta? Paciente Farmacêutico Coleta de dados
  21. 21. Avaliação • Avaliar os problemas da farmacoterapia • Problemas relacionados ao resultado: Tratamento não efetivo; Reação adversa; Intoxicação medicamentosa • Problemas relacionados ao processo: Problemas de seleção e prescrição; dispensação ou manipulação; discrepâncias entre níveis ou pontos de atenção à saúde; administração e adesão; qualidade do medicamento; e monitorização Consulta Farmacêutica (Brasil, 2014a,b,c; Souza, 2017)
  22. 22. Antonio, 50 anos de idade com valores de Hb1Ac% fora das metas com prescrição de metformina em subdose. Antonio, 50 anos, com valore de Hb1Ac% fora das metas, esquece de tomar a metformina (omissão de doses). Avaliação
  23. 23. Wagner, 61 anos, com desconforto gástrico em uso de AAS. Wagner, 61 anos, IAM prévio, histórico de úlcera péptica, relata desconforto gástrico em uso de AAS. Avaliação
  24. 24. Plano de cuidados • Elaborar o plano de cuidado, definindo as metas terapêuticas e as intervenções necessárias • Intervenções farmacêuticas: Informação e aconselhamento; provisão de materiais; monitoramento; alteração ou sugestão de alteração na farmacoterapia; e encaminhamento a outros profissionais ou serviços de saúde • Verificar a habilidade do paciente em seguir o plano • Avaliar se o paciente deseja informações ou explicações adicionais Consulta Farmacêutica (Brasil, 2014a,b,c; Souza, 2017)
  25. 25. Quais objetivos a senhora gostaria de alcançar com seus medicamentos? O que a senhora acha de tentar alcançar uma hemoglobina glicada menor que 7% ? Então podemos combinar essa nova forma de usar seus medicamentos? Fiz um esquema para a senhora não esquecer e não confundir mais. Fica bom assim? Plano de cuidado
  26. 26. Como a senhora se sente ao fazer esses ajustes em seus medicamentos? Essa é uma mudança que a senhora acha possível realizar/incluir na sua rotina diária ? Qual maneira a senhora acha que seria a melhor de otimizar sua terapia? Plano de cuidado
  27. 27. Fechamento • Explicar ao paciente o que fazer caso tenha dificuldades em seguir o plano e com quem pode entrar em contato • Marcar uma próxima consulta ou combinar outras formas de contato Consulta Farmacêutica (Brasil, 2014a,b,c; Souza, 2017)
  28. 28. Dona Maria, a Sra poderia repetir como ficou o nosso plano de cuidado? Só para eu confirmar se eu fui clara. Caso a Sra tenha alguma dificuldade pode ligar para mim. Esse é o número daqui. Caso a Sra tenha alguma dificuldade pode vir conversar comigo. Dona Maria, eu gostaria de marcar um retorno com a senhora, tudo bem? Gostaria de ver a Sra na próxima semana para avaliar essas mudanças. A senhora consegue vir? Fechamento
  29. 29. Método Clínico de Cuidado Farmacêutico • Revisão da Farmacoterapia • Identificação dos Problemas presentes e potenciais • Definir Metas Terapêuticas • Intervenções • Agendamento de Retorno e Seguimento • Dados Específicos do Paciente • História clínica • História de Medicação • Resultados e Progresso do Paciente • Alcance das Metas Terapêuticas • Novos Problemas Realizar o seguimento individual do paciente Coletar e organizar dados do paciente Identificar problemas relacionados à farmacoterapia Elaborar um plano de cuidado em conjunto com o paciente 1 23 4 (CORRER, OTUKI, 2013)
  30. 30. Perfil do paciente Nome, idade, gênero, estado civil, escolaridade, profissão, ocupação, peso, altura, IMC, circunferência abdominal, contato, com quem mora, cuidador, acesso a medicamentos e a assistência História Clínica Queixas, História da doença atual, Condições clínicas, História médica pregressa, Exames físicos, laboratoriais e não laboratoriais, História social, História familiar, Revisão por Sistemas; Qualidade de vida; Percepção Geral de Saúde História Farmacoterapêutica Medicamentos prescritos e não prescritos; Terapias complementares; Vacinas; Medicação pregressa; Experiência de medicação; Concordância e adesão; História de RAM e alergia
  31. 31. NOME GÊNERO IDADE ENDEREÇO TELEFONE E-MAIL ESTADO CIVIL PESO ALTURA IMC CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL ESCOLARIDADE PROFISSÃO OCUPAÇÃO RENDA COM QUEM VIVE NOME E CONTATO DO CUIDADOR QUEM O AJUDA COM OS MEDICAMENTOS ACESSO À ASSISTÊNCIA MÉDICA ACESSO AOS MEDICAMENTOS Perfil do paciente
  32. 32. HISTÓRIA CLÍNICA Queixa principal História da doença atual História familiar Revisão por sistemas História social História médica pregressa Correr, Otuki, 2013 História Clínica
  33. 33. Uma boa forma de obter a queixa principal do paciente é pelo uso questões abertas, como "Em que posso ajudá-lo?" ou “Como o senhor está se sentindo?” História clínica – Queixa principal Correr, Otuki, 2013
  34. 34. ✓ Apresentação breve da principal queixa do paciente. ✓ Normalmente, consiste em um ou dois sintomas primários, com uma duração determinada, que é expresso pelo paciente em suas próprias palavras. ✓ Recomenda-se a anotação da queixa principal no prontuário usando as palavras do paciente, sem necessidade de uso de termos médicos ou de diagnóstico. ✓ Para identificar o uso do termo popular costuma-se descrever o sintoma entre "aspas" ou colocar à frente entre parênteses (sic), termo do latim que significa: é desta forma (Sic et simpliciter). História clínica – Queixa principal Correr, Otuki, 2013
  35. 35. • Início, duração e frequência dos sintomasTempo • Área precisa dos sintomasLocalização • Termos descritivos específicos sobre o sintoma (ex. dor aguda, fezes com presença de sangue) Qualidade ou característica • Leve, moderada ou graveQuantidade ou severidade • O que o paciente estava fazendo quando os sintomas ocorreram Ambiente • Fatores que fazem com que os sintomas melhorem ou que fiquem piores Fatores que agravam ou que aliviam • Outros sintomas que ocorrem com os sintomas primários Sintomas associados História clínica – História da doença atual Correr, Otuki, 2013
  36. 36. ✓ Descrição breve dos problemas e ocorrências médicas passadas mais relevantes, relacionadas ou não aos problemas atuais do paciente. ✓ Pode incluir hospitalizações, procedimentos cirúrgicos, acidentes, injúrias, história obstétrica (mulheres), entre outras História clínica – História médica pregressa Correr, Otuki, 2013
  37. 37. Os problemas familiares mais relevantes incluem doença arterial coronariana, hipertensão, hipercolesterolemia, diabetes, câncer, osteoporose, alcoolismo e doenças mentais, pois estas podem alterar o risco de doenças futuras e podem influenciar o diagnóstico médico. ✓ Descrição breve da presença ou ausência de doenças em parentes de primeiro grau do paciente (pais, irmãos e filhos). ✓ Os dados incluem parentes falecidos e vivos, causa da morte, idade da morte e problemas médicos principais de familiares vivos. História clínica – História Familiar Correr, Otuki, 2013
  38. 38. ➢ Álcool ➢ Tabaco ➢ Drogas ilícitas ➢ Alimentação ➢ Atividade física ➢ Meio social do paciente História clínica – História Social
  39. 39. ✓ O consumo de álcool deve ser documentado incluindo tipo de bebida, quantidade ingerida, frequência e tempo do uso. ✓ Esta informação é de alta relevância principalmente para pacientes em uso de medicamentos com potencial hepatotóxico ou com ação no sistema nervoso central. Para pacientes que bebem regularmente, deve ser registrada a data da última vez em que ingeriu bebida alcoólica História clínica – História Social Correr, Otuki, 2013
  40. 40. ✓ O uso de tabaco inclui diversas formas de consumo incluindo cigarros, charutos, cachimbo, narguile, etc. ✓ O registro deve incluir tipo de tabaco, quantidade por dia ou por semana e tempo de uso. O consumo de cigarros deve ser registrado em número de cigarros ou maços fumados por dia por tempo. Outra forma usual de registro consiste na unidade anos/maço. Esta é utilizada para definir a quantidade de maços fumados por determinado tempo. Calcula-se multiplicando o número de maços fumados por dia pelo número de anos como fumante. História clínica – História Social Correr, Otuki, 2013
  41. 41. ✓ A história de consumo de drogas ilícitas, como maconha, heroína, cocaína ou crack, pode ser difícil de ser obtida e depende muito da relação de confiança entre profissional e paciente e da forma de abordagem do tema. ✓ O farmacêutico deve utilizar se comunicar de modo profissional e sem julgamentos quando abordar essas questões. ✓ Assim como álcool e tabaco, o consumo de drogas ilícitas deve ser registrado em tipo, quantidade consumida, frequência e tempo de uso. A data da última vez em que usou também deve ser registrada. História clínica – História Social Correr, Otuki, 2013
  42. 42. ✓ A alimentação deve ser registrada em número de refeições e lanches ao longo do dia, incluindo horários das refeições dentro da rotina do paciente, assim como o tipo de alimento ingerido. Deve-se estar atento às proporções principalmente de carne vermelha, gordura, carboidratos, fibras e consumo de sal, baseando-se na rotina diária. ✓ O registro dos hábitos alimentares do paciente é particularmente importantes em pacientes com risco aumentado para desenvolvimento de doença arterial coronariana, obesidade, diabetes, hipertensão e hipercolesterolemia Correr, Otuki, 2013 História clínica – História Social
  43. 43. ✓ O registro de exercício físico também é de fundamental importância. ✓ Exercícios físicos regulares devem ser registrados como tipo de atividade (Ex. caminhada, corrida, natação, etc.), tempo de duração e frequência (diária ou semanal). Correr, Otuki, 2013 História clínica – História Social
  44. 44. ✓ O entorno familiar e social do paciente também pode ser relevante para a investigação farmacêutica. ✓ Informações sobre a família, como escolaridade e ocupação dos pais, situação financeira, presença de idosos e cuidadores na casa, opções de laser, riscos ambientais e outros fatores sociais determinantes da saúde devem ser registrados conforme sua importância e relato pelo paciente. Correr, Otuki, 2013 História clínica – História Social
  45. 45. ✓ Sinais vitais ✓Parâmetros Bioquímicos ✓Exames Laboratoriais ✓Sinais ou Sintomas investigados por sistemas ou órgãos que possam indicar problemas relacionados ao tratamento Correr, Otuki, 2013 História clínica – Revisão por sistemas
  46. 46. História de medicação ou História Farmacoterapêutica Medicamentos prescritos Medicamentos não prescritos Terapias Complementares Vacinas Medicação pregressa Experiência de medicação Concordância e adesão História de RAM e de alergia Correr, Otuki, 2013
  47. 47. Indicação - Problema de Saúde - Fator de Risco Medicamento - Fármaco - Forma Farmacêutica Regime Posológico - Dose, via, frequência, duração Padrão de Adesão do paciente Uso Correto Biofarmacêutica Farmacocinética Farmacodinâmica Resultado Terapêutico - Efetividade - Segurança Correr, Otuki, 2013 História Farmacoterapêutica
  48. 48. História Farmacoterapêutica Terapias complementares Outras TerapiaFloral Homeopatia Acupuntura Plantasmedicinais Fitoterapia
  49. 49. ✓Atitude ✓Expectativas ✓Receios ✓Conhecimento ✓Interferentes externos ✓Comportamento História Farmacoterapêutica Experiência de Medicação Correr, Otuki, 2013
  50. 50. ✓Compreender, Concordar e Cumprir o tratamento ✓Intencional versus não-intencional ✓Fatores que influenciam a adesão • Fatores relacionados ao tratamento • Fatores relacionados à doença • Fatores relacionados ao paciente • Fatores relacionados ao sistema e equipe História Farmacoterapêutica Adesão ao tratamento Correr, Otuki, 2013
  51. 51. IDENTIFICAÇÃO DOS PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA MÉTODO CLÍNICO
  52. 52. P1 Seleção P2 Administração P3 Biofarmacêutico P4 Farmacocinético P5 Farmacodinâmico P6 Resultados Terapêuticos AVALIAÇÃO GLOBAL DA FARMACOTERAPIA OS 6 PROCESSOS DA FARMACOTERAPIA Correr, Otuki, 2013
  53. 53. P1 Seleção A definição de um tratamento farmacológico para uma indicação clínica específica. Colaboração profissional – paciente ou automedicação OS 6 PROCESSOS DA FARMACOTERAPIA Correr, Otuki, 2013 Indicação Clínica Objetivo terapêutico Grupos Eficazes Medicamento-I Fármaco Forma farmac. Regime Terapêutico
  54. 54. P2 Administração A utilização do medicamento pelo paciente ou a administração do medicamento pelo profissional OS 6 PROCESSOS DA FARMACOTERAPIA Correr, Otuki, 2013 Adesão ao tratamento Experiência de Medicação Capacidade do paciente / habilidades Persistência no tratamento
  55. 55. BAIXA ADESÃO AO TRATAMENTO NÃO INTENCIONAL INTENCIONAL • Esquecimento • Compreensão • Habilidades físicas, cognitivas e sensoriais • Equívocos • Recursos • Motivação e discernimento • Crenças • Experiência de medicação Correr, Otuki, 2013
  56. 56. OMS, 2003 As cinco dimensões da adesão terapêutica
  57. 57. P1 Seleção P2 Administração ATIVIDADES PROFISSIONAIS Prescrição Transcrição Manipulação Fracionamento Preparo Rotulagem Separação Dispensação Administração (Enf.) ERROS DE MEDICAÇÃO Correr, Otuki, 2013
  58. 58. P3 Biofarmacêutico A liberação do fármaco e sua dissolução no local de absorção ou de administração. Também chamado biofarmacotécnico. OS 6 PROCESSOS DA FARMACOTERAPIA Correr, Otuki, 2013 Sistemas de Liberação Classificação Biofarmacêutica dos Fármacos Equivalência Farmacêutica Bioequivalência Qualidade do medicamento
  59. 59. P4 Farmacocinético A chegada do fármaco ao local de ação. A concentração de fármaco distribuída pelos tecidos e o tempo para que todo fármaco seja eliminado. OS 6 PROCESSOS DA FARMACOTERAPIA Correr, Otuki, 2013 Modelo ADME Absorção Biodisponibilidade Distribuição Clearance Meia-Vida Cinética linear ou não linear
  60. 60. P5 Farmacodinâmico A interação entre o fármaco e estruturas moleculares do organismo. A produção do efeito farmacológico. OS 6 PROCESSOS DA FARMACOTERAPIA Correr, Otuki, 2013 Modelo Chave-Fechadura Ação primária - tecido alvo Ação primária - outros tecidos Ação secundária - tecido alvo Ação secundária - outros tecidos
  61. 61. Relação com a dose (benefício:dano) TempoSuscetibilidade Paciente Medicamento Desfecho Extrínseca Intrínseca Efeito Resultado Correr, Otuki, 2013
  62. 62. BENEFÍCIO Correr, Otuki, 2013
  63. 63. Fatores de suscetibilidade FONTE DE SUSCETIBILIDADE Exemplos Implicações Genética Polimorfismos CYP Screening Idade Neonatos Idosos Ajuste de dose Sexo H/M Doses diferentes Fisiologia alterada Gravidez Dose ou não uso Fatores exógenos Interações Med Manejo ou não uso Doenças Insuficiencia renal Cirrose hepática Screening Ajuste de dose Adaptado de: Drug Saf 2010; 33(1)
  64. 64. A relação com a dose Hiper-suscetíveis Respondedores normais Refratários Correr, Otuki, 2013
  65. 65. Efeito / Tempo Ex. Benefícios Ex. Dano Primeira dose Analgesia Hipotensão por captopril Precoce Antibioticoterapia Diarréia por antibióticos Intermediário Antihipertensivos Hipersensibilidade Tipo II Tardio Cálcio para osteopenia Osteoporose por corticóides Retardados Vacinas Teratogênese Independentes do tempo - Queda por benzodiazepínicos Adaptado de: Drug Saf 2010; 33(1) A relação com o tempo
  66. 66. Medicamento - Medicamento Os efeitos de um ou mais medicamentos alterados pelo uso simultâneo de outro(s) medicamento(s) Medicamento - Nutriente Os efeitos de um ou mais medicamentos alterados pelo uso simultâneo com alimentos ou por condições nutricionais do paciente Medicamento - Doença Exacerbações de doenças, condições ou síndromes pré- existentes causadas pelo uso de medicamentos específicos P4 Farmacocinético P5 Farmacodinâmico&P3 Biofarmacêutico & INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS Correr, Otuki, 2013
  67. 67. P6 Resultados Terapêuticos A mudança no estado de saúde decorrente desse efeito. As manifestações biológicas, psíquicas e sociais decorrentes dessa mudança. OS 6 PROCESSOS DA FARMACOTERAPIA Correr, Otuki, 2013 Efetividade Segurança ECHO MODEL
  68. 68. Resultados Negativos INEFETIVIDADE • Não alcança o objetivo terapêutico de modo satisfatório • Efetividade x Eficácia x Eficiência INSEGURANÇA • Produz um novo problema de saúde no paciente • Agrava um problema de saúde pré-existente • Reações Adversas x Toxicidade Correr, Otuki, 2013
  69. 69. Desfechos humanísticos Desfechos econômicos Desfechos clínicos Efetividade e Segurança da Farmacoterapia Qualidade de vida e Percepção geral de saúde Acesso, Acessibilidade, Custo mensal, Impacto sobre a renda
  70. 70. Identificação dos Problemas relacionados a Farmacoterapia SOUZA, 2017 Problemas relacionados ao processo de uso de medicamentos Problemas na seleção e prescrição Problemas na administração e adesão Erro de dispensação ou manipulação Discrepâncias entre pontos ou níveis de atenção à saúde Problemas na qualidade do medicamento Problemas de monitorização Problemas relacionados ao resultado terapêutico Tratamento não efetivo Reação adversa a medicamento Intoxicação medicamentosa
  71. 71. PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA RELACIONADOS AO RESULTADO DE SAÚDE TRATAMENTO NÃO EFETIVO Tratamento não efetivo devido a problema no processo de uso Tratamento não efetivo sem causa definida INTOXICAÇÃO MEDICAMENTOSA Overdose / Intoxicação medicamentosa acidental Overdose / Intoxicação medicamentosa intencional REAÇÃO ADVERSA A MEDICAMENTO Reação adversa dose-dependente (tipo A) Reação alérgica ou idiossincrática (tipo B) Reação por exposição crônica (tipo C) Reação retardada / Teratogênese (tipo D) Efeitos de descontinuação (tipo E) Reação adversa não especificada PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA
  72. 72. 72 PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA RELACIONADOS AO PROCESSO DE USO SELEÇÃO E PRESCRIÇÃO Condição clínica sem tratamento Necessidade de medicamento adicional Necessidade de tratamento preventivo Prescrição em subdose Prescrição em sobredose Forma farmacêutica ou via de administração incorreta Frequência ou horário de administração incorreto sem alteração da dose diária Duração do tratamento incorreta Medicamento inapropriado / contraindicado Medicamento ineficaz Medicamento sem indicação clínica Duplicidade terapêutica na mesma prescrição Interação medicamento-medicamento Interação medicamento-alimento Disponibilidade de alternativa terapêutica mais efetiva Disponibilidade de alternativa terapêutica mais segura Disponibilidade de alternativa terapêutica + custo-efetiva Outros problemas de seleção e prescrição PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA
  73. 73. 73 PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA RELACIONADOS AO PROCESSO DE USO ERRO DE DISPENSAÇÃO OU MANIPULAÇÃO Erro de rotulagem Dispensação de medicamento incorreto Dispensação de dose incorreta Dispensação de forma farmacêutica incorreta Dispensação de quantidade incorreta Paciente incorreto Omissão de dispensação de medicamento Outros erros de dispensação ou manipulação DISCREPÂNCIAS ENTRE PONTOS OU NÍVEIS DE ATENÇÃO À SAÚDE Omissão de medicamento Medicamento discrepante Duplicidade terapêutica Dose discrepante Forma farmacêutica ou via de administração discrepante Frequência ou horário de administração incorreto sem alteração da dose diária Duração do tratamento discrepante Outras discrepâncias entre pontos ou níveis de atenção à saúde não especificadas PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA
  74. 74. PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA RELACIONADOS AO PROCESSO DE USO ADMINISTRAÇÃO E ADESÃO AO TRATAMENTO Administração do medicamento incorreto Técnica de administração incorreta Forma farmacêutica ou via de administração incorreta Frequência ou horário de administração incorreto sem alteração da dose diária Duração do tratamento incorreta Descontinuação indevida do medicamento Continuação indevida do medicamento Redução abrupta de dose Não iniciou o tratamento Omissão de doses (subdosagem) Adição de doses (sobredosagem) Uso abusivo do medicamento Automedicação indevida Outros problemas relacionados à administração e adesão não especificados PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA
  75. 75. PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA RELACIONADOS AO PROCESSO DE USO QUALIDADE DO MEDICAMENTO Desvio de qualidade aparente Medicamento vencido Armazenamento incorreto Medicamento falsificado Medicamento sem registro Outros problemas relacionados à qualidade MONITORIZAÇÃO Necessidade de exame laboratorial Necessidade de monitorização não laboratorial Necessidade de automonitorização Outros problemas de monitorização não especificados PROBLEMAS DA FARMACOTERAPIA
  76. 76. ELABORAÇÃO DO PLANO DE CUIDADO MÉTODO CLÍNICO
  77. 77. ✓Determinar em conjunto com o paciente como manejar adequadamente seus problemas de saúde utilizando a farmacoterapia e tudo que deve ser feito para que o plano seja cumprido ✓ Elaborar um plano de cuidado requer tomada de decisões clínicas. ✓ Composto de três partes: • Metas terapêuticas • Intervenções voltadas aos problemas relacionados à farmacoterapia • Agendamento das avaliações de acompanhamento Plano de Cuidado
  78. 78. ✓ Devem ser definidas metas claras para toda a farmacoterapia do paciente. ✓ As metas terapêuticas são definidas para cada indicação apresentada pelo paciente. ✓ Componentes essenciais que precisam ser definidos para cada meta: 1) Os parâmetros clínicos e/ou laboratoriais mensuráveis, que serão utilizados para medir o resultado 2) O prazo definido para alcance dos resultados Elaboração do Plano de Cuidado Metas terapêuticas
  79. 79. ✓ Ato planejado, documentado e realizado junto ao paciente e profissionais de saúde, que visa resolver ou prevenir problemas relacionados à farmacoterapia e garantir o alcance das metas terapêuticas ✓ Cada intervenção deve ser individualizada de acordo com a condição clínica do paciente, suas necessidades e problemas relacionados à farmacoterapia. ✓ O delineamento de uma intervenção deve considerar as opções terapêuticas disponíveis e deve ser feito em colaboração com o paciente e, quando apropriado, com seu familiar, cuidador ou médico responsável. ✓ Todas as intervenções devem ser documentadas. Intervenções Farmacêuticas Elaboração do Plano de Cuidado
  80. 80. INTERVENÇÕES FARMACÊUTICAS E CONDUTAS INFORMAÇÃO E ACONSELHAMENTO Aconselhamento sobre um tratamento específico Aconselhamento sobre os tratamentos de forma geral Aconselhamento sobre medidas não farmacológicas Aconselhamento sobre condição de saúde específica Aconselhamento sobre as condições de saúde de forma geral Aconselhamento sobre automonitoramento Outro aconselhamento não especificado ENCAMINHAMENTO Encaminhamento a outro serviço farmacêutico Encaminhamento ao médico Encaminhamento ao psicólogo Encaminhamento ao nutricionista Encaminhamento a serviço de suporte social Encaminhamento a programa de educação estruturada Encaminhamento ao pronto-atendimento Outros encaminhamentos não especificados MONITORAMENTO Recomendação de exame laboratorial Recomendação de monitoramento não laboratorial Recomendação de automonitoramento Outras recomendações de monitoramento
  81. 81. INTERVENÇÕES FARMACÊUTICAS E CONDUTAS ALTERAÇÃO NA TERAPIA Início de novo medicamento Suspensão de medicamento Substituição de medicamento Alteração de forma farmacêutica Alteração de via de administração Alteração na frequência sem alteração da dose diária Aumento da dose diária Redução de dose diária Outras alterações na terapia não especificadas PROVISÃO DE MATERIAIS Lista ou Calendário posológico de medicamentos Rótulos / Instruções pictóricas Informe terapêutico/ carta ao médico ou outros profissionais Material educativo impresso / Panfleto Informação científica impressa Diário para automonitoramento Organizador de comp. ou dispositivo para auxiliar na adesão ao tratamento Dispositivo para automonitoramento Provisão de materiais não especificados
  82. 82. ✓ Definir o prazo necessário para que o paciente volte à consulta farmacêutica e qual será a frequência dessas consultas, a fim de se avaliar os resultados da farmacoterapia e das intervenções ao longo de tempo. ✓ Para pacientes com quadros mais graves ou com problemas relacionados à farmacoterapia de maior complexidade o acompanhamento deverá ser feito mais frequente. Agendamento dos Retornos Elaboração do Plano de Cuidado
  83. 83. ACOMPANHAMENTO DO PACIENTE MÉTODO CLÍNICO
  84. 84. ✓ O acompanhamento dos resultados obtidos após implantação do plano de cuidado é de extrema importância para a construção de uma prática orientada ao paciente e aos resultados da farmacoterapia, mais do que ao processo de uso de medicamentos. ✓ Três atividades essenciais compõem o acompanhamento do paciente: • Avaliação dos resultados terapêuticos e evolução clínica do paciente • Avaliação do alcance das metas terapêuticas • Identificação de novos problemas e realização de novas intervenções Acompanhamento do paciente
  85. 85. ✓ Dados subjetivos (S) compreendem as queixas dos pacientes e outras informações fornecidas pelos pacientes, parentes ou acompanhantes. ✓ Dados objetivos (O) incluem os achados de exame físico e os exames complementares. ✓ Avaliação (A) se refere às conclusões sobre a situação do paciente, particularmente os problemas da farmacoterapia identificados. ✓ Plano (P) inclui os exames a serem solicitados, as informações prestadas aos pacientes e familiares visando orientação e educação, as sugestões feitas para mudanças na farmacoterapia e os encaminhamentos a outros profissionais. Documentação SOAP
  86. 86. Semiologia Farmacêutica
  87. 87. A semiologia clínica é o estudo dos sinais e sintomas das doenças, ciência metodizada do diagnóstico clínico, requisito indispensável para a terapêutica e o prognóstico. A semiologia clínica relaciona os sinais e sintomas das doenças que afetam o ser humano, por meio de competências que envolvem o exame clínico (anamnese e exame físico), exames laboratoriais, métodos de diagnóstico por imagem e exames complementares, com o objetivo de identificar as necessidades de saúde do paciente Semiologia (Porto, 2017; Porto, 2019)
  88. 88. A palavra anamnese origina-se do grego aná = trazer de novo, e mnesis = memória. Significa, portanto, trazer à memória todos os fatos relacionados à doença e à pessoa doente Semiotécnica consiste na técnica de coleta dos sinais e/ou sintomas para avaliação das necessidades de saúde do paciente Propedêutica ou semiogênese consiste em conhecer e buscar os sintomas e sinais, compreender sua gênese, aprender a coletar os dados da anamnese e do exame físico para avaliação das necessidades de saúde do paciente (Porto, 2017; Porto, 2019)
  89. 89. Sinais x Sintomas O que o paciente sente Percepções humanas Sintomas Achados do examinador Podem ser observados e quantificados Sinais (Porto, 2017; Porto, 2019)
  90. 90.  Sintomas constitucionais - quando podem estar relacionados a várias condições clínicas ou doenças de qualquer sistema do corpo. Exemplos incluem febre, tremores, sudorese ou perda de peso.  Alguns sinais podem ser também sintomas, como em um paciente que descreve episódios de taquicardia (sintoma) e no qual pode ser medida também a frequência cardíaca aumentada (sinal). (Porto, 2017; Porto, 2019)
  91. 91. Semiologia farmacêutica consiste na aplicação das técnicas e conhecimentos sobre a investigação de sinais e sintomas para a prática farmacêutica. Para o farmacêutico, conhecer técnicas semiológicas é importante a fim de resolver problemas de saúde e problemas relacionados à farmacoterapia, traçar planos terapêuticos conjuntos com o paciente e com a equipe de saúde e ações de seguimento. Semiologia Farmacêutica (Correr, Otuki, 2013)
  92. 92. Semiologia Farmacêutica • A maior tarefa do farmacêutico durante a entrevista clínica é obter quantidade suficiente de dados subjetivos e objetivos e relacionar sinais e sintomas aos medicamentos em uso e doenças específicas do paciente. • O objetivo é diferenciar aqueles que podem significar novos problemas de saúde sem tratamento, indicadores da efetividade dos tratamentos e problemas de segurança ligados a medicamentos específicos. (Correr, Otuki, 2013)
  93. 93. DADOS OBJETIVOS Podem ser mensurados São observáveis Não são influenciados pela emoção ou parcialidade DADOS SUBJETIVOS Não podem ser medidos diretamente Nem sempre são exatos e reprodutíveis Geralmente coletados diretamento do paciente Dados Objetivos x Subjetivos (Correr, Otuki, 2013)
  94. 94.  O farmacêutico deve dispor de competências (conhecimentos, habilidades e atitudes) para realizar a anamnese do paciente e recolher toda história relevante à resolução dos problemas.  A organização da consulta será semelhante para os diferentes serviços farmacêuticos clínicos. O que pode mudar é a abrangência da anamnese. (Correr, Otuki, 2013)
  95. 95. Comunicação Farmacêutica
  96. 96. Comunicação Compreender as diferenças sociais e culturais Reconhecer a importância da autonomia, das expectativas e da percepção do paciente Facilitar a identificação dos problemas Favorecer o relacionament o interpessoal e o processo de cuidado Possibilitar o desenvolvimen to de soluções adequadas às necessidades do paciente Contribuir para construção de uma relação terapêutica e o cuidado centrado no paciente Comunicação Interpessoal (Berger, 2005; Godoy, 2011; Correr, Otuki, 2013)
  97. 97. Tipos de comunicação Verbal Fala Escrita Não Verbal Oculésica (contato visual) Háptica (uso do toque) Cinésica (expressões corporais) Proxêmica (distância entre as pessoas) Visual (uso de símbolos e ícones) Objetics (uso de objetos) (Berger, 2005; Berger, 2011; Godoy, 2011; CFF, 2015)
  98. 98. Comunicação verbal Fala • Pronúncia das palavras • Articulação das palavras • Modulação (intensidade dos sons) • Ritmo • Timbre da voz • Linguagem adequada ao nível de entendimento do paciente • Tom da voz Escrita • Pode ser complementar a orientação falada • Registro das informações • Acompanhamento da evolução do paciente • Comunicação entre os profissionais de saúde • Materiais de suporte ao paciente e/ou à equipe • Documentação (Berger, 2011; Godoy, 2011)
  99. 99. Contato visual Uso do toque Expressões corporais Distância entre as pessoas Uso de símbolos e ícones Uso de objetos  A parte mais significativa da comunicação é não verbal.  Boa parte desta comunicação é inconsciente Comunicação não verbal (Berger, 2011)
  100. 100. •Contato visual •Comunica interesse e o grau de atenção •Auxilia na avaliação da veracidade e sentimentos •Auxilia na captação de sinais da comunicação não verbal Oculésica • Uso do toque • Reduz a tensão, promove relações afetivas e reforça a capacidade terapêutica • Instrumental (contato físico necessário à realização de um procedimento específico), afetivo (contato não necessariamente ligado a um procedimento profissional) e terapêutico (tem a função de demonstrar interesse e confiança) Háptica Comunicação não verbal (Berger, 2011; Godoy, 2011)
  101. 101. • Movimentos do corpo, postura corporal e expressões faciais • Expressam o que o receptor está sentido em um dado momento • Devem estar em consonância com a comunicação verbal • Utilizada para demonstrar segurança do profissional e interesse pela mensagem que está sendo transmitida pelo paciente • É fundamental para identificar ruídos de comunicação ou utilizar respostas empáticas Cinésica • Distância utilizada no processo de comunicação interpessoal • Deve possibilitar a privacidade e evitar desconforto no contexto da comunicação • Aspectos estruturais do ambiente de trabalho devem ser observados (ex. remoção de obstáculos físicos, disponibilidade de local confortável para sentar) Proxêmica Comunicação não verbal (Berger, 2011; Godoy, 2011)
  102. 102. • Uso de símbolos, ícones (como por exemplo, pictogramas ou imagens) • Transmitir de forma clara e simples informação para os receptores • Podem ser empregados para facilitar o entendimento dos pacientes • Tem papel importante tanto para pacientes com baixo letramento, quanto de maneira complementar a comunicação verbal (fala ou escrita) Visual • Uutilização e escolha dos objetos de comunicação • São diferenciais na interpretação da mensagem recebida • Objetos importantes para comunicação incluem a vestimenta (jaleco) e a identificação do farmacêutico (ex: crachá), a sinalização, o conforto, a limpeza e a privacidade do local de espera para atendimento • Adicionalmente, outros objetivos podem ser utilizados, incluindo kits de orientação sobre a utilização de medicamentos e condições de saúde Objetics (Berger, 2011) Comunicação não verbal
  103. 103. Acolhimento Escuta ativa Assertividade Empatia Arte do questionamento Aconselhamento Verificação de informações Recursos envolvidos no processo de comunicação (CFF, 2015; Correr, Otuki, 2013; Berger, 2011; Godoy, 2011)
  104. 104. • Acolhimento significa a humanização do atendimento, o que pressupõe a garantia de acesso a todas as pessoas. • Diz respeito, ainda, à escuta de problemas de saúde do usuário, de forma qualificada, dando-lhe sempre uma resposta positiva e responsabilizando com a resolução do seu problema. • É importante que o farmacêutico observe, escute ativamente, e acolha a demanda do paciente, identificando suas expectativas, crenças e preocupações. Acolhimento CFF, 2015
  105. 105. • Tem como objetivo perceber e avaliar elementos conscientes e inconscientes que são comunicados • Transmite ao paciente o interesse pelo seu problema, o que faz com que ele se sinta mais a vontade e motivado a continuar o relato • O farmacêutico precisa aprender a ouvir reflexivamente, estar concentrado e atento a todos os detalhes comunicados pelo paciente de maneira integral e interdependente para identificar aquilo que o indivíduo está realmente tentando comunicar, o valor de cada palavra, o significado de cada gesto, levando em conta aspectos culturais e sociais associados. Escuta ativa CFF, 2015
  106. 106. QUESTÕES ABERTAS Utilizadas para obter informações gerais Importante no começo da entrevista Permite ao paciente falar sobre sua história espontaneamente QUESTÕES FECHADAS Utilizadas para direcionar o relato do paciente a pontos específicos Dão pouca margem à explanação e qualificação Servem para esclarecer e acrescentar detalhes à história Arte do questionamento Correr, Otuki, 2013; CFF, 2015
  107. 107. Correr, Otuki, 2013 Questões que devem ser evitadas Questões sugestivas • Tendem a induzir a resposta Questões contendo por que • Intimidam e colocam o paciente na defensiva Questões múltiplas • O paciente tende a responder parcialmente Jargões técnicos • Confundem o paciente e gera distanciamento Perguntas com entrelinhas • Carregam julgamentos e induzem o paciente a responder o que o profissional espera Depois que começou a tomar o captopril, o senhor tem sentido tosse? Por que o senhor parou de tomar seus medicamentos? Você teve febre, suores noturnos e calafrios? Este medicamento é para insuficiência cardíaca congestiva Você tem tomado os medicamentos corretamente não tem?
  108. 108. Está relacionada com a capacidade de avaliar determinada situação e expressar de maneira adequada clara, objetiva e baseada nas melhores evidências a opinião a respeito de um assunto, levando em consideração os direitos humanos e o respeito mútuo Assertividade  Comunicação Não Assertiva  Comunicação Agressiva  Comunicação Assertiva CFF, 2015
  109. 109. • Significa compartilhar a experiência do outro, relacionar-se com a capacidade cognitiva e, acima de tudo, afetiva de se identificar e perceber sua condição psicológica e emocional • Fundamental na construção da relação terapêutica farmacêutico-paciente • Precisam ser amadurecidas no sentido de oferecer a humanização do atendimento do paciente • Usada para transmitir cuidado e compreensão exata do estado afetivo do outro • A empatia resulta em relação terapêutica de confiança e respeito mútuo com a atuação centrada nos aspectos holísticos do paciente e mantendo a ética profissional Empatia CFF, 2015
  110. 110. • Tem como objetivo orientar o paciente e seu cuidador sobre sua saúde e seus tratamentos, a fim de garantir melhorias no processo de uso de medicamentos, nos resultados em saúde e na qualidade de vida do paciente. • Alguns aspectos de comunicação, como a organização da mensagem transmitida, a duração da orientação e a adequação às particularidades do paciente são fundamentais para determinar o que o paciente irá compreender e conseguirá se lembrar Aconselhamento CFF, 2015
  111. 111. Aconselhamento É imprescindível que o farmacêutico tenha foco naquilo que o paciente precisa aprender A educação efetiva começa com a avaliação das necessidades de aprendizagem do paciente e de seu cuidador Esta avaliação determina não apenas o que deve ser aprendido, mas qual a melhor maneira de garantir o aprendizado O aprendizado precisa levar em consideração as preferências, a habilidade de leitura e linguagem, a religião, a cultura e as limitações físicas e sensoriais do paciente CFF, 2015
  112. 112. Verificação de informações • Consiste em estimular o paciente a continuar falando. • Inclui gestos como acenar com a cabeça ou sinalizar com a mão para que continue ou facilitações verbais como "Uh huh", "Sim", "Continue", "E então?" Facilitação • Usada quando as informações do paciente soam confusas para o profissional. • Tem por objetivo esclarecer pontos sobre a fala do paciente, por exemplo, "Quando diz que o medicamento lhe faz sentir doente,o que o senhor quer dizer?" Clarificação • Resposta baseada na observação do profissional que aponta alguma coisa notável sobre o paciente. • Direciona a atenção do paciente para algo sobre a qual ele pode não estar atento, por exemplo, “O senhor parece desconfortável sobre isso. Aconteceu alguma coisa?" Confrontação • Consiste em repetir parte do que o paciente disse, com objetivo de direcionar a fala do paciente para algum ponto específico. • Exemplo: “O senhor está dizendo que sua dor de cabeça surge mais forte sempre depois que toma este medicamento?" Reflexão Correr, Otuki, 2013; CFF, 2015
  113. 113. • Pode ser necessário ao paciente enquanto organiza sua fala. Pode ser útil para pacientes calados, sempre mantendo contato visual direto e atenção, esperando o momento do paciente falar. • Deve-se evitar seu uso frequente, pois isso pode significar distanciamento ou falta de conhecimento Silêncio • Resposta que reconhece o sentimento do paciente e não o critica. Significa compreensão e entendimento. Reforça a relação terapêutica. • Exemplos incluem expressão facial e o toque, como colocar a mão no ombro do paciente., e falas que demonstrem reconhecimento sobre as preocupações, necessidades e expectativas do paciente. • Exemplos de falas são "Eu entendo como você deve estar se sentindo“; “não deve ser fácil ter que organizar todos esses medicamentos". Empatia • Revisão de tudo que foi comunicado pelo paciente. O farmacêutico expressa resumidamente seu entendimento sobre o que foi dito e o paciente tem a oportunidade de corrigir qualquer má interpretação, confirmar se entendeu todas as informações e tirar dúvidas. • Pode ser utilizado durante a entrevista a fim de fechar partes e mudar o direcionamento da anamnese ou ao final, para dar fechamento Resumo Correr, Otuki, 2013; CFF, 2015 Verificação de informações
  114. 114. Importante em diferentes pontos do processo de cuidado A comunicação escrita é uma parte fundamental A associação entre a comunicação escrita e a fala, acompanhada da comunicação não verbal pode trazer resultados positivos Utilizar linguagem formal, compreensível, com uso de linguagem técnica, com estrutura definida, que foque nos objetivos esperados para o cuidado Preparo, em relação ao conteúdo e as fontes de informação utilizadas, e apresentação das ideias de maneira clara, estando disposto a negociar Escuta ativa, empatia, eloquência, assertividade, segurança, interesse, capacidade de negociação e resolução de conflitos são importantes Respeitar o outro profissional e demonstrar a importância da colaboração dos diferentes profissionais com suas diferentes competências Comunicação interprofissional CFF, 2015
  115. 115. • RESOLUÇÃO 585/2013 • RESOLUÇÃO 586/2013 • LEI Nº 13.021/2014 • RDC 44 ANVISA 2009 • RDC nº 98 de 01 de agosto de 2016 Aspectos legais
  116. 116. Serviços Farmacêuticos Direcionados ao Paciente, Família e Comunidade thaisteles.ufpb@gmail.com wallerictr@gmail.com Módulo 2
  117. 117. CURSO SERVIÇOS FARMACÊUTICOS DIRETAMENTE DESTINADOS AO PACIENTE, FAMÍLIA E COMUNIDADE Coordenação Pedagógica: Profª. Dra. Thais Teles de Souza thaisteles.ufpb@gmail.com

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