Cancer estomago, coloretal

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Câncer, estomago, coloretal

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Cancer estomago, coloretal

  1. 1. OO CCAANNCCRROO::EESSTTÔÔMMAAGGOO,,CCÓÓLLOONN EE RREETTOO CCeennttrroo UUnniivveerrssiittáárriioo EEssttáácciioo ddoo CCeeaarráá - Fisioterapia em Oncologia- Profª.: Cleoneide Pinheiro Caroline Duarte e Maria Isabele
  2. 2. O QUE É CÂNCER ABDOMINAL? Cancro abdominal é um tipo de cancro que ocorre quando há um crescimento descontrolado de células anormais em qualquer parte do abdomen, a região entre a parte inferior do dorso e a virilha. O abdômen é composto de muitos órgãos, incluindo o estômago, intestinos, fígado, vesícula, pâncreas, esôfago e numerosos vasos sanguíneos. Cancro abdominal é um termo geral para
  3. 3. Fonte: http://www.inca.gov.br/estimativa/2014/
  4. 4. Fonte: http://www.inca.gov.br/estimativa/2014/
  5. 5. O QUE É CÂNCER ABDOMINAL? O câncer abdominal pode ter várias causas dependendo do órgão que afeta. As causas mais comuns são a existência de pólipos intestinais, idade avançada, alcoolismo, tabagismo, hepatite B ou C, pancreatite crônica, infecção bacteriana por He lic o ba c te r p y lo ri, obesidade e história familiar de câncer abdominal. Esse tipo de câncer é mais frequente em indivíduos com mais de 50 anos, mas pode
  6. 6. TRATAMENTO O tratamento do câncer abdominal pode incluir quimioterapia, radioterapia e, em casos mais graves, a cirurgia. São usados também medicamentos para dor, aconselhamento dietético e tratamentos alternativos como ioga ou acupuntura para alívio da dor. O tratamento do câncer abdominal deve ser individualizado para o tipo de câncer abdominal e seu estágio de desenvolvimento, assim como idade, história médica e outras doenças que o paciente tenha. O câncer abdominal tem boas chance de curar quando é diagnosticado precocemente e é devidamente tratado.
  7. 7. TIPOS DE QUIMIOTERAPIA Poliquimioterapia: é a associação de vários citotóxicos quimioterápicos que atuam com diferentes mecanismos de ação, com a finalidade de diminuir a dose de cada fármaco individual e aumentar a potência terapêutica de todas as substâncias juntas. Quimioterapia Adjuvante: é a quimioterapia que se administra geralmente depois de um tratamento principal, como por exemplo uma cirurgia para diminuir a incidência e a distância do cancro. Quimioterapia Neoadjuvante ou de Indução: é a quimioterapia que se inicia antes de qualquer tratamento cirúrgico ou de radioterapia com a finalidade de avaliar a efetividade do tratamento. A quimioterapia neoadjuvante diminui o estado tumoral, podendo melhorar os resultados da cirurgia e da radioterapia. Radioterapia Concomitante: também denominada quimioradioterapia, costuma ser administrada em conjunto com a radioterapia, com a finalidade de potencializar os efeitos da radiação ou de atuar especificamente com ela, otimizando o efeito local da radiação.
  8. 8. CÂNCER DE ESTÔMAGO
  9. 9. O pico de incidência se dá em sua maioria em homens, por volta dos 70 anos. Cerca de 65% dos pacientes diagnosticados com câncer de estômago têm mais de 50 anos. No Brasil, esses tumores aparecem em terceiro lugar na incidência entre homens e em quinto, entre as mulheres. No resto do mundo, dados estatísticos revelam declínio da incidência, especificamente nos Estados Unidos, Inglaterra e outros países mais desenvolvidos. Risco mais elevado em classes econômicas mais baixas. Incidência e mortalidade diminui nos últimos 75 anos. A alta mortalidade é registrada atualmente na América Latina, principalmente na Costa Rica, Chile e Colômbia. Porém, o maior número de casos ocorre no Japão, onde são encontrados 780 doentes por 100.000 habitantes. Estimativa de novos casos: 20.390, sendo 12.870 homens e 7.520 mulheres (2014 - INCA) Número de mortes: 13.328, sendo 8.608 em homens e 4.720 mulheres (2011 – SIM) Fonte: http://www.hcancerbarretos.com.br/cancer-de-estomago EPIDEMIOLOGIA CÂNCER DE ESTÔMAGO
  10. 10. Doença multifatorial: Baixo-nível socioeconômico; Raça negra (ratio 2:1) Homens (ratio 2:1) Idade >40 ( pico na 7ª década) Fonte: http://www.hcancerbarretos.com.br/cancer-de-estomago EPIDEMIOLOGIA CÂNCER DE ESTÔMAGO
  11. 11. ETIOLOGIA CÂNCER DE ESTÔMAGO
  12. 12. CÂNCER GÁSTRICO HELICOBACTER PYLORI Agente Carcinogénico Grupo I (IARC) Mais de 80% dos infectados com H. p y lo ri nunca terá sintomas ~20% desenvolvem sintomatologia gástrica 10-15% progridem para doença ulcerosa 90% das úlceras duodenais 60-70% das úlceras gástricas  2% desenvolvem cancro gástrico 90% dos Linfomas (MALT) x% dos adenocarcinomas gástricos
  13. 13. CÂNCER GÁSTRICO HELICOBACTER PYLORI Mecanismo de Carcinogênese  Inflamação crônica  Produção de Radicais Livres  Lesões celulares/moleculares;  Alterações celulares/teciduais http : //h. p y lo ri. info /
  14. 14. MECANISMO DE CARCINOGÊNESE
  15. 15.  Modelo bem caracterizado histopatologiamente.  Cada fase engloba mudanças contínuas, resultado de múltiplos eventos. MECANISMO DA CARCINOGÊNESE
  16. 16. CARCINOGÊNESE Epitélio Gástrico Normal Mucosa:  Criptas/Fossetas  Glândulas  Lâmina Própria Muscular da Mucosa Submucosa http : //www. s ium e d . e du Também denominado câncer gástrico, os tumores do estômago se apresentam, predominantemente, na forma de três tipos histológicos: adenocarcinoma (responsável por 95% dos tumores), linfoma, diagnosticado em cerca de 3% dos casos, e leiomiossarcoma, iniciado em tecidos que dão origem aos músculos e aos ossos.
  17. 17. CARCINOGÊNESE Adenocarcinoma 90% Linfoma 5% Estromal 2% Carcinóide <1% Metastático <1% Adenosquamous/squamous http : //www. c o lo ra d o . e du/
  18. 18. CÂNCER GÁSTRICO Localização
  19. 19. SINAIS E SINTOMAS Os sintomas do câncer abdominal podem ser confundidos como de outras doenças como um problema de fígado, má digestão e um desconforto na barriga. Os sintomas mais comuns são:
  20. 20. SINAIS E SINTOMAS
  21. 21. DIAGNÓSTICO Radiologia Rx contraste TAC abdominal
  22. 22. ESTADIAMENTO Sistema TNM Progressão na parede gástrica Progressão linfática Progressão hematogénea Sementeira peritoneal
  23. 23. ESTADIAMENTO T... Progressão na parede gástrica Tx - cannot assess T0 indicates no evidence of primary tumor Tis is carcinoma in situ T1, T2, T3 and T4
  24. 24. ESTADIAMENTO N... Disseminação ganglionar Nx - cannot assess N0 - no regional node metastases N1, N2, N3 indicate increasing involvement of regional lymph nodes
  25. 25. Metastização hepática Carcinomatose Peritoneal M... Metastização Mx - cannot assess M0 is no distant metastases M1 indicates distant metastases ESTADIAMENTO
  26. 26. TRATAMENTO Endoscopia Cirurgia Quimioterapia
  27. 27. TRATAMENTO Ressecção Endoscópica
  28. 28. TRATAMENTO Cirurgia
  29. 29. TRATAMENTO Quimioterapia
  30. 30. PROGNÓSTICO Depende do tamanho do tumor… p<0.001 Depende do nº gânglios… Breslow: p<0.0001 Log Rank : p<0.0001 Depende do estadio Breslow: p<0.0001 Log Rank : p<0.0001
  31. 31. PREVENÇÃO Erradicação infecção H. Pylori Consumo de frutas, vegetais e fibras
  32. 32. SSUUMMÁÁRRIIOO - O que é o Cancro do Cólon e Recto (CCR)? - Como se manifesta? -Factores de risco -A mortalidade causada pelo CCR - A importância da prevenção -A realidade europeia e mundial -A realidade dos EUA -A realidade portuguesa
  33. 33. CÂNCER COLORRETAL O câncer colorretal abrange tumores que acometem um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto. É tratável e, na maioria dos casos, curável, ao ser detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores seria a detecção e a remoção dos pólipos antes de eles se tornarem malignos. Estimativa de novos casos: 32.600, sendo 15.070 homens e 17.530 mulheres (2014 - INCA) Número de mortes: 14.016; sendo 6.818 homens e 7.198 mulheres (2011 - SIM)
  34. 34. AANNAATTOOMMIIAA DDOO CCÓÓLLOONN EE RREECCTTOO Fazem parte do aparelho digestivo Em conjunto formam o intestino grosso Cólon – 1ª porção do intestino grosso (120 a 150 cm) Recto – última parte (10 a 12 cm)
  35. 35. Funções do intestino grosso: - Reabsorção de água e nutrientes provindos do quilo do intestino delgado - Acumulação das substâncias a eliminar - Formação das fezes e sua eliminação para o exterior Local onde numerosas bactérias vivem em simbiose Dissolvem os restos alimentícios não assimiláveis (ex.: fibras), reforçam o movimento intestinal e protegem o organismo contra bactérias patogénicas Cólon normal
  36. 36. CCAANNCCRROO DDOO CCÓÓLLOONN EE RREECCTTOO Resulta de um desenvolvimento anormal da parede interna do intestino grosso Tumores benignos – pólipos - Não invadem os tecidos circundantes nem metastizam, devendo ser removidos por colonoscopia - Se não forem removidos podem-se converter em tumores malignos
  37. 37. Tumores malignos – cancro - Podem-se espalhar a outras partes do corpo (principalmente fígado e pulmão), onde se formam novos tumores  metástases - São encontradas nos gânglios linfáticos vizinhos
  38. 38. Maior incidência em países ocidentais: dieta rica em gordura e proteína animal e pobre em fibras Existe tendência genética Activação dos oncogenes “Kirsten-ras” em 50 % dos adenomas Inactivação dos genes supressores: p53
  39. 39. MMAANNIIFFEESSTTAAÇÇÕÕEESS EE SSIINNTTOOMMAASS Alteração nos hábitos intestinais, com o aparecimento de diarreia ou de obstipação Presença de sangue nas fezes Sensação de que o intestino não esvazia completamente Desconforto abdominal Perda de peso inexplicada Cansaço
  40. 40. PRINCIPAIS FFAATTOORREESS DDEE RRIISSCCOO -Idade -História familiar de CCR -Pólipos colo-rectais -Factores genéticos: - Polipose adenomatosa cólica familiar (PACF) - Carcinoma do cólon hereditário não associado a polipose (CCHNP) ou Síndroma de Lynch -História pessoal de cancro -Doença de Crohn ou Colite Ulcerosa -Alimentação -Outros: ● Excesso de peso e sedentarismo ● Tabagismo - Localização geográfica
  41. 41. IDADE -A probabilidade de ter CCR aumenta com a idade -Mais de 90% dos diagnósticos são efectuados em pessoas com mais de 50 anos -Idade média do diagnóstico: 65 anos
  42. 42. FACTORES DE RISCO E INCIDÊNCIA - Sexo e Idade Fonte: Cancer Statistics Review, 1973-1996, SEER, NCI (http://www.ff.uc.pt/)
  43. 43. HISTÓRIA FAMILIAR DE CANCRO COLO-RECTAL -Os familiares próximos de uma pessoa com história de CCR têm maior probabilidade de desenvolver a doença, especialmente se o familiar teve a doença ainda jovem -Muitos familiares com história de CCR: risco ainda maior
  44. 44. ESTADIAMENTO E PROGNÓSTICO CÂNCER COLORRETAL
  45. 45. ESTADIAMENTO E PROGNÓSTICO CÂNCER COLORRETAL
  46. 46. FATORES DE RISCO FFaaccttoorreess GGeennééttiiccooss ee aammbbiieennttaaiiss PÓLIPOS COLO-RECTAIS mucosa normal pequeno adenoma adenoma de risco adenoma cancerígeno carcinoma avançado
  47. 47. HISTÓRIA PESSOAL DE CANCRO -Uma pessoa que já teve CCR, pode voltar a desenvolvê-lo -Mulheres com história de cancro dos ovários, do útero (endométrio) ou da mama, apresentam risco aumentado de desenvolver CCR
  48. 48. ALIMENTAÇÃO - Alguns estudos sugerem que uma dieta rica em gorduras, especialmente gordura animal, e pobre em cálcio, folatos e fibras, pode aumentar o risco de CCR - O consumo excessivo de alimentos fumados e picantes também parece aumentar a probabilidade de CCR - Estudos sugerem, ainda, que pessoas com uma dieta muito pobre em fruta e vegetais, têm um risco aumentado de CCR
  49. 49. FATORES DE RISCO E INCIDÊNCIA - Alimentação Fonte: Willett W., Nature 1989 (http://www.ff.uc.pt/)
  50. 50. OUTROS FATORES DE RISCO ·Tabaco: -uma pessoa fumadora, tem risco aumentado de desenvolver pólipos e CCR ·Excesso de Peso ·Sedentarismo
  51. 51. LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA -Por exemplo, o risco de CCR é baixo no Japão, mas aumenta nos japoneses que emigraram para os EUA e chega a igualar o do resto da população americana -Esta variação geográfica no risco do cancro depende provavelmente de muitos factores: uma combinação de genética, dieta e meio ambiente…
  52. 52. FATORES DE RISCO Taxa de Mortalidade -Localização Geográfica alto médio baixo dados não disponíveis Fonte: http://www.centrofrancescoredi.it
  53. 53. FATORES DE RISCO Outros 1% Sem factor relacionado ~ 75% HNPCC 5% - Conclusão Causa Familiar PAF 1% 15% - 20% Fonte: Winawer S.J. 1991 (http://www.centrofrancescoredi.it)
  54. 54. RISCO DDEE CCAANNCCRROO CCOOLLOO--RREECCTTAALL População Geral História Pessoal de CCR Doença Inflamatória Intestinal Carcinoma Hereditário sem Pólipos Carcinoma Hereditário com Pólipos Fonte: http://www.ipatimup.pt/medprev/colon_recto.pdf
  55. 55. MORTALIDADE POR CCR -Afecta igualmente ambos os sexos -90% dos casos surge acima dos 50 anos -Muito prevalente no Mundo Ocidental, nomeadamente nos países mais desenvolvidos -Está associado a mortalidade e morbilidade significativas -Últimos 30 anos: aumento da taxa de cancro no cólon direito e sigmoideu
  56. 56. INCIDÊNCIA  30 % - recto  25 % - cólon direito  20 % - cólon sigmóide  15 % - cólon esquerdo  10 % - cólon transverso
  57. 57. A PREVENÇÃO ► Objetivos da prevenção ► História Natural da doença ► Tipos de prevenção: - Prevenção Primária - Prevenção Secundária - Prevenção Terciária ► Rastreio
  58. 58. HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA -Divide-se em 2 períodos: ■ Período pré-patogênico – antes do indivíduo adoecer ■ Período patogénico – patogênese precoce e horizonte clínico - O período patogénico divide-se ainda em 2 fases: ■ Fase pré-clínica ■ Fase clínica
  59. 59. História Natural da doença PERÍODO PRÉ-PATOGÉNICO PERÍODO PATOGÉNICO PREVENÇÃO PRIMÁRIA FASE PRÉ-CLÍNICA FASE CLÍNICA PREVENÇÃO SECUNDÁRIA PREVENÇÃO TERCIÁRIA
  60. 60. RASTREIO -Identificação presumível da doença -Utilização de meios complementares de diagnóstico -Não tem como objectivo ser um diagnóstico mas sim identificar os suspeitos de uma determinada patologia ou outra condição -Encaminhamento da pessoa consoante os resultados
  61. 61. IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO DO CCR -A prevenção do CCR determina uma redução significativa da mortalidade nas populações rastreadas -A atitude preventiva leva a uma poupança de recursos financeiros no SNS -Os custos do grupo sujeito a rastreio inferiores aos que se observam quando a opção é não rastrear
  62. 62. -A Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva (S.P.E.D) desenvolveu em Portugal um programa de Prevenção do CCR -Principal objectivo: sensibilizar a população e aumentar a consciência médica ( http://www.spg.pt/filmes/?fmo=ply&imc=17n18n&file=cancrocolon )
  63. 63. PREVENÇÃO PRIMÁRIA DO CCR Sensibilização da população Informação sobre factores de risco e medidas para diminuir a probabilidade de desenvolver CCR Informação da população acerca dos sintomas, para que haja a vigilância individual Evidenciar a importância do rastreio Para que em caso de suspeita não se hesite em procurar um especialista
  64. 64. SENSIBILIZAÇÃO - Sensibilizar a população para a existência e incidência do CCR – o mais frequente dos cancros do aparelho digestivo “The be s t wa y to be a t c o lo n c a nc e r to d a y is to c a tch it e a rly ” -Go rm a n C, 2 0 0 1
  65. 65. SENSIBILIZAÇÃO E INFORMAÇÃO Fonte: http://www.ff.uc.pt/
  66. 66. IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE Porque é uma patologia muito frequente nos países ocidentalizados Porque é paucissintomática - manifesta-se através de um pequeno nº de sintomas, é comum que o diagnóstico ocorra em fases avançadas O diagnóstico precoce representa um aumento da taxa de sucesso do tratamento
  67. 67. QUIMIOPREVENÇÃO? Têm sido desenvolvidos estudos no sentido de uma prevenção primária com base na quimioprevenção Há estudos que revelam que a realização de uma terapia de substituição hormonal de esteróides em mulheres na menopausa diminui significativamente o risco de virem a desenvolver CCR
  68. 68. PREVENÇÃO PRIMÁRIA É importante o desenvolvimento de campanhas de sensibilização das pessoas para que realizem os exames de rastreio, isto é, uma prevenção secundária.
  69. 69. PREVENÇÃO SECUNDÁRIA - RASTREIO DO CCR - -Avaliação de indivíduos assintomáticos para verificar a presença de adenomas e/ou CCR -Indivíduos sintomáticos tratados consoante as queixas: ■ Diagnóstico ■ Vigilância -Definir qual o risco de desenvolvimento de CCR -Métodos de rastreio -Periodicidade do rastreio
  70. 70. RISCO DE DESENVOLVIMENTO DO CCR -CCR é provavelmente o cancro com maior incidência familiar -É função do número, idade e grau de parentesco dos familiares afectados -Exemplo: RISCO DE CCR EM PESSOAS DE 40 ANOS, COM UM PARENTE DE 1º GRAU COM CCR = RISCO DE CCR NA POPULAÇÃO EM GERAL COM 50 ANOS
  71. 71. GRUPOS ESTRATIFICADOS QUANTO À POSSIBILIDADE DE DESENVOLVER CCR POPULAÇÃO DE RISCO PADRÃO POPULAÇÃO DE RISCO AUMENTADO Idade = ou > a 50 anos, sem outro factor de risco para CCR História familiar positiva para CCR ou adenomas do cólon e recto 1 parente de 1º grau de idade > 50 anos / 2 parentes de 2º grau / 1 parente de 1º grau com adenoma e idade < 60 anos 2 parentes de 1º grau / 1 parente de 1º grau com idade < 50 anos RISCO RISCO 2 / 3 VEZES SUPERIOR 3 / 4 VEZES SUPERIOR
  72. 72. MÉTODOS DE RASTREIO -Pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSO) -Sigmoidoscopia flexível (SF) -Colonoscopia -Outros Métodos: ● Polipectomia Endoscópica ● PSO associada a SF ● Clister Opaco
  73. 73. PESQUISA DE SANGUE OCULTO NAS FEZES (PSO) -Diminuição da mortalidade entre 15 – 33% -Maiores reduções quando a PSO se faz anualmente, com re-hidratação das amostras -Pesquisa positiva implica colonoscopia total, se esta for negativa não são necessárias novas observações nos 10 anos seguintes
  74. 74. -Desvantagens: ■ Sensibilidade baixa para a detecção de cancro e adenomas ■ Falsos positivos entre 2-4% sem re-hidratação, 8-16% com re-hidratação ■ Estudo demonstrou que com recurso a PSO e colonoscopia, a PSO foi positiva apenas em 23,9% dos doentes com lesões avançadas
  75. 75. SIGMOIDOSCOPIA FLEXÍVEL (SF) -Observação do recto e cólon sigmoideu -Diminuição da mortalidade entre 59-80% -Detecta 70,3% das lesões avançadas -Presença de adenoma(s) de risco implica colonoscopia total -Ocorrência de lesões avançadas na colonoscopia é função dos achados na sigmoidoscopia
  76. 76. COLONOSCOPIA -Método mais eficaz de prevenção do CCR -Examina todo o cólon -Permite a detecção e remoção de pólipos e a realização de biopsias -Colonoscopia em indivíduos de risco padrão, prevalência de adenomas 2 vezes superior à com SF -Desvantagens: ■ Maior custo e risco ■ Maior desconforto
  77. 77. Mucosa normal Cego Cancro do cólon Pólipo
  78. 78. Pólipo Pós-polipectomia
  79. 79. OUTROS MÉTODOS - Polipectomia Endoscópica ■ A maioria dos CCR derivam de pólipos adenomatosos pré-existentes ■ Redução da incidência de CCR de 76-90% - PSO associada a SF ■ Vantagem de 20% na sobrevida comparativamente à SF isolada ■ Detecção de 75,8% das lesões avançadas
  80. 80. - Clister Opaco ■ Numa população de risco padrão, detectou 50% dos adenomas de dimensão > 1cm ■ Desvantagens: ● Pouca sensibilidade ● Não reconhecimento de 26% dos adenomas > 1cm no recto e cólon sigmoideu ● Não reconhecimento de 67% dos adenomas > 1cm do cólon Clister opaco mostra diverticulose
  81. 81. PERIODICIDADE DO RASTREIO -PSO: rastreio anual - redução da mortalidade em 33% comparativamente a 20% bienal -SF: de 5 em 5 anos, após SF negativa -Colonoscopia: de 10 em 10 anos, após exame inicial negativo
  82. 82. Homens e Mulheres Sintomáticos Diagnóstico/ Tratamento Assintomáticos Idade < 50 anos História familiar negativa Idade > ou = 50 anos História familiar positiva História familiar negativa Não efetuar rastreio Efetuar rastreio – risco pop. padrão CCHNP 2 ou + parentes 1ºgrau com CCR / 1 parente 1ºgrau com CCR e idade < 50 anos 1 parente 1ºgrau com CCR e idade > ou = 60 anos Consulta genética Colonoscopia a partir dos 40 anos
  83. 83. RISCO FAMILIAR DE CCR HISTÓRIA FAMILIAR RISCO APROXIMADO DE CCR 1 parente 1ºgrau com CCR 2 a 3 vezes aumentado 2 parentes 1º grau com CCR 3 a 4 vezes aumentado Parente 1º grau com CCR diagnosticado < ou = 50 anos 3 a 4 vezes aumentado 1 parente 2º ou 3º grau com CCR Aproximadamente 1,5 vezes aumentado 2 parentes 2º grau com CCR Aproximadamente 2 a 3 vezes aumentado
  84. 84. PREVENÇÃO TERCIÁRIA - O TRATAMENTO DO CCR - DIAGNÓSTICO DECISÃO TERAPÊUTICA FACTORES ASSOCIADOS AO DOENTE ESTADIAMENTO DA DOENÇA TUMOR LOCAL PRESENÇA DE METÁSTASES À DISTÂNCIA DEFINIR RISCO ANESTESICO-CIRÚRGICO IDADE PATOLOGIAS ASSOCIADAS VONTADE DO DOENTE
  85. 85. DECISÃO TERAPÊUTICA TERAPÊUTICA DE INTENÇÃO CURATIVA TERAPÊUTICAS PALIATIVAS TERAPÊUTICAS NEO-ADJUVANTES CIRURGIA QUIMIOTERAPIA RADIOTERAPIA CIRURGIA CIRURGIA RADIOTERAPIA QUIMIOTERAPIA ENDOSCÓPICAS “SINTOMÁTICAS”
  86. 86. INCIDÊNCIA POR RAÇA/ETNIA Raça/etnia Masculino Feminino TODAS 60.8 por 100,000 homens 44.6 por 100,000 mulheres CAUCASIANA 60.4 por 100,000 homens 44.0 por 100,000 mulheres NEGRA 72.6 por 100,000 homens 55.0 por 100,000 mulheres ASIÁTICA 49.7 por 100,000 homens 35.3 por 100,000 mulheres INDIO-AMERICANA 42.1 por 100,000 homens 39.6 por 100,000 mulheres HISPÂNICA 47.5 por 100,000 homens 32.9 por 100,000 mulheres Dados retirados do programa SEER do Nacional Cancer Institute
  87. 87. BBIIBBLLIIOOGGRRAAFFIIAA http://www.spg.pt http://www.sped.pt http://www.ipatimup.pt/medprev/colon_recto.pdf http://www.medsobral.ufc.br/aulas/s5/gastro/tumores%20dos%20colons%20-%20prof.%20artur%20guimaraes.ppt http://www.nyc.gov/html/doh/downloads/pdf/cancer/coloncancer-c5summit06-woodhull-winters.pdf http://www.nyc.gov/html/doh/downloads/ppt/cancer/cancercolon-winawer.ppt http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/cancro/cancro+colon.htm http://www.manualmerck.net/ http://www.infocancro.com/ http://www.ligacontracancro.pt/ http://www.min-saude.pt/ http://www.gdpn.com/ http://www.ff.uc.pt/ http://www.centrofrancescoredi.it

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