Câncer de Ovário

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Câncer de Ovário

  1. 1. Câncer de Ovário
  2. 2. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que para 2014 e 2015 serão diagnosticados 5.680 novos casos de câncer de ovário no Brasil. O câncer de ovário ocupa o quinto lugar em mortes por câncer entre as mulheres, sendo responsável por mais mortes do que qualquer outro câncer do sistema reprodutivo feminino. O risco de uma mulher desenvolver câncer de ovário durante sua vida é de cerca de 1 em 72. Sua chance de morrer de câncer de ovário é de cerca de 1 em 100. Estas estatísticas não contam tumores ovarianos de baixo potencial de malignidade. Dados Nacionais sobre o Câncer de Ovário
  3. 3. Você sabe o que é Cisto Ovariano? Um cisto ovariano é um acúmulo de líquido dentro do órgão. Como parte habitual do processo de ovulação, ocorrem os chamados cistos funcionais. Esses cistos geralmente desaparecem em alguns meses e sem qualquer tratamento. Mas, embora a maioria é benigna, uma pequena porcentagem pode ser maligna. Em alguns casos, a única maneira de saber com precisão se o cisto é maligno é removendo-o cirurgicamente. Já os cistos benignos podem ser acompanhados por exames de imagem ou também ser removidos cirurgicamente.
  4. 4. Sinais e Sintomas do Câncer de Ovário O câncer de ovário pode causar vários sinais e sintomas. Entretanto, é mais frequente o aparecimento de sintomas quando a doença se disseminou para outros órgãos. Os sintomas mais comuns incluem: • Dor pélvica e/ou inchaço abdominal. • Dificuldade na alimentação ou sensação de plenitude. • Necessidade urgente e frequente de urinar. Se uma mulher apresentar estes sintomas quase que diariamente por mais de algumas semanas, deve consultar seu médico, de preferência um ginecologista.
  5. 5. Tipos de Tumores de Ovário Existem três tipos principais de tumores de ovário: • Tumores epiteliais - Começam a partir das células que cobrem a superfície externa do ovário. A maioria dos tumores ovarianos é de células epiteliais. • Tumores de células germinativas - Começam a partir das células que produzem os óvulos. • Tumores estromais - Começam a partir de células que formam o ovário e que produzem os hormônios femininos: estrogênio e progesterona.
  6. 6. Fatores de Risco O maior fator de risco para câncer de ovário é a idade, pois o aparecimento da doença é mais provável após a menopausa. Caso exista um histórico de familiar próximo de câncer de ovário, mama ou de intestino, as chances de uma mulher desenvolver câncer de ovário também aumenta. Acredita-se que as mudanças genéticas herdadas são responsáveis por 10% dos cânceres de ovário, isso inclui as mutações dos genes BRCA1 e BRCA2, que estão ligadas ao câncer de mama. Estudos mostram que mulheres obesas têm um risco maior de desenvolver câncer de ovário, comparado com mulheres não obesas. A terapia de reposição hormonal (TRH) para tratar sintomas de menopausa, também, aumenta o risco de câncer de ovário.
  7. 7. • Gravidez - As mulheres que têm filhos estão menos propensas a ter câncer comparadas com aquelas que nunca deram à luz. • Pílula - A doença é menos comum em mulheres que usaram pílulas anticoncepcionais, uma vez que deixa a mulher menos exposta a altos níveis de estrogênio. • Ligadura de trompas e histerectomia - Parece diminuir modestamente a chance de uma mulher desenvolver câncer de ovário. • Ressecção dos ovários - A ooforectomia para prevenir o aparecimento da doença só se justifica em mulheres de famílias que tem síndromes de câncer de ovário hereditário. • Dieta - Manter-se dentro da faixa de peso ideal, principalmente após a menopausa diminui as possibilidades de desenvolver câncer de ovário. Diminuindo o Risco de Câncer de Ovário
  8. 8. Exames de imagem para o Câncer de Ovário Os exames de imagem mais comumente solicitados na suspeita da doença são: • Ultrassom – Exame útil para diferenciar um tumor de um cisto cheio de líquido. Se existe uma suspeita de câncer, geralmente esse é o primeiro exame realizado. • Tomografia computadorizada - Determina o tamanho e a localização do tumor de ovário, se os linfonodos estão aumentados e se a doença se disseminou para o fígado ou outros órgãos. • Ressonância magnética - Produz imagens que determinam o tamanho e a localização do tumor, bem como a presença de metástases. • Tomografia por emissão de pósitrons - O PETscan permite detectar se o câncer se disseminou para os linfonodos ou outras estruturas e órgãos do corpo.
  9. 9. Para ajudar a fechar um diagnóstico de câncer de ovário, o médico pode solicitar os seguintes exames: • Hemograma completo para determinar a presença de anemia, que pode ser causada por hemorragia interna. • Bioquímica sanguínea para garantir que a função hepática e renal estão normais. • Marcador tumoral CA-125. Pacientes com nível alto de CA-125 devem consultar também um oncologista. Exames de Sangue para o Câncer de Ovário
  10. 10. A única maneira de determinar com certeza se um tumor é câncer é remover uma amostra da área suspeita e enviá-la para análise em um laboratório de patologia. No caso do câncer de ovário, a biópsia é mais comumente realizada através da remoção do tumor no momento da cirurgia. Em casos raros, a biópsia pode ser feita durante um procedimento laparoscópico ou com uma agulha inserida diretamente no tumor através do abdome. Nesses casos, o procedimento será guiado por ultrassonografia ou tomografia computadorizada. Biopsia para Diagnóstico de Câncer de Ovário
  11. 11. O tratamento depende do estadiamento, isto é, da extensão da doença: • Estágio I - Tumor limitado aos ovários. • Estágio II - Tumor envolve um ou ambos os ovários e tem extensão para a pelve. • Estágio III - Tumor em um ou ambos os ovários, com implantes peritoneais fora da pelve e/ou linfonodos retroperitoneais ou inguinais positivos. Metástases hepáticas superficiais. Tumor limitado à pelve verdadeira, mas com extensão histologicamente confirmada para intestino delgado ou omento. • Estágio IV - Tumor envolvendo um ou ambos os ovários, com metástases à distância ou metástases para fígado ou derrame pleural positivo para malignidade. Estadiamento do Câncer de Ovário
  12. 12. A cirurgia é o principal tratamento para a maioria dos cânceres de ovário. O procedimento cirúrgico dependerá de quanto à doença possa ter se disseminado e do estado de saúde geral da paciente. Para as mulheres em idade fértil, com doença em estágio inicial, pode ser possível tratar a doença sem a remoção de ambos os ovários e do útero. O tratamento cirúrgico visa ressecar o máximo possível de doença, e deve ser realizado somente por um cirurgião com experiência no tratamento cirúrgico do câncer. Provavelmente, o maior determinante do sucesso do tratamento seja justamente a qualidade desta cirurgia. Tratamento Cirúrgico do Câncer de Ovário
  13. 13. A quimioterapia utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. De forma geral, a quimioterapia é aplicada por via venosa, embora alguns quimioterápicos possam ser administrados por via oral. É administrada em ciclos, com cada período de tratamento seguido por um período de descanso, para permitir que o organismo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia dura em geral algumas semanas. Alguns dos medicamentos quimioterápicos usados no tratamento do câncer de ovário são: topotecano, doxorrubicina lipossomal, gemcitabina, ciclofosfamida, vinorelbina, ifosfamida, etoposido, altretamine, capecitabina, irinotecano, melfalano, pemetrexed e paclitaxel. Tratamento Quimioterápico do Câncer de Ovário
  14. 14. Tratamento Hormonal do Câncer de Ovário É o uso de hormônios ou hormônios bloqueadores para combater o câncer. Este tipo de terapia sistêmica é raramente utilizada para tratar o carcinoma epitelial de ovário, mas frequentemente é utilizada no tratamento dos tumores estromais. Podem ser: • Agonistas do hormônio liberador de hormônio luteinizante (GnRH) - Para inibir a produção de estrogênio pelos ovários. • Tamoxifeno - Para eliminar a presença do estrogênio no corpo da mulher, a fim de evitar o crescimento das células cancerígenas. • Inibidores de Aromatase - Bloqueiam a enzima aromatase, que se transforma em estrogênio em mulheres na pós-menopausa. São utilizados principalmente no tratamento do câncer de mama, mas também podem ser usados para tratar a recidiva dos tumores estromais do ovário.
  15. 15. Terapia Alvo para Câncer de Ovário Terapia alvo é um novo tipo de tratamento do câncer que utiliza drogas ou outras substâncias para identificar e atacar as células cancerígenas com pouco dano às células normais. Cada tipo de terapia alvo funciona de uma maneira diferente, mas todas alteram a forma como uma célula cancerígena cresce, se divide, se auto repara, ou como interage com outras células. Nos últimos anos, diversos estudos associaram a medicação denominada de bevacizumabe à quimioterapia tradicional. No Brasil, o bevacizumab está aprovado como parte do tratamento do câncer de ovário avançado, em primeira linha, ou seja, como parte do primeiro tratamento.
  16. 16. Vivendo com Câncer de Ovário O tratamento do câncer de ovário é, na maioria das vezes, extremamente estressante. A paciente passa por tanta coisa, que cada etapa concluída é uma nova conquista. Com o término do tratamento, algumas mulheres percebem a doença como um todo e alguns medos ou incertezas podem tomar conta de seus pensamentos e sentimentos. Em casos assim, uma das coisas que mais ajudam é o apoio e a força que elas recebem dos familiares e amigos. Você, paciente, não precisa passar por tudo isso sozinha, seus familiares e amigos podem e querem te ajudar!
  17. 17. Mudanças no Estilo de Vida após o Câncer de Ovário Você não pode mudar o fato ter tido um câncer de ovário, mas pode mudar o seu modo enxergar e viver a vida. Faça escolhas saudáveis, alimente-se melhor e de forma equilibrada, leve uma vida menos sedentária, fique longe do cigarro e consuma menos bebidas alcoólicas. Sabemos também que será difícil, mas tente não se estressar com pequenas coisas. Sinta-se bem, reveja seus objetivos e encare a vida de uma nova forma! Esse é o momento de reavaliar a vida e fazer mudanças. Preocupe-se com você e com sua saúde.

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