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Ascite

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ASCITE
ASCITE
1. Introdução
2. Fisiopatologia
3. Semiologia       Anamnese
                    Exame Físico
4. Diagnóstico
5. Diagnóstico Diferencial
ASCITE
1. Introdução
 Conceito: É o acúmulo de líquido livre de origem
  patológica na cavidade peritoneal.
 Ascite origina-se na palavra grega Askos que
  significa saco ou conteúdo de um saco.
  Denominou-se inicialmente de Askites e posterior
  Ascites
 A ascite não é uma doença, mas uma manifestação,
  quando não uma complicação , de um grande
  número de moléstias e síndromes.
ASCITE
2. Fisiopatologia
 Teoria de Underfilling (Baixo enchimento)
   Formação de ascite        HIPERTENSÃO PORTA


                         Concentração do sangue no sistema
 Retenção renal             porta e órgãos esplâncnicos
    de sódio e água

                                    Hipovolemia
 Ativação do SRAA
 Estimulação do SNS
                             Estimulação de receptores
 Aumento de HAD                       de volume
ASCITE
 2. Fisiopatologia
  Teoria de Overflow (Transbordamento)

                                HIPERTENSÃO PORTA
     Formação de ascite


                                  Refluxo hepatorrenal?
Aumento da hipertensão porta
                                  Insu. Hep( Redução
                                  do factor natriuretico)


Expansão do volume plasmático        Retenção renal
                                     de sódio e água
Ascite
ASCITE
 2. Fisiopatologia
  Teoria da Vasodilatação

                                  VASODILATAÇÃO
      Formação de ascite
                                  ARTERIAL


Activação dos sistemas              Diminuição da resist.
                                    Vascular esplacnica e
vasopressores neuro hormonais –     sistemica
retenção hidro-salina

Redução do vol. Circulante           Acumulação de sangue
efectivo                                 no território
                                         esplancnico
ASCITE
    2. Fisiopatologia
     Teoria da Vasodilatação
                  Aumento do volume plasmático
                                       Insuf. para normalizar a
     Adequado para normalizar          homeostase circulatória
     a homeostase circulatória
                                       Persistente ativação dos
  Normalização da atividade dos        sistemas de retenção de
sistemas de retenção de sódio e água         sódio e água

                                          Persistente retenção
  Excreção normal de sódio e água           de sódio e água


         Ausência de ascite             Formação de ascite
ASCITE
3. Semiologia
 Anamnese
   Modo de aparecimento: Agudo ou insidioso.
   Fatores de risco para hepatopatia crônica:
  Uso de álcool: Tipo de bebida, uso diário ou
não e quantidade ingerida.
   Exposição anterior aos vírus hepatotrópicos.
   Uso de drogas
   Exposição ocupacional a drogas hepatotóxicas.
   História familiar de doença hepática.
ASCITE
3. Semiologia
 Anamnese

                            PBE
   Febre e dor abdominal   TB peritoneal

                            Neoplasias

                            Ascite pancreática
                            Ascite hemorrágica
ASCITE
3. Semiologia
 Exame Físico Geral
   Edema periférico
Hepatopatia   crônica
•Aranhas vasculares
•Eritema palmar
•Queda de pêlo
•Ginecosmatia
ASCITE
3. Semiologia
 Exame Físico Geral
Nefropatia (anasarca)
Cardiopatia (sinais de patologia cardiaca)
Outros sinais

 Derrame pleural (6%), principalmente à direita
(70%)
Sopros    cardíacos funcionais
ASCITE
3. Semiologia
 Exame Físico do abdome
   Inspeção
   Em pé
   Decúbito dorsal: ventre de batráquio
   Estrias
   Circulação colateral   Porta (cabeça de medusa)
                           Cava
                           Porto-cava
ASCITE
3. Semiologia
 Exame Físico do abdome
   Palpação Sinal de onda liquida positivo
Percussão (> 1500ml)
Macicez móvel
   Auscultação
   Toque rectal e/ou vaginal
ASCITE
4. Diagnóstico
 Paracentese (Estudo do líquido ascítico)
   Citoquímico
                                   PMN: Peritonites
   Leucócitos > a 250/mm³         MN TB peritoneal
                                        Carcinomatose
   Hemácias: Quantidade mínima
Dosagem     de proteínas totais
Transudato:<   30 g/l
Exsudato:   > 30 g/l
4. Diagnóstico
               ASCITE
 Paracentese (Estudo do líquido ascítico)
 Dosagem de amilase, uréia/creatinina, bilirrubinas
ou triglicerídeos
 Pesquisa de tuberculose
 Coloração de Ziehl-Nelseen ( 0-2%)
 Cultura: Sensibilidade de 50%
 Pesquisa de células neoplasicas
 Gram e cultura para germes comuns
ASCITE
4. Diagnóstico
Paracentese (Estudo do líquido ascítico)

Transudato < 30 g/l                Exsudato > 30g/l
Cirrose hepática (80-85%)          Cirrose hepática (15-20%)
Hipertensão porta pré-sinusoidal   Carcinomatose peritoneal
                                   TB peritoneal
Desnutrição                        Ascite pancreática
                                   Ascite biliar
Síndrome nefrótica                 Ascite quilosa
                                   Ascite nefrogênica
Metástases hepáticas difusas
                                   Vasculites peritoneais
Ascite cardiogênica                Mixedema
4. Diagnóstico           ASCITE
 Paracentese (Estudo do líquido ascítico)
 Gradiente Soro-Ascite de Albumina (Alb-S-A)
Alb S-A > 1,1g%               Alb S-A < 1,1g%
Hipertensão porta                  Carcinomatose peritoneal
Cirrose hepática                   Tuberculose peritoneal
   Sd. de Budd-Chiari             Ascite pancreática

   Metástases hepáticas maciças   Ascite biliar
                                   Vasculites peritoneais
   Doença veno-oclusiva
                                   Síndrome nefrótica
   Trombose da veia porta
ASCITE
4. Diagnóstico
 Radiografia Simples de Abdome
 Ultra-sonografia Abdominal
 Quantidade de líquido ascítico entre 100 e 300ml
 Ascite livre ou septada
 Tomografia computadorizada (TC)
 Ressonância Nuclear magnética (RMN)
 Laparoscopia
 Ascite de etiologia indefinida
 Custo elevado
ASCITE
5. Diagnóstico Diferencial
 Cirrose hepática: 80-90%

 Neoplasias: 10%
 2/3 das ascites neoplásicas são produzidas pela
Carcinomatose peritoneal
                            ICC

 Congestões hepáticas      Pericardite constritiva
                            Sd. de Budd-Chiari
ASCITE
5. Diagnóstico Diferencial
 Tuberculose peritoneal
 Ascite pancreática
 Ascite Biliar: Coloração esverdeada
 Ascite quilosa: Acúmulo de líquido rico em
lípides e coloração turva ou leitosa
   Causas ovarianas   Carcinoma de ovário
                       Sd. de Meigs
   Hipoalbuminemia Kwashiorkor
                       Sd. nefrótica
ASCITE
5. Diagnóstico Diferencial
 Ascite nefrogênica
   Complicação de pacientes com IRC em hemodiálise
   Causa desconhecida
 Hipotiroidismo (Mixedema)


 SIDA: Cerca de 6% dos pacientes evidenciam ascite
ao exame ultra-sonográfico

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Ascite

  • 2. ASCITE 1. Introdução 2. Fisiopatologia 3. Semiologia Anamnese Exame Físico 4. Diagnóstico 5. Diagnóstico Diferencial
  • 3. ASCITE 1. Introdução  Conceito: É o acúmulo de líquido livre de origem patológica na cavidade peritoneal.  Ascite origina-se na palavra grega Askos que significa saco ou conteúdo de um saco. Denominou-se inicialmente de Askites e posterior Ascites  A ascite não é uma doença, mas uma manifestação, quando não uma complicação , de um grande número de moléstias e síndromes.
  • 4. ASCITE 2. Fisiopatologia  Teoria de Underfilling (Baixo enchimento) Formação de ascite HIPERTENSÃO PORTA Concentração do sangue no sistema Retenção renal porta e órgãos esplâncnicos de sódio e água Hipovolemia Ativação do SRAA Estimulação do SNS Estimulação de receptores Aumento de HAD de volume
  • 5. ASCITE 2. Fisiopatologia  Teoria de Overflow (Transbordamento) HIPERTENSÃO PORTA Formação de ascite Refluxo hepatorrenal? Aumento da hipertensão porta Insu. Hep( Redução do factor natriuretico) Expansão do volume plasmático Retenção renal de sódio e água
  • 7. ASCITE 2. Fisiopatologia  Teoria da Vasodilatação VASODILATAÇÃO Formação de ascite ARTERIAL Activação dos sistemas Diminuição da resist. Vascular esplacnica e vasopressores neuro hormonais – sistemica retenção hidro-salina Redução do vol. Circulante Acumulação de sangue efectivo no território esplancnico
  • 8. ASCITE 2. Fisiopatologia  Teoria da Vasodilatação Aumento do volume plasmático Insuf. para normalizar a Adequado para normalizar homeostase circulatória a homeostase circulatória Persistente ativação dos Normalização da atividade dos sistemas de retenção de sistemas de retenção de sódio e água sódio e água Persistente retenção Excreção normal de sódio e água de sódio e água Ausência de ascite Formação de ascite
  • 9. ASCITE 3. Semiologia  Anamnese  Modo de aparecimento: Agudo ou insidioso.  Fatores de risco para hepatopatia crônica:  Uso de álcool: Tipo de bebida, uso diário ou não e quantidade ingerida.  Exposição anterior aos vírus hepatotrópicos.  Uso de drogas  Exposição ocupacional a drogas hepatotóxicas.  História familiar de doença hepática.
  • 10. ASCITE 3. Semiologia  Anamnese PBE  Febre e dor abdominal TB peritoneal Neoplasias Ascite pancreática Ascite hemorrágica
  • 11. ASCITE 3. Semiologia  Exame Físico Geral  Edema periférico Hepatopatia crônica •Aranhas vasculares •Eritema palmar •Queda de pêlo •Ginecosmatia
  • 12. ASCITE 3. Semiologia  Exame Físico Geral Nefropatia (anasarca) Cardiopatia (sinais de patologia cardiaca) Outros sinais  Derrame pleural (6%), principalmente à direita (70%) Sopros cardíacos funcionais
  • 13. ASCITE 3. Semiologia  Exame Físico do abdome  Inspeção  Em pé  Decúbito dorsal: ventre de batráquio  Estrias  Circulação colateral Porta (cabeça de medusa) Cava Porto-cava
  • 14. ASCITE 3. Semiologia  Exame Físico do abdome  Palpação Sinal de onda liquida positivo Percussão (> 1500ml) Macicez móvel  Auscultação  Toque rectal e/ou vaginal
  • 15. ASCITE 4. Diagnóstico  Paracentese (Estudo do líquido ascítico)  Citoquímico PMN: Peritonites  Leucócitos > a 250/mm³ MN TB peritoneal Carcinomatose  Hemácias: Quantidade mínima Dosagem de proteínas totais Transudato:< 30 g/l Exsudato: > 30 g/l
  • 16. 4. Diagnóstico ASCITE  Paracentese (Estudo do líquido ascítico)  Dosagem de amilase, uréia/creatinina, bilirrubinas ou triglicerídeos  Pesquisa de tuberculose  Coloração de Ziehl-Nelseen ( 0-2%)  Cultura: Sensibilidade de 50%  Pesquisa de células neoplasicas  Gram e cultura para germes comuns
  • 17. ASCITE 4. Diagnóstico Paracentese (Estudo do líquido ascítico) Transudato < 30 g/l Exsudato > 30g/l Cirrose hepática (80-85%) Cirrose hepática (15-20%) Hipertensão porta pré-sinusoidal Carcinomatose peritoneal TB peritoneal Desnutrição Ascite pancreática Ascite biliar Síndrome nefrótica Ascite quilosa Ascite nefrogênica Metástases hepáticas difusas Vasculites peritoneais Ascite cardiogênica Mixedema
  • 18. 4. Diagnóstico ASCITE  Paracentese (Estudo do líquido ascítico)  Gradiente Soro-Ascite de Albumina (Alb-S-A) Alb S-A > 1,1g% Alb S-A < 1,1g% Hipertensão porta Carcinomatose peritoneal Cirrose hepática Tuberculose peritoneal  Sd. de Budd-Chiari Ascite pancreática  Metástases hepáticas maciças Ascite biliar Vasculites peritoneais  Doença veno-oclusiva Síndrome nefrótica  Trombose da veia porta
  • 19. ASCITE 4. Diagnóstico  Radiografia Simples de Abdome  Ultra-sonografia Abdominal  Quantidade de líquido ascítico entre 100 e 300ml  Ascite livre ou septada  Tomografia computadorizada (TC)  Ressonância Nuclear magnética (RMN)  Laparoscopia  Ascite de etiologia indefinida  Custo elevado
  • 20. ASCITE 5. Diagnóstico Diferencial  Cirrose hepática: 80-90%  Neoplasias: 10%  2/3 das ascites neoplásicas são produzidas pela Carcinomatose peritoneal ICC  Congestões hepáticas Pericardite constritiva Sd. de Budd-Chiari
  • 21. ASCITE 5. Diagnóstico Diferencial  Tuberculose peritoneal  Ascite pancreática  Ascite Biliar: Coloração esverdeada  Ascite quilosa: Acúmulo de líquido rico em lípides e coloração turva ou leitosa  Causas ovarianas Carcinoma de ovário Sd. de Meigs  Hipoalbuminemia Kwashiorkor Sd. nefrótica
  • 22. ASCITE 5. Diagnóstico Diferencial  Ascite nefrogênica  Complicação de pacientes com IRC em hemodiálise  Causa desconhecida  Hipotiroidismo (Mixedema)  SIDA: Cerca de 6% dos pacientes evidenciam ascite ao exame ultra-sonográfico