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Teoria da Atividade como modelo
de análise
João Filipe Matos
Instituto de Educação, Universidade de Lisboa
jfmatos@ie.ulisboa.pt
Doutoramento em Educação | Seminário Transdisciplinar | 19 maio 2017
sumário
I. papel da teoria na investigação
II. o investigador de um ponto de vista sociocultural
III. bases da Teoria da Atividade
IV. algumas implicações (para a investigação)
I
papel da teoria na investigação?
não há nada tão prático (e
útil) como uma ‘boa’ teoria…
teorias e teorias…
teorias de longo alcance (Darwin)
teorias de médio alcance (Piaget)
teoria substantiva (…)
everyday theories
Papéis da teoria
descritivo [identifica conceitos chave ou variáveis e
estabelece distinções conceptuais de base]
explicativo [revela relações e processos]
preditivo [torna possível fazer previsões numa
variedade de contextos potenciais]
prescritivo [fornece linhas estruturantes]
generativo [orienta para a invenção e descoberta,...]
De que precisamos na investigação?
teoria(s) suficientemente rica que permita
capturar os aspectos ‘mais importantes’ do
fenómeno/situação problematizada
teoria(s) suficientemente descritiva e
generalizante para constituir ferramenta útil
de análise
à importância do conceptual framework
framework teórico (theoretical framework)
“A theoretical framework is a structure that guides
research by relying on a formal theory; that is, the
framework is constructed by using an established,
coherent explanation of certain phenomena and
relationships, e.g., Piaget’s theory of conservation (...)”
(Eisenhart, 1991, p. 205)
natureza do framework: estrutura de explicação
papel do framework: os dados são integrados na
lógica da teoria (prevalece a lógica da teoria)
Exº: estudos sobre o desenvolvimento da noção de
proporcionalidade nas crianças a partir da ‘teoria dos
estádios’ de Piaget
framework prático (practical framework)
“a practical framework, then, guides research by using ‘what
works’ in the experience or exercise of doing something by
those directly involved in it (...)” (Eisenhart, 1991, p. 207)
natureza do framework: enraizado nas práticas
papel do framework: os dados são entrelaçados com a teoria e
constituem-se em teoria
Exº: estudos sobre a proporcionalidade em adultos não
escolarizados usando abordagens da etnomatemática
framework conceptual (conceptual framework)
“A conceptual framework is an argument including
different points of view and culminating in a series of
reasons for adopting some points – i.e., some ideas or
concepts – and not others. The adopted ideas or
concepts then serve as guides: to collecting data in a
particular study, and/or to ways in which the data
from a particular study will be analyzed and
explained”
(Eisenhart, 1991, p. 209)
natureza do framework: estrutura de justificação
papel do framework: rede argumentativa de conceitos para
análise
Exº: estudos sobre o uso do tablet entendido como
artefacto mediador do pensamento matemático na
sua relação com as práticas
framework conceptual (implicações)
explícito e compreensível
suporte de teoria substantiva
intencionalidade orientada pelo problema
adota aspetos, conceitos, relações de teorias diversas
framework conceptual (implicações)
• aponta critérios de seleção de terrenos empíricos
• aponta critérios de seleção de formas e conteúdo de
dados empíricos a recolher
• instrumento de análise do campo empírico
• delimita e circunscreve o campo teórico da investigação
framework conceptual (implicações)
● assume um carácter dinâmico
● responde ao problema, gerando também novas
questões e novos cenários
● convive com modelos alternativos
II
o investigador
olhado de um ponto de vista
sociocultural
(para chegarmos à Teoria da Atividade)
investigação
investigador objeto
novo
objeto
mediação
investigador objeto
novo
objeto
elementos de
mediação
1ª geração da Teoria da Atividade (Vygotsky)
mediação
os modos como os humanos criam
representações e interagem com o mundo
constituem processos de ação mediada
(na mediação semiótica) deias, conceitos ,
significados, palavras tornam-se substitutos de
referentes concretos na ausência dos objetos
Representante Objeto
Manter o espaço limpo e arrumado
Interpretante
(deitar os papéis e outros objetos no cesto significa não deitar no chão)
mediação no dia-a-dia
indivíduo situação explicação
pré-concepções, ideias,
mitos,…
III
Bases da Teoria da Atividade
Teoria da Atividade (TA)
Compreender os seres humanos na sua
dimensão individual e social na sua vida do dia-
a-dia através da análise da génese, estrutura e
processos de desenvolvimento da sua atividade
atividade...
sujeito
Unidade de análise
resultado/
produto
transformação
objecto
artefacto
Vygotsky (1º geração da TA)
Exemplo: ser estudante na pós graduação
livros, computadores, professores,
colegas, disciplinas
ideias, conceitos,
processos, etc
estudante de
pós-graduação
sujeito
resultado/
produto
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framework conceptual da TA
estrutura hierárquica da atividade
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internalização / externalização
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sobre a atividade, ação e operação
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as definições são totalmente dependentes
daquilo que é o sujeito e o objeto numa
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“orientação para o objeto”:
- propriedades definidas social e culturalmente
atividade
atividade interna (contar mentalmente)
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a Teoria da Atividade não aceita uma
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o lado interno da atividade não pode
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internalização
transformação de atividade externa em atividade
interna [procurar interações potenciais com a
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Internalização
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Relação dialéctica
artefactos e mediação
os artefactos enformam os modos como os humanos
interagem com a realidade
dar forma a atividade externa resulta em enformar
também atividade interna e vice-versa.
sujeito objecto
artefacto
artefactos e mediação
o uso de artefactos é um meio de elaboração e
transmissão de conhecimento social
são moldados pelo contexto social e cultural onde são
usados
refletem as experiências das pessoas, através das
propriedades estruturais desses artefactos, assim como no
conhecimento de como eles devem ser utilizados
são criados e transformados na própria atividade
transportam uma cultura particular – a utilização de
artefactos é um meio de elaboração e transmissão de
conhecimento cultural.
artefactos
físico ou conceptual
expande as nossas possibilidades de manipular e
transformar diferentes objetos
é entendido e manipulado dentro das limitações
marcadas pela ferramenta
fornece poder ao sujeito no processo de transformação
restringe a interação (outras características de objeto
podem manter-se invisíveis para o sujeito)
artefacto
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a atividade humana desenvolve-se no
tempo num quadro histórico
perspectiva a prazo: não se poderá
compreender a atividade senão for
observada nos seus
ciclos de crescimento e
mudança
ação individual e atividade coletiva
Leont’ev (2ª geração da TA)
sujeito
regras
comunidade divisão de trabalho
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comunidade (aqueles que partilham o mesmo objeto)
necessária à integração das relações sistémicas
regras (normas explícitas e implícitas, convenções e relações
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científico
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reificadas num
relatório
mediação na investigação
investigador situação/probl
ema
resultados
teoria(s), instrumentos,
procedimentos,…
investigador situação
resultados
teoria(s), instrumentos,
procedimentos,…
regras,
normas,…
comunidade hierarquia, relações
de poder,…
investigador
resultados
teoria(s), …
regras,
normas,
…
comunidade hierarquia
objeto reviewer
teoria(s), …
regras,
normas,
…
comunidade hierarquia
investigador avaliador
operamos em múltiplos sistemas de atividade
3ª geração da Teoria da Atividade (Y. Engeström)
sujeito
regras comunidade divisão
de trabalho
objecto1
intrumentos
sujeito
regras comunidade divisão
de trabalho
objecto2
intrumentos
partilha e transformação potencial do
objecto
Expansão do modelo básico da TA para incluir pelo menos dois sistemas de
atividade interatuando
Engeström (3ª geração da TA)
objecto2 objecto2
objecto3
actividade
contexto significativo mínimo que
permite a compreensão das ações
individuais
Princípios do Sistema de Actividade
(Engeström, 2007)
1. sistema de atividade como unidade de análise
2. multivocidade dos sistemas de atividade
3. Historicidade dos sistemas de atividade
4. Papel central das contradições/ tensões /conflitos
como fontes de mudança e de desenvolvimento
5. Possibilidade de transformações expansivas nos
sistemas de atividade
1. sistema de actividade como unidade
de análise
é tomado como unidade de análise um sistema
de atividade orientado para o objeto
- sistema de atividade (ação mediada por
artefactos)
- sistema de atividade colectivo
investigador
resultados
teoria(s), …
regras,
normas,…
comunidade hierarquia
objeto
sistema de atividade como unidade de análise
2ª geração da Teoria da Atividade (Leont’ev)
2. multivocidade dos sistemas de
atividade
Um sistema de atividade
- é sempre uma comunidade de múltiplos pontos de
vista, tradições e interesses
- envolve múltiplas dimensões e trajetórias socio-
históricas (e.g. nos seus artefactos, regras e
convenções)
A divisão de trabalho numa atividade cria diferentes
posicionamentos para os participantes
3. Historicidade dos sistemas de
atividade
Os sistemas de atividade tomam forma e
transformam-se ao longo do tempo
- problemas e potencialidades podem ser
entendidos num quadro histórico
- a própria história dos objetos e dos artefactos
necessita de ser analisada
4. Papel central das contradições/ tensões
/conflitos como fontes de mudança e de
desenvolvimento
investigador situação
resultados
teoria(s), instrumentos,
procedimentos,…
regras,
normas,…
comunidade hierarquia,
relações de
poder,…
investigador situação
resultados
teoria(s), instrumentos,
procedimentos,…
regras,
normas,…
comunidade hierarquia, relações
de poder,…
5. Possibilidade de transformações
expansivas nos sistemas de atividade
- ciclos de transformação qualitativa
- transformação expansiva atingida quando o
objeto e motivo da atividade são
reconceptualizados para novos horizontes de
possibilidades
(relação com o conhecimento)
conhecimento entendido não como propriedade
individual...
...mas como produto colectivo construído na
interação com os recursos estruturantes da
ação
os outros
os artefactos que usamos
as situações e os problemas
Participar numa prática social, na qual o
conhecimento reside, é um princípio epistemológico
de aprendizagem.
As possibilidades de aprendizagem são definidas:
• pela estrutura social dessa prática
• pelas relações de poder e as condições de legitimidade
e de acesso
Princípios a considerar nesta perspetiva
1. sistema de atividade como unidade de análise
2. multivocidade dos sistemas de atividade
3. historicidade dos sistemas de atividade
4. papel central das contradições / tensões /conflitos
como fontes de mudança e de desenvolvimento
5. possibilidade de transformações expansivas nos
sistemas de atividade
IV
algumas implicações
o investigador
de um ponto de vista sociocultural
o investigador é um ser sistémico, social, política e
historicamente inscrito
o investigador é não só um produto da cultura, mas
também um criador e transformador da subjetividade
colectiva
o investigador, e os objetos transformados na sua
prática, não podem ser considerados nem
compreendidos sem se atender aos meios culturais de
acesso ao conhecimento - os artefactos (de mediação)
relação teoria-fenómeno
metodologia
dados métodos
fenómeno teoria
conceptual framework
http://multimedia-gallery.web.cern.ch
O que é a análise?
http://multimedia-gallery.web.cern.ch
O que é a análise?
Envolve a definição de categorias conceptuais, tipologias, que
medeiam a interpretação dos dados para o leitor
As categorias são conceitos indicados pelos dados — não são os
dados propriamente ditos
Uma categoria é descrita pelas suas propriedades
Objetivo: construção de hipóteses, laços, ligações entre categorias e
propriedades à desenvolvimento de teoria substantiva (relativa à
situação específica em análise)
O que é a análise?
escrever é analisar
a escrita é parte da investigação
‘como é que sei o que penso antes de ler o que escrevi?’
Há uma incerteza inerente entre o design e a sua
realização nas práticas de investigação (uma vez que
essas práticas não são o resultado do design mas uma
resposta ao design)
o design e o emergente
representação da investigação
representação da investigação
qual é a audiência (da tese)?
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como me dirijo ao leitor? (voz ativa/passiva,…)
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“Anything that can will be digitased.
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relações entre esses elementos à
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…
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teoria(s), …
regras,
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operamos em múltiplos sistemas de atividade
3ª geração da Teoria da Atividade (Y. Engeström)
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Teoria da Atividade - introdução

  • 1. Teoria da Atividade como modelo de análise João Filipe Matos Instituto de Educação, Universidade de Lisboa jfmatos@ie.ulisboa.pt Doutoramento em Educação | Seminário Transdisciplinar | 19 maio 2017
  • 2. sumário I. papel da teoria na investigação II. o investigador de um ponto de vista sociocultural III. bases da Teoria da Atividade IV. algumas implicações (para a investigação)
  • 3. I papel da teoria na investigação?
  • 4. não há nada tão prático (e útil) como uma ‘boa’ teoria…
  • 5. teorias e teorias… teorias de longo alcance (Darwin) teorias de médio alcance (Piaget) teoria substantiva (…) everyday theories
  • 6. Papéis da teoria descritivo [identifica conceitos chave ou variáveis e estabelece distinções conceptuais de base] explicativo [revela relações e processos] preditivo [torna possível fazer previsões numa variedade de contextos potenciais] prescritivo [fornece linhas estruturantes] generativo [orienta para a invenção e descoberta,...]
  • 7. De que precisamos na investigação? teoria(s) suficientemente rica que permita capturar os aspectos ‘mais importantes’ do fenómeno/situação problematizada teoria(s) suficientemente descritiva e generalizante para constituir ferramenta útil de análise à importância do conceptual framework
  • 8. framework teórico (theoretical framework) “A theoretical framework is a structure that guides research by relying on a formal theory; that is, the framework is constructed by using an established, coherent explanation of certain phenomena and relationships, e.g., Piaget’s theory of conservation (...)” (Eisenhart, 1991, p. 205)
  • 9. natureza do framework: estrutura de explicação papel do framework: os dados são integrados na lógica da teoria (prevalece a lógica da teoria) Exº: estudos sobre o desenvolvimento da noção de proporcionalidade nas crianças a partir da ‘teoria dos estádios’ de Piaget
  • 10. framework prático (practical framework) “a practical framework, then, guides research by using ‘what works’ in the experience or exercise of doing something by those directly involved in it (...)” (Eisenhart, 1991, p. 207)
  • 11. natureza do framework: enraizado nas práticas papel do framework: os dados são entrelaçados com a teoria e constituem-se em teoria Exº: estudos sobre a proporcionalidade em adultos não escolarizados usando abordagens da etnomatemática
  • 12. framework conceptual (conceptual framework) “A conceptual framework is an argument including different points of view and culminating in a series of reasons for adopting some points – i.e., some ideas or concepts – and not others. The adopted ideas or concepts then serve as guides: to collecting data in a particular study, and/or to ways in which the data from a particular study will be analyzed and explained” (Eisenhart, 1991, p. 209)
  • 13. natureza do framework: estrutura de justificação papel do framework: rede argumentativa de conceitos para análise Exº: estudos sobre o uso do tablet entendido como artefacto mediador do pensamento matemático na sua relação com as práticas
  • 14. framework conceptual (implicações) explícito e compreensível suporte de teoria substantiva intencionalidade orientada pelo problema adota aspetos, conceitos, relações de teorias diversas
  • 15. framework conceptual (implicações) • aponta critérios de seleção de terrenos empíricos • aponta critérios de seleção de formas e conteúdo de dados empíricos a recolher • instrumento de análise do campo empírico • delimita e circunscreve o campo teórico da investigação
  • 16. framework conceptual (implicações) ● assume um carácter dinâmico ● responde ao problema, gerando também novas questões e novos cenários ● convive com modelos alternativos
  • 17. II o investigador olhado de um ponto de vista sociocultural (para chegarmos à Teoria da Atividade)
  • 19. mediação investigador objeto novo objeto elementos de mediação 1ª geração da Teoria da Atividade (Vygotsky)
  • 20. mediação os modos como os humanos criam representações e interagem com o mundo constituem processos de ação mediada (na mediação semiótica) deias, conceitos , significados, palavras tornam-se substitutos de referentes concretos na ausência dos objetos
  • 21.
  • 22.
  • 23.
  • 24. Representante Objeto Manter o espaço limpo e arrumado Interpretante (deitar os papéis e outros objetos no cesto significa não deitar no chão)
  • 25.
  • 26. mediação no dia-a-dia indivíduo situação explicação pré-concepções, ideias, mitos,…
  • 27. III Bases da Teoria da Atividade
  • 28. Teoria da Atividade (TA) Compreender os seres humanos na sua dimensão individual e social na sua vida do dia- a-dia através da análise da génese, estrutura e processos de desenvolvimento da sua atividade
  • 31. Exemplo: ser estudante na pós graduação livros, computadores, professores, colegas, disciplinas ideias, conceitos, processos, etc estudante de pós-graduação sujeito resultado/ produto transformação objecto artefacto
  • 32. framework conceptual da TA estrutura hierárquica da atividade orientação para o objeto internalização / externalização mediação desenvolvimento
  • 34. Actividade Operações Acção uso da alavanca de velocidades carregar na embraiagem, ouvir o motor, ... condução de um automóvel estrutura hierárquica
  • 35. Actividade Operações Acções Ligadas a objetivos Ligadas a condições Ligada a motivos estrutura hierárquica
  • 36. Actividade Operações Acções Ligadas a objetivos Ligadas a condições Ligada a motivos estrutura hierárquica
  • 37. sobre a atividade, ação e operação uma atividade pode perder o(s) seu(s) motivo(s) e transformar-se numa ação uma ação pode transformar-se em operação (por automatização e/ou quando os objetivos mudam) as definições são totalmente dependentes daquilo que é o sujeito e o objeto numa situação particular
  • 38. sobre as ações ação como cadeia de operações uma mesma ação pode pertencer a diferentes atividades serve uma fase de orientação no quadro de planeamento na atividade papel dos recursos na ação
  • 39. Orientação para o objeto objeto “orientação para o objeto”: - propriedades definidas social e culturalmente
  • 40. atividade atividade interna (contar mentalmente) atividade externa (contar pelos dedos)
  • 41. a Teoria da Atividade não aceita uma visão dualista da atividade o lado interno da atividade não pode existir sem o lado externo e vice-versa
  • 42. internalização transformação de atividade externa em atividade interna [procurar interações potenciais com a realidade sem manipulação de objetos]
  • 43. externalização transformação de atividade interna em atividade externa [interações com a realidade a partir de atividade interna]
  • 44. Internalização e externalização Internalização transformação da atividade externa em algo interno Externalização transformação da atividade interna em algo externo Relação dialéctica
  • 45. artefactos e mediação os artefactos enformam os modos como os humanos interagem com a realidade dar forma a atividade externa resulta em enformar também atividade interna e vice-versa. sujeito objecto artefacto
  • 46. artefactos e mediação o uso de artefactos é um meio de elaboração e transmissão de conhecimento social
  • 47. são moldados pelo contexto social e cultural onde são usados refletem as experiências das pessoas, através das propriedades estruturais desses artefactos, assim como no conhecimento de como eles devem ser utilizados são criados e transformados na própria atividade transportam uma cultura particular – a utilização de artefactos é um meio de elaboração e transmissão de conhecimento cultural. artefactos
  • 48. físico ou conceptual expande as nossas possibilidades de manipular e transformar diferentes objetos é entendido e manipulado dentro das limitações marcadas pela ferramenta fornece poder ao sujeito no processo de transformação restringe a interação (outras características de objeto podem manter-se invisíveis para o sujeito) artefacto
  • 49. desenvolvimento a atividade humana desenvolve-se no tempo num quadro histórico perspectiva a prazo: não se poderá compreender a atividade senão for observada nos seus ciclos de crescimento e mudança
  • 50. ação individual e atividade coletiva Leont’ev (2ª geração da TA) sujeito regras comunidade divisão de trabalho objecto intrumentos resultado / produto (esquema de Engeström, 2007)
  • 51. comunidade (aqueles que partilham o mesmo objeto) necessária à integração das relações sistémicas regras (normas explícitas e implícitas, convenções e relações sociais com a comunidade) criadas pela necessidade na atividade divisão de trabalho (organização explícita e implícita de uma comunidade, particularmente) necessária ao processo de transformação de um objeto num resultado/produto conceitos
  • 52. Atividade e mediação sujeito Regras (de mediação) comunidade divisão de trabalho (elemento de mediação) objecto artefactos de mediação resultado / produto elementos de mediação
  • 53. Atividade: exemplo projeto em grupo aluno Formas de estar nas aulas, compromissos com o grupo e o professor,... Grupo de trabalho, turma,... Distribuição implícita de tarefas, de cooperação,... ideias, condições, problemas... Computadores, fichas de trabalho,... ideias melhores, mais próximas do reportório científico elementos de mediação reificadas num relatório
  • 54. mediação na investigação investigador situação/probl ema resultados teoria(s), instrumentos, procedimentos,…
  • 56. investigador resultados teoria(s), … regras, normas, … comunidade hierarquia objeto reviewer teoria(s), … regras, normas, … comunidade hierarquia investigador avaliador operamos em múltiplos sistemas de atividade 3ª geração da Teoria da Atividade (Y. Engeström)
  • 57. sujeito regras comunidade divisão de trabalho objecto1 intrumentos sujeito regras comunidade divisão de trabalho objecto2 intrumentos partilha e transformação potencial do objecto Expansão do modelo básico da TA para incluir pelo menos dois sistemas de atividade interatuando Engeström (3ª geração da TA) objecto2 objecto2 objecto3
  • 58. actividade contexto significativo mínimo que permite a compreensão das ações individuais
  • 59. Princípios do Sistema de Actividade (Engeström, 2007) 1. sistema de atividade como unidade de análise 2. multivocidade dos sistemas de atividade 3. Historicidade dos sistemas de atividade 4. Papel central das contradições/ tensões /conflitos como fontes de mudança e de desenvolvimento 5. Possibilidade de transformações expansivas nos sistemas de atividade
  • 60. 1. sistema de actividade como unidade de análise é tomado como unidade de análise um sistema de atividade orientado para o objeto - sistema de atividade (ação mediada por artefactos) - sistema de atividade colectivo
  • 61. investigador resultados teoria(s), … regras, normas,… comunidade hierarquia objeto sistema de atividade como unidade de análise 2ª geração da Teoria da Atividade (Leont’ev)
  • 62. 2. multivocidade dos sistemas de atividade Um sistema de atividade - é sempre uma comunidade de múltiplos pontos de vista, tradições e interesses - envolve múltiplas dimensões e trajetórias socio- históricas (e.g. nos seus artefactos, regras e convenções) A divisão de trabalho numa atividade cria diferentes posicionamentos para os participantes
  • 63. 3. Historicidade dos sistemas de atividade Os sistemas de atividade tomam forma e transformam-se ao longo do tempo - problemas e potencialidades podem ser entendidos num quadro histórico - a própria história dos objetos e dos artefactos necessita de ser analisada
  • 64. 4. Papel central das contradições/ tensões /conflitos como fontes de mudança e de desenvolvimento investigador situação resultados teoria(s), instrumentos, procedimentos,… regras, normas,… comunidade hierarquia, relações de poder,…
  • 66. 5. Possibilidade de transformações expansivas nos sistemas de atividade - ciclos de transformação qualitativa - transformação expansiva atingida quando o objeto e motivo da atividade são reconceptualizados para novos horizontes de possibilidades
  • 67. (relação com o conhecimento) conhecimento entendido não como propriedade individual... ...mas como produto colectivo construído na interação com os recursos estruturantes da ação os outros os artefactos que usamos as situações e os problemas
  • 68. Participar numa prática social, na qual o conhecimento reside, é um princípio epistemológico de aprendizagem. As possibilidades de aprendizagem são definidas: • pela estrutura social dessa prática • pelas relações de poder e as condições de legitimidade e de acesso
  • 69. Princípios a considerar nesta perspetiva 1. sistema de atividade como unidade de análise 2. multivocidade dos sistemas de atividade 3. historicidade dos sistemas de atividade 4. papel central das contradições / tensões /conflitos como fontes de mudança e de desenvolvimento 5. possibilidade de transformações expansivas nos sistemas de atividade
  • 71. o investigador de um ponto de vista sociocultural o investigador é um ser sistémico, social, política e historicamente inscrito o investigador é não só um produto da cultura, mas também um criador e transformador da subjetividade colectiva o investigador, e os objetos transformados na sua prática, não podem ser considerados nem compreendidos sem se atender aos meios culturais de acesso ao conhecimento - os artefactos (de mediação)
  • 75. Envolve a definição de categorias conceptuais, tipologias, que medeiam a interpretação dos dados para o leitor As categorias são conceitos indicados pelos dados — não são os dados propriamente ditos Uma categoria é descrita pelas suas propriedades Objetivo: construção de hipóteses, laços, ligações entre categorias e propriedades à desenvolvimento de teoria substantiva (relativa à situação específica em análise) O que é a análise?
  • 76. escrever é analisar a escrita é parte da investigação ‘como é que sei o que penso antes de ler o que escrevi?’
  • 77. Há uma incerteza inerente entre o design e a sua realização nas práticas de investigação (uma vez que essas práticas não são o resultado do design mas uma resposta ao design) o design e o emergente
  • 79. representação da investigação qual é a audiência (da tese)? que vozes represento? como me dirijo ao leitor? (voz ativa/passiva,…) …
  • 80. “Anything that can will be digitased. What will happen to schools?” SITRA (2015). A Land of People who Love to Learn. Helsinki: Finish Innovation Fund.
  • 81. representação multimédia? incluir texto, tabelas e gráficos dinâmicos, imagens vídeo – e as relações entre esses elementos à relações hipertextuais…
  • 82.
  • 83. potencialidades… evolução dos métodos de trabalho análise e avaliação da investigação re-análise de dados replicação de estudos …
  • 84. investigador resultados teoria(s), … regras, normas, … comunidade hierarquia objeto arguente teoria(s), … regras, normas, … comunidade hierarquia investigador avaliador/júri operamos em múltiplos sistemas de atividade 3ª geração da Teoria da Atividade (Y. Engeström)