BIOLOGIA DA FERIDA
CICATRIZAÇÃO
PESSOA COM FERIDA CRÔNICA
Alta demanda
Atenção profissional
aumentada.
Impacto sócio econômico
a pessoa com feridas e
aos familiares.
PESSOA COM FERIDA
PELE : EPIDERME
Epitélio estratificado,
pavimentoso, queratinoso.
4 TIPOS DE CÉLULAS
DISTRIBUÍDAS EM CAMADAS:
basal ou germinativa,
espinhosa, granulosa, lúcida e
córnea.
PELE: EPIDERME
Camada Basal
• Rica em células progenitoras
do tronco.
• Tem renovação constante
entre 25 e 30 dias.
• Descamativa - Queratinócitos.
PELE: EPIDERME
Camada Espinhosa: Cubóide,
responsável pela resistência
ao atrito.
Camada Granulosa: contém
lipídeos e favorece a
impermeabilidade, protege
contra a desidratação e
absorve seletivamente.
PELE: EPIDERME
Camada Lúcida: citoplasma
com numerosos filamentos de
queratina.
Camada Córnea: células
mortas, achatadas e sem
núcleo, matriz querato-hialina
rica em 70% de água. Pele fina.
PELE: DERME
PAPILAR: Tecido conjuntivo
frouxo, resistência maior
ao atrito e à pressão.
RETICULAR: : camada
espessa com tecido
conjuntivo denso: vasos,
células, matriz de colágeno,
sistema elástico.
ELEMENTOS IMPORTANTES
• HIPODERME
• GLÂNDULAS SEBÁCEAS E
SUDORÍPARAS
• INERVAÇÕES
• VASCULARIZAÇÃO
FERIDAS: CONCEITOS
Ferida - descontinuidade da
pele.
Ferida recorrente: cicatriza,
porém, apresenta recidiva,
usualmente com quadro de
piora.
Abertas, fechadas, Mistas.
Fonte: Acervo pessoal - EMDOC
FERIDAS: ETIOLOGIA
• Acidentais ou traumáticas:
objetos que cortam,
perfuram, laceram,
contundem, ou inoculações
de venenos, mordeduras e
queimaduras.
• Intencionais ou cirúrgicas:
intenção terapêutica.
FERIDAS: ETIOLOGIA
• Patológicas: lesões secundárias à
determinada
• doença básica.
• Iatrogênicas: resultados
inadequados de procedimentos
ou
• tratamentos.
GEOVANINI, 2014
Fonte: Acervo UNESC/PMC – Acervo EMDOC
É um processo complexo
desenvolvido em 4 fases:
• HEMOSTASE
• INFLAMATÓRIA
• PROLIFERATIVA
• REMODELAÇÃO
FERIDAS: CICATRIZAÇÃO
16/09/16
23/12/16
Foco:
• Remover tecidos
inviáveis.
• Reduzir carga bacteriana.
• Preservar tecidos viáveis.
FERIDAS: CICATRIZAÇÃO
16/09/16
23/12/16
Fonte: UNESC/PMC
Ferida
Solução de continuidade dos tecidos
provocada por agentes mecânicos, térmicos,
químicos e bacterianos.
Morte celular
Reparação
Regeneração Cicatrização
As células que morrem
são substituídas por células
do parenquima do mesmo
orgão
As células que morrem
são substituídas por tecido
fibroso = cicatriz
Tem grande capacidade de regeneração: epitélio, fígado e ossos
Cura do ferida
• O processo cicatricial = eventos moleculares
+ eventos celulares restauração
do tecido lesado
• Inicio: extravasamento de plasma, com
a coagulação e agregação plaquetária
• “Final”: reepitelização e remodelagem do
tecido lesado restaurar
a funcionalidade tecidual
Fases da cicatrização
 Fase inicial: hemostasia e inflamação
 Fase proliferativa: fibroplasia
neoangiogenese
epitelização
 Fase tardia: remodelação
Fase trombocítica
Agregação plaquetária (trombo)
Fase granulocítica
FAGOCITOSE de bactérias (formação de pus) e
sujidade
Fase macrofásica
Ativação do processo cicatricial: macrófago
Sinais clínicos: Hiperemia, calor, edema e dor
FASE INFLAMATÓRIA
Principais funções (angiogênese, síntese de colágeno e
proliferação, contração e epitelização)
Macrófagos, fibroblastos, céls. Endoteliais e os
queratinócitos
Principal característica é a formação de um tecido
novo, vermelho vivo, de aspecto granuloso (brotos
capilares), composto de capilares e colágeno.
FASE PROLIFERATIVA
(fibroblática ou de granulação)
É a última e mais prolongada fase de cicatrização
Principais funções:
Deposição de colágeno na ferida
Diminuição da capilarização
Surgem os miofibroblastos (contração da ferida)
Cicatriz torna-se mais plana e macia
Podem surgir quelóides, cicatrizes hipertróficas ou
muito finas e friáveis e hipercromias
FASE DE MATURAÇÃO
(Reparadora ou Remodeladora)
Reparo e formação da cicatriz de uma
cicatriz normal
 6-12 semanas - cicatriz rósea (ferida
imatura)
 12-15 meses - remodelamento
 cicatriz madura - macia, branca, plana
Final da cirurgia 1 mês 3 meses 1 ano
Feridas e Curativos
Limpas
Limpas
contaminadas
Contaminadas
Infectadas
Cicatrização
primária
Cicatrização
Secundária
Classificação das feridas operatórias
Quanto ao grau de contaminação
 Limpas
 Limpas / Contaminadas
 Contaminadas
 Sujas / Infectadas
Após 6 a 8 horas do trauma todos os
ferimentos são considerados contaminados
Limpas
 Definição
– Não apresentam inflamação
– Não são atingidos os tratos
respiratórios, digestivo, genital
ou urinário
– Fechamento por primeira intenção
 Cuidados
– Manter oclusão por 24 horas
– Não há necessidade de curativo
– Lavar e secar com toalha limpa
Limpas/Contaminadas
 Definição
– Não apresentam inflamação
– São atingidos os tratos respiratórios, digestivo, genital
ou urinário com condições controladas
 Cuidados
– Manter oclusão por 24 horas
– Não há necessidade de curativo
– Lavar e secar com toalha limpa
Contaminadas
 Definição
 Grande desvio na técnica estéril – procedimentos
cirúrgicos de emergência
 Grande derramamento de fluido gastrointestinal
 Inflamação não purulenta
 Lesão traumática exposta
 Risco de infecção pós-operatória - 15 a 20%
 Cuidados
 Limpeza diária com soro fisiológico
 Manter úmida com gaze
Sujas / Infectadas
 Definição
– Microorganismos já estavam presentes antes da
lesão
– Risco de infecção pós-operatória – 50%
 Cuidados
– Limpeza diária com soro fisiológico
– Manter úmida com gaze
Cicatrização das feridas
 1º intenção
 2ª intenção
 fechamento primário
retardado
Tipos de cicatrização das feridas
TIPOS DE CICATRIZAÇÃO
 Mínimo de perda tecidual
 Resposta inflamatória rápida
 Reduz incidência de complicações
 Bordos regulares unidos por suturas
 Cicatriz com menor índice de defeitos
1ª intenção – cicatrização primária
 Cuidados
 Manter oclusão por 24 horas
 Não há necessidade de curativo
 Lavar e secar com toalha limpa
Tipos de cicatrização
 É consequência de complicações
 Grande perda tecidual ou infecções
 Período cicatricial mais prolongado
devido a resposta inflamatória intensa
 Maior incidência de defeitos cicatriciais
(cicatriz hipertrófica, quelóide)
 Não há possibilidade de aproximação das
bordas (infecção, pressão abdominal,
necrose)
2ª intenção – cicatrização secundária
Cuidados: limpeza diária com soro
fisiológico + manter úmida com gaze
Fechamento primário retardado
 É forma de tratar feridas que não podem ser fechadas
primariamente por suturas.
Ex: infecção local
 A sutura do ferimento é feita tardiamente
Classificação das feridas
Quanto ao agente causal
CONTUSAS
Produzidas por objeto rombo
e caracterizadas por
traumatismo das partes
moles, hemorragia e edema
Incisas ou cirúrgicas
Produzidas por um instrumento
cortante. Geralmente feridas limpas
são geralmente fechadas por suturas
Agentes: faca, bisturi, lâmina
Perfurantes
São caracterizadas por pequenas
aberturas na pele. Predomínio da
profundidade sobre o comprimento
Agentes: bala ou ponta de faca
Lacerantes
Ferimentos com margens irregulares
e com mais de um ângulo.
O mecanismo da lesão é por tração:
rasgo ou arrancamento tecidual
Ex: clássico é a mordedura de cão
Fatores sistêmicos que interferem na
cicatrização
 IDADE: à medida que
envelhecemos há
diminuição gradativa do
tônus e elasticidade dos
tecidos. O metabolismo
torna-se mais lento e
alterações circulatórias
podem estar presentes
Fatores sistêmicos que interferem na
cicatrização
 PESO: independente
da idade, o excesso de
gordura no local da
ferida dificulta a
cicatrização.
A gordura não tem um
aporte sanguíneo
abundante.
Fatores sistêmicos que interferem na
cicatrização
 DESIDRATAÇÃO:
afeta a função celular e
renal, o metabolismo
celular, a oxigenação do
sangue e a função
hormonal
Fatores sistêmicos que interferem na
cicatrização
 Aporte sanguíneo
inadequado ao sitio da
ferida retarda o
processo de cicatrização
Fatores sistêmicos que interferem na
cicatrização
ESTADO NUTRICIONAL:
Deficiências de carboidratos,
proteínas, zinco e vitaminas
A,B e C alteram o processo de
cicatrização.
A nutrição adequada favorece
a atividade celular e a síntese
de colágeno.
Fatores sistêmicos que interferem na
cicatrização
 RESPOSTA IMUNOLÓGICA
DO PACIENTE:
A imunocompetência
protege as feridas das
infecções
Fatores sistêmicos que interferem na
cicatrização
 PRESENÇA DE
ENFERMIDADES
CRÔNICAS: doenças
como diabetes
retardam a
cicatrização e são
mais vulneráveis a
complicações pós-
operatórias
Fatores sistêmicos que interferem na
cicatrização
 PRESENÇA DE NEOPLASIAS, LESÕES
DEBILITANTES E INFECÇÃO LOCALIZADA:
Alteram a estrutura dos tecidos e comprometem
a cicatrização
Fatores sistêmicos que interferem na
cicatrização
 DROGAS:
O uso de corticoesteróides,
imunodepressores,
hormônios, quimioterapia
e radioterapia, podem
modificar a cicatrização
das feridas
infecção
desnutrição
diabetes
 fios de sutura
Fatores locais que interferem
na cicatrização
 técnica cirúrgica
 integridade dos tecidos
 aproximação das bordas
 infecção local
 corpo estranho
 irradiação solar
 estabilização das bordas da ferida
Ferida operatória em crianças
em uso de fraldas – rísco de
contaminação por urina e fezes
Cicatriz em área de grande
movimentação - toracotomia
Aspectos técnicos
Retirada de pontos
face: 4 dias
demais locais: 7 dias
áreas sob tensão: 10 a 15 dias
Co-morbidades: infecção, diabetes, desnutrição e neoplasias –
retirada tardia conforme as condições de recuperação do
paciente
infecção local: retirada imediata - parcial ou total dos pontos
O tempo para a retirada de pontos está baseado na
localização no corpo e à força tênsil
da mesma
Complicações da ferida operatória
PRECOCES TARDIAS
 infecção
 hemorragia
 coleção de líquidos
 deiscência de sutura
 evisceração
 eventração
 quelóide
 granuloma de corpo
estranho
 dor local
Infecção e deiscência parcial
de parede
Quelóide
Granuloma de
corpo estranho
Eventração
Evisceração
COBERTURAS PARA
CICATRIZAÇÃO
EXEMPLOS UNESC/PMC E
EMDOC CONSULTÓRIO
HIDROFIBRA COM DUPLA
CAMADA DE
CARBOXILMETILCELULOSE
SÓDICA COM PRATA + BOTA DE
UNNA + ATADURA ELÁSTICA
FERIDAS: CICATRIZAÇÃO
FERIDAS: CICATRIZAÇÃO
HIDROFIBRA COM DUPLA
CAMADA DE
CARBOXILMETILCELULOSE
16/11/2016
SÓDICA COM PRATA +
BOTA DE UNNA
13/12/2016
HIDROGEL COM
CARBOXILMETILCELULOSE
E ALGINATO
FERIDAS: CICATRIZAÇÃO
LASER – ILIB +
CURATIVO NÃO
ADERENTE
FERIDAS: CICATRIZAÇÃO
LASER + HIDROFIBRA
COM DUPLA CAMADA DE
CARBOXILMETILCELULOSE
SÓDICA COM PRATA
FERIDAS: CICATRIZAÇÃO
HIDROGEL AMORFO
FERIDAS: CICATRIZAÇÃO
HIDROCOLÓIDE
FERIDAS: CICATRIZAÇÃO
PLACA DE ALGINATO DE
CÁLCIO E SÓDIO
FERIDAS: CICATRIZAÇÃO
12X9
5X5,2
PHMB
Poli-Hexa-Metileno-
Biguanida
FERIDAS: CICATRIZAÇÃO
FATORES DE CRESCIMENTO
FERIDAS: CICATRIZAÇÃO
ESPUMA COM
HIDROFIBRA DE
CARBOXILMETILCELULOSE
SÓDICA COM PRATA
FERIDAS: CICATRIZAÇÃO
COLAGENO COM
ALGINATO DE CÁLCIO
FERIDAS: CICATRIZAÇÃO
ESPUMA DE POLIURETANO
ABSORVENTE COM
0,5MG/CM2 DE
IBUPROFENO
FERIDAS: CICATRIZAÇÃO
PAPAINA 12%
FERIDAS: CICATRIZAÇÃO
MEMBRANA DE
CELULOSE
Membrana
Regeneradora Porosa
FERIDAS: CICATRIZAÇÃO

Manejo de feridas - Classificação e cuidados.

  • 1.
  • 2.
    PESSOA COM FERIDACRÔNICA Alta demanda Atenção profissional aumentada. Impacto sócio econômico a pessoa com feridas e aos familiares.
  • 3.
  • 5.
    PELE : EPIDERME Epitélioestratificado, pavimentoso, queratinoso. 4 TIPOS DE CÉLULAS DISTRIBUÍDAS EM CAMADAS: basal ou germinativa, espinhosa, granulosa, lúcida e córnea.
  • 6.
    PELE: EPIDERME Camada Basal •Rica em células progenitoras do tronco. • Tem renovação constante entre 25 e 30 dias. • Descamativa - Queratinócitos.
  • 7.
    PELE: EPIDERME Camada Espinhosa:Cubóide, responsável pela resistência ao atrito. Camada Granulosa: contém lipídeos e favorece a impermeabilidade, protege contra a desidratação e absorve seletivamente.
  • 8.
    PELE: EPIDERME Camada Lúcida:citoplasma com numerosos filamentos de queratina. Camada Córnea: células mortas, achatadas e sem núcleo, matriz querato-hialina rica em 70% de água. Pele fina.
  • 9.
    PELE: DERME PAPILAR: Tecidoconjuntivo frouxo, resistência maior ao atrito e à pressão. RETICULAR: : camada espessa com tecido conjuntivo denso: vasos, células, matriz de colágeno, sistema elástico.
  • 10.
    ELEMENTOS IMPORTANTES • HIPODERME •GLÂNDULAS SEBÁCEAS E SUDORÍPARAS • INERVAÇÕES • VASCULARIZAÇÃO
  • 11.
    FERIDAS: CONCEITOS Ferida -descontinuidade da pele. Ferida recorrente: cicatriza, porém, apresenta recidiva, usualmente com quadro de piora. Abertas, fechadas, Mistas. Fonte: Acervo pessoal - EMDOC
  • 12.
    FERIDAS: ETIOLOGIA • Acidentaisou traumáticas: objetos que cortam, perfuram, laceram, contundem, ou inoculações de venenos, mordeduras e queimaduras. • Intencionais ou cirúrgicas: intenção terapêutica.
  • 13.
    FERIDAS: ETIOLOGIA • Patológicas:lesões secundárias à determinada • doença básica. • Iatrogênicas: resultados inadequados de procedimentos ou • tratamentos. GEOVANINI, 2014 Fonte: Acervo UNESC/PMC – Acervo EMDOC
  • 14.
    É um processocomplexo desenvolvido em 4 fases: • HEMOSTASE • INFLAMATÓRIA • PROLIFERATIVA • REMODELAÇÃO FERIDAS: CICATRIZAÇÃO 16/09/16 23/12/16
  • 15.
    Foco: • Remover tecidos inviáveis. •Reduzir carga bacteriana. • Preservar tecidos viáveis. FERIDAS: CICATRIZAÇÃO 16/09/16 23/12/16 Fonte: UNESC/PMC
  • 16.
    Ferida Solução de continuidadedos tecidos provocada por agentes mecânicos, térmicos, químicos e bacterianos.
  • 18.
    Morte celular Reparação Regeneração Cicatrização Ascélulas que morrem são substituídas por células do parenquima do mesmo orgão As células que morrem são substituídas por tecido fibroso = cicatriz Tem grande capacidade de regeneração: epitélio, fígado e ossos
  • 19.
    Cura do ferida •O processo cicatricial = eventos moleculares + eventos celulares restauração do tecido lesado • Inicio: extravasamento de plasma, com a coagulação e agregação plaquetária • “Final”: reepitelização e remodelagem do tecido lesado restaurar a funcionalidade tecidual
  • 20.
    Fases da cicatrização Fase inicial: hemostasia e inflamação  Fase proliferativa: fibroplasia neoangiogenese epitelização  Fase tardia: remodelação
  • 21.
    Fase trombocítica Agregação plaquetária(trombo) Fase granulocítica FAGOCITOSE de bactérias (formação de pus) e sujidade Fase macrofásica Ativação do processo cicatricial: macrófago Sinais clínicos: Hiperemia, calor, edema e dor FASE INFLAMATÓRIA
  • 22.
    Principais funções (angiogênese,síntese de colágeno e proliferação, contração e epitelização) Macrófagos, fibroblastos, céls. Endoteliais e os queratinócitos Principal característica é a formação de um tecido novo, vermelho vivo, de aspecto granuloso (brotos capilares), composto de capilares e colágeno. FASE PROLIFERATIVA (fibroblática ou de granulação)
  • 23.
    É a últimae mais prolongada fase de cicatrização Principais funções: Deposição de colágeno na ferida Diminuição da capilarização Surgem os miofibroblastos (contração da ferida) Cicatriz torna-se mais plana e macia Podem surgir quelóides, cicatrizes hipertróficas ou muito finas e friáveis e hipercromias FASE DE MATURAÇÃO (Reparadora ou Remodeladora)
  • 24.
    Reparo e formaçãoda cicatriz de uma cicatriz normal  6-12 semanas - cicatriz rósea (ferida imatura)  12-15 meses - remodelamento  cicatriz madura - macia, branca, plana Final da cirurgia 1 mês 3 meses 1 ano
  • 25.
  • 26.
    Classificação das feridasoperatórias Quanto ao grau de contaminação  Limpas  Limpas / Contaminadas  Contaminadas  Sujas / Infectadas Após 6 a 8 horas do trauma todos os ferimentos são considerados contaminados
  • 27.
    Limpas  Definição – Nãoapresentam inflamação – Não são atingidos os tratos respiratórios, digestivo, genital ou urinário – Fechamento por primeira intenção  Cuidados – Manter oclusão por 24 horas – Não há necessidade de curativo – Lavar e secar com toalha limpa
  • 28.
    Limpas/Contaminadas  Definição – Nãoapresentam inflamação – São atingidos os tratos respiratórios, digestivo, genital ou urinário com condições controladas  Cuidados – Manter oclusão por 24 horas – Não há necessidade de curativo – Lavar e secar com toalha limpa
  • 29.
    Contaminadas  Definição  Grandedesvio na técnica estéril – procedimentos cirúrgicos de emergência  Grande derramamento de fluido gastrointestinal  Inflamação não purulenta  Lesão traumática exposta  Risco de infecção pós-operatória - 15 a 20%  Cuidados  Limpeza diária com soro fisiológico  Manter úmida com gaze
  • 30.
    Sujas / Infectadas Definição – Microorganismos já estavam presentes antes da lesão – Risco de infecção pós-operatória – 50%  Cuidados – Limpeza diária com soro fisiológico – Manter úmida com gaze
  • 31.
    Cicatrização das feridas 1º intenção  2ª intenção  fechamento primário retardado Tipos de cicatrização das feridas
  • 32.
    TIPOS DE CICATRIZAÇÃO Mínimo de perda tecidual  Resposta inflamatória rápida  Reduz incidência de complicações  Bordos regulares unidos por suturas  Cicatriz com menor índice de defeitos 1ª intenção – cicatrização primária  Cuidados  Manter oclusão por 24 horas  Não há necessidade de curativo  Lavar e secar com toalha limpa
  • 33.
    Tipos de cicatrização É consequência de complicações  Grande perda tecidual ou infecções  Período cicatricial mais prolongado devido a resposta inflamatória intensa  Maior incidência de defeitos cicatriciais (cicatriz hipertrófica, quelóide)  Não há possibilidade de aproximação das bordas (infecção, pressão abdominal, necrose) 2ª intenção – cicatrização secundária Cuidados: limpeza diária com soro fisiológico + manter úmida com gaze
  • 34.
    Fechamento primário retardado É forma de tratar feridas que não podem ser fechadas primariamente por suturas. Ex: infecção local  A sutura do ferimento é feita tardiamente
  • 35.
  • 36.
    CONTUSAS Produzidas por objetorombo e caracterizadas por traumatismo das partes moles, hemorragia e edema
  • 37.
    Incisas ou cirúrgicas Produzidaspor um instrumento cortante. Geralmente feridas limpas são geralmente fechadas por suturas Agentes: faca, bisturi, lâmina Perfurantes São caracterizadas por pequenas aberturas na pele. Predomínio da profundidade sobre o comprimento Agentes: bala ou ponta de faca
  • 38.
    Lacerantes Ferimentos com margensirregulares e com mais de um ângulo. O mecanismo da lesão é por tração: rasgo ou arrancamento tecidual Ex: clássico é a mordedura de cão
  • 39.
    Fatores sistêmicos queinterferem na cicatrização  IDADE: à medida que envelhecemos há diminuição gradativa do tônus e elasticidade dos tecidos. O metabolismo torna-se mais lento e alterações circulatórias podem estar presentes
  • 40.
    Fatores sistêmicos queinterferem na cicatrização  PESO: independente da idade, o excesso de gordura no local da ferida dificulta a cicatrização. A gordura não tem um aporte sanguíneo abundante.
  • 41.
    Fatores sistêmicos queinterferem na cicatrização  DESIDRATAÇÃO: afeta a função celular e renal, o metabolismo celular, a oxigenação do sangue e a função hormonal
  • 42.
    Fatores sistêmicos queinterferem na cicatrização  Aporte sanguíneo inadequado ao sitio da ferida retarda o processo de cicatrização
  • 43.
    Fatores sistêmicos queinterferem na cicatrização ESTADO NUTRICIONAL: Deficiências de carboidratos, proteínas, zinco e vitaminas A,B e C alteram o processo de cicatrização. A nutrição adequada favorece a atividade celular e a síntese de colágeno.
  • 44.
    Fatores sistêmicos queinterferem na cicatrização  RESPOSTA IMUNOLÓGICA DO PACIENTE: A imunocompetência protege as feridas das infecções
  • 45.
    Fatores sistêmicos queinterferem na cicatrização  PRESENÇA DE ENFERMIDADES CRÔNICAS: doenças como diabetes retardam a cicatrização e são mais vulneráveis a complicações pós- operatórias
  • 46.
    Fatores sistêmicos queinterferem na cicatrização  PRESENÇA DE NEOPLASIAS, LESÕES DEBILITANTES E INFECÇÃO LOCALIZADA: Alteram a estrutura dos tecidos e comprometem a cicatrização
  • 47.
    Fatores sistêmicos queinterferem na cicatrização  DROGAS: O uso de corticoesteróides, imunodepressores, hormônios, quimioterapia e radioterapia, podem modificar a cicatrização das feridas
  • 48.
  • 49.
     fios desutura Fatores locais que interferem na cicatrização  técnica cirúrgica  integridade dos tecidos  aproximação das bordas  infecção local  corpo estranho  irradiação solar  estabilização das bordas da ferida
  • 50.
    Ferida operatória emcrianças em uso de fraldas – rísco de contaminação por urina e fezes Cicatriz em área de grande movimentação - toracotomia
  • 51.
  • 52.
    Retirada de pontos face:4 dias demais locais: 7 dias áreas sob tensão: 10 a 15 dias Co-morbidades: infecção, diabetes, desnutrição e neoplasias – retirada tardia conforme as condições de recuperação do paciente infecção local: retirada imediata - parcial ou total dos pontos O tempo para a retirada de pontos está baseado na localização no corpo e à força tênsil da mesma
  • 53.
    Complicações da feridaoperatória PRECOCES TARDIAS  infecção  hemorragia  coleção de líquidos  deiscência de sutura  evisceração  eventração  quelóide  granuloma de corpo estranho  dor local
  • 54.
    Infecção e deiscênciaparcial de parede
  • 55.
  • 56.
  • 57.
  • 58.
  • 59.
    HIDROFIBRA COM DUPLA CAMADADE CARBOXILMETILCELULOSE SÓDICA COM PRATA + BOTA DE UNNA + ATADURA ELÁSTICA FERIDAS: CICATRIZAÇÃO
  • 60.
    FERIDAS: CICATRIZAÇÃO HIDROFIBRA COMDUPLA CAMADA DE CARBOXILMETILCELULOSE 16/11/2016 SÓDICA COM PRATA + BOTA DE UNNA 13/12/2016
  • 61.
  • 62.
    LASER – ILIB+ CURATIVO NÃO ADERENTE FERIDAS: CICATRIZAÇÃO
  • 63.
    LASER + HIDROFIBRA COMDUPLA CAMADA DE CARBOXILMETILCELULOSE SÓDICA COM PRATA FERIDAS: CICATRIZAÇÃO
  • 64.
  • 65.
  • 66.
    PLACA DE ALGINATODE CÁLCIO E SÓDIO FERIDAS: CICATRIZAÇÃO 12X9 5X5,2
  • 67.
  • 68.
  • 69.
  • 70.
    COLAGENO COM ALGINATO DECÁLCIO FERIDAS: CICATRIZAÇÃO
  • 71.
    ESPUMA DE POLIURETANO ABSORVENTECOM 0,5MG/CM2 DE IBUPROFENO FERIDAS: CICATRIZAÇÃO
  • 72.
  • 73.