Portugal – A
população
Módulo B4
A importância dos
recenseamentos
Recenseamentos ou censos:
Recolha, tratamento e divulgação de informação
demográfica (população), económica e social sobre
a totalidade da população num determinado
momento e numa área definida, normalmente num
país.
INE
(Instituto Nacional de
Estatística)
Recenseamentos ou censos:
Realizam-se de 10 em 10 anos e nos anos terminados em 0 ou 1 (por exemplo, 2000 ou
2001), de modo a ser possível comparar países e ao longo do tempo.
A importância dos recenseamentos
A Demografia (ciência)
estuda a população a partir
dos resultados dos censos, é
muito importante para
compreender o passado de
um país e planear o seu
futuro.
Os dados recolhidos sobre a população, nos Censos, são fundamentais para o
planeamento do setor público (construção de escolas, hospitais, entre outros), do
setor privado (construção de empresas, habitações, entre outros), mas também para
os cidadãos (universidades, estudantes, professores).
Indicadores demográficos
Os indicadores demográficos (dados estatísticos relativos à população) são
utilizados para analisar a evolução da população num determinado momento.
Por exemplo:
§ Crescimento natural ou saldo fisiológico ou Taxa de crescimento natural;
§ Crescimento real ou efetivo ou Taxa de crescimento real ou efetivo;
§ Taxa de natalidade ou natalidade;
§ Taxa de mortalidade ou mortalidade;
§ Taxa de fecundidade ou fecundidade;
§ Índice sintético de Fecundidade;
§ Ìndice de renovação de gerações;
§ Esperança média de vida à nascença;
§ Taxa de mortalidade infantil.
Indicador:
crescimento
natural ou saldo
fisiológico / taxa
de crescimento
Natural
Este indicador é utilizado para nos fornecer informação sobre a variação da
população. Isto é, indica-nos se a população cresce, diminui ou estagna.
Crescimento Natural ou
Saldo Fisiológico
CN = N – M
CN – Crescimento natural
N – Natalidade
M - Mortalidade
Taxa de Crescimento Natural ou
Saldo Fisiológico
TCN = TN – TM
TCN – Taxa de crescimento natural
TBN – Taxa bruta de natalidade
TBM – Taxa bruta de mortalidade
Podem
ocrorrer três
situações:
Em que situações se
ganha, perde ou
estagna a evolução da
população?
No indicador CN utilizam-se valores absolutos, logo o resultado aparece como valor absoluto (13 400 habitantes). No
indicador TCN o valor final aparece em percentagem (%) ou em permilagem (‰), logo são valores relativos (13,5%).
Indicador: Crescimento Efetivo ou Taxa de crescimento efetivo
CrescimentoNaturalouSaldoFisiológico
CN=N–M
CN–Crescimentonatural
N–Natalidade
M-Mortalidade
Contudo, para perceber a variação da população de um determinado lugar não
depende só do comportamento da natalidade e da mortalidade, é necessário
adicionar os indicares: Imigração e Emigração, ou seja, determinar o Saldo
Migratório.
Saldo Migratório
SM = I - E
SM – Saldo migratório
I – Imigração
E - Emigração
1º situação 2º situação 3º situação
I > E I < E I = E
(+) população (-) população nulo
Podem
ocrorrer três
situações:
Indicador: Crescimento Efetivo ou Taxa de crescimento efetivo
Assim:
Crescimento Efetivo
CE = SN + SM
CE – Crescimento Efetivo
SN – Saldo Natural
SM – Saldo Migratório
Taxa de crescimento efetivo
TCE = ( SN + SM ) x 1000
Pop. Total
TCE – Taxa de crescimento Efetivo
SN – Saldo Natural
SM – Saldo Migratório
Evolução da população portuguesa -início do séc. XX à Atualidade
1º
recenseamento
Gripe
Pneumónica
Intensa
emigração
- Forte vaga emigratória:
procura de melhores
condições de vida; fuga à
Guerra Colonial e ao
regime ditatorial de
Salazar;
- Diminuição do
saldo natural devido à
diminuição da
natalidade.
- Regresso de milhares de
portugueses emigrantes
na Europa e residentes
nas antigas colónias após
a Revolução de Abri de
1974;
- Diminuição da emigração
devido ao choque
petrolífero de 1973 e
restrições à emigração
por parte desses países.
Evolução da população portuguesa -início do séc. XX à Atualidade
1º
recenseamento
Estagnação demográfica: -
diminuição do saldo natural
devido aos valores baixos da
natalidade;
- Saldo migratório negativo.
Decréscimo da população:
- saldo natural negativo;
- Saldo migratório
negativo, com
exceção dos anos 2017-
2018, mas que não
anulou a tendência de
decréscimo
demográfico.
Exercício:
Itália Alemanha Croácia Suécia
População absoluta 59 729 081 83 092 962 4 067 208 10 278 887
Natalidade 420 084 778 090 36 135 114 523
Mortalidade 634 417 939 520 51 794 88 766
Imigração 332 778 886 341 37 726 115 805
Emigração 179 505 576 319 40 148 47 718
Indicadores demográficos em 2019
Calcula para cada país:
- taxa de crescimento natural; - saldo migratório;
- Crescimento natural; - crescimento efetivo
Portugal na atualidade - Exercício: estudo demográfico
Taxa de Natalidade
1º Abre o site PORDATA;
2º População - Nascimentos e Fecundidade – Nados vidos: total e fora do casamento;
3º Dados de natalidade: 1960; 1970; 1981; 1991; 2001; 2011; 2021;
4º Censos – População residente – Por grupo etário: 1960; 1970; 1981; 1991; 2001; 2011; 2021
5º Elaborar os cálculos da taxa de Natalidade para cada ano.
6º Elaborar no exel, um gráfico de linha com as taxas.
Taxa de Mortalidade
1º Abre o site PORDATA;
2º População – Esperança de Vida e Mortes – Óbitos: Total e no primero ano de vida;
3º Dados de óbitos: 1960; 1970; 1981; 1991; 2001; 2011; 2021;
4º Censos – População residente – Por grupo etário: 1960; 1970; 1981; 1991; 2001; 2011; 2021
5º Elaborar os cálculos da taxa de Natalidade para cada ano.
6º Elaborar no exel, um gráfico de linha com as taxas.
Determinar a Taxa de Crescimento Natural
A natalidade e a fecundidade em Portugal
A tendência geral para o decréscimo da taxa bruta de
natalidade começou a desenhar-se na segunda
metade do século XX, diminuindo de 24,1‰ em 1960
para 8,4‰ em 2019.
Evolução da
TBN entre
1960 e 2020
A natalidade e a fecundidade em Portugal
A tendência geral continua a ser de decréscimo.
Evolução da
TFG entre
1960 e 2020
Índice sintético de fecundidade:
1960 – 3,2 filhos
2019 – 1,4 filhos
Causas:
Contrastes espaciais na distribuição da natalidade
As assimetrias regionais na distribuição espacial dos nascimentos têm acentuado a tendência de
litoralização do país. Apenas 64 municípios registam uma taxa bruta de natalidade superior à média
nacional (8,5‰), localizados, na sua grande maioria, nas áreas predominantemente urbanas,
especialmente da Área Metropolitana de Lisboa, do Algarve e da RAA.
Litoralização: designa o processo de concentração do povoamento e das
principais atividades económicas nas regiões litorais de um país.
Os valores mais baixos ocorrem principalmente nas regiões do Interior Norte e Centro, onde há
concelhos que não ultrapassam os cinco nascimentos por cada mil habitantes
Motivos: envelhecimento da população no interior; saída dos
jovens em idade fértil para as regiões urbanas ou para o
estrangeiro.
A mortalidade
A diminuição da taxa bruta de mortalidade é uma tendência que se verifica já desde o início do século XX e que se
prolongou até aos anos 90, altura em que se assiste a um ligeiro aumento deste indicador.
Este acréscimo da mortalidade tem-se repetido nos últimos anos, com valores idênticos aos registados nas décadas
de 60 e 70 do século passado, na ordem de 11 óbitos por cada mil habitantes, o que se deve, essencialmente ao
forte envelhecimento da população portuguesa, já que a maioria dos óbitos ocorre em idades avançadas.
Causas:
Contrastes espaciais na distribuição da mortalidade
Na segunda metade do século XX a distribuição espacial da mortalidade reforçava as assimetrias existentes entre o litoral e o interior.
1960 – o interior centro e norte e o
litoral norte com valores de óbitos acima
dos 11,7 por mil habitantes;
2019 – todo o território, excepto as AML
e AMP, com valores semelhantes a 1960.
Motivos:
1960 – reflexo dos contrastes socioeconómicos e
demográficos entre o litoral e o interior.
2019 – AML e AMP reúnem a população mais jovem
do país, melhores condições socioeconómicas e
oferecem, em quantidades, qualidade e diversidade,
um melhor acesso a serviços de saúde.
A mortalidade infantil
A mortalidade infantil é um importante indicador de desenvolvimento, uma vez que permite aferir sobre as características socioeconómicas de
um país, as quais se veem refletidas na saúde das mães, dos recém-nascidos e na eficácia dos sistemas de saúde.
1961 – 88,8‰, isto é 88,8 óbitos por
cada 1000 nados-vivos;
2019 – 2,8‰
Causas:
Contrastes espaciais na distribuição da mortalidade
infantil
Se na década de 60 a maior parte dos municípios
do país registava uma taxa de mortalidade infantil
elevada, muitos dos quais com mais de 100‰,
especialmente no interior do país, atualmente o
cenário alterou-se profundamente. A maior parte
dos concelhos apresenta taxas inferiores a 1‰,
sendo raros os concelhos que superam os 7
óbitos de crianças com menos de uma ano por
cada mil nascimentos.
O saldo natural
A evolução do saldo natural da população portuguesa revela, a partir da década de 60 do século XX, uma clara tendência de decréscimo, reflexo
de valores muito baixos da natalidade e do aumento da mortalidade resultantes do envelhecimento da população.
Saldo natural
negativo, uma vez
que os óbitos são
superiores aos
nascimentos
O saldo natural
Só AML apresenta apresenta uma taxa de
crescimento natural positiva, uma vez que é a
região do país com a taxa bruta de natalidade
mais alta e a maior proporção de jovens.
Movimentos migratórios
A evolução da população de um determinado território não resulta apenas do
comportamento das variáveis da natalidade e mortalidade, mas também dos
movimentos migratórios – imigração e emigração.
Emigração
1º
2º
3º
Momento Razões:
1º
1964-1968: Regime ditatorial opressivo; guerra
colonial; pobreza; desemprego
2º
1969-1973: controlo da emigração ilegal, por parte
do regime ditatorial (tentativa de desenvolvimento
industrial em Portugal)
3º
1974-1976: crise económica na Europa ocidental,
resultante da subida dos preço do petróleo;
aumento do desemprego, resultante dessa crise;
Revolução de Abril; fim da guerra colonial
4º
1986: entrada de Portugal na CEE; livre circulação
no espaço da EU;
5º
2010-2014: Crise financeira e assistência
internacional, impuseram políticas de austeridade,
elevado desemprego.
4º
5º
Movimentos migratórios
Causas:
- a Revolução de Abril, a independência dos
territórios ultramarinos, até então sob o domínio
português;
- a adesão de Portugal à CEE (Comunidade
Económica Europeia), hoje, UE (União Europeia).
- estabilidade política;
- desenvolvimento económico;
- construção de infraestrutruras.
- crise económica e da falta de emprego que
assolou o país.
- o fim do período de crise económica e financeira
no país e, por outro, as políticas de restrição à
imigração adotadas por muitos países europeus. -
perceção de Portugal como um destino seguro,
com o crescimento de emprego e com as vantagens
fiscais.
Imigração
1º
1º
2º
2º
3º
3º
A partir dos anos 80 do século XX, passamos a assistir à entrada
crescente de Imigrantes.
O saldo migratório
O saldo migratório tem revelado
fortes oscilações ao longo tempo,
alternando períodos de crescimento
migratório positivo e negativo,
resultado da conjuntura
socioeconómica do país em diferentes
momentos.
O saldo migratório
A taxa de crescimento migratório em 2019 revela um forte aumento face a 2018, especificamente visível nas
NUTS II do Alentejo e do Centro. Estas regiões, juntamente com a AML correspondem às áreas do país onde se
verifica o maior contributo da via migratória para o crescimento da população.
Em 2019, todas
as regiões das
NUTS II têm saldo
positivos.
Crescimento efetivo
CE negativo; Crescimento Natural (SN) negativo (baixíssima
natalidade e elevada mortalidade); Saldo migratório
negativo (emigração elevada, baixa imigração)
CE negativo; Crescimento Natural (SN) positivo
(elevadíssima natalidade); Saldo migratório negativo
(emigração elevada, baixa imigração)
Contrastes em 50 anos:
A estrutura etária da população portuguesa
Para se estudar a estrutura etária da
população, ou seja, a distribuição da
população por idades e géneros, recorre-
se a pirâmides etárias. Estes gráficos
organizam a população de um país ou
região por classes etárias, sendo
constituídos por:
Base, representa o
grupo etário dos jovens
(0 aos 14 anos)
Intermédio, representa
o grupo etário dos
adultos (15 aos 64 anos)
Topo, representa o
grupo etário dos idosos
(65 e mais anos)
A estrutura etária da população portuguesa
A pirâmide etária permite constatar a diminuição da população provocada por acontecimentos
históricos, como guerras, epidemias ou movimentos migratórios.
Classe oca: classe etária
menor do que a
anterior e a seguinte.
A estrutura etária da população portuguesa
A estrutura etária da população reflete o comportamento de diferentes variáveis demográficas ao longo
do tempo – natalidade, fecundidade, mortalidade, esperança média de vida, imigração e emigração -, o que
permite compreender a dinâmica evolutiva da população de um país ou região, bem como como traçar
cenários futuros quanto à sua composição por sexos e idades
Conhecer a estrutura
etária da população é,
assim, fundamental
para os governos
tomarem melhores
decisões de
organização territorial
A estrutura etária da população portuguesa
1960:
População
jovem, com
uma base
larga e um
topo muito
estreito
2021: base
mais estreita e
um topo mais
alargado
duplo
envelhecimento
da população,
isto é, o
aumento da
população idosa
e a redução da
população idosa.
Causas: diminuição da fecundidade e do aumento da população idosa, em resultado de uma
esperança média de vida cada vez maior.
A estrutura etária da população portuguesa
O aumento da proporção
de idoso face à dos jovens
traduz-se num
agravamento do índice de
envelhecimento, que tem
crescido progressivamente
desde a segunda metade
do século XX até à
atualidade.
Desde
2001 que o
número de
idosos tem
superado o de
jovens,
atingido em
2019 o valor
máximo de
161 idosos por
cada 100
jovens.
A população ativa
A estrutura da população
ativa é um indicador
fortemente influenciado
por:
- fatores demográficos e
socioeconómicos;
- estrutura etária da
população;
- saldo migratório;
- recessão ou
prosperidade
económica
2018 cerca de
51% da
população
total do país.
A população ativa
População ativa – é o conjunto de indivíduos com idade mínima de 15 anos que constituem mão de obra
disponível para trabalhar. Inclui a população empregada e desempregada. Não são considerados estudantes, as
domésticas, as crianças com menos de 15 anos, os reformados e as pessoas incapacitadas para o trabalho
(população inativa).
Setores de atividade:
- Primário;
- Secundário
- Terciário
- Terciário superior
A população ativa
A partir de 1974 a
população ativa aumentou
(apesar de algumas
oscilações), devido:
- a crescente
participação da mulher
no mercado de
trabalho;
- o retorno de milhares
de portugueses na
década de 70 do século
XX, residentes na
Europa e nas antigas
colónias;
- dinamismo da
imigração.
A população ativa
A população ativa reflete-se na taxa de atividade, que se tem mantido relativamente estável ao longo das
últimas décadas, com as estimativas mais recentes a apontarem para os 59 indivíduos ativos por cada 100
pessoas com 15 anos ou mais anos. Destes, a maior parte são homens, cuja taxa de atividade tem sido sempre
superior às das mulheres, apesar de se verificar uma tendência para a convergência entre ambos os sexos.
Taxa de atividade – define
a relação entre a população
ativa e a população em
idade ativa (com 15 e mais
anos de idade). Exprime-se
pelo número de ativos por
cada 100 pessoas com 15
anos ou mais.
A população ativa
A evolução da população empregada nos diferentes setores de
atividade económica reflete o processo de desenvolvimento do país e as
profundas transformações socioeconómicas que o mesmo implicou.
Setor
terciário,
em 2028,
empregou
68% da
população
ativa
Terciarização
da sociedade
portuguesa
O nível de instrução e de qualificação profissional da
população portuguesa
- a redução da taxa de abandono precoce de educação e
formação para valores mínimos históricos, abaixo do
12%;
- o decréscimo do número de indivíduos detentores dos
níveis de escolaridade mais baixos, 1º e 2º ciclos. Para
esta revolução, contribuíram alguns programas de
educação e formação de adultos;
- o aumento da percentagem de população com o 3º ciclo
do ensino básico e o ensino secundário, em virtude do
maior apoio social à educação por parte do Estado e do
alargamento da escolaridade obrigatória, atualmente de
12 anos;
- o aumento do número de pessoas detentoras de
formação superior, que nos últimos vinte anos mais que
triplicou.
A evolução do nível de escolarização portuguesa nos últimos vinte anos revela melhorias significativas, das quais se
destacam:
O nível de instrução e de
qualificação profissional
da população portuguesa
- a redução da taxa de abandono
precoce de educação e formação
para valores mínimos históricos,
abaixo do 12%;
Os avanços da escolarização e na qualificação profissional dos portugueses observados nos últimos anos, fruto
de um maior investimento no setor, permitiram o acesso a profissões mais qualificadas e mais bem
remuneradas, que se traduziram numa melhoria generalizada do nível de vida da população
Os principais desafios socioecómicos
Nos próximos anos / décadas:
Os principais desafios socioecómicos
Envelhecimento
demográfico
As alterações da estrutura etária da
população portuguesa ao longo das últimas
décadas, em particular devido à baixa
natalidade e ao aumento da esperança
média de vida, têm contribuído não só para
o decréscimo da população como também
para o acentuar da tendência de
envelhecimento demográfico do país.
Em 2018, Portugal revelou-se como o terceiro país com maior
percentagem de idoso da UE, apenas ultrapassado pela Grécia e
Itália.
Os principais desafios socioecómicos
Envelhecimento
demográfico
Década de
60
O índice de
dependência de
jovens superava o
índice de dependência
de idosos
Em 2019
por cada 100 pessoas
em idade ativa existia,
34,2 idosos e 21,2
jovens
Índice de dependência de idosos: Relação entre a população idosa e a
população em idade ativa. Exprime-se pelo número de pessoas com 65
e mais anos por cada 100 pessoas em idade ativa.
Índice de dependência de jovens: Relação entre a população jovem e a
população em idade ativa. Exprime-se pelo número de menores de 15 e
por cada 100 pessoas em idade ativa.
Os principais desafios
socioecómicos
O envelhecimento demográfico, apesar de transversal a
todo o país, apresenta uma maior incidência nas áreas
rurais do Interior Norte e Centro de Portugal, onde há
municípios com mais de 600 idosos por cada 100
jovens.
Os principais desafios socioecómicos
Impactes negativos:
Os principais desafios socioecómicos
Declínio da
fecundidade
A fecundidade tem vindo a desce
em Portugal desde a segunda
metade do século XX e é
transversal a todos os países
desenvolvidos e na UE.
Impactes negativos:
Os principais desafios socioecómicos
Baixo nível
educacional
Em Portugal, apesar dos progressos
alcançados ao nível da educação e
formação, a população continua a
evidenciar um baixo nível educacional,
comparativamente com a maior parte
dos países europeus e da OCDE.
Impactes negativos:
O rejuvenescimento e a valorização da população
Os baixos valores de natalidade que o país
apresenta – entre os mais baixos da UE – estão na
base de problemas como:
- a diminuição da população ativa,
- o envelhecimento demográfico
- o abrandamento da produtividade (falta de
população ativa)
- perda de vitalidade demográfica e económica do
país.
Soluções?
POLÍTICAS NATALISTAS
O rejuvenescimento e a valorização da população
O rejuvenescimento e a valorização da população
O problema da baixa qualificação da mão
de obra portuguesa, com valores abaixo da
média europeia e da OCDE, é o reflexo do
baixo nível de escolaridade em Portugal,
em que um em cada quatro adultos não
conseguiu terminar o ensino obrigatório.
A qualificação da mão de obra
- Impera uma grave desadequação das
competências profissionais de uma
grande parte da população ativa face às
mudanças ocorridas no mercado de
trabalho;
- Baixa produtividade;
Consequências
O rejuvenescimento e a
valorização da população
Os condicionantes da
distribuição da
população
LITORALIZAÇÃO – processo de crescente concentração de pessoas e
atividades económicas ao longo da faixa litoral, conferindo um
maior dinamismo socioeconómico a esta parte do território por
oposição às áreas do interior.
Os condicionantes da
distribuição da
população
BIPOLARIZAÇÃO – maior concentração de pessoas e atividades
económicas em torno de dois grandes polos urbanos, no caso de
Portugal, nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto.
Fatores condicionantes da
distribuição da população

Módulo 4_Portugal-A Populapdffbnucjjfvo

  • 1.
  • 2.
    A importância dos recenseamentos Recenseamentosou censos: Recolha, tratamento e divulgação de informação demográfica (população), económica e social sobre a totalidade da população num determinado momento e numa área definida, normalmente num país.
  • 3.
    INE (Instituto Nacional de Estatística) Recenseamentosou censos: Realizam-se de 10 em 10 anos e nos anos terminados em 0 ou 1 (por exemplo, 2000 ou 2001), de modo a ser possível comparar países e ao longo do tempo.
  • 4.
    A importância dosrecenseamentos A Demografia (ciência) estuda a população a partir dos resultados dos censos, é muito importante para compreender o passado de um país e planear o seu futuro. Os dados recolhidos sobre a população, nos Censos, são fundamentais para o planeamento do setor público (construção de escolas, hospitais, entre outros), do setor privado (construção de empresas, habitações, entre outros), mas também para os cidadãos (universidades, estudantes, professores).
  • 5.
    Indicadores demográficos Os indicadoresdemográficos (dados estatísticos relativos à população) são utilizados para analisar a evolução da população num determinado momento. Por exemplo: § Crescimento natural ou saldo fisiológico ou Taxa de crescimento natural; § Crescimento real ou efetivo ou Taxa de crescimento real ou efetivo; § Taxa de natalidade ou natalidade; § Taxa de mortalidade ou mortalidade; § Taxa de fecundidade ou fecundidade; § Índice sintético de Fecundidade; § Ìndice de renovação de gerações; § Esperança média de vida à nascença; § Taxa de mortalidade infantil.
  • 6.
    Indicador: crescimento natural ou saldo fisiológico/ taxa de crescimento Natural Este indicador é utilizado para nos fornecer informação sobre a variação da população. Isto é, indica-nos se a população cresce, diminui ou estagna. Crescimento Natural ou Saldo Fisiológico CN = N – M CN – Crescimento natural N – Natalidade M - Mortalidade Taxa de Crescimento Natural ou Saldo Fisiológico TCN = TN – TM TCN – Taxa de crescimento natural TBN – Taxa bruta de natalidade TBM – Taxa bruta de mortalidade Podem ocrorrer três situações: Em que situações se ganha, perde ou estagna a evolução da população? No indicador CN utilizam-se valores absolutos, logo o resultado aparece como valor absoluto (13 400 habitantes). No indicador TCN o valor final aparece em percentagem (%) ou em permilagem (‰), logo são valores relativos (13,5%).
  • 7.
    Indicador: Crescimento Efetivoou Taxa de crescimento efetivo CrescimentoNaturalouSaldoFisiológico CN=N–M CN–Crescimentonatural N–Natalidade M-Mortalidade Contudo, para perceber a variação da população de um determinado lugar não depende só do comportamento da natalidade e da mortalidade, é necessário adicionar os indicares: Imigração e Emigração, ou seja, determinar o Saldo Migratório. Saldo Migratório SM = I - E SM – Saldo migratório I – Imigração E - Emigração 1º situação 2º situação 3º situação I > E I < E I = E (+) população (-) população nulo Podem ocrorrer três situações:
  • 8.
    Indicador: Crescimento Efetivoou Taxa de crescimento efetivo Assim: Crescimento Efetivo CE = SN + SM CE – Crescimento Efetivo SN – Saldo Natural SM – Saldo Migratório Taxa de crescimento efetivo TCE = ( SN + SM ) x 1000 Pop. Total TCE – Taxa de crescimento Efetivo SN – Saldo Natural SM – Saldo Migratório
  • 9.
    Evolução da populaçãoportuguesa -início do séc. XX à Atualidade 1º recenseamento Gripe Pneumónica Intensa emigração - Forte vaga emigratória: procura de melhores condições de vida; fuga à Guerra Colonial e ao regime ditatorial de Salazar; - Diminuição do saldo natural devido à diminuição da natalidade. - Regresso de milhares de portugueses emigrantes na Europa e residentes nas antigas colónias após a Revolução de Abri de 1974; - Diminuição da emigração devido ao choque petrolífero de 1973 e restrições à emigração por parte desses países.
  • 10.
    Evolução da populaçãoportuguesa -início do séc. XX à Atualidade 1º recenseamento Estagnação demográfica: - diminuição do saldo natural devido aos valores baixos da natalidade; - Saldo migratório negativo. Decréscimo da população: - saldo natural negativo; - Saldo migratório negativo, com exceção dos anos 2017- 2018, mas que não anulou a tendência de decréscimo demográfico.
  • 11.
    Exercício: Itália Alemanha CroáciaSuécia População absoluta 59 729 081 83 092 962 4 067 208 10 278 887 Natalidade 420 084 778 090 36 135 114 523 Mortalidade 634 417 939 520 51 794 88 766 Imigração 332 778 886 341 37 726 115 805 Emigração 179 505 576 319 40 148 47 718 Indicadores demográficos em 2019 Calcula para cada país: - taxa de crescimento natural; - saldo migratório; - Crescimento natural; - crescimento efetivo
  • 12.
    Portugal na atualidade- Exercício: estudo demográfico Taxa de Natalidade 1º Abre o site PORDATA; 2º População - Nascimentos e Fecundidade – Nados vidos: total e fora do casamento; 3º Dados de natalidade: 1960; 1970; 1981; 1991; 2001; 2011; 2021; 4º Censos – População residente – Por grupo etário: 1960; 1970; 1981; 1991; 2001; 2011; 2021 5º Elaborar os cálculos da taxa de Natalidade para cada ano. 6º Elaborar no exel, um gráfico de linha com as taxas. Taxa de Mortalidade 1º Abre o site PORDATA; 2º População – Esperança de Vida e Mortes – Óbitos: Total e no primero ano de vida; 3º Dados de óbitos: 1960; 1970; 1981; 1991; 2001; 2011; 2021; 4º Censos – População residente – Por grupo etário: 1960; 1970; 1981; 1991; 2001; 2011; 2021 5º Elaborar os cálculos da taxa de Natalidade para cada ano. 6º Elaborar no exel, um gráfico de linha com as taxas. Determinar a Taxa de Crescimento Natural
  • 13.
    A natalidade ea fecundidade em Portugal A tendência geral para o decréscimo da taxa bruta de natalidade começou a desenhar-se na segunda metade do século XX, diminuindo de 24,1‰ em 1960 para 8,4‰ em 2019. Evolução da TBN entre 1960 e 2020
  • 14.
    A natalidade ea fecundidade em Portugal A tendência geral continua a ser de decréscimo. Evolução da TFG entre 1960 e 2020 Índice sintético de fecundidade: 1960 – 3,2 filhos 2019 – 1,4 filhos
  • 15.
  • 16.
    Contrastes espaciais nadistribuição da natalidade As assimetrias regionais na distribuição espacial dos nascimentos têm acentuado a tendência de litoralização do país. Apenas 64 municípios registam uma taxa bruta de natalidade superior à média nacional (8,5‰), localizados, na sua grande maioria, nas áreas predominantemente urbanas, especialmente da Área Metropolitana de Lisboa, do Algarve e da RAA. Litoralização: designa o processo de concentração do povoamento e das principais atividades económicas nas regiões litorais de um país. Os valores mais baixos ocorrem principalmente nas regiões do Interior Norte e Centro, onde há concelhos que não ultrapassam os cinco nascimentos por cada mil habitantes Motivos: envelhecimento da população no interior; saída dos jovens em idade fértil para as regiões urbanas ou para o estrangeiro.
  • 17.
    A mortalidade A diminuiçãoda taxa bruta de mortalidade é uma tendência que se verifica já desde o início do século XX e que se prolongou até aos anos 90, altura em que se assiste a um ligeiro aumento deste indicador. Este acréscimo da mortalidade tem-se repetido nos últimos anos, com valores idênticos aos registados nas décadas de 60 e 70 do século passado, na ordem de 11 óbitos por cada mil habitantes, o que se deve, essencialmente ao forte envelhecimento da população portuguesa, já que a maioria dos óbitos ocorre em idades avançadas.
  • 18.
  • 19.
    Contrastes espaciais nadistribuição da mortalidade Na segunda metade do século XX a distribuição espacial da mortalidade reforçava as assimetrias existentes entre o litoral e o interior. 1960 – o interior centro e norte e o litoral norte com valores de óbitos acima dos 11,7 por mil habitantes; 2019 – todo o território, excepto as AML e AMP, com valores semelhantes a 1960. Motivos: 1960 – reflexo dos contrastes socioeconómicos e demográficos entre o litoral e o interior. 2019 – AML e AMP reúnem a população mais jovem do país, melhores condições socioeconómicas e oferecem, em quantidades, qualidade e diversidade, um melhor acesso a serviços de saúde.
  • 20.
    A mortalidade infantil Amortalidade infantil é um importante indicador de desenvolvimento, uma vez que permite aferir sobre as características socioeconómicas de um país, as quais se veem refletidas na saúde das mães, dos recém-nascidos e na eficácia dos sistemas de saúde. 1961 – 88,8‰, isto é 88,8 óbitos por cada 1000 nados-vivos; 2019 – 2,8‰
  • 21.
  • 22.
    Contrastes espaciais nadistribuição da mortalidade infantil Se na década de 60 a maior parte dos municípios do país registava uma taxa de mortalidade infantil elevada, muitos dos quais com mais de 100‰, especialmente no interior do país, atualmente o cenário alterou-se profundamente. A maior parte dos concelhos apresenta taxas inferiores a 1‰, sendo raros os concelhos que superam os 7 óbitos de crianças com menos de uma ano por cada mil nascimentos.
  • 23.
    O saldo natural Aevolução do saldo natural da população portuguesa revela, a partir da década de 60 do século XX, uma clara tendência de decréscimo, reflexo de valores muito baixos da natalidade e do aumento da mortalidade resultantes do envelhecimento da população. Saldo natural negativo, uma vez que os óbitos são superiores aos nascimentos
  • 24.
    O saldo natural SóAML apresenta apresenta uma taxa de crescimento natural positiva, uma vez que é a região do país com a taxa bruta de natalidade mais alta e a maior proporção de jovens.
  • 25.
    Movimentos migratórios A evoluçãoda população de um determinado território não resulta apenas do comportamento das variáveis da natalidade e mortalidade, mas também dos movimentos migratórios – imigração e emigração. Emigração 1º 2º 3º Momento Razões: 1º 1964-1968: Regime ditatorial opressivo; guerra colonial; pobreza; desemprego 2º 1969-1973: controlo da emigração ilegal, por parte do regime ditatorial (tentativa de desenvolvimento industrial em Portugal) 3º 1974-1976: crise económica na Europa ocidental, resultante da subida dos preço do petróleo; aumento do desemprego, resultante dessa crise; Revolução de Abril; fim da guerra colonial 4º 1986: entrada de Portugal na CEE; livre circulação no espaço da EU; 5º 2010-2014: Crise financeira e assistência internacional, impuseram políticas de austeridade, elevado desemprego. 4º 5º
  • 26.
    Movimentos migratórios Causas: - aRevolução de Abril, a independência dos territórios ultramarinos, até então sob o domínio português; - a adesão de Portugal à CEE (Comunidade Económica Europeia), hoje, UE (União Europeia). - estabilidade política; - desenvolvimento económico; - construção de infraestrutruras. - crise económica e da falta de emprego que assolou o país. - o fim do período de crise económica e financeira no país e, por outro, as políticas de restrição à imigração adotadas por muitos países europeus. - perceção de Portugal como um destino seguro, com o crescimento de emprego e com as vantagens fiscais. Imigração 1º 1º 2º 2º 3º 3º A partir dos anos 80 do século XX, passamos a assistir à entrada crescente de Imigrantes.
  • 27.
    O saldo migratório Osaldo migratório tem revelado fortes oscilações ao longo tempo, alternando períodos de crescimento migratório positivo e negativo, resultado da conjuntura socioeconómica do país em diferentes momentos.
  • 28.
    O saldo migratório Ataxa de crescimento migratório em 2019 revela um forte aumento face a 2018, especificamente visível nas NUTS II do Alentejo e do Centro. Estas regiões, juntamente com a AML correspondem às áreas do país onde se verifica o maior contributo da via migratória para o crescimento da população. Em 2019, todas as regiões das NUTS II têm saldo positivos.
  • 29.
    Crescimento efetivo CE negativo;Crescimento Natural (SN) negativo (baixíssima natalidade e elevada mortalidade); Saldo migratório negativo (emigração elevada, baixa imigração) CE negativo; Crescimento Natural (SN) positivo (elevadíssima natalidade); Saldo migratório negativo (emigração elevada, baixa imigração) Contrastes em 50 anos:
  • 30.
    A estrutura etáriada população portuguesa Para se estudar a estrutura etária da população, ou seja, a distribuição da população por idades e géneros, recorre- se a pirâmides etárias. Estes gráficos organizam a população de um país ou região por classes etárias, sendo constituídos por: Base, representa o grupo etário dos jovens (0 aos 14 anos) Intermédio, representa o grupo etário dos adultos (15 aos 64 anos) Topo, representa o grupo etário dos idosos (65 e mais anos)
  • 31.
    A estrutura etáriada população portuguesa A pirâmide etária permite constatar a diminuição da população provocada por acontecimentos históricos, como guerras, epidemias ou movimentos migratórios. Classe oca: classe etária menor do que a anterior e a seguinte.
  • 32.
    A estrutura etáriada população portuguesa A estrutura etária da população reflete o comportamento de diferentes variáveis demográficas ao longo do tempo – natalidade, fecundidade, mortalidade, esperança média de vida, imigração e emigração -, o que permite compreender a dinâmica evolutiva da população de um país ou região, bem como como traçar cenários futuros quanto à sua composição por sexos e idades Conhecer a estrutura etária da população é, assim, fundamental para os governos tomarem melhores decisões de organização territorial
  • 33.
    A estrutura etáriada população portuguesa 1960: População jovem, com uma base larga e um topo muito estreito 2021: base mais estreita e um topo mais alargado duplo envelhecimento da população, isto é, o aumento da população idosa e a redução da população idosa. Causas: diminuição da fecundidade e do aumento da população idosa, em resultado de uma esperança média de vida cada vez maior.
  • 34.
    A estrutura etáriada população portuguesa O aumento da proporção de idoso face à dos jovens traduz-se num agravamento do índice de envelhecimento, que tem crescido progressivamente desde a segunda metade do século XX até à atualidade. Desde 2001 que o número de idosos tem superado o de jovens, atingido em 2019 o valor máximo de 161 idosos por cada 100 jovens.
  • 35.
    A população ativa Aestrutura da população ativa é um indicador fortemente influenciado por: - fatores demográficos e socioeconómicos; - estrutura etária da população; - saldo migratório; - recessão ou prosperidade económica 2018 cerca de 51% da população total do país.
  • 36.
    A população ativa Populaçãoativa – é o conjunto de indivíduos com idade mínima de 15 anos que constituem mão de obra disponível para trabalhar. Inclui a população empregada e desempregada. Não são considerados estudantes, as domésticas, as crianças com menos de 15 anos, os reformados e as pessoas incapacitadas para o trabalho (população inativa). Setores de atividade: - Primário; - Secundário - Terciário - Terciário superior
  • 37.
    A população ativa Apartir de 1974 a população ativa aumentou (apesar de algumas oscilações), devido: - a crescente participação da mulher no mercado de trabalho; - o retorno de milhares de portugueses na década de 70 do século XX, residentes na Europa e nas antigas colónias; - dinamismo da imigração.
  • 38.
    A população ativa Apopulação ativa reflete-se na taxa de atividade, que se tem mantido relativamente estável ao longo das últimas décadas, com as estimativas mais recentes a apontarem para os 59 indivíduos ativos por cada 100 pessoas com 15 anos ou mais anos. Destes, a maior parte são homens, cuja taxa de atividade tem sido sempre superior às das mulheres, apesar de se verificar uma tendência para a convergência entre ambos os sexos. Taxa de atividade – define a relação entre a população ativa e a população em idade ativa (com 15 e mais anos de idade). Exprime-se pelo número de ativos por cada 100 pessoas com 15 anos ou mais.
  • 39.
    A população ativa Aevolução da população empregada nos diferentes setores de atividade económica reflete o processo de desenvolvimento do país e as profundas transformações socioeconómicas que o mesmo implicou. Setor terciário, em 2028, empregou 68% da população ativa Terciarização da sociedade portuguesa
  • 40.
    O nível deinstrução e de qualificação profissional da população portuguesa - a redução da taxa de abandono precoce de educação e formação para valores mínimos históricos, abaixo do 12%; - o decréscimo do número de indivíduos detentores dos níveis de escolaridade mais baixos, 1º e 2º ciclos. Para esta revolução, contribuíram alguns programas de educação e formação de adultos; - o aumento da percentagem de população com o 3º ciclo do ensino básico e o ensino secundário, em virtude do maior apoio social à educação por parte do Estado e do alargamento da escolaridade obrigatória, atualmente de 12 anos; - o aumento do número de pessoas detentoras de formação superior, que nos últimos vinte anos mais que triplicou. A evolução do nível de escolarização portuguesa nos últimos vinte anos revela melhorias significativas, das quais se destacam:
  • 41.
    O nível deinstrução e de qualificação profissional da população portuguesa - a redução da taxa de abandono precoce de educação e formação para valores mínimos históricos, abaixo do 12%; Os avanços da escolarização e na qualificação profissional dos portugueses observados nos últimos anos, fruto de um maior investimento no setor, permitiram o acesso a profissões mais qualificadas e mais bem remuneradas, que se traduziram numa melhoria generalizada do nível de vida da população
  • 42.
    Os principais desafiossocioecómicos Nos próximos anos / décadas:
  • 43.
    Os principais desafiossocioecómicos Envelhecimento demográfico As alterações da estrutura etária da população portuguesa ao longo das últimas décadas, em particular devido à baixa natalidade e ao aumento da esperança média de vida, têm contribuído não só para o decréscimo da população como também para o acentuar da tendência de envelhecimento demográfico do país. Em 2018, Portugal revelou-se como o terceiro país com maior percentagem de idoso da UE, apenas ultrapassado pela Grécia e Itália.
  • 44.
    Os principais desafiossocioecómicos Envelhecimento demográfico Década de 60 O índice de dependência de jovens superava o índice de dependência de idosos Em 2019 por cada 100 pessoas em idade ativa existia, 34,2 idosos e 21,2 jovens Índice de dependência de idosos: Relação entre a população idosa e a população em idade ativa. Exprime-se pelo número de pessoas com 65 e mais anos por cada 100 pessoas em idade ativa. Índice de dependência de jovens: Relação entre a população jovem e a população em idade ativa. Exprime-se pelo número de menores de 15 e por cada 100 pessoas em idade ativa.
  • 45.
    Os principais desafios socioecómicos Oenvelhecimento demográfico, apesar de transversal a todo o país, apresenta uma maior incidência nas áreas rurais do Interior Norte e Centro de Portugal, onde há municípios com mais de 600 idosos por cada 100 jovens.
  • 46.
    Os principais desafiossocioecómicos Impactes negativos:
  • 47.
    Os principais desafiossocioecómicos Declínio da fecundidade A fecundidade tem vindo a desce em Portugal desde a segunda metade do século XX e é transversal a todos os países desenvolvidos e na UE. Impactes negativos:
  • 48.
    Os principais desafiossocioecómicos Baixo nível educacional Em Portugal, apesar dos progressos alcançados ao nível da educação e formação, a população continua a evidenciar um baixo nível educacional, comparativamente com a maior parte dos países europeus e da OCDE. Impactes negativos:
  • 49.
    O rejuvenescimento ea valorização da população Os baixos valores de natalidade que o país apresenta – entre os mais baixos da UE – estão na base de problemas como: - a diminuição da população ativa, - o envelhecimento demográfico - o abrandamento da produtividade (falta de população ativa) - perda de vitalidade demográfica e económica do país. Soluções? POLÍTICAS NATALISTAS
  • 50.
    O rejuvenescimento ea valorização da população
  • 51.
    O rejuvenescimento ea valorização da população O problema da baixa qualificação da mão de obra portuguesa, com valores abaixo da média europeia e da OCDE, é o reflexo do baixo nível de escolaridade em Portugal, em que um em cada quatro adultos não conseguiu terminar o ensino obrigatório. A qualificação da mão de obra - Impera uma grave desadequação das competências profissionais de uma grande parte da população ativa face às mudanças ocorridas no mercado de trabalho; - Baixa produtividade; Consequências
  • 52.
    O rejuvenescimento ea valorização da população
  • 53.
    Os condicionantes da distribuiçãoda população LITORALIZAÇÃO – processo de crescente concentração de pessoas e atividades económicas ao longo da faixa litoral, conferindo um maior dinamismo socioeconómico a esta parte do território por oposição às áreas do interior.
  • 54.
    Os condicionantes da distribuiçãoda população BIPOLARIZAÇÃO – maior concentração de pessoas e atividades económicas em torno de dois grandes polos urbanos, no caso de Portugal, nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto.
  • 55.