O documento discute os tipos e usos de resíduos agroindustriais. Apresenta os principais tipos de resíduos vegetais e animais e como eles podem ser convertidos em subprodutos para alimentação humana e animal, agricultura, medicina e outros fins. Também aborda a bioutilização dos resíduos e a importância da valorização integral da biomassa.
Introdução
• Resíduos dealimentos e sua industrialização
• Subprodutos de resíduos de alimentos
• Tipos de resíduos de alimentos
• Fontes e utilização de alimentos
• Bioutilizaçao dos resíduos
• Tratamentos de resíduos não renováveis
3.
Resíduos
• Na industriade alimentos são conhecidos como ‘resíduos’,
parte da matéria-prima não utilizadas no processamento do
produto principal.
• Matéria-prima mão aproveitada para a elaboração do produto
alimentício e como subproduto.
4.
Classes de subprodutos
•Tradicionais – elaborados no material sobrante
do produto principal:
leite (manteiga, queijo, etc..);
carnes (embutidos, defumados, etc..)
• Esporádicos – poderão sofrer ou não
transformações.
5.
Aplicação de subprodutosde
resíduos de alimentos
• Na alimentação humana
• Na alimentação animal
• Na agricultura
• Na medicina
• Diferentes fins
6.
Alimentação humana
• Álcool;bebidas fermentadas não alcoólicas; caldas e xaropes;
complexos protéicos; farinhas; geléias; gelatina; gorduras
hidrogenadas; margarina; óleos comestíveis; óleos essenciais;
patês; adstringentes; coalho; enzimas proteolíticas; pectina;
pigmentos; vinagre; etc.
7.
Alimentação animal
• Farelinhoe remoído
• Farinhas de ossos; marisco, peixe, ostra
• Gorduras não comestíveis pelo homem
• Melaço de cana
• Soro de leite
• Suplemento cálcico e protéico
• Tortas oleaginosas e de frutas
8.
Agricultura
• Águas residuaisde digestores
• Resíduos de casca de ovo
• Resíduos de cinzas de ossos
• Resíduos empregados na alimentação
• Resíduos de matadouros
• Resíduos orgânicos
• Bagaços esgotados de cana
• Tortas em bruto de sementes e de frutas
9.
Medicina
• Ácido nucléico
•Adstringentes
• Albuminas e peptonas
• Cafeína
• Colecistocinina
• Complexo protéico (plasma sanguínea)
• Complexo B
• Diurético
• Enzimas proteolíticas
• Extrato de órgãos
• Hesperidina
• Sais biliares
• Terebintina
• Vermífugo
• Vitaminas A e D
10.
Diferentes fins
• Amuleto
•Botões
• Pentes
• Tapetes
• Calçados
• Cintos
• Tapetes
• Cola e material plástico
• Colchões e travesseiros
• Escovas
• Graxa
• Velas
11.
Medicina
• NA industriafarmacêutica, numerosas
substâncias químicas são retiradas de vegetais,
animais e convertidas em subprodutos de
emprego terapêutico.
• Além de uso via bucal, inúmeros subprodutos
com objetivo medicinal, tem uso tópico;
manteiga para queimaduras leves e reabsorção
de hematomas; toucinho para feridas causadas
por moscas varejeiras.
12.
Medicina
• De origemvegetal
• Cafeína ( envoltório e cascas de sementes de café)
• Complexo B – capa de aleurona de certos cereais
• Hesperidina – cascas de cítrico
• Terebentina – cascas de manga
• Ergotina – esporão de centeio
13.
Medicina
• Estigma demilho – diurético
• Mesocarpo e casca de romã – adstringente
• Sementes de abóbora – vermífugo
• Bagaço de cítricos ou vegetais ricos em celulose –
anticonstipantes
• Casca de limão, laranja – antitérmicos e antigripais
14.
Medicina
• Da carne
•De aparas de carnes e resíduos protéicos – isolam-se albuminas,
peptonas, concentrados protéicos.
• Carne de peixe – extraída a estreptogenina (regulador protéico);
vigneron (fator de crescimento)
• Músculos de animais – ATP (adenosina trifosfato) – pesquisas sob
ação muscular e estudo na área molecular
15.
Medicina
• De ossose cartilagens
• Tíbias de bovinos – farinha de osso purificada – alto teor cálcio-
fosforo, em alimentos infantis
• Ossos de vitela - elementos de reparação plástica, substitutos de
tecidos, reconstituição óssea
• Cartilagens – implantadas em lugar de ossos faciais
16.
Medicina
• De órgãos
•Estomago – renina, pepsina(alimento infantil) e mucina(ulceras)
• Intestinos – duodeno – vitaminas B12 (anemia); - segmento
ceco-pilórico – proteases, tripsina.
• Fígado – glândula hepática se extrai medicamento para
transtornos hematopoiéticos (anemia)
• Vesícula biliar – extraída a colecistoina
• Pâncreas – tripsina (transtornos digestivos, lesões necróticas,
ulceras), quimotripsina (digere tecidos necrosados) e amilase,
insulina (controle da glicemia)
• Coração – antígenos (tratamentos de sífilis) – coração do atum e
peixe espada
• Pulmões – heparina isolada do pulmão e do fígado –
enfermidades cardiovasculares
• Medula espinhas – hormônios sexuais, colesterol
17.
Medicina
• De origemanimal – Do sangue
• Isolados aminoácidos, como caseína – períodos pós-operatório
• Plasma sanguínea dessecado – dietoterápica, complemento
protéico
• Albumina purificada – diversas aplicações (alimento, meios de
cultura de tecidos, determinar fator Rh, estabilizador de
vacinas, culturas microbianas, etc..)
• Fibrinogênio e gamaglobulinas – pesquisas
• Albumina cristalizada de boi – proteína padrão em pesquisas
• Potrombina – produzida a cortisona e outros esteróides
• Plasma de peixe - Esteróides como a cortisona principalmente
Salmão
18.
Tipos de resíduosde alimentos
• Resíduos ‘in natura’Resíduos ‘in natura’
Aqueles que permanecem em seu estado natural e que assim
são utilizados, em sua totalidade ou parcialmente.
Ex.: frutas refugadas, determinadas folhas, pendões de cana e
outros
19.
Tipos de resíduosde alimentos
• Resíduos resultantes do beneficiamento deResíduos resultantes do beneficiamento de
alimentosalimentos
Os resultantes do beneficiamento de alimentos,
surgem durante o preparo destes, para a sua
conversão em produtos alimentícios. Pertencem
a este tipo, os resíduos que não se integram aos
produtos como seus componentes e que por
esse motivo necessitam serem deles excluídos.
Ex.: aparas de vegetais; certas sementes; cascas
e centros de frutas; palhas e sabugos de milho.
20.
Tipos de resíduosde alimentos
• Resíduos eliminados durante o processamentoResíduos eliminados durante o processamento
de alimentosde alimentos
Este tipo de resíduo é eliminado dos alimentos
durante o seu processamento e, por estratégias
tecnológicas se tornam subprodutos.
Ex.: melaço, tortas (originadas das sementes de
frutas e leguminosas), bagaços ( da extração
para obtenção de sucos), farelos e germens (da
moagem de cereais e de leguminosas), etc..
21.
Tipos de resíduosde alimentos
• Resíduos de alimentos já processadosResíduos de alimentos já processados
Esses resíduos tem características próprias de serem parte do
produto terminado, isto é, são resíduos já prontos.
Ex.: resíduos de subprodutos impróprios ao comércio ou ao
consumo humano destinado a outros fins.
22.
Resíduos vegetais
• ‘‘Innatura’In natura’
Vegetais refugados – em entrepostos, mercados e centros de
produção (colheitas excessivas ou encalhadas)
• Convertidas em subprodutos
Ex.: Frutas refugadas – na industria de enlatados, na produção
de sucos, de vinagre e aguardente, de doces secos e
cristalizados
23.
Resíduos vegetais
• Laranjasdestinadas a exportação e separadas nas ‘packing
houses’, por irregularidades de forma, tamanho, aspecto –
indústria de sucos, vinagre, xaropes e outras.
• Limões não deteriorados, porém refugados – elaboração de
sucos
• Outras frutas – ameixas, maças, figos, etc....
Subprodutos de cascase
centros de frutas
• Abacaxi – bebidas fermentadas – álcool – vinagre – calda pata
compota de abacaxi
• Maçã – geléias – vinagre
• Pêra – Caldas para adicionar em conservas de pêra e consumo de
mesa
• Amêndoas – álcool neutro para fortificar bebidas
26.
Sementes e caroçosde
frutas
• Principal subproduto – óleo
Sementes de uvas – procedentes da fabricação de vinhos ou
de passas
Damasco, de cerejas, de ameixas,pêssegos – óleo comestível
27.
Resíduos animais
• Surgidosdurante o preparo, para as diferentes qualidades de
consumo:
durante o beneficiamento de leite
da carne de animas abatidos
• Cartilagens
• Ossos e tendões
28.
Resíduos animais
• Omaior contingente de resíduos de alimentos
animais é justamente formado pelos que
decorrem dos processos de beneficiamento.
• Nos animais de corte, sua carne e órgãos são
separados de imediato para consumo humano;
outras partes, surgidas do beneficiamento, são
usadas para ração animal e para outros
empregos.
29.
Farinhas empregadas naalimentação de
aves e de porcinos, excelentes fontes de
nutrientes protéicos e minerais
• Farinhas de ossos
• Farinha de sangue
• Farinha de carne
• Farinha de carne e ossos
• Farinha de penas
• Farinha de aves
• Farinhas de animais mamíferos
• Farinha de peixe
30.
Agricultura
• Impróprios paraalimentação e para aproveitamento em
outros setores, só servindo para fabricação de adubos.
31.
VALORIZAÇÃO INTEGRAL DA
BIOMASSA
•O conceito do uso de fontes renováveis está implicitamente
conectado com a idéia de Valorização Integral, destacando a
importância do uso completo do produto entregue pela
natureza (agricultura)
40.
Principais resíduos usadoscomo
fertilizantes (direta ou indiretamente):
• De origem vegetalDe origem vegetal
Adubo vegetal
Cascas de frutas
Farelinho
Tortas de sementes e frutas oleaginosas
Bagaço esgotado de cana
Resíduos vegetais secos ou submetidos as fermentações
41.
Principais resíduos usadoscomo
fertilizantes (direta ou indiretamente):
• De origem animal
• Sangue de matadouros
• Pescado deteriorado
• Farinha de osso
• Cinzas de ossos
• Cascas de ovos
• Estrumes animal de curral e de matadouros
42.
Outras finalidades
• Cascasde nozes – combustível, pós de uso industrial,
fabricação de plástico, espessante, de capa de
revestimento de parede, inseticidas
• Sementes de uvas – industriais de sabões, tintas
• Cascas e centros de uvas – tanino
• Pedúnculo de uva – tartarato de potássio (cremor
tártaro)
• Semente e cascas de tomates – purê, extração de óleos
• Caroços de frutas – carvão, óleos fixos (amigdalina,
glicose e ácido cianídrico), graxa e sabão.
• Óleo de amêndoas amargo, agente farmacêutico, doces
e bolos
43.
UTILIZAÇÃO DE RESÍDUOSAGRO-INDUSTRIAIS EM
PROCESSOS BIOTECNOLÓGICOS COMO PERSPECTIVA
DE REDUÇÃO DO IMPACTO AMBIENTAL
• A crescente preocupação com o meio ambiente vem
mobilizando vários segmentos do mercado. Inúmeros órgãos
governamentais e indústrias estão se preparando para aplicar
uma política ambiental que diminua os impactos negativos à
natureza.
44.
• Resíduos sólidosdiferenciam-se do termo lixo
porque, enquanto este último não possui
nenhum tipo de valor, já que é aquilo que
deve apenas ser descartado, aqueles
possuem valor econômico agregado, por
possibilitarem reaproveitamento no próprio
processo produtivo.
• Além de criar potenciais problemas
ambientais, os resíduos representam perdas
de matérias-primas e energia, exigindo
investimentos significativos em tratamentos
para controlar a poluição.
45.
Implementação de transformaçãode
resíduos de industrias de vegetais:
• transformação de resíduos em ingredientes para a indústria
de sucos e panificação;
• bioconversão destes resíduos por fermentação em estado
sólido, sendo que, neste caso, os resíduos foram usados como
substratos para a produção de aroma de frutas;
• uso dos resíduos como bioadsorvente em tratamento de
resíduos.
46.
Bioutilização de resíduos
•Fermentação da palha de trigo pelo Chaetomium
cellulolyticum - incremento no teor protéico e produção de
biomassa
• Biorreator para ser utilizado no enriquecimento protéico da
polpa de beterraba pelo Trichoderma viride.
• Produção de ração animal pela fermentação de sagu pelo
Rhizopus oligosporus
47.
Bioutilização de resíduos
•Sargantanisis et al. (1993) - produção de Rhizopus
oligosporus em farinha de milho obtiveram
rendimento de 0,6g biomassa.g-1 de produto seco.
• Yang et al. (1993) - enriquecimento protéico de
resíduos de batata doce através de vários
microrganismos, teor de umidade do substrato em
torno de 70%,os microrganismos que
apresentaram melhor desempenho Saccharomyces
e o Rhizopus. Os incrementos em teor protéico
obtidos foram de 3,2 para 8,4 e 18,5%,
respectivamente.
48.
Bioutilização de resíduos
•Zvauya e Muzondo (1994) - enriquecimento
protéico da farinha de mandioca através de
algumas variedades de Aspergillus. Teores de
umidade acima de 55,0% e concentração de
inoculo acima de 107 esporos.g-1.
• Joshi e Sandhu (1996) - ração animal através da
fermentação da polpa de maçã residual de
indústria de suco por Saccharomyces cerevisiae,
Candida utilis e Torula utilis. Incremento no teor
protéico de 5,80% para 16,80; 18,50 e 15,57%
para cada microrganismo utilizado,
respectivamente.
49.
Bioutilização de resíduos
•Pelizer (1997) - resíduos da indústria de beneficiamento do
arroz para a produção de bioinseticida a base de Bacillus
thuringiensis.
No processamento de arroz, desde a colheita até o
beneficiamento, podem-se destacar os seguintes
subprodutos e resíduos: palha de arroz, soca ou soqueira,
casca, farelo e quirela (ou quirera), que podem ser
considerados resíduos com grande potencial de utilização
como substratos.
A bioutilização dos rejeitos industriais para a produção de
bioinseticidas pode ser considerada muito importante, pois
ao mesmo tempo em que significa uma solução para as
indústrias, este produto não causa danos ao meio ambiente
e pode ser utilizado na agricultura que fornece matérias-
primas para produção das mesmas.
50.
Bioutilização de resíduos
•Bravo et al. (2000) - produção de poligalacturonase (enzima
amplamente usada na indústria de alimentos, tais como as de
sucos de frutas, vinhos, cacau e café) utilizando-se o caldo de
cana (resíduos da indústria de sucro-alcoleira).
• Coelho et al. (2001) - resíduos da indústria de coco verde para
a produção de enzimas.
51.
Bioutilização de bagaçode cana-de-açúcar
• Diferentes sistemas de fermentação em estado sólido –
suporte inerte para produção de penicilina utilizando o
Penicillium chrysogenum.
• Produção de biomassa protéica de Trichoderma reesei e
Rhizopus (cultura mista) em fermentação submersa.
• Produção de alcalóides pela Claviceps purpurea por
fermentação em estado sólido.
• Produção de mais de 2 milhões de toneladas de bagaço de
cana-de-açúcar como resíduo agro-industrial. Esse material
enriquecido com proteína microbiana através da fermentação
em estado sólido pode ser utilizado como ração animal.
• Produção de proteína,para utilização em ração animal, através
do Chaetomium cellulolyticum. Conteúdo de proteína inicial do
bagaço era 2% e no produto final de 8,65% mínimo exigido
para ração de ruminantes (7%).
52.
SILAGENS ALTERNATIVAS DE
RESÍDUOSAGRO-INDUSTRIAIS
• A ensilagem, como técnica de conservação de
forragens, tem sido largamente utilizada em
propriedades rurais como estratégia de reserva
forrageira para períodos críticos ou mesmo para
uso contínuo na alimentação animal.
• O uso de silagem ou mesmo de feno, contribui
significativamente no custo de produção do leite
e da carne, com conseqüente redução na
margem de lucro.
53.
• O usode resíduos agro-industriais como bagaço
de laranja e rama de mandioca tem apresentado
alto potencial para uso na alimentação de
ruminantes.
• Pelo alto custo de implantação de lavouras
anuais como milho e sorgo e de outras culturas
de alto valor forrageiro (milheto, aveia, azevém,
alfafa, ...), normalmente utilizadas na produção
de silagem.
54.
Industria de Sucos
•A indústria de suco de laranja produz como subproduto o
bagaço de laranja ou polpa de laranja que compreende
aproximadamente 50% do total da fruta. É obtida após
duas prensagens que restringe a umidade a 65 – 75%;
sendo depois submetida à secagem, da qual resulta até
90% de matéria seca, para então, ser peletizada e
comercializada.
• Para o desprendimento da água e atenuar a natureza
hidrofílica da pectina, principal carboidrato presente na
polpa, adiciona-se hidróxido de cálcio ou óxido de cálcio
antes das prensagens.
• A prática de desidratar o bagaço de laranja é comum, mas
devido ao alto custo de energia, muitas vezes esta
tecnologia se torna antieconômica.
55.
Bagaço da laranja
•O bagaço de laranja tem algumas características
que contribuem para que seja armazenado na
forma de silagem, todavia, existem controvérsias
quanto à ensilagem de alimentos com alto
conteúdo de umidade.
• Estima-se que, nos Estados Unidos, 90% da
polpa cítrica utilizada são consumidos por vacas
em lactação, categoria esta para a qual a polpa
mostrou-se um alimento de alto valor,
principalmente quando a quantidade de
forragem disponível é pequena.
56.
Ensilagem e usode aditivos
• A ensilagem é outro método de conservação que vem sendo usado, porém,
devido às perdas faz-se necessário rever esta tecnologia de conservação, em
bases econômicas.
• O uso de diferentes aditivos na ensilagem do subproduto da indústria de
suco de laranja, pode melhorar significativamente a qualidade do ensilado,
merecendo ser estudado, principalmente, devido a importância econômica
regional.
• A conservação de uma forrageira como silagem depende da fermentação
natural dos açúcares a ácidos, sob condições anaeróbias, principalmente
láctico e acético, por bactérias ácido lácticas, o que torna o processo de
fermentação grandemente sujeito a variações.
• As alterações bioquímicas que ocorre durante o processo de ensilagem,
apontando as atividades enzimáticas das plantas, das bactérias produtoras
de ácido láctico, clostrídios, enterobactérias e leveduras como principais
responsáveis.
57.
Procedimentos
• Para aumentaro teor de matéria seca do bagaço de laranja,
adicionar 20% de palha de trigo picada em partículas igual ou
inferior a 2,5 cm, proporcionando uma relação, com base na MS, de
80/20.
• A dinâmica da fermentação do bagaço de laranja durante a
ensilagem, apresenta um número de leveduras menor que o
número de bactérias lácticas, elas não se extinguiram através do
período de ensilagem, devido à presença de açúcares fermentáveis
disponíveis, suficientes para manter o metabolismo, atribuindo as
perdas a estas populações.
• Um modo promissor para melhorar o processo de fermentação do
bagaço de laranja seria inibir a população de leveduras.
• A população de leveduras que utilizam lactato é um dos fatores
determinantes se uma silagem deteriorará ou não à exposição ao ar.
58.
Procedimentos
• A inoculaçãopor bactérias lácticas é importante pois o
ácido resultante atua como inibidor das leveduras,
devido a rápida fermentação ácida produzida contribui
para a redução da atividade de levedura durante o uso
da silagem.
• O bagaço de laranja in natura pode ser eficientemente
conservado sob a forma de silagem sem o uso de
aditivos.
• A aplicação de aditivos, ácidos ou enzimático
microbiano, não melhoraram os parâmetros de
fermentação das silagens ao ponto de recomendá-los
para a confecção de silagem de bagaço.
59.
Uso de aditivos
•O objetivo original do uso de aditivos é garantir que as bactérias
ácido lácticas dominassem a fermentação resultando em uma
silagem bem conservada.
• A esse respeito, o melaço, que foi disponível comercialmente,
forneceu uma fonte de baixo custo de carboidratos fermentáveis e
foi grandemente usado por fazendeiros durante o início do século.
• Em 1933, Virtanen, trabalhando na Finlândia, adotou uma maneira
diferente e recomendou a rápida acidificação da forragem com
ácidos minerais para chegar a um pH por volta de 3,5 que foi
originalmente a idéia que inibiria a atividade microbiana e das
enzimas da planta.
• Em 1945 recebeu o Prêmio Nobel pelo seu esforço. A silagem feita
com adição de ácido mineral é chamada de silagem AIV ou processo
AIV
60.
Composição quimica
• Aconservação do bagaço de laranja, ensilado por 92 dias, em
experimentos laboratoriais, utilizando dois tratamentos, o primeiro
com drenagem do efluente e o outro sem drenagem, foi
quantificada as perdas por liberação de gases.
• Em silagens de bagaço de laranja, armazenados por 142 dias, em
que o efluente foi permitido escorrer, e naquele em que o efluente
foi mantido dentro do silo, não foram encontradas diferenças nos
componentes químicos e microbiológicos (ASHBELL e LISKER,
1987).
• O bagaço de laranja geralmente contém entre 12 e 21% de matéria
seca e durante o processo de fermentação mais de 22% do peso do
bagaço fresco pode ser perdido pela lixiviação
• As perdas causadas por microrganismos aeróbios se restringe à
camada superior da silagem de bagaço de laranja, e a presença
desses microrganismos não explica todas as perdas registradas
durante a estocagem .