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MÓDULO IV – EXISTÊNCIA E SOBREVIVÊNCIA DO ESPÍRITO
ROTEIRO 4: PROGRESSÃO DOS ESPÍRITOS – PARTE 1
ESTUDO SISTEMATIZADO DA DOUTRINA ESPÍRITA
PROGRAMA FUNDAMENTAL - TOMO I
Federação Espírita Brasileira.
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
Programa Fundamental
Tomo I.
MÓDULO IV
EXISTÊNCIA E SOBREVIVÊNCIA DO ESPÍRITO
OBJETIVO GERAL
•Propiciar conhecimento a
respeito da existência e da
sobrevivência do Espírito
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
• Explicar, em linhas gerais, como se
dá a progressão dos Espíritos.
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Espíritos, segundo a escala espírita.
ROTEIRO 4
PROGRESSÃO DOS ESPÍRITOS – PARTE 1
ESPÍRITO
Do latim spirĭtus
sopro, exalação, alma, a parte
imaterial do ser humano.
SUBSÍDIOS
1. Progressão dos Espíritos
Ensina a Doutrina Espírita que
Deus criou todos os Espíritos
simples e ignorantes, isto é, sem
[nenhum] saber.
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missão, com o fim de esclarecê-
los e de os fazer chegar
progressivamente à perfeição,
pelo conhecimento da verdade,
para aproximá-los de si.
MULHERPANAMÁEMBERA.DARIEN.
Nesta perfeição é que eles
encontram a pura e eterna
felicidade.
Passando pelas provas que Deus
lhes impõe é que os Espíritos
adquirem aquele conhecimento.
Uns aceitam submissos essas
provas e chegam mais depressa à
meta que lhes foi assinada.
Outros só a suportam
murmurando e, pela
falta em que desse
modo incorrem,
permanecem
afastados da
perfeição e da
prometida felicidade
(13).
Questão 113
Os Espíritos, portanto, não foram
criados uns bons e outros maus.
Todos tiveram como ponto de
partida a simplicidade e a
ignorância, chegando à perfeição
por meio das provas que lhes são
impostas por Deus para atingi-la.
Essas provas são por eles
enfrentadas durante as
reencarnações, necessárias ao
seu progresso (13).
AKIANE&HERPAINTINGTITLED'PRINCEOFPEACE
A passagem dos Espíritos pela vida
corporal é necessária para que eles
possam cumprir, por meio de uma
ação material, os desígnios cuja
execução Deus lhes confia.
É-lhes necessária, a bem deles,
visto que a atividade que são
obrigados a exercer lhes auxilia o
desenvolvimento da inteligência.
Sendo soberanamente justo,
Deus tem de distribuir tudo
igualmente por todos os seus
filhos; assim é que estabeleceu
para todos o mesmo ponto de
partida, a mesma aptidão, as
mesmas obrigações a cumprir e
a mesma liberdade de proceder.
Qualquer privilégio seria uma
preferência, uma injustiça.
Mas, a encarnação, para todos os
Espíritos, é apenas um estado
transitório.
É uma tarefa que Deus lhes impõe,
quando iniciam a vida, como
primeira experiência do uso que
farão do livre-arbítrio.
Os que desempenham com zelo
essa tarefa transpõem rapidamente
e menos penosamente os primeiros
graus da iniciação e mais cedo
gozam do fruto de seus labores.
Os que, ao contrário, usam mal
da liberdade que Deus lhes
concede retardam a sua marcha
e, tal seja a obstinação que
demonstrem, podem prolongar
indefinidamente a necessidade
da reencarnação [...] 1.
Deflui desses ensinos a importância
do livre-arbítrio para a progressão
dos Espíritos.
Contudo, como poderiam esses
Espíritos, em sua origem, quando
ainda não possuem consciência de
si mesmos, escolher entre o bem e
o mal?
Haveria neles algum princípio
ou alguma tendência que os
encaminhasse para um
caminho em relação a outro?
Essa pergunta, formulada por
Kardec aos Espíritos
Superiores, recebeu desses a
seguinte resposta:
O livre-arbítrio se desenvolve à
medida que o Espírito adquire a
consciência de si mesmo.
Já não haveria liberdade, desde que
a escolha fosse determinada por
uma causa independente da
vontade do Espírito.
A causa não está nele, está fora
dele, nas influências a que cede em
virtude da sua livre vontade.
É o que se contém na grande figura
emblemática da queda do homem e
do pecado original: uns cederam à
tentação, outros resistiram (15).
Acrescentam os Espíritos
Superiores que essas influências
acompanham o Espírito [...] até que
haja conseguido tanto império
sobre si mesmo, que os maus
desistem de obsidiá-lo (16).
2. DIFERENTES ORDENS DE ESPÍRITOS.
ESCALA ESPÍRITA
Assinala o Codificador que a [...]
classificação dos Espíritos se
baseia no grau de adiantamento
deles, nas qualidades que já
adquiriram e nas imperfeições de
que ainda terão de despojar-se.
Esta classificação, aliás, nada tem
de absoluta.
Apenas no seu conjunto cada
categoria apresenta caráter
definido.
De um grau a outro a transição é
insensível e, nos limites extremos,
os matizes se apagam, como nos
reinos da natureza, como nas cores
do arco-íris, ou, também, como nos
diferentes períodos da vida do
homem.
Podem, pois, formar-se maior ou
menor número de classes,
conforme o ponto de vista donde se
considere a questão.
Dá-se aqui o que se dá com
todos os sistemas de
classificação científica, que
podem ser mais ou menos
completos, mais ou menos
racionais, mais ou menos
cômodos para a inteligência.
Sejam, porém, quais forem, em
nada alteram as bases da
ciência (2).
Os Espíritos, em geral, admitem
três categorias principais, ou três
grandes divisões.
Na última, a que fica na parte
inferior da escala, estão os
Espíritos imperfeitos,
caracterizados pela predominância
da matéria sobre o espírito e pela
propensão para o mal.
Os da segunda se caracterizam pela
predominância do espírito sobre a
matéria e pelo desejo do bem: são
os bons Espíritos.
A primeira, finalmente, compreende
os Espíritos puros, os que
atingiram o grau supremo da
perfeição (3).
Essas três categorias principais ou
ordens podem ser subdivididas em
classes:
ESPÍRITOS
BONS
ESPÍRITOS
IMPERFEITOS
ESPÍRITOS
PUROS
4 CLASSES 5 CLASSES1 CLASSE
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Tradução de Guillon
Ribeiro. 124. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Cap. 4, item 25, p. 94-95.
• 2. ______. O livro dos espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 86. ed. Rio de
Janeiro: FEB, 2005. Questão 100, p. 87.
• 3. ______. p. 88.
• 4. ______. Questão 102, p. 90-91.
• 5. ______. Questão 103, p. 91.
• 6. ______. Questão 104, p. 91.
• 7. ______. Questão 105, p. 92.
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• 9. ______. Questão 108, p. 93.
• 10. ______. Questão 109, p. 94.
• 11. ______. Questão 110, p. 94.
• 12. ______. Questão 111, p. 94.
• 13. ______. Questão 113, p. 94-95.
• 14. ______. Questão 115, p. 95.
• 15. ______. Questão 122, p. 97.
• 16. ______. Questão 122-b, p. 98.
IEDC
Instituto Espírita Dias da Cruz
DAE
Departamento de
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Facilitadores:
Denise Maria de Aguiar da Silva
Deise Cristina Maciel de Aguiar
2017

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Progressão dos Espíritos - 1ª Parte

  • 1. MÓDULO IV – EXISTÊNCIA E SOBREVIVÊNCIA DO ESPÍRITO ROTEIRO 4: PROGRESSÃO DOS ESPÍRITOS – PARTE 1 ESTUDO SISTEMATIZADO DA DOUTRINA ESPÍRITA PROGRAMA FUNDAMENTAL - TOMO I
  • 2. Federação Espírita Brasileira. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Programa Fundamental Tomo I.
  • 3. MÓDULO IV EXISTÊNCIA E SOBREVIVÊNCIA DO ESPÍRITO OBJETIVO GERAL •Propiciar conhecimento a respeito da existência e da sobrevivência do Espírito OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Explicar, em linhas gerais, como se dá a progressão dos Espíritos. • Identificar a hierarquia dos Espíritos, segundo a escala espírita. ROTEIRO 4 PROGRESSÃO DOS ESPÍRITOS – PARTE 1
  • 4. ESPÍRITO Do latim spirĭtus sopro, exalação, alma, a parte imaterial do ser humano.
  • 6. 1. Progressão dos Espíritos
  • 7. Ensina a Doutrina Espírita que Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem [nenhum] saber. A cada um deu determinada missão, com o fim de esclarecê- los e de os fazer chegar progressivamente à perfeição, pelo conhecimento da verdade, para aproximá-los de si. MULHERPANAMÁEMBERA.DARIEN.
  • 8. Nesta perfeição é que eles encontram a pura e eterna felicidade. Passando pelas provas que Deus lhes impõe é que os Espíritos adquirem aquele conhecimento. Uns aceitam submissos essas provas e chegam mais depressa à meta que lhes foi assinada.
  • 9. Outros só a suportam murmurando e, pela falta em que desse modo incorrem, permanecem afastados da perfeição e da prometida felicidade (13). Questão 113
  • 10. Os Espíritos, portanto, não foram criados uns bons e outros maus. Todos tiveram como ponto de partida a simplicidade e a ignorância, chegando à perfeição por meio das provas que lhes são impostas por Deus para atingi-la. Essas provas são por eles enfrentadas durante as reencarnações, necessárias ao seu progresso (13). AKIANE&HERPAINTINGTITLED'PRINCEOFPEACE
  • 11. A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária, a bem deles, visto que a atividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência.
  • 12. Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de proceder. Qualquer privilégio seria uma preferência, uma injustiça.
  • 13. Mas, a encarnação, para todos os Espíritos, é apenas um estado transitório. É uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre-arbítrio. Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores.
  • 14. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação [...] 1.
  • 15. Deflui desses ensinos a importância do livre-arbítrio para a progressão dos Espíritos. Contudo, como poderiam esses Espíritos, em sua origem, quando ainda não possuem consciência de si mesmos, escolher entre o bem e o mal?
  • 16. Haveria neles algum princípio ou alguma tendência que os encaminhasse para um caminho em relação a outro? Essa pergunta, formulada por Kardec aos Espíritos Superiores, recebeu desses a seguinte resposta:
  • 17. O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo. Já não haveria liberdade, desde que a escolha fosse determinada por uma causa independente da vontade do Espírito. A causa não está nele, está fora dele, nas influências a que cede em virtude da sua livre vontade.
  • 18. É o que se contém na grande figura emblemática da queda do homem e do pecado original: uns cederam à tentação, outros resistiram (15). Acrescentam os Espíritos Superiores que essas influências acompanham o Espírito [...] até que haja conseguido tanto império sobre si mesmo, que os maus desistem de obsidiá-lo (16).
  • 19. 2. DIFERENTES ORDENS DE ESPÍRITOS. ESCALA ESPÍRITA
  • 20. Assinala o Codificador que a [...] classificação dos Espíritos se baseia no grau de adiantamento deles, nas qualidades que já adquiriram e nas imperfeições de que ainda terão de despojar-se. Esta classificação, aliás, nada tem de absoluta. Apenas no seu conjunto cada categoria apresenta caráter definido.
  • 21. De um grau a outro a transição é insensível e, nos limites extremos, os matizes se apagam, como nos reinos da natureza, como nas cores do arco-íris, ou, também, como nos diferentes períodos da vida do homem. Podem, pois, formar-se maior ou menor número de classes, conforme o ponto de vista donde se considere a questão.
  • 22. Dá-se aqui o que se dá com todos os sistemas de classificação científica, que podem ser mais ou menos completos, mais ou menos racionais, mais ou menos cômodos para a inteligência. Sejam, porém, quais forem, em nada alteram as bases da ciência (2).
  • 23. Os Espíritos, em geral, admitem três categorias principais, ou três grandes divisões. Na última, a que fica na parte inferior da escala, estão os Espíritos imperfeitos, caracterizados pela predominância da matéria sobre o espírito e pela propensão para o mal.
  • 24. Os da segunda se caracterizam pela predominância do espírito sobre a matéria e pelo desejo do bem: são os bons Espíritos. A primeira, finalmente, compreende os Espíritos puros, os que atingiram o grau supremo da perfeição (3).
  • 25. Essas três categorias principais ou ordens podem ser subdivididas em classes: ESPÍRITOS BONS ESPÍRITOS IMPERFEITOS ESPÍRITOS PUROS 4 CLASSES 5 CLASSES1 CLASSE
  • 26.
  • 27. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. 124. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Cap. 4, item 25, p. 94-95. • 2. ______. O livro dos espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 86. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Questão 100, p. 87. • 3. ______. p. 88. • 4. ______. Questão 102, p. 90-91. • 5. ______. Questão 103, p. 91. • 6. ______. Questão 104, p. 91. • 7. ______. Questão 105, p. 92. • 8. ______. Questão 106, p. 92.
  • 28. • 9. ______. Questão 108, p. 93. • 10. ______. Questão 109, p. 94. • 11. ______. Questão 110, p. 94. • 12. ______. Questão 111, p. 94. • 13. ______. Questão 113, p. 94-95. • 14. ______. Questão 115, p. 95. • 15. ______. Questão 122, p. 97. • 16. ______. Questão 122-b, p. 98.
  • 29. IEDC Instituto Espírita Dias da Cruz DAE Departamento de Assistência Espiritual Facilitadores: Denise Maria de Aguiar da Silva Deise Cristina Maciel de Aguiar 2017