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BASTIDORES DA OBSESSÃO
Psicografia de
Divaldo Pereira Franco
Ditado pelo Espírito de
Manoel Philomeno de Miranda
Editora Federação Espírita do Brasil
1ª Edição - (Brasil) 1970
1
INSTITUTO ESPÍRITA DIAS DA
CRUZ
Av. da Azenha, 366, Azenha,
90160-004 - Porto Alegre – RS
(51) 3223-1938
GRUPO DE ESTUDO
FRATERNIDADE
REUNIÃO: TERÇAS
HORÁRIO: 16h
FACILITADORAS:
Dioni Aguiar Machado
Vera Saucedo
Denise Aguiar Silva
Livro PDF em:
http://www.autoresespiritasclassicos.c
om/autores%20espiritas%20classicos%
20%20diversos/Divaldo%20Franco/Div
aldo%20Franco%20-
%20Nos%20Bastidores%20da%20Obse
ss%C3%A3o.pdf
Porto Alegre
2023
CONTEÚDO:
CAPÍTULO 1
A FAMÍLIA SOARES
ESTUDO DO LIVRO NOS BASTIDORES DA OBSESSÃO
2
ESTUDO DO LIVRO NOS BASTIDORES DA OBSESSÃO
O livro narra a história verídica da família
Soares, que, entre os anos de 1937 e 1938, em
Salvador, Bahia, se encontra em regime de
intensa perturbação espiritual.
Mostra as ações adotadas pelo Plano Superior,
durante sessões realizadas na UNIÃO ESPÍRITA
BAIANA, ensejando aos membros da família
Soares a renovação íntima através da aceitação
e prática dos ensinamentos trazidos pela
Doutrina Espírita.
3
Terminados a leitura evangélica e o
competente comentário tecido em
breves considerações, o dirigente da
reunião proferiu expressiva oração,
através da qual, sensivelmente
emocionado, rogou o auxílio das Esferas
Superiores para a tarefa da desobsessão.
Aqueles trabalhos
faziam parte do
programa de socorro
a que se afervorava,
havia duas décadas,
o irmão JOSÉ
PETITINGA.
No santuário em que se desenvolviam os
labores fraternais, o odor da caridade
sempre impregnava os sofredores de
ambos os lados da vida, que ali
aportavam angustiados e afligidos.
Incorporando, o BENFEITOR SATURNINO
ofereceu as palavras de consoladora
confiança com que habitualmente
traçava as ligeiras diretrizes no ato da
abertura da sessão, atestando o
concurso eficiente dos Obreiros da
Espiritualidade, e, dirigindo se à IRMÃ
AMÁLIA, arrancou-a das cogitações
dolorosas que a constringiam.
Experimentando singular amargura, a
jovem tinha o semblante sulcado de dor
e o espírito singularmente trucidado...
Por meio de expressões carinhosas e
alentadoras, o Instrutor Espiritual
(benfeitor Saturnino) esclareceu que fora
programada para aquela noite a visita de
indigitado perseguidor (espírito
designado), vinculado pelo pretérito
delituoso à família Soares, ali
representada, naquele momento, pela
moçoila comovida.
— Desde às vésperas — explicou, solícito
—, fora providenciado o socorro a
MARIANA, mais intimamente afinada
com o visitante, que logo se utilizaria da
mediunidade psicofônica, em
incorporação atormentada, tendo em
vista as circunstâncias do drama em
andamento, que poderia colimar
(resultar) numa tragédia irremissível
(tragédia inevitável).
CAPÍTULO 1 – A FAMÍLIA SOARES
NOTA:
Os fatos narrados neste livro
aconteceram entre os anos de 1937 e
1938, em Salvador, na Bahia, quando
Manoel Philomeno de Miranda ainda
encontrava-se encarnado.
NOTA:
JOSÉ PETITINGA (1866-1939) foi um
jornalista, poeta, contador brasileiro,
conhecido como um dos precursores
do Espiritismo na Bahia.
4
Todavia, com o renascimento de
MARIANA, na condição de sua filha,
estranha recordação como que
desatrelara reminiscências semiapagadas
que o venciam implacavelmente, fazendo
irrespirável a atmosfera do lar, nos
breves períodos de tempo que ali
passava, agravando-se, à medida que a
menina crescia, e que ora culminava em
ódio surdo e recíproco, a explodir com
frequência crescente, em ameaças
infelizes que chegavam a graves
cometimentos de parte a parte.
A mãe (DONA ROSA) aflita desde algum
tempo se iniciara nas lições consoladoras
do Espiritismo, conduzindo AMÉLIA, a
mais dócil dos filhos, às fontes generosas
e cristalinas do Evangelho Restaurado.
Embora as dificuldades financeiras a que
se via atado, na condição de GENITOR DE
SEIS FILHOS necessitados de assistência
e melhor orientação, deixava-se ficar,
descuidado, noites a fio entre a
expectativa de um lucro imaginoso e
ilícito e a perspectiva de uma fortuna
impossível e desonesta.
Enquanto minguavam os recursos
provenientes de modesta aposentadoria,
não se esforçava ele por completar as
poucas moedas com expedientes extras
ou exercitando outra profissão.
Tal desequilíbrio do SR. MATEUS se
manifestara desde muito cedo, em plena
juventude.
Para consubstanciar o labor da noite —
prosseguiu, gentil —, levaram-se em
conta os títulos de amor granjeados por
AMÁLIA e sua genitora entre os
Dirigentes Espirituais da Casa.
Em verdade, DONA ROSA desde há muito
experimentava pesado fardo de aflições
sem nome, que a esmagava lentamente.
Muito jovem consorciara-se com
atormentado moço que, invigilante e
descuidado dos nobres deveres da
família, permanecia ligado
psiquicamente a vigorosos sicários
desencarnados que o perseguiam sem
trégua...
Cobradores impiedosos seduziram-no
desde cedo, levando-o a desenfreada
jogatina, premeditando, soezes
(odiosamente), um dia assassiná-lo,
através de uma sortida policial (diligência
policial) no antro em que se refugiava
para o cultivo da viciação danosa com
outros não menos atormentados
comparsas, programa esse em
andamento...
5
Nos ensinamentos confortadores em
torno das leis de causa e efeito, as duas
encontravam respostas lenificadoras
(tranquilizantes) para as ulcerações
morais que dilaceravam o lar
amargurado, sustentando-as nas lutas de
todos os dias.
Afervoradas e humildes participavam dos
serviços de socorro aos desencarnados
na União Espírita Baiana sob a carinhosa
direção do irmão PETITINGA, que lhes
minorava, também, as aflições, com
mãos generosas e cristãs.
Naquela noite, todavia, DONA ROSA fora
constrangida a ficar em casa, crucificada
por superlativa agonia, aguardando o
retorno de MARIANA, que após
lamentável atrito com o pai obsidiado se
evadira, rebelde, entre azedas ameaças e
injustificadas atitudes, abandonando o
calor doméstico, desfigurada pelo ódio e
pela insensatez, embora os dezesseis
anos de idade não completos.
Orando, e tendo entregue as dores ao
Senhor, a mãe se deixara ficar no lar,
enquanto AMÉLIA acorrera, sofrida e
preocupada, ao serviço da caridade,
sufocando as próprias lágrimas,
dominada por incoercíveis presságios
(incompreensível pressentimento).
O templo espírita de comunhão com o
Alto era a sua esfera de luz, abençoado
reduto de consolo, no qual hauria
energias para prosseguir mediante os
pélagos das provações rudes (abismos
das provas rigorosas), conquanto
necessárias ao próprio burilamento
(aprimoramento).
Feito o preâmbulo elucidativo em
ligeiras nótulas (comentários curtos), o
instrutor solicitou a indispensável
concentração, desligando-se do
MÉDIUM MORAIS, por cuja faculdade
psicofônica deveria comunicar-se o
inditoso perseguidor familiar.
MORAIS era dedicado médium de
PSICOFONIA INCONSCIENTE, que se
oferecia com expressivo carinho para o
socorro aos desencarnados.
Aliara à mediunidade bem disciplinada
excelente disposição ao trabalho da
caridade entre os atormentados da Terra.
Aprendera com os benfeitores espirituais
que o mais eficiente caminho para o
aprimoramento das faculdades
mediúnicas ainda é o exercício constante
das qualidades morais, através da prática
do bem indiscriminado e incessante.
Assim, educara-se na discrição ante as
dificuldades do próximo e transformara-
se em cireneu (servidor) de muitos seres
caídos na luta.
6
Por essa razão, havia nele (MÉDIUM
MORAIS) os requisitos indispensáveis ao
exercício salutar da mediunidade,
especialmente quando SATURNINO
(ESPÍRITO BENFEITOR) trazia à
doutrinação Entidades infelizes ou
perversas.
De semblante transfigurado em máscara
de esgares agônicos (aspecto aflitivo), o
médium incorporou atro ser (espírito
sofredor) que, entre blasfêmias e
expressões vulgares, exprobrava o
cometimento de o trazerem ali contra a
sua vontade...
— Farei justiça — exclamou,
espumejante.
— A justiça sairá das minhas próprias
mãos.
Judeu errante, tenho jornadeado
(caminhado) sem descanso, após traído, a
sorver essa imensa e intérmina taça de
fel e fezes que me envenena sem
aniquilar-me...
Envolvido carinhosamente pelos fluídos
de SATURNINO, o doutrinador,
particularmente emocionado, dirigiu-se
ao comunicante, falando-lhe da renúncia
e do perdão como bases para a
edificação da felicidade.
— O ódio — asseverou, PETITINGA,
bondoso — termina por vencer os que o
cultivam.
Tóxico letal tem sua fonte na rebeldia
que o vitaliza até que o amor, nas bases
em que o vivia Jesus, lhe extinga a
nascente.
— Nunca perdoarei!
— explodiu em atroada (gritaria)
constrangedora.
— O perdão é fraqueza inominável!
Para os que encontraram na vingança a
única razão de existir, a simples ideia do
perdão é qual raio fulminante, que
carboniza...
Nunca perdoarei, mesmo que destruindo
seja destruído...
— Não, meu irmão — redarguiu,
pausado, o inspirado doutrinador.
— Nada se acaba. A vida não cessa.
Encerra-se um ciclo numa faixa de
evolução para reaparecer noutra e
desenvolver-se mais além.
Destruir é mudar a aparência de uma
forma para renascer noutra.
Embora ignorando as suas razões, as
quais, todavia, não justificam o tornar-se
infeliz, distribuindo rancor e trucidando
com tenazes de vindita (ferrenha
vingança) aqueles que se situam sob o
comando da sua mente desarvorada,
encorajamo-nos a lembrá-lo da
compaixão.
Recorde-se daqueles que serão vítimas
da sua loucura, quando desejando ferir o
seu desafeto irá, também, por sua vez,
dilacerar os sentimentos dos que amam
o seu antigo ofensor...
7
Não lhe comovem as lágrimas, as vigílias
intérminas nem a vida trucidada de uma
mãe por expectativas dolorosas?
Teria você colocado no peito uma
fornalha ardente em substituição ao
coração que ama?
— O amor — refutou, congestionado — é
poesia para os que se comprazem nas
ilusões do corpo...
— O ódio, porém — considerou o
evangelizador —, é nuvem que tolda a
visão da paisagem, entenebrecendo-a
(nublando-a).
Fantasma truanesco (grotesco) entorpece
as mais altas aspirações do espírito
humano, conduzindo-o aos sombrios e
intérminos corredores da loucura, sem
paz nem lume (luz)...
Só o amor derrama sol nas almas,
penetrando de esperanças os seres.
Experimente amar e, de pronto,
perceberá diminuir a própria dor.
— Amar?
— exclamou, alucinado
— Amor?
Como amar se não poderei perdoar
nunca, pois que jamais conseguirei
esquecer todo o mal que me fizeram os
traidores desalmados, cuja memória
abjuro (desprezo) !
A dor que me crucia fez-me perder a
noção do tempo e a realidade da vida.
Meu viver transformou-se apenas no
intérmino buscar daqueles que me
fulminaram, impiedosos, sem me terem
destruído, o que teria sido bênção em
relação ao que padeço.
Certamente que eles esqueceram, sim...
Eu, porém, nunca esqueci, jamais
esquecerei!...
Desde que se acumpliciaram os dois para
aniquilar-me — o que não conseguiram,
sem dúvida —, que a minha vida foi
destroçada para sempre.
A morte, que eu esperava ser um
lenitivo, quando fugi com o espírito
pisoteado de vergonha e dor, em
nefando suicídio, ao invés de fazer-me
desintegrar a consciência, mais ativou-
a...
Tenho chorado, e o pranto se transforma
em aço derretido, escaldante, rasgando-
me a face.
Quando gritava, minha voz era recebida
com doesto (insulto) e zombarias
inomináveis por mil seres que me
perseguiam...
E a dor que me despedaçava foi
adicionada à dor acerba (rigorosa) do
suplício que me impusera para fugir...
Morri sem morrer...
E enquanto a vermina me penetrava o
recesso do espírito fustigado por mil
dores, eles, os meus algozes, gozavam,
fruíam a juventude...
8
Como se eu estivesse dirigido por
duendes sem entranhas, era arrastado,
em alucinada desesperação, para junto
deles, de modo a vê-los, acompanhá-los,
ouvi-los, e se me lançava sobre ambos e
lhes gritava a minha infinita desdita, os
seus ouvidos não me escutavam...
Oh!, nunca poderei esquecer, perdoar,
amar, nunca, nunca!...
O IRMÃO SATURNINO, semi-incorporado
no venerando doutrinador (PETITINGA),
ergueu-o, e, dirigindo-se ao perturbador-
perturbado, em oração, começou a
aplicar-lhe passes, de modo a diminuir-
lhe as agudíssimas ulcerações e torturas.
Branda claridade envolveu o
comunicante, enquanto as mãos de
SATURNINO, justapostas às de
PETITINGA, como depósitos de radiosa
energia, que também se exteriorizava do
plexo cardíaco do passista, lentamente
penetrou os centros de força do
desencarnado, como a anestesiar-lhe a
organização perispiritual em desalinho.
Com voz compassiva, o diretor dos
trabalhos começou a exortar:
Durma, durma, meu irmão...
O sono far-lhe-á bem.
Procure tudo esquecer para somente
lembrar-se de que hoje é novo dia...
Durma, durma, durma...
Banhado pela energia balsamizante e
dominado pelas vibrações hipnóticas
que fluíam de SATURNINO através de
PETITINGA, o perseguidor foi vencido
por estranho torpor, sendo desligado do
médium por devotados assessores
desencarnados, que cooperavam no
serviço de iluminação.
Prosseguindo os trabalhos de orientação,
tendo em vista outros sofredores
desencarnados e antes do término da
reunião, o Mentor (SATURNINO) voltou a
incorporar-se para esclarecer que, graças
às bênçãos do Senhor, a primeira etapa
do programa de assistência à FAMÍLIA
SOARES, naquela noite, fora coroada de
êxito.
Exortava (incentivava) todos à oração
intercessora, em benefício dos
implicados naquele processo,
prometendo voltar ao problema na
próxima oportunidade.
Proferida a oração gratulatória, foi
encerrada a reunião.
***
MATHEUS
9
PERSONAGENS: FAMÍLIA SOARES
DONA ROSA
AMÁLIA
Filha
MARIANA
Filha
? ? ? ?
AMÁLIA:
Trabalhadora do Centro espírita.
Temperamento dócil. Portadora de
méritos pelo trabalho edificante junto
aos sofredores.
Viciado em
jogo
DONA ROSA:
Trabalhadora do
Centro Espírita.
Portadora de
méritos pelo
trabalho
edificante junto
aos sofredores.
MARIANA:
16 anos incompletos. Problemas de
relacionamento com o pai (inimigos).
ESPÍRITO
OBSESSOR
Judeu errante
10
A PSICOFONIA é a transmissão verbal da
mensagem do espírito comunicante.
EM O LIVRO DOS MÉDIUNS, Kardec
denominou a psicofonia como
“mediunidade falante”:
(…) O espírito age sobre os órgãos da
palavra como age sobre a mão dos
médiuns escreventes. Querendo se
comunicar, o Espírito se serve do órgão
mais flexível do médium.
O MÉDIUM FALANTE se exprime,
geralmente, sem ter consciência do que
diz; com frequência diz coisas
completamente fora de suas ideias
habituais, de seus conhecimentos e
mesmo do alcance de sua inteligência.
NEM SEMPRE, porém, é tão completa a
passividade do médium falante.
Alguns há que têm a intuição do que
dizem, no momento mesmo em que
pronunciam as palavras. (1)
O MÉDIUM PSICOFÔNICO verbaliza o
pensamento do desencarnado,
transmitindo-lhe não somente a
mensagem, mas também, as sensações
de que é portador, suas angústias,
medos, enfim, todos os seus conflitos.
GRADAÇÕES DA PSICOFONIA
PSICOFONIA INCONSCIENTE: quando o
espírito atua diretamente nas cordas
vocais do médium, estando ele num
transe mais profundo, podendo ocorrer,
inclusive, mudança de timbre de voz.
PSICOFONIA SEMICONSCIENTE: o transe
é menos profundo e o médium tem certa
consciência da mensagem que espírito
transmite.
PSICOFONIA INTUITIVA: o transe é
superficial e o médium, neste caso,
transmite com seu próprio vocabulário o
pensamento do comunicante, mantendo
consciência do que ocorre. (2)
TIPOS DE PSICOFONIAS
CONSCIENTE: é aquela em que o médium
diz que recebeu mentalmente ou escutou
uma fala do espírito que deseja se
comunicar;
INCONSCIENTE OU SONAMBÚLICA:
acontece quando o médium diz que não
sabe o que disse, dando a entender que
o espírito que se comunicou utilizou seu
aparelho fonador, por ele estar (médium)
inconsciente. (1)
REFERÊNCIAS:
1. www.rcespiritismo.com.br/
2. Mediunidade: Caminho para ser feliz de
Suely C. Schubert
ESTUDOS COMPLEMENTARES
Como explicar a sintonia vibratória de
um espírito conturbado com um médium
equilibrado e em estado de confiança em
Deus?
O médium em equilíbrio busca sintonizar
com o Espírito conturbado, pelo desejo
de ajudar. Se a diferença vibratória entre
ambos é muito acentuada, os guias
espirituais auxiliam o comunicante,
através de passes, para que elevem,
ainda que em parte, o seu padrão
vibratório e com isto facilite a sintonia
com o médium, para a comunicação.
Como é possível ao médium controlar as
manifestações dos espíritos, mesmo
violentos ou desequilibrados?
O pensamento do Espírito, antes de
chegar ao cérebro físico do médium,
passa pelo cérebro perispirítico,
resultando disso a propriedade que tem
o medianeiro, em tese, de fazer ou não
fazer o que a entidade pretende.
11
Quanto mais educar-se interiormente o
médium, maior a dificuldade do Espírito
em extravasar atitudes violentas ou
desequilibradas.
Mesmo quando inconsciente, o médium
é responsável pelo que ocorre durante
as comunicações?
Na psicofonia sonambúlica, o médium
cede com mais espontaneidade os seus
implementos físicos para a comunicação
do Espírito, mas afastado de seu corpo, é
absolutamente consciente, daí a sua
responsabilidade no controle do Espírito
comunicante.
Qual a condição do médium na
psicofonia consciente, na semiconsciente
e na inconsciente?
Na psicofonia consciente o Espírito
comunicante transmite,
telepaticamente, às vezes, à distância, as
suas ideias ao médium que as retrata
com as suas próprias palavras.
Na semiconsciente, o Espírito
comunicante, através do perispírito do
médium, entra em contato com este,
atuando sobre o campo da fala e outros
centros motores.
Na inconsciente, afasta-se o Espírito do
médium de seu próprio corpo, que mais
livremente é utilizado pelo comunicante.
Quando há inteira confiança entre
ambos, é como se o médium entregasse
um instrumento valioso às mãos de um
artista emérito que o valoriza.
Se o comunicante é rebelde ou perverso,
o médium, embora afastado, age na
condição de um enfermeiro vigilante a
controlar o doente.(1)
(1)https://www.uemmg.org.br/sites/default/file
s/public/download/arquivo/evangelho_e_espirit
ismo_6_mediunidade.pdf

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  • 1. BASTIDORES DA OBSESSÃO Psicografia de Divaldo Pereira Franco Ditado pelo Espírito de Manoel Philomeno de Miranda Editora Federação Espírita do Brasil 1ª Edição - (Brasil) 1970 1 INSTITUTO ESPÍRITA DIAS DA CRUZ Av. da Azenha, 366, Azenha, 90160-004 - Porto Alegre – RS (51) 3223-1938 GRUPO DE ESTUDO FRATERNIDADE REUNIÃO: TERÇAS HORÁRIO: 16h FACILITADORAS: Dioni Aguiar Machado Vera Saucedo Denise Aguiar Silva Livro PDF em: http://www.autoresespiritasclassicos.c om/autores%20espiritas%20classicos% 20%20diversos/Divaldo%20Franco/Div aldo%20Franco%20- %20Nos%20Bastidores%20da%20Obse ss%C3%A3o.pdf Porto Alegre 2023 CONTEÚDO: CAPÍTULO 1 A FAMÍLIA SOARES ESTUDO DO LIVRO NOS BASTIDORES DA OBSESSÃO
  • 2. 2 ESTUDO DO LIVRO NOS BASTIDORES DA OBSESSÃO O livro narra a história verídica da família Soares, que, entre os anos de 1937 e 1938, em Salvador, Bahia, se encontra em regime de intensa perturbação espiritual. Mostra as ações adotadas pelo Plano Superior, durante sessões realizadas na UNIÃO ESPÍRITA BAIANA, ensejando aos membros da família Soares a renovação íntima através da aceitação e prática dos ensinamentos trazidos pela Doutrina Espírita.
  • 3. 3 Terminados a leitura evangélica e o competente comentário tecido em breves considerações, o dirigente da reunião proferiu expressiva oração, através da qual, sensivelmente emocionado, rogou o auxílio das Esferas Superiores para a tarefa da desobsessão. Aqueles trabalhos faziam parte do programa de socorro a que se afervorava, havia duas décadas, o irmão JOSÉ PETITINGA. No santuário em que se desenvolviam os labores fraternais, o odor da caridade sempre impregnava os sofredores de ambos os lados da vida, que ali aportavam angustiados e afligidos. Incorporando, o BENFEITOR SATURNINO ofereceu as palavras de consoladora confiança com que habitualmente traçava as ligeiras diretrizes no ato da abertura da sessão, atestando o concurso eficiente dos Obreiros da Espiritualidade, e, dirigindo se à IRMÃ AMÁLIA, arrancou-a das cogitações dolorosas que a constringiam. Experimentando singular amargura, a jovem tinha o semblante sulcado de dor e o espírito singularmente trucidado... Por meio de expressões carinhosas e alentadoras, o Instrutor Espiritual (benfeitor Saturnino) esclareceu que fora programada para aquela noite a visita de indigitado perseguidor (espírito designado), vinculado pelo pretérito delituoso à família Soares, ali representada, naquele momento, pela moçoila comovida. — Desde às vésperas — explicou, solícito —, fora providenciado o socorro a MARIANA, mais intimamente afinada com o visitante, que logo se utilizaria da mediunidade psicofônica, em incorporação atormentada, tendo em vista as circunstâncias do drama em andamento, que poderia colimar (resultar) numa tragédia irremissível (tragédia inevitável). CAPÍTULO 1 – A FAMÍLIA SOARES NOTA: Os fatos narrados neste livro aconteceram entre os anos de 1937 e 1938, em Salvador, na Bahia, quando Manoel Philomeno de Miranda ainda encontrava-se encarnado. NOTA: JOSÉ PETITINGA (1866-1939) foi um jornalista, poeta, contador brasileiro, conhecido como um dos precursores do Espiritismo na Bahia.
  • 4. 4 Todavia, com o renascimento de MARIANA, na condição de sua filha, estranha recordação como que desatrelara reminiscências semiapagadas que o venciam implacavelmente, fazendo irrespirável a atmosfera do lar, nos breves períodos de tempo que ali passava, agravando-se, à medida que a menina crescia, e que ora culminava em ódio surdo e recíproco, a explodir com frequência crescente, em ameaças infelizes que chegavam a graves cometimentos de parte a parte. A mãe (DONA ROSA) aflita desde algum tempo se iniciara nas lições consoladoras do Espiritismo, conduzindo AMÉLIA, a mais dócil dos filhos, às fontes generosas e cristalinas do Evangelho Restaurado. Embora as dificuldades financeiras a que se via atado, na condição de GENITOR DE SEIS FILHOS necessitados de assistência e melhor orientação, deixava-se ficar, descuidado, noites a fio entre a expectativa de um lucro imaginoso e ilícito e a perspectiva de uma fortuna impossível e desonesta. Enquanto minguavam os recursos provenientes de modesta aposentadoria, não se esforçava ele por completar as poucas moedas com expedientes extras ou exercitando outra profissão. Tal desequilíbrio do SR. MATEUS se manifestara desde muito cedo, em plena juventude. Para consubstanciar o labor da noite — prosseguiu, gentil —, levaram-se em conta os títulos de amor granjeados por AMÁLIA e sua genitora entre os Dirigentes Espirituais da Casa. Em verdade, DONA ROSA desde há muito experimentava pesado fardo de aflições sem nome, que a esmagava lentamente. Muito jovem consorciara-se com atormentado moço que, invigilante e descuidado dos nobres deveres da família, permanecia ligado psiquicamente a vigorosos sicários desencarnados que o perseguiam sem trégua... Cobradores impiedosos seduziram-no desde cedo, levando-o a desenfreada jogatina, premeditando, soezes (odiosamente), um dia assassiná-lo, através de uma sortida policial (diligência policial) no antro em que se refugiava para o cultivo da viciação danosa com outros não menos atormentados comparsas, programa esse em andamento...
  • 5. 5 Nos ensinamentos confortadores em torno das leis de causa e efeito, as duas encontravam respostas lenificadoras (tranquilizantes) para as ulcerações morais que dilaceravam o lar amargurado, sustentando-as nas lutas de todos os dias. Afervoradas e humildes participavam dos serviços de socorro aos desencarnados na União Espírita Baiana sob a carinhosa direção do irmão PETITINGA, que lhes minorava, também, as aflições, com mãos generosas e cristãs. Naquela noite, todavia, DONA ROSA fora constrangida a ficar em casa, crucificada por superlativa agonia, aguardando o retorno de MARIANA, que após lamentável atrito com o pai obsidiado se evadira, rebelde, entre azedas ameaças e injustificadas atitudes, abandonando o calor doméstico, desfigurada pelo ódio e pela insensatez, embora os dezesseis anos de idade não completos. Orando, e tendo entregue as dores ao Senhor, a mãe se deixara ficar no lar, enquanto AMÉLIA acorrera, sofrida e preocupada, ao serviço da caridade, sufocando as próprias lágrimas, dominada por incoercíveis presságios (incompreensível pressentimento). O templo espírita de comunhão com o Alto era a sua esfera de luz, abençoado reduto de consolo, no qual hauria energias para prosseguir mediante os pélagos das provações rudes (abismos das provas rigorosas), conquanto necessárias ao próprio burilamento (aprimoramento). Feito o preâmbulo elucidativo em ligeiras nótulas (comentários curtos), o instrutor solicitou a indispensável concentração, desligando-se do MÉDIUM MORAIS, por cuja faculdade psicofônica deveria comunicar-se o inditoso perseguidor familiar. MORAIS era dedicado médium de PSICOFONIA INCONSCIENTE, que se oferecia com expressivo carinho para o socorro aos desencarnados. Aliara à mediunidade bem disciplinada excelente disposição ao trabalho da caridade entre os atormentados da Terra. Aprendera com os benfeitores espirituais que o mais eficiente caminho para o aprimoramento das faculdades mediúnicas ainda é o exercício constante das qualidades morais, através da prática do bem indiscriminado e incessante. Assim, educara-se na discrição ante as dificuldades do próximo e transformara- se em cireneu (servidor) de muitos seres caídos na luta.
  • 6. 6 Por essa razão, havia nele (MÉDIUM MORAIS) os requisitos indispensáveis ao exercício salutar da mediunidade, especialmente quando SATURNINO (ESPÍRITO BENFEITOR) trazia à doutrinação Entidades infelizes ou perversas. De semblante transfigurado em máscara de esgares agônicos (aspecto aflitivo), o médium incorporou atro ser (espírito sofredor) que, entre blasfêmias e expressões vulgares, exprobrava o cometimento de o trazerem ali contra a sua vontade... — Farei justiça — exclamou, espumejante. — A justiça sairá das minhas próprias mãos. Judeu errante, tenho jornadeado (caminhado) sem descanso, após traído, a sorver essa imensa e intérmina taça de fel e fezes que me envenena sem aniquilar-me... Envolvido carinhosamente pelos fluídos de SATURNINO, o doutrinador, particularmente emocionado, dirigiu-se ao comunicante, falando-lhe da renúncia e do perdão como bases para a edificação da felicidade. — O ódio — asseverou, PETITINGA, bondoso — termina por vencer os que o cultivam. Tóxico letal tem sua fonte na rebeldia que o vitaliza até que o amor, nas bases em que o vivia Jesus, lhe extinga a nascente. — Nunca perdoarei! — explodiu em atroada (gritaria) constrangedora. — O perdão é fraqueza inominável! Para os que encontraram na vingança a única razão de existir, a simples ideia do perdão é qual raio fulminante, que carboniza... Nunca perdoarei, mesmo que destruindo seja destruído... — Não, meu irmão — redarguiu, pausado, o inspirado doutrinador. — Nada se acaba. A vida não cessa. Encerra-se um ciclo numa faixa de evolução para reaparecer noutra e desenvolver-se mais além. Destruir é mudar a aparência de uma forma para renascer noutra. Embora ignorando as suas razões, as quais, todavia, não justificam o tornar-se infeliz, distribuindo rancor e trucidando com tenazes de vindita (ferrenha vingança) aqueles que se situam sob o comando da sua mente desarvorada, encorajamo-nos a lembrá-lo da compaixão. Recorde-se daqueles que serão vítimas da sua loucura, quando desejando ferir o seu desafeto irá, também, por sua vez, dilacerar os sentimentos dos que amam o seu antigo ofensor...
  • 7. 7 Não lhe comovem as lágrimas, as vigílias intérminas nem a vida trucidada de uma mãe por expectativas dolorosas? Teria você colocado no peito uma fornalha ardente em substituição ao coração que ama? — O amor — refutou, congestionado — é poesia para os que se comprazem nas ilusões do corpo... — O ódio, porém — considerou o evangelizador —, é nuvem que tolda a visão da paisagem, entenebrecendo-a (nublando-a). Fantasma truanesco (grotesco) entorpece as mais altas aspirações do espírito humano, conduzindo-o aos sombrios e intérminos corredores da loucura, sem paz nem lume (luz)... Só o amor derrama sol nas almas, penetrando de esperanças os seres. Experimente amar e, de pronto, perceberá diminuir a própria dor. — Amar? — exclamou, alucinado — Amor? Como amar se não poderei perdoar nunca, pois que jamais conseguirei esquecer todo o mal que me fizeram os traidores desalmados, cuja memória abjuro (desprezo) ! A dor que me crucia fez-me perder a noção do tempo e a realidade da vida. Meu viver transformou-se apenas no intérmino buscar daqueles que me fulminaram, impiedosos, sem me terem destruído, o que teria sido bênção em relação ao que padeço. Certamente que eles esqueceram, sim... Eu, porém, nunca esqueci, jamais esquecerei!... Desde que se acumpliciaram os dois para aniquilar-me — o que não conseguiram, sem dúvida —, que a minha vida foi destroçada para sempre. A morte, que eu esperava ser um lenitivo, quando fugi com o espírito pisoteado de vergonha e dor, em nefando suicídio, ao invés de fazer-me desintegrar a consciência, mais ativou- a... Tenho chorado, e o pranto se transforma em aço derretido, escaldante, rasgando- me a face. Quando gritava, minha voz era recebida com doesto (insulto) e zombarias inomináveis por mil seres que me perseguiam... E a dor que me despedaçava foi adicionada à dor acerba (rigorosa) do suplício que me impusera para fugir... Morri sem morrer... E enquanto a vermina me penetrava o recesso do espírito fustigado por mil dores, eles, os meus algozes, gozavam, fruíam a juventude...
  • 8. 8 Como se eu estivesse dirigido por duendes sem entranhas, era arrastado, em alucinada desesperação, para junto deles, de modo a vê-los, acompanhá-los, ouvi-los, e se me lançava sobre ambos e lhes gritava a minha infinita desdita, os seus ouvidos não me escutavam... Oh!, nunca poderei esquecer, perdoar, amar, nunca, nunca!... O IRMÃO SATURNINO, semi-incorporado no venerando doutrinador (PETITINGA), ergueu-o, e, dirigindo-se ao perturbador- perturbado, em oração, começou a aplicar-lhe passes, de modo a diminuir- lhe as agudíssimas ulcerações e torturas. Branda claridade envolveu o comunicante, enquanto as mãos de SATURNINO, justapostas às de PETITINGA, como depósitos de radiosa energia, que também se exteriorizava do plexo cardíaco do passista, lentamente penetrou os centros de força do desencarnado, como a anestesiar-lhe a organização perispiritual em desalinho. Com voz compassiva, o diretor dos trabalhos começou a exortar: Durma, durma, meu irmão... O sono far-lhe-á bem. Procure tudo esquecer para somente lembrar-se de que hoje é novo dia... Durma, durma, durma... Banhado pela energia balsamizante e dominado pelas vibrações hipnóticas que fluíam de SATURNINO através de PETITINGA, o perseguidor foi vencido por estranho torpor, sendo desligado do médium por devotados assessores desencarnados, que cooperavam no serviço de iluminação. Prosseguindo os trabalhos de orientação, tendo em vista outros sofredores desencarnados e antes do término da reunião, o Mentor (SATURNINO) voltou a incorporar-se para esclarecer que, graças às bênçãos do Senhor, a primeira etapa do programa de assistência à FAMÍLIA SOARES, naquela noite, fora coroada de êxito. Exortava (incentivava) todos à oração intercessora, em benefício dos implicados naquele processo, prometendo voltar ao problema na próxima oportunidade. Proferida a oração gratulatória, foi encerrada a reunião. ***
  • 9. MATHEUS 9 PERSONAGENS: FAMÍLIA SOARES DONA ROSA AMÁLIA Filha MARIANA Filha ? ? ? ? AMÁLIA: Trabalhadora do Centro espírita. Temperamento dócil. Portadora de méritos pelo trabalho edificante junto aos sofredores. Viciado em jogo DONA ROSA: Trabalhadora do Centro Espírita. Portadora de méritos pelo trabalho edificante junto aos sofredores. MARIANA: 16 anos incompletos. Problemas de relacionamento com o pai (inimigos). ESPÍRITO OBSESSOR Judeu errante
  • 10. 10 A PSICOFONIA é a transmissão verbal da mensagem do espírito comunicante. EM O LIVRO DOS MÉDIUNS, Kardec denominou a psicofonia como “mediunidade falante”: (…) O espírito age sobre os órgãos da palavra como age sobre a mão dos médiuns escreventes. Querendo se comunicar, o Espírito se serve do órgão mais flexível do médium. O MÉDIUM FALANTE se exprime, geralmente, sem ter consciência do que diz; com frequência diz coisas completamente fora de suas ideias habituais, de seus conhecimentos e mesmo do alcance de sua inteligência. NEM SEMPRE, porém, é tão completa a passividade do médium falante. Alguns há que têm a intuição do que dizem, no momento mesmo em que pronunciam as palavras. (1) O MÉDIUM PSICOFÔNICO verbaliza o pensamento do desencarnado, transmitindo-lhe não somente a mensagem, mas também, as sensações de que é portador, suas angústias, medos, enfim, todos os seus conflitos. GRADAÇÕES DA PSICOFONIA PSICOFONIA INCONSCIENTE: quando o espírito atua diretamente nas cordas vocais do médium, estando ele num transe mais profundo, podendo ocorrer, inclusive, mudança de timbre de voz. PSICOFONIA SEMICONSCIENTE: o transe é menos profundo e o médium tem certa consciência da mensagem que espírito transmite. PSICOFONIA INTUITIVA: o transe é superficial e o médium, neste caso, transmite com seu próprio vocabulário o pensamento do comunicante, mantendo consciência do que ocorre. (2) TIPOS DE PSICOFONIAS CONSCIENTE: é aquela em que o médium diz que recebeu mentalmente ou escutou uma fala do espírito que deseja se comunicar; INCONSCIENTE OU SONAMBÚLICA: acontece quando o médium diz que não sabe o que disse, dando a entender que o espírito que se comunicou utilizou seu aparelho fonador, por ele estar (médium) inconsciente. (1) REFERÊNCIAS: 1. www.rcespiritismo.com.br/ 2. Mediunidade: Caminho para ser feliz de Suely C. Schubert ESTUDOS COMPLEMENTARES
  • 11. Como explicar a sintonia vibratória de um espírito conturbado com um médium equilibrado e em estado de confiança em Deus? O médium em equilíbrio busca sintonizar com o Espírito conturbado, pelo desejo de ajudar. Se a diferença vibratória entre ambos é muito acentuada, os guias espirituais auxiliam o comunicante, através de passes, para que elevem, ainda que em parte, o seu padrão vibratório e com isto facilite a sintonia com o médium, para a comunicação. Como é possível ao médium controlar as manifestações dos espíritos, mesmo violentos ou desequilibrados? O pensamento do Espírito, antes de chegar ao cérebro físico do médium, passa pelo cérebro perispirítico, resultando disso a propriedade que tem o medianeiro, em tese, de fazer ou não fazer o que a entidade pretende. 11 Quanto mais educar-se interiormente o médium, maior a dificuldade do Espírito em extravasar atitudes violentas ou desequilibradas. Mesmo quando inconsciente, o médium é responsável pelo que ocorre durante as comunicações? Na psicofonia sonambúlica, o médium cede com mais espontaneidade os seus implementos físicos para a comunicação do Espírito, mas afastado de seu corpo, é absolutamente consciente, daí a sua responsabilidade no controle do Espírito comunicante. Qual a condição do médium na psicofonia consciente, na semiconsciente e na inconsciente? Na psicofonia consciente o Espírito comunicante transmite, telepaticamente, às vezes, à distância, as suas ideias ao médium que as retrata com as suas próprias palavras. Na semiconsciente, o Espírito comunicante, através do perispírito do médium, entra em contato com este, atuando sobre o campo da fala e outros centros motores. Na inconsciente, afasta-se o Espírito do médium de seu próprio corpo, que mais livremente é utilizado pelo comunicante. Quando há inteira confiança entre ambos, é como se o médium entregasse um instrumento valioso às mãos de um artista emérito que o valoriza. Se o comunicante é rebelde ou perverso, o médium, embora afastado, age na condição de um enfermeiro vigilante a controlar o doente.(1) (1)https://www.uemmg.org.br/sites/default/file s/public/download/arquivo/evangelho_e_espirit ismo_6_mediunidade.pdf