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Federação Espírita Brasileira
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
Programa Fundamental – Tomo I
Reencarnação
Possibilitar entendimento da
reencarnação sob a ótica da
Doutrina Espírita.
Objetivo Geral:
Módulo VI:
Roteiro 1 – Fundamentos e finalidade da
reencarnação;
Módulo VI: Reencarnação
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Roteiro 3 – Retorno à vida corporal: o
planejamento reencarnatório;
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alma ao corpo;
Roteiro 5 – Retorno à vida corporal: a
infância;
Roteiro 6 – O esquecimento do passado:
justificativas da sua necessidade.
Módulo VI: Reencarnação
 Explicar a relação de causa e efeito no
processo reencarnatório;
Objetivos Específicos:
 Citar as finalidades da reencarnação;
 Relacionar a doutrina da reencarnação
com a manifestação da justiça divina;
 Esclarecer como atingir essas finalidades.
Módulo VI - Roteiro 1
Fundamentos e finalidade da reencarnação
Deus lhes impõe a encarnação com o
objetivo de fazê-los chegar à perfeição.
Para alguns é uma expiação, para outros é
uma missão. [...]
Qual o objetivo da encarnação dos
Espíritos?
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Perg. 132.
[...] A encarnação tem ainda outra
finalidade: a de pôr o Espírito em
condições de cumprir sua parte na obra
da Criação. [...]
“Todos são criados simples e ignorantes e
se instruem nas lutas e tribulações da vida
corporal. Deus, que é justo, não poderia
fazer felizes a uns, sem fadigas e sem
trabalho e, por conseguinte, sem mérito.”
Os Espíritos que, desde o
princípio, seguiram o caminho do
bem, têm necessidade de encarnação?
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Perg. 133.
“Chegam mais depressa ao fim. Além disso, as
dificuldades da vida são muitas vezes a
consequência da imperfeição do Espírito; quanto
menos imperfeições; menos tormentos. Aquele
que não é invejoso, nem ciumento, nem
avaro, nem ambicioso, não sofrerá as torturas
que se originam desses defeitos.”
Mas, então, de que serve aos Espíritos
terem seguido o caminho do bem, se isto
não os isenta das penas da vida corporal?
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Perg. 133-a.
A lógica da Reencarnação...
 Se a existência corporal é única, então:
ou a alma de cada criatura foi criada no nascimento
ou a alma já existia.
 Se ela existia, qual era a situação? Tinha ou não
consciência de si mesma? Sua individualidade era
progressiva ou estacionária? Qual a situação dela ao
tomar o corpo?
 Admitida a existência da alma; se não há
reencarnação, não há mais que uma existência corporal
para cada criatura.
Fonte: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução Evandro Noleto Bezerra. 1.ed. Comemorativa
do Sesquicentenário. Brasília: FEB, 2006. Questão 222 (cap. V), p.177-188.
1-Por que a alma revela aptidões tão diversas e independentes
das ideias adquiridas pela educação?
2-De onde vem a aptidão extranormal de algumas crianças de
pouca idade para esta ou aquela ciência, enquanto outras
permanecem inferiores ou medíocres por toda a vida?
3-De onde vêm, para uns, as idéias inatas ou intuitivas, que não
existem para outros?
4-De onde vêm, para certas crianças, os impulsos precoces de
vícios ou virtudes, esses sentimentos inatos de dignidade ou de
baixeza que contrastam com o meio em que nasceram?
5-Por que algumas pessoas, independentemente da educação, são
mais adiantadas que outras?
Fonte: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução Evandro Noleto Bezerra. 1.ed. Comemorativa do
Sesquicentenário. Brasília: FEB, 2006. Questão 222 (cap. V), p.177-188.
A Lógica da Reencarnação ...
 Admitindo que a alma foi criada com o corpo, ao
nascer, e que ela é a responsável pelas ações da
criatura, então como seriam explicadas as seguintes
indagações:
 Como explicar esses dilemas? Ou as almas são iguais ao
nascer, ou não são: quanto a isso não há dúvida. Se são
iguais, por que essas tamanhas diferenças de aptidões?
 Os materialistas dirão que dependem do organismo.
Mas, nesse caso, o [...] homem não seria mais que uma
máquina, joguete da matéria; não teria a responsabilidade
dos seus atos; tudo poderia ser atribuído às suas
imperfeições físicas.
 Deus, na sua justiça, não podia ter criado almas mais
perfeitas e outras menos perfeitas.
 Se as almas são desiguais, foi Deus quem as criou assim.
Então, por que essa superioridade inata, conferida a alguns?
Essa parcialidade estaria conforme à sua justiça e ao amor
que dedica por igual a todas as criaturas?
Fonte: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução Evandro Noleto Bezerra. 1.ed. Comemorativa
do Sesquicentenário. Brasília: FEB, 2006. Questão 222 (cap. V), p.177-188.
A Lógica da Reencarnação ...
Pontos centrais do estudo
 Relação entre a doutrina da reencarnação
e a manifestação da justiça divina;
 Influência da relação de causa e efeito
no processo reencarnatório;
 As finalidades gerais da reencarnação:
reparação, aprendizagem e elevação.
Em três grupos
Tarefas dos Grupos
1. Proceder, individualmente, a leitura silenciosa dos
“Subsídios”, itens 1 e 2, e da lista dos itens apresentadas no
“Anexo”, acerca dos fundamentos e finalidades da
reencarnação que foram selecionados para o grupo;
2. Apresentar para todos o entendimento do grupo de cada item
selecionado
Resultados do
estudo em grupo
I:
“A obrigação que tem o Espírito
encarnado de prover ao alimento do
corpo, à sua segurança, ao seu bem-
estar, o força a empregar suas
faculdades em investigações, a
exercitá-las e desenvolvê-las.
Útil, portanto, ao seu adiantamento é a
sua união com a matéria.”
Allan Kardec: A gênese, cap. 11, item 24. [Aprendizagem]
FINALIDADE DA REENCARNAÇÃO
II: “Mediante as diversas existências
corpóreas é que os Espíritos se vão
expungindo, pouco a pouco, de suas
imperfeições. As provações da vida os
fazem adiantar-se, quando bem
suportadas. Como expiações, elas apagam
as faltas e purificam. São o remédio que
limpa as chagas e cura o doente.”
Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo, cap. 5, item 10. [Reparação]
FINALIDADE DA REENCARNAÇÃO
III: Pelo “[...] trabalho inteligente que ele
[o Espírito] executa em seu
proveito, sobre a matéria do globo que
lhe serve de habitação. É assim
que, progredindo, colabora na obra do
Criador, da qual se torna fator
consciente.”
Allan Kardec: A gênese, cap. 11, item 24. [Elevação]
FINALIDADE DA REENCARNAÇÃO
IV: Os Espíritos superiores esclarecem
que há expiação nas diversas
existências no plano material,
tendo em vista o “melhoramento
progressivo da humanidade. Sem
isto, onde a justiça?”
Allan Kardec: O livro dos Espíritos, questão 167. [Elevação]
FINALIDADE DA REENCARNAÇÃO
V: “Os Espíritos não ocupam perpetuamente
a mesma categoria. Todos se melhoram
passando pelos diferentes graus da
hierarquia espírita. [...] A vida material
é uma prova que lhes cumpre sofrer
repetidamente, até que hajam atingido a
absoluta perfeição moral.”
Allan Kardec: O livro dos Espíritos, introdução 6, p. 24. [Elevação]
FINALIDADE DA REENCARNAÇÃO
VI: “As diferentes existências corpóreas
do Espírito são sempre progressivas
e nunca regressivas [...]”
Allan Kardec: O livro dos Espíritos, introdução 6, p. 25. [Diferenças]
FUNDAMENTO DA REENCARNAÇÃO
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FINALIDADE DA REENCARNAÇÃO
VII: Os Espíritos Superiores ensinam ”não
haver faltas irremissíveis que a expiação
não possa apagar. Meio de consegui-lo
encontra o homem nas diferentes
existências que lhe permitem
avançar, conformemente aos seus desejos
e esforços, na senda do progresso, para
a perfeição, que é o seu destino final”
Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo, cap.4, item 25. [Aprendizagem]
FINALIDADE DA REENCARNAÇÃO
VIII: A passagem dos Espíritos pela vida
corporal é necessária para que eles
possam cumprir, por meio de uma ação
material, a bem deles, visto que a
atividade que são obrigados a exercer
lhes auxilia o desenvolvimento da
inteligência”
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IX: Todavia, por virtude do axioma
segundo o qual todo efeito tem uma
causa, tais misérias são efeitos que
hão de ter uma causa e, desde que
se admita um Deus justo, essa causa
também há de ser justa”
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FUNDAMENTO DA REENCARNAÇÃO
X: “A doutrina da reencarnação, isto é, a que
consiste em admitir para o Espírito muitas
existências sucessivas, é a única que
corresponde à idéia que formamos da justiça de
Deus para com os homens que se acham em
condição moral inferior; a única que pode
explicar o futuro e firmar as nossas
esperanças, pois que nos oferece os meios de
resgatarmos os nossos erros por novas
provações.”
A reencarnação é um dos princípios filosóficos
e básicos da Doutrina Espírita:
 Esclarece os porquês da existência humana;
 Revela a natureza do destino humano;
 Explica a razão das desigualdades;
 Demonstra como a justiça divina atua;
Reencarnação
•Pluralidade das existências •Existências sucessivas •Palingênese
“(...) aquele que não nascer de novo não
pode ver o Reino de Deus.”
(João, 3:3.)
Como todos os Espíritos, sem
exceção, estão destinados à
perfeição, Deus, na sua Justiça Divina, lhes
faculta os meios de alcançá-la por
intermédio das provações da vida corporal
em novas existências, dando-lhe a
oportunidade de realizar o que ainda não
puderam fazer ou concluir.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução Evandro Noleto Bezerra. 1.ed. Comemorativa do
Sesquicentenário. Brasília: FEB, 2006. Questão 171, p.155-156.
TORCHI, Cristiano. Espiritismo passo a passo com Kardec. Brasília: FEB, 2007., p.320.
Fundamento da Reencarnação
Justiça Divina
“Se admitimos a justiça de Deus, não
podemos deixar de admitir que esse efeito
tem uma causa; e se esta causa não se
encontra na vida presente, deve achar-se
antes desta, porque em todas as coisas a
causa deve preceder ao efeito;
há, pois, necessidade de a alma já ter
vivido, para que possa merecer uma
expiação.”KARDEC, Allan. O que é espiritismo. Cap. 3 – O homem durante a vida terrena, item 134.
Fundamento da Reencarnação
Lei de causa e efeito
Finalidades da reencarnação
 Fazer o Espírito progredir e evoluir até à
perfeição;
 Conceder ao Espírito a oportunidade de
expiar faltas cometidas em vidas passadas.
Fonte: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução Evandro Noleto Bezerra. 1.ed.
Comemorativa do Sesquicentenário. Brasília: FEB, 2006. Questão 132, p.132.
 Dar condições ao Espírito de cumprir sua
parte na obra da Criação;
 Possibilitar ao Espírito realizar tarefas na
condição de missionários.
Como atingir essas finalidades?
 Realizando seu trabalho honestamente para,
assim, cumprir sua parte na obra da criação;
 Seguindo o caminho do bem para chegar mais
depressa ao fim a que se destina;
Fonte: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução Evandro Noleto Bezerra. 1.ed.
Comemorativa do Sesquicentenário. Brasília: FEB, 2006. Questão 133, 133-a, p.134.
 Despojando-se dos vícios morais, [...], tais
como:
inveja, ciúme, avareza, ambição, vaidade, org
ulho, entre outros, [...].
Consequências da Reencarnação
 Aperfeiçoamento moral;
 Progresso do Espírito;
Fonte: AMORIM, Deolindo. Cadernos Doutrinários. Salvador: CIRCULUS, 2000. p. 34-35
 Compreensão da justiça divina, segundo
a lei de causa e efeito.
 Fortalecimento da crença em Deus.
Consequências da Reencarnação
 Explicação das desigualdades;
 Destruição dos preconceitos de cor
ou de raça;
Fonte: AMORIM, Deolindo. Cadernos Doutrinários. Salvador: CIRCULUS, 2000. p. 34-35
 Desenvolvimento do espírito de
fraternidade humana.
(Amai-vos uns aos outros)
Testando
nosso
aprendizado!
Em relação à reencarnação e com fundamento na
Doutrina Espírita, podemos dizer que (Módulo
VI, Roteiro 1):
a)
A doutrina da reencarnação é
condizente com a idéia da justiça de
Deus para com os homens que se acham
em condição inferior.
b)
A idéia da reencarnação baseia-se no
mesmo princípio da ressurreição.
c)
A existência das desigualdades não pode
ser explicada com base na doutrina da
reencarnação.
d)
São finalidades da reencarnação:
reparação de faltas cometidas,
aprendizagem e evolução.
V
F
F
V
Ainda em relação à reencarnação e com fundamento
na Doutrina Espírita, como podemos avaliar as
seguintes alternativas? (Módulo VI, Roteiro 1)
a)
Existem faltas irremissíveis que, mesmo
considerando as inúmeras existências, a
expiação não pode apagar.
b)
As diversas existências corpóreas permitem
aos espíritos apagar, pouco a pouco, suas
imperfeições, pois as provações da vida,
quando bem suportadas, os fazem adiantar-se.
c)
As diferentes existências corpóreas do
Espírito não são sempre progressivas, podem
ser regressivas.
d)
As desigualdades das aptidões e do
desenvolvimento intelectual e moral dos
homens têm uma explicação lógica na
reencarnação.
V
F
V
F
Mensagem final...
“Nascer, morrer, renascer ainda
e progredir sempre, tal é a lei.”
Frase esculpida no dólmen de Allan Kardec.
Expiação:
Pena que sofrem os Espíritos como punição pelas faltas
cometidas durante a vida corporal. Como sofrimento
moral, a expiação ocorre no estado de erraticidade; como
sofrimento físico, dá-se no estado corporal. As
vicissitudes e os tormentos da vida corporal são, ao
mesmo tempo, provas para o futuro e expiação do
passado.
KARDEC, Allan. Instrução prática sobre as manifestações espíritas. Tradução Evandro Noleto
Bezerra. Rio de Janeiro: FEB, 2006. p.31.
Reencarnação:
Volta do Espírito à vida corporal. A reencarnação pode
ocorrer imediatamente depois da morte, ou após um lapso
de tempo mais ou menos longo, durante o qual o Espírito
permanece errante. Pode ocorrer nesta Terra ou em outras
esferas, mas sempre num corpo humano, e jamais no de um
animal. A reencarnação é progressiva ou estacionária;
nunca retrograda. Em suas novas existências corporais o
Espírito, isto é, de senhor pode tornar-se servo, de
príncipe, artífice, de rico, miserável, mas progredindo
sempre em ciência e moralidade. Assim o celerado pode
tornar-se homem de bem, mas o homem de bem não pode
tornar-se celerado.
KARDEC, Allan. Instrução prática sobre as manifestações espíritas. Tradução Evandro Noleto Bezerra.
Rio de Janeiro: FEB, 2006. p.66.
O dogma da reencarnação:
“Quando se diz dogma em Espiritismo, o termo não tem a mesma
significação radical da Teologia. Nesta, dogma é a verdade
imposta a crença cega do adepto de uma religião. O dogma não
pode ser rejeitado. Tem de ser aceito, quer compatível com a
razão quer não. Já na Doutrina Espírita, o conceito é diferente.
Dogma para o espírita, é uma verdade primordial, aceita pela
razão como um princípio básico, do qual decorrem outros
princípios, ou corolários”.
É uma espécie de postulado.
NÁUFEL, José. Do ABC ao infinito. Vol. 1. Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita. Rio de Janeiro:
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  • 1. Federação Espírita Brasileira Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Programa Fundamental – Tomo I Reencarnação Possibilitar entendimento da reencarnação sob a ótica da Doutrina Espírita. Objetivo Geral: Módulo VI:
  • 2. Roteiro 1 – Fundamentos e finalidade da reencarnação; Módulo VI: Reencarnação Roteiro 2 – Provas da reencarnação; Roteiro 3 – Retorno à vida corporal: o planejamento reencarnatório;
  • 3. Roteiro 4 – Retorno à vida corporal: união da alma ao corpo; Roteiro 5 – Retorno à vida corporal: a infância; Roteiro 6 – O esquecimento do passado: justificativas da sua necessidade. Módulo VI: Reencarnação
  • 4.  Explicar a relação de causa e efeito no processo reencarnatório; Objetivos Específicos:  Citar as finalidades da reencarnação;  Relacionar a doutrina da reencarnação com a manifestação da justiça divina;  Esclarecer como atingir essas finalidades. Módulo VI - Roteiro 1 Fundamentos e finalidade da reencarnação
  • 5. Deus lhes impõe a encarnação com o objetivo de fazê-los chegar à perfeição. Para alguns é uma expiação, para outros é uma missão. [...] Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos? KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Perg. 132. [...] A encarnação tem ainda outra finalidade: a de pôr o Espírito em condições de cumprir sua parte na obra da Criação. [...]
  • 6. “Todos são criados simples e ignorantes e se instruem nas lutas e tribulações da vida corporal. Deus, que é justo, não poderia fazer felizes a uns, sem fadigas e sem trabalho e, por conseguinte, sem mérito.” Os Espíritos que, desde o princípio, seguiram o caminho do bem, têm necessidade de encarnação? KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Perg. 133.
  • 7. “Chegam mais depressa ao fim. Além disso, as dificuldades da vida são muitas vezes a consequência da imperfeição do Espírito; quanto menos imperfeições; menos tormentos. Aquele que não é invejoso, nem ciumento, nem avaro, nem ambicioso, não sofrerá as torturas que se originam desses defeitos.” Mas, então, de que serve aos Espíritos terem seguido o caminho do bem, se isto não os isenta das penas da vida corporal? KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Perg. 133-a.
  • 8. A lógica da Reencarnação...  Se a existência corporal é única, então: ou a alma de cada criatura foi criada no nascimento ou a alma já existia.  Se ela existia, qual era a situação? Tinha ou não consciência de si mesma? Sua individualidade era progressiva ou estacionária? Qual a situação dela ao tomar o corpo?  Admitida a existência da alma; se não há reencarnação, não há mais que uma existência corporal para cada criatura. Fonte: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução Evandro Noleto Bezerra. 1.ed. Comemorativa do Sesquicentenário. Brasília: FEB, 2006. Questão 222 (cap. V), p.177-188.
  • 9. 1-Por que a alma revela aptidões tão diversas e independentes das ideias adquiridas pela educação? 2-De onde vem a aptidão extranormal de algumas crianças de pouca idade para esta ou aquela ciência, enquanto outras permanecem inferiores ou medíocres por toda a vida? 3-De onde vêm, para uns, as idéias inatas ou intuitivas, que não existem para outros? 4-De onde vêm, para certas crianças, os impulsos precoces de vícios ou virtudes, esses sentimentos inatos de dignidade ou de baixeza que contrastam com o meio em que nasceram? 5-Por que algumas pessoas, independentemente da educação, são mais adiantadas que outras? Fonte: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução Evandro Noleto Bezerra. 1.ed. Comemorativa do Sesquicentenário. Brasília: FEB, 2006. Questão 222 (cap. V), p.177-188. A Lógica da Reencarnação ...  Admitindo que a alma foi criada com o corpo, ao nascer, e que ela é a responsável pelas ações da criatura, então como seriam explicadas as seguintes indagações:
  • 10.  Como explicar esses dilemas? Ou as almas são iguais ao nascer, ou não são: quanto a isso não há dúvida. Se são iguais, por que essas tamanhas diferenças de aptidões?  Os materialistas dirão que dependem do organismo. Mas, nesse caso, o [...] homem não seria mais que uma máquina, joguete da matéria; não teria a responsabilidade dos seus atos; tudo poderia ser atribuído às suas imperfeições físicas.  Deus, na sua justiça, não podia ter criado almas mais perfeitas e outras menos perfeitas.  Se as almas são desiguais, foi Deus quem as criou assim. Então, por que essa superioridade inata, conferida a alguns? Essa parcialidade estaria conforme à sua justiça e ao amor que dedica por igual a todas as criaturas? Fonte: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução Evandro Noleto Bezerra. 1.ed. Comemorativa do Sesquicentenário. Brasília: FEB, 2006. Questão 222 (cap. V), p.177-188. A Lógica da Reencarnação ...
  • 11. Pontos centrais do estudo  Relação entre a doutrina da reencarnação e a manifestação da justiça divina;  Influência da relação de causa e efeito no processo reencarnatório;  As finalidades gerais da reencarnação: reparação, aprendizagem e elevação.
  • 13. Tarefas dos Grupos 1. Proceder, individualmente, a leitura silenciosa dos “Subsídios”, itens 1 e 2, e da lista dos itens apresentadas no “Anexo”, acerca dos fundamentos e finalidades da reencarnação que foram selecionados para o grupo; 2. Apresentar para todos o entendimento do grupo de cada item selecionado
  • 15. I: “A obrigação que tem o Espírito encarnado de prover ao alimento do corpo, à sua segurança, ao seu bem- estar, o força a empregar suas faculdades em investigações, a exercitá-las e desenvolvê-las. Útil, portanto, ao seu adiantamento é a sua união com a matéria.” Allan Kardec: A gênese, cap. 11, item 24. [Aprendizagem] FINALIDADE DA REENCARNAÇÃO
  • 16. II: “Mediante as diversas existências corpóreas é que os Espíritos se vão expungindo, pouco a pouco, de suas imperfeições. As provações da vida os fazem adiantar-se, quando bem suportadas. Como expiações, elas apagam as faltas e purificam. São o remédio que limpa as chagas e cura o doente.” Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo, cap. 5, item 10. [Reparação] FINALIDADE DA REENCARNAÇÃO
  • 17. III: Pelo “[...] trabalho inteligente que ele [o Espírito] executa em seu proveito, sobre a matéria do globo que lhe serve de habitação. É assim que, progredindo, colabora na obra do Criador, da qual se torna fator consciente.” Allan Kardec: A gênese, cap. 11, item 24. [Elevação] FINALIDADE DA REENCARNAÇÃO
  • 18. IV: Os Espíritos superiores esclarecem que há expiação nas diversas existências no plano material, tendo em vista o “melhoramento progressivo da humanidade. Sem isto, onde a justiça?” Allan Kardec: O livro dos Espíritos, questão 167. [Elevação] FINALIDADE DA REENCARNAÇÃO
  • 19. V: “Os Espíritos não ocupam perpetuamente a mesma categoria. Todos se melhoram passando pelos diferentes graus da hierarquia espírita. [...] A vida material é uma prova que lhes cumpre sofrer repetidamente, até que hajam atingido a absoluta perfeição moral.” Allan Kardec: O livro dos Espíritos, introdução 6, p. 24. [Elevação] FINALIDADE DA REENCARNAÇÃO
  • 20. VI: “As diferentes existências corpóreas do Espírito são sempre progressivas e nunca regressivas [...]” Allan Kardec: O livro dos Espíritos, introdução 6, p. 25. [Diferenças] FUNDAMENTO DA REENCARNAÇÃO
  • 21. Allan Kardec: O livro dos Espíritos, introdução 6, p. 27. [Reparação] FINALIDADE DA REENCARNAÇÃO VII: Os Espíritos Superiores ensinam ”não haver faltas irremissíveis que a expiação não possa apagar. Meio de consegui-lo encontra o homem nas diferentes existências que lhe permitem avançar, conformemente aos seus desejos e esforços, na senda do progresso, para a perfeição, que é o seu destino final”
  • 22. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo, cap.4, item 25. [Aprendizagem] FINALIDADE DA REENCARNAÇÃO VIII: A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma ação material, a bem deles, visto que a atividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência”
  • 23. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo, cap.5, item 6. [Lei de causa e efeito] FUNDAMENTO DA REENCARNAÇÃO IX: Todavia, por virtude do axioma segundo o qual todo efeito tem uma causa, tais misérias são efeitos que hão de ter uma causa e, desde que se admita um Deus justo, essa causa também há de ser justa”
  • 24. Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 171 - comentário. [Justiça Divina] FUNDAMENTO DA REENCARNAÇÃO X: “A doutrina da reencarnação, isto é, a que consiste em admitir para o Espírito muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à idéia que formamos da justiça de Deus para com os homens que se acham em condição moral inferior; a única que pode explicar o futuro e firmar as nossas esperanças, pois que nos oferece os meios de resgatarmos os nossos erros por novas provações.”
  • 25.
  • 26. A reencarnação é um dos princípios filosóficos e básicos da Doutrina Espírita:  Esclarece os porquês da existência humana;  Revela a natureza do destino humano;  Explica a razão das desigualdades;  Demonstra como a justiça divina atua; Reencarnação •Pluralidade das existências •Existências sucessivas •Palingênese “(...) aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.” (João, 3:3.)
  • 27. Como todos os Espíritos, sem exceção, estão destinados à perfeição, Deus, na sua Justiça Divina, lhes faculta os meios de alcançá-la por intermédio das provações da vida corporal em novas existências, dando-lhe a oportunidade de realizar o que ainda não puderam fazer ou concluir. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução Evandro Noleto Bezerra. 1.ed. Comemorativa do Sesquicentenário. Brasília: FEB, 2006. Questão 171, p.155-156. TORCHI, Cristiano. Espiritismo passo a passo com Kardec. Brasília: FEB, 2007., p.320. Fundamento da Reencarnação Justiça Divina
  • 28. “Se admitimos a justiça de Deus, não podemos deixar de admitir que esse efeito tem uma causa; e se esta causa não se encontra na vida presente, deve achar-se antes desta, porque em todas as coisas a causa deve preceder ao efeito; há, pois, necessidade de a alma já ter vivido, para que possa merecer uma expiação.”KARDEC, Allan. O que é espiritismo. Cap. 3 – O homem durante a vida terrena, item 134. Fundamento da Reencarnação Lei de causa e efeito
  • 29. Finalidades da reencarnação  Fazer o Espírito progredir e evoluir até à perfeição;  Conceder ao Espírito a oportunidade de expiar faltas cometidas em vidas passadas. Fonte: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução Evandro Noleto Bezerra. 1.ed. Comemorativa do Sesquicentenário. Brasília: FEB, 2006. Questão 132, p.132.  Dar condições ao Espírito de cumprir sua parte na obra da Criação;  Possibilitar ao Espírito realizar tarefas na condição de missionários.
  • 30. Como atingir essas finalidades?  Realizando seu trabalho honestamente para, assim, cumprir sua parte na obra da criação;  Seguindo o caminho do bem para chegar mais depressa ao fim a que se destina; Fonte: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução Evandro Noleto Bezerra. 1.ed. Comemorativa do Sesquicentenário. Brasília: FEB, 2006. Questão 133, 133-a, p.134.  Despojando-se dos vícios morais, [...], tais como: inveja, ciúme, avareza, ambição, vaidade, org ulho, entre outros, [...].
  • 31. Consequências da Reencarnação  Aperfeiçoamento moral;  Progresso do Espírito; Fonte: AMORIM, Deolindo. Cadernos Doutrinários. Salvador: CIRCULUS, 2000. p. 34-35  Compreensão da justiça divina, segundo a lei de causa e efeito.  Fortalecimento da crença em Deus.
  • 32. Consequências da Reencarnação  Explicação das desigualdades;  Destruição dos preconceitos de cor ou de raça; Fonte: AMORIM, Deolindo. Cadernos Doutrinários. Salvador: CIRCULUS, 2000. p. 34-35  Desenvolvimento do espírito de fraternidade humana. (Amai-vos uns aos outros)
  • 34. Em relação à reencarnação e com fundamento na Doutrina Espírita, podemos dizer que (Módulo VI, Roteiro 1): a) A doutrina da reencarnação é condizente com a idéia da justiça de Deus para com os homens que se acham em condição inferior. b) A idéia da reencarnação baseia-se no mesmo princípio da ressurreição. c) A existência das desigualdades não pode ser explicada com base na doutrina da reencarnação. d) São finalidades da reencarnação: reparação de faltas cometidas, aprendizagem e evolução. V F F V
  • 35. Ainda em relação à reencarnação e com fundamento na Doutrina Espírita, como podemos avaliar as seguintes alternativas? (Módulo VI, Roteiro 1) a) Existem faltas irremissíveis que, mesmo considerando as inúmeras existências, a expiação não pode apagar. b) As diversas existências corpóreas permitem aos espíritos apagar, pouco a pouco, suas imperfeições, pois as provações da vida, quando bem suportadas, os fazem adiantar-se. c) As diferentes existências corpóreas do Espírito não são sempre progressivas, podem ser regressivas. d) As desigualdades das aptidões e do desenvolvimento intelectual e moral dos homens têm uma explicação lógica na reencarnação. V F V F
  • 36. Mensagem final... “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei.” Frase esculpida no dólmen de Allan Kardec.
  • 37.
  • 38. Expiação: Pena que sofrem os Espíritos como punição pelas faltas cometidas durante a vida corporal. Como sofrimento moral, a expiação ocorre no estado de erraticidade; como sofrimento físico, dá-se no estado corporal. As vicissitudes e os tormentos da vida corporal são, ao mesmo tempo, provas para o futuro e expiação do passado. KARDEC, Allan. Instrução prática sobre as manifestações espíritas. Tradução Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: FEB, 2006. p.31.
  • 39. Reencarnação: Volta do Espírito à vida corporal. A reencarnação pode ocorrer imediatamente depois da morte, ou após um lapso de tempo mais ou menos longo, durante o qual o Espírito permanece errante. Pode ocorrer nesta Terra ou em outras esferas, mas sempre num corpo humano, e jamais no de um animal. A reencarnação é progressiva ou estacionária; nunca retrograda. Em suas novas existências corporais o Espírito, isto é, de senhor pode tornar-se servo, de príncipe, artífice, de rico, miserável, mas progredindo sempre em ciência e moralidade. Assim o celerado pode tornar-se homem de bem, mas o homem de bem não pode tornar-se celerado. KARDEC, Allan. Instrução prática sobre as manifestações espíritas. Tradução Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: FEB, 2006. p.66.
  • 40. O dogma da reencarnação: “Quando se diz dogma em Espiritismo, o termo não tem a mesma significação radical da Teologia. Nesta, dogma é a verdade imposta a crença cega do adepto de uma religião. O dogma não pode ser rejeitado. Tem de ser aceito, quer compatível com a razão quer não. Já na Doutrina Espírita, o conceito é diferente. Dogma para o espírita, é uma verdade primordial, aceita pela razão como um princípio básico, do qual decorrem outros princípios, ou corolários”. É uma espécie de postulado. NÁUFEL, José. Do ABC ao infinito. Vol. 1. Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita. Rio de Janeiro: FEB, p.194.