CRUZ E SOUSA
SIMBOLISMO
• João da Cruz e Sousa (Desterro, 1861 – Sítio (MG), 1898)
• Filho de escravos negros, tutelado por Marechal Xavier de Sousa até a
adolescência.
• Boa instrução secundária.
• Deixou os estudos com a morte do protetor.
• Trabalha como ponto de companhia teatral.
• Escreve contos abolicionistas.
• Influenciado pelos condoreiros e por Guerra Junqueiro.
• Escreve Tropos e Fantasias em 1885.
• Impedido, por racismo, de ocupar o cargo de promotor.
• Seu período catarinense é marcado pela luta abolicionista.
• Muda-se para o Rio em 1890, e funda com B. Lopes e Oscar Rosas o primeiro grupo
simbolista brasileiro.
• Trabalha em emprego miserável na Estrada de Ferro Central. Casa-se com Gavita, de
saúde mental comprometida, com quem tem quatro filhos. Dois dos filhos morrem
antes do pai.
• Tuberculoso, procura em 1897 tratamento na cidade de Sítio, MG, onde vem a falecer.
• Força e originalidade de Broquéis renovam a expressão poética em língua
portuguesa.
• Traços parnasianos mantidos integram-se a significados novos.
• Angústia sexual com tratamento platonizante e sublimação.
• Fusão de amor e morte.
• Sublimação assume a libido para atingir o sofrimento.
• Dilaceração entre matéria e espírito dialoga com limites expressionais do verso.
• Desejo do transcendente expresso pela permanência do fluxo sonoro.
• Metro utilizado com ritmo mais frouxo.
• Uso de maiúsculas para gerar valor absoluto nas palavras.
• Substantivos abstratos no plural.
• Processos sinestésicos.
• Obsessão pelo branco e pela luz como esforço de superação e cristalização.
• Após Broquéis, maturidade no trato de temas e aproveitamento biográfico.
• Últimos Sonetos traz visão de mundo de Cruz e Sousa em forma definitiva.
• Em Últimos Sonetos, imagens ganham vigor e organizam-se em um pensamento
coerente.
• Amor como Alfa e Ômega da conduta humana (preceito cristão).
• Liberação dos sentidos de toda dor. Nirvana.
• Renúncia e ascese na morte, mas com empolgação.
• Salvação espiritual pela via dolorosa.

Cruz e Sousa

  • 1.
  • 2.
    • João daCruz e Sousa (Desterro, 1861 – Sítio (MG), 1898) • Filho de escravos negros, tutelado por Marechal Xavier de Sousa até a adolescência. • Boa instrução secundária. • Deixou os estudos com a morte do protetor. • Trabalha como ponto de companhia teatral. • Escreve contos abolicionistas. • Influenciado pelos condoreiros e por Guerra Junqueiro.
  • 3.
    • Escreve Tropose Fantasias em 1885. • Impedido, por racismo, de ocupar o cargo de promotor. • Seu período catarinense é marcado pela luta abolicionista. • Muda-se para o Rio em 1890, e funda com B. Lopes e Oscar Rosas o primeiro grupo simbolista brasileiro. • Trabalha em emprego miserável na Estrada de Ferro Central. Casa-se com Gavita, de saúde mental comprometida, com quem tem quatro filhos. Dois dos filhos morrem antes do pai. • Tuberculoso, procura em 1897 tratamento na cidade de Sítio, MG, onde vem a falecer.
  • 4.
    • Força eoriginalidade de Broquéis renovam a expressão poética em língua portuguesa. • Traços parnasianos mantidos integram-se a significados novos. • Angústia sexual com tratamento platonizante e sublimação. • Fusão de amor e morte. • Sublimação assume a libido para atingir o sofrimento. • Dilaceração entre matéria e espírito dialoga com limites expressionais do verso. • Desejo do transcendente expresso pela permanência do fluxo sonoro.
  • 5.
    • Metro utilizadocom ritmo mais frouxo. • Uso de maiúsculas para gerar valor absoluto nas palavras. • Substantivos abstratos no plural. • Processos sinestésicos. • Obsessão pelo branco e pela luz como esforço de superação e cristalização. • Após Broquéis, maturidade no trato de temas e aproveitamento biográfico. • Últimos Sonetos traz visão de mundo de Cruz e Sousa em forma definitiva.
  • 6.
    • Em ÚltimosSonetos, imagens ganham vigor e organizam-se em um pensamento coerente. • Amor como Alfa e Ômega da conduta humana (preceito cristão). • Liberação dos sentidos de toda dor. Nirvana. • Renúncia e ascese na morte, mas com empolgação. • Salvação espiritual pela via dolorosa.