SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 31
A arte do século XVII
Com o Renascimento, o Homem ganhou o papel 
de senhor dos mares, dos conhecimentos, etc. 
Esse era o Antropocentrismo. 
Com o século XVII, por força de acontecimentos 
religiosos, como a Contrarreforma, os valores 
religiosos e espirituais reaparecem. 
Ressurge o Teocentrismo, que passa a conviver 
com os valores renascentistas.
O Barroco ou Seiscentismo é um estilo 
artístico que predominou no século XVII, e que, 
portanto, se refletiu na pintura, na arquitetura e 
na literatura. 
Igreja barroca em Ouro Preto - MG 
São Jerônimo - Caravaggio
 O Barroco marca um período de crise espiritual; 
 Havia duas mentalidades diferentes: o pensamento 
antropocêntrico do Renascimento e a religiosidade 
teocêntrica; 
 Confusão de ideias: 
 Aproveitar a vida x Se preparar para a morte;
Características da pintura 
 Claro e escuro; 
 Expressão de 
sentimentos; 
 Luz projetada 
para direcionar o 
observador para 
o tema central 
Judith e Holofernes (Caravaggio)
 Conflito antropocentrismo x teocentrismo 
 Mundo material x mundo espiritual 
 Fé x razão 
 Corpo e alma 
 Idealização amorosa 
 Culpa cristã 
 Raciocínios complexos 
 Carpe diem 
 Gosto pelo soneto
 Antítese: jogo de ideias opostas 
 Nasce o sol, e não dura mais que um dia, / Depois da Luz se segue a noite 
escura. 
 Paradoxos: união de ideias que se anulam 
 Incêndio em mares de água disfarçado; / Rio de neve em fogo convertido. 
 Metáfora: comparação implícita 
 Se és fogo, como passas brandamente? / Se és neve, como queimas com 
porfia? 
 Inversões: frases com disposição inversa 
 Ofendido vos tem minha maldade. (Minha maldade vos tem ofendido)
 Cultismo: gosto pelo rebuscamento formal, 
jogos de palavras, grande uso de figuras de 
linguagem e vocabulário sofisticado. 
Usa também elementos sensoriais: som, cor, 
forma, volume, etc. 
 Conceptismo: jogo de ideias, sutilezas do 
pensamento lógico, analogias, paradoxos, etc.
Precursor do Barroco no Brasil
 Foi a obra que propagou o estilo barroco no 
Brasil e é, também, a primeira obra 
realmente literária entre nós, sendo, por 
isto, um marco da nossa literatura. 
 É um poema épico a Jorge de Albuquerque 
Coelho, donatário da capitania de 
Pernambuco, publicado em 1601, em versos 
decassílabos, dispostos em oitava rima. 
Frequentemente imita os Lusíadas e reflete 
pouco o ambiente da Colônia.
I 
Cantem Poetas o Poder Romano, 
Sobmetendo Nações ao jugo 
duro; 
O Mantuano pinte o Rei Troiano, 
Descendo à confusão do Reino 
escuro; 
Que eu canto um Albuquerque 
soberano, 
Da Fé, da cara Pátria firme 
muro, 
Cujo valor e ser, que o Ceo lhe 
inspira, 
Pode estancar a Lácia e Grega 
lira. 
II 
As Délficas irmãs chamar não 
quero, 
que tal invocação é vão estudo; 
Aquele chamo só, de quem 
espero 
A vida que se espera em fim de 
tudo. 
Ele fará meu Verso tão sincero, 
Quanto fora sem ele tosco e 
rudo, 
Que per rezão negar não deve o 
menos 
Quem deu o mais a míseros 
terrenos. 
TEIXEIRA, Bento.
 Esse poema, além de traçar elogios aos 
primeiros donatários da capitania de 
Pernambuco, narra o naufrágio sofrido por 
um deles, o donatário Jorge Albuquerque 
Coelho. Apesar de os críticos o considerarem 
de pouco valor literário, o texto tem seu 
valor histórico.
O orador barroco português no Brasil
 Antônio Vieira nasceu em Portugal, em 1608. 
Veio para o Brasil com 7 anos e começou a 
estudar com os jesuítas. 
 Entrou, por vontade própria, na Companhia de 
Jesus, iniciando seu noviciado com 15 anos. 
 Suas obras pertencem tanto à literatura 
portuguesa quanto à brasileira.
 Pe. Antônio pode ser visto como orador, por 
causa de seus sermões, mas também como 
visionário e “homem de ação”, por ter se 
envolvido em causas políticas.
 Antônio Vieira ligava sua formação jesuítica 
à estética barroca, produzindo sermões que 
tiveram grande repercussão, como: 
 “Sermão da Sexagésima” (arte de pregar) 
 “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as da 
Holanda” (contra a invasão holandesa) 
 “Sermão de Santo Antônio (aos peixes)” (contra a escravidão 
indígena) 
 “Sermão do mandato” (amor místico)
 Antônio Vieira escreveu três obras com um 
tema profético, sonhador, baseado em 
textos bíblicos e nas professias. 
 Histórias do futuro; 
 Esperanças de Portugal; (ressurreição de D. 
João IV) 
 Clavis prophetarum. (chave dos profetas)
 Antônio Vieira pôs seus sermões no ramo 
político. 
 Aproveitando-se do púlpito e da catequese 
(únicas formas de propagação de ideias da 
época), espalhou sua visão acerca da defesa 
do índio, da invasão holandesa,
O “Boca do Inferno”
 Gregório nasceu em Salvador, em 1633. Estudou no 
Colégio dos Jesuítas e em Coimbra. Lá, formou-se e 
tornou-se juiz. 
 Ficou conhecido por suas sátiras e, por causa delas, 
foi perseguido pelo governador da Bahia. Foi exilado 
em Angola e, ao voltou doente. 
 Proibido de entrar na Bahia, morreu em Recife, em 
1696.
 Gregório foi extremamente irreverente, ao 
apontar as contradições da sociedade, a 
falsa moral baiana; e ao criticar todo e 
qualquer grupo social: comerciantes, 
governantes, escravos, mulheres, fidalgos, 
etc. 
 Por esse motivo, recebeu a alcunha de BOCA 
DO INFERNO. 
 Suas obras apresentam críticas, vocábulos 
indígenas e africanos e palavras de baixo 
calão
POESIA 
LÍRICA SATÍRICA 
AMOROSA FILOSÓFICA RELIGIOSA
 O amor é 
retratado como 
fonte de prazer e 
sofrimento; 
 A mulher é 
retratada como um 
anjo e fonte de 
perdição (pois 
desperta o desejo 
carnal); 
 Dualismo carne x 
espírito. 
Anjo no nome, Angélica na cara, 
Isso é ser flor, e Anjo juntamente, 
Ser Angélica flor, e Anjo florente, 
Em quem, se não em vós se uniformara? 
Quem veria uma flor, que a não cortara 
De verde pé, de rama florescente? 
E quem um Anjo vira tão luzente, 
Que por seu Deus, o não idolatrara? 
Se como Anjo sois dos meus altares, 
Fôreis o meu custódio, e minha guarda, 
Livrara eu de diabólicos azares. 
Mas vejo, que tão bela, e tão galharda, 
Posto que os Anjos nunca dão pesares, 
Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda. 
Vocabulário 
Uniformar: tornar uniforme, com uma só 
forma 
Galharda: elegante
 Angústia diante da 
vida 
 Temas abordando o 
desconcerto do mundo 
e a instabilidade dos 
bens materiais 
 Efemeridade das 
coisas 
Moraliza o Poeta nos Ocidentes do Sol a 
Inconstância dos Bens do Mundo 
Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, 
Depois da Luz se segue a noite escura, 
Em tristes sombras morre a formosura, 
Em contínuas tristezas a alegria. 
Porém se acaba o Sol, por que nascia? 
Se formosa a Luz é, por que não dura? 
Como a beleza assim se transfigura? 
Como o gosto da pena assim se fia? 
Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza, 
Na formosura não se dê constância, 
E na alegria sinta-se tristeza. 
Começa o mundo enfim pela ignorância, 
E tem qualquer dos bens por natureza 
A firmeza somente na inconstância. 
Vocabulário: 
Pena: dor, sofrimento
 O autor está dividido 
entre pecado e virtude 
(sente culpa por pecar e 
busca a salvação) 
 O autor vê o pecado como 
um erro humano, mas 
também, como a única 
forma de Deus cometer o 
ato do perdão. 
 O eu-lírico, muitas vezes, 
se comporta como 
advogado que faz a 
própria defesa diante de 
Deus (para tal, usava, até 
mesmo, trechos da Bíblia) 
Ofendi-vos, meu Deus, bem é verdade; 
É verdade, meu Senhor, que hei delinquido, 
Delinquido vos tenho, e ofendido, 
Ofendido vos tem minha maldade. 
Maldade, que encaminha à vaidade, 
Vaidade, que todo me há vencido; 
Vencido quero ver-me, e arrependido, 
Arrependido a tanta enormidade. 
Arrependido estou de coração, 
De coração vos busco, dai-me abraços, 
Abraços, que me rendem vossa luz. 
Luz, que claro me mostra a salvação, 
A salvação pretendo em tais abraços, 
Misericórdia, amor, Jesus, Jesus!
 O autor critica a situação 
econômica da Bahia; 
 Há críticas aos moradores 
e ao governo em geral. 
 Vocabulário: 
 Carepa: caspa, sujeira; 
 Vil: ordinário; 
 Increpar: censurar, 
repreender; 
 Garlopa: ferramenta de 
marcenaria, termo usado 
como sinônimo de trabalho 
braçal. 
Cousas da Vida 
Neste mundo é mais rico, o que mais rapa: 
Quem mais limpo se faz, tem mais carepa: 
Com sua língua ao nobre o vil decepa: 
O Velhaco maior sempre tem capa. 
Mostra o patife da nobreza o mapa: 
Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa 
Quem menos falar pode, mais increpa: 
Quem dinheiro tiver, pode ser Papa. 
A flor baixa se inculca por Tulipa; 
Bengala hoje na mão, ontem garlopa: 
Mais isento se mostra, o que mais chupa. 
Para a tropa do trapo vazo a tripa, 
E mais não digo, porque a Musa topa 
Em apa, epa, ipa, opa, upa.
Anielly Santos 
Luiz Pedro Mendes 
Matheus Henrique 
Rikally Vitória Cordeiro

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados (20)

Simbolismo
SimbolismoSimbolismo
Simbolismo
 
Realismo/Naturalismo
Realismo/NaturalismoRealismo/Naturalismo
Realismo/Naturalismo
 
Barroco
BarrocoBarroco
Barroco
 
Literatura brasileira
Literatura brasileiraLiteratura brasileira
Literatura brasileira
 
Parnasianismo'
Parnasianismo'Parnasianismo'
Parnasianismo'
 
Toda a Literatura
Toda a LiteraturaToda a Literatura
Toda a Literatura
 
Simbolismo
SimbolismoSimbolismo
Simbolismo
 
Romantismo no Brasil
Romantismo no BrasilRomantismo no Brasil
Romantismo no Brasil
 
ESCOLAS LITERÁRIAS.ppt
ESCOLAS LITERÁRIAS.pptESCOLAS LITERÁRIAS.ppt
ESCOLAS LITERÁRIAS.ppt
 
Realismo e Naturalismo - Literatura
Realismo e Naturalismo - LiteraturaRealismo e Naturalismo - Literatura
Realismo e Naturalismo - Literatura
 
Pronomes ensino médio
Pronomes ensino médioPronomes ensino médio
Pronomes ensino médio
 
Simbolismo
SimbolismoSimbolismo
Simbolismo
 
Lima Barreto
Lima BarretoLima Barreto
Lima Barreto
 
Barroco no brasil
Barroco no brasilBarroco no brasil
Barroco no brasil
 
Parnasianismo
ParnasianismoParnasianismo
Parnasianismo
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Arcadismo
ArcadismoArcadismo
Arcadismo
 
Quinhentismo
QuinhentismoQuinhentismo
Quinhentismo
 
Gênero lírico
Gênero líricoGênero lírico
Gênero lírico
 
Pré modernismo I
Pré modernismo IPré modernismo I
Pré modernismo I
 

Destaque (20)

www.EquarparaEnsinoMedio.com.br - Literatura - Barroco
www.EquarparaEnsinoMedio.com.br - Literatura - Barrocowww.EquarparaEnsinoMedio.com.br - Literatura - Barroco
www.EquarparaEnsinoMedio.com.br - Literatura - Barroco
 
O Barroco
O BarrocoO Barroco
O Barroco
 
O barroco
O barrocoO barroco
O barroco
 
Barroco português
Barroco portuguêsBarroco português
Barroco português
 
O barroco
O barrocoO barroco
O barroco
 
Barroco
Barroco   Barroco
Barroco
 
Neoclassicismo brasileiro
Neoclassicismo brasileiroNeoclassicismo brasileiro
Neoclassicismo brasileiro
 
Barroco
BarrocoBarroco
Barroco
 
Quinhentismo/ Literatura de informação.
Quinhentismo/ Literatura de informação.Quinhentismo/ Literatura de informação.
Quinhentismo/ Literatura de informação.
 
Barroco em Português
Barroco em PortuguêsBarroco em Português
Barroco em Português
 
Quinhentismo no brasil
Quinhentismo no brasilQuinhentismo no brasil
Quinhentismo no brasil
 
O barroco português
O barroco portuguêsO barroco português
O barroco português
 
O Barroco na Literatura
O Barroco na LiteraturaO Barroco na Literatura
O Barroco na Literatura
 
Academicismo e neoclassicismo no brasil
Academicismo e neoclassicismo no brasilAcademicismo e neoclassicismo no brasil
Academicismo e neoclassicismo no brasil
 
O Barroco no Brasil
O Barroco no BrasilO Barroco no Brasil
O Barroco no Brasil
 
Características do barroco português slide
Características do barroco português slideCaracterísticas do barroco português slide
Características do barroco português slide
 
Romantismo no Brasil
Romantismo  no BrasilRomantismo  no Brasil
Romantismo no Brasil
 
Barroco
BarrocoBarroco
Barroco
 
Brasil Imperial - Profº Alexandre Morais
Brasil Imperial - Profº Alexandre MoraisBrasil Imperial - Profº Alexandre Morais
Brasil Imperial - Profº Alexandre Morais
 
Barroco
BarrocoBarroco
Barroco
 

Semelhante a Barroco literatura (20)

Barroco
BarrocoBarroco
Barroco
 
Barroco e-arcadismo-no-brasil
Barroco e-arcadismo-no-brasilBarroco e-arcadismo-no-brasil
Barroco e-arcadismo-no-brasil
 
Barroco.pptx
Barroco.pptxBarroco.pptx
Barroco.pptx
 
Barroco
BarrocoBarroco
Barroco
 
Literatura
LiteraturaLiteratura
Literatura
 
Literatura
LiteraturaLiteratura
Literatura
 
Literatura.ppt
Literatura.pptLiteratura.ppt
Literatura.ppt
 
Barroco 2.0
Barroco 2.0Barroco 2.0
Barroco 2.0
 
Barroco e-arcadismo-no-brasil
Barroco e-arcadismo-no-brasilBarroco e-arcadismo-no-brasil
Barroco e-arcadismo-no-brasil
 
Barroco aula
Barroco aulaBarroco aula
Barroco aula
 
Gregório de Mattos. O grande poeta brasileiro
Gregório de Mattos. O grande poeta brasileiroGregório de Mattos. O grande poeta brasileiro
Gregório de Mattos. O grande poeta brasileiro
 
Movimento Literário Barroco no Brasil
Movimento Literário Barroco no BrasilMovimento Literário Barroco no Brasil
Movimento Literário Barroco no Brasil
 
Material de apoio trabalho de sala literatura
Material de apoio trabalho de sala literaturaMaterial de apoio trabalho de sala literatura
Material de apoio trabalho de sala literatura
 
Barroco
BarrocoBarroco
Barroco
 
Barroco 1 ano
Barroco 1 anoBarroco 1 ano
Barroco 1 ano
 
Barroco
BarrocoBarroco
Barroco
 
Barroco ou seiscentismo brasileiro (1601 1768)
Barroco ou seiscentismo brasileiro (1601 1768)Barroco ou seiscentismo brasileiro (1601 1768)
Barroco ou seiscentismo brasileiro (1601 1768)
 
Unidade ii
Unidade iiUnidade ii
Unidade ii
 
O barroco no brasil
O barroco no brasilO barroco no brasil
O barroco no brasil
 
Barroco
BarrocoBarroco
Barroco
 

Último

APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.HandersonFabio
 
Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número Mary Alvarenga
 
Produção de poemas - Reciclar é preciso
Produção  de  poemas  -  Reciclar é precisoProdução  de  poemas  -  Reciclar é preciso
Produção de poemas - Reciclar é precisoMary Alvarenga
 
o-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdf
o-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdfo-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdf
o-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdfCarolineNunes80
 
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptxSlides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
MARCHA HUMANA. UM ESTUDO SOBRE AS MARCHAS
MARCHA HUMANA. UM ESTUDO SOBRE AS MARCHASMARCHA HUMANA. UM ESTUDO SOBRE AS MARCHAS
MARCHA HUMANA. UM ESTUDO SOBRE AS MARCHASyan1305goncalves
 
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docxUnidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docxRaquelMartins389880
 
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitler
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf HitlerAlemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitler
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitlerhabiwo1978
 
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdfAtividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdfmaria794949
 
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-NovaNós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-NovaIlda Bicacro
 
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhosoO Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhosoVALMIRARIBEIRO1
 
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024azulassessoria9
 
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º anoNós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º anoIlda Bicacro
 
08-05 - Atividade de língua Portuguesa.pdf
08-05 - Atividade de língua Portuguesa.pdf08-05 - Atividade de língua Portuguesa.pdf
08-05 - Atividade de língua Portuguesa.pdfAntonio Barros
 
Edital do processo seletivo para contratação de agentes de saúde em Floresta, PE
Edital do processo seletivo para contratação de agentes de saúde em Floresta, PEEdital do processo seletivo para contratação de agentes de saúde em Floresta, PE
Edital do processo seletivo para contratação de agentes de saúde em Floresta, PEblogdoelvis
 
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamenteDescrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamenteLeonel Morgado
 
O que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de InfânciaO que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de InfânciaHenrique Santos
 
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática 38 a 62.pdf
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática  38 a 62.pdfPlanejamento 2024 - 1º ano - Matemática  38 a 62.pdf
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática 38 a 62.pdfdanielagracia9
 
Testes de avaliação português 6º ano .pdf
Testes de avaliação português 6º ano .pdfTestes de avaliação português 6º ano .pdf
Testes de avaliação português 6º ano .pdfCsarBaltazar1
 

Último (20)

APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
 
Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número
 
Produção de poemas - Reciclar é preciso
Produção  de  poemas  -  Reciclar é precisoProdução  de  poemas  -  Reciclar é preciso
Produção de poemas - Reciclar é preciso
 
o-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdf
o-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdfo-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdf
o-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdf
 
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptxSlides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
 
MARCHA HUMANA. UM ESTUDO SOBRE AS MARCHAS
MARCHA HUMANA. UM ESTUDO SOBRE AS MARCHASMARCHA HUMANA. UM ESTUDO SOBRE AS MARCHAS
MARCHA HUMANA. UM ESTUDO SOBRE AS MARCHAS
 
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docxUnidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
Unidade 4 (Texto poético) (Teste sem correção) (2).docx
 
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitler
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf HitlerAlemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitler
Alemanha vs União Soviética - Livro de Adolf Hitler
 
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdfAtividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
 
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-NovaNós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
 
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhosoO Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
 
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024
ATIVIDADE 2 - GQ - COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E NEGOCIAÇÃO - 52_2024
 
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º anoNós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
 
08-05 - Atividade de língua Portuguesa.pdf
08-05 - Atividade de língua Portuguesa.pdf08-05 - Atividade de língua Portuguesa.pdf
08-05 - Atividade de língua Portuguesa.pdf
 
Edital do processo seletivo para contratação de agentes de saúde em Floresta, PE
Edital do processo seletivo para contratação de agentes de saúde em Floresta, PEEdital do processo seletivo para contratação de agentes de saúde em Floresta, PE
Edital do processo seletivo para contratação de agentes de saúde em Floresta, PE
 
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamenteDescrever e planear atividades imersivas estruturadamente
Descrever e planear atividades imersivas estruturadamente
 
O que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de InfânciaO que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de Infância
 
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática 38 a 62.pdf
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática  38 a 62.pdfPlanejamento 2024 - 1º ano - Matemática  38 a 62.pdf
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática 38 a 62.pdf
 
Enunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdf
Enunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdfEnunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdf
Enunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdf
 
Testes de avaliação português 6º ano .pdf
Testes de avaliação português 6º ano .pdfTestes de avaliação português 6º ano .pdf
Testes de avaliação português 6º ano .pdf
 

Barroco literatura

  • 1. A arte do século XVII
  • 2. Com o Renascimento, o Homem ganhou o papel de senhor dos mares, dos conhecimentos, etc. Esse era o Antropocentrismo. Com o século XVII, por força de acontecimentos religiosos, como a Contrarreforma, os valores religiosos e espirituais reaparecem. Ressurge o Teocentrismo, que passa a conviver com os valores renascentistas.
  • 3. O Barroco ou Seiscentismo é um estilo artístico que predominou no século XVII, e que, portanto, se refletiu na pintura, na arquitetura e na literatura. Igreja barroca em Ouro Preto - MG São Jerônimo - Caravaggio
  • 4.  O Barroco marca um período de crise espiritual;  Havia duas mentalidades diferentes: o pensamento antropocêntrico do Renascimento e a religiosidade teocêntrica;  Confusão de ideias:  Aproveitar a vida x Se preparar para a morte;
  • 5. Características da pintura  Claro e escuro;  Expressão de sentimentos;  Luz projetada para direcionar o observador para o tema central Judith e Holofernes (Caravaggio)
  • 6.
  • 7.
  • 8.
  • 9.  Conflito antropocentrismo x teocentrismo  Mundo material x mundo espiritual  Fé x razão  Corpo e alma  Idealização amorosa  Culpa cristã  Raciocínios complexos  Carpe diem  Gosto pelo soneto
  • 10.  Antítese: jogo de ideias opostas  Nasce o sol, e não dura mais que um dia, / Depois da Luz se segue a noite escura.  Paradoxos: união de ideias que se anulam  Incêndio em mares de água disfarçado; / Rio de neve em fogo convertido.  Metáfora: comparação implícita  Se és fogo, como passas brandamente? / Se és neve, como queimas com porfia?  Inversões: frases com disposição inversa  Ofendido vos tem minha maldade. (Minha maldade vos tem ofendido)
  • 11.  Cultismo: gosto pelo rebuscamento formal, jogos de palavras, grande uso de figuras de linguagem e vocabulário sofisticado. Usa também elementos sensoriais: som, cor, forma, volume, etc.  Conceptismo: jogo de ideias, sutilezas do pensamento lógico, analogias, paradoxos, etc.
  • 12.
  • 13. Precursor do Barroco no Brasil
  • 14.  Foi a obra que propagou o estilo barroco no Brasil e é, também, a primeira obra realmente literária entre nós, sendo, por isto, um marco da nossa literatura.  É um poema épico a Jorge de Albuquerque Coelho, donatário da capitania de Pernambuco, publicado em 1601, em versos decassílabos, dispostos em oitava rima. Frequentemente imita os Lusíadas e reflete pouco o ambiente da Colônia.
  • 15. I Cantem Poetas o Poder Romano, Sobmetendo Nações ao jugo duro; O Mantuano pinte o Rei Troiano, Descendo à confusão do Reino escuro; Que eu canto um Albuquerque soberano, Da Fé, da cara Pátria firme muro, Cujo valor e ser, que o Ceo lhe inspira, Pode estancar a Lácia e Grega lira. II As Délficas irmãs chamar não quero, que tal invocação é vão estudo; Aquele chamo só, de quem espero A vida que se espera em fim de tudo. Ele fará meu Verso tão sincero, Quanto fora sem ele tosco e rudo, Que per rezão negar não deve o menos Quem deu o mais a míseros terrenos. TEIXEIRA, Bento.
  • 16.  Esse poema, além de traçar elogios aos primeiros donatários da capitania de Pernambuco, narra o naufrágio sofrido por um deles, o donatário Jorge Albuquerque Coelho. Apesar de os críticos o considerarem de pouco valor literário, o texto tem seu valor histórico.
  • 17. O orador barroco português no Brasil
  • 18.  Antônio Vieira nasceu em Portugal, em 1608. Veio para o Brasil com 7 anos e começou a estudar com os jesuítas.  Entrou, por vontade própria, na Companhia de Jesus, iniciando seu noviciado com 15 anos.  Suas obras pertencem tanto à literatura portuguesa quanto à brasileira.
  • 19.  Pe. Antônio pode ser visto como orador, por causa de seus sermões, mas também como visionário e “homem de ação”, por ter se envolvido em causas políticas.
  • 20.  Antônio Vieira ligava sua formação jesuítica à estética barroca, produzindo sermões que tiveram grande repercussão, como:  “Sermão da Sexagésima” (arte de pregar)  “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as da Holanda” (contra a invasão holandesa)  “Sermão de Santo Antônio (aos peixes)” (contra a escravidão indígena)  “Sermão do mandato” (amor místico)
  • 21.  Antônio Vieira escreveu três obras com um tema profético, sonhador, baseado em textos bíblicos e nas professias.  Histórias do futuro;  Esperanças de Portugal; (ressurreição de D. João IV)  Clavis prophetarum. (chave dos profetas)
  • 22.  Antônio Vieira pôs seus sermões no ramo político.  Aproveitando-se do púlpito e da catequese (únicas formas de propagação de ideias da época), espalhou sua visão acerca da defesa do índio, da invasão holandesa,
  • 23. O “Boca do Inferno”
  • 24.  Gregório nasceu em Salvador, em 1633. Estudou no Colégio dos Jesuítas e em Coimbra. Lá, formou-se e tornou-se juiz.  Ficou conhecido por suas sátiras e, por causa delas, foi perseguido pelo governador da Bahia. Foi exilado em Angola e, ao voltou doente.  Proibido de entrar na Bahia, morreu em Recife, em 1696.
  • 25.  Gregório foi extremamente irreverente, ao apontar as contradições da sociedade, a falsa moral baiana; e ao criticar todo e qualquer grupo social: comerciantes, governantes, escravos, mulheres, fidalgos, etc.  Por esse motivo, recebeu a alcunha de BOCA DO INFERNO.  Suas obras apresentam críticas, vocábulos indígenas e africanos e palavras de baixo calão
  • 26. POESIA LÍRICA SATÍRICA AMOROSA FILOSÓFICA RELIGIOSA
  • 27.  O amor é retratado como fonte de prazer e sofrimento;  A mulher é retratada como um anjo e fonte de perdição (pois desperta o desejo carnal);  Dualismo carne x espírito. Anjo no nome, Angélica na cara, Isso é ser flor, e Anjo juntamente, Ser Angélica flor, e Anjo florente, Em quem, se não em vós se uniformara? Quem veria uma flor, que a não cortara De verde pé, de rama florescente? E quem um Anjo vira tão luzente, Que por seu Deus, o não idolatrara? Se como Anjo sois dos meus altares, Fôreis o meu custódio, e minha guarda, Livrara eu de diabólicos azares. Mas vejo, que tão bela, e tão galharda, Posto que os Anjos nunca dão pesares, Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda. Vocabulário Uniformar: tornar uniforme, com uma só forma Galharda: elegante
  • 28.  Angústia diante da vida  Temas abordando o desconcerto do mundo e a instabilidade dos bens materiais  Efemeridade das coisas Moraliza o Poeta nos Ocidentes do Sol a Inconstância dos Bens do Mundo Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, Depois da Luz se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas a alegria. Porém se acaba o Sol, por que nascia? Se formosa a Luz é, por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza, Na formosura não se dê constância, E na alegria sinta-se tristeza. Começa o mundo enfim pela ignorância, E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. Vocabulário: Pena: dor, sofrimento
  • 29.  O autor está dividido entre pecado e virtude (sente culpa por pecar e busca a salvação)  O autor vê o pecado como um erro humano, mas também, como a única forma de Deus cometer o ato do perdão.  O eu-lírico, muitas vezes, se comporta como advogado que faz a própria defesa diante de Deus (para tal, usava, até mesmo, trechos da Bíblia) Ofendi-vos, meu Deus, bem é verdade; É verdade, meu Senhor, que hei delinquido, Delinquido vos tenho, e ofendido, Ofendido vos tem minha maldade. Maldade, que encaminha à vaidade, Vaidade, que todo me há vencido; Vencido quero ver-me, e arrependido, Arrependido a tanta enormidade. Arrependido estou de coração, De coração vos busco, dai-me abraços, Abraços, que me rendem vossa luz. Luz, que claro me mostra a salvação, A salvação pretendo em tais abraços, Misericórdia, amor, Jesus, Jesus!
  • 30.  O autor critica a situação econômica da Bahia;  Há críticas aos moradores e ao governo em geral.  Vocabulário:  Carepa: caspa, sujeira;  Vil: ordinário;  Increpar: censurar, repreender;  Garlopa: ferramenta de marcenaria, termo usado como sinônimo de trabalho braçal. Cousas da Vida Neste mundo é mais rico, o que mais rapa: Quem mais limpo se faz, tem mais carepa: Com sua língua ao nobre o vil decepa: O Velhaco maior sempre tem capa. Mostra o patife da nobreza o mapa: Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa Quem menos falar pode, mais increpa: Quem dinheiro tiver, pode ser Papa. A flor baixa se inculca por Tulipa; Bengala hoje na mão, ontem garlopa: Mais isento se mostra, o que mais chupa. Para a tropa do trapo vazo a tripa, E mais não digo, porque a Musa topa Em apa, epa, ipa, opa, upa.
  • 31. Anielly Santos Luiz Pedro Mendes Matheus Henrique Rikally Vitória Cordeiro