O   B   a   r   r   o   c
Barroco ( 1587-
    1756)
• 1580 - Portugal em decadência
• Contra Reforma
• “Mau gosto”, “Feio”
• Maneirismo
• Pe. Antônio Vieira, D. Francisco Manuel de
  Melo, Padre Manuel Bernardes, Francisco
  Xavier de Oliveira, Francisco Rodrigues Lobo,
  Frei Luís de Sousa, Sóror Mariana Alcoforado,
  dentre outros.
• Contradição:Antropocentrismo X Teocentrismo
• Cultismo e Conceptismo
Barroco: Contexto sócio-
      histórico
  †Período de fortes tensões e grandes
        mudanças para Portugal.
   †Dois acontecimentos importantes.
    †Política e cultura sofrem perdas
† Desaparecimento de D. Sebastião em
  1578.
† Mito do Sebastianismo.
† Cardeal D.Henrique rege por dois
  anos.
† Tensão sobre a sucessão.
† Felipe II da Espanha assume em 1580.
† Morte de Camões também em 1580.
† Atravessa grave crise
  financeira.
† Transferência do centro
  político para Madrid.
† A cultura volta-se para si
  mesma, baixa de tom.
† A palavra vira sinônimo de
  mau gosto.
† Filosofia escolástica:
  silogismos
† Maneirismo.
† Francisco Rodrigues Lobo.
† União entre o magistério
  camoniano e o Barroco.
† Livro: Corte na Aldeia.
† Influência castelhana enfrenta
  resistência.
† Linha tradicional + prestígio
  camoniano.
† Barroco com características
  singulares.
†   Concílio de Trento (1545-1563)
†   Contra-Reforma.
†   Jesuítas.
†   Propaganda.
características
† Conciliar idéias medievais
  com clássicas.
† Dualidade.
† Teocentrismo X
  Atropocentrismo.
† Rebuscamento.
† Exagero das formas.
† Contrastes.
† Mundo dos sentimentos
  explorado em detalhes.
† Riqueza de imagens.
† Dramaticidade.
tendências
• Gongorismo(cultismo) X
  Conceptismo.
Gongorismo:
† Malabarismo verbal,
  descrição.
† Sinestesia.
† Metáforas.
† Figuras de sintaxe.
tendências
†   Conceptismo:
†   Essência.
†   Lógica, Razão.
†   Prosa.
† Combinação entre as duas tendências.
† Cultismo:poesia
† Conceptismo:prosa.
†   Artes plásticas.
†   Pintura.
†   Arquitetura.
†   Escultura.
Do maneirismo ao Barroco

     Maneirismo           Barroco
 Busca por certos       Busca pela
  princípios              completude e
                          afastamento
 medievais;              completo da mimese
                          e harmonia;
 Mescla da estética
                         O tamanho,
  renascentista com       abundancia e
  traços marcados         vivacidade são traços
  barrocos;               marcantes desse
                          estilo;
 A arte ainda está
                         A s artes plásticas
  levemente vinculada     trazem figuras
  a mimese, porém         dinâmicas e um
  representa uma          esbanjamento de
  complexidade mais       cores, apresentado
                          um contraste entre o
  subjetiva e             claro e o escuro.
  espiritualizada.
Padre Antônio
    Vieira
Sua vida
    • Nasceu em Lisboa no
      dia 6 de fevereiro de
      1608
    • Iniciou os seus estudos
      no colégio Jesuítas
    • Formou-se noviço, e
      além de teologia
      estudou lógica, física,
      metafísica, matemática
      e economia
    • E morreu aos 89 anos
•   Destacou-se como
    pregador

•   Sua obra é dividida
    em 2 partes:

1. As profecias

2. As cartas
Sua obra
.Considera-se que o melhor   • Seus temas preferidos
   de sua obra encontra-se     foram: a valorização da
   nos sermões                 vida humana, para
                               reaproximá-la de Deus, e a
                               exaltação do sofrimento
                             • O Sermão da Sexagésima,
                               pregado em 1655
Sermão da
Sexagésima são muito
         “...As estrelas
      distintas e muito claras. Assim
              há de ser o estilo da pregação;
              muito distinto e muito claro. E
                 nem por isso temais que
                 pareça o estilo baixo; as
              estrelas são muito distintas e
               muito claras, e altíssimas. O
               estilo pode ser muito claro e
                muito alto; tão claro que o
             entendam os que não sabem e
             tão alto que tenham muito que
                entender os que sabem...”
Francisco
Manuel de    D. Francisco Manuel de
              Melo (Lisboa, 23 de
Melo          Novembro de 1608 – 24 de
              Agosto de 1666)
             Historiador, pedagogo, moralista,
              autor teatral, epistológrafo e
              poeta, foi representante máximo
              da literatura barroca peninsular.
             Entre suas obras mais
              importantes, pode-se destacar o
              texto moralista da “Carta de Guia
              de Casados” ou a peça de teatro
              “Fidalgo Aprendiz”
 Em 1644, em Portugal, depois de receber a comenda da
  Ordem de Cristo, foi preso por envolvimento num caso que
  acarreta muitas dúvidas e conjecturas.
 Manteve-se na prisão até 1655, onde escreveu muitas das
  suas mais celebradas obras.
 Foi condenado ao degredo em África, conseguindo, depois,
  que a pena lhe fosse comutada para o exílio no Brasil, e viveu
  por três anos na Bahia
 Em 1658, morto D. João IV, regressou a Portugal.

 O novo rei voltou a demonstrar-lhe confiança, ao encarregá-lo
  de missões diplomáticas. Foi nomeado deputado da Junta dos
  Três Estados em 1666, ano em que morreu.
 Em 1628, publicou um
  conjunto de sonetos. É,
  contudo, nas suas “Obras
  Métricas” (Lyon,1665), que
  o autor se mostra digno
  representante do estilo
  barroco, espelhando
  igualmente a influência
  do renascimento e maneiris
  mo português.

 O tema do desconcerto do
  mundo predomina na sua
  poesia, tal como na
  generalidade da poesia e
  artebarroca.
Carta de Guia de Casados - 1651

 “André quer mulher fermosa,
 Mas que não tenha ceitil;
 Gil não quer mulher fermosa:
 Quer-la feia e bondosa.
 Isto quer o André e o Gil.”
Formosura, e Morte, advertidas
por um corpo belíssimo, junto à
           sepultura
  Armas do amor, planetas da ventura,
 Olhos, adonde sempre era alto dia,
 Perfeição, que não cabe em fantasia,
 Formosura maior que a formosura.
  Cova profunda, triste, horrenda, escura,
 Funesta alcova de morada fria,
 Confusa solidão, só companhia,
 Cujo nome melhor é sepultura:
  Quem tantas maravillhas diferentes
 Pode fazer unir, senão a morte?
 A morte foi em sem-razões mais rara.
 Tu, que vives triunfante sobre as gentes,
 Nota(pois te ameaça uma igual sorte)
 Donde pára a beleza, e no que pára.
                                     Francisco Manuel de Melo
Manuel Bernardes
 Foi um presbítero da Congregação do Oratório de S. Felipe
  Neri, em cuja tranquilidade claustral se recolheu até o fim de
  seus dias.
 (Lisboa 1644-1710)
OBRAS:
 Nova Floresta (5 vols.,1706,1708,1711,1728).
 Pão partido em Pequeninos (1694).
 Luz e Calor (1696).
 Exercícios espirituais (1707).
 Últimos Fins do homem (1726),
 Armas da Castidade (1737).
 Sermões e Práticas (2 vols.,1711)
 Estímulo prático para seguir o bem e fugir do mal (1730).
CAVALEIRO DE OLIVEIRA
Francisco Xavier de Oliveira (Lisboa, 21 de Março de 1702 - Hackney, Inglaterra, 18
de Outubro de 1783)

• Aos 14 anos admitido no tribunal de contos do rei

•Em Dezembro de 1729, com 27 anos, é feito Cavaleiro da Ordem de Cristo.

•Casou-se 3 vezes (1730, 1739,1746 )

•Teve 4 filhos dos quais três do primeiro casamento e uma do ultimo casamento.

•Com a morte do pai é nomeado secretario do embaixador de Portugal

•Em 1746 renega o catolicismo e converte-se ao protestantismo.

•Sua obra é dividida em dois períodos :
• HAIA =Mémoires de Portugal" (1741),
    "Memórias das Viagens" (1741), "Mille et
    Une Observations" (1741) e as "Cartas
    Familiares" (1741-1742).

•   As obras deste período são especialmente destinadas a esclarecer
    portugueses e estrangeiros sobre alguns valores nacionais geralmente
    menosprezados.
• Londres =
• Do segundo período temos , "Discours
  Pathétique" (1756), "Suite" (1757), "Le Chevalier
  d'Oliveyra Brulé en Effigie" (1762) "As Reflexões
  de Félix Vieyra Corvina de Arcos" (1767), e
  "Amusement Périodique" (1751), cuja versão em
  português chamou-se Recreação Periódica
  (1751)

• Estas obras caracterizam-se, sobretudo.
  pela exposição das suas ideias em
  matéria religiosa
MATIAS AIRES




•   Matias Aires Ramos da Silva (São Paulo, 27 de março de 1705 -Portugal 1763)
•   Mudou-se para Portugal aos 11 anos
•   Estudou Direito em Coimbra
•   Cursou ciências naturais, hebraico e matemática na França
•   Primeiro filósofo Brasileiro
• Principais obras:
• " Reflexões sobre a Vaidade dos
  Homens",
• ‘Carta sobre a Fortuna’
• “Sendo o termo da vida limitada, não tem limite a nossa
  vaidade; porque dura mais, do que nós mesmos e se introduz
  nos aparatos últimos da morte. Que maior prova, do que a
  fábrica de um elevado mausoléu? No silêncio de uma,
  depositam os homens as suas memórias, para com a fé dos
  mármores fazerem seus nomes imortais, querem que a
  suntuosidade do túmulo sirva de inspirar veneração, como se
  fossem relíquias as suas cinzas, e que corra por conta dos
  jaspes a continuação do respeito. Que frívolo cuidado! Esse
  triste resto daquilo que foi homem, já parece um ídolo
  colocado em um breve, mas soberbo domicílio, que a vaidade
  edificou para habitação de uma cinza fria, e desta, declara a
  inscrição o nome e a grandeza. A vaidade até se estende a
  enriquecer de adornos o mesmo pobre horror da sepultura.”
• (AIRES, 1752)
• CARTA SOBRE A FORTUNA
  [...] De que serve, pois, a fortuna humana
   de fazer a vida excessivamente amável?
   Oh, que infausto amor, e que infausta
   felicidade! Pois toda me leva e arrebata
   para um bem, que há de deixar-me; e a
   quem eu também hei deixar; não é melhor
   ser desgraçado, do que feliz, com aquela
   condição de que serve uma ventura tão
   veloz, em que nem um instante só tenho
   certeza de a ter segura; e em que quando
   a abra, apertadamente, e com mais fineza,
   ela então me desampara, deixando
   iludidos do meus braços, e enganados os
   meus olhos [...] E se vim ao mundo, para
   ser precisamente louco, seja de uma
   loucura minha, e não de todas; direi para
   mostrar-me delirante, que as ondas do
   mar nunca se movem, que posso
   esconder no seio um fogo ardente, e que
   sei suspender do amor o ardo violento.

  Matias Aires
Arte de furtar
 1ª Publicação-1652;

 Prosa satírica barroca ;

 Autor anônimo;

 Obra de grande valor crítico;

 Conteúdo literário alternativo, pois
  exclui ao uso excessivo de antíteses,
  hipérbatos, entre outros recursos
  típicos do estilo barroco.
A poesia Barroca

        A poesia barroca teve
        inicio em Portugal ,
        entre o séc. XVII e
        XVIII limitou-se a
        poesia escrita ;
        Tornou-se poesia
        para entreter, valia
        pelo caráter lúdico e
        pelo divertimento
        verbal;
        Valorizava a forma
        dos versos;
        Raras composições
Foi publicado entre 1716 e 1728

                              Matias Pereira da Silva.




Foi publicado entre 1761 e
1762

D. José Ângelo de Morais
Historiografia. A
Historiografia Alcobacense.

  Monarquia Lusitana

  Frei Bernardo de Brito

  Frei Antônio Brandão

  Frei Francisco Brandão

  Frei Rafael de Jesus
Frei Luís de Sousa
   Manuel de Sousa Coutinho

   Histórias de São Domingos

   Almeida Garrett .
EPISTOLOGRAFIA

A arte de escrever cartas
Características:
• Obras escritas em forma de carta;
• Prosa
• Experiências vivenciadas por outros;
Autores que praticaram a arte da
   EPISTOLOGRAFIA:
•   Padre Antônio Vieira
•   Sóror Mariana Alcoforado
•   D. Francisco Manuel de Melo
•   Frei Antônio das Chagas
•   Cavaleiro de Oliveira
PADRE ANTÔNIO VIEIRA

   Com seu pensamento barroco,
ele dizia que uma carta é uma
produção artística, mas sem
nenhuma arte, isso em relação
 ao seu aspecto estético,
característico desse gênero
de escritura, ao qual também
se dedicou e no qual deixou
registrada a sua eloqüência.
Sóror Mariana Alcoforado
• O livro é dividido em duas partes: A primeira é
  chamada de CARTAS DE AMOR, com 5 cartas.
  Já a segunda, CARTA DE GUIA DE CASADOS,
  apresenta 55 cartas.
Universidade de Pernambuco
          Letras IV

         Equipe:
     Andreza ,Daniele
     Douglas, Marilia
      Milena, Paula
     Suelza, Tamires

Barroco em Portugal

  • 1.
    O B a r r o c
  • 2.
  • 3.
    • 1580 -Portugal em decadência • Contra Reforma • “Mau gosto”, “Feio” • Maneirismo • Pe. Antônio Vieira, D. Francisco Manuel de Melo, Padre Manuel Bernardes, Francisco Xavier de Oliveira, Francisco Rodrigues Lobo, Frei Luís de Sousa, Sóror Mariana Alcoforado, dentre outros. • Contradição:Antropocentrismo X Teocentrismo • Cultismo e Conceptismo
  • 4.
    Barroco: Contexto sócio- histórico †Período de fortes tensões e grandes mudanças para Portugal. †Dois acontecimentos importantes. †Política e cultura sofrem perdas
  • 5.
    † Desaparecimento deD. Sebastião em 1578. † Mito do Sebastianismo. † Cardeal D.Henrique rege por dois anos. † Tensão sobre a sucessão. † Felipe II da Espanha assume em 1580. † Morte de Camões também em 1580.
  • 6.
    † Atravessa gravecrise financeira. † Transferência do centro político para Madrid. † A cultura volta-se para si mesma, baixa de tom. † A palavra vira sinônimo de mau gosto. † Filosofia escolástica: silogismos
  • 7.
    † Maneirismo. † FranciscoRodrigues Lobo. † União entre o magistério camoniano e o Barroco. † Livro: Corte na Aldeia. † Influência castelhana enfrenta resistência. † Linha tradicional + prestígio camoniano. † Barroco com características singulares.
  • 8.
    Concílio de Trento (1545-1563) † Contra-Reforma. † Jesuítas. † Propaganda.
  • 9.
    características † Conciliar idéiasmedievais com clássicas. † Dualidade. † Teocentrismo X Atropocentrismo. † Rebuscamento. † Exagero das formas. † Contrastes. † Mundo dos sentimentos explorado em detalhes. † Riqueza de imagens. † Dramaticidade.
  • 10.
    tendências • Gongorismo(cultismo) X Conceptismo. Gongorismo: † Malabarismo verbal, descrição. † Sinestesia. † Metáforas. † Figuras de sintaxe.
  • 11.
    tendências † Conceptismo: † Essência. † Lógica, Razão. † Prosa.
  • 12.
    † Combinação entreas duas tendências. † Cultismo:poesia † Conceptismo:prosa.
  • 13.
    Artes plásticas. † Pintura. † Arquitetura. † Escultura.
  • 15.
    Do maneirismo aoBarroco Maneirismo Barroco  Busca por certos  Busca pela princípios completude e afastamento  medievais; completo da mimese e harmonia;  Mescla da estética  O tamanho, renascentista com abundancia e traços marcados vivacidade são traços barrocos; marcantes desse estilo;  A arte ainda está  A s artes plásticas levemente vinculada trazem figuras a mimese, porém dinâmicas e um representa uma esbanjamento de complexidade mais cores, apresentado um contraste entre o subjetiva e claro e o escuro. espiritualizada.
  • 16.
  • 17.
    Sua vida • Nasceu em Lisboa no dia 6 de fevereiro de 1608 • Iniciou os seus estudos no colégio Jesuítas • Formou-se noviço, e além de teologia estudou lógica, física, metafísica, matemática e economia • E morreu aos 89 anos
  • 18.
    Destacou-se como pregador • Sua obra é dividida em 2 partes: 1. As profecias 2. As cartas
  • 19.
    Sua obra .Considera-se queo melhor • Seus temas preferidos de sua obra encontra-se foram: a valorização da nos sermões vida humana, para reaproximá-la de Deus, e a exaltação do sofrimento • O Sermão da Sexagésima, pregado em 1655
  • 20.
    Sermão da Sexagésima sãomuito “...As estrelas distintas e muito claras. Assim há de ser o estilo da pregação; muito distinto e muito claro. E nem por isso temais que pareça o estilo baixo; as estrelas são muito distintas e muito claras, e altíssimas. O estilo pode ser muito claro e muito alto; tão claro que o entendam os que não sabem e tão alto que tenham muito que entender os que sabem...”
  • 21.
    Francisco Manuel de  D. Francisco Manuel de Melo (Lisboa, 23 de Melo Novembro de 1608 – 24 de Agosto de 1666)  Historiador, pedagogo, moralista, autor teatral, epistológrafo e poeta, foi representante máximo da literatura barroca peninsular.  Entre suas obras mais importantes, pode-se destacar o texto moralista da “Carta de Guia de Casados” ou a peça de teatro “Fidalgo Aprendiz”
  • 22.
     Em 1644,em Portugal, depois de receber a comenda da Ordem de Cristo, foi preso por envolvimento num caso que acarreta muitas dúvidas e conjecturas.  Manteve-se na prisão até 1655, onde escreveu muitas das suas mais celebradas obras.  Foi condenado ao degredo em África, conseguindo, depois, que a pena lhe fosse comutada para o exílio no Brasil, e viveu por três anos na Bahia  Em 1658, morto D. João IV, regressou a Portugal.  O novo rei voltou a demonstrar-lhe confiança, ao encarregá-lo de missões diplomáticas. Foi nomeado deputado da Junta dos Três Estados em 1666, ano em que morreu.
  • 23.
     Em 1628,publicou um conjunto de sonetos. É, contudo, nas suas “Obras Métricas” (Lyon,1665), que o autor se mostra digno representante do estilo barroco, espelhando igualmente a influência do renascimento e maneiris mo português.  O tema do desconcerto do mundo predomina na sua poesia, tal como na generalidade da poesia e artebarroca.
  • 24.
    Carta de Guiade Casados - 1651  “André quer mulher fermosa,  Mas que não tenha ceitil;  Gil não quer mulher fermosa:  Quer-la feia e bondosa.  Isto quer o André e o Gil.”
  • 25.
    Formosura, e Morte,advertidas por um corpo belíssimo, junto à sepultura Armas do amor, planetas da ventura, Olhos, adonde sempre era alto dia, Perfeição, que não cabe em fantasia, Formosura maior que a formosura. Cova profunda, triste, horrenda, escura, Funesta alcova de morada fria, Confusa solidão, só companhia, Cujo nome melhor é sepultura: Quem tantas maravillhas diferentes Pode fazer unir, senão a morte? A morte foi em sem-razões mais rara. Tu, que vives triunfante sobre as gentes, Nota(pois te ameaça uma igual sorte) Donde pára a beleza, e no que pára. Francisco Manuel de Melo
  • 26.
    Manuel Bernardes  Foium presbítero da Congregação do Oratório de S. Felipe Neri, em cuja tranquilidade claustral se recolheu até o fim de seus dias.  (Lisboa 1644-1710)
  • 27.
    OBRAS:  Nova Floresta(5 vols.,1706,1708,1711,1728).  Pão partido em Pequeninos (1694).  Luz e Calor (1696).  Exercícios espirituais (1707).  Últimos Fins do homem (1726),  Armas da Castidade (1737).  Sermões e Práticas (2 vols.,1711)  Estímulo prático para seguir o bem e fugir do mal (1730).
  • 28.
    CAVALEIRO DE OLIVEIRA FranciscoXavier de Oliveira (Lisboa, 21 de Março de 1702 - Hackney, Inglaterra, 18 de Outubro de 1783) • Aos 14 anos admitido no tribunal de contos do rei •Em Dezembro de 1729, com 27 anos, é feito Cavaleiro da Ordem de Cristo. •Casou-se 3 vezes (1730, 1739,1746 ) •Teve 4 filhos dos quais três do primeiro casamento e uma do ultimo casamento. •Com a morte do pai é nomeado secretario do embaixador de Portugal •Em 1746 renega o catolicismo e converte-se ao protestantismo. •Sua obra é dividida em dois períodos :
  • 29.
    • HAIA =Mémoiresde Portugal" (1741), "Memórias das Viagens" (1741), "Mille et Une Observations" (1741) e as "Cartas Familiares" (1741-1742). • As obras deste período são especialmente destinadas a esclarecer portugueses e estrangeiros sobre alguns valores nacionais geralmente menosprezados.
  • 30.
    • Londres = •Do segundo período temos , "Discours Pathétique" (1756), "Suite" (1757), "Le Chevalier d'Oliveyra Brulé en Effigie" (1762) "As Reflexões de Félix Vieyra Corvina de Arcos" (1767), e "Amusement Périodique" (1751), cuja versão em português chamou-se Recreação Periódica (1751) • Estas obras caracterizam-se, sobretudo. pela exposição das suas ideias em matéria religiosa
  • 31.
    MATIAS AIRES • Matias Aires Ramos da Silva (São Paulo, 27 de março de 1705 -Portugal 1763) • Mudou-se para Portugal aos 11 anos • Estudou Direito em Coimbra • Cursou ciências naturais, hebraico e matemática na França • Primeiro filósofo Brasileiro
  • 32.
    • Principais obras: •" Reflexões sobre a Vaidade dos Homens", • ‘Carta sobre a Fortuna’
  • 33.
    • “Sendo otermo da vida limitada, não tem limite a nossa vaidade; porque dura mais, do que nós mesmos e se introduz nos aparatos últimos da morte. Que maior prova, do que a fábrica de um elevado mausoléu? No silêncio de uma, depositam os homens as suas memórias, para com a fé dos mármores fazerem seus nomes imortais, querem que a suntuosidade do túmulo sirva de inspirar veneração, como se fossem relíquias as suas cinzas, e que corra por conta dos jaspes a continuação do respeito. Que frívolo cuidado! Esse triste resto daquilo que foi homem, já parece um ídolo colocado em um breve, mas soberbo domicílio, que a vaidade edificou para habitação de uma cinza fria, e desta, declara a inscrição o nome e a grandeza. A vaidade até se estende a enriquecer de adornos o mesmo pobre horror da sepultura.” • (AIRES, 1752)
  • 34.
    • CARTA SOBREA FORTUNA [...] De que serve, pois, a fortuna humana de fazer a vida excessivamente amável? Oh, que infausto amor, e que infausta felicidade! Pois toda me leva e arrebata para um bem, que há de deixar-me; e a quem eu também hei deixar; não é melhor ser desgraçado, do que feliz, com aquela condição de que serve uma ventura tão veloz, em que nem um instante só tenho certeza de a ter segura; e em que quando a abra, apertadamente, e com mais fineza, ela então me desampara, deixando iludidos do meus braços, e enganados os meus olhos [...] E se vim ao mundo, para ser precisamente louco, seja de uma loucura minha, e não de todas; direi para mostrar-me delirante, que as ondas do mar nunca se movem, que posso esconder no seio um fogo ardente, e que sei suspender do amor o ardo violento. Matias Aires
  • 35.
    Arte de furtar 1ª Publicação-1652;  Prosa satírica barroca ;  Autor anônimo;  Obra de grande valor crítico;  Conteúdo literário alternativo, pois exclui ao uso excessivo de antíteses, hipérbatos, entre outros recursos típicos do estilo barroco.
  • 36.
    A poesia Barroca A poesia barroca teve inicio em Portugal , entre o séc. XVII e XVIII limitou-se a poesia escrita ; Tornou-se poesia para entreter, valia pelo caráter lúdico e pelo divertimento verbal; Valorizava a forma dos versos; Raras composições
  • 37.
    Foi publicado entre1716 e 1728 Matias Pereira da Silva. Foi publicado entre 1761 e 1762 D. José Ângelo de Morais
  • 38.
    Historiografia. A Historiografia Alcobacense. Monarquia Lusitana Frei Bernardo de Brito Frei Antônio Brandão Frei Francisco Brandão Frei Rafael de Jesus
  • 39.
    Frei Luís deSousa Manuel de Sousa Coutinho Histórias de São Domingos Almeida Garrett .
  • 40.
    EPISTOLOGRAFIA A arte deescrever cartas
  • 41.
    Características: • Obras escritasem forma de carta; • Prosa • Experiências vivenciadas por outros;
  • 42.
    Autores que praticarama arte da EPISTOLOGRAFIA: • Padre Antônio Vieira • Sóror Mariana Alcoforado • D. Francisco Manuel de Melo • Frei Antônio das Chagas • Cavaleiro de Oliveira
  • 43.
    PADRE ANTÔNIO VIEIRA Com seu pensamento barroco, ele dizia que uma carta é uma produção artística, mas sem nenhuma arte, isso em relação ao seu aspecto estético, característico desse gênero de escritura, ao qual também se dedicou e no qual deixou registrada a sua eloqüência.
  • 45.
    Sóror Mariana Alcoforado •O livro é dividido em duas partes: A primeira é chamada de CARTAS DE AMOR, com 5 cartas. Já a segunda, CARTA DE GUIA DE CASADOS, apresenta 55 cartas.
  • 46.
    Universidade de Pernambuco Letras IV Equipe: Andreza ,Daniele Douglas, Marilia Milena, Paula Suelza, Tamires