O Processo de Avaliação da Formação PARTE 1 – CONCEITOS Fases da Avaliação da Formação
Introdução: Formação Profissional A formação realizada em Portugal poderá caracterizar-se e sistematizar-se em  três  grandes áreas e mercados: Escolas  (Formação/Educação) Empresas/Entidades Formadoras (Formação Pré-Profissional e Profissional) Formação Empresarial/Consultoria (Formação “on job”/para a Empresa)
AVALIAR - CONCEITO Avaliar: “  Determinar a valia ou o valor de algo; apreciar  o merecimento de algo; estimar; julgar; orçar; reconhecer a força de algo.” Dicionário da Língua Portuguesa, Universal
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO Conceito: “ Processo que possibilita a monitorização sistemática de determinada intervenção formativa, recorrendo para o efeito a padrões de qualidade de referência explícitos ou implícitos, com vista à produção de juízos de valor que suportem a eventual tomada de decisões.” Fontes:  Patton (1997), Barbier (1990), Luís Capucha (1996) e outros.
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO Resultados: 1.  O auto-conhecimento das instituições , fazendo com que estas sejam capazes de disponibilizar informação relativamente à forma como funcionam, designadamente quanto à respectiva capacidade para cumprirem os objectivos que preconizam; 2.  Uma eficaz monitorização de programas de formação , facilitando uma resposta atempada aquando da detecção de eventuais desvios face a necessidades dos respectivos públicos-alvo; 3.  Apoiar a tomada de decisão  dos diferentes actores com responsabilidades ao nível da implementação das intervenções formativas, com vista à introdução de eventuais correcções em tempo oportuno.
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO Resultados (cont.): 4.  Reforçar os processos de participação  interactores envolvidos nas acções, apoiando ainda eventuais processos de negociação relativamente a aspectos críticos a melhorar e/ou reforçar. 5.  Uma melhor sustentação de opções tomadas  aquando de processos de auditoria interna. Apurar os efeitos/impactes das intervenções formativas efectuadas , facilitando a justificação da utilidade social dos resultados obtidos. A justificação de investimentos efectuados , assim como justificação de novos pedidos para intervenção na formação. A reflexão e consequente reequacionamento de estratégias  de formação, assim como ajustamento de metodologias pedagógicas utilizadas.
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO Actividades/Dimensões alvo de análise: Detecção e análise de necessidades de formação. (Visa-se  conhecer a situação de partida) Concepção de conteúdos programáticos. (Visa-se aferir se os conteúdos programáticos foram concebidos a partir de necessidades concretas.)
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO Actividades (Cont.): Execução da intervenção/projecto formativo. (Procura-se verificar em que medida o programa deu uma resposta ajustada às necessidades dos formandos.) 4.   Aferição dos impactes da intervenção formativa. (Procura-se verificar se a realização da formação provocou  os impactes esperados pela realização da formação.)
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO Actividades (Cont). Realização de análises de custo-benefício (RCB). (Visa-se apurar se o benefício obtido compensou o valor de investimento realizado na intervenção formativa).
Fases do Processo de Avaliação Linha temporal de Execução da Intervenção da Formação (Desenvolvimento) Avaliação “ EX-ANTE” (Pré-Avaliação) Situação Pós-Formação Avaliação  “ ON-GOING” (Avaliação do Processo) Avaliação  “ EX-POST” (Impacto) Incide sobre: Contexto, Características e Objectivos da intervenção formativa. Centra-se no momento de execução da formação . (Integra elementos da avaliação “ex-ante” e desenvolve-se em função dos aspectos a considerar numa avaliação “ex-post”.) Efectuada algum tempo após a realização da formação para apuramento de impactes.
AVALIAÇÃO “EX-ANTE” Conceito: “  Efectuada antes da realização da formação, apresenta como objectivo último, a compreensão/definição dos indicadores de realização, de resultados e de impactes de formação.” Fontes:  Rossi (1999), Rodrigues (1993), Kirkpatrick (1998)
AVALIAÇÃO “EX-ANTE” Considerações Gerais: “  A avaliação “ex-ante” apresenta como critérios de avaliação mais utilizados: a pertinência/relevância dos objectivos pretendidos face às necessidades pré-identificadas, assim como a coerência do projecto formativo quando considerada a cadeia de objectivos preconizados.” Fonte:  Rodrigues (1993).
DIAGNÓSTICO DE NECESSIDADES Conceito: “  Processo que visa analisar eventuais “gaps” ou discrepâncias existentes entre o perfil de competências detido por um individuo ou conjunto de indivíduos e o respectivo perfil de competências desejado, resultando na elaboração de um plano de formação de natureza correctiva e/ou prospectiva.” Fonte:  Capela (2000), Meignant (1999)
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA Conceito: “  Modalidade de avaliação efectuada antes de uma acção ou sequência de acções de formação, tendo por finalidade a produção de informações que permitam determinar a situação dos formandos face aos objectivos de aprendizagem a atingir.” Fontes:  Figari (2000), Rossi (1999)

Conceitos Avaliação da Formação

  • 1.
    O Processo deAvaliação da Formação PARTE 1 – CONCEITOS Fases da Avaliação da Formação
  • 2.
    Introdução: Formação ProfissionalA formação realizada em Portugal poderá caracterizar-se e sistematizar-se em três grandes áreas e mercados: Escolas (Formação/Educação) Empresas/Entidades Formadoras (Formação Pré-Profissional e Profissional) Formação Empresarial/Consultoria (Formação “on job”/para a Empresa)
  • 3.
    AVALIAR - CONCEITOAvaliar: “ Determinar a valia ou o valor de algo; apreciar o merecimento de algo; estimar; julgar; orçar; reconhecer a força de algo.” Dicionário da Língua Portuguesa, Universal
  • 4.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃOConceito: “ Processo que possibilita a monitorização sistemática de determinada intervenção formativa, recorrendo para o efeito a padrões de qualidade de referência explícitos ou implícitos, com vista à produção de juízos de valor que suportem a eventual tomada de decisões.” Fontes: Patton (1997), Barbier (1990), Luís Capucha (1996) e outros.
  • 5.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃOResultados: 1. O auto-conhecimento das instituições , fazendo com que estas sejam capazes de disponibilizar informação relativamente à forma como funcionam, designadamente quanto à respectiva capacidade para cumprirem os objectivos que preconizam; 2. Uma eficaz monitorização de programas de formação , facilitando uma resposta atempada aquando da detecção de eventuais desvios face a necessidades dos respectivos públicos-alvo; 3. Apoiar a tomada de decisão dos diferentes actores com responsabilidades ao nível da implementação das intervenções formativas, com vista à introdução de eventuais correcções em tempo oportuno.
  • 6.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃOResultados (cont.): 4. Reforçar os processos de participação interactores envolvidos nas acções, apoiando ainda eventuais processos de negociação relativamente a aspectos críticos a melhorar e/ou reforçar. 5. Uma melhor sustentação de opções tomadas aquando de processos de auditoria interna. Apurar os efeitos/impactes das intervenções formativas efectuadas , facilitando a justificação da utilidade social dos resultados obtidos. A justificação de investimentos efectuados , assim como justificação de novos pedidos para intervenção na formação. A reflexão e consequente reequacionamento de estratégias de formação, assim como ajustamento de metodologias pedagógicas utilizadas.
  • 7.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃOActividades/Dimensões alvo de análise: Detecção e análise de necessidades de formação. (Visa-se conhecer a situação de partida) Concepção de conteúdos programáticos. (Visa-se aferir se os conteúdos programáticos foram concebidos a partir de necessidades concretas.)
  • 8.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃOActividades (Cont.): Execução da intervenção/projecto formativo. (Procura-se verificar em que medida o programa deu uma resposta ajustada às necessidades dos formandos.) 4. Aferição dos impactes da intervenção formativa. (Procura-se verificar se a realização da formação provocou os impactes esperados pela realização da formação.)
  • 9.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃOActividades (Cont). Realização de análises de custo-benefício (RCB). (Visa-se apurar se o benefício obtido compensou o valor de investimento realizado na intervenção formativa).
  • 10.
    Fases do Processode Avaliação Linha temporal de Execução da Intervenção da Formação (Desenvolvimento) Avaliação “ EX-ANTE” (Pré-Avaliação) Situação Pós-Formação Avaliação “ ON-GOING” (Avaliação do Processo) Avaliação “ EX-POST” (Impacto) Incide sobre: Contexto, Características e Objectivos da intervenção formativa. Centra-se no momento de execução da formação . (Integra elementos da avaliação “ex-ante” e desenvolve-se em função dos aspectos a considerar numa avaliação “ex-post”.) Efectuada algum tempo após a realização da formação para apuramento de impactes.
  • 11.
    AVALIAÇÃO “EX-ANTE” Conceito:“ Efectuada antes da realização da formação, apresenta como objectivo último, a compreensão/definição dos indicadores de realização, de resultados e de impactes de formação.” Fontes: Rossi (1999), Rodrigues (1993), Kirkpatrick (1998)
  • 12.
    AVALIAÇÃO “EX-ANTE” ConsideraçõesGerais: “ A avaliação “ex-ante” apresenta como critérios de avaliação mais utilizados: a pertinência/relevância dos objectivos pretendidos face às necessidades pré-identificadas, assim como a coerência do projecto formativo quando considerada a cadeia de objectivos preconizados.” Fonte: Rodrigues (1993).
  • 13.
    DIAGNÓSTICO DE NECESSIDADESConceito: “ Processo que visa analisar eventuais “gaps” ou discrepâncias existentes entre o perfil de competências detido por um individuo ou conjunto de indivíduos e o respectivo perfil de competências desejado, resultando na elaboração de um plano de formação de natureza correctiva e/ou prospectiva.” Fonte: Capela (2000), Meignant (1999)
  • 14.
    AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA Conceito:“ Modalidade de avaliação efectuada antes de uma acção ou sequência de acções de formação, tendo por finalidade a produção de informações que permitam determinar a situação dos formandos face aos objectivos de aprendizagem a atingir.” Fontes: Figari (2000), Rossi (1999)