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historiadores têm de se preocupar com a
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todas as suas afirmações. Pelo contrário, parece-me
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mais liberdade no tratamento do seu assunto e não
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historicamente condicionado, que cada época e
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Vanda Anastácio | 2002
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Arte e literatura cacgm

  • 1. Literatura, Arte e Educação Uma abordagem Criativa à Aprendizagem em Contexto Centro de Arte Contemporânea GraCentro de Arte Contemporânea Graçça Morais | CFAEBN | 2013a Morais | CFAEBN | 2013
  • 4. «Pelas precedentes considerações se manifesta que não é ofício de poeta narrar o que aconteceu; é, sim, o de representar o que poderia acontecer, quer dizer: o que é possível segundo a verossimilhança e a necessidade. Com efeito, não diferem o historiador e o poeta, por escreverem verso ou prosa (pois que bem poderiam ser postas em verso as obras de Heródoto, e nem por isso deixariam de ser história, se fossem em verso o que eram em prosa), - diferem, sim, em que diz um as coisas que sucederam, e outro as que poderiam suceder.» Aristóteles | Poética | 335/323 a.C.
  • 8. “Presbiter Johannes potentia et virtude Dei...”
  • 9. «A concepção moderna acentua a sua relação com a investigação: A historiografia apresenta um saber histórico que é conseguido através de processos empíricos de investigação metodicamente organizados e que, por isso, se distingue pela qualidade especificamente científica da sua racionalidade metódica. A concepção pós-moderna acentua a força criadora, com a qual os autores formam o seu saber histórico e se dirigem ao seu público e que confere à historiografia uma qualidade primariamente poética ou retórica.» Rüsen | 1990
  • 11. «O historiador é obrigado a realizar sempre uma ficção perspectivista da história, dado que é impossível a existência de uma história que recolha simplesmente o passado nos arquivos… Não se chega, pura e simplesmente, a factos aprioristicamente estabelecidos por fontes. A história é, neste sentido, sempre construção de uma experiência, que tanto reconstrói uma temporalidade quanto a transpõe em narrativa.» Pesavento | 2000
  • 13. «A busca da positividade em História não deve, porém, fazer esquecer que ela só alcança o passado por intermédio de sinais e representações mediadoras da realidade e não por um exame directo da própria realidade. Esses sinais são as marcas da passagem do Homem, mas são também as próprias representações verbais ou mentais que permitem escolher entre eles os que são considerados representativos. A História é, portanto, uma representação de representações. É um saber, e não propriamente uma ciência.» Mattoso | 1997
  • 15. "A arte presente atraiçoa a revolução, corrompe os costumes. De tal forma, ou se há- de tornar realista ou irá até à extinção completa pela reacção das consciências. – O modo de a salvar é fundar o realismo, que expõe o verdadeiro elevado às condições do belo e aspirando ao bem, - pela condenação do vício e pelo engrandecimento do trabalho e o da virtude” . Eça de Queiroz | 1871
  • 17. «[...] será necessário desprezar o termo «ciência» quando se fala da história, para a relegar para a categoria de «saber»? Julgamos que não e que entendê-la como arte não implica que não a devamos incluir na categoria de ciência, depois de nos termos libertado já da concepção positivista e «moderna» de ciência [...]. A história será ciência e arte, será uma «literatura científica», conforme lhe chamámos.» Torgal | 1996
  • 19. «Ao contrário dos autores de romances, os historiadores têm de se preocupar com a comprobabilidade empírica e com a verificação de todas as suas afirmações. Pelo contrário, parece-me que o escritor de romances tem, se desejar, muito mais liberdade no tratamento do seu assunto e não se encontra ligado a tais regras de comprobabilidade.» Kocka | 1990
  • 21. «Não podemos esquecer que o discurso crítico é historicamente condicionado, que cada época e cada historiador valoriza determinados autores e deixa cair outros no esquecimento e que esta escolha não depende de um qualquer valor intrínseco dos textos , mas daquilo que diferentes leitores, em diferentes épocas, procuraram neles.» Vanda Anastácio | 2002
  • 23. arte
  • 24. … e Espaços Museológicos…
  • 25. História | Literatura | Museu Arte Palavras Imagens Significados Conhecimento
  • 26. Museus (?) «Um museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberto ao público, e que adquire, conserva, estuda, comunica e expõe testemunhos (i)materiais do homem e do seu meio ambiente, tendo em vista o estudo, a educação e a fruição.» ICOM (Internactional Council of Museums)
  • 27. Somos nós os mesmos observadores?
  • 28. Arte?
  • 29. «(…) as acções museológicas não são processadas somente a partir dos objectos, das colecções, mas tendo como referencial o património global, na dinâmica da vida, tornando assim necessária uma ampla revisão dos métodos a serem aplicados nas acções de pesquisa, preservação e comunicação, nos diferentes contextos.» Maria Célia Santos E… então?
  • 30. «Para que servem os sentimentos? Poder-se-ia argumentar que as emoções sem sentimentos seriam mais do que suficientes para a regulação da vida e para a promoção da sobrevivência. Porém, não é esse o caso. Na orquestração da sobrevivência é extremamente valioso ter sentimentos. As emoções são úteis em si mesmas, mas é o processo de sentir que alerta o organismo para o problema que a emoção começou a resolver.» António Damásio
  • 33. arte
  • 37. Projecto | Ideia Partindo da literatura e da palavra como motor para a interpretação da obra de arte crie um baú de interpretação pessoal para um quadro da exposição presente no Centro de Arte Contemporânea | Graça Morais que permita uma leitura interpretativa e pedagogicamente criativa.
  • 39. FIM