Capítulo 3
OS MESTRES DO
PENSAMENTO

Colégio São Lucas
Disciplina Filosofia
Profº Júnior
OS SOFISTAS

   O período pré-socrático foi dominado pela
    investigação da natureza (sentido
    COSMOLÓGICO).
   Seguiu-se ao período cosmológico o
    período ANTROPOLÓGICO ou Socrático.
   O período ANTROPOLÓGICO é
    caracterizado:
    – pelo interesse no próprio homem; e
    – nas relações políticas do homem com a
      sociedade.
OS SOFISTAS
   Essa nova fase foi marcada, no início, pelos
    sofistas.
   SOFISTAS:
    – Professores viajantes que, por determinado
      preço, vendiam ensinamentos práticos de
      filosofia.
    – Levando em consideração os interesses dos
      alunos, davam aulas de eloqüência e de
      sagacidade mental.
    – Ensinavam conhecimentos úteis para o sucesso
      nos negócios públicos e privados.
OS SOFISTAS

   O momento histórico vivido pelo
    mundo grego favoreceu o
    desenvolvimento desse tipo de
    atividade praticada pelos SOFISTAS.
   Era uma época de lutas políticas e
    intenso conflito de opiniões nas
    assembléias democráticas.
OS SOFISTAS

   As lições dos sofistas tinham como objetivo
    o desenvolvimento:
    –   Da argumentação;
    –   Da habilidade retórica;
    –   Do conhecimento de doutrinas divergentes;
   Transmitiam todo um jogo de palavras,
    raciocínios e concepções que seriam
    utilizado na arte de convencer as pessoas,
    driblando as teses dos adversários.
OS SOFISTAS

   Essas características dos
    ensinamentos dos sofistas
    favoreceram o surgimento de
    concepções filosóficas relativas sobre
    as coisas.
OS SOFISTAS
   SOFISTAS:
    – Etimologicamente significa “SÁBIO”;
    – Com o decorrer do tempo, ganhou o sentido de
      “IMPOSTOR”.
   Desde então se considerou a SOFÍSTICA,
    apenas uma atitude viciosa do espírito, uma
    arte de manipular raciocínios, de produzir o
    falso, de iludir os ouvintes, sem qualquer
    amor pela verdade.
OS SOFISTAS
   VERDADE, em grego, se diz ALETHEIA e
    significa a manifestação daquilo que é, o
    NÃO-OCULTO.
   PSEUDO significa o falso, aquilo que se
    esconde, que ilude.
   SOFISMA  designa um raciocínio
    aparentemente correto, mas que na
    verdade é falso ou inconclusivo, geralmente
    formulado com o objetivo de enganar
    alguém.
PROTÁGORAS DE
ABDERA:
o homem como medida
   É considerado o primeiro e um dos mais
    importantes sofistas.
   Ensinou por muito tempo em Atenas, tendo
    como princípio básico de sua doutrina a
    idéia de que o HOMEM É A MEDIDA DE
    TUDO O QUE EXISTE.
   Conforme essa concepção, todas as coisas
    são relativas às disposições do homem.
PROTÁGORAS DE
ABDERA:
o homem como medida
   A verdade seria
    relativa a determinada
    pessoa, grupo social
    ou cultura.
   A filosofia de
    Protágoras sofreu
    críticas em seu tempo
    por dar margem a um
    grande
    SUBJETIVISMO.
GÓRGIAS DE
LEONTINI:
o grande orador
   Aprofundou o subjetivismo relativista
    de Protágoras a ponto de defender o
    CETICISMO ABSOLUTO.
   Afirmava que:
    – Nada existia;
    – Se existisse, não poderia ser conhecido;
    – Mesmo que fosse conhecido, não poderia
      ser comunicado a ninguém.
SÓCRATES

              É tradicionalmente
               considerado um
               marco divisório da
               história da filosofia
               grega.
              Era filho de um
               escultor e de uma
               parteira.
SÓCRATES

   Uma dupla herança que,
    simbolicamente, o levou a esculpir uma
    representação autêntica do homem,
    fazendo-o dar à luz suas próprias
    idéias.
   O estilo de vida assemelhava-se ,
    exteriormente, ao dos sofistas, embora
    não vendesse seus ensinamentos.
SÓCRATES

   Desenvolvia o saber filosófico em
    praças públicas, conversando com os
    jovens, sempre dando demonstrações
    de que era preciso unir a vida
    concreta ao pensamento.
   Unir o saber ao fazer, a consciência
    intelectual à consciência prática ou
    moral.
SÓCRATES

   Concentrou-se na PROBLEMÁTICA DO
    HOMEM.
   Opunha-se ao relativismo em relação à
    questão da moralidade e ao uso da retórica
    para atingir interesses particulares.
   Sócrates travou uma polêmica profunda
    com os sofistas, pois procurava um
    fundamento último para as interrogações
    humanas.
SÓCRATES

   A pergunta fundamental que tentava
    responder era:
    – O que é a essência do homem?
   Respondia dizendo que o homem é a
    sua ALMA, entendo-se, aqui, como a
    sede da RAZÃO, o nosso EU
    CONSCIENTE, que inclui a
    consciência intelectual e a consciência
    moral.
SÓCRATES
   “Conhece-te a ti mesmo”, frase inscrita no
    Oráculo de Delfos, era a recomendação
    básica feita por Sócrates a seus discípulos.
   Sua filosofia era desenvolvida mediante
    DIÁLOGOS CRÍTICOS com seus
    interlocutores.
   Esses diálogos podem ser divididos em dois
    momentos:
    – A IRONIA; e
    – A MAIÊUTICA.
SÓCRATES
A Ironia
   Na linguagem cotidiana tem um
    significado depreciativo, sarcástico ou
    de zombaria.
   No grego, ironia quer dizer
    “INTERROGAÇÃO”.
   Sócrates interrogava seus
    interlocutores sobre aquilo que
    pensavam saber.
SÓCRATES
A Ironia
   Exemplo de perguntas que Sócrates fazia:
    –   O que é o bem?
    –   O que é a justiça?
    –   O que é a coragem?
    –   O que é a piedade?
   No decorrer do diálogo, atacava de modo
    implacável as respostas de seus
    interlocutores.
SÓCRATES
A Ironia
   O objetivo inicial de Sócrates era
    demolir, nos discípulos, o orgulho, a
    arrogância e a presunção do saber.
   A primeira virtude do sábio é adquirir
    consciência da própria IGNORÂNCIA.
   “Sei que nada sei”.
SÓCRATES
A Maiêutica
   Libertos do orgulho e da pretensão de
    que tudo sabiam, os discípulos
    podiam então iniciar o caminho da
    reconstrução de suas próprias idéias.
   Nessa segunda fase do diálogo, o
    objetivo de Sócrates era ajudar seus
    discípulos a CONCEBEREM suas
    próprias idéias.
PLATÃO
VIDA
   Pertencia a uma das mais nobres
    famílias ateniense;
   Nome verdadeiro  ARISTOCLES;
   Devido à constituição física, recebeu o
    apelido de PLATÃO (“de ombros
    largos”);
PLATÃO
VIDA
   Discípulo de Sócrates, a quem
    considerava “o mais sábio e o mais
    justo dos homens”;
   Em 387 a.C. fundou sua própria
    escola filosófica, a ACADEMIA.
PLATÃO
O MELHOR DE DOIS
MUNDOS
   Mundo das Idéias:
    – Mundo imaterial, eterno e imutável.
   Mundo Sensível:
    – O universo material, que percebemos por
      meio dos cinco sentidos.
   IDÉIAS  são realidades que existem
    por si mesmas, independentes do
    pensamento e de todas as coisas
    materiais.
PLATÃO
O MELHOR DE DOIS
MUNDOS
   MUNDO SENSÍVEL:
    – É um fluxo eterno.
    – As coisas materiais são meras
      aparências, sempre se transformando, e
      que não permitem por isso chegar a
      nenhum conhecimento verdadeiro.
Mito da
Caverna
PLATÃO
Mito da Caverna
   MUNDO DAS IDÉIAS:
    – Corresponderia ao exterior da caverna.
   MUNDO SENSÍVEL:
    – Corresponderia ao interior da caverna (as
      sombras).
   A realidade de tudo está no mundo das
    idéias.
   A idéia suprema é o Bem.
PLATÃO
Mito da Caverna
   O Universo teria sido criado por um
    deus inferior, o DEMIURGO, que teria
    modelado o mundo com base nas
    idéias, usando uma matéria preexistente
    e disforme.
   No entanto, essa cópia seria imperfeita
    e inferior ao mundo das idéias.
PLATÃO
O HOMEM: CORPO E ALMA
   O SER HUMANO é composto de CORPO e
    ALMA.
   A ALMA:
    – É a parte mais importante e mais real do indivíduo.
    – Seria imortal e eterna, existindo desde sempre no
      plano do mundo das idéias.
    – Desse lugar, ela viria para se encarnar num corpo,
      constituindo então o homem.
    – Antes de se encarnar, conheceria as idéias, pois
      estaria junto delas.
PLATÃO
O HOMEM: CORPO E ALMA
   A ALMA:
    – Todo aprendizado seria na verdade uma
      “lembrança”.
    – Divide-se em 3 partes:
          RACIONAL  localizada na cabeça;
          EMOCIONAL  alojada no peito;
          SENSUAL  localizada no abdômen e partes adjacentes.
   A RACIONAL, o guia da alma,
    conheceria a verdade e reuniria a
    inteligência, a moral e a lógica.
PLATÃO
O HOMEM: CORPO E ALMA
   A parte EMOCIONAL conteria as emoções
    superiores, como a honra e o ódio à injustiça,
    e obedeceria fielmente à parte racional da
    alma.
   A SENSUAL seria a rebelde,
    corresponderia aos desejos inferiores,
    carnais e, por isso, desordenada e
    inquieta.
PLATÃO
AMOR PLATÔNICO
   Há, na doutrina platônica sobre a alma, um
    outro elemento importante: Eros, o amor.
   EROS  é uma força que instiga a alma a
    atingir o bem.
   O bem almejado é determinado pela parte da
    alma que prevalecer sobre as outras.
   A alma deve ser conduzida pela parte racional
    e que utiliza a energia inesgotável do amor
    para se dirigir ao bem verdadeiro.
PLATÃO
AMOR PLATÔNICO
   Na mitologia grega, o deus Eros, filho de
    Afrodite e de Ares, era a força que unia e
    harmonizava o Universo.
   Para Platão o amor é a insuficiência de algo e
    o desejo de conquistar aquilo de que sentimos
    falta.
   O amor dirige-se para o bem, cuja
    manifestação visível é a beleza.
   Existiriam muitas formas de beleza, mas a
    sabedoria seria a maior de todas.
PLATÃO
AMOR PLATÔNICO
   A filosofia é o único caminho para contemplar
    essa suprema verdade.
   Para realizar-se, o filósofo deve ser capaz de
    desligar-se da paixão por outro indivíduo e
    dedicar-se à pura contemplação da beleza.
PLATÃO
A REPÚBLICA DOS
FILÓSOFOS
   Platão estendeu suas preocupações com o
    comportamento individual à esfera da vida em
    sociedade.
   Platão procurou, de fato, delinear um projeto
    político no qual o governo da pólis garantisse
    a felicidade de todos os seus habitantes.
   No PLANO INDIVIDUAL, a felicidade é
    alcançada quando as três partes da alma
    agem em conjunto na busca do Bem
    supremo, impulsionada pelo amor.
PLATÃO
A REPÚBLICA DOS
FILÓSOFOS
   O BEM leva à verdade, à beleza, à justiça.
   A alma tem de se dirigir à contemplação das
    idéias.
   A POLÍTICA deve ser organizada de maneira
    análoga ao que ele considerava justo e
    correto para a vida do indivíduo.
   Na cidade, os filósofos, tendo conhecido a
    Verdade por meio da contemplação do mundo
    das idéias, teriam o dever de tomar as rédeas
    da administração das cidades.
ARISTÓTELES DE
ESTAGIRA

Do nascimento da lógica à
ordenação do mundo
VIDA

   Nascido em Estagira, na Macedônia.
   Foi um dos mais expressivos filósofos
    gregos da Antiguidade, junto com Platão.
   Desempenhou extraordinário papel na
    organização do saber grego.
   Aos 18 anos foi para Atenas e ingressou na
    Academia de Platão, onde permaneceu por
    cerca de 20 anos, tendo uma atuação
    crescentemente expressiva.
VIDA

   Com a morte de Platão, a destacada
    competência de Aristóteles o qualificava
    para assumir a direção da Academia, no
    entanto seu nome foi preterido por ser
    considerado estrangeiro pelos atenienses.
   Decepcionado com o episódio, deixou a
    Academia e partiu pra Assos, na Mísia, Ásia
    Menor, onde permaneceu até 345 a.C.
VIDA

   Foi convidado por Felipe II, rei da
    Macedônia, para ser professor de seu filho
    Alexandre.
   Por volta de 335 a.C., regressou a Atenas,
    fundando sua própria escola filosófica, que
    passou a ser conhecida como LICEU, em
    homenagem ao deus Apolo Lício. Onde
    ensinou por 12 anos.
Da Sensação ao Conceito:
o discípulo discorda do
mestre
   Segundo ARISTÓTELES A
    finalidade básica das ciências seria
    desvendar a constituição essencial
    dos seres, procurando defini-la em
    termos reais.
   Ao abordar a realidade, reconhecia a
    multiplicidade dos seres percebidos
    pelos sentidos.
Da Sensação ao Conceito:
o discípulo discorda do
mestre
   Rejeitava a teoria das idéias de Platão,
    segundo a qual os dados transmitidos pelos
    sentidos não passam de distorções,
    sombras ou ilusões da verdadeira realidade
    existente no mundo da idéias.
   Para Aristóteles, a observação da realidade
    leva-nos à constatação da existência de
    inúmeros seres individuais, concretos,
    mutáveis, que são captados por nossos
    sentidos.
Da Sensação ao Conceito:
o discípulo discorda do
mestre
   Partindo dessa realidade sensorial, a
    ciência deve buscar as estruturas
    essenciais de cada ser, devemos
    atingir a sua essência, através de um
    processo de conhecimento que
    caminharia do INDIVIDUAL e
    ESPECÍFICO para o UNIVERSAL e
    GENÉRICO.
Da Sensação ao Conceito:
o discípulo discorda do
mestre
   O objeto próprio das ciências é a compreensão
    do UNIVERSAL, visando o estabelecimento de
    definições essenciais, que possam ser
    utilizadas de modo generalizado.
   A INDUÇÃO  (particular  geral) representa
    o processo intelectual básico de aquisição de
    conhecimentos. Possibilita ao ser humano
    atingir conclusões científicas, de âmbito
    universal, a partir do trabalho metódico com os
    dados sensíveis.
Nova Interpretação Para as
Mudanças do Ser
   Aristóteles pretendeu resolver a contradição entre o
    caráter estático e permanente do ser (Parmênides)
    em oposição ao movimento e à transitoriedade das
    coisas (Heráclito).
   Aristóteles propôs uma nova interpretação
    ontológica, segundo a qual em todo SER devemos
    distinguir:
    – O ATO  a manifestação atual do ser, aquilo que já
      existe.
    – A POTÊNCIA  as possibilidades do ser, aquilo que
      ainda não é mais pode vir a ser.
Nova Interpretação Para as
Mudanças do Ser
   O movimento, a transitoriedade ou
    mudança das coisas se resumem na
    passagem da potência para o ato.
    – Exemplo: a árvore que está sem flores
      pode tornar-se com o tempo, uma árvore
      florida e depois dar frutos.
    – E se por condições climáticas ela não
      vier a dar frutos (seca, queimadas)?
Nova Interpretação Para as
Mudanças do Ser
   ACIDENTE  algo que não ocorre sempre,
    somente às vezes, por uma causalidade
    qualquer, e não faz parte da essência.
   Segundo Aristóteles, devemos distinguir em
    todos os SERES existentes:
    – A SUBSTÂNCIA
          aquilo que é estrutural e essencial do ser;
          Corresponde àquilo que mais intimamente o ser é em
           si mesmo;
Nova Interpretação Para as
Mudanças do Ser
 – O ACIDENTE
      aquilo que é atributo circunstancial e não-essencial do
       ser.
      Pertencem ao ser, mas não são necessários para
       definir a natureza própria de cada ser.
O Que Determina a
Realidade do Ser: a causa
   A investigação do ato e da potência do ser
    depende, no entanto, de alguns
    esclarecimentos sobre a CAUSALIDADE.
   Isto porque essa passagem da potência
    para o ato não se dá ao acaso: ela é
    CAUSADA.
   CAUSA  no sentido de tudo aquilo que
    determina a realidade de um ser.
O Que Determina a
Realidade do Ser: a causa
   Distingue-se 4 tipos de causas
    fundamentais:
    –   CAUSA MATERIAL
    –   CAUSA FORMAL
    –   CAUSA EFICIENTE
    –   CAUSA FINAL
O Que Determina a
Realidade do Ser: a causa
CAUSA MATERIAL
 refere-se à matéria de que é feita uma
  coisa
 Ex: o mármore utilizado na confecção
  de uma estátua.
O Que Determina a
Realidade do Ser: a causa
CAUSA FORMAL
 refere-se à forma, a natureza
  específica, à configuração de uma
  coisa, tornando-a “um ser
  propriamente dito”.
 Ex: uma estátua em forma de homem
  e não de cavalo.
O Que Determina a
Realidade do Ser: a causa
CAUSA EFICIENTE
 refere-se ao agente que produziu
  diretamente a coisa.
 Ex: o escultor que fez a estátua.
O Que Determina a
Realidade do Ser: a causa
CAUSA FINAL
 refere-se ao objetivo, à intenção, à
  finalidade ou à razão de ser de uma
  coisa.
 Ex: o escultor tinha como finalidade
  exaltar a figura do soldado ateniense.
O Que Determina a
Realidade do Ser: a causa
   Segundo Aristóteles, a CAUSA FORMAL está
    diretamente subordinada à CAUSA FINAL, pois a
    finalidade de uma coisa determina o que os seres
    efetivamente são.
   A POTÊNCIA, em si mesma, não é capaz de formalizar
    o ser em ato. Para que se dê essa passagem, é preciso
    a intervenção de um agente transformador (CAUSA
    EFICIENTE), guiado por uma finalidade (CAUSA
    FINAL).
   A CAUSA FINAL é que comanda o movimento da
    realidade. É pela causa final, em última instância, que
    as coisas mudam, determinando a passagem da
    POTÊNCIA para o ATO.
A Felicidade Humana

   Aristóteles define o homem como ser
    racional e considera a atividade racional, o
    ato de pensar, como a essência humana.
   Para ser feliz o homem deve viver de
    acordo com a sua essência, isto é, de
    acordo com a sua razão, a sua consciência
    reflexiva. E, orientando os seus atos para
    uma conduta ética, a razão o conduzirá à
    prática da VIRTUDE.
A Felicidade Humana

   VIRTUDE  representa o meio-termo, a
    justa medida de equilíbrio entre o excesso e
    a falta de um atributo qualquer.
    – VIRTUDE DA PRUDÊNCIA  é o meio-termo
      entre a precipitação e a negligência.
    – VIRTUDE DA CORAGEM  é o meio-termo
      entre a covardia e a valentia insana.
    – VIRTUDE DA PRESEVERANÇA  é o meio-
      termo entre a fraqueza de vontade e a vontade
      obsessiva.
REFERÊNCIA
BIBLIOGRÁFICA
   CHALITA, Gabriel. Vivendo a Filosofia. 4 ed.
    São Paulo: Ática, 2012.
   ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS,
    Maria Helena Pires. Filosofando : introdução à
    Filosofia. São Paulo; Ática, 1993.
   COTRIM, Gilberto. Fundamentos da
    Filosofia: história e grandes temas. 16 ed.
    reform. e ampl. São Paulo: Saraiva, 2006.

Cap 3 os mestres do pensamento - postar

  • 1.
    Capítulo 3 OS MESTRESDO PENSAMENTO Colégio São Lucas Disciplina Filosofia Profº Júnior
  • 2.
    OS SOFISTAS  O período pré-socrático foi dominado pela investigação da natureza (sentido COSMOLÓGICO).  Seguiu-se ao período cosmológico o período ANTROPOLÓGICO ou Socrático.  O período ANTROPOLÓGICO é caracterizado: – pelo interesse no próprio homem; e – nas relações políticas do homem com a sociedade.
  • 3.
    OS SOFISTAS  Essa nova fase foi marcada, no início, pelos sofistas.  SOFISTAS: – Professores viajantes que, por determinado preço, vendiam ensinamentos práticos de filosofia. – Levando em consideração os interesses dos alunos, davam aulas de eloqüência e de sagacidade mental. – Ensinavam conhecimentos úteis para o sucesso nos negócios públicos e privados.
  • 4.
    OS SOFISTAS  O momento histórico vivido pelo mundo grego favoreceu o desenvolvimento desse tipo de atividade praticada pelos SOFISTAS.  Era uma época de lutas políticas e intenso conflito de opiniões nas assembléias democráticas.
  • 5.
    OS SOFISTAS  As lições dos sofistas tinham como objetivo o desenvolvimento: – Da argumentação; – Da habilidade retórica; – Do conhecimento de doutrinas divergentes;  Transmitiam todo um jogo de palavras, raciocínios e concepções que seriam utilizado na arte de convencer as pessoas, driblando as teses dos adversários.
  • 6.
    OS SOFISTAS  Essas características dos ensinamentos dos sofistas favoreceram o surgimento de concepções filosóficas relativas sobre as coisas.
  • 7.
    OS SOFISTAS  SOFISTAS: – Etimologicamente significa “SÁBIO”; – Com o decorrer do tempo, ganhou o sentido de “IMPOSTOR”.  Desde então se considerou a SOFÍSTICA, apenas uma atitude viciosa do espírito, uma arte de manipular raciocínios, de produzir o falso, de iludir os ouvintes, sem qualquer amor pela verdade.
  • 8.
    OS SOFISTAS  VERDADE, em grego, se diz ALETHEIA e significa a manifestação daquilo que é, o NÃO-OCULTO.  PSEUDO significa o falso, aquilo que se esconde, que ilude.  SOFISMA  designa um raciocínio aparentemente correto, mas que na verdade é falso ou inconclusivo, geralmente formulado com o objetivo de enganar alguém.
  • 9.
    PROTÁGORAS DE ABDERA: o homemcomo medida  É considerado o primeiro e um dos mais importantes sofistas.  Ensinou por muito tempo em Atenas, tendo como princípio básico de sua doutrina a idéia de que o HOMEM É A MEDIDA DE TUDO O QUE EXISTE.  Conforme essa concepção, todas as coisas são relativas às disposições do homem.
  • 10.
    PROTÁGORAS DE ABDERA: o homemcomo medida  A verdade seria relativa a determinada pessoa, grupo social ou cultura.  A filosofia de Protágoras sofreu críticas em seu tempo por dar margem a um grande SUBJETIVISMO.
  • 11.
    GÓRGIAS DE LEONTINI: o grandeorador  Aprofundou o subjetivismo relativista de Protágoras a ponto de defender o CETICISMO ABSOLUTO.  Afirmava que: – Nada existia; – Se existisse, não poderia ser conhecido; – Mesmo que fosse conhecido, não poderia ser comunicado a ninguém.
  • 12.
    SÓCRATES  É tradicionalmente considerado um marco divisório da história da filosofia grega.  Era filho de um escultor e de uma parteira.
  • 13.
    SÓCRATES  Uma dupla herança que, simbolicamente, o levou a esculpir uma representação autêntica do homem, fazendo-o dar à luz suas próprias idéias.  O estilo de vida assemelhava-se , exteriormente, ao dos sofistas, embora não vendesse seus ensinamentos.
  • 14.
    SÓCRATES  Desenvolvia o saber filosófico em praças públicas, conversando com os jovens, sempre dando demonstrações de que era preciso unir a vida concreta ao pensamento.  Unir o saber ao fazer, a consciência intelectual à consciência prática ou moral.
  • 15.
    SÓCRATES  Concentrou-se na PROBLEMÁTICA DO HOMEM.  Opunha-se ao relativismo em relação à questão da moralidade e ao uso da retórica para atingir interesses particulares.  Sócrates travou uma polêmica profunda com os sofistas, pois procurava um fundamento último para as interrogações humanas.
  • 16.
    SÓCRATES  A pergunta fundamental que tentava responder era: – O que é a essência do homem?  Respondia dizendo que o homem é a sua ALMA, entendo-se, aqui, como a sede da RAZÃO, o nosso EU CONSCIENTE, que inclui a consciência intelectual e a consciência moral.
  • 17.
    SÓCRATES  “Conhece-te a ti mesmo”, frase inscrita no Oráculo de Delfos, era a recomendação básica feita por Sócrates a seus discípulos.  Sua filosofia era desenvolvida mediante DIÁLOGOS CRÍTICOS com seus interlocutores.  Esses diálogos podem ser divididos em dois momentos: – A IRONIA; e – A MAIÊUTICA.
  • 18.
    SÓCRATES A Ironia  Na linguagem cotidiana tem um significado depreciativo, sarcástico ou de zombaria.  No grego, ironia quer dizer “INTERROGAÇÃO”.  Sócrates interrogava seus interlocutores sobre aquilo que pensavam saber.
  • 19.
    SÓCRATES A Ironia  Exemplo de perguntas que Sócrates fazia: – O que é o bem? – O que é a justiça? – O que é a coragem? – O que é a piedade?  No decorrer do diálogo, atacava de modo implacável as respostas de seus interlocutores.
  • 20.
    SÓCRATES A Ironia  O objetivo inicial de Sócrates era demolir, nos discípulos, o orgulho, a arrogância e a presunção do saber.  A primeira virtude do sábio é adquirir consciência da própria IGNORÂNCIA.  “Sei que nada sei”.
  • 21.
    SÓCRATES A Maiêutica  Libertos do orgulho e da pretensão de que tudo sabiam, os discípulos podiam então iniciar o caminho da reconstrução de suas próprias idéias.  Nessa segunda fase do diálogo, o objetivo de Sócrates era ajudar seus discípulos a CONCEBEREM suas próprias idéias.
  • 22.
    PLATÃO VIDA  Pertencia a uma das mais nobres famílias ateniense;  Nome verdadeiro  ARISTOCLES;  Devido à constituição física, recebeu o apelido de PLATÃO (“de ombros largos”);
  • 23.
    PLATÃO VIDA  Discípulo de Sócrates, a quem considerava “o mais sábio e o mais justo dos homens”;  Em 387 a.C. fundou sua própria escola filosófica, a ACADEMIA.
  • 24.
    PLATÃO O MELHOR DEDOIS MUNDOS  Mundo das Idéias: – Mundo imaterial, eterno e imutável.  Mundo Sensível: – O universo material, que percebemos por meio dos cinco sentidos.  IDÉIAS  são realidades que existem por si mesmas, independentes do pensamento e de todas as coisas materiais.
  • 25.
    PLATÃO O MELHOR DEDOIS MUNDOS  MUNDO SENSÍVEL: – É um fluxo eterno. – As coisas materiais são meras aparências, sempre se transformando, e que não permitem por isso chegar a nenhum conhecimento verdadeiro.
  • 26.
  • 27.
    PLATÃO Mito da Caverna  MUNDO DAS IDÉIAS: – Corresponderia ao exterior da caverna.  MUNDO SENSÍVEL: – Corresponderia ao interior da caverna (as sombras).  A realidade de tudo está no mundo das idéias.  A idéia suprema é o Bem.
  • 28.
    PLATÃO Mito da Caverna  O Universo teria sido criado por um deus inferior, o DEMIURGO, que teria modelado o mundo com base nas idéias, usando uma matéria preexistente e disforme.  No entanto, essa cópia seria imperfeita e inferior ao mundo das idéias.
  • 29.
    PLATÃO O HOMEM: CORPOE ALMA  O SER HUMANO é composto de CORPO e ALMA.  A ALMA: – É a parte mais importante e mais real do indivíduo. – Seria imortal e eterna, existindo desde sempre no plano do mundo das idéias. – Desse lugar, ela viria para se encarnar num corpo, constituindo então o homem. – Antes de se encarnar, conheceria as idéias, pois estaria junto delas.
  • 30.
    PLATÃO O HOMEM: CORPOE ALMA  A ALMA: – Todo aprendizado seria na verdade uma “lembrança”. – Divide-se em 3 partes:  RACIONAL  localizada na cabeça;  EMOCIONAL  alojada no peito;  SENSUAL  localizada no abdômen e partes adjacentes.  A RACIONAL, o guia da alma, conheceria a verdade e reuniria a inteligência, a moral e a lógica.
  • 31.
    PLATÃO O HOMEM: CORPOE ALMA  A parte EMOCIONAL conteria as emoções superiores, como a honra e o ódio à injustiça, e obedeceria fielmente à parte racional da alma.  A SENSUAL seria a rebelde, corresponderia aos desejos inferiores, carnais e, por isso, desordenada e inquieta.
  • 32.
    PLATÃO AMOR PLATÔNICO  Há, na doutrina platônica sobre a alma, um outro elemento importante: Eros, o amor.  EROS  é uma força que instiga a alma a atingir o bem.  O bem almejado é determinado pela parte da alma que prevalecer sobre as outras.  A alma deve ser conduzida pela parte racional e que utiliza a energia inesgotável do amor para se dirigir ao bem verdadeiro.
  • 33.
    PLATÃO AMOR PLATÔNICO  Na mitologia grega, o deus Eros, filho de Afrodite e de Ares, era a força que unia e harmonizava o Universo.  Para Platão o amor é a insuficiência de algo e o desejo de conquistar aquilo de que sentimos falta.  O amor dirige-se para o bem, cuja manifestação visível é a beleza.  Existiriam muitas formas de beleza, mas a sabedoria seria a maior de todas.
  • 34.
    PLATÃO AMOR PLATÔNICO  A filosofia é o único caminho para contemplar essa suprema verdade.  Para realizar-se, o filósofo deve ser capaz de desligar-se da paixão por outro indivíduo e dedicar-se à pura contemplação da beleza.
  • 35.
    PLATÃO A REPÚBLICA DOS FILÓSOFOS  Platão estendeu suas preocupações com o comportamento individual à esfera da vida em sociedade.  Platão procurou, de fato, delinear um projeto político no qual o governo da pólis garantisse a felicidade de todos os seus habitantes.  No PLANO INDIVIDUAL, a felicidade é alcançada quando as três partes da alma agem em conjunto na busca do Bem supremo, impulsionada pelo amor.
  • 36.
    PLATÃO A REPÚBLICA DOS FILÓSOFOS  O BEM leva à verdade, à beleza, à justiça.  A alma tem de se dirigir à contemplação das idéias.  A POLÍTICA deve ser organizada de maneira análoga ao que ele considerava justo e correto para a vida do indivíduo.  Na cidade, os filósofos, tendo conhecido a Verdade por meio da contemplação do mundo das idéias, teriam o dever de tomar as rédeas da administração das cidades.
  • 37.
    ARISTÓTELES DE ESTAGIRA Do nascimentoda lógica à ordenação do mundo
  • 38.
    VIDA  Nascido em Estagira, na Macedônia.  Foi um dos mais expressivos filósofos gregos da Antiguidade, junto com Platão.  Desempenhou extraordinário papel na organização do saber grego.  Aos 18 anos foi para Atenas e ingressou na Academia de Platão, onde permaneceu por cerca de 20 anos, tendo uma atuação crescentemente expressiva.
  • 39.
    VIDA  Com a morte de Platão, a destacada competência de Aristóteles o qualificava para assumir a direção da Academia, no entanto seu nome foi preterido por ser considerado estrangeiro pelos atenienses.  Decepcionado com o episódio, deixou a Academia e partiu pra Assos, na Mísia, Ásia Menor, onde permaneceu até 345 a.C.
  • 40.
    VIDA  Foi convidado por Felipe II, rei da Macedônia, para ser professor de seu filho Alexandre.  Por volta de 335 a.C., regressou a Atenas, fundando sua própria escola filosófica, que passou a ser conhecida como LICEU, em homenagem ao deus Apolo Lício. Onde ensinou por 12 anos.
  • 41.
    Da Sensação aoConceito: o discípulo discorda do mestre  Segundo ARISTÓTELES A finalidade básica das ciências seria desvendar a constituição essencial dos seres, procurando defini-la em termos reais.  Ao abordar a realidade, reconhecia a multiplicidade dos seres percebidos pelos sentidos.
  • 42.
    Da Sensação aoConceito: o discípulo discorda do mestre  Rejeitava a teoria das idéias de Platão, segundo a qual os dados transmitidos pelos sentidos não passam de distorções, sombras ou ilusões da verdadeira realidade existente no mundo da idéias.  Para Aristóteles, a observação da realidade leva-nos à constatação da existência de inúmeros seres individuais, concretos, mutáveis, que são captados por nossos sentidos.
  • 43.
    Da Sensação aoConceito: o discípulo discorda do mestre  Partindo dessa realidade sensorial, a ciência deve buscar as estruturas essenciais de cada ser, devemos atingir a sua essência, através de um processo de conhecimento que caminharia do INDIVIDUAL e ESPECÍFICO para o UNIVERSAL e GENÉRICO.
  • 44.
    Da Sensação aoConceito: o discípulo discorda do mestre  O objeto próprio das ciências é a compreensão do UNIVERSAL, visando o estabelecimento de definições essenciais, que possam ser utilizadas de modo generalizado.  A INDUÇÃO  (particular  geral) representa o processo intelectual básico de aquisição de conhecimentos. Possibilita ao ser humano atingir conclusões científicas, de âmbito universal, a partir do trabalho metódico com os dados sensíveis.
  • 45.
    Nova Interpretação Paraas Mudanças do Ser  Aristóteles pretendeu resolver a contradição entre o caráter estático e permanente do ser (Parmênides) em oposição ao movimento e à transitoriedade das coisas (Heráclito).  Aristóteles propôs uma nova interpretação ontológica, segundo a qual em todo SER devemos distinguir: – O ATO  a manifestação atual do ser, aquilo que já existe. – A POTÊNCIA  as possibilidades do ser, aquilo que ainda não é mais pode vir a ser.
  • 46.
    Nova Interpretação Paraas Mudanças do Ser  O movimento, a transitoriedade ou mudança das coisas se resumem na passagem da potência para o ato. – Exemplo: a árvore que está sem flores pode tornar-se com o tempo, uma árvore florida e depois dar frutos. – E se por condições climáticas ela não vier a dar frutos (seca, queimadas)?
  • 47.
    Nova Interpretação Paraas Mudanças do Ser  ACIDENTE  algo que não ocorre sempre, somente às vezes, por uma causalidade qualquer, e não faz parte da essência.  Segundo Aristóteles, devemos distinguir em todos os SERES existentes: – A SUBSTÂNCIA  aquilo que é estrutural e essencial do ser;  Corresponde àquilo que mais intimamente o ser é em si mesmo;
  • 48.
    Nova Interpretação Paraas Mudanças do Ser – O ACIDENTE  aquilo que é atributo circunstancial e não-essencial do ser.  Pertencem ao ser, mas não são necessários para definir a natureza própria de cada ser.
  • 49.
    O Que Determinaa Realidade do Ser: a causa  A investigação do ato e da potência do ser depende, no entanto, de alguns esclarecimentos sobre a CAUSALIDADE.  Isto porque essa passagem da potência para o ato não se dá ao acaso: ela é CAUSADA.  CAUSA  no sentido de tudo aquilo que determina a realidade de um ser.
  • 50.
    O Que Determinaa Realidade do Ser: a causa  Distingue-se 4 tipos de causas fundamentais: – CAUSA MATERIAL – CAUSA FORMAL – CAUSA EFICIENTE – CAUSA FINAL
  • 51.
    O Que Determinaa Realidade do Ser: a causa CAUSA MATERIAL  refere-se à matéria de que é feita uma coisa  Ex: o mármore utilizado na confecção de uma estátua.
  • 52.
    O Que Determinaa Realidade do Ser: a causa CAUSA FORMAL  refere-se à forma, a natureza específica, à configuração de uma coisa, tornando-a “um ser propriamente dito”.  Ex: uma estátua em forma de homem e não de cavalo.
  • 53.
    O Que Determinaa Realidade do Ser: a causa CAUSA EFICIENTE  refere-se ao agente que produziu diretamente a coisa.  Ex: o escultor que fez a estátua.
  • 54.
    O Que Determinaa Realidade do Ser: a causa CAUSA FINAL  refere-se ao objetivo, à intenção, à finalidade ou à razão de ser de uma coisa.  Ex: o escultor tinha como finalidade exaltar a figura do soldado ateniense.
  • 55.
    O Que Determinaa Realidade do Ser: a causa  Segundo Aristóteles, a CAUSA FORMAL está diretamente subordinada à CAUSA FINAL, pois a finalidade de uma coisa determina o que os seres efetivamente são.  A POTÊNCIA, em si mesma, não é capaz de formalizar o ser em ato. Para que se dê essa passagem, é preciso a intervenção de um agente transformador (CAUSA EFICIENTE), guiado por uma finalidade (CAUSA FINAL).  A CAUSA FINAL é que comanda o movimento da realidade. É pela causa final, em última instância, que as coisas mudam, determinando a passagem da POTÊNCIA para o ATO.
  • 56.
    A Felicidade Humana  Aristóteles define o homem como ser racional e considera a atividade racional, o ato de pensar, como a essência humana.  Para ser feliz o homem deve viver de acordo com a sua essência, isto é, de acordo com a sua razão, a sua consciência reflexiva. E, orientando os seus atos para uma conduta ética, a razão o conduzirá à prática da VIRTUDE.
  • 57.
    A Felicidade Humana  VIRTUDE  representa o meio-termo, a justa medida de equilíbrio entre o excesso e a falta de um atributo qualquer. – VIRTUDE DA PRUDÊNCIA  é o meio-termo entre a precipitação e a negligência. – VIRTUDE DA CORAGEM  é o meio-termo entre a covardia e a valentia insana. – VIRTUDE DA PRESEVERANÇA  é o meio- termo entre a fraqueza de vontade e a vontade obsessiva.
  • 58.
    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA  CHALITA, Gabriel. Vivendo a Filosofia. 4 ed. São Paulo: Ática, 2012.  ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando : introdução à Filosofia. São Paulo; Ática, 1993.  COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia: história e grandes temas. 16 ed. reform. e ampl. São Paulo: Saraiva, 2006.