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Faculdade Castro Alves Curso: Psicologia Disciplina: Antropologia Filosófica Professor: Fabiano Oliveira Evolução Histórica da Reflexão sobre a Condição Humana Alunos do 1º período:    Geovania Sousa    Gisele Costa    Iuri Guedes    Marcos Alves    Rafaela Campos    Renata Santos    Solange Azevedo 2011.1
MITOS  GREGOS Há três mil anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os acontecimentos históricos. Portanto, para buscar um significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura oral. Os gregos não conseguiam compreender nem explicar a natureza e os fenômenos naturais. Então, dava nomes ao que não podia explicar e passava a considerar os fenômenos como “deuses”. Diz a lenda que os deuses escolheram o Monte Olimpo como seu lar, que era o ponto mais alto da Grécia  onde cada deus possuía o seu palácio.
Pré- socráticos A raiz  do pensamento ocidental surge na busca da compreensão do cosmo e da matéria que compunha e as leis que regiam o universo. Tal preocupação cosmológica está presente no pensamento dos filósofos pré-socráticos: Tales de Mileto (640-548 a.C.) Aristóteles o chama de fundador da filosofia. Baseava-se na água como elemento essencial. Tales achava que todas as coisas tinham algo físico por trás, o que denominaram arché. Anaximandro (610-547 a.C.) é um filósofo da escola jônica, natural de Mileto e discípulo de Tales É considerado autor de um mapa do mundo habitado e iniciador da astronomia e afirmou que a origem de todas as coisas seria o apeíron, o infinito. Anaxímenes (588-524 a. C)  buscou explicar a origem do universo ou arché a partir de uma substancia única fundamental: o ar. Dedicou-se à  meteorologia e foi o primeiro a considerar que a lua recebe a luz do  sol.
Pitágoras de Samos (570-496 a.C.)postulou que os números seriam a essência permanente das coisas, pois os conceitos matemáticos eram intemporais e imóveis. Concebia a alma como imortal, separada do corpo e preexistente; o corpo seria um a prisão para a alma, tal pensamente precede o mundo das idéias de Platão. Heráclito de Éfeso (540-475 a.C.)afirmava que a única coisa permanente é a mudança. Para o filósofo tudo flui, nada persiste, nem permanece o mesmo. Ele comparava as coisas à correnteza de um rio: não se pode entrar duas vezes na mesma água. Também que a guerra era a mãe e rainha de todas as coisas, pois o conflito seria a essência do devenir (dialética), e que o fogo seria o elemento básico do universo, agente universal da mudança. Demócrito de Abdera (460-370 a.C.)considerava que o universo era composto de átomos materiais e indivisíveis. Corpo e alma eram compostos por átomos, assim, a alma estava sujeita à morte. Os átomos se moviam mecanicamente seguindo uma lei rígida e cega. Afirmava também que a natureza poderia ser explicada por si mesma e que não havia uma causa primeira, pois a natureza existe desde toda a eternidade.
Sofistas O que os sofistas ensinavam técnicas que auxiliavam as pessoas a defenderem seu pensamento particular e suas próprias opiniões contrárias sobre qualquer tema, na certeza que assim conseguissem seu espaço. Por não darem atenção a algumas discussões feitas pelos filósofos, foram chamados de céticos até mesmo por Sócrates que lançou guerra contra eles afirmando que desrespeitavam a verdade e o amor pelos ensinamentos.  Dentre todos os sofistas, podemos destacar: Trasímaco, Protágoras,  Crítias, Górgias, Hípias, Isócrates, Pródico, eAntifonte, sendo que destes,  Protágoras,  Górgias e Isócrates foram os mais importantes. Estes, assim como os outros sofistas,  prezavam pelo desenvolvimento da capacidade de expressão e  principalmente o espírito  crítico.  Uma conquista importante dos sofistas foi a abertura da  filosofia para todas as pessoas das polis, privilegio antes só dado a algumas seitas  intelectuais fechadas formadas apenas por nobres.  Protágoras foi o criador da celebre frase: “O homem é a medida de todas  as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são,  enquanto não são”.
SóCrates Sócrates (470 ou 469 a.C.), nasceu em Atenas. Dedicou-se inteiramente à meditação e ao ensino filosófico, sem receber nada, mesmo sendo pobre. Sócrates adotava o diálogo, que mudava o foco de acordo com o seu ouvinte, sendo um adversário assumia a atitude de quem aprende e ia multiplicando as perguntas até colocar o adversário em contradição. Se fosse um discípulo a instruir,usava a ironia socrática. A introspecção é o característico da filosofia de Sócrates. E exprime-se no famoso lema conhece-te a ti mesmo - isto é, torna-te consciente de tua ignorância , como sendo o ápice da sabedoria. Professa a espiritualidade e imortalidade da alma. Distingue as duas ordens de conhecimento, sensitivo e intelectual.  A filosofia socrática, portanto, pode-se esquematicamente resumir nestes pontos fundamentais: ironia, maiêutica, introspecção, ignorância, indução, definição.
platão Platão (428-347 a.C.)foi discípulo de Sócrates. O eixo da sua filosofia é a teoria das formas ou das idéias. Sob esta perspectiva, devem ser entendidas sua idéia do conhecimento, sua teoria ética, sua psicologia e seu conceito de Estado. Distingue entre dois níveis de saber: a opinião e o conhecimento. O ponto alto do saber é o conhecimento, porque concerne à razão, e não à experiência. A razão, utilizada de forma adequada, leva às idéias que são corretas, e os objetos dessas idéias racionais são universais e verdadeiras, as formas eternas ou substâncias que constituem o mundo real. Influenciado por Sócrates, estava persuadido de que se pode chegar ao conhecimento, teoria que expõe em A República, mais particularmente em sua discussão sobre a imagem da linha divisível e o mito da caverna.
Aristóteles Aristóteles (384-322 a.C) foi discípulo de Platão que por sua vez foi discípulo de Sócrates. Acreditava na experiência sensível renegando o mundo das idéias postulado pelo seu mestre Platão. A teoria das quatro causas explicam a existência de algo: causa material (composição), causa formal (a coisa em si), causa eficiente (o que origina a coisa) e causa final (finalidade da coisa). Potência, ato e movimento: Todas as coisas são enquanto potência e ato. Uma coisa em potência tende a ser outra (uma semente é uma árvore em potencia). A potência se torna ato através do movimento.
Mitos Da caverna O mito da caverna narrado por Platão no livro VII do Republica é, talvez, uma das mais poderosas metáforas imaginadas pela filosofia para descrever a situação geral em que se encontra a humanidade.  O mito descreve homens presos desde a infância no fundo de uma caverna, imobilizados, obrigados pelas correntes que os atavam a olharem sempre a parede em frente. Lá só poderiam enxergar o bruxuleio das sombras surgindo e se desfazendo diante deles.  Acreditavam que as imagens fantasmagóricas que apareciam aos seus olhos eram verdadeiras, tomando o espectro pela realidade. Se por um acaso alguém resolvesse libertar um daqueles pobres da ignorância e o levasse ainda que arrastado para longe daquela caverna, num primeiro momento, chegando do lado de fora, ele nada enxergaria ofuscado pela luminosidade do Sol. Mas, depois, aclimatado, ele iria desvendando aos poucos, como se recuperasse a visão, as manchas, as imagens, e, finalmente, uma infinidade outra de objetos maravilhosos que o cercavam.
SANTO  AGOSTINHO Santo Agostinho (354-430) – nascido em Tagaste (Argélia), foi um filósofo, teólogo, escritor, bispo e Doutor da Igreja Católica. Ficou conhecido por “cristianizar” Platão, fazendo vários paralelos entre a parte espiritualista dele (que diz existir um mundo transcendente) e as Sagradas Escrituras. Faz a distinção entre o corpo, sujeito à sorte do mundo, e a alma, que é atemporal, e com a qual se pode conhecer Deus. Antes de Deus ter criado o mundo a partir do nada as Idéias eternas já existiam na sua mente. Deus é a bondade pura, ele já conhece o que uma pessoa vai viver antes dela viver. Assim, apesar da humanidade ter sido amaldiçoada depois do pecado original, alguns alcançariam a verdade divina, a salvação.
SÃO TOMÁS DE AQUINO Tomás nasceu em Aquino (1225-1274) foi padre dominicano, teólogo, pensador expoente da escolástica e considerado Santo e Doutor pela Igreja Católica. Concilia fé e razão influenciado pelo pensamento aristotélico criando bases filosóficas para o pensamento teológico. Com a razão seria possível demonstrar a existência de Deus, assim propôs as cinco vias de demonstração. Motor imóvel: tudo o que se move é movido por algo, assim, haveria um primeiro motor que deu início ao movimento existente.  Causa primeira: é necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada. Ser necessário: haveria um ser que fundamentaria a existência de todos os seres e cuja existência não seria fundada em nenhum outro ser.  Ser perfeito: se há graus de perfeição nos seres, logo haveria um ser que tivesse o máximo de perfeição e que é a causa da perfeição dos demais seres. Inteligência ordenadora: haveria uma ordem no universo e se toda ordem decorre de uma inteligência, logo existiria um ser inteligente que dispõe o universo de forma ordenada.
rEnASCENÇA Período histórico de caráter social e cultural dos séculos XIV, XV e XVI também conhecido como Renascimento, marcado pelo retorno aos valores clássicos, o homem como sujeito e objeto de estudo e reflexão.  Neoplatonismo:  Destacado pela idéia da Natureza como um grande ser vivo:  O homem faz parte da Natureza como um microcosmo e pode agir sobre ela através da magia natural, da alquimia e da astrologia, pois o mundo é constituído por vínculos e ligações entre as coisas; E quando o homem passar a conhecer esses vínculos pode criar outros, assim como faz um Deus. Pensamentos contrários dos que a igreja pregava. Pensamentos florentinos:  defendiam os ideais republicanos das cidades italianas contra o  Império Romano-Germânico,  pregavam a perda dos poderes dos papas  e dos imperadores. Antropocentrismo: concepção que propunha o ideal do homem como artífice de seu próprio destino. A humanidade deve permanecer no centro do entendimento dos humanos, ou seja, o universo deve ser avaliado de acordo com a sua relação com o homems.
empirismo O termo vem do grego empeiria, significa “experiência” sensorial. Os empiristas, ao contrário dos inatistas que concebiam a razão como inata, defendiam que as ideias racionais eram adquiridas através da experiência.  Antes, a razão seria como uma “tábula rasa”, uma “folha em branco” onde nada teria sido gravado. Assim, nosso conhecimento somente seria formado com a experiência dos sentidos e, caberia à razão, após a percepção, formular os pensamentos. Francis Bacon (1561-1626) filósofo e cientista inglês. Defendeu o valor das experiências de laboratório, da observação dos fenômenos, da organização racional dos dados recolhidos empiricamente e preconizou o método indutivo como o condutor do pensamento científico desde a elaboração de hipóteses à sua comprovação por repetidas experiências.
John Locke (1632-1704) filósofo inglês, desenvolveu a teoria sobre a origem e a natureza do conhecimento (considerado como o precursor da teoria do conhecimento) estabelecendo níveis que partem da percepção até o pensamento. David Hume (1711-1776) filósofo e historiador escocês, defendia que a razão seria o hábito de associar idéias, seja por diferenças ou por semelhanças e, que tais idéias se originariam das experiências sensoriais.
racionalismo Os racionalistas preconizavam o uso da razão como forma de acesso ao conhecimento. Os sentidos seriam enganosos e confusos, apenas a razão poderia ter idéias claras e distintas.  René Descartes (1596-1650), filósofo, matemático e cientista francês, considerado por muitos autores como o “pai” do Racionalismo e da Filosofia Moderna, aplicou a Dúvida Metódica e chegando a sua primeira conclusão: “Penso, logo existo”. Preconizou o método dedutivo na busca de leis para a natureza, tão racionais como na matemática. Seu pensamento revolucionou as ciências, a filosofia e a política da sua época.
O cogito : “ penso, logo existo ” Para Descartes, em cada nível de conhecimento em que a dúvida metódica é aplicada, se pode chegar ao núcleo de verdade. Os sentidos nos dão idéias obscuras e confusas da realidade. A dúvida então nos permitiria alcançar a verdade através das idéias claras e distintas da razão. Depois de duvidar metodicamente de tudo que os seus sentidos lhe mostram e até das próprias idéias que lhe parecem claras e distintas, Descartes chega a sua primeira certeza: “Se duvido, penso”. Assim, do desdobramento natural do “Se duvido, penso”, surgiu o cogito: “Penso, logo existo” (em latim cogito ergo sum). Do pensamento ao ser que pensa e, portanto, existe, Descartes logra relacionar a subjetividade com a objetividade, o pensamento com a existência.
O  Inatismo  Cartesiano Descartes trata da sua teoria das idéias inatas nas suas obras Discurso do método e Meditações metafísicas.  O filósofo diz que o espírito possui três tipos de idéias.  As primeiras idéias são as inatas: representam as idéias de verdade, substância, justiça e a idéia da existência de Deus e suas qualidades como perfeição, infinitude, que só poderiam ter provindo do próprio Deus, isso seria como a marca do “artista em sua obra”. O filósofo conclui que pelo fato das idéias inatas provirem do próprio Deus, ele não poderia jamais enganar-se ou enganar-nos.  As outras idéias são as adventícias, que são originadas de forma exterior ao ser, são as impressões imperfeitas que temos do mundo. E por fim as idéias factícias que são criações de nossa fantasia, como as fábulas.
ReferÊncias Bibliográficas AQUINO, Rubim S. L. de et al. História das Sociedades: das Sociedades Modernas às Sociedades Atuais. 25. ed. rev. e atualizada. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1992.   CASTAGNOLA, Luís, PADOVANI, Umberto. História da Filosofia. 15. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1990. CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2003.   DESCARTES, René. Discurso sobre o Método. São Paulo: Nova Cultural, 1999. (Coleção Os Pensadores). FREIRE, Izabel Ribeiro. Raízes da Psicologia. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2010.   MUNDO DOS FILÓSOFOS. Períodos Filosóficos. Disponível em: <http://www.mundodosfilosofos.com.br>. Acesso em: 12 março 2011.

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Evolução Histórica da Reflexão sobre a Condição Humana

  • 1. Faculdade Castro Alves Curso: Psicologia Disciplina: Antropologia Filosófica Professor: Fabiano Oliveira Evolução Histórica da Reflexão sobre a Condição Humana Alunos do 1º período: Geovania Sousa Gisele Costa Iuri Guedes Marcos Alves Rafaela Campos Renata Santos Solange Azevedo 2011.1
  • 2. MITOS GREGOS Há três mil anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os acontecimentos históricos. Portanto, para buscar um significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura oral. Os gregos não conseguiam compreender nem explicar a natureza e os fenômenos naturais. Então, dava nomes ao que não podia explicar e passava a considerar os fenômenos como “deuses”. Diz a lenda que os deuses escolheram o Monte Olimpo como seu lar, que era o ponto mais alto da Grécia onde cada deus possuía o seu palácio.
  • 3. Pré- socráticos A raiz do pensamento ocidental surge na busca da compreensão do cosmo e da matéria que compunha e as leis que regiam o universo. Tal preocupação cosmológica está presente no pensamento dos filósofos pré-socráticos: Tales de Mileto (640-548 a.C.) Aristóteles o chama de fundador da filosofia. Baseava-se na água como elemento essencial. Tales achava que todas as coisas tinham algo físico por trás, o que denominaram arché. Anaximandro (610-547 a.C.) é um filósofo da escola jônica, natural de Mileto e discípulo de Tales É considerado autor de um mapa do mundo habitado e iniciador da astronomia e afirmou que a origem de todas as coisas seria o apeíron, o infinito. Anaxímenes (588-524 a. C) buscou explicar a origem do universo ou arché a partir de uma substancia única fundamental: o ar. Dedicou-se à  meteorologia e foi o primeiro a considerar que a lua recebe a luz do  sol.
  • 4. Pitágoras de Samos (570-496 a.C.)postulou que os números seriam a essência permanente das coisas, pois os conceitos matemáticos eram intemporais e imóveis. Concebia a alma como imortal, separada do corpo e preexistente; o corpo seria um a prisão para a alma, tal pensamente precede o mundo das idéias de Platão. Heráclito de Éfeso (540-475 a.C.)afirmava que a única coisa permanente é a mudança. Para o filósofo tudo flui, nada persiste, nem permanece o mesmo. Ele comparava as coisas à correnteza de um rio: não se pode entrar duas vezes na mesma água. Também que a guerra era a mãe e rainha de todas as coisas, pois o conflito seria a essência do devenir (dialética), e que o fogo seria o elemento básico do universo, agente universal da mudança. Demócrito de Abdera (460-370 a.C.)considerava que o universo era composto de átomos materiais e indivisíveis. Corpo e alma eram compostos por átomos, assim, a alma estava sujeita à morte. Os átomos se moviam mecanicamente seguindo uma lei rígida e cega. Afirmava também que a natureza poderia ser explicada por si mesma e que não havia uma causa primeira, pois a natureza existe desde toda a eternidade.
  • 5. Sofistas O que os sofistas ensinavam técnicas que auxiliavam as pessoas a defenderem seu pensamento particular e suas próprias opiniões contrárias sobre qualquer tema, na certeza que assim conseguissem seu espaço. Por não darem atenção a algumas discussões feitas pelos filósofos, foram chamados de céticos até mesmo por Sócrates que lançou guerra contra eles afirmando que desrespeitavam a verdade e o amor pelos ensinamentos. Dentre todos os sofistas, podemos destacar: Trasímaco, Protágoras, Crítias, Górgias, Hípias, Isócrates, Pródico, eAntifonte, sendo que destes, Protágoras, Górgias e Isócrates foram os mais importantes. Estes, assim como os outros sofistas, prezavam pelo desenvolvimento da capacidade de expressão e principalmente o espírito crítico. Uma conquista importante dos sofistas foi a abertura da filosofia para todas as pessoas das polis, privilegio antes só dado a algumas seitas intelectuais fechadas formadas apenas por nobres. Protágoras foi o criador da celebre frase: “O homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são”.
  • 6. SóCrates Sócrates (470 ou 469 a.C.), nasceu em Atenas. Dedicou-se inteiramente à meditação e ao ensino filosófico, sem receber nada, mesmo sendo pobre. Sócrates adotava o diálogo, que mudava o foco de acordo com o seu ouvinte, sendo um adversário assumia a atitude de quem aprende e ia multiplicando as perguntas até colocar o adversário em contradição. Se fosse um discípulo a instruir,usava a ironia socrática. A introspecção é o característico da filosofia de Sócrates. E exprime-se no famoso lema conhece-te a ti mesmo - isto é, torna-te consciente de tua ignorância , como sendo o ápice da sabedoria. Professa a espiritualidade e imortalidade da alma. Distingue as duas ordens de conhecimento, sensitivo e intelectual. A filosofia socrática, portanto, pode-se esquematicamente resumir nestes pontos fundamentais: ironia, maiêutica, introspecção, ignorância, indução, definição.
  • 7. platão Platão (428-347 a.C.)foi discípulo de Sócrates. O eixo da sua filosofia é a teoria das formas ou das idéias. Sob esta perspectiva, devem ser entendidas sua idéia do conhecimento, sua teoria ética, sua psicologia e seu conceito de Estado. Distingue entre dois níveis de saber: a opinião e o conhecimento. O ponto alto do saber é o conhecimento, porque concerne à razão, e não à experiência. A razão, utilizada de forma adequada, leva às idéias que são corretas, e os objetos dessas idéias racionais são universais e verdadeiras, as formas eternas ou substâncias que constituem o mundo real. Influenciado por Sócrates, estava persuadido de que se pode chegar ao conhecimento, teoria que expõe em A República, mais particularmente em sua discussão sobre a imagem da linha divisível e o mito da caverna.
  • 8. Aristóteles Aristóteles (384-322 a.C) foi discípulo de Platão que por sua vez foi discípulo de Sócrates. Acreditava na experiência sensível renegando o mundo das idéias postulado pelo seu mestre Platão. A teoria das quatro causas explicam a existência de algo: causa material (composição), causa formal (a coisa em si), causa eficiente (o que origina a coisa) e causa final (finalidade da coisa). Potência, ato e movimento: Todas as coisas são enquanto potência e ato. Uma coisa em potência tende a ser outra (uma semente é uma árvore em potencia). A potência se torna ato através do movimento.
  • 9. Mitos Da caverna O mito da caverna narrado por Platão no livro VII do Republica é, talvez, uma das mais poderosas metáforas imaginadas pela filosofia para descrever a situação geral em que se encontra a humanidade. O mito descreve homens presos desde a infância no fundo de uma caverna, imobilizados, obrigados pelas correntes que os atavam a olharem sempre a parede em frente. Lá só poderiam enxergar o bruxuleio das sombras surgindo e se desfazendo diante deles. Acreditavam que as imagens fantasmagóricas que apareciam aos seus olhos eram verdadeiras, tomando o espectro pela realidade. Se por um acaso alguém resolvesse libertar um daqueles pobres da ignorância e o levasse ainda que arrastado para longe daquela caverna, num primeiro momento, chegando do lado de fora, ele nada enxergaria ofuscado pela luminosidade do Sol. Mas, depois, aclimatado, ele iria desvendando aos poucos, como se recuperasse a visão, as manchas, as imagens, e, finalmente, uma infinidade outra de objetos maravilhosos que o cercavam.
  • 10. SANTO AGOSTINHO Santo Agostinho (354-430) – nascido em Tagaste (Argélia), foi um filósofo, teólogo, escritor, bispo e Doutor da Igreja Católica. Ficou conhecido por “cristianizar” Platão, fazendo vários paralelos entre a parte espiritualista dele (que diz existir um mundo transcendente) e as Sagradas Escrituras. Faz a distinção entre o corpo, sujeito à sorte do mundo, e a alma, que é atemporal, e com a qual se pode conhecer Deus. Antes de Deus ter criado o mundo a partir do nada as Idéias eternas já existiam na sua mente. Deus é a bondade pura, ele já conhece o que uma pessoa vai viver antes dela viver. Assim, apesar da humanidade ter sido amaldiçoada depois do pecado original, alguns alcançariam a verdade divina, a salvação.
  • 11. SÃO TOMÁS DE AQUINO Tomás nasceu em Aquino (1225-1274) foi padre dominicano, teólogo, pensador expoente da escolástica e considerado Santo e Doutor pela Igreja Católica. Concilia fé e razão influenciado pelo pensamento aristotélico criando bases filosóficas para o pensamento teológico. Com a razão seria possível demonstrar a existência de Deus, assim propôs as cinco vias de demonstração. Motor imóvel: tudo o que se move é movido por algo, assim, haveria um primeiro motor que deu início ao movimento existente. Causa primeira: é necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada. Ser necessário: haveria um ser que fundamentaria a existência de todos os seres e cuja existência não seria fundada em nenhum outro ser. Ser perfeito: se há graus de perfeição nos seres, logo haveria um ser que tivesse o máximo de perfeição e que é a causa da perfeição dos demais seres. Inteligência ordenadora: haveria uma ordem no universo e se toda ordem decorre de uma inteligência, logo existiria um ser inteligente que dispõe o universo de forma ordenada.
  • 12. rEnASCENÇA Período histórico de caráter social e cultural dos séculos XIV, XV e XVI também conhecido como Renascimento, marcado pelo retorno aos valores clássicos, o homem como sujeito e objeto de estudo e reflexão. Neoplatonismo: Destacado pela idéia da Natureza como um grande ser vivo: O homem faz parte da Natureza como um microcosmo e pode agir sobre ela através da magia natural, da alquimia e da astrologia, pois o mundo é constituído por vínculos e ligações entre as coisas; E quando o homem passar a conhecer esses vínculos pode criar outros, assim como faz um Deus. Pensamentos contrários dos que a igreja pregava. Pensamentos florentinos: defendiam os ideais republicanos das cidades italianas contra o Império Romano-Germânico, pregavam a perda dos poderes dos papas e dos imperadores. Antropocentrismo: concepção que propunha o ideal do homem como artífice de seu próprio destino. A humanidade deve permanecer no centro do entendimento dos humanos, ou seja, o universo deve ser avaliado de acordo com a sua relação com o homems.
  • 13. empirismo O termo vem do grego empeiria, significa “experiência” sensorial. Os empiristas, ao contrário dos inatistas que concebiam a razão como inata, defendiam que as ideias racionais eram adquiridas através da experiência. Antes, a razão seria como uma “tábula rasa”, uma “folha em branco” onde nada teria sido gravado. Assim, nosso conhecimento somente seria formado com a experiência dos sentidos e, caberia à razão, após a percepção, formular os pensamentos. Francis Bacon (1561-1626) filósofo e cientista inglês. Defendeu o valor das experiências de laboratório, da observação dos fenômenos, da organização racional dos dados recolhidos empiricamente e preconizou o método indutivo como o condutor do pensamento científico desde a elaboração de hipóteses à sua comprovação por repetidas experiências.
  • 14. John Locke (1632-1704) filósofo inglês, desenvolveu a teoria sobre a origem e a natureza do conhecimento (considerado como o precursor da teoria do conhecimento) estabelecendo níveis que partem da percepção até o pensamento. David Hume (1711-1776) filósofo e historiador escocês, defendia que a razão seria o hábito de associar idéias, seja por diferenças ou por semelhanças e, que tais idéias se originariam das experiências sensoriais.
  • 15. racionalismo Os racionalistas preconizavam o uso da razão como forma de acesso ao conhecimento. Os sentidos seriam enganosos e confusos, apenas a razão poderia ter idéias claras e distintas. René Descartes (1596-1650), filósofo, matemático e cientista francês, considerado por muitos autores como o “pai” do Racionalismo e da Filosofia Moderna, aplicou a Dúvida Metódica e chegando a sua primeira conclusão: “Penso, logo existo”. Preconizou o método dedutivo na busca de leis para a natureza, tão racionais como na matemática. Seu pensamento revolucionou as ciências, a filosofia e a política da sua época.
  • 16. O cogito : “ penso, logo existo ” Para Descartes, em cada nível de conhecimento em que a dúvida metódica é aplicada, se pode chegar ao núcleo de verdade. Os sentidos nos dão idéias obscuras e confusas da realidade. A dúvida então nos permitiria alcançar a verdade através das idéias claras e distintas da razão. Depois de duvidar metodicamente de tudo que os seus sentidos lhe mostram e até das próprias idéias que lhe parecem claras e distintas, Descartes chega a sua primeira certeza: “Se duvido, penso”. Assim, do desdobramento natural do “Se duvido, penso”, surgiu o cogito: “Penso, logo existo” (em latim cogito ergo sum). Do pensamento ao ser que pensa e, portanto, existe, Descartes logra relacionar a subjetividade com a objetividade, o pensamento com a existência.
  • 17. O Inatismo Cartesiano Descartes trata da sua teoria das idéias inatas nas suas obras Discurso do método e Meditações metafísicas. O filósofo diz que o espírito possui três tipos de idéias. As primeiras idéias são as inatas: representam as idéias de verdade, substância, justiça e a idéia da existência de Deus e suas qualidades como perfeição, infinitude, que só poderiam ter provindo do próprio Deus, isso seria como a marca do “artista em sua obra”. O filósofo conclui que pelo fato das idéias inatas provirem do próprio Deus, ele não poderia jamais enganar-se ou enganar-nos. As outras idéias são as adventícias, que são originadas de forma exterior ao ser, são as impressões imperfeitas que temos do mundo. E por fim as idéias factícias que são criações de nossa fantasia, como as fábulas.
  • 18. ReferÊncias Bibliográficas AQUINO, Rubim S. L. de et al. História das Sociedades: das Sociedades Modernas às Sociedades Atuais. 25. ed. rev. e atualizada. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1992.   CASTAGNOLA, Luís, PADOVANI, Umberto. História da Filosofia. 15. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1990. CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2003.   DESCARTES, René. Discurso sobre o Método. São Paulo: Nova Cultural, 1999. (Coleção Os Pensadores). FREIRE, Izabel Ribeiro. Raízes da Psicologia. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2010.   MUNDO DOS FILÓSOFOS. Períodos Filosóficos. Disponível em: <http://www.mundodosfilosofos.com.br>. Acesso em: 12 março 2011.