Prof. José Ferreira Júnior
   Período Helenístico caracterizou-se por um
    processo de integração entre a cultura grega
    clássica e a cultura dos povos orientais
    conquistados.
   A produção filosófica do período helenístico
    corresponde basicamente à continuação das
    atividades das escolas platônicas (Academia)
    e aristotélicas (Liceu), dirigidas,
    respectivamente, pelos discípulos dos dois
    grandes mestres, Platão e Aristóteles.
•Substitui-se a vida pública pela vida privada como centro das reflexões filosóficas.
•As preocupações coletivas cedem lugar às preocupações individuais.
As principais correntes filosóficas desse período vão tratar da intimidade, da vida interior do homem.




          Com o declínio da participação do cidadão
           nos destinos da cidade, a reflexão política
           também se enfraqueceu.
          Substitui-se a vida pública pela vida privada
           como centro das reflexões filosóficas.
          As preocupações coletivas cedem lugar às
           preocupações individuais.
          As principais correntes filosóficas desse
           período vão tratar da intimidade, da vida
           interior do homem.
   Também conhecido como PIRRONISMO
   Fundador: Pirro de Elida.
   Os céticos admitiam que a realidade existia,
    mas afirmavam que o ser humano não teria
    nenhum instrumento para atingir a verdade
    de qualquer coisa.
   A filosofia deveria ser uma negação do saber,
    não uma busca.
   Segundo ele, nenhum conhecimento é
    seguro, tudo é incerto.
   Defendia que se deve contentar com as
    aparências das coisas, desfrutar o imediato
    captado pelos sentidos e viver feliz e em paz,
    em vez de se lançar à busca de uma verdade
    plena, pois seria impossível ao homem saber
    se as coisas são efetivamente como
    aparecem.
   Para atingir a felicidade o indivíduo deveria
    dirigir uma indiferença absoluta aos
    costumes e aos acontecimentos da vida.
   É a corrente filosófica de maior influência de
    seu tempo.
   Fundada por Zenão de Cicio, localidade da
    ilha de Chipre.
   Defendiam que toda realidade existente é
    uma realidade racional.
   O que chamamos de Deus nada mais é do
    que a fonte dos princípios que regem a
    realidade.
   Somos deste mundo e ao morrer, nos
    dissolvemos neste mundo.
   Não dispomos de poderes para alterar,
    substancialmente, a ordem universal do
    mundo. Mas pela filosofia podemos
    compreender esta ordem universal e viver
    segundo ela.
   Zenão propõe o dever da compreensão como
    o melhor caminho pra a felicidade.
   Ser livre é viver segundo nossa própria natureza
    que, por sua vez, integra a natureza do mundo.
   No plano ético, os estóicos defendiam uma
    atitude de austeridade física e moral, baseada
    em virtudes como a resistência ante o
    sofrimento, a coragem ante o perigo, a
    indiferença ante as riquezas materiais.
   O ideal perseguido era um estado de plena
    serenidade para lidar com os sobressaltos da
    existência, fundado na aceitação e compreensão
    dos “princípios universais” que regem toda a
    vida.
   Do grego kynicos, significa “como um cão”.
   Designa a corrente dos filósofos que se
    propuseram a viver como os cães da cidade, sem
    qualquer propriedade ou conforto.
   Levavam ao extremo a filosofia de Sócrates,
    segundo a qual o homem deve procurar
    CONHECER A SI MESMO e DESPREZAR TODOS
    OS BENS MATERIAIS.
   Diógenes questionava os valores e as
    convenções sociais e procurava viver
    estritamente conforme os princípios que
    considerava moralmente corretos.
   Fundado por Epicuro.
   Propunha que o ser humano deve buscar o
    prazer pois, segundo ele, o prazer é o princípio
    e o fim de uma vida feliz.
   Distinguia 2 grandes grupos de prazeres:
     1º Grupo  prazeres mais douradouros, que
      encantam o espírito, como por exemplo: a boa
      conversação, a contemplação das artes, a audição da
      música etc.
     2ª Grupo  prazeres mais imediatos, muitos dos
      quais movidos pela explosão das paixões e que, ao
      final, poderiam resultar em dor e sofrimento.
   Para desfrutar os grandes prazeres do intelecto
    precisamos aprender a dominar os prazeres
    exagerados da paixão: os medos, os apegos, a
    cobiça, a inveja.
   Os epicuristas buscavam a ATARAXIA, termo
    grego usado pra designar o estado de ausência
    da dor, quietude, serenidade e
    impertubabilidade da alma.
   O epicurismo defende uma administração
    racional e equilibrada do prazer, evitando ceder
    aos desejos insaciáveis que, inevitavelmente,
    terminam no sofrimento.
   Nos séculos posteriores ao florescimento das
    escolas filosóficas, não se desenvolveram
    correntes de pensamento que possam ser
    consideradas realmente originais.
   Nesse período, que vai de meados do século
    III a.C. até o início da Idade Média, os
    filósofos que surgiram repetiam as idéias dos
    antigos.
   O surgimento do cristianismo, no século I,
    trouxe à filosofia novas questões.
   O cristianismo ganhou numerosos adeptos entre
    os povos do antigo mundo helenístico, trazendo
    novas formas de ver o mundo.
   Ao mesmo tempo, no século I a.C. surgiu uma
    potência militar que superou a dominação
    macedônia: o Império Romano, que absorveu
    muito da cultura grega, inclusive sua filosofia.
   Entre os século I a.C. e III d.C., assistimos a um
    ressurgimento do platonismo mesclado com
    idéias aristotélicas, que veio a influenciar a
    filosofia dos pensadores cristãos durante a Idade
    Média.
   CHALITA, Gabriel. Vivendo a Filosofia. 4 ed.
    São Paulo: Ática, 2012.
   ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS,
    Maria Helena Pires. Filosofando: introdução
    à Filosofia. São Paulo; Ática, 1993.
   COTRIM, Gilberto. Fundamentos da
    Filosofia: história e grandes temas. 16 ed.
    reform. e ampl. São Paulo: Saraiva, 2006.

Cap 4 - Filosofia Helenística

  • 1.
  • 2.
    Período Helenístico caracterizou-se por um processo de integração entre a cultura grega clássica e a cultura dos povos orientais conquistados.  A produção filosófica do período helenístico corresponde basicamente à continuação das atividades das escolas platônicas (Academia) e aristotélicas (Liceu), dirigidas, respectivamente, pelos discípulos dos dois grandes mestres, Platão e Aristóteles.
  • 3.
    •Substitui-se a vidapública pela vida privada como centro das reflexões filosóficas. •As preocupações coletivas cedem lugar às preocupações individuais. As principais correntes filosóficas desse período vão tratar da intimidade, da vida interior do homem.  Com o declínio da participação do cidadão nos destinos da cidade, a reflexão política também se enfraqueceu.  Substitui-se a vida pública pela vida privada como centro das reflexões filosóficas.  As preocupações coletivas cedem lugar às preocupações individuais.  As principais correntes filosóficas desse período vão tratar da intimidade, da vida interior do homem.
  • 4.
    Também conhecido como PIRRONISMO  Fundador: Pirro de Elida.  Os céticos admitiam que a realidade existia, mas afirmavam que o ser humano não teria nenhum instrumento para atingir a verdade de qualquer coisa.  A filosofia deveria ser uma negação do saber, não uma busca.  Segundo ele, nenhum conhecimento é seguro, tudo é incerto.
  • 5.
    Defendia que se deve contentar com as aparências das coisas, desfrutar o imediato captado pelos sentidos e viver feliz e em paz, em vez de se lançar à busca de uma verdade plena, pois seria impossível ao homem saber se as coisas são efetivamente como aparecem.  Para atingir a felicidade o indivíduo deveria dirigir uma indiferença absoluta aos costumes e aos acontecimentos da vida.
  • 6.
    É a corrente filosófica de maior influência de seu tempo.  Fundada por Zenão de Cicio, localidade da ilha de Chipre.  Defendiam que toda realidade existente é uma realidade racional.  O que chamamos de Deus nada mais é do que a fonte dos princípios que regem a realidade.
  • 7.
    Somos deste mundo e ao morrer, nos dissolvemos neste mundo.  Não dispomos de poderes para alterar, substancialmente, a ordem universal do mundo. Mas pela filosofia podemos compreender esta ordem universal e viver segundo ela.  Zenão propõe o dever da compreensão como o melhor caminho pra a felicidade.
  • 8.
    Ser livre é viver segundo nossa própria natureza que, por sua vez, integra a natureza do mundo.  No plano ético, os estóicos defendiam uma atitude de austeridade física e moral, baseada em virtudes como a resistência ante o sofrimento, a coragem ante o perigo, a indiferença ante as riquezas materiais.  O ideal perseguido era um estado de plena serenidade para lidar com os sobressaltos da existência, fundado na aceitação e compreensão dos “princípios universais” que regem toda a vida.
  • 9.
    Do grego kynicos, significa “como um cão”.  Designa a corrente dos filósofos que se propuseram a viver como os cães da cidade, sem qualquer propriedade ou conforto.  Levavam ao extremo a filosofia de Sócrates, segundo a qual o homem deve procurar CONHECER A SI MESMO e DESPREZAR TODOS OS BENS MATERIAIS.  Diógenes questionava os valores e as convenções sociais e procurava viver estritamente conforme os princípios que considerava moralmente corretos.
  • 10.
    Fundado por Epicuro.  Propunha que o ser humano deve buscar o prazer pois, segundo ele, o prazer é o princípio e o fim de uma vida feliz.  Distinguia 2 grandes grupos de prazeres:  1º Grupo  prazeres mais douradouros, que encantam o espírito, como por exemplo: a boa conversação, a contemplação das artes, a audição da música etc.  2ª Grupo  prazeres mais imediatos, muitos dos quais movidos pela explosão das paixões e que, ao final, poderiam resultar em dor e sofrimento.
  • 11.
    Para desfrutar os grandes prazeres do intelecto precisamos aprender a dominar os prazeres exagerados da paixão: os medos, os apegos, a cobiça, a inveja.  Os epicuristas buscavam a ATARAXIA, termo grego usado pra designar o estado de ausência da dor, quietude, serenidade e impertubabilidade da alma.  O epicurismo defende uma administração racional e equilibrada do prazer, evitando ceder aos desejos insaciáveis que, inevitavelmente, terminam no sofrimento.
  • 12.
    Nos séculos posteriores ao florescimento das escolas filosóficas, não se desenvolveram correntes de pensamento que possam ser consideradas realmente originais.  Nesse período, que vai de meados do século III a.C. até o início da Idade Média, os filósofos que surgiram repetiam as idéias dos antigos.  O surgimento do cristianismo, no século I, trouxe à filosofia novas questões.
  • 13.
    O cristianismo ganhou numerosos adeptos entre os povos do antigo mundo helenístico, trazendo novas formas de ver o mundo.  Ao mesmo tempo, no século I a.C. surgiu uma potência militar que superou a dominação macedônia: o Império Romano, que absorveu muito da cultura grega, inclusive sua filosofia.  Entre os século I a.C. e III d.C., assistimos a um ressurgimento do platonismo mesclado com idéias aristotélicas, que veio a influenciar a filosofia dos pensadores cristãos durante a Idade Média.
  • 14.
    CHALITA, Gabriel. Vivendo a Filosofia. 4 ed. São Paulo: Ática, 2012.  ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à Filosofia. São Paulo; Ática, 1993.  COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia: história e grandes temas. 16 ed. reform. e ampl. São Paulo: Saraiva, 2006.