Aprendizagem Paula Lemos Psicóloga da Secretaria Municipal da Educação de Caxias do Sul
IDADE PRÉ-ESCOLAR período em que os fundamentos da personalidade do indivíduo começam a tomar formas claras e definidas. período pré-operacional do desenvolvimento cognitivo  Aumento no uso de símbolos para representar objetos e situações.
2-4 anos = função simbólica (representação/linguagem) = jogo simbólico (faz-de-conta – mãe/professora) = egocentrismo (ver o mundo sob sua própria perspectiva)
4-7 anos = entendimento baseado em como as coisas parecem ser (ao invés de lógico e racional) = sem conservação/descentração (propriedades imutáveis com ≠ aparências/incapacidade de prestar atenção em mais de um aspecto ao mesmo tempo)
gradualmente menos egocêntricas e melhor compreensão que suas ações podem afetar as pessoas à sua volta. Também passam a compreender que outras pessoas também possuem seus próprios sentimentos. Gradualmente aprendem sobre a existência de padrões de comportamentos - ações que podem ou devem ser feitas, e ações que não devem ser feitas = regras básicas da sociedade.
Crescente valor à amizade. A vida social da criança passa a ser cada vez mais importante. Melhor amigo. Ênfase à capacidade de resolução de problemas, uma habilidade que é aperfeiçoada com o passar do tempo. Melhor compreensão de regras. 7-8 oito anos de idade: as crianças passam a racionalizar seus pensamentos e suas crenças, procurando as razões dos fatos.  Comparações.
Forte desejo de aprender + significado especial da escola. As possibilidades de aprendizagem são determinadas pelas experiências e pelas interações. Daí o papel decisivo da família, da escola e dos professores = mediadores no processo de formação humana das crianças.
A racionalização também é uma habilidade que é aprendida e constantemente melhorada (até o quinto ou sexto ano de vida, as crianças muitas vezes procuram resolver problemas através da primeira solução - certa ou não, racional ou não - que vêm à sua mente.  Após, passam a procurar por diversas soluções, e a reconhecerem a solução correta ou aquela que mais se aplica ao solucionamento do problema).
CRESCER Elabora vivências ser social Estima e aceitação
 
Educação de crianças pequenas: desenvolvimento da autonomia, competência = desenvolvimento humano. Não nascemos  com , adquirimos.
As crianças brincam. Isso é o que as caracteriza.
BRINCANDO... ... as crianças acionam seus pensamentos para a resolução de problemas que lhe são importantes e significativos. ... experimentam o mundo e internalizam uma compreensão particular sobre as pessoas, os sentimentos e os diversos conhecimentos.
BRINCANDO... ... explora os próprios potenciais e limitações. ... as habilidades físicas e mentais podem ser praticadas e repetidas tantas vezes quanto for necessário para a confiança e o domínio.  Em todas as idades: o brincar é realizado por puro prazer e diversão e cria uma atitude alegre em relação à vida e à aprendizagem.
O PROFESSOR Ajuda a estruturar o campo das brincadeiras na vida das crianças. Organiza sua base estrutural, por meio da oferta de determinados objetos, fantasias, brinquedos ou jogos, da delimitação e arranjo dos espaços e do tempo para brincar.
O PROFESSOR Pode observar e visualizar o desenvolvimento de cada criança, registrando suas capacidades e dificuldades, assim como seus recursos afetivos e emocionais. Intervenção intencional, com oferta de material adequado e espaço estruturado para brincar, favorecendo o desenvolvimento e enriquecimento das competências infantis.
O PROFESSOR Cabe ao professor organizar situações para que as brincadeiras ocorram de maneira diversificada para propiciar às crianças a possibilidade de escolherem os temas, papéis, objetos e companheiros com quem brincar ou os jogos de regras e de construção, e assim elaborarem de forma pessoal e independente suas emoções, sentimentos, conhecimentos e regras sociais.
PROFESSOR Considerar que as crianças são diferentes entre si, implica propiciar uma educação baseada em condições de aprendizagem que respeitem suas necessidades e ritmos individuais, visando a ampliar e a enriquecer as capacidades de cada criança, considerando-as como pessoas singulares e com características próprias.
PROFESSOR Individualizar a educação não é marcar e estigmatizar as crianças pelo que diferem, mas levar em conta suas singularidades, respeitando-as e valorizando-as como fator de enriquecimento pessoal e cultural. Criar um ambiente escolar onde a infância possa ser vivida em toda sua plenitude. Ensino rico em afetividade e descobertas.
Bibliografia Brasil. Ministério da Educação. Ensino Fundamental de nove Anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília: FNDE, Estação Gráfica, 2006. Rappaport, Clara Regina. Psicologia do Desenvolvimento: A Idade Pré-Escolar - vol. 3, São Paulo: EPU Editora, 2005. Rappaport, Clara Regina. Psicologia do Desenvolvimento: Teorias do desenvolvimento: conceitos fundamentais - vol. 1, São Paulo: EPU Editora, 1981. Série Fundo do Milênio para a Primeira Infância: Cadernos Pedagógicos. Brasília: UNESCO, Banco Mundial, Fundação Maurício S. Sobrinho, 2005. Biaggio, Angela M. Brasil. Psicologia do Desenvolvimento. Editora Vozes: 2001.  

Aprendizagem na Educação Infantil

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    Aprendizagem Paula LemosPsicóloga da Secretaria Municipal da Educação de Caxias do Sul
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    IDADE PRÉ-ESCOLAR períodoem que os fundamentos da personalidade do indivíduo começam a tomar formas claras e definidas. período pré-operacional do desenvolvimento cognitivo Aumento no uso de símbolos para representar objetos e situações.
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    2-4 anos =função simbólica (representação/linguagem) = jogo simbólico (faz-de-conta – mãe/professora) = egocentrismo (ver o mundo sob sua própria perspectiva)
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    4-7 anos =entendimento baseado em como as coisas parecem ser (ao invés de lógico e racional) = sem conservação/descentração (propriedades imutáveis com ≠ aparências/incapacidade de prestar atenção em mais de um aspecto ao mesmo tempo)
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    gradualmente menos egocêntricase melhor compreensão que suas ações podem afetar as pessoas à sua volta. Também passam a compreender que outras pessoas também possuem seus próprios sentimentos. Gradualmente aprendem sobre a existência de padrões de comportamentos - ações que podem ou devem ser feitas, e ações que não devem ser feitas = regras básicas da sociedade.
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    Crescente valor àamizade. A vida social da criança passa a ser cada vez mais importante. Melhor amigo. Ênfase à capacidade de resolução de problemas, uma habilidade que é aperfeiçoada com o passar do tempo. Melhor compreensão de regras. 7-8 oito anos de idade: as crianças passam a racionalizar seus pensamentos e suas crenças, procurando as razões dos fatos. Comparações.
  • 7.
    Forte desejo deaprender + significado especial da escola. As possibilidades de aprendizagem são determinadas pelas experiências e pelas interações. Daí o papel decisivo da família, da escola e dos professores = mediadores no processo de formação humana das crianças.
  • 8.
    A racionalização tambémé uma habilidade que é aprendida e constantemente melhorada (até o quinto ou sexto ano de vida, as crianças muitas vezes procuram resolver problemas através da primeira solução - certa ou não, racional ou não - que vêm à sua mente. Após, passam a procurar por diversas soluções, e a reconhecerem a solução correta ou aquela que mais se aplica ao solucionamento do problema).
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    CRESCER Elabora vivênciasser social Estima e aceitação
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    Educação de criançaspequenas: desenvolvimento da autonomia, competência = desenvolvimento humano. Não nascemos com , adquirimos.
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    As crianças brincam.Isso é o que as caracteriza.
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    BRINCANDO... ... ascrianças acionam seus pensamentos para a resolução de problemas que lhe são importantes e significativos. ... experimentam o mundo e internalizam uma compreensão particular sobre as pessoas, os sentimentos e os diversos conhecimentos.
  • 14.
    BRINCANDO... ... exploraos próprios potenciais e limitações. ... as habilidades físicas e mentais podem ser praticadas e repetidas tantas vezes quanto for necessário para a confiança e o domínio. Em todas as idades: o brincar é realizado por puro prazer e diversão e cria uma atitude alegre em relação à vida e à aprendizagem.
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    O PROFESSOR Ajudaa estruturar o campo das brincadeiras na vida das crianças. Organiza sua base estrutural, por meio da oferta de determinados objetos, fantasias, brinquedos ou jogos, da delimitação e arranjo dos espaços e do tempo para brincar.
  • 16.
    O PROFESSOR Podeobservar e visualizar o desenvolvimento de cada criança, registrando suas capacidades e dificuldades, assim como seus recursos afetivos e emocionais. Intervenção intencional, com oferta de material adequado e espaço estruturado para brincar, favorecendo o desenvolvimento e enriquecimento das competências infantis.
  • 17.
    O PROFESSOR Cabeao professor organizar situações para que as brincadeiras ocorram de maneira diversificada para propiciar às crianças a possibilidade de escolherem os temas, papéis, objetos e companheiros com quem brincar ou os jogos de regras e de construção, e assim elaborarem de forma pessoal e independente suas emoções, sentimentos, conhecimentos e regras sociais.
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    PROFESSOR Considerar queas crianças são diferentes entre si, implica propiciar uma educação baseada em condições de aprendizagem que respeitem suas necessidades e ritmos individuais, visando a ampliar e a enriquecer as capacidades de cada criança, considerando-as como pessoas singulares e com características próprias.
  • 19.
    PROFESSOR Individualizar aeducação não é marcar e estigmatizar as crianças pelo que diferem, mas levar em conta suas singularidades, respeitando-as e valorizando-as como fator de enriquecimento pessoal e cultural. Criar um ambiente escolar onde a infância possa ser vivida em toda sua plenitude. Ensino rico em afetividade e descobertas.
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    Bibliografia Brasil. Ministérioda Educação. Ensino Fundamental de nove Anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília: FNDE, Estação Gráfica, 2006. Rappaport, Clara Regina. Psicologia do Desenvolvimento: A Idade Pré-Escolar - vol. 3, São Paulo: EPU Editora, 2005. Rappaport, Clara Regina. Psicologia do Desenvolvimento: Teorias do desenvolvimento: conceitos fundamentais - vol. 1, São Paulo: EPU Editora, 1981. Série Fundo do Milênio para a Primeira Infância: Cadernos Pedagógicos. Brasília: UNESCO, Banco Mundial, Fundação Maurício S. Sobrinho, 2005. Biaggio, Angela M. Brasil. Psicologia do Desenvolvimento. Editora Vozes: 2001.