Caso Clínico
Neuroinfecciologia
Ramon Antonio Florez Acuña
2015
Identificação
Nome: LC
Idade:12 anos
Sexo: Femenino
Raça: Negra
Naturalidade: Luanda
Procedente: Cazenga
Queixas Principais
Perda da força no hemicorpo
direito
Movimentos incoordenados
hemicorpo direito
BANCO URGENCIA 23/04/2015
Quatro dias antes do internamento diminuição
da força do hemicorpo direito com movimentos
incoordenados dos membros do mesmo lado.
Nega historia de drepanocitose na família;
hemotransfusões; ingestão de medicamentos.
BANCO URGENCIA 23/04/2015
 EXAME FISICO:
 Conciente, mucosas coradas, hidratada, eupneica
 FC 108 lpm
 FR 26 rpm
 T: 36.7C
 TA: 100/70 mmHg (PAS <p50, PAD <p75)
 Peso 40kg
 Membro superior direito com movimentos incoordenados
 Membro inferior direito: Diminuição da força e arrasta o membro
durante a marcha
 Resto exame: sem alterações
Diagnostico BU
Hemiparesia para estudo
AVC
Massa a ocupar espaço
Enfermeria 24/07/2015
 Tempo de Doença: 6 dias
 Forma de inicio: Brusco
 Curso: Progressivo
 Seis dias antes internamento dificuldade para escrever
com a mão direita, dois dias depois acrescentasse
diminuição da força no hemicorpo direito
acompanhado de incoordenação dos movimentos nos
braço e perna ipsilateral sem alteração da consciência,
que dificulta a marcha.
 Nega cefaleia, febre, vómitos.
Historia Pregressa
 Prenatal: G6,P6,A0,C0
 Gravides vigiada, imunizada, sem intercorrência
 Parto de termo, eutócico, PN 3350g, hospitalar, sem
reanimação.
 Leite materno ate 2 anos de idade
 Vacinas completas calendário ministério saúde.
 Desenvolvimento: Caminha com 1 ano idade, fala com
2 anos
 Bom desenvolvimento escolar, atualmente cursa sexta
classe.
 Antecedentes patológicos:
Nega traumatismo craniano, contacto TB, transfusões,
cirurgias, infeções recorrentes.
Sem alterações psicológicas
Hospitalizada 2014 por Malaria e Anemia
 Historia Familiar
Mãe com hipertensão arterial, pai saudável, irmãos sem
patologias
Exame Fisico
 Orofaringe: Amígdalas não hipertróficas sem exsudados
 Não adenopatias
 Ap.CV: sopro holo sistólico no foco mitral grado II/VI sem
irradiação
 Ap. Resp: MV sem ruídos adventícios em ACP
 Abdome: Mole, depressível, sem visceromegalia, nem dor a
palpação
 Osteomuscular: Eutrófico, bom tono muscular, sem atrofia,
simétricos, diminuição da força no hemicorpo direito grau IV
 Neurológico: movimentos involuntários membros superior e
inferior direito. Sensibilidade e reflexos osteotendinosos
conservados.
Problemas
 Movimentos involuntarios hemicorpo direito tipo coreia
 Sopro holosistolico foco mitral
Diagnostico presuntivo
 Coreia Secundaria: Tipo Sydenham
 Carditis EE
Circulation. 2015;131:1806-1818
Exames Complementares
 Hm 7520 leucócitos (2110 neutrófilos, 5140 linfócitos, 140
monócitos, 130 eosinófilos), Hb 11.8 mg/dl Hto 42.1%,
plaquetas 256,000.
 Glicemia 89mg/dl, BUN 17, ALT 32, AST 17
 VS 20mm/h
 HIV e VDRL negativo
 Mantoux 11 mm
 Teste falciformaçao: negativo
 TASO: Positivo
TAC Cerebral
Normal
Ecografia 28/07/2015
Dilatação das cavidades esquerdas
Prolapso válvula mitral com insuficiência
ligeira a moderada
Terapeutica
 30/07/2015
PNC cristalina 1g de 6/6 horas EV x 10 dias
Haloperidol 1mg/dia VO
 06/08/15
Prednisolona 60mg/dia x 4 semanas, depois desmame
PNC G Benzatinica 1200000 IM de 21/21 dias ate
completar 21 anos – 40 anos de idade
Haloperidol 0,5 mg/dia VO
Febre reumática
 Resposta imunológica que ocorre como sequela tardia
de infecção estreptocócica do grupo A (GAS) da
faringe, mas não da pele.
 A taxa de ataque varia de acordo com a gravidade da
infecção, variando de 0,3% a 3 %.
 Importantes fatores predisponentes: história familiar de
febre reumática, baixo nível socioeconômico (pobreza,
falta de higiene, privação medica), e com idade entre
6 e 15 anos (com um pico de incidência no 8 anos
idade)
Fisiopatologia FR
 Teoria Citotóxica: Streptolisina O efeito citotóxico, não
explica período latente 2-4 semanas
 Teoria Imunológica: Imitação molecular componentes
GAS (proteína M, membrana celular, carbohidratos) e
tecidos (válvula cardíaca, sarcómero, cérebro,
articulaçoes)
Evidencia do antecedente GAS
 Historia de dor garganta ou febre escarlatina com informação
laboratorial.
 Culturas ou teste rápido antigénicos são menos confiáveis que teste
de anticorpos. Não distingue infeção recente vs. portador cronico.
 Teste Anticorpos Estreptocócicos mas confiável para infeção capaz
de produzir FR. O inicio manifestações clinicas FR coincide com pico
de resposta anticorpo.
 Antistreptolisina O (ASO): elevado 80% pacientes FR e 20% sem FR. coreia
isolada 67% ASO elevado. Titulos ASO > 333 Todd unidades crianças e >250
adultos são considerados elevados.
 Antideoxyribonucleasa B >240 Tood crianças e >120 adultos
Circulation. 2015;131:1806-1818
Comum história da faringite
estreptocócica, de 1 a 5 semanas (em
média, 3 semanas) antes do
aparecimento dos sintomas.
O período de latência pode ser tão longo
como 2 a 6 meses (média de 4 meses) em
casos da coréia.
Cardite Reumatica (CR)
 Ocurre 50% pacientes FR. Signos incluye:
1. Taquicardia (fora da proporção da febre), sua
ausência faz o diagnostico improvável.
2. Sopro cardíaco de regurgitação mitral (RM) o
regurgitação aórtica (RA) o ambos. Sem embargo
critérios Jones AHA recomenda não descartar o
diagnostico de cardite reumática aguda sem sopros
audíveis.
Fisiopatologia CR
 Algumas proteínas M reumatológicas (M1,M5,M6,M19) do GAS compartem
epitopes com proteínas cardíacas Troponina e Miosina.
 Resposta anticorpos colageno tipo IV  inflamação subendotélio (válvulas
cardíacas e miocardio
Doença Cardíaca Reumática
Rheumatic heart disease. Lancet 379:953-964, 2012
Park's Pediatric Cardiology for Practitioners 6th ed 2014
Park's Pediatric Cardiology for Practitioners 6th ed 2014
Coreia de Sydenham (CS)
 Encontra em 15% pacientes com FR
 Mas comum em mulheres prepuberal (8-12 anos) que homens.
 Desordem neuropsiquiátrico: Signos neurológicos (movimentos
coreicos e hipotonia) e signos psiquiátricos (labilidade emocional,
hiperactividade, ansiedade de separação, obsessões e compulsões,
pouca ou recusa na fala).
 Inicia com labilidade emocional e câmbios na personalidade. São
substituídos (1-4 semanas) por movimentos espontâneos e sem
propósito de coreia (duram 4-18 meses) seguido por debilidade
motora. A distração e falta de atenção perduram os movimentos
coreicos.
 Os movimentos adventícios, debilidade e hipotonia continua x 7 meses
(ate 17 meses) antes de diminuir severidade.
Signos neurológicos clássicos
 Spooning sign
 Touch down (or three point shot) sign
 Darting tongue
 Milk maid’s grip
Fisiopatologia CS
 GAS promove a geração de anticorpos de reação cruzada ou
polirreactivos através de mimetismo molecular entre antígenos de
estreptococos e do hospedeiro.
 Anticorpos contra o epitope N-acetil-β-d-glucosamina (GlcNAc) do
hidrato de carbono GAS são alvos para a tubulina β intracelular e
lysoganglioside GM1 extracelular no caudado-putamen.
 Anticorpos activa proteína quinase II dependente de
cálcio/calmodulina aumentando a libertação de dopamina na
sinapse.
J Immunol 2007; 178:7412-7421
Diagnostico Diferencial CS
 Lupus eritematoso sistémico
 Síndrome antifosfolipidico
Tratamento Coreia Sydenham
 Prevenção Secundaria infeção por GAS
 Supressão sintomas da coreia
 Modulação autoimune
Profilaxia
secundaria
Tratamiento Inmunomodulador
 29 - Walker AR, Tani LY, Thompson JA, et al: Rheumatic chorea: relationship to systemic manifestations and response to corticosteroids, J Pediatr 151:679–683,
2007.
 64- Garvey MA, Snider LA, Leitman SF, et al: Treatment of Sydenham’s chorea with intravenous immunoglobulin, plasma exchange, or prednisone, J Child
Neurol 20:424–429, 2005.
 42 - Paz JA, Silva CA, Marques-Dias MJ: Randomized double-blind study with prednisone in Sydenham’s chorea, Pediatr Neurol 34:264–269, 2006.
Referencias
 Nelson Textbook Of Pediatrics Vol. 1 20th ed 2015
 Park's Pediatric Cardiology for Practitioners 6th ed 2014
 Fenichel’s Clinical Pediatric Neurology 7th ed 2013
 Movement disorders in childhood / Harvey S. Singer 1st ed. 2010
 Revision of de Jones Criteria for the Diagnosis of Acute Rheumatic Fever in
the Era of Doppler Echocardiagraphy. Circulation. 2015;131:1806-1818
Machu Picchu – Perú
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Corea sydenham

  • 1.
  • 2.
    Identificação Nome: LC Idade:12 anos Sexo:Femenino Raça: Negra Naturalidade: Luanda Procedente: Cazenga
  • 3.
    Queixas Principais Perda daforça no hemicorpo direito Movimentos incoordenados hemicorpo direito
  • 4.
    BANCO URGENCIA 23/04/2015 Quatrodias antes do internamento diminuição da força do hemicorpo direito com movimentos incoordenados dos membros do mesmo lado. Nega historia de drepanocitose na família; hemotransfusões; ingestão de medicamentos.
  • 5.
    BANCO URGENCIA 23/04/2015 EXAME FISICO:  Conciente, mucosas coradas, hidratada, eupneica  FC 108 lpm  FR 26 rpm  T: 36.7C  TA: 100/70 mmHg (PAS <p50, PAD <p75)  Peso 40kg  Membro superior direito com movimentos incoordenados  Membro inferior direito: Diminuição da força e arrasta o membro durante a marcha  Resto exame: sem alterações
  • 6.
    Diagnostico BU Hemiparesia paraestudo AVC Massa a ocupar espaço
  • 7.
    Enfermeria 24/07/2015  Tempode Doença: 6 dias  Forma de inicio: Brusco  Curso: Progressivo  Seis dias antes internamento dificuldade para escrever com a mão direita, dois dias depois acrescentasse diminuição da força no hemicorpo direito acompanhado de incoordenação dos movimentos nos braço e perna ipsilateral sem alteração da consciência, que dificulta a marcha.  Nega cefaleia, febre, vómitos.
  • 8.
    Historia Pregressa  Prenatal:G6,P6,A0,C0  Gravides vigiada, imunizada, sem intercorrência  Parto de termo, eutócico, PN 3350g, hospitalar, sem reanimação.  Leite materno ate 2 anos de idade  Vacinas completas calendário ministério saúde.  Desenvolvimento: Caminha com 1 ano idade, fala com 2 anos  Bom desenvolvimento escolar, atualmente cursa sexta classe.
  • 9.
     Antecedentes patológicos: Negatraumatismo craniano, contacto TB, transfusões, cirurgias, infeções recorrentes. Sem alterações psicológicas Hospitalizada 2014 por Malaria e Anemia  Historia Familiar Mãe com hipertensão arterial, pai saudável, irmãos sem patologias
  • 10.
    Exame Fisico  Orofaringe:Amígdalas não hipertróficas sem exsudados  Não adenopatias  Ap.CV: sopro holo sistólico no foco mitral grado II/VI sem irradiação  Ap. Resp: MV sem ruídos adventícios em ACP  Abdome: Mole, depressível, sem visceromegalia, nem dor a palpação  Osteomuscular: Eutrófico, bom tono muscular, sem atrofia, simétricos, diminuição da força no hemicorpo direito grau IV  Neurológico: movimentos involuntários membros superior e inferior direito. Sensibilidade e reflexos osteotendinosos conservados.
  • 11.
    Problemas  Movimentos involuntarioshemicorpo direito tipo coreia  Sopro holosistolico foco mitral
  • 12.
    Diagnostico presuntivo  CoreiaSecundaria: Tipo Sydenham  Carditis EE
  • 13.
  • 14.
    Exames Complementares  Hm7520 leucócitos (2110 neutrófilos, 5140 linfócitos, 140 monócitos, 130 eosinófilos), Hb 11.8 mg/dl Hto 42.1%, plaquetas 256,000.  Glicemia 89mg/dl, BUN 17, ALT 32, AST 17  VS 20mm/h  HIV e VDRL negativo  Mantoux 11 mm  Teste falciformaçao: negativo  TASO: Positivo
  • 15.
  • 16.
    Ecografia 28/07/2015 Dilatação dascavidades esquerdas Prolapso válvula mitral com insuficiência ligeira a moderada
  • 17.
    Terapeutica  30/07/2015 PNC cristalina1g de 6/6 horas EV x 10 dias Haloperidol 1mg/dia VO  06/08/15 Prednisolona 60mg/dia x 4 semanas, depois desmame PNC G Benzatinica 1200000 IM de 21/21 dias ate completar 21 anos – 40 anos de idade Haloperidol 0,5 mg/dia VO
  • 19.
    Febre reumática  Respostaimunológica que ocorre como sequela tardia de infecção estreptocócica do grupo A (GAS) da faringe, mas não da pele.  A taxa de ataque varia de acordo com a gravidade da infecção, variando de 0,3% a 3 %.  Importantes fatores predisponentes: história familiar de febre reumática, baixo nível socioeconômico (pobreza, falta de higiene, privação medica), e com idade entre 6 e 15 anos (com um pico de incidência no 8 anos idade)
  • 20.
    Fisiopatologia FR  TeoriaCitotóxica: Streptolisina O efeito citotóxico, não explica período latente 2-4 semanas  Teoria Imunológica: Imitação molecular componentes GAS (proteína M, membrana celular, carbohidratos) e tecidos (válvula cardíaca, sarcómero, cérebro, articulaçoes)
  • 21.
    Evidencia do antecedenteGAS  Historia de dor garganta ou febre escarlatina com informação laboratorial.  Culturas ou teste rápido antigénicos são menos confiáveis que teste de anticorpos. Não distingue infeção recente vs. portador cronico.  Teste Anticorpos Estreptocócicos mas confiável para infeção capaz de produzir FR. O inicio manifestações clinicas FR coincide com pico de resposta anticorpo.  Antistreptolisina O (ASO): elevado 80% pacientes FR e 20% sem FR. coreia isolada 67% ASO elevado. Titulos ASO > 333 Todd unidades crianças e >250 adultos são considerados elevados.  Antideoxyribonucleasa B >240 Tood crianças e >120 adultos
  • 22.
  • 23.
    Comum história dafaringite estreptocócica, de 1 a 5 semanas (em média, 3 semanas) antes do aparecimento dos sintomas. O período de latência pode ser tão longo como 2 a 6 meses (média de 4 meses) em casos da coréia.
  • 24.
    Cardite Reumatica (CR) Ocurre 50% pacientes FR. Signos incluye: 1. Taquicardia (fora da proporção da febre), sua ausência faz o diagnostico improvável. 2. Sopro cardíaco de regurgitação mitral (RM) o regurgitação aórtica (RA) o ambos. Sem embargo critérios Jones AHA recomenda não descartar o diagnostico de cardite reumática aguda sem sopros audíveis.
  • 25.
    Fisiopatologia CR  Algumasproteínas M reumatológicas (M1,M5,M6,M19) do GAS compartem epitopes com proteínas cardíacas Troponina e Miosina.  Resposta anticorpos colageno tipo IV  inflamação subendotélio (válvulas cardíacas e miocardio
  • 26.
    Doença Cardíaca Reumática Rheumaticheart disease. Lancet 379:953-964, 2012
  • 27.
    Park's Pediatric Cardiologyfor Practitioners 6th ed 2014
  • 28.
    Park's Pediatric Cardiologyfor Practitioners 6th ed 2014
  • 29.
    Coreia de Sydenham(CS)  Encontra em 15% pacientes com FR  Mas comum em mulheres prepuberal (8-12 anos) que homens.  Desordem neuropsiquiátrico: Signos neurológicos (movimentos coreicos e hipotonia) e signos psiquiátricos (labilidade emocional, hiperactividade, ansiedade de separação, obsessões e compulsões, pouca ou recusa na fala).  Inicia com labilidade emocional e câmbios na personalidade. São substituídos (1-4 semanas) por movimentos espontâneos e sem propósito de coreia (duram 4-18 meses) seguido por debilidade motora. A distração e falta de atenção perduram os movimentos coreicos.  Os movimentos adventícios, debilidade e hipotonia continua x 7 meses (ate 17 meses) antes de diminuir severidade.
  • 30.
    Signos neurológicos clássicos Spooning sign  Touch down (or three point shot) sign  Darting tongue  Milk maid’s grip
  • 31.
    Fisiopatologia CS  GASpromove a geração de anticorpos de reação cruzada ou polirreactivos através de mimetismo molecular entre antígenos de estreptococos e do hospedeiro.  Anticorpos contra o epitope N-acetil-β-d-glucosamina (GlcNAc) do hidrato de carbono GAS são alvos para a tubulina β intracelular e lysoganglioside GM1 extracelular no caudado-putamen.  Anticorpos activa proteína quinase II dependente de cálcio/calmodulina aumentando a libertação de dopamina na sinapse. J Immunol 2007; 178:7412-7421
  • 32.
    Diagnostico Diferencial CS Lupus eritematoso sistémico  Síndrome antifosfolipidico
  • 33.
    Tratamento Coreia Sydenham Prevenção Secundaria infeção por GAS  Supressão sintomas da coreia  Modulação autoimune
  • 34.
  • 36.
    Tratamiento Inmunomodulador  29- Walker AR, Tani LY, Thompson JA, et al: Rheumatic chorea: relationship to systemic manifestations and response to corticosteroids, J Pediatr 151:679–683, 2007.  64- Garvey MA, Snider LA, Leitman SF, et al: Treatment of Sydenham’s chorea with intravenous immunoglobulin, plasma exchange, or prednisone, J Child Neurol 20:424–429, 2005.  42 - Paz JA, Silva CA, Marques-Dias MJ: Randomized double-blind study with prednisone in Sydenham’s chorea, Pediatr Neurol 34:264–269, 2006.
  • 37.
    Referencias  Nelson TextbookOf Pediatrics Vol. 1 20th ed 2015  Park's Pediatric Cardiology for Practitioners 6th ed 2014  Fenichel’s Clinical Pediatric Neurology 7th ed 2013  Movement disorders in childhood / Harvey S. Singer 1st ed. 2010  Revision of de Jones Criteria for the Diagnosis of Acute Rheumatic Fever in the Era of Doppler Echocardiagraphy. Circulation. 2015;131:1806-1818
  • 38.
    Machu Picchu –Perú 2438 msnm Obrigado