SlideShare uma empresa Scribd logo
A interferência da alteração de tônus sobre a reabilitação fisioterapêutica após lesões neurológicas
 Autores : Marsura, A.; Santos, M. P. ; Silvia, M. A. ;
Sena, R. O. ; Mendes, T. C. A. ; Leite, A. ; Silva, A. M.
 Revista : Saúde em Foco
 Local de Pesquisa : Unisepe MANTENEDORA (União
das Intituições de serviço, ensino e pesquisa) ,Vale de
Ribeira ,SP.
 Ano de Publicação : Novembro de 2012
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
 Incidências neurológicas no mundo
Distúrbios neurológicos são doenças do sistema nervoso central e
periférico, que incluem doenças como AVE, cefaléias, doença de
Parkinson, TCE, esclerose múltipla, entre outros.
Estima-se mais de 600 distúrbios que podem afligir o Sistema
Nervoso. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as
doenças neurológicas afetam cerca de 1 bilhão de pessoas no
mundo todo.
Foi realizado um levantamento intitulado "Doenças Neurológicas:
Desafios de Saúde Pública" aonde foram constatados que as
doenças neurológicas matam cerca de 6,8 milhões de pessoas por
ano, o que é equivale a 12% das mortes globais. Quando esses
distúrbios não levam a óbto ,geram sequelas nas funções
cognitivas, sensoriais e neuromusculates do individuo.
Tônus Muscular
 Tônus muscular é o estado de tensão leve, porém permanente,
existente normalmente nos músculos. Desaparece quando o músculo
está privado de sua inervação. Mesmo quando o músculo está em
repouso, certa quantidade de tensão freqüentemente permanece.
Acredita-se que o tônus da musculatura esquelética resulte,
inteiramente, de impulsos nervosos provenientes da medula espinhal.
Parte dos impulsos se originam nos fusos musculares localizados no
interior do próprio músculo .
Os fusos musculares são receptores sensoriais que existem
praticamente em todos os músculos esqueléticos para detectar o grau
de contração muscular, eles transmitem impulsos de maneira quase
contínua à medula espinhal através das raízes posteriores onde excitam
os neurônios motores anteriores, que por sua vez, fornecem estímulos
nervosos necessários para manter o tônus muscular.
Em condições normais, os músculos apresentam certo grau
de tônus muscular que pode ser examinado pela inspeção,
palpação ou pela movimentação passiva.
Nas lesões musculares ou dos motoneurônios ocorre
hipotonia, pois o reflexo ao estiramento está reduzido ou
abolido.
O que faz o tônus ser baixo, normal ou alto é o limiar de
excitabilidade das células alfa tônicas, dependendo dos
impulsos que vem de um cérebro normal ou com lesão. O
tônus muscular em seu estado normal pode ser hipotônico,
com diminuição da resistência a manipulação passiva, ou
hipertônica, com aumento da resistência a manipulação
passiva.
Hipotonia
 A hipotonia pode ser produzida imediatamente se as raízes
ventrais contendo os nervos motores que inervam o
membro forem seccionadas ou se as raízes dorsais
contendo nervos sensoriais do membro forem seccionadas .
Ela também pode ser decorrente de doenças de
determinados centros supra-espinhais, como o cerebelo.
A Hipotonia tem diminuição do tônus muscular e na
força, o que causa moleza e flacidez , os bebês por exemplo
ficam parecendo com “bonecas de pano”, ou seja, seus
braços e pernas não se movem e dificilmente suas cabeças
mudam de posição.
 Em contraste com a hipotonia, a hipertonia caracteriza dois
estados anormais do tônus muscular – espasticidade e rigidez.
 Espasticidade ou Hipertonia Elástica
Usualmente é acompanhada pela resistência em canivete e os
reflexos de contração são exagerados.
 Rigidez ou Hipertonia Plástica
A rigidez, ao contrário da espasticidade não está associado à
forma de resistência em canivete ou ao aumento do reflexo de
contração. Ela possui duas formas : Cano de chumbo e Roda
denteada.
Cano de chumbo: uniforme em toda amplitude de movimento.
Roda Denteada : resistência ocorre em todo o arco de
movimento.
Outros tipos de Tônus
 Coréia: são movimentos anormais de caráter explosivo,
abruptos e de grande amplitude, que ocorrem em
intervalos irregulares.
 Atetose: movimentos hipercinéticos lentos de contorção e
retorção. O paciente apresenta “caretas”, movimentação do
pescoço e das extremidades.
 Ataxia: caracterizada por hipotonia e tremor intencional.
 Misto: combinam coréia e atetose.
 Distonia: movimentos lentos e bizarros de grandes partes
do corpo, levando à posturas distorcidas dos membros e do
tronco.
As alterações desencadeadas por
um tônus anormal
 Alterações no controle motor
Controle motor é o nome dado às funções da mente e do corpo, as
quais se unem para governar a postura e o movimento.
O Ser Humano planeja e controla suas ações, assim como o SNC
produz respostas e padrões motores coordenados, através de
duas vertentes, a periférica e a centralista.
Para desempenhar nossas habilidades motoras que utilizamos
em nossa vida diária precisamos coordenar o funcionamento
conjunto de vários músculos e articulações.
Quando um indivíduo interpreta uma situação e elabora uma
intenção, ativa os centros, como o córtex associativo frontal e
parietal, gânglios da base e cerebelo, envolvidos nos programas
motores, até os núcleos motores que ativam os grupos
musculares para realizar o gesto adaptado .
Os processos evolutivos normais propiciam uma estrutura
clínica útil para avaliação e tratamento dos pacientes com
deficiências no controle motor. Os estágios são:
• Mobilidade: Consiste no estágio inicial do controle
motor.
• Estabilidade: Pode ser definida como a capacidade de
manter uma posição constante, em relação à gravidade.
• Mobilidade controlada: O terceiro estágio do
desenvolvimento do controle motor está envolvido com a
capacidade de mudar de posição e de assumir uma nova,
enquanto é mantido o controle postural.
• Habilidade: O quarto e mais elevado nível de controle
motor é denominado de habilidade.
Pacientes com doenças neurológicas são incapazes de ter
um comportamento motor normal porque o dano no
Sistema Nervoso Central altera a capacidade integrativa do
cérebro.
O paciente portador de uma neuropatologia, que atingiu o
Sistema Musculoesquelético, gerando uma alteração de
tônus muscular, devido ao desequilíbrio entre os
motoneurônios excitatórios ou inibitórios, não será capaz
de realizar um movimento coordenado.
Tônus muscular x Força Muscular
O tônus é o estado natural de tensão do músculo, havendo
equilíbrio entre o hipertônus (espasticidade) e o hipotônus
(flacidez), o músculo encontra-se preparado para responder a
um estímulo imediatamente de acordo as suas propriedades
físicas que são:
Contratilidade – capacidade de encurtar-se quando recebe um
estímulo;
Irritabilidade – capacidade do músculo de responder um
estímulo elétrico;
Elasticidade – capacidade de o músculo retornar a seu
comprimento de repouso;
Extensibilidade – capacidade de alongar-se além do seu
comprimento de repouso.
A força muscular é a capacidade de o músculo resistir a uma
carga, superando, sustentando ou cedendo à carga imposta.
Tônus e força muscular não têm uma relação direta. O
músculo tenso, apesar de sua aparência estar no máximo de
sua capacidade contrátil, não quer dizer que ele tem uma
força suficiente para resistir uma carga mínima (gravidade),
ou seja, um músculo tenso nem sempre é sinônimo de
força. A alteração de tônus pode gerar deformidades, as
articulações ficam rígidas devido à falta de movimentação.
Tanto a hipotonia quanto a hipertonia causam um déficit de
força muscular .
Alterações de Equilíbrio
 Equilíbrio é um processo complexo que envolve a recepção
e a integração dos estímulos sensoriais e o planejamento e a
execução do movimento requerendo a postura ereta. É a
habilidade de controlar o centro de gravidade sobre a base
de suporte. Os erros na seleção e execução de respostas de
equilíbrio ocorrem tanto com pessoas sadias como com
aquelas que sofrem de desordens neurológicas.
A doença ou lesão de quaisquer receptores sensoriais
periféricos torna deficiente ou remove a detecção das
capacidades do sistema, representando uma informação
sensorial não disponível para utilização do controle
postural.
Deformidade, déficit sensorial e
dor
 Se a alteração de tônus for deixada sem tratamento, a tarefa
de reeducação de um músculo se torna mais difícil e
surgem problemas secundários adicionais, como disfunção
articular, que podem evoluir para deformidades, dor,
movimentos compensatórios indesejados e déficit
sensorial.
A manifestação de dor em pacientes neurológicos é um
indicativo de que o alinhamento articular ou os
movimentos estão incorretos. A dor pode ser gerada pelo
desequilíbrio de músculos, padrões de movimentos
inadequados, disfunção articular, padrões de suportes de
peso inadequados e encurtamento muscular.
Quando falamos de deformidade, logo associamos a
hipertonia, porém apesar de serem menos comuns,
contraturas articulares também ocorrem em pacientes com
hipotonia, pois o posicionamento habitual pode levar á
restrições do tecido mole.
Já o déficit sensorial é comum em pacientes neurológicos,
freqüentemente são refletidos no sistema motor, gerando
movimento distorcido por meio de informação defeituosa
nos processos de feedback.
Considerações Finais
 Após uma lesão neurológica , o paciente tem alterações no
tônus, que desencadeiam vários comprometimentos ao
paciente.
Essas alterações tônicas interferem no tratamento, pois
causam uma série de comprometimentos multissistêmicos
como déficits no controle motor, equilíbrio, força muscular,
aparecimento de deformidades e de dor.
Conclui-se que a alteração de tônus muscular influência
negativamente no processo de reabilitação, tornando-o na
maioria das vezes mais longa e mais complexa
A interferência da alteração de tônus sobre a reabilitação fisioterapêutica após lesões neurológicas
A interferência da alteração de tônus sobre a reabilitação fisioterapêutica após lesões neurológicas
A interferência da alteração de tônus sobre a reabilitação fisioterapêutica após lesões neurológicas
A interferência da alteração de tônus sobre a reabilitação fisioterapêutica após lesões neurológicas
A interferência da alteração de tônus sobre a reabilitação fisioterapêutica após lesões neurológicas

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Corrente interferencial
Corrente interferencial Corrente interferencial
Corrente interferencial
FUAD HAZIME
 
Coordenação motora
Coordenação motoraCoordenação motora
Coordenação motora
pauloalambert
 
Marcha normal e_patologica
Marcha normal e_patologicaMarcha normal e_patologica
Marcha normal e_patologica
Istefanie Carvalho
 
Bobath
BobathBobath
Dor em Membros Superiores
Dor em Membros SuperioresDor em Membros Superiores
Dor em Membros Superiores
pauloalambert
 
Alterações Posturais
Alterações PosturaisAlterações Posturais
Alterações Posturais
Katherine Synara
 
Coluna cervical
Coluna cervicalColuna cervical
Coluna cervical
Natha Fisioterapia
 
Exame Físico de Ombro
Exame Físico de Ombro Exame Físico de Ombro
Exame Físico de Ombro
Omar Mohamad Abdallah
 
Tônus muscular
Tônus muscularTônus muscular
Tônus muscular
Psicomotricidade
 
Reabilitação aquática débora marques
Reabilitação aquática débora marquesReabilitação aquática débora marques
Reabilitação aquática débora marques
Debora_Marques
 
Goniometria Manual
Goniometria ManualGoniometria Manual
Goniometria Manual
newton baldan
 
Slideshre cinesioterapia fisioterapia do trabalho e ergonomia fevereiro 2013
 Slideshre cinesioterapia   fisioterapia do trabalho e ergonomia fevereiro 2013 Slideshre cinesioterapia   fisioterapia do trabalho e ergonomia fevereiro 2013
Slideshre cinesioterapia fisioterapia do trabalho e ergonomia fevereiro 2013
Fabio Mazzola
 
Propedêutica em Fisioterapia - Semiologia e Anamnese
Propedêutica em Fisioterapia - Semiologia e AnamnesePropedêutica em Fisioterapia - Semiologia e Anamnese
Propedêutica em Fisioterapia - Semiologia e Anamnese
Nadjane Barros Costa
 
Dor lombar
Dor lombarDor lombar
Rpg
RpgRpg
Exame Físico Neurologico
Exame Físico NeurologicoExame Físico Neurologico
Exame Físico Neurologico
resenfe2013
 
Técnicas de conservação de energia
Técnicas de conservação de energiaTécnicas de conservação de energia
Técnicas de conservação de energia
resenfe2013
 
Manual-fita-kinesio-pdf
 Manual-fita-kinesio-pdf Manual-fita-kinesio-pdf
Manual-fita-kinesio-pdf
Claudia Pinto
 
Noções do Método Bobath
Noções do Método Bobath Noções do Método Bobath
Aula 1 unidade i fundamentos de cinesiologia
Aula 1 unidade i fundamentos de cinesiologiaAula 1 unidade i fundamentos de cinesiologia
Aula 1 unidade i fundamentos de cinesiologia
Secretaria Municipal da Cidade do Rio de Janeiro
 

Mais procurados (20)

Corrente interferencial
Corrente interferencial Corrente interferencial
Corrente interferencial
 
Coordenação motora
Coordenação motoraCoordenação motora
Coordenação motora
 
Marcha normal e_patologica
Marcha normal e_patologicaMarcha normal e_patologica
Marcha normal e_patologica
 
Bobath
BobathBobath
Bobath
 
Dor em Membros Superiores
Dor em Membros SuperioresDor em Membros Superiores
Dor em Membros Superiores
 
Alterações Posturais
Alterações PosturaisAlterações Posturais
Alterações Posturais
 
Coluna cervical
Coluna cervicalColuna cervical
Coluna cervical
 
Exame Físico de Ombro
Exame Físico de Ombro Exame Físico de Ombro
Exame Físico de Ombro
 
Tônus muscular
Tônus muscularTônus muscular
Tônus muscular
 
Reabilitação aquática débora marques
Reabilitação aquática débora marquesReabilitação aquática débora marques
Reabilitação aquática débora marques
 
Goniometria Manual
Goniometria ManualGoniometria Manual
Goniometria Manual
 
Slideshre cinesioterapia fisioterapia do trabalho e ergonomia fevereiro 2013
 Slideshre cinesioterapia   fisioterapia do trabalho e ergonomia fevereiro 2013 Slideshre cinesioterapia   fisioterapia do trabalho e ergonomia fevereiro 2013
Slideshre cinesioterapia fisioterapia do trabalho e ergonomia fevereiro 2013
 
Propedêutica em Fisioterapia - Semiologia e Anamnese
Propedêutica em Fisioterapia - Semiologia e AnamnesePropedêutica em Fisioterapia - Semiologia e Anamnese
Propedêutica em Fisioterapia - Semiologia e Anamnese
 
Dor lombar
Dor lombarDor lombar
Dor lombar
 
Rpg
RpgRpg
Rpg
 
Exame Físico Neurologico
Exame Físico NeurologicoExame Físico Neurologico
Exame Físico Neurologico
 
Técnicas de conservação de energia
Técnicas de conservação de energiaTécnicas de conservação de energia
Técnicas de conservação de energia
 
Manual-fita-kinesio-pdf
 Manual-fita-kinesio-pdf Manual-fita-kinesio-pdf
Manual-fita-kinesio-pdf
 
Noções do Método Bobath
Noções do Método Bobath Noções do Método Bobath
Noções do Método Bobath
 
Aula 1 unidade i fundamentos de cinesiologia
Aula 1 unidade i fundamentos de cinesiologiaAula 1 unidade i fundamentos de cinesiologia
Aula 1 unidade i fundamentos de cinesiologia
 

Destaque

Cinesioterapia Classica e suas ações nas disfunções motoras
Cinesioterapia Classica e suas ações nas disfunções motorasCinesioterapia Classica e suas ações nas disfunções motoras
Cinesioterapia Classica e suas ações nas disfunções motoras
Edesio Clasen Willemann
 
Distúrbios das Funções Cerebrais Superiores
Distúrbios das Funções Cerebrais SuperioresDistúrbios das Funções Cerebrais Superiores
Distúrbios das Funções Cerebrais Superiores
Dr. Rafael Higashi
 
Apostila cinesioterapia basica
Apostila cinesioterapia basicaApostila cinesioterapia basica
Apostila cinesioterapia basica
Natha Fisioterapia
 
Reflexos
ReflexosReflexos
Reflexos
pauloalambert
 
Ataxia e ..
Ataxia e ..Ataxia e ..
Trab psicologia mar 12ºb
Trab psicologia mar  12ºbTrab psicologia mar  12ºb
Trab psicologia mar 12ºb
mluisavalente
 
Como lidar com as pessoas com deficiência
Como lidar com as pessoas com deficiênciaComo lidar com as pessoas com deficiência
Como lidar com as pessoas com deficiência
ALEXANDRA RECH
 
Amplitude articular
Amplitude articularAmplitude articular
Amplitude articular
Marcelo Costa
 
Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN) - funções cognitivas
Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN) - funções cognitivasHidrocefalia de Pressão Normal (HPN) - funções cognitivas
Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN) - funções cognitivas
Gisele Cortoni Calia
 
Função cerebelar e marcha
Função cerebelar e marchaFunção cerebelar e marcha
Função cerebelar e marcha
neuroligaunivasf
 
4846801 neuropsicologia
4846801 neuropsicologia4846801 neuropsicologia
4846801 neuropsicologia
Patty Nery
 
Ajudas Técnicas
Ajudas TécnicasAjudas Técnicas
Ajudas Técnicas
eccifafe
 
Funcionamento global do cérebro humano
Funcionamento global do cérebro humanoFuncionamento global do cérebro humano
Funcionamento global do cérebro humano
Olena Kolodiy
 
Exame neurológico
Exame neurológicoExame neurológico
Exame neurológico
Marcus César Petindá Fonseca
 
Tônus Muscular
Tônus MuscularTônus Muscular
Tônus Muscular
Fernando S. S. Barbosa
 
15 -amplitude_de_movimento
15  -amplitude_de_movimento15  -amplitude_de_movimento
15 -amplitude_de_movimento
Johnny Martins
 
Exame Neurológico: Síndrome Extrapiramidal
Exame Neurológico: Síndrome ExtrapiramidalExame Neurológico: Síndrome Extrapiramidal
Exame Neurológico: Síndrome Extrapiramidal
Dr. Rafael Higashi
 
Alongamentos
AlongamentosAlongamentos
Alongamentos
Jonatasjacobsen
 
Posicionamento do paciente neurológico
Posicionamento do paciente neurológicoPosicionamento do paciente neurológico
Posicionamento do paciente neurológico
Adriano Daudt
 
Síndrome piramidal
Síndrome piramidalSíndrome piramidal
Síndrome piramidal
Dr. Rafael Higashi
 

Destaque (20)

Cinesioterapia Classica e suas ações nas disfunções motoras
Cinesioterapia Classica e suas ações nas disfunções motorasCinesioterapia Classica e suas ações nas disfunções motoras
Cinesioterapia Classica e suas ações nas disfunções motoras
 
Distúrbios das Funções Cerebrais Superiores
Distúrbios das Funções Cerebrais SuperioresDistúrbios das Funções Cerebrais Superiores
Distúrbios das Funções Cerebrais Superiores
 
Apostila cinesioterapia basica
Apostila cinesioterapia basicaApostila cinesioterapia basica
Apostila cinesioterapia basica
 
Reflexos
ReflexosReflexos
Reflexos
 
Ataxia e ..
Ataxia e ..Ataxia e ..
Ataxia e ..
 
Trab psicologia mar 12ºb
Trab psicologia mar  12ºbTrab psicologia mar  12ºb
Trab psicologia mar 12ºb
 
Como lidar com as pessoas com deficiência
Como lidar com as pessoas com deficiênciaComo lidar com as pessoas com deficiência
Como lidar com as pessoas com deficiência
 
Amplitude articular
Amplitude articularAmplitude articular
Amplitude articular
 
Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN) - funções cognitivas
Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN) - funções cognitivasHidrocefalia de Pressão Normal (HPN) - funções cognitivas
Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN) - funções cognitivas
 
Função cerebelar e marcha
Função cerebelar e marchaFunção cerebelar e marcha
Função cerebelar e marcha
 
4846801 neuropsicologia
4846801 neuropsicologia4846801 neuropsicologia
4846801 neuropsicologia
 
Ajudas Técnicas
Ajudas TécnicasAjudas Técnicas
Ajudas Técnicas
 
Funcionamento global do cérebro humano
Funcionamento global do cérebro humanoFuncionamento global do cérebro humano
Funcionamento global do cérebro humano
 
Exame neurológico
Exame neurológicoExame neurológico
Exame neurológico
 
Tônus Muscular
Tônus MuscularTônus Muscular
Tônus Muscular
 
15 -amplitude_de_movimento
15  -amplitude_de_movimento15  -amplitude_de_movimento
15 -amplitude_de_movimento
 
Exame Neurológico: Síndrome Extrapiramidal
Exame Neurológico: Síndrome ExtrapiramidalExame Neurológico: Síndrome Extrapiramidal
Exame Neurológico: Síndrome Extrapiramidal
 
Alongamentos
AlongamentosAlongamentos
Alongamentos
 
Posicionamento do paciente neurológico
Posicionamento do paciente neurológicoPosicionamento do paciente neurológico
Posicionamento do paciente neurológico
 
Síndrome piramidal
Síndrome piramidalSíndrome piramidal
Síndrome piramidal
 

Semelhante a A interferência da alteração de tônus sobre a reabilitação fisioterapêutica após lesões neurológicas

Sistema nervoso
Sistema nervosoSistema nervoso
Sistema nervoso
Claudio Lucio
 
Polineuropatia do paciente crítico
Polineuropatia do paciente críticoPolineuropatia do paciente crítico
Polineuropatia do paciente crítico
Iapes Ensino
 
Paralisia Cerebral descomplicada
Paralisia Cerebral descomplicadaParalisia Cerebral descomplicada
Paralisia Cerebral descomplicada
Rhayon Guandeline
 
Termilogia de neurologia
Termilogia de neurologiaTermilogia de neurologia
Termilogia de neurologia
Suelen Modesto
 
Lesão nervosa periferica
Lesão nervosa perifericaLesão nervosa periferica
Lesão nervosa periferica
japaforozero
 
Paralisia cerebral
Paralisia cerebralParalisia cerebral
Paralisia cerebral
Nay Ribeiro
 
Terapia neuromuscular
Terapia neuromuscularTerapia neuromuscular
Terapia neuromuscular
juliotolentino
 
Aula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdf
Aula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdfAula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdf
Aula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdf
Giza Carla Nitz
 
Paralisia cerebral ataxia
Paralisia cerebral ataxiaParalisia cerebral ataxia
Paralisia cerebral ataxia
Fisioterapeuta
 
sistema neuro-hormonal
sistema neuro-hormonalsistema neuro-hormonal
sistema neuro-hormonal
Sérgio Luiz
 
Aula Relaçao do captor ocular com o sistema postural PDF.pdf
Aula Relaçao do captor ocular com o sistema postural PDF.pdfAula Relaçao do captor ocular com o sistema postural PDF.pdf
Aula Relaçao do captor ocular com o sistema postural PDF.pdf
IvonePessoa2
 
C:\fakepath\apresentação1
C:\fakepath\apresentação1C:\fakepath\apresentação1
C:\fakepath\apresentação1
deboracristini
 
Controle motor
Controle motorControle motor
disturbios cerebelares
disturbios cerebelaresdisturbios cerebelares
disturbios cerebelares
Sebastiao Margarida
 
Sistema neuro hormonal (aulas)
Sistema neuro   hormonal (aulas)Sistema neuro   hormonal (aulas)
Sistema neuro hormonal (aulas)
isabelalexandrapinto
 
Aula 2 fisiologia humana (2)
Aula 2   fisiologia humana (2)Aula 2   fisiologia humana (2)
Aula 2 fisiologia humana (2)
Daniel Moura
 
Sistema nervoso victor c speirs
Sistema nervoso   victor c speirsSistema nervoso   victor c speirs
Sistema nervoso victor c speirs
Jamile Vitória
 
3.Aula_Transmisssão Nervosa-Potencial de Ação e SENSÓRIO-MOTORA.pptx
3.Aula_Transmisssão Nervosa-Potencial de Ação e SENSÓRIO-MOTORA.pptx3.Aula_Transmisssão Nervosa-Potencial de Ação e SENSÓRIO-MOTORA.pptx
3.Aula_Transmisssão Nervosa-Potencial de Ação e SENSÓRIO-MOTORA.pptx
Alciosantos1
 
6-Ano-Vida-e-Evolução-Sistema Locomotor e interação com sistema nervso.pptx
6-Ano-Vida-e-Evolução-Sistema Locomotor e interação com sistema nervso.pptx6-Ano-Vida-e-Evolução-Sistema Locomotor e interação com sistema nervso.pptx
6-Ano-Vida-e-Evolução-Sistema Locomotor e interação com sistema nervso.pptx
GilneyCdeOliveira
 
Aula: Sistema Nervoso - Anatomia Humana
Aula: Sistema Nervoso - Anatomia HumanaAula: Sistema Nervoso - Anatomia Humana
Aula: Sistema Nervoso - Anatomia Humana
Leandro Luiz
 

Semelhante a A interferência da alteração de tônus sobre a reabilitação fisioterapêutica após lesões neurológicas (20)

Sistema nervoso
Sistema nervosoSistema nervoso
Sistema nervoso
 
Polineuropatia do paciente crítico
Polineuropatia do paciente críticoPolineuropatia do paciente crítico
Polineuropatia do paciente crítico
 
Paralisia Cerebral descomplicada
Paralisia Cerebral descomplicadaParalisia Cerebral descomplicada
Paralisia Cerebral descomplicada
 
Termilogia de neurologia
Termilogia de neurologiaTermilogia de neurologia
Termilogia de neurologia
 
Lesão nervosa periferica
Lesão nervosa perifericaLesão nervosa periferica
Lesão nervosa periferica
 
Paralisia cerebral
Paralisia cerebralParalisia cerebral
Paralisia cerebral
 
Terapia neuromuscular
Terapia neuromuscularTerapia neuromuscular
Terapia neuromuscular
 
Aula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdf
Aula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdfAula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdf
Aula 5 - Sistema Muscular- Anatomia Humana.pdf
 
Paralisia cerebral ataxia
Paralisia cerebral ataxiaParalisia cerebral ataxia
Paralisia cerebral ataxia
 
sistema neuro-hormonal
sistema neuro-hormonalsistema neuro-hormonal
sistema neuro-hormonal
 
Aula Relaçao do captor ocular com o sistema postural PDF.pdf
Aula Relaçao do captor ocular com o sistema postural PDF.pdfAula Relaçao do captor ocular com o sistema postural PDF.pdf
Aula Relaçao do captor ocular com o sistema postural PDF.pdf
 
C:\fakepath\apresentação1
C:\fakepath\apresentação1C:\fakepath\apresentação1
C:\fakepath\apresentação1
 
Controle motor
Controle motorControle motor
Controle motor
 
disturbios cerebelares
disturbios cerebelaresdisturbios cerebelares
disturbios cerebelares
 
Sistema neuro hormonal (aulas)
Sistema neuro   hormonal (aulas)Sistema neuro   hormonal (aulas)
Sistema neuro hormonal (aulas)
 
Aula 2 fisiologia humana (2)
Aula 2   fisiologia humana (2)Aula 2   fisiologia humana (2)
Aula 2 fisiologia humana (2)
 
Sistema nervoso victor c speirs
Sistema nervoso   victor c speirsSistema nervoso   victor c speirs
Sistema nervoso victor c speirs
 
3.Aula_Transmisssão Nervosa-Potencial de Ação e SENSÓRIO-MOTORA.pptx
3.Aula_Transmisssão Nervosa-Potencial de Ação e SENSÓRIO-MOTORA.pptx3.Aula_Transmisssão Nervosa-Potencial de Ação e SENSÓRIO-MOTORA.pptx
3.Aula_Transmisssão Nervosa-Potencial de Ação e SENSÓRIO-MOTORA.pptx
 
6-Ano-Vida-e-Evolução-Sistema Locomotor e interação com sistema nervso.pptx
6-Ano-Vida-e-Evolução-Sistema Locomotor e interação com sistema nervso.pptx6-Ano-Vida-e-Evolução-Sistema Locomotor e interação com sistema nervso.pptx
6-Ano-Vida-e-Evolução-Sistema Locomotor e interação com sistema nervso.pptx
 
Aula: Sistema Nervoso - Anatomia Humana
Aula: Sistema Nervoso - Anatomia HumanaAula: Sistema Nervoso - Anatomia Humana
Aula: Sistema Nervoso - Anatomia Humana
 

Mais de Fisioterapeuta

Síndrome de Down - Revisão
Síndrome de Down - RevisãoSíndrome de Down - Revisão
Síndrome de Down - Revisão
Fisioterapeuta
 
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão 2
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão 2Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão 2
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão 2
Fisioterapeuta
 
Lesão de plexo braquial
Lesão de plexo braquialLesão de plexo braquial
Lesão de plexo braquial
Fisioterapeuta
 
Lesão de Plexo Braquial – Revisão de Artigo
Lesão de Plexo Braquial – Revisão de ArtigoLesão de Plexo Braquial – Revisão de Artigo
Lesão de Plexo Braquial – Revisão de Artigo
Fisioterapeuta
 
Paralisia Cerebral Ataxia – Revisão de Artigo
Paralisia Cerebral Ataxia – Revisão de ArtigoParalisia Cerebral Ataxia – Revisão de Artigo
Paralisia Cerebral Ataxia – Revisão de Artigo
Fisioterapeuta
 
Paralisia Cerebral Atetóide – Revisão de Artigo
Paralisia Cerebral Atetóide – Revisão de ArtigoParalisia Cerebral Atetóide – Revisão de Artigo
Paralisia Cerebral Atetóide – Revisão de Artigo
Fisioterapeuta
 
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão de Artigo
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão de ArtigoDistrofia Muscular de Duchenne – Revisão de Artigo
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão de Artigo
Fisioterapeuta
 
Distrofia muscular de duchenne
Distrofia muscular de duchenneDistrofia muscular de duchenne
Distrofia muscular de duchenne
Fisioterapeuta
 
Paralisia cerebral atetóide - Revisão
Paralisia cerebral atetóide - RevisãoParalisia cerebral atetóide - Revisão
Paralisia cerebral atetóide - Revisão
Fisioterapeuta
 
Paralisia cerebral atetóide
Paralisia cerebral atetóideParalisia cerebral atetóide
Paralisia cerebral atetóide
Fisioterapeuta
 
Revisão sobre paralisia cerebral ataxia
Revisão sobre paralisia cerebral  ataxiaRevisão sobre paralisia cerebral  ataxia
Revisão sobre paralisia cerebral ataxia
Fisioterapeuta
 
Função motora e qualidade de vida de indivíduos com paralisia cerebral
Função motora e qualidade de vida de indivíduos com paralisia cerebralFunção motora e qualidade de vida de indivíduos com paralisia cerebral
Função motora e qualidade de vida de indivíduos com paralisia cerebral
Fisioterapeuta
 
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) – revisão 2
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) – revisão 2Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) – revisão 2
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) – revisão 2
Fisioterapeuta
 
Amiotrofia Muscular Espinhal - Revisão
Amiotrofia Muscular Espinhal - RevisãoAmiotrofia Muscular Espinhal - Revisão
Amiotrofia Muscular Espinhal - Revisão
Fisioterapeuta
 
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) Revisão De Artigo
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) Revisão De ArtigoAmiotrofia Muscular Espinhal (AME) Revisão De Artigo
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) Revisão De Artigo
Fisioterapeuta
 
Necrose
NecroseNecrose
Testes especiais de coluna lombar e pelve em Fisioterapia
Testes especiais de coluna lombar e pelve em FisioterapiaTestes especiais de coluna lombar e pelve em Fisioterapia
Testes especiais de coluna lombar e pelve em Fisioterapia
Fisioterapeuta
 
Síndrome de down
Síndrome de down Síndrome de down
Síndrome de down
Fisioterapeuta
 

Mais de Fisioterapeuta (18)

Síndrome de Down - Revisão
Síndrome de Down - RevisãoSíndrome de Down - Revisão
Síndrome de Down - Revisão
 
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão 2
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão 2Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão 2
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão 2
 
Lesão de plexo braquial
Lesão de plexo braquialLesão de plexo braquial
Lesão de plexo braquial
 
Lesão de Plexo Braquial – Revisão de Artigo
Lesão de Plexo Braquial – Revisão de ArtigoLesão de Plexo Braquial – Revisão de Artigo
Lesão de Plexo Braquial – Revisão de Artigo
 
Paralisia Cerebral Ataxia – Revisão de Artigo
Paralisia Cerebral Ataxia – Revisão de ArtigoParalisia Cerebral Ataxia – Revisão de Artigo
Paralisia Cerebral Ataxia – Revisão de Artigo
 
Paralisia Cerebral Atetóide – Revisão de Artigo
Paralisia Cerebral Atetóide – Revisão de ArtigoParalisia Cerebral Atetóide – Revisão de Artigo
Paralisia Cerebral Atetóide – Revisão de Artigo
 
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão de Artigo
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão de ArtigoDistrofia Muscular de Duchenne – Revisão de Artigo
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão de Artigo
 
Distrofia muscular de duchenne
Distrofia muscular de duchenneDistrofia muscular de duchenne
Distrofia muscular de duchenne
 
Paralisia cerebral atetóide - Revisão
Paralisia cerebral atetóide - RevisãoParalisia cerebral atetóide - Revisão
Paralisia cerebral atetóide - Revisão
 
Paralisia cerebral atetóide
Paralisia cerebral atetóideParalisia cerebral atetóide
Paralisia cerebral atetóide
 
Revisão sobre paralisia cerebral ataxia
Revisão sobre paralisia cerebral  ataxiaRevisão sobre paralisia cerebral  ataxia
Revisão sobre paralisia cerebral ataxia
 
Função motora e qualidade de vida de indivíduos com paralisia cerebral
Função motora e qualidade de vida de indivíduos com paralisia cerebralFunção motora e qualidade de vida de indivíduos com paralisia cerebral
Função motora e qualidade de vida de indivíduos com paralisia cerebral
 
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) – revisão 2
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) – revisão 2Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) – revisão 2
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) – revisão 2
 
Amiotrofia Muscular Espinhal - Revisão
Amiotrofia Muscular Espinhal - RevisãoAmiotrofia Muscular Espinhal - Revisão
Amiotrofia Muscular Espinhal - Revisão
 
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) Revisão De Artigo
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) Revisão De ArtigoAmiotrofia Muscular Espinhal (AME) Revisão De Artigo
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) Revisão De Artigo
 
Necrose
NecroseNecrose
Necrose
 
Testes especiais de coluna lombar e pelve em Fisioterapia
Testes especiais de coluna lombar e pelve em FisioterapiaTestes especiais de coluna lombar e pelve em Fisioterapia
Testes especiais de coluna lombar e pelve em Fisioterapia
 
Síndrome de down
Síndrome de down Síndrome de down
Síndrome de down
 

A interferência da alteração de tônus sobre a reabilitação fisioterapêutica após lesões neurológicas

  • 2.  Autores : Marsura, A.; Santos, M. P. ; Silvia, M. A. ; Sena, R. O. ; Mendes, T. C. A. ; Leite, A. ; Silva, A. M.  Revista : Saúde em Foco  Local de Pesquisa : Unisepe MANTENEDORA (União das Intituições de serviço, ensino e pesquisa) ,Vale de Ribeira ,SP.  Ano de Publicação : Novembro de 2012
  • 3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA  Incidências neurológicas no mundo Distúrbios neurológicos são doenças do sistema nervoso central e periférico, que incluem doenças como AVE, cefaléias, doença de Parkinson, TCE, esclerose múltipla, entre outros. Estima-se mais de 600 distúrbios que podem afligir o Sistema Nervoso. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças neurológicas afetam cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo todo. Foi realizado um levantamento intitulado "Doenças Neurológicas: Desafios de Saúde Pública" aonde foram constatados que as doenças neurológicas matam cerca de 6,8 milhões de pessoas por ano, o que é equivale a 12% das mortes globais. Quando esses distúrbios não levam a óbto ,geram sequelas nas funções cognitivas, sensoriais e neuromusculates do individuo.
  • 4. Tônus Muscular  Tônus muscular é o estado de tensão leve, porém permanente, existente normalmente nos músculos. Desaparece quando o músculo está privado de sua inervação. Mesmo quando o músculo está em repouso, certa quantidade de tensão freqüentemente permanece. Acredita-se que o tônus da musculatura esquelética resulte, inteiramente, de impulsos nervosos provenientes da medula espinhal. Parte dos impulsos se originam nos fusos musculares localizados no interior do próprio músculo . Os fusos musculares são receptores sensoriais que existem praticamente em todos os músculos esqueléticos para detectar o grau de contração muscular, eles transmitem impulsos de maneira quase contínua à medula espinhal através das raízes posteriores onde excitam os neurônios motores anteriores, que por sua vez, fornecem estímulos nervosos necessários para manter o tônus muscular.
  • 5. Em condições normais, os músculos apresentam certo grau de tônus muscular que pode ser examinado pela inspeção, palpação ou pela movimentação passiva. Nas lesões musculares ou dos motoneurônios ocorre hipotonia, pois o reflexo ao estiramento está reduzido ou abolido. O que faz o tônus ser baixo, normal ou alto é o limiar de excitabilidade das células alfa tônicas, dependendo dos impulsos que vem de um cérebro normal ou com lesão. O tônus muscular em seu estado normal pode ser hipotônico, com diminuição da resistência a manipulação passiva, ou hipertônica, com aumento da resistência a manipulação passiva.
  • 6. Hipotonia  A hipotonia pode ser produzida imediatamente se as raízes ventrais contendo os nervos motores que inervam o membro forem seccionadas ou se as raízes dorsais contendo nervos sensoriais do membro forem seccionadas . Ela também pode ser decorrente de doenças de determinados centros supra-espinhais, como o cerebelo. A Hipotonia tem diminuição do tônus muscular e na força, o que causa moleza e flacidez , os bebês por exemplo ficam parecendo com “bonecas de pano”, ou seja, seus braços e pernas não se movem e dificilmente suas cabeças mudam de posição.
  • 7.  Em contraste com a hipotonia, a hipertonia caracteriza dois estados anormais do tônus muscular – espasticidade e rigidez.  Espasticidade ou Hipertonia Elástica Usualmente é acompanhada pela resistência em canivete e os reflexos de contração são exagerados.  Rigidez ou Hipertonia Plástica A rigidez, ao contrário da espasticidade não está associado à forma de resistência em canivete ou ao aumento do reflexo de contração. Ela possui duas formas : Cano de chumbo e Roda denteada. Cano de chumbo: uniforme em toda amplitude de movimento. Roda Denteada : resistência ocorre em todo o arco de movimento.
  • 8. Outros tipos de Tônus  Coréia: são movimentos anormais de caráter explosivo, abruptos e de grande amplitude, que ocorrem em intervalos irregulares.  Atetose: movimentos hipercinéticos lentos de contorção e retorção. O paciente apresenta “caretas”, movimentação do pescoço e das extremidades.  Ataxia: caracterizada por hipotonia e tremor intencional.  Misto: combinam coréia e atetose.  Distonia: movimentos lentos e bizarros de grandes partes do corpo, levando à posturas distorcidas dos membros e do tronco.
  • 9. As alterações desencadeadas por um tônus anormal  Alterações no controle motor Controle motor é o nome dado às funções da mente e do corpo, as quais se unem para governar a postura e o movimento. O Ser Humano planeja e controla suas ações, assim como o SNC produz respostas e padrões motores coordenados, através de duas vertentes, a periférica e a centralista. Para desempenhar nossas habilidades motoras que utilizamos em nossa vida diária precisamos coordenar o funcionamento conjunto de vários músculos e articulações. Quando um indivíduo interpreta uma situação e elabora uma intenção, ativa os centros, como o córtex associativo frontal e parietal, gânglios da base e cerebelo, envolvidos nos programas motores, até os núcleos motores que ativam os grupos musculares para realizar o gesto adaptado .
  • 10. Os processos evolutivos normais propiciam uma estrutura clínica útil para avaliação e tratamento dos pacientes com deficiências no controle motor. Os estágios são: • Mobilidade: Consiste no estágio inicial do controle motor. • Estabilidade: Pode ser definida como a capacidade de manter uma posição constante, em relação à gravidade. • Mobilidade controlada: O terceiro estágio do desenvolvimento do controle motor está envolvido com a capacidade de mudar de posição e de assumir uma nova, enquanto é mantido o controle postural. • Habilidade: O quarto e mais elevado nível de controle motor é denominado de habilidade.
  • 11. Pacientes com doenças neurológicas são incapazes de ter um comportamento motor normal porque o dano no Sistema Nervoso Central altera a capacidade integrativa do cérebro. O paciente portador de uma neuropatologia, que atingiu o Sistema Musculoesquelético, gerando uma alteração de tônus muscular, devido ao desequilíbrio entre os motoneurônios excitatórios ou inibitórios, não será capaz de realizar um movimento coordenado.
  • 12. Tônus muscular x Força Muscular O tônus é o estado natural de tensão do músculo, havendo equilíbrio entre o hipertônus (espasticidade) e o hipotônus (flacidez), o músculo encontra-se preparado para responder a um estímulo imediatamente de acordo as suas propriedades físicas que são: Contratilidade – capacidade de encurtar-se quando recebe um estímulo; Irritabilidade – capacidade do músculo de responder um estímulo elétrico; Elasticidade – capacidade de o músculo retornar a seu comprimento de repouso; Extensibilidade – capacidade de alongar-se além do seu comprimento de repouso. A força muscular é a capacidade de o músculo resistir a uma carga, superando, sustentando ou cedendo à carga imposta.
  • 13. Tônus e força muscular não têm uma relação direta. O músculo tenso, apesar de sua aparência estar no máximo de sua capacidade contrátil, não quer dizer que ele tem uma força suficiente para resistir uma carga mínima (gravidade), ou seja, um músculo tenso nem sempre é sinônimo de força. A alteração de tônus pode gerar deformidades, as articulações ficam rígidas devido à falta de movimentação. Tanto a hipotonia quanto a hipertonia causam um déficit de força muscular .
  • 14. Alterações de Equilíbrio  Equilíbrio é um processo complexo que envolve a recepção e a integração dos estímulos sensoriais e o planejamento e a execução do movimento requerendo a postura ereta. É a habilidade de controlar o centro de gravidade sobre a base de suporte. Os erros na seleção e execução de respostas de equilíbrio ocorrem tanto com pessoas sadias como com aquelas que sofrem de desordens neurológicas. A doença ou lesão de quaisquer receptores sensoriais periféricos torna deficiente ou remove a detecção das capacidades do sistema, representando uma informação sensorial não disponível para utilização do controle postural.
  • 15. Deformidade, déficit sensorial e dor  Se a alteração de tônus for deixada sem tratamento, a tarefa de reeducação de um músculo se torna mais difícil e surgem problemas secundários adicionais, como disfunção articular, que podem evoluir para deformidades, dor, movimentos compensatórios indesejados e déficit sensorial. A manifestação de dor em pacientes neurológicos é um indicativo de que o alinhamento articular ou os movimentos estão incorretos. A dor pode ser gerada pelo desequilíbrio de músculos, padrões de movimentos inadequados, disfunção articular, padrões de suportes de peso inadequados e encurtamento muscular.
  • 16. Quando falamos de deformidade, logo associamos a hipertonia, porém apesar de serem menos comuns, contraturas articulares também ocorrem em pacientes com hipotonia, pois o posicionamento habitual pode levar á restrições do tecido mole. Já o déficit sensorial é comum em pacientes neurológicos, freqüentemente são refletidos no sistema motor, gerando movimento distorcido por meio de informação defeituosa nos processos de feedback.
  • 17. Considerações Finais  Após uma lesão neurológica , o paciente tem alterações no tônus, que desencadeiam vários comprometimentos ao paciente. Essas alterações tônicas interferem no tratamento, pois causam uma série de comprometimentos multissistêmicos como déficits no controle motor, equilíbrio, força muscular, aparecimento de deformidades e de dor. Conclui-se que a alteração de tônus muscular influência negativamente no processo de reabilitação, tornando-o na maioria das vezes mais longa e mais complexa