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 A polineuropatia é um distúrbio generalizado
que manifesta-se de maneira distal e
simétrica.
 A disfunção deve-se à danos no axônio, na
bainha de mielina ou à ambos;
 A diminuição na velocidade de condução
nervosa resulta em prejuízos ao tato
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 Aproximadamente 50% dos pacientes que
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desenvolvem sepse ou disfunção de múltiplos
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motora, simétrica e aguda.
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 Quando o paciente inicia a interação com o
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 LUNDY-EKMAN, L. Neurociência: fundamentos para a reabilitação – Rio de
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 ZAMORA, V.E.C et al. Impacto da polineuromiopatia do paciente crítico no
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Jan/Fev, 2010.
 CANINEU, R.F.B. et al. Polineuropatia no paciente crítico: um diagnóstico
comum em medicina intensiva?. Revista Brasileira de terapia Intensiva. Vol 18,
Nº3 Julho-Setembro, 2006.
 ALVIM, L.B.A.M. et al. Polineuropatia do paciente crítico. Arq. Neuropsquiatr,
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 MAIORANO, M.C.N.T. Doenças Neuromusculares em UTI. Escola Paulista de
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Polineuropatia do paciente crítico

  • 1.
  • 2.  A polineuropatia é um distúrbio generalizado que manifesta-se de maneira distal e simétrica.
  • 3.  A disfunção deve-se à danos no axônio, na bainha de mielina ou à ambos;  A diminuição na velocidade de condução nervosa resulta em prejuízos ao tato discriminativo, à propriocepção e aos movimentos;  Envolve as fibras sensoriais, motoras e autônomas, evoluindo no sentido distal para proximal.
  • 4.  A compressão prolongada reduz o suprimento sanguíneo e pode gerar desmielinização;  O transporte inadequado axonal pode gerar degeneração distal dos mesmos;  Por possuírem mais mielina, os axônios mais longos têm mais chances de serem afetados.
  • 5.  É uma doença intrínseca dos músculos, as fibras musculares se degeneram deixando unidades motoras com um número de fibras menor que o normal;  Menor força produzida;  Não afeta o sistema nervoso;  A coordenação, os reflexos e o tônus muscular não são afetados até que uma atrofia grave se instale.
  • 6.
  • 7.  Aproximadamente 50% dos pacientes que permanecem por tempo prolongado em VM desenvolvem sepse ou disfunção de múltiplos órgãos;  Déficits sensitivos ou motores são achados comuns em sobreviventes, gerando incapacidade crônica.
  • 8.  A Polineuropatia do paciente crítico é de natureza axonal, predominantemente motora, simétrica e aguda.  Foi primeiramente reconhecida em pacientes em unidades de tratamento intensivo que apresentavam dificuldade no desmame da ventilação mecânica e nos quais se verificava tetraparesia e reflexos profundos abolidos
  • 9.  Alterações na microcirculação;  Perda da autorregulação dos vasos sanguíneos;  Liberação de citocinas aumentando à permeabilidade dos vasos sanguíneos; Edema Endoneural Hipóxia e déficits Degeneração axonal sensitiva e motora
  • 10.  SIRS, Sepse;  Falência de Múltiplos órgãos;  Fraqueza muscular súbita;  Quadriparesia;  Quadriplégica flácida;  Pacientes sob VM apresentam desmame difícil;  Nervos cranianos e músculos faciais são poupados.
  • 11.  Eletroneuromiografia: Diferencia os distúrbios dos nervos daqueles dos músculos, na Polineuropatia se caracteriza por:  Condução nervosa mais lenta;  Diminuição da amplitude.
  • 12.  The Medical Research Council Scale For Muscle Examination
  • 13.  Biópsia do nervo: mostra degeneração axonal primária sem evidencia de inflamação.
  • 14.  Protocolo cinesioterápico Laufer:  Teste diário de reflexos;  Durante o período de sedação é realizada a Cinesioterapia Motora Passiva mantendo íntegras as estruturas articulares durante o período prolongado de imobilização no leito - realizado na UTI;
  • 15.  Quando o paciente inicia a interação com o meio ambiente estabelece-se a Cinesioterapia Motora Ativa Assistida, visando o aumento de força e resistência muscular localizada.  Trabalha-se com Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva dando ênfase ao reflexo de estiramento e quando necessário utiliza-se a crio-estimulação.
  • 16.  Inicia-se a Cinesioterapia Ativa Livre, seguida da Cinesioterapia Resistida, controle de tronco e do Ortostatismo.  Finaliza-se o trabalho com a deambulação pelo quarto e depois no corredor16
  • 17.  LUNDY-EKMAN, L. Neurociência: fundamentos para a reabilitação – Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.  ZAMORA, V.E.C et al. Impacto da polineuromiopatia do paciente crítico no desmame da ventilação mecânica. Fisioterapia Brasil – Volume 11- Número 1 Jan/Fev, 2010.  CANINEU, R.F.B. et al. Polineuropatia no paciente crítico: um diagnóstico comum em medicina intensiva?. Revista Brasileira de terapia Intensiva. Vol 18, Nº3 Julho-Setembro, 2006.  ALVIM, L.B.A.M. et al. Polineuropatia do paciente crítico. Arq. Neuropsquiatr, 1999.  MAIORANO, M.C.N.T. Doenças Neuromusculares em UTI. Escola Paulista de Medicina, 2014. <Disponível em Slide Player>.