SlideShare uma empresa Scribd logo
A DISSOLUÇÃO DO
COMPLEXO DE
ÉDIPO (1924)
Introdução
I.
Índice
3
Por que ele se dissolve?
II. 4
Como se passam as coisas na menina?
III. 5
[Freud nunca foi absolutamente claro
quanto a que fim leva o complexo de
Édipo: ele se desfaz?; é reprimido
para o inconsciente?; é transformado
em identificações?; deixa o superego
como seu resíduo?; é destruído?;
simplesmente desaparece? Ele o
descreveu em “O ego e o id” (1923) –
(Edição Standard Brasileira das Obras
Psicológicas Completas de Sigmund
Freud, vol. XIX, Imago Editora, 197-) -,
mas não abordou claramente esse
ponto. No menino é o temor da
castração que põe fim a ele, mas na
menina ele que dá entrada para o
complexo de Édipo].
Introdução
Este texto de igual título, de Freud, de 1924,
contido no Vol. XIX da Edição Standard
Brasileira das Obras Psicológicas Completas
de Sigmund Freud, Imago Editora, vol. XIX,
1974. Ela mantém, no possível as palavras do
próprio autor, mas não visa substituir a leitura
do texto original – que é aconselhada -, mas
apenas facilitá-la. Nossa participação
consistiu em reescrever algumas passagens
de forma mais clara e em introduzir alguns
comentários esclarecedores. Trata-se de um
trabalho de divulgação e não se presta, por
isso, a uma leitura crítica. Os trechos entre
[...] e em itálico são de nossa autoria.
Cada vez mais o complexo de
Édipo mostra ser o fenômeno
central da primeira infância.
Depois disso ele se dissolve, é
reprimido, e dá início à latência.
Por que ele se dissolve?
Pelos desapontamentos a que conduz
[O menino, que deseja a mãe só para
si tem que dividi-la com outros irmãos
e com o pai, tem que submeter-se ao
pai com quem rivaliza etc.];
Pela falta de satisfações [Os desejos
edipianos nunca se realizam];
Por “programação” da herança [a sua
emergência e desaparecimento podem
ter sido geneticamente “programadas”
pela herança como, por exemplo, os
dentes de leite].
Ultimamente, tornamo-nos mais cônscios que
antes que a sexualidade infantil se desenvolve até
a primazia dos genitais ou, mais corretamente, do
genital masculino, o pênis. Dessa fase fálica não
se passa diretamente à vida adulta mas
submerge-se, por muito tempo num período de
latência. O término desse período, contudo, é
típico e regular.
Quando o interesse dos meninos é despertado
pelos seus genitais ele os exibe, manuseado-os.
Os adultos desaprovam esse comportamento e
os ameaça de que aquela parte lhe será retirada
[cortada]. Essas ameaças geralmente partem das
mulheres que, no entanto, as fazem em nome do
pai ou do médico. Em alguns casos ela é feita de
modo indireto, alegando-se que recairá sobre a
mão, e não sobre o pênis. Algumas vezes é feita
não porque o menino manuseia os genitais mas
porque urina na cama. De qualquer maneira,
afinal, é uma das formas pelas quais se pode
perceber que ele está despertado para essa parte
do seu corpo. A enurese noturna equivale a uma
polução dos adultos e é expressão da mesma
excitação que impele as crianças a se
masturbarem.
Essa ameaça de castração leva à destruição da fase fálica. Duas experiências
antecedentes parecem preparar a criança para a perda representada pela idéia da
castração:
• Retirada do seio materno, [que é intermitente, a princípio, e definitiva, depois].
• A eliminação das fezes, [na medida em que é uma vivência de separação]
Mas é preciso a ocorrência de uma experiência nova para trazer-lhe a idéia da castração.
[Essa experiência se deve a que], mais cedo ou mais tarde, o menino [tem oportunidade
de] ver os genitais da menina. [Essa] observação confirma a sua crença na castração e
[assim] ela ganha o seu efeito.
Não devemos ser tão ingênuos quanto a pessoa que cuida da criança e julgar que a
masturbação represente a totalidade da situação. [Isto é: seja um dado biológico último,
irredutível]. Na verdade, ela resulta da excitação edipiana. O complexo de Édipo oferece à
criança duas possibilidades de satisfação:
Uma ativa: pode colocar-se no lugar do pai, que passa a ser visto como um estorvo;
Outra, passiva: pode colocar-se no lugar da mãe e castração seria, então, supérflua.
A noção que a criança forma do que sejam as relações sexuais é muito
incompleta, mas suas sensações informam-lhe que o pênis desempenha uma
parte essencial nelas. A criança, que até então acreditara que as mulheres
também o possuíam, chega à idéia da castração e repele os dois tipos de
satisfação acima citados, visto que ambos implicam na perda do seu pênis: a
ativa, como punição, a passiva, como pré-condição. [Ver o texto “Sobre as
Teorias Sexuais das Crianças” - Edição Standard Brasileira das Obras
Psicológicas Completas de Sigmund Freud, vol. IX, Imago Editora].
A criança vive, então, o conflito entre seu interesse narcísico pelo pênis e as
excitações direcionadas a seus genitores. Quase sempre triunfa a primeira
dessas forças e o ego da criança abandona o complexo de Édipo. [Nos
meninos, pois, é o temor da castração que põe fim ao complexo de Édipo].
Descubra os Mistérios da Mente Humana!
Você já se perguntou o que se esconde por trás dos nossos pensamentos,
emoções e comportamentos? Seja um(a) explorador(a) da psique humana
com os Estudos Permanentes em Psicanálise e Psicopatologia!
Embarque nesta jornada única e desvende os segredos da mente:
Compreenda os mecanismos psicológicos que moldam nossas vidas.
Analise os padrões de comportamento e suas origens profundas.
Explore as teorias psicanalíticas e seus impactos na psicopatologia.
Acesse agora: https://linktr.ee/luizhenpimentel
Saiba Mais Clique agora mesmo https://linktr.ee/luizhenpimentel e
comece sua jornada de autoconhecimento e
aprendizado.
🎓 Nossos cursos online oferecem:
🎓 Conteúdo rico e atualizado, ministrado por
especialistas renomados.
🎓 Materiais de estudo envolventes e exercícios
práticos.
🎓 Comunidade de aprendizado apaixonada e
engajada.
Não perca esta oportunidade de aprofundar seus
conhecimentos e explorar as camadas mais profundas
da mente humana. Seja você um estudante,
profissional ou simplesmente um curioso, nossos
Estudos Permanentes em Psicanálise e Psicopatologia
são para todos!
Com a educação à distância, desenvolvemos
Formações, Cursos e E-books para estudantes
e profissionais da saúde mental, visando
sempre contribuir para o constante diálogo e
aperfeiçoamento da prática clínica e promoção
à qualidade de vida das pessoas.
“Compreenda-se! Transforme-se!”
A DISSOLUÇÃO DO COMPLEXO DE ÉDIPO (1924)

Mais conteúdo relacionado

Semelhante a A DISSOLUÇÃO DO COMPLEXO DE ÉDIPO (1924)

Diário de leitura a descoberta da sexualidade infantil 08.12.15
Diário de leitura a descoberta da sexualidade infantil 08.12.15Diário de leitura a descoberta da sexualidade infantil 08.12.15
Diário de leitura a descoberta da sexualidade infantil 08.12.15
Laura Reis
 
Psicanalise dissolucao do complexo de edipo e sexualidade
Psicanalise   dissolucao do complexo de edipo e sexualidadePsicanalise   dissolucao do complexo de edipo e sexualidade
Psicanalise dissolucao do complexo de edipo e sexualidade
Marcus Teixeira
 
10º (a.inf) adolescente (1)
10º (a.inf) adolescente (1)10º (a.inf) adolescente (1)
10º (a.inf) adolescente (1)
Beatriz pereira
 
Psicanálise Sigmund Freud
Psicanálise Sigmund Freud Psicanálise Sigmund Freud
Psicanálise Sigmund Freud
Jamile Santos Dias DE Almeida
 
Mediunidade na Infância
Mediunidade na InfânciaMediunidade na Infância
Mediunidade na Infância
Rivaldo Guedes Corrêa. Jr
 
FREUD E O DESENVOLVIMENTO DA PSICANÁLISE
FREUD E O DESENVOLVIMENTO DA PSICANÁLISEFREUD E O DESENVOLVIMENTO DA PSICANÁLISE
FREUD E O DESENVOLVIMENTO DA PSICANÁLISE
09108303
 
Sedução e fantasia na perversão
Sedução e fantasia na perversãoSedução e fantasia na perversão
Sedução e fantasia na perversão
Marcelo Berquó
 
Evangelizacao espirita infantil (fatima)
Evangelizacao espirita infantil (fatima)Evangelizacao espirita infantil (fatima)
Evangelizacao espirita infantil (fatima)
Fatima Carvalho
 
Winnicott, OS ELEMENTOS MASCULINO E FEMININO EXPELIDOS, ENCONTRADOS EM HOMENS...
Winnicott, OS ELEMENTOS MASCULINO E FEMININO EXPELIDOS, ENCONTRADOS EM HOMENS...Winnicott, OS ELEMENTOS MASCULINO E FEMININO EXPELIDOS, ENCONTRADOS EM HOMENS...
Winnicott, OS ELEMENTOS MASCULINO E FEMININO EXPELIDOS, ENCONTRADOS EM HOMENS...
DanielaMoraesCarvalh
 
Conceitos Básicos de Psicanálise na Enfermagem
Conceitos Básicos de Psicanálise na EnfermagemConceitos Básicos de Psicanálise na Enfermagem
Conceitos Básicos de Psicanálise na Enfermagem
Camila Moraes
 
O estádio fálico
O estádio fálicoO estádio fálico
O estádio fálico
Luis De Sousa Rodrigues
 
A Psicologia Analitica de Jung parte 2
A Psicologia Analitica de Jung  parte 2A Psicologia Analitica de Jung  parte 2
A Psicologia Analitica de Jung parte 2
Prof. Paulo Ratki
 
Estagios da comunicacao e a pnl
Estagios da comunicacao e a pnlEstagios da comunicacao e a pnl
Estagios da comunicacao e a pnl
Marina Rosa
 
A busca pelo sagrado imaginario
A busca pelo sagrado   imaginarioA busca pelo sagrado   imaginario
A busca pelo sagrado imaginario
José Júnior Oliveira
 
Abuso sexual-1212061080118991-8
Abuso sexual-1212061080118991-8Abuso sexual-1212061080118991-8
Abuso sexual-1212061080118991-8
Wellington Farias Gomes
 
Monografia ismar
Monografia ismarMonografia ismar
Roteiro 5 retorno à vida corporal - infância
Roteiro 5    retorno à vida corporal - infânciaRoteiro 5    retorno à vida corporal - infância
Roteiro 5 retorno à vida corporal - infância
Bruno Cechinel Filho
 
Autodescobrimento2.pdf
Autodescobrimento2.pdfAutodescobrimento2.pdf
Autodescobrimento2.pdf
Telma Lima
 
Autodescobrimento
AutodescobrimentoAutodescobrimento
Autodescobrimento
Marilice Passos
 
Freud e a Psicanálise
Freud e a PsicanáliseFreud e a Psicanálise
Freud e a Psicanálise
Bruno Carrasco
 

Semelhante a A DISSOLUÇÃO DO COMPLEXO DE ÉDIPO (1924) (20)

Diário de leitura a descoberta da sexualidade infantil 08.12.15
Diário de leitura a descoberta da sexualidade infantil 08.12.15Diário de leitura a descoberta da sexualidade infantil 08.12.15
Diário de leitura a descoberta da sexualidade infantil 08.12.15
 
Psicanalise dissolucao do complexo de edipo e sexualidade
Psicanalise   dissolucao do complexo de edipo e sexualidadePsicanalise   dissolucao do complexo de edipo e sexualidade
Psicanalise dissolucao do complexo de edipo e sexualidade
 
10º (a.inf) adolescente (1)
10º (a.inf) adolescente (1)10º (a.inf) adolescente (1)
10º (a.inf) adolescente (1)
 
Psicanálise Sigmund Freud
Psicanálise Sigmund Freud Psicanálise Sigmund Freud
Psicanálise Sigmund Freud
 
Mediunidade na Infância
Mediunidade na InfânciaMediunidade na Infância
Mediunidade na Infância
 
FREUD E O DESENVOLVIMENTO DA PSICANÁLISE
FREUD E O DESENVOLVIMENTO DA PSICANÁLISEFREUD E O DESENVOLVIMENTO DA PSICANÁLISE
FREUD E O DESENVOLVIMENTO DA PSICANÁLISE
 
Sedução e fantasia na perversão
Sedução e fantasia na perversãoSedução e fantasia na perversão
Sedução e fantasia na perversão
 
Evangelizacao espirita infantil (fatima)
Evangelizacao espirita infantil (fatima)Evangelizacao espirita infantil (fatima)
Evangelizacao espirita infantil (fatima)
 
Winnicott, OS ELEMENTOS MASCULINO E FEMININO EXPELIDOS, ENCONTRADOS EM HOMENS...
Winnicott, OS ELEMENTOS MASCULINO E FEMININO EXPELIDOS, ENCONTRADOS EM HOMENS...Winnicott, OS ELEMENTOS MASCULINO E FEMININO EXPELIDOS, ENCONTRADOS EM HOMENS...
Winnicott, OS ELEMENTOS MASCULINO E FEMININO EXPELIDOS, ENCONTRADOS EM HOMENS...
 
Conceitos Básicos de Psicanálise na Enfermagem
Conceitos Básicos de Psicanálise na EnfermagemConceitos Básicos de Psicanálise na Enfermagem
Conceitos Básicos de Psicanálise na Enfermagem
 
O estádio fálico
O estádio fálicoO estádio fálico
O estádio fálico
 
A Psicologia Analitica de Jung parte 2
A Psicologia Analitica de Jung  parte 2A Psicologia Analitica de Jung  parte 2
A Psicologia Analitica de Jung parte 2
 
Estagios da comunicacao e a pnl
Estagios da comunicacao e a pnlEstagios da comunicacao e a pnl
Estagios da comunicacao e a pnl
 
A busca pelo sagrado imaginario
A busca pelo sagrado   imaginarioA busca pelo sagrado   imaginario
A busca pelo sagrado imaginario
 
Abuso sexual-1212061080118991-8
Abuso sexual-1212061080118991-8Abuso sexual-1212061080118991-8
Abuso sexual-1212061080118991-8
 
Monografia ismar
Monografia ismarMonografia ismar
Monografia ismar
 
Roteiro 5 retorno à vida corporal - infância
Roteiro 5    retorno à vida corporal - infânciaRoteiro 5    retorno à vida corporal - infância
Roteiro 5 retorno à vida corporal - infância
 
Autodescobrimento2.pdf
Autodescobrimento2.pdfAutodescobrimento2.pdf
Autodescobrimento2.pdf
 
Autodescobrimento
AutodescobrimentoAutodescobrimento
Autodescobrimento
 
Freud e a Psicanálise
Freud e a PsicanáliseFreud e a Psicanálise
Freud e a Psicanálise
 

Mais de Luiz Henrique Pimentel Novais Silva

SURTO PSICÓTICO, DEPRESSÃO, DISTIMIA E TRANSTORNO BIPOLAR.pdf
SURTO PSICÓTICO, DEPRESSÃO, DISTIMIA E TRANSTORNO BIPOLAR.pdfSURTO PSICÓTICO, DEPRESSÃO, DISTIMIA E TRANSTORNO BIPOLAR.pdf
SURTO PSICÓTICO, DEPRESSÃO, DISTIMIA E TRANSTORNO BIPOLAR.pdf
Luiz Henrique Pimentel Novais Silva
 
Sigmund_FREUD .pdf
Sigmund_FREUD .pdfSigmund_FREUD .pdf
PRINCÍPIO DE REALIDADE, Além do princípio do prazer NEUROSE OBSESSIVA .pdf
PRINCÍPIO DE REALIDADE, Além do princípio do prazer NEUROSE OBSESSIVA  .pdfPRINCÍPIO DE REALIDADE, Além do princípio do prazer NEUROSE OBSESSIVA  .pdf
PRINCÍPIO DE REALIDADE, Além do princípio do prazer NEUROSE OBSESSIVA .pdf
Luiz Henrique Pimentel Novais Silva
 
INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE.pdf
INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE.pdfINTRODUÇÃO À PSICANÁLISE.pdf
INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE.pdf
Luiz Henrique Pimentel Novais Silva
 
Freud Além da Alma.pdf
Freud Além da Alma.pdfFreud Além da Alma.pdf
Freud Além da Alma.pdf
Luiz Henrique Pimentel Novais Silva
 
Em Busca da Ciência da Psique.pdf
Em Busca da Ciência da Psique.pdfEm Busca da Ciência da Psique.pdf
Em Busca da Ciência da Psique.pdf
Luiz Henrique Pimentel Novais Silva
 
ATIVIDADES do PSICANALISTA.pdf
ATIVIDADES do PSICANALISTA.pdfATIVIDADES do PSICANALISTA.pdf
ATIVIDADES do PSICANALISTA.pdf
Luiz Henrique Pimentel Novais Silva
 
A Psicanálise.pdf
A Psicanálise.pdfA Psicanálise.pdf
PSICOPATOLOGIA _ ALTERAÇÕES DAS REPRESENTAÇÕES.pdf
PSICOPATOLOGIA _ ALTERAÇÕES DAS REPRESENTAÇÕES.pdfPSICOPATOLOGIA _ ALTERAÇÕES DAS REPRESENTAÇÕES.pdf
PSICOPATOLOGIA _ ALTERAÇÕES DAS REPRESENTAÇÕES.pdf
Luiz Henrique Pimentel Novais Silva
 
TOC - TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO.pdf
TOC - TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO.pdfTOC - TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO.pdf
TOC - TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO.pdf
Luiz Henrique Pimentel Novais Silva
 
O PEQUENO HANS.pdf
O PEQUENO HANS.pdfO PEQUENO HANS.pdf
A NATUREZA DO PSÍQUICO.pdf
A NATUREZA DO PSÍQUICO.pdfA NATUREZA DO PSÍQUICO.pdf
A NATUREZA DO PSÍQUICO.pdf
Luiz Henrique Pimentel Novais Silva
 
NEUROSE, PSICOSE & PERVERSÃO.pdf
NEUROSE, PSICOSE & PERVERSÃO.pdfNEUROSE, PSICOSE & PERVERSÃO.pdf
NEUROSE, PSICOSE & PERVERSÃO.pdf
Luiz Henrique Pimentel Novais Silva
 
VIOLÊNCIA E IMPULSIVIDADE NO PSICOPATA.pdf
VIOLÊNCIA E IMPULSIVIDADE NO PSICOPATA.pdfVIOLÊNCIA E IMPULSIVIDADE NO PSICOPATA.pdf
VIOLÊNCIA E IMPULSIVIDADE NO PSICOPATA.pdf
Luiz Henrique Pimentel Novais Silva
 
NEUROSE & PSICOSE.pdf
NEUROSE & PSICOSE.pdfNEUROSE & PSICOSE.pdf
Caso Dora.pdf
Caso Dora.pdfCaso Dora.pdf
TRANSTORNO DELIRANTE.pdf
TRANSTORNO DELIRANTE.pdfTRANSTORNO DELIRANTE.pdf
TRANSTORNO DELIRANTE.pdf
Luiz Henrique Pimentel Novais Silva
 
Sigmund Freud e a Psicanálise .pdf
Sigmund Freud e a Psicanálise .pdfSigmund Freud e a Psicanálise .pdf
Sigmund Freud e a Psicanálise .pdf
Luiz Henrique Pimentel Novais Silva
 
7 DICAS PRÁTICAS QUE VÃO AJUDAR NA INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS.pdf
7 DICAS PRÁTICAS QUE VÃO AJUDAR NA INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS.pdf7 DICAS PRÁTICAS QUE VÃO AJUDAR NA INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS.pdf
7 DICAS PRÁTICAS QUE VÃO AJUDAR NA INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS.pdf
Luiz Henrique Pimentel Novais Silva
 
LIBIDO.pdf
LIBIDO.pdfLIBIDO.pdf

Mais de Luiz Henrique Pimentel Novais Silva (20)

SURTO PSICÓTICO, DEPRESSÃO, DISTIMIA E TRANSTORNO BIPOLAR.pdf
SURTO PSICÓTICO, DEPRESSÃO, DISTIMIA E TRANSTORNO BIPOLAR.pdfSURTO PSICÓTICO, DEPRESSÃO, DISTIMIA E TRANSTORNO BIPOLAR.pdf
SURTO PSICÓTICO, DEPRESSÃO, DISTIMIA E TRANSTORNO BIPOLAR.pdf
 
Sigmund_FREUD .pdf
Sigmund_FREUD .pdfSigmund_FREUD .pdf
Sigmund_FREUD .pdf
 
PRINCÍPIO DE REALIDADE, Além do princípio do prazer NEUROSE OBSESSIVA .pdf
PRINCÍPIO DE REALIDADE, Além do princípio do prazer NEUROSE OBSESSIVA  .pdfPRINCÍPIO DE REALIDADE, Além do princípio do prazer NEUROSE OBSESSIVA  .pdf
PRINCÍPIO DE REALIDADE, Além do princípio do prazer NEUROSE OBSESSIVA .pdf
 
INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE.pdf
INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE.pdfINTRODUÇÃO À PSICANÁLISE.pdf
INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE.pdf
 
Freud Além da Alma.pdf
Freud Além da Alma.pdfFreud Além da Alma.pdf
Freud Além da Alma.pdf
 
Em Busca da Ciência da Psique.pdf
Em Busca da Ciência da Psique.pdfEm Busca da Ciência da Psique.pdf
Em Busca da Ciência da Psique.pdf
 
ATIVIDADES do PSICANALISTA.pdf
ATIVIDADES do PSICANALISTA.pdfATIVIDADES do PSICANALISTA.pdf
ATIVIDADES do PSICANALISTA.pdf
 
A Psicanálise.pdf
A Psicanálise.pdfA Psicanálise.pdf
A Psicanálise.pdf
 
PSICOPATOLOGIA _ ALTERAÇÕES DAS REPRESENTAÇÕES.pdf
PSICOPATOLOGIA _ ALTERAÇÕES DAS REPRESENTAÇÕES.pdfPSICOPATOLOGIA _ ALTERAÇÕES DAS REPRESENTAÇÕES.pdf
PSICOPATOLOGIA _ ALTERAÇÕES DAS REPRESENTAÇÕES.pdf
 
TOC - TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO.pdf
TOC - TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO.pdfTOC - TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO.pdf
TOC - TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO.pdf
 
O PEQUENO HANS.pdf
O PEQUENO HANS.pdfO PEQUENO HANS.pdf
O PEQUENO HANS.pdf
 
A NATUREZA DO PSÍQUICO.pdf
A NATUREZA DO PSÍQUICO.pdfA NATUREZA DO PSÍQUICO.pdf
A NATUREZA DO PSÍQUICO.pdf
 
NEUROSE, PSICOSE & PERVERSÃO.pdf
NEUROSE, PSICOSE & PERVERSÃO.pdfNEUROSE, PSICOSE & PERVERSÃO.pdf
NEUROSE, PSICOSE & PERVERSÃO.pdf
 
VIOLÊNCIA E IMPULSIVIDADE NO PSICOPATA.pdf
VIOLÊNCIA E IMPULSIVIDADE NO PSICOPATA.pdfVIOLÊNCIA E IMPULSIVIDADE NO PSICOPATA.pdf
VIOLÊNCIA E IMPULSIVIDADE NO PSICOPATA.pdf
 
NEUROSE & PSICOSE.pdf
NEUROSE & PSICOSE.pdfNEUROSE & PSICOSE.pdf
NEUROSE & PSICOSE.pdf
 
Caso Dora.pdf
Caso Dora.pdfCaso Dora.pdf
Caso Dora.pdf
 
TRANSTORNO DELIRANTE.pdf
TRANSTORNO DELIRANTE.pdfTRANSTORNO DELIRANTE.pdf
TRANSTORNO DELIRANTE.pdf
 
Sigmund Freud e a Psicanálise .pdf
Sigmund Freud e a Psicanálise .pdfSigmund Freud e a Psicanálise .pdf
Sigmund Freud e a Psicanálise .pdf
 
7 DICAS PRÁTICAS QUE VÃO AJUDAR NA INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS.pdf
7 DICAS PRÁTICAS QUE VÃO AJUDAR NA INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS.pdf7 DICAS PRÁTICAS QUE VÃO AJUDAR NA INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS.pdf
7 DICAS PRÁTICAS QUE VÃO AJUDAR NA INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS.pdf
 
LIBIDO.pdf
LIBIDO.pdfLIBIDO.pdf
LIBIDO.pdf
 

A DISSOLUÇÃO DO COMPLEXO DE ÉDIPO (1924)

  • 1. A DISSOLUÇÃO DO COMPLEXO DE ÉDIPO (1924)
  • 2. Introdução I. Índice 3 Por que ele se dissolve? II. 4 Como se passam as coisas na menina? III. 5
  • 3. [Freud nunca foi absolutamente claro quanto a que fim leva o complexo de Édipo: ele se desfaz?; é reprimido para o inconsciente?; é transformado em identificações?; deixa o superego como seu resíduo?; é destruído?; simplesmente desaparece? Ele o descreveu em “O ego e o id” (1923) – (Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, vol. XIX, Imago Editora, 197-) -, mas não abordou claramente esse ponto. No menino é o temor da castração que põe fim a ele, mas na menina ele que dá entrada para o complexo de Édipo]. Introdução Este texto de igual título, de Freud, de 1924, contido no Vol. XIX da Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, Imago Editora, vol. XIX, 1974. Ela mantém, no possível as palavras do próprio autor, mas não visa substituir a leitura do texto original – que é aconselhada -, mas apenas facilitá-la. Nossa participação consistiu em reescrever algumas passagens de forma mais clara e em introduzir alguns comentários esclarecedores. Trata-se de um trabalho de divulgação e não se presta, por isso, a uma leitura crítica. Os trechos entre [...] e em itálico são de nossa autoria.
  • 4. Cada vez mais o complexo de Édipo mostra ser o fenômeno central da primeira infância. Depois disso ele se dissolve, é reprimido, e dá início à latência. Por que ele se dissolve? Pelos desapontamentos a que conduz [O menino, que deseja a mãe só para si tem que dividi-la com outros irmãos e com o pai, tem que submeter-se ao pai com quem rivaliza etc.]; Pela falta de satisfações [Os desejos edipianos nunca se realizam]; Por “programação” da herança [a sua emergência e desaparecimento podem ter sido geneticamente “programadas” pela herança como, por exemplo, os dentes de leite]. Ultimamente, tornamo-nos mais cônscios que antes que a sexualidade infantil se desenvolve até a primazia dos genitais ou, mais corretamente, do genital masculino, o pênis. Dessa fase fálica não se passa diretamente à vida adulta mas submerge-se, por muito tempo num período de latência. O término desse período, contudo, é típico e regular. Quando o interesse dos meninos é despertado pelos seus genitais ele os exibe, manuseado-os. Os adultos desaprovam esse comportamento e os ameaça de que aquela parte lhe será retirada [cortada]. Essas ameaças geralmente partem das mulheres que, no entanto, as fazem em nome do pai ou do médico. Em alguns casos ela é feita de modo indireto, alegando-se que recairá sobre a mão, e não sobre o pênis. Algumas vezes é feita não porque o menino manuseia os genitais mas porque urina na cama. De qualquer maneira, afinal, é uma das formas pelas quais se pode perceber que ele está despertado para essa parte do seu corpo. A enurese noturna equivale a uma polução dos adultos e é expressão da mesma excitação que impele as crianças a se masturbarem.
  • 5. Essa ameaça de castração leva à destruição da fase fálica. Duas experiências antecedentes parecem preparar a criança para a perda representada pela idéia da castração: • Retirada do seio materno, [que é intermitente, a princípio, e definitiva, depois]. • A eliminação das fezes, [na medida em que é uma vivência de separação] Mas é preciso a ocorrência de uma experiência nova para trazer-lhe a idéia da castração. [Essa experiência se deve a que], mais cedo ou mais tarde, o menino [tem oportunidade de] ver os genitais da menina. [Essa] observação confirma a sua crença na castração e [assim] ela ganha o seu efeito. Não devemos ser tão ingênuos quanto a pessoa que cuida da criança e julgar que a masturbação represente a totalidade da situação. [Isto é: seja um dado biológico último, irredutível]. Na verdade, ela resulta da excitação edipiana. O complexo de Édipo oferece à criança duas possibilidades de satisfação: Uma ativa: pode colocar-se no lugar do pai, que passa a ser visto como um estorvo; Outra, passiva: pode colocar-se no lugar da mãe e castração seria, então, supérflua.
  • 6. A noção que a criança forma do que sejam as relações sexuais é muito incompleta, mas suas sensações informam-lhe que o pênis desempenha uma parte essencial nelas. A criança, que até então acreditara que as mulheres também o possuíam, chega à idéia da castração e repele os dois tipos de satisfação acima citados, visto que ambos implicam na perda do seu pênis: a ativa, como punição, a passiva, como pré-condição. [Ver o texto “Sobre as Teorias Sexuais das Crianças” - Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, vol. IX, Imago Editora]. A criança vive, então, o conflito entre seu interesse narcísico pelo pênis e as excitações direcionadas a seus genitores. Quase sempre triunfa a primeira dessas forças e o ego da criança abandona o complexo de Édipo. [Nos meninos, pois, é o temor da castração que põe fim ao complexo de Édipo].
  • 7. Descubra os Mistérios da Mente Humana! Você já se perguntou o que se esconde por trás dos nossos pensamentos, emoções e comportamentos? Seja um(a) explorador(a) da psique humana com os Estudos Permanentes em Psicanálise e Psicopatologia! Embarque nesta jornada única e desvende os segredos da mente: Compreenda os mecanismos psicológicos que moldam nossas vidas. Analise os padrões de comportamento e suas origens profundas. Explore as teorias psicanalíticas e seus impactos na psicopatologia. Acesse agora: https://linktr.ee/luizhenpimentel Saiba Mais Clique agora mesmo https://linktr.ee/luizhenpimentel e comece sua jornada de autoconhecimento e aprendizado. 🎓 Nossos cursos online oferecem: 🎓 Conteúdo rico e atualizado, ministrado por especialistas renomados. 🎓 Materiais de estudo envolventes e exercícios práticos. 🎓 Comunidade de aprendizado apaixonada e engajada. Não perca esta oportunidade de aprofundar seus conhecimentos e explorar as camadas mais profundas da mente humana. Seja você um estudante, profissional ou simplesmente um curioso, nossos Estudos Permanentes em Psicanálise e Psicopatologia são para todos!
  • 8. Com a educação à distância, desenvolvemos Formações, Cursos e E-books para estudantes e profissionais da saúde mental, visando sempre contribuir para o constante diálogo e aperfeiçoamento da prática clínica e promoção à qualidade de vida das pessoas. “Compreenda-se! Transforme-se!”