SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 24
SÍNDROME DE DOWN
SÍNDROME DE DOWN
 A síndrome de Down é uma alteração genética produzida pela presença de
um cromossomo a mais, ao par 21, por isso também conhecida como
trissomia 21.
INTRODUÇÃO
 Esta alteração genética afeta o desenvolvimento do individuo, determinando
algumas características físicas e cognitivas.
 A maioria das pessoas com está síndrome apresenta a
denominada trissomia 21 simples, isto significa que um cromossomo extra
está presente em todas as células do organismo, devido a um erro na
separação dos cromossomos 21 em uma das células dos pais.
 Este fenômeno é conhecido como disfunção cromossômica.
 Existem outras formas de síndrome de down como, por exemplo: mosaico,
quando a trissomia está presente somente em algumas células, e por
translocação, quando o cromossomo 21 está unido a outro cromossomo.
 O diagnóstico da Síndrome se realiza mediante o estudo cromossômico
(cariótipo), através do qual se detecta a presença de um cromossomo 21 a
mais.
 O portador da síndrome manifeste três sinais clínicos que o diferenciam da
população comum:
 1) fenótipo que lembra muito os olhos oblíquos dos orientais,
 2) hipotonia, ou seja, musculatura menos eficaz
 3) comprometimento intelectual, denominação que preferimos adotar no lugar
de deficiência mental como sugere a Organização Mundial de Saúde.
 Cinquenta por cento dessas crianças apresentam cardiopatia resultante da
hipotonia já presente na vida embrionária.
 As dificuldades de aprendizagem estão correlacionadas com o grau de
comprometimento intelectual.
 Existem, ainda, outras características do fenótipo próprias da síndrome de
Down, como língua mais protusa, por causa da hipotonia associada,
bochechas mais redondas e andar característico.
 No entanto, tudo isso pode ser trabalhado por profissionais e familiares para
melhorar a condição dos portadores da síndrome com bons resultados.
INCIDÊNCIA
 Não se conhece com precisão os mecanismos da disfunção que causa a
síndrome de down, mas está demonstrado cientificamente que acontece
igualmente em qualquer raça, sem nenhuma relação com o nível cultural,
social, ambiental, econômico, etc.
 A incidência da Síndrome de Down, cresce significativamente em mães com
idade acima dos 45 anos, com relação 1:30 nascidos, mas na população em
geral esse crescimento estima-se de aproximadamente 1em 600 até 1.000
nascimentos.
DIAGNÓSTICO
 Como é uma alteração cromossômica, é possível realizar um diagnóstico pré
natal utilizando diversos exames clínicos como, por exemplo, a amniocentese
(pulsão transabdominal do liquido amniótico entre as semanas 14 e 18 de
gestação) ou a biópsia do vilo corial (coleta de um fragmento da placenta).
 Atualmente, o exame bioquímico, que se realiza mediante a avaliação dos
níveis de substâncias químicas no sangue materno alteradas no caso da
síndrome de down.
 Este exame se realiza entre a semana 14 e 17.
 A ultrassonografia também pode colaborar para detectar a síndrome de
down, através dos marcadores ecográficos, principalmente da prega nucal,
que pode ser medida a partir da décima semana de gestação. Estas últimas
intervenções não são consideradas diagnósticas.
 Cerca de 50% das crianças com SD apresentam problemas cardíacos,
algumas vezes graves, necessitando de cirurgia nos primeiros anos de vida.
VIDA INTEGRADA
 80 % estudam, sendo 1 em cada 2 em escola comum
95% estudam música
58% praticam esportes
18%usam computador
10% trabalham
8 em cada 10, tem autonomia para realizar atividades corriqueiras do dia a dia.
PONTOS FORTES CARACTERÍSTICOS
 Interação social:
A maior parte das crianças com síndrome de Down gosta e aprende na interação social com
família e amigos.
 Aprendizado visual:
As crianças com síndrome de Down costumam aprender mais facilmente por observação.
 Gestos e mímica:
As crianças com trissomia 21 são, muitas vezes, particularmente talentosas com o uso das
mãos, rostos e corpo para se comunicarem.
Elas costumam gostar de teatro, dança e movimento quando ficam mais velhas.
 Habilidade de leitura:
A leitura é, normalmente, um ponto forte, possivelmente porque é aprendida com ajuda
visual. Por conta disso, a leitura é algo que pode ajudar essas crianças no desenvolvimento
da linguagem.
PONTOS FRACOS CARACTERÍSTICOS
 Aprender a falar:
Muitas crianças com síndrome de Down enfrentam dificuldades para aprender a falar.
 Audição e visão:
Deficiências auditivas são comuns e podem contribuir para a dificuldade da fala e linguagem.
 Aprender a se movimentar:
As habilidades necessárias para se mover e explorar, como manter o pescoço, rolar, alcançar
objetos, segurar, sentar, engatinhar, ficar em pé e andar costumam se desenvolver mais
lentamente do que em outras crianças.
 Aprender escutando:
As crianças com síndrome de Down costumam achar difícil aprender apenas pela escuta.
 Habilidades com números:
Muitas crianças com síndrome de Down têm dificuldades com habilidades com números e o
aprendizado das operações matemáticas.
FISIOTERAPIA
 A Síndrome de Down na Fisioterapia consiste em realizar exercícios desde o
diagnóstico, até a criança completar 5 anos de idade. A finalidade é estimular
a criança precocemente para que ela consiga realizar os exercícios, assim
atingindo os mesmos objetivos que os bebês conseguem sozinhos. As
tarefas a serem realizadas pelos indivíduos com Síndrome de Down é:
sentar, engatinhar, ficar de pé, andar e correr, e eles certamente conseguirão,
com o auxílio e estimulação da Fisioterapia. A criança com Síndrome de
Down que não realiza a Fisioterapia, só consegue realizar essas atividades
somente perto da adolescência (PINHEIRO, 2013).
 A fisioterapia pode colaborar especificamente para o desenvolvimento motor
da criança, ajudando-a se movimentar de maneira correta e no fortalecimento
físico.
 O bebê deve começar a fisioterapia desde o nascimento para que, com os
exercícios, consiga sustentar o pescoço, rolar, sentar-se, arrastar-se,
engatinhar, ficar em pé e andar, minimizando os efeitos motores da síndrome
de Down.
 Estimular o desenvolvimento motor
 Modular tônus
 Ganhar força muscular
 Ganhar ADM – apenas em algumas musculaturas
 Treinar equilíbrio
 Prevenir deformidades
 Fisioterapia respiratória para minimizar distúrbios respiratórios
 A intervenção médica pode acontecer com a finalidade principal de
prevenção dos problemas de saúde que podem aparecer com maior
freqüência na SD. Queremos destacar que a SD não é uma doença e sim
uma alteração genética, que pode gerar problemas médicos associados.
 Devemos olhar a pessoas com SD em sua singularidade, para que possa ter
um pleno desenvolvimento enquanto sujeito.
REFERENCIAS
 Site- Fundação Síndrome de Down- http://www.fsdown.org.br/sobre-a-sindrome-de-down/o-que-e-
sindrome-de-down/
 Site- Movimento Down- http://www.fsdown.org.br/sobre-a-sindrome-de-down/o-que-e-sindrome-de-
down/
 Site- Instituto Mano Down- http://www.manodown.com.br/instituto/o-que-e-a-sindrome-de-
down/?utm_source=GoogleAdwords&utm_medium=cpc&utm_campaign=Conte%C3%BAdo
 Site- Portal da educação- https://www.portaleducacao.com.br/fisioterapia/artigos/58249/abordagem-
fisioterapeutica-para-ganho-da-marcha-na-sindrome-de-down
Síndrome de Down - Revisão
Síndrome de Down - Revisão
Síndrome de Down - Revisão
Síndrome de Down - Revisão
Síndrome de Down - Revisão

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados (20)

Autismo
AutismoAutismo
Autismo
 
Síndrome de Down
Síndrome de DownSíndrome de Down
Síndrome de Down
 
Síndrome
 Síndrome Síndrome
Síndrome
 
[c7s] Síndrome de Down
[c7s] Síndrome de Down[c7s] Síndrome de Down
[c7s] Síndrome de Down
 
Síndrome de Down
Síndrome de DownSíndrome de Down
Síndrome de Down
 
Síndrome de Down
Síndrome de DownSíndrome de Down
Síndrome de Down
 
Síndrome de down - Seminário de Biologia Celular e Molecular
Síndrome de down - Seminário de Biologia Celular e MolecularSíndrome de down - Seminário de Biologia Celular e Molecular
Síndrome de down - Seminário de Biologia Celular e Molecular
 
Síndrome de Down
Síndrome de Down   Síndrome de Down
Síndrome de Down
 
Sindrome de down
Sindrome de downSindrome de down
Sindrome de down
 
Autismo aula power point
Autismo aula power pointAutismo aula power point
Autismo aula power point
 
Transtorno do Espectro do Autismo
Transtorno do Espectro do AutismoTranstorno do Espectro do Autismo
Transtorno do Espectro do Autismo
 
Autismo
AutismoAutismo
Autismo
 
Adolescencia
AdolescenciaAdolescencia
Adolescencia
 
Autismo
AutismoAutismo
Autismo
 
Pedagogia - Autismo
Pedagogia - AutismoPedagogia - Autismo
Pedagogia - Autismo
 
Deficiência Intelectual/Mental
Deficiência Intelectual/MentalDeficiência Intelectual/Mental
Deficiência Intelectual/Mental
 
Palestra Autismo
Palestra AutismoPalestra Autismo
Palestra Autismo
 
Sindrome De Downn
Sindrome De DownnSindrome De Downn
Sindrome De Downn
 
Slides sexualidade na adolescência (palestra infanto)
Slides sexualidade na adolescência (palestra infanto)Slides sexualidade na adolescência (palestra infanto)
Slides sexualidade na adolescência (palestra infanto)
 
Autismo aula
Autismo aulaAutismo aula
Autismo aula
 

Semelhante a Síndrome de Down - Revisão

Semelhante a Síndrome de Down - Revisão (20)

Cartilhas de Saúde Movimento Down
Cartilhas de Saúde Movimento DownCartilhas de Saúde Movimento Down
Cartilhas de Saúde Movimento Down
 
Sindrome de-down everton
Sindrome de-down evertonSindrome de-down everton
Sindrome de-down everton
 
Sindrome de-down (1)
Sindrome de-down (1)Sindrome de-down (1)
Sindrome de-down (1)
 
Sindromedown Grupo F Rs 01
Sindromedown Grupo F Rs 01Sindromedown Grupo F Rs 01
Sindromedown Grupo F Rs 01
 
Trabalho de biologia
Trabalho de biologiaTrabalho de biologia
Trabalho de biologia
 
Trissomia 21
Trissomia 21Trissomia 21
Trissomia 21
 
Educação Inclusiva
Educação InclusivaEducação Inclusiva
Educação Inclusiva
 
Ser down e por que
Ser down e por queSer down e por que
Ser down e por que
 
Trissomia21 diferenças
Trissomia21 diferençasTrissomia21 diferenças
Trissomia21 diferenças
 
Trissomia 21
Trissomia 21Trissomia 21
Trissomia 21
 
Trissomia 21
Trissomia 21Trissomia 21
Trissomia 21
 
Trissomia 21
Trissomia 21Trissomia 21
Trissomia 21
 
Trabalho
TrabalhoTrabalho
Trabalho
 
Síndrome cri - du - chat
 Síndrome  cri - du - chat Síndrome  cri - du - chat
Síndrome cri - du - chat
 
14 afirmações sobre a síndrome de down
14 afirmações sobre a síndrome de down14 afirmações sobre a síndrome de down
14 afirmações sobre a síndrome de down
 
Doenças Raras Apreentação 1
Doenças Raras Apreentação 1Doenças Raras Apreentação 1
Doenças Raras Apreentação 1
 
Doenças geneticas sindromes
Doenças geneticas sindromesDoenças geneticas sindromes
Doenças geneticas sindromes
 
Doenças genéticas: Síndromes
Doenças genéticas: SíndromesDoenças genéticas: Síndromes
Doenças genéticas: Síndromes
 
Sindromedown
SindromedownSindromedown
Sindromedown
 
sd-m3
sd-m3sd-m3
sd-m3
 

Mais de Fisioterapeuta

Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão 2
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão 2Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão 2
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão 2Fisioterapeuta
 
Lesão de plexo braquial
Lesão de plexo braquialLesão de plexo braquial
Lesão de plexo braquialFisioterapeuta
 
Lesão de Plexo Braquial – Revisão de Artigo
Lesão de Plexo Braquial – Revisão de ArtigoLesão de Plexo Braquial – Revisão de Artigo
Lesão de Plexo Braquial – Revisão de ArtigoFisioterapeuta
 
Paralisia Cerebral Ataxia – Revisão de Artigo
Paralisia Cerebral Ataxia – Revisão de ArtigoParalisia Cerebral Ataxia – Revisão de Artigo
Paralisia Cerebral Ataxia – Revisão de ArtigoFisioterapeuta
 
Paralisia Cerebral Atetóide – Revisão de Artigo
Paralisia Cerebral Atetóide – Revisão de ArtigoParalisia Cerebral Atetóide – Revisão de Artigo
Paralisia Cerebral Atetóide – Revisão de ArtigoFisioterapeuta
 
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão de Artigo
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão de ArtigoDistrofia Muscular de Duchenne – Revisão de Artigo
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão de ArtigoFisioterapeuta
 
Distrofia muscular de duchenne
Distrofia muscular de duchenneDistrofia muscular de duchenne
Distrofia muscular de duchenneFisioterapeuta
 
Paralisia cerebral atetóide - Revisão
Paralisia cerebral atetóide - RevisãoParalisia cerebral atetóide - Revisão
Paralisia cerebral atetóide - RevisãoFisioterapeuta
 
Paralisia cerebral atetóide
Paralisia cerebral atetóideParalisia cerebral atetóide
Paralisia cerebral atetóideFisioterapeuta
 
Revisão sobre paralisia cerebral ataxia
Revisão sobre paralisia cerebral  ataxiaRevisão sobre paralisia cerebral  ataxia
Revisão sobre paralisia cerebral ataxiaFisioterapeuta
 
Paralisia cerebral ataxia
Paralisia cerebral ataxiaParalisia cerebral ataxia
Paralisia cerebral ataxiaFisioterapeuta
 
Função motora e qualidade de vida de indivíduos com paralisia cerebral
Função motora e qualidade de vida de indivíduos com paralisia cerebralFunção motora e qualidade de vida de indivíduos com paralisia cerebral
Função motora e qualidade de vida de indivíduos com paralisia cerebralFisioterapeuta
 
A interferência da alteração de tônus sobre a reabilitação fisioterapêutica a...
A interferência da alteração de tônus sobre a reabilitação fisioterapêutica a...A interferência da alteração de tônus sobre a reabilitação fisioterapêutica a...
A interferência da alteração de tônus sobre a reabilitação fisioterapêutica a...Fisioterapeuta
 
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) – revisão 2
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) – revisão 2Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) – revisão 2
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) – revisão 2Fisioterapeuta
 
Amiotrofia Muscular Espinhal - Revisão
Amiotrofia Muscular Espinhal - RevisãoAmiotrofia Muscular Espinhal - Revisão
Amiotrofia Muscular Espinhal - RevisãoFisioterapeuta
 
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) Revisão De Artigo
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) Revisão De ArtigoAmiotrofia Muscular Espinhal (AME) Revisão De Artigo
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) Revisão De ArtigoFisioterapeuta
 
Testes especiais de coluna lombar e pelve em Fisioterapia
Testes especiais de coluna lombar e pelve em FisioterapiaTestes especiais de coluna lombar e pelve em Fisioterapia
Testes especiais de coluna lombar e pelve em FisioterapiaFisioterapeuta
 

Mais de Fisioterapeuta (18)

Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão 2
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão 2Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão 2
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão 2
 
Lesão de plexo braquial
Lesão de plexo braquialLesão de plexo braquial
Lesão de plexo braquial
 
Lesão de Plexo Braquial – Revisão de Artigo
Lesão de Plexo Braquial – Revisão de ArtigoLesão de Plexo Braquial – Revisão de Artigo
Lesão de Plexo Braquial – Revisão de Artigo
 
Paralisia Cerebral Ataxia – Revisão de Artigo
Paralisia Cerebral Ataxia – Revisão de ArtigoParalisia Cerebral Ataxia – Revisão de Artigo
Paralisia Cerebral Ataxia – Revisão de Artigo
 
Paralisia Cerebral Atetóide – Revisão de Artigo
Paralisia Cerebral Atetóide – Revisão de ArtigoParalisia Cerebral Atetóide – Revisão de Artigo
Paralisia Cerebral Atetóide – Revisão de Artigo
 
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão de Artigo
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão de ArtigoDistrofia Muscular de Duchenne – Revisão de Artigo
Distrofia Muscular de Duchenne – Revisão de Artigo
 
Distrofia muscular de duchenne
Distrofia muscular de duchenneDistrofia muscular de duchenne
Distrofia muscular de duchenne
 
Paralisia cerebral atetóide - Revisão
Paralisia cerebral atetóide - RevisãoParalisia cerebral atetóide - Revisão
Paralisia cerebral atetóide - Revisão
 
Paralisia cerebral atetóide
Paralisia cerebral atetóideParalisia cerebral atetóide
Paralisia cerebral atetóide
 
Revisão sobre paralisia cerebral ataxia
Revisão sobre paralisia cerebral  ataxiaRevisão sobre paralisia cerebral  ataxia
Revisão sobre paralisia cerebral ataxia
 
Paralisia cerebral ataxia
Paralisia cerebral ataxiaParalisia cerebral ataxia
Paralisia cerebral ataxia
 
Função motora e qualidade de vida de indivíduos com paralisia cerebral
Função motora e qualidade de vida de indivíduos com paralisia cerebralFunção motora e qualidade de vida de indivíduos com paralisia cerebral
Função motora e qualidade de vida de indivíduos com paralisia cerebral
 
A interferência da alteração de tônus sobre a reabilitação fisioterapêutica a...
A interferência da alteração de tônus sobre a reabilitação fisioterapêutica a...A interferência da alteração de tônus sobre a reabilitação fisioterapêutica a...
A interferência da alteração de tônus sobre a reabilitação fisioterapêutica a...
 
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) – revisão 2
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) – revisão 2Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) – revisão 2
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) – revisão 2
 
Amiotrofia Muscular Espinhal - Revisão
Amiotrofia Muscular Espinhal - RevisãoAmiotrofia Muscular Espinhal - Revisão
Amiotrofia Muscular Espinhal - Revisão
 
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) Revisão De Artigo
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) Revisão De ArtigoAmiotrofia Muscular Espinhal (AME) Revisão De Artigo
Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) Revisão De Artigo
 
Necrose
NecroseNecrose
Necrose
 
Testes especiais de coluna lombar e pelve em Fisioterapia
Testes especiais de coluna lombar e pelve em FisioterapiaTestes especiais de coluna lombar e pelve em Fisioterapia
Testes especiais de coluna lombar e pelve em Fisioterapia
 

Síndrome de Down - Revisão

  • 2. SÍNDROME DE DOWN  A síndrome de Down é uma alteração genética produzida pela presença de um cromossomo a mais, ao par 21, por isso também conhecida como trissomia 21.
  • 3. INTRODUÇÃO  Esta alteração genética afeta o desenvolvimento do individuo, determinando algumas características físicas e cognitivas.  A maioria das pessoas com está síndrome apresenta a denominada trissomia 21 simples, isto significa que um cromossomo extra está presente em todas as células do organismo, devido a um erro na separação dos cromossomos 21 em uma das células dos pais.  Este fenômeno é conhecido como disfunção cromossômica.
  • 4.  Existem outras formas de síndrome de down como, por exemplo: mosaico, quando a trissomia está presente somente em algumas células, e por translocação, quando o cromossomo 21 está unido a outro cromossomo.  O diagnóstico da Síndrome se realiza mediante o estudo cromossômico (cariótipo), através do qual se detecta a presença de um cromossomo 21 a mais.
  • 5.  O portador da síndrome manifeste três sinais clínicos que o diferenciam da população comum:  1) fenótipo que lembra muito os olhos oblíquos dos orientais,  2) hipotonia, ou seja, musculatura menos eficaz  3) comprometimento intelectual, denominação que preferimos adotar no lugar de deficiência mental como sugere a Organização Mundial de Saúde.
  • 6.  Cinquenta por cento dessas crianças apresentam cardiopatia resultante da hipotonia já presente na vida embrionária.  As dificuldades de aprendizagem estão correlacionadas com o grau de comprometimento intelectual.  Existem, ainda, outras características do fenótipo próprias da síndrome de Down, como língua mais protusa, por causa da hipotonia associada, bochechas mais redondas e andar característico.  No entanto, tudo isso pode ser trabalhado por profissionais e familiares para melhorar a condição dos portadores da síndrome com bons resultados.
  • 7. INCIDÊNCIA  Não se conhece com precisão os mecanismos da disfunção que causa a síndrome de down, mas está demonstrado cientificamente que acontece igualmente em qualquer raça, sem nenhuma relação com o nível cultural, social, ambiental, econômico, etc.  A incidência da Síndrome de Down, cresce significativamente em mães com idade acima dos 45 anos, com relação 1:30 nascidos, mas na população em geral esse crescimento estima-se de aproximadamente 1em 600 até 1.000 nascimentos.
  • 8. DIAGNÓSTICO  Como é uma alteração cromossômica, é possível realizar um diagnóstico pré natal utilizando diversos exames clínicos como, por exemplo, a amniocentese (pulsão transabdominal do liquido amniótico entre as semanas 14 e 18 de gestação) ou a biópsia do vilo corial (coleta de um fragmento da placenta).
  • 9.  Atualmente, o exame bioquímico, que se realiza mediante a avaliação dos níveis de substâncias químicas no sangue materno alteradas no caso da síndrome de down.  Este exame se realiza entre a semana 14 e 17.  A ultrassonografia também pode colaborar para detectar a síndrome de down, através dos marcadores ecográficos, principalmente da prega nucal, que pode ser medida a partir da décima semana de gestação. Estas últimas intervenções não são consideradas diagnósticas.
  • 10.  Cerca de 50% das crianças com SD apresentam problemas cardíacos, algumas vezes graves, necessitando de cirurgia nos primeiros anos de vida.
  • 11. VIDA INTEGRADA  80 % estudam, sendo 1 em cada 2 em escola comum 95% estudam música 58% praticam esportes 18%usam computador 10% trabalham 8 em cada 10, tem autonomia para realizar atividades corriqueiras do dia a dia.
  • 12. PONTOS FORTES CARACTERÍSTICOS  Interação social: A maior parte das crianças com síndrome de Down gosta e aprende na interação social com família e amigos.  Aprendizado visual: As crianças com síndrome de Down costumam aprender mais facilmente por observação.  Gestos e mímica: As crianças com trissomia 21 são, muitas vezes, particularmente talentosas com o uso das mãos, rostos e corpo para se comunicarem. Elas costumam gostar de teatro, dança e movimento quando ficam mais velhas.  Habilidade de leitura: A leitura é, normalmente, um ponto forte, possivelmente porque é aprendida com ajuda visual. Por conta disso, a leitura é algo que pode ajudar essas crianças no desenvolvimento da linguagem.
  • 13. PONTOS FRACOS CARACTERÍSTICOS  Aprender a falar: Muitas crianças com síndrome de Down enfrentam dificuldades para aprender a falar.  Audição e visão: Deficiências auditivas são comuns e podem contribuir para a dificuldade da fala e linguagem.  Aprender a se movimentar: As habilidades necessárias para se mover e explorar, como manter o pescoço, rolar, alcançar objetos, segurar, sentar, engatinhar, ficar em pé e andar costumam se desenvolver mais lentamente do que em outras crianças.  Aprender escutando: As crianças com síndrome de Down costumam achar difícil aprender apenas pela escuta.  Habilidades com números: Muitas crianças com síndrome de Down têm dificuldades com habilidades com números e o aprendizado das operações matemáticas.
  • 14. FISIOTERAPIA  A Síndrome de Down na Fisioterapia consiste em realizar exercícios desde o diagnóstico, até a criança completar 5 anos de idade. A finalidade é estimular a criança precocemente para que ela consiga realizar os exercícios, assim atingindo os mesmos objetivos que os bebês conseguem sozinhos. As tarefas a serem realizadas pelos indivíduos com Síndrome de Down é: sentar, engatinhar, ficar de pé, andar e correr, e eles certamente conseguirão, com o auxílio e estimulação da Fisioterapia. A criança com Síndrome de Down que não realiza a Fisioterapia, só consegue realizar essas atividades somente perto da adolescência (PINHEIRO, 2013).
  • 15.  A fisioterapia pode colaborar especificamente para o desenvolvimento motor da criança, ajudando-a se movimentar de maneira correta e no fortalecimento físico.  O bebê deve começar a fisioterapia desde o nascimento para que, com os exercícios, consiga sustentar o pescoço, rolar, sentar-se, arrastar-se, engatinhar, ficar em pé e andar, minimizando os efeitos motores da síndrome de Down.
  • 16.  Estimular o desenvolvimento motor  Modular tônus  Ganhar força muscular  Ganhar ADM – apenas em algumas musculaturas  Treinar equilíbrio  Prevenir deformidades  Fisioterapia respiratória para minimizar distúrbios respiratórios
  • 17.
  • 18.  A intervenção médica pode acontecer com a finalidade principal de prevenção dos problemas de saúde que podem aparecer com maior freqüência na SD. Queremos destacar que a SD não é uma doença e sim uma alteração genética, que pode gerar problemas médicos associados.  Devemos olhar a pessoas com SD em sua singularidade, para que possa ter um pleno desenvolvimento enquanto sujeito.
  • 19. REFERENCIAS  Site- Fundação Síndrome de Down- http://www.fsdown.org.br/sobre-a-sindrome-de-down/o-que-e- sindrome-de-down/  Site- Movimento Down- http://www.fsdown.org.br/sobre-a-sindrome-de-down/o-que-e-sindrome-de- down/  Site- Instituto Mano Down- http://www.manodown.com.br/instituto/o-que-e-a-sindrome-de- down/?utm_source=GoogleAdwords&utm_medium=cpc&utm_campaign=Conte%C3%BAdo  Site- Portal da educação- https://www.portaleducacao.com.br/fisioterapia/artigos/58249/abordagem- fisioterapeutica-para-ganho-da-marcha-na-sindrome-de-down