A GESTÃO DO SUS
Seminário: A gestão estadual do SUS
28 e 29/04/15
A gestão do SUS
I – Legislação estruturante
II – Gestão e Planejamento
1. A organização do SUS
2. O processo de planejamento no SUS
3. A articulação interfederativa - governança
4. O Contrato Organizativo de Ação Pública - COAP
Decreto 7508/2011- Regulamenta a Lei nº 8.080/90, para dispor
sobre a organização do SUS, o planejamento da saúde, a assistência
à saúde e a articulação interfederativa.
LC 141/12- Regulamenta o § 3o do art. 198 da Constituição Federal
para dispor sobre os valores mínimos a serem aplicados anualmente
pelos três gestores em ações e serviços públicos de saúde; estabelece
os critérios de rateio dos recursos de transferências para a saúde e as
normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde.
Decreto 7.827/12 - Regulamenta os procedimentos de
condicionamento e restabelecimento das transferências de recursos
da EC 29, dispõe sobre os procedimentos de suspensão e
restabelecimento das transferências voluntárias da União, nos casos
de descumprimento da aplicação dos recursos em ações e serviços
públicos de saúde de que trata a LC nº 141/12.
Emenda Constitucional 86/15 - Altera os arts. 165, 166 e 198 da
Constituição Federal, para tornar obrigatória a execução da
programação orçamentária que especifica.
A organização do SUS
1. Regiões de Saúde
2. Redes de Atenção à Saúde
3. Acesso universal às ações e serviços de saúde
Integralidade da assistência à saúde
Acesso
Região de saúde bem definida significa ausência de barreiras
geográficas, financeiras, organizacionais, socioculturais,
étnicas e de gênero ao cuidado.
Região de saúde bem definida:
- baseada em parâmetros espaciais e temporais;
- assegura estruturas bem distribuídas territorialmente;
- garante o tempo/resposta necessário ao atendimento;
- tem melhor proporção de estrutura/população/
território e
- viabilidade operacional sustentável.
O processo de planejamento no SUS
1. Instrumentos de planejamento
- Plano de Saúde
- Programação Anual de Saúde
- Relatório de Gestão
2. Planejamento Regional Integrado
Coordenado pela gestão estadual;
Com base nas necessidades de saúde
expressas nos planos municipais de saúde;
Pactuado, monitorado e avaliado pela
Comissão Intergestores Regional
Garantia de acesso e integralidade
da assistência à saúde
Planejamento Regional Integrado
A articulação interfederativa
 a inclusão de outros atores: a sociedade, os
trabalhadores de saúde e os prestadores de serviço;
 a organização e funcionamento dos comitês técnicos e
comissões para a inclusão e equidade social, fóruns de
prestadores e de trabalhadores, de forma que
contribuam na formulação de políticas e cooperem na
governança;
 a organização de comitês gestores com a função de
implantar e acompanhar as ações pactuadas nos fóruns
intergovernamentais;
o tratamento das situações de conflito nas
relações intergovernamentais sob a perspectiva
da negociação, do consenso e da pactuação;
 a defesa da autonomia dos entes participantes
nas ações intergovernamentais de cooperação e
coordenação, sem hierarquia;
 a avaliação e o aperfeiçoamento da atuação e do
funcionamento dos conselhos e das conferências
de saúde, para maior contribuição e um trabalho
mais efetivo na governança do SUS.
A articulação interfederativa
O Contrato Organizativo de
Ação Pública de Saúde
Instrumento jurídico que explicita os
compromissos pactuados em cada região de
saúde.
Instrumento que retrata a situação atual e as
intervenções necessárias para uma situação
futura e expressa a programação geral de
ações e serviços de saúde para a região;
Instrumento de alocação de recursos das três
esferas de Governo
O Contrato Organizativo de
Ação Pública de Saúde
É um acordo de colaboração - o que significa
que a sua assinatura é por adesão;
Tem a finalidade de integrar as ações e
serviços de saúde na região; elaboração da
programação geral de ações e serviços de
saúde;
Deve expressar as responsabilidades,
indicadores e metas de saúde, critérios de
avaliação de desempenho e recursos
financeiros que serão disponibilizados.
O Contrato Organizativo de
Ação Pública de Saúde
Quando?
Por quê?
Desafios
Estabelecimento de consensos sobre
resolutividade, acesso, escala, regulação,
responsabilidades individuais e
compartilhadas na região de saúde;
A implantação de novas regras de
organização e gestão no SUS, sem recursos
financeiros novos.
A implantação de novas regras de
organização e gestão no SUS com a
manutenção das transferências dos
recursos financeiros na lógica dos blocos
de financiamento;
Desafios
A implantação de novas regras de
organização e gestão no SUS sem a
definição de novo critério de rateio dos
recursos da União aos estados e municípios
– art. 17 LC 141/12.
Um plano de ação dos gestores do SUS para
definir o Mapa de Investimentos dos
estados como referência para a
elaboração das emendas parlamentares
(recursos de investimentos)

A GESTÃO DO SUS

  • 1.
    A GESTÃO DOSUS Seminário: A gestão estadual do SUS 28 e 29/04/15
  • 2.
    A gestão doSUS I – Legislação estruturante II – Gestão e Planejamento 1. A organização do SUS 2. O processo de planejamento no SUS 3. A articulação interfederativa - governança 4. O Contrato Organizativo de Ação Pública - COAP
  • 3.
    Decreto 7508/2011- Regulamentaa Lei nº 8.080/90, para dispor sobre a organização do SUS, o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa. LC 141/12- Regulamenta o § 3o do art. 198 da Constituição Federal para dispor sobre os valores mínimos a serem aplicados anualmente pelos três gestores em ações e serviços públicos de saúde; estabelece os critérios de rateio dos recursos de transferências para a saúde e as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde. Decreto 7.827/12 - Regulamenta os procedimentos de condicionamento e restabelecimento das transferências de recursos da EC 29, dispõe sobre os procedimentos de suspensão e restabelecimento das transferências voluntárias da União, nos casos de descumprimento da aplicação dos recursos em ações e serviços públicos de saúde de que trata a LC nº 141/12. Emenda Constitucional 86/15 - Altera os arts. 165, 166 e 198 da Constituição Federal, para tornar obrigatória a execução da programação orçamentária que especifica.
  • 4.
    A organização doSUS 1. Regiões de Saúde 2. Redes de Atenção à Saúde 3. Acesso universal às ações e serviços de saúde Integralidade da assistência à saúde
  • 5.
    Acesso Região de saúdebem definida significa ausência de barreiras geográficas, financeiras, organizacionais, socioculturais, étnicas e de gênero ao cuidado. Região de saúde bem definida: - baseada em parâmetros espaciais e temporais; - assegura estruturas bem distribuídas territorialmente; - garante o tempo/resposta necessário ao atendimento; - tem melhor proporção de estrutura/população/ território e - viabilidade operacional sustentável.
  • 6.
    O processo deplanejamento no SUS 1. Instrumentos de planejamento - Plano de Saúde - Programação Anual de Saúde - Relatório de Gestão 2. Planejamento Regional Integrado
  • 8.
    Coordenado pela gestãoestadual; Com base nas necessidades de saúde expressas nos planos municipais de saúde; Pactuado, monitorado e avaliado pela Comissão Intergestores Regional Garantia de acesso e integralidade da assistência à saúde Planejamento Regional Integrado
  • 9.
    A articulação interfederativa a inclusão de outros atores: a sociedade, os trabalhadores de saúde e os prestadores de serviço;  a organização e funcionamento dos comitês técnicos e comissões para a inclusão e equidade social, fóruns de prestadores e de trabalhadores, de forma que contribuam na formulação de políticas e cooperem na governança;  a organização de comitês gestores com a função de implantar e acompanhar as ações pactuadas nos fóruns intergovernamentais;
  • 10.
    o tratamento dassituações de conflito nas relações intergovernamentais sob a perspectiva da negociação, do consenso e da pactuação;  a defesa da autonomia dos entes participantes nas ações intergovernamentais de cooperação e coordenação, sem hierarquia;  a avaliação e o aperfeiçoamento da atuação e do funcionamento dos conselhos e das conferências de saúde, para maior contribuição e um trabalho mais efetivo na governança do SUS. A articulação interfederativa
  • 11.
    O Contrato Organizativode Ação Pública de Saúde Instrumento jurídico que explicita os compromissos pactuados em cada região de saúde. Instrumento que retrata a situação atual e as intervenções necessárias para uma situação futura e expressa a programação geral de ações e serviços de saúde para a região; Instrumento de alocação de recursos das três esferas de Governo
  • 12.
    O Contrato Organizativode Ação Pública de Saúde É um acordo de colaboração - o que significa que a sua assinatura é por adesão; Tem a finalidade de integrar as ações e serviços de saúde na região; elaboração da programação geral de ações e serviços de saúde; Deve expressar as responsabilidades, indicadores e metas de saúde, critérios de avaliação de desempenho e recursos financeiros que serão disponibilizados.
  • 13.
    O Contrato Organizativode Ação Pública de Saúde Quando? Por quê?
  • 14.
    Desafios Estabelecimento de consensossobre resolutividade, acesso, escala, regulação, responsabilidades individuais e compartilhadas na região de saúde; A implantação de novas regras de organização e gestão no SUS, sem recursos financeiros novos. A implantação de novas regras de organização e gestão no SUS com a manutenção das transferências dos recursos financeiros na lógica dos blocos de financiamento;
  • 15.
    Desafios A implantação denovas regras de organização e gestão no SUS sem a definição de novo critério de rateio dos recursos da União aos estados e municípios – art. 17 LC 141/12. Um plano de ação dos gestores do SUS para definir o Mapa de Investimentos dos estados como referência para a elaboração das emendas parlamentares (recursos de investimentos)