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JORGE SAMUEL
O QUE É O SUS ??? 
O QUE É SAÚDE ???
“A saúde é direito de todos e dever 
do Estado, garantido mediante 
políticas sociais e econômicas que 
visem à redução do risco de doença 
e de outros agravos e ao acesso 
universal e igualitário às ações e 
serviços para a promoção, proteção 
e recuperação”. 
Constituição Federal de 1988, 
artigo 196.
O SUS QUE TEMOS... O SUS QUE QUEREMOS! 
E O SUS QUE PRECISAMOS?
BREVE HISTORICO 
•Até a década 50 – Modelo do Sanitarismo (campanhas 
com objetivo de sanear as cidades e garantir exportações 
agrícolas) 
* Década 60 – Atendimento médico previdenciário 
(a economia migra do polo rural para industrial, 
necessidade de atendimento médico previdenciário) 
* Década 70 – Modelo médico-assistencial privatista 
(centralização da administração – época da ditadura – 
modelo dicotômico entre ações curativas e preventivas). 
Na segunda metade da década de 70 começa a expansão 
dos movimentos sociais e a formulação de propostas que 
atendessem os excluídos
* 1980 – 7° Conferência Nacional de Saúde: 
Programa Nacional de Serviços Básicos de Saúde 
(PREV-Saúde). Pela grave crise fiscal que o pais vive 
naquela época, cria-se órgãos para administrar melhor 
os poucos recursos. O Prev-saúde, por falta de apoio 
político, não é implementado. 
* 1983 - Ações Integradas de Saúde (AIS): 
AIS - Discussão entre reformistas com os setores do 
INAMPS tentando solucionar a crise previdenciária. 
Executadas pelos MS-INAMPS-Secretarias estaduais
1986 - 8° Conferência Nacional de Saúde: 
“...saúde é a resultante das condições de 
alimentação, habitação, educação, renda, 
meio ambiente, trabalho, transporte, 
emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da 
terra e o acesso a serviços de saúde. É assim, 
antes de tudo, o resultado das formas de 
organização social da produção, as quais 
podem gerar grandes desigualdades nos 
níveis de vida...”
1988 - Constituição Federal – Artigo 196 
“ A saúde é direito de todos e dever do 
Estado, garantido mediante políticas 
sociais e econômicas que visem à 
redução do risco de doença e de outros 
agravos e ao acesso universal e 
igualitário às ações e serviços para sua 
promoção, proteção e recuperação.”
O lugar do SUS na Constituição 
1. O SUS faz parte das ações definidas na 
Constituição como sendo de “relevância pública”. 
2. A saúde faz parte de um sistema mais amplo, o 
Sistema da Seguridade Social. 
Seguridade Social 
Saúde 
Previdência 
Assistência 
Social
Legislação do SUS 
O SUS foi criado pela Constituição 
Federal de 1988 e regulamentado pelas 
Leis n. 8.080/90 e n. 8.142/90. A 
partir daí, vem sendo, socialmente, 
construído especialmente por meio de 
Normas Operacionais Básicas, feitas 
em consenso pelas três esferas de 
governo e materializadas em 
Portarias Ministeriais.
Constituição Federal 
• Constituição Federal de 1988: 
A “Constituição Cidadã” foi um marco 
fundamental na redefinição das prioridades da 
política do Estado na área da saúde pública. 
– Ela estabelece o conceito de saúde, 
incorporando novas dimensões; define 
o SUS como ação de “relevância pública”; 
estabelece seus princípios, diretrizes, 
competências e financiamento.
Leis Orgânicas da Saúde 
• Lei nº 8.080 e Lei nº 8.142, de 1990: 
– Detalharam os princípios, diretrizes gerais e 
condições para organização e funcionamento do 
sistema. Ou seja, definiram as competências do SUS: 
• Prestar assistência às pessoas por intermédio de 
ações de promoção, prevenção e recuperação da 
saúde; 
• Realização integrada das ações de vigilância 
sanitária, vigilância epidemiológica, saúde do 
trabalhador, assistência terapêutica integral, 
inclusive farmacêutica. 
• Direção única do SUS, exercida pelas três esferas do 
governo: União, estados e municípios.
Normas Operacionais Básicas 
• São instrumentos utilizados para a definição de 
estratégias e movimentos tático-operacionais que 
reorientam a operacionalidade do SUS, a partir da 
avaliação periódica de sua implantação e 
desempenho. 
• Tais normas definiram as competências de cada 
esfera de governo e as condições necessárias para 
que estados e municípios (descentralização) 
pudessem assumir as novas atribuições no processo 
de implantação do SUS. 
• Ex: NOB 01/93 e NOB 01/96 
• OUTRAS NORMATIZAÇÕES: NOAS(2000), PACTO 
PELA VIDA, COAP.
Gestores do SUS 
• FEDERAL 
– Ministério da Saúde 
• ESTADUAL 
– Secretaria de Estado da Saúde 
• MUNICIPAL 
– Secretaria Municipal de Saúde
Funções Gestoras na Saúde 
a) Formulação de políticas / planejamento 
b) Financiamento 
c) Coordenação, regulação, controle e 
avaliação 
d) Prestação direta de serviços de saúde
Princípios Básicos do SUS 
Universalidade 
Eqüidade Integralidade 
SUS
Universalidade 
• A saúde é direito de cidadania e dever do 
Estado; 
• Todas as pessoas têm direito ao atendimento 
independente de cor, raça, religião, local de 
moradia, situação de emprego ou renda, etc; 
Lei 8080 
O desenvolvimento do SUS: avanços , desafios e reafirmação dos seus princípios e diretrizes (MS e CNS, 2002)
Equidade 
• O SUS deve tratar desigualmente os desiguais 
• Os serviços de saúde devem identificar as 
diferenças da população e trabalhar para cada 
necessidade, oferecendo mais a quem mais 
precisa 
• Reduzir disparidades regionais e sociais 
Lei 8080 
O desenvolvimento do SUS: avanços , desafios e reafirmação dos seus princípios e diretrizes (MS e CNS, 2002)
Integralidade 
• “...entendida como conjunto articulado e contínuo das 
ações e serviços preventivos e curativos, individuais e 
coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de 
complexidade do sistema.” (lei 8.080, 7°,II) 
• A visão do indivíduo como um todo 
• As ações de promoção, de prevenção e de recuperação 
• Necessidade da hierarquização do sistema de saúde 
Lei 8080 
O desenvolvimento do SUS: avanços , desafios e reafirmação dos seus princípios e diretrizes (MS e CNS, 2002)
Princípios éticos/doutrinários 
Universalidade 
Equidade Integralidade 
Regionalização e SUS 
Hierarquização 
Resolubilidade 
Descentralização 
Controle Social 
Participação complementar 
do Setor Privado 
Princípios organizacionais
Regionalização e Hierarquização 
Nível terciário de atenção a saúde – Hospitais de referência – 
Resolvem 5% dos problemas de saúde 
Nível secundário de atenção – Centros (ambulatórios) de 
referência – Resolvem 15% dos problemas de saúde 
Nível Primário de atenção - PSF e UBS 
- Responsáveis por 80% dos problemas de saúde 
Lei 8080 
O desenvolvimento do SUS: avanços , desafios e reafirmação dos seus princípios e diretrizes (MS e CNS, 2002)
Hosp. Especializado 
PSF PSF 
PSF 
PSF 
PSF 
PSF 
UBS 
UBS 
UBS 
Distrito Sanitário 
Amb. 
especializado 
exames
Participação dos Cidadãos: O Controle Social 
• Constituição 
– Garante a participação da população na formulação e controle da 
execução das políticas de saúde 
• Lei 8142 
– Conselho de Saúde 
• Paritário (gestores, profissionais de saúde e usuários) 
• Municipal, estadual e federal 
Lei 8142 e Conselho de Saúde: guia de referencias para a sua organização (MS) 1994
QUEM PAGA O 
SUS ???
Financiamento do SUS 
• Emenda Constitucional nº 29/2000: 
– União: limite mínimo de gasto foi estabelecido como o 
valor empenhado em 1999, acrescido de 5% e, nos anos 
subseqüentes, da variação nominal do Produto Interno 
Bruto (PIB); 
– Estados: terão que gastar, no mínimo, 12% das suas 
receitas próprias com a saúde; 
– Municípios: comprometem 15% de suas contas. 
Os recursos financeiros para o SUS têm sido 
insuficientes para dar suporte a um sistema 
público universal de qualidade.
Financiamento do SUS 
• Para receber os recursos federais, Estados e Municípios devem 
apresentar os requsitos: 
– Fundo de Saúde – conta especial onde serão depositados e 
movimentados os recursos financeiros do SUS, sob fiscalização do 
Conselho de Saúde; 
– Conselho de Saúde – órgão colegiado de caráter permanente 
e deliberativo, composto por representantes do governo - 
prestadores de serviço – (25%), profissionais de saúde (25%) e 
usuários (50%). Sua finalidade é exercer o controle social sobre a 
gestão e implantação do SUS; 
– Plano de Saúde – base das programações e atividades que 
serão desenvolvidas por cada nível de direção do SUS; 
– Relatórios de Gestão – mecanismo de acompanhamento da 
execução do plano de saúde e da aplicação dos recursos 
recebidos. 
– Contrapartida dos recursos para a saúde no respectivo 
orçamento; 
– Plano de Carreiras, Cargos e Salários elaborado por comissão.
BBllooccooss ddee FFiinnaanncciiaammeennttoo 
II -- AAtteennççããoo BBáássiiccaa 
IIII -- AAtteennççããoo ddee MMééddiiaa ee AAllttaa CCoommpplleexxiiddaaddee 
AAmmbbuullaattoorriiaall ee HHoossppiittaallaarr 
IIIIII -- VViiggiillâânncciiaa eemm SSaaúúddee 
IIVV -- AAssssiissttêênncciiaa FFaarrmmaaccêêuuttiiccaa 
VV -- GGeessttããoo ddoo SSUUSS
Piso da Atenção Básica Fixo – PAB FIXO 
Piso da Atenção Básica Variável - PAB Variável. 
I - Saúde da Família 
II - Agentes Comunitários de Saúde 
III - Saúde Bucal 
IV - Compensação de Especificidades Regionais 
V - Fator de Incentivo de Atenção Básica aos Povos Indígenas 
VI - Incentivo à Saúde no Sistema Penitenciário 
VII - Política de Atenção Integral à Saúde do Adolescente em conflito com a 
lei em regime de internação e internação provisória 
VIII - Outros que venham a ser instituídos por meio de ato normativo 
específico
O QUE VOCÊ ACHA DO SUS ??? 
AVANÇOU ??? 
EM QUE ???
Avanços a celebrar 
Aumento na quantidade de serviços: 
• Cobertura do PSF 
• Exames de imagem 
• Procedimentos de hemodiálise 
• Nº de consultas de pré-natal 
• Cobertura vacinal por DPT 
• Consultas médicas por internação 
• Procedimentos de quimioterapia 
• Cirurgias cardíacas
Avanços a celebrar 
Melhoria na qualidade de serviços: 
• Programa Nacional de Imunização 
– cobertura vacinal e erradicação de doenças 
• Sistema Nacional de Transplantes 
– número de transplantados 
• Programa de Controle do HIV/Aids 
– tratamento e prevenção da doença 
• Saúde Mental 
– desospotalização e humanização dos serviços
Números anuais do SUS 
• 12 milhões de internações hospitalares 
• + de 1 bilhão de procedimentos em atenção 
primária à saúde 
• 50 milhões de consultas médicas 
• 2 milhões de partos 
• 300 milhões de exames laboratoriais 
• 1 milhão de tomografias computadorizadas 
• 9 milhões de exames de ultra-sonografia 
• 140 milhões de doses de vacina 
• + de 15 mil transplantes de órgãos
Percepção do SUS 
“O SUS não deve ser visto como um 
problema sem solução, mas como uma 
solução com problemas.” 
• As percepções negativas estão fortemente associadas 
ao tempo de espera: demora em ser atendido, espera 
em filas, tempo perdido na recepção. 
• Mas o nível de conhecimento acerca do SUS da 
população em geral é muito pequeno. 
• E o SUS vem perdendo a batalha da comunicação com 
a sociedade brasileira: mídia.
São princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) 
que constam na Lei 8080/90: 
a) centralização, universalidade e integralidade. 
b) hierarquização, centralização e integralidade. 
c) universalidade, igualdade e integralidade. 
d) universalidade, participação popular e 
autonomia. 
e) integralidade, participação popular e 
autonomia.
As ações e serviços de saúde no âmbito do SUS devem ser 
desenvolvidos de acordo com os princípios e diretrizes 
previstos na Constituição Federal e na Lei n° 8.080/90. Em 
relação a estes princípios e diretrizes, é INCORRETO afirmar 
que: 
a) a universalidade de acesso aos serviços de saúde deve 
ocorrer em níveis específicos da assistência. 
b) a epidemiologia deve ser usada para o estabelecimento de 
prioridades, alocação de recursos e orientação programática. 
c) a igualdade da assistência à saúde deve se dar sem 
preconceitos ou privilégios de qualquer espécie. 
d) os serviços públicos devem ser organizados de modo a 
evitar duplicidade de meios para fins idênticos. 
e) a regionalização e hierarquização da rede de serviços de 
saúde faz parte da descentralização político-administrativa.
No que diz respeito à participação da comunidade na 
gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), é correto 
afirmar que: 
a) os líderes comunitários devem promover eleições 
locais para escolher quem representará a comunidade 
na gestão do SUS. 
b) dar-se-á através dos Conselhos e das Conferências 
de Saúde e será paritária em relação ao conjunto dos 
demais segmentos. 
c) os representantes da comunidade serão nomeados 
pelas autoridades constituídas. 
d) não é relevante já que não está prevista na 
Constituição e não tem respaldo legal. 
e) dar-se-á por meio dos comitês permanentes mediante 
a ocorrência de um fato relevante para a saúde pública. 
•
As entidades privadas filantrópicas, dentro do Sistema Único de 
Saúde – SUS, têm a função de: 
a) integrar complementarmente a rede de serviços de 
assistência 
b) organizar a atenção a desempregados e população de rua 
c) garantir disponibilidade de leitos para cuidados prolongados e 
internações sociais 
d) orientar a captação de recursos para a universalização da 
atenção 
•
De acordo com a Emenda Constitucional 29, os recursos 
municipais destinados às ações e serviços de saúde serão 
aplicados através: 
a) da Assembleia Legislativa 
b) do Conselho de Saúde 
c) do Plano de Saúde 
d) do Fundo de Saúde
SISTEMA UNICO DE SAUDE - RESUMAO
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