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AUTORES: Charlles Zapp e Ricardo Mendes
Planificação sobre a Assistência Farmacêutica na
Atenção Primária à Saúde
PROBLEMA
Mostrar para toda a equipe que trabalha na
atenção primária à saúde o que engloba os
processos constituintes da assistência
farmacêutica, que em última análise, culminam
na disponibilidade do medicamento nas Unidades
Básicas de Saúde.
ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO
O uso de plataformas de acompanhamento de
pacientes, planilhas de registro de retiradas de
medicamentos e orientações diretas para o uso de
medicamentos são algumas das ferramentas
utilizadas visando a melhoria de resultados na
farmacoterapia, diminuindo abandonos e
consequente aumentando os índices de cura e
melhorando a qualidade de vida dos pacientes
crônicos.
CONCLUSÃO
O uso de linguagem acessível a toda a equipe tornou possível a ampliação do entendimento do que vem a
ser a assistência farmacêutica, com suas respectivas ramificações, dentro do cuidado ao paciente.
Email: nafcap31@gmail.com
RIO DE JANEIRO / RJ
CONTEXTO
A assistência farmacêutica possui uma dimensão que engloba várias atividades e processos, tendo como
propósito primordial e finalístico o uso racional de medicamentos e a garantida da qualidade de vida do
paciente.
AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS
Verificamos que infelizmente, para muitos, o
trabalho da farmácia dentro da atenção primária
é pobremente resumido na "entrega de
remédios". Acreditamos que isto se deva ao fato
do desconhecimento por parte da população e
equipe da UBS quanto à real potencialidade para
cuidado do paciente de um serviço que se
encontra subestimado.
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
Convidamos alguns farmacêuticos que realizam
ações ativas em suas Unidades para
compartilhar a experiência que realizam dentro
da assistência farmacêutica, como a adesão à
farmacoterapia (insulinodependentes, aqueles
em tratamento de sífilis e tuberculose), além de
compartilharem a importância da conciliação
farmacêutica, bem como as orientações básicas
para a correta administração de medicamentos.
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
Os resultados dos trabalhos realizados nestas
Unidades mostram aumento nos índices de cura em
casos de tuberculose e maior adesão ao tratamento
de pacientes insulinodependentes. Mesmo não
registrados oficialmente, pacientes que utilizam
antibióticos não costumam retornam para uso de
outro antibiótico, indicando sucesso na orientação
de seu uso.
LIÇÕES APRENDIDAS
A importância do trabalho de educação continuada
nos processos relacionados aos serviços
farmacêuticos como ferramenta de gestão reforça a
integração entre os diversos atores envolvidos no
cuidado do paciente.
Flávia Atanazio do Nascimento
Apoiadora Institucional da Coordenadoria de Atenção Primária 3.1
O FACILITADOR COMO UMA POTÊNCIA DE FORTALECIMENTO DOS
PROCESSOS DA PLANIFICAÇÃO DE ATENÇÃO A SAÚDE
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO
CONCLUSÃO
flavia.saude15@gmail.com
Município do Rio de Janeiro / RJ
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
O início do processo de implantação da Planificação da Atenção a Saúde no Município do Rio de Janeiro na
CAP 3.1, desde o ano 2018, tem gerado oportunidade para alguns profissionais que compõem a Gestão de
atuarem de forma ativa como facilitadores junto aos trabalhadores de saúde nas etapas de concentração,
dispersão, oficinas de tutoria e grupo condutor.
1) Fragilidade na aproximação entre a gestão e
as equipes de saúde;
2) Dificuldade das equipes em identificar o
perfil de sua demanda de atendimento;
3) Falta de mapeamento do processo de
trabalho das equipes ocasionando no
desconhecimento de suas fragilidades;
4) Predomínio da resolução de problemas com
caráter emergencial pela ausência do
planejamento de ações de forma longínqua.
Este processo contou com o apoio de uma equipe
multiprofissional que compõe a assistência e a
gestão da rede de atenção primária a saúde da
Coordenadoria de Atenção Primária 3.1. Estes
profissionais são capacitados para atuarem como
facilitadores na implantação da Planificação da
Atenção a Saúde a fim de replicar as oficinas nas
unidades laboratório.
Estruturação dos macroprocessos: Acolhimento e
classificação de risco, estratificação de risco,
programação da agenda; Realizar gestão de lista de
gestantes e crianças menores de 2 anos; Aplicar estudo de
demanda periódico nas Unidades de saúde; Confeccionar
matriz para o monitoramento das metas pactuadas;
Construir plano de ação para realizar e alcançar as metas
propostas.
Profissionais engajados na construção e monitoramento
da lista de gestantes e crianças menores de 2 anos e
doenças crônicas, impactando na organização das
agendas, oportunizando vagas e garantindo o acesso
para novos usuários.
Compreensão das equipes de saúde que a organização
do processo de trabalho proposto pela Planificação de
Atenção a Saúde não se configura como uma tarefa que
demanda tempo e sim uma importante ferramenta que
garante a oferta de um serviço de qualidade de acordo
com a demanda do território.
O profissional que compõe a gestão na função de facilitador tem um papel importante na relação dialógica com
os profissionais de saúde instituindo uma aproximação que permite a melhor visualização da deficiência das
equipes e oportuniza ações viáveis para a melhoria dos indicadores de saúde.
A Frágil aproximação entre a gestão e equipes
de saúde para realização do mapeamento do
processo de trabalho prejudica a identificação
dos problemas prioritários o que reflete nos
indicadores de saúde.
LIÇÕES APRENDIDAS
Foto 1,2 e 3 Profissionais da APS que participaram da Oficina de Planificação em Atenção a Saúde no Município
do Rio de Janeiro CAP 3.1 ( atividades subgrupos). Setembro/2019. Fonte: arquivo pessoal
Rita Torres Sobral, Isabella Cristina Lopes de Souza, Paula Araujo Vahia de Abreu, Janaina Rangel de Lima Porto Pinto, Rosane Esteves
A Planificação Como Estratégia de Fortalecimento da Cultura de Segurança do
Paciente na Atenção Primária à Saúde – experiência do CSEGSF/ENSP
PROBLEMA
Desde que o relatório errar é humano,
que apontou que cerca de 100.000
pessoas morreram nos EUA por conta
de EAs a cada ano, diversos estudos
vem mostrando que o cuidado à saúde,
se tornou potencialmente perigoso. Os
danos causados pelos cuidados podem
ter muito impacto na condição de
saúde.
ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO
A Planificação traz discussão, reflexão e propostas
aos processos de trabalho por meio de oficinas
temáticas objetivando a operacionalização das RAS.
A criação da oficina de Segurança do Paciente foi
uma oportunidade de dar visibilidade ao tema,
contextualizá-lo em relação aos atributos da APS e
assim, fomentar a cultura de segurança do paciente.
Desta forma espera-se melhorar ações relacionadas.
CONCLUSÃO
As oficinas de planificação tem contribuído muito para o alinhamento de conceitos
e reconhecimentos dos processos de trabalho da APS. Este processo, somado a uma
oficina dedicada a este tema, fortalecem a cultura de segurança do paciente e
melhoram as condições para implementação das suas ações.
ritasobral@ensp.fiocruz.br
Rio de Janeiro - RJ
CONTEXTO
A Segurança do Paciente visa reduzir ao mínimo aceitável o risco de dano desnecessário
associado ao cuidado em saúde. Tem como metas a identificação dos pacientes, a comunicação
efetiva, o uso seguro de medicamentos, cirurgia segura, higienização das mãos e redução de
quedas e úlceras por pressão
AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS
A APS é onde ocorre o maior número de
interações entre profissionais de saúde
e pacientes, é o nível mais utilizado pela
população, e é o nível de atenção no
qual o paciente tem maior autonomia
em aderir ou não as recomendações dos
profissionais de saúde. Ainda que com
poucos estudos, já se verificou que a
maior parte eventos adversos da APS
relacionam-se a diagnóstico e
tratamento medicamentoso.
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
Provocado pelo núcleo da ENSP, o CSEGSF criou, em
2018, sua comissão interna de segurança do paciente.
Diversas ações foram implementadas e sentiu-se a
necessidade de promover a cultura de segurança.
Optou-se por utilizar-se da Planificação para
sensibilização, com inclusão, pela primeira vez, de
uma oficina exclusiva para o tema, desenvolvida por
profissionais do serviço e da gestão das unidades.
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
Espera-se verificar um aumento nas ações de
cultura de segurança, marcada por comunicação
aberta, trabalho em equipe, cultura justa,
reconhecimento da dependência mútua,
incentivo à notificação de incidentes,
aprendizado contínuo a partir das notificações de
eventos e a primazia da segurança como uma
prioridade em todos os níveis da organização.
LIÇÕES APRENDIDAS
Importância de acumular conhecimento em relação aos
incidentes e eventos adversos, para que se possa aprender com
eles. Considerar que os profissionais vão errar. Cabe ao sistema
criar mecanismos para evitar que o erro atinja o paciente.
Fortalecer trabalho em equipe com a presença do farmacêutico,
educação profissional e envolvimento do paciente.
Thainna Barbosa de Souza Nogueira/ Enfermeira de Família
Fortalecimento da Linha de Cuidado da Criança e Adolescente no nível da
gestão de um Área de Planejamento (AP) no Município do Rio de Janeiro
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO
CONCLUSÃO
Email: thainnabsnogueira@gmail.com
Rio de Janeiro/ RJ
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
A Assessoria Técnica da Linha de Cuidados da Criança e do Adolescente atende 32 Unidades da Atenção
Primária à Saúde em uma AP com uma população de 1 milhão de pessoas.
A Linha de Cuidados da Criança e do
Adolescente respondia demandas de outras
linhas com vacância; não tinha processo
estruturado e análise de óbitos sem
desdobramentos no processo de trabalho.
Organizar e potencializar a coordenação do cuidado,
oportunizar os encaminhamentos e discussões das equipes a
respeito dos casos de comorbidade infantil, nivelar o
conhecimento básico de cuidados e sinais de alarme na
infância.
Falta de tempo para organizar ações preventivas;
Falta de padronização escrita pela Linha da;
Criança dos principais cuidados e pontos de
atenção; Agentes Comunitários pouco
sensibilizados para os sinais de alarme na
Infância;
Otimização do tempo para os processos da Linha; Construção
do Guia de Bolso do Agente Comunitário em Saúde.
Equipes mais comprometidas e envolvidas nos processos de
trabalho, além de fundamentadas e sensibilizadas para o olhar
de identificação dos principais cuidados e sinais de riscos
relacionados às maiores taxas de óbitos infantis do território.
Foi realizada discussão durante a Planificação,
avaliação dos casos de óbitos e recomendações,
organização dos processos da Linha, visitas de
monitoramento em Unidades e discussão entres
as demais Linhas de Cuidado da DAPS
denominados "Momento Equipar".
Como estruturar processos de trabalho mesmo em meio as
intercorrências e demandas; Estudar os casos de óbitos
visando intervenção dos macros e microprocessos visando
também a prevenção de incidentes; Como construir material
acessível, rápido e factível para as equipes.
Durante a Planificação a Linha de Cuidado da Criança, mesmo em meio às demandas, conseguiu avaliar os
principais pontos críticos, realizar diagnóstico situacional e trabalhar projeto de interação visando diminuição das
taxas de mortalidade infantil dentro do território de residência, buscando maior acessibilidade e nivelamento de
conhecimento para aa equipes e um olhar mais sensibilizado para os sinais de alarme na Infância.
KAMILA CABRAL KOSA; BIANCA MAIA CURTY; ÉRIKA DE ALMEIDA LEITE DA SILVA TEIXEIRA DE SOUZA ;
EDNA FERRREIRA SANTOS.
VIVÊNCIA DE RESIDENTES EM SAÚDE COLETIVA NO PROCESSO DE PLANIFICAÇÃO DA ATENÇÃO À
SAÚDE (PAS) NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (APS) NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO
CONCLUSÃO
kamilackosas2@hotmail.com
RIO DE JANEIRO/ RJ
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
A vivência de residentes em saúde coletiva na Planificação da Atenção à Saúde (PAS) ocorre concomitante a sua inserção na
Divisão de Ações e Programas em Saúde (DAPS), onde é feita a gerência de linhas de cuidados e de ações em saúde da
Coordenadoria da Atenção Primária da Área de Planejamento (CAP).
A vivência como residentes em Saúde Coletiva
neste cenário trouxe enfrentamentos a respeito
do contexto sociodemográfico, epidemiológico
e organizacional dos serviços de saúde em que
se insere a proposta da Planificação e o
desenvolvimento de habilidades,
conhecimentos e atitudes para aplicar como
facilitadores no processo da PAS.
A ausência de vivências e discussões sobre
processos de PAS e a respeito dos contextos dos
territórios das CAPs do município do Rio de
Janeiro no primeiro ano de residência, aliado a
recente chegada das residentes na DAPS.
Participaram da PAS profissionais da atenção
primária a saúde, tais como agentes
comunitários de saúde (ACS), enfermeiros,
técnicos de enfermagem, médicos e residentes
em saúde coletiva, desde os que se encontram
na gestão até os que estão na ponta,
demonstrando a riqueza dessa vivência.
Para apreenderem conhecimentos, habilidades e atitudes foi
necessária imersão das residentes nos textos, casos da apostila e
referenciais da PAS (Construção Social da APS e Modelo de Atenção
às Condições Crônicas - MACC) durante a Formação de facilitadores.
Posteriormente atuaram na Multiplicação nas unidades, Tutoria para
o acompanhamento das atividades da oficina anterior e da Dispersão
para as atividades futuras. Nesse movimento, as residentes
articularam dinâmicas, fomentaram debates sobre conceitos,
vivências e processos de trabalho dos profissionais e ouviram o
relato dos tutores sobre seus enfrentamentos.
A vivência na Oficina de Formação de Facilitadores e a aplicação do
que foi apreendido nas Oficinas de Multiplicação nas unidades
permitiram um novo olhar do processo de gestão e organização da
Atenção Primária à Saúde para as residentes. A partir dos
referenciais teóricos da Construção Social da APS e do processo de
PAS foi possível fomentar nas futuras sanitaristas, reflexões e
discussões sobre um modo colaborativo e resolutivo de gestão em
saúde já no primeiro ano de residência.
A vivência na PAS proporcionou conhecimentos e experiências potentes no processo de formação do futuro sanitarista,
subsidiando a sua prática nos campos e fomentando o desenvolvimento de habilidades de gestão em saúde.
Como potencialidades, vê-se que a PAS se configura como um
processo participativo, problematizador e customizado para a
realidade do território e para atuação de profissionais em formação,
como residentes em saúde coletiva. A dependência da
disponibilidade dos profissionais envolvidos na PAS são potenciais
limitadores neste processo, devido às intensas demandas externas.
Foto 1 - Profissionais da APS que participaram da Oficina de formação de
multiplicadores. Setembro/2019 Fonte: arquivo pessoal.
Foto 2 e 3 - Profissionais da APS que participaram da Oficina de PAS em uma das unidades de
saúde (atividades em subgrupos). Setembro/2019. Fonte: arquivo pessoal.
Sheila Cristina de Souza Pinheiro
Bianca Fernanda Evangelista e Ana Paula Oliveira Reis
Região Itabaiana/ Município Areia Branca /Sergipe
sheila.beca@yahoo.com.br
Apenas a unidade laboratório participava da oficina
tutorial, as demais equipes que não estão na
unidade laboratório demandaram uma organização
dos macroprocessos da APS.
Realizado a mesma oficina tutorial da
unidade laboratório nas demais unidades.
Observado melhorias através de indicadores
de participação dos profissionais nos
workshops, e satisfação das equipes com os
avanços na organização da APS.
A EXPERIÊNCIA DA EXPANSÃO SIMULTÂNEA DA PROPOSTA DO PLANIFICASUS NO
MUNICÍPIO DE AREIA BRANCA/SE
A participação de todos os profissionais do
município no alinhamento promovido pelos
Workshops do Planifica e a mudança de
comportamento motivacional dos demais
profissionais da unidade laboratório fez que com
despertasse no coletivo do município a necessidade
de sua organização. Isso incentivou na gestão a ir
além da UL , ou seja, planificar todo o município
simultaneamente.
Município de Areia Branca/ Sergipe com população
estimada pelo IBGE de 18.542 Hab. Contém 7
Equipes de Estratégia de Saúde da família e 3 de
saúde bucal totalizando 140 profissionais que atuam
na APS aderiu ao PlanificaSUS na região de
Itabaiana/SE.
O movimento foi gerado pelos próprios profissionais
do município que demandou a gestão na organização
e qualificação dos macros e microprocessos.
A motivação da equipe para organizar os processos
de trabalho de forma mais resolutiva é umas das
maneiras de também motivar a gestão as ações para
atender as expectativas de seus profissionais e
usuários da APS.
ANA CLÁUDIA BEZERRA; MARIA APARECIDA SOUZA; FABRICIO LAGO; ALINE SILVA; RISONETH SILVA; ANDREZA SILVA; MARCIA; LUCICLEIDE
SANTOS; LUIZ SANTOS; JOSEFA SANTOS; CILENE NETO; RICARDO XAVIER; MARIA SILVA; ANIELLY VASCONCELOS; VANDERLEIA SILVA; MARCELO
FILHO; GILCILENE VASCONCELOS
TERRITORIALIZAÇÃO: INTENSIFICAÇÃO CADASTRAL DA
POPULAÇÃO
PROBLEMA
ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO
CONCLUSÃO
E-mail:
anacbenfer@gmail.comPOÇÃO / PE CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
A Territorialização é um passo importante para qualificação do processo de
trabalho da atenção primária a saúde. A planificação da atenção contribuiu para
fortalecer essa estratégia.
Ausência de cadastros domiciliares e
individuais, dificultando a
identificação da área, ações em
saúde e alcance de metas, devido a
ausência de cadastros na base de
dados do E-SUS.
Atualização
cadastral
Estratificação
de risco
individual
Educação
permanente
com a equipe
Educação em
saúde
Estratificação
familiar
Para alcançar a meta de 100% da
população cadastrada, foi
realizada uma força tarefa onde
todos os profissionais da equipe se
dedicaram a realizar visitas para
cadastrarem as famílias e/ou
digitações no e-sus
É possível dar o melhor de si para o bem do
outro. Prestar uma assistência de qualidade,
saber ouvir, observar e querer sempre melhor
para a nossa casa que está sendo construída
de acordo com os conceitos do grande mestre
Eugênio Vilaça
Conhecimento
da população
adstrita
Melhoria dos
indicadores de
atenção
Assistência de
qualidade aos
grupos/atrás
de risco
Redução da
espera por
atendimento
Ofertar o
serviço de
acordo com a
necessidade
da população
Ausência de cadastros no e-sus e/ou cadastros
desatualizados
Recusa Cadastral / Ausência da
documentação necessária no ato do cadastro
Não realização de algumas visitas
domiciliares
O planifica SUS veio realmente para resgatar a essência da atenção primária a saúde e está
sendo muito eficaz, visto que ela auxiliou no planejamento das ações, no desejo de
mudança dos profissionais e impactou de forma positiva a unidade básica de saúde no
território.
Ana Carolina Oliveira Nóbrega
EDUC+Saúde: Planificação da APS e Educação Permanente
através de curso em EAD
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO
CONCLUSÃO
Carol12.nobrega@gmail.comÁguas Lindas de Goiás/ Goiás
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
O município de Águas Lindas está em processo de Planificação da APS desde 2016, hoje
em 100% das equipes de ESF.Conta com uma tutora externa; além dos tutores
internos(Coordenadores) e facilitadores(membros Eq).
Desaceleração do processo de
Tutoria, dificuldade em encerrar
alguns processos e vários estavam
em estágios diferentes nas
diferentes EqESF. Além de
sobrecarga da Tutora externa,
rodízio de profissionais e
desmotivação das equipes.
O projeto EDUC+Saúde surge com a proposta de
associar Educação Permanente e Continuada ao
efetivo avanço no processo de Planificação. É o
instrumento utilizado para fortalecimento e
avanço do processo de Planificação, uma vez que é
planejado de forma a ofertar conhecimento
teórico e vivência prática dos processos de
trabalho da APS.
Devido à alta demanda de ações
(Plano de ação da Tutoria), ao
rodízio interno dos profissionais
das EqESF e à presença de apenas
uma tutora externa; o processo de
Tutoria estava lento e desnivelado
entre as equipes.
Tutora externa, 18 Tutores internos
(enfermeiros) e 36 facilitadores (2
membros de cada equipe.
Avanços no processo de construção social da APS,
maior envolvimento dos servidores, domínio do
conteúdo por parte dos servidores (mais
conhecimento),nivelamento e aceleração do
processo em todas as equipes. Além de unidade e
fortalecimento de parcerias municipais, como
entre a SMS e o IFG.,
É indispensável perseverar; necessário avaliar
sistematicamente o processo de
Planificação/tutoria; e mudar os trajetos quando
necessário.
Para o êxito no processo de Planificação da APS é necessário determinação e
esforço para persistir,recomeçar,inovar e sensibilizar os envolvidos. Demanda
tempo,energia,entrega e amor; mas com resultados mensuráveis.
Analaura Ribeiro Pereira; Edna Ferreira Santos; Renata da Silva Rodrigues
Reestruturação e Qualificação da Informação de Usuários
Cadastrados do Território a partir do ESUS
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO
CONCLUSÃO
analaurarpereira@gmail.com
RIO DE JANEIRO/RJ
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
Unidade de Atenção Primária à Saúde da cidade do Rio de Janeiro inaugurada em setembro de 2016 com 24000
habitantes de população adscrita com oito equipes de ESF e quatro equipes de ESB, em início de 2019 há redução de
equipes da ESF e ESB, permanecendo 6 e 2, respectivamente.
Processos construídos em conjunto:
- Educação permanente com os agentes comunitários de saúde
sobre inconsistências do ESUS e sobre formas/unificação de
cadastro;
- Criação de uma lista no google drive dos cadastros que necessitam
de unificação de cadastro, que atualmente, só pode ser feito pelo
gestor/coordenador;
- Educação permanente com os enfermeiros, cirurgiãs-dentistas,
médicos e administrativos sobre formas de cadastro, como verificar
o cadastro e como editar cadastro no ESUS.
- Educação permanente de acesso aos relatórios de inconsistências e
demais funcionalidades do ESUS e como podemos qualificar o ESUS.
Desde a inauguração em 2016 utiliza-se o
prontuário eletrônico do paciente (PEP) privado
e em novembro de 2018 foi feita a transição
para o ESUS.
Em 2019, devido à redução das Equipes de ESF
com a manutenção da base territorial foi
necessário reajustar a quantidade de usuários
por equipe de ESF, e agora estamos em novo
processo de reestruturação para remodelar
novamente as equipes, já que tivemos redução
de área adscrita, graças ao processo que iniciado
na Planificação.
A base de cadastro do PEP privado migrou em
novembro de 2018 para o ESUS e foi constatado
4500 inconsistências e atualmente, estamos
com 612 inconsistências.
A base territorial de cadastros da equipe e da unidade de estar
sempre atualizada e sem inconsistências cadastrais, já que a base
cadastral é o “base/chão de casa” na construção de cuidado na APS. É
o nosso ponto de partida.
Diariamente, nos deparamos com a necessidade de verificar, monitorar e avaliar processos de cuidado em saúde. Para
termos qualidade em saúde precisamos saber a real necessidade de saúde da população e a nossa base deve ser conhecida
e qualificada de informações fidedignas.
INCONSISTÊNCIAS TOTAL
NOV 2018 4500
NOV 2019 612
O ESUS possui integração com Cadweb SUS
online, que cadastra os usuários do SUS e gera o
Cartão Nacional de Saúde (CNS), que é o
documento de identificação do usuário no SUS.
Essa integração facilita e agiliza o dia-a-dia dos
usuários e profissionais do SUS.
Camila Dayane Andrade Lopes
PLANO DE CUIDADOS COMPARTILHADO: UM INSTRUMENTO DE COMUNICAÇÃO, DAATENÇÃO
PRIMÁRIA À SAÚDE E AATENÇÃO AMBULATORIAL ESPECIALIZADA, QUE AUXILIA NA
CONTINUIDADE DO CUIDADO DOS USUÁRIOS NA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO
CONCLUSÃO
camila_dayanne@yahoo.com.br
CAXIAS-MA
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
No Município de Caxias no interior do Estado do Maranhão vivenciamos avanços na melhoria da
assistência aos usuários na linha de cuidado materno infantil, que vem passando pelo processo de
Planificação desde o ano de 2015.
Ausência de comunicação entre os
serviços, dificultando para o usuário a
garantia da continuidade do cuidado
Após a reorganização da Atenção
Primária em Saúde (APS) e
consolidação do seu papel como
coordenadora do cuidado e ordenadora
dos fluxos de atenção, foi necessário a
integração desta com a Atenção
Ambulatorial Especializada (AAE),
concretizando de fato a implantação da
rede de atenção à saúde materno
infantil.
A medida que foram implantados
novos processos de trabalho, foi
possível realizar a discussão entre os
dois serviços, melhorando a relação
entre eles além de qualificar a
assistência as gestantes e crianças do
Município e Região.
Com a implementação de diretrizes clínicas e
estabelecimento da estratificação de risco de crianças e
gestantes que anteriormente eram acompanhadas
somente na APS, foi estabelecido o fluxo de
encaminhamento para o serviço especializado, daqueles
usuários que apresentassem algum fator de risco.
Todos os usuários que são encaminhados para o serviço
especializado concluem o atendimento com seu Plano
de Cuidados Compartilhado que deverá ser levado até a
sua equipe de Estratégia de Saúde da Família para que o
mesmo possa ser monitorado pelos membros da equipe
dentro da sua unidade básica de origem ou em qualquer
outro ponto de atenção da rede de saúde que esse
usuário precise utilizar.
A utilização dessa ferramenta tem contribuído
efetivamente para a comunicação entre as equipes,
aproximando os profissionais que estão envolvidos com
a assistência aos usuários facilitando a troca de saberes
entre estes.
Desta forma, resultando em melhorias e qualidade da assistência através do empoderamento das
equipes no manejo clínico além da organização do fluxo de atendimento priorizando o acesso e
estabelecendo vínculo do usuário na APS que representa a porta de entrada destes para os demais
pontos da Rede de Atenção à Saúde.
[Karina Kelly de Oliveira]
A Planificação da Saúde sob o olhar da gestão da Atenção
Primária do município de Uberlândia
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO
CONCLUSÃO
karinakellyoliveira66@gmail.com
[Uberlândia_MG]
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
Desde 2017, a Planificação da Atenção à Saúde, proposta pelo CONASS, em Uberlândia, Qualifica SaUDI, qualifica as
equipes da Atenção Primária à Saúde (APS) para a coordenação das Redes de Atenção a Saúde (RAS) e interação mais
resolutiva entre a APS e a Atenção Ambulatorial Especializada (AAE).
As equipes da APS atuavam na lógica da
consultação, com o cuidado centrado na figura do
médico. As agendas não respeitavam a
estratificação de risco e a parametrização proposta
para cada condição de saúde. O que na maioria das
vezes deixava os profissionais decepcionados pela
carga de trabalho e com pouca resolução perante a
rede.
As oficinas educacionais, realização das tutorias e elaboração de
planos de ações realizadas com as equipes de acordo com os
referenciais teóricos “Construção Social da Atenção Primária” e o
Modelo de Atenção às Condições Crônicas de Eugênio Vilaça,
foram fundamentais para organização da “casa” da APS.
A alta rotatividade dos profissionais da APS aliado à
falta de preparo dos novos profissionais colaborava
para uma atuação fragmentada nas condições
crônicas. Além disto, a falta de uma metodologia
que possibilitasse os profissionais a atuarem de uma
forma padronizada trazia as dificuldades relatadas
acima.
A APS monitora periodicamente os indicadores e os resultados
podem ser medidos quantitativamente e qualitativamente.
Equipes fortalecidas para atendimento aos portadores de
condições crônicas, ao idoso, ao paciente com fibromialgia e
assistência com qualidade de hora marcada para realização de
procedimentos como vacina e curativo.
Por meio das oficinas e tutoria iniciou-se a
planificação, em 10 unidades laboratório e para cada
unidade um tutor era responsável por replicar
oficinas tutoriais definidas em vários momentos.
Isto fez com que os profissionais conhecessem os
processos a serem implantados e se motivaram para
mudar os processos de trabalho nas unidades de
saúde.
A Planificação introduziu o trabalho
interdisciplinar. Pacientes crônicos são
estratificados por risco, possuem
consultas programadas e a participação
no autocuidado apoiado.
A organização dos macroprocessos da Atenção Primária à Saúde e
a integração com a Atenção Especializada modificou a forma de
pensar e de agir das equipes de saúde no município. Deu a
possibilidade da coordenação da APS do município trabalhar com
uma metodologia comprovada pelo CONASS, em busca do
fortalecimento da APS.
AUTORA: DANIELE OLIVEIRA DA SILVA TEIXEIRA
O modelo de planificação: As estratégias entre tutores de uma região
do Maranhão para organização e melhorias dos serviços de saúde
PROBLEMA
 Serviços de saúde fragmentado
 Falta de comunicação em Rede
 Falta de fluxo de atendimento
 Peregrinação de Gestantes e crianças
de alto risco em busca de atendimento
ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO
De início foram criados grupos de WhatsApp para
aproximação e acompanhamento dos trabalhos e
evolução dos tutores na organização dos serviços como
forma de apoio mútuo entre tutores, Coordenação do
Estado e analistas do Albert Einstein.
CONCLUSÃO
Através da Planificação do SUS, do comprometimento e responsabilidade dos tutores, municípios e
Estado, uma Rede está em construção. E com a estratificação de risco, gestantes e crianças de alto risco
recebem um melhor cuidado e acompanhamento, uma vez que a comunicação entre APS e AAE através
das tutorias melhorou.
[enf.dos7@gmail.com]
COLINAS/MARANHÃO
CONTEXTO
A proposta de reorganização dos serviços de saúde na Atenção Primária e implantação dos serviços no
Ambulatório Especializado em uma Maternidade na região de São João dos Patos, Maranhão, conforme o
Modelo de Atenção as Condições Crônicas através da planificação do SUS.
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
Os serviços de saúde funcionavam de
forma fragmentada e individual nos 15
municípios da região, não havia fluxo
de agendamento da oferta dos serviços
do Ambulatório de Alto Risco,
impossibilitando o atendimento de
gestantes e crianças de alto risco e o
compartilhamento do cuidado dos
usuários; e as unidades hospitalares
recebiam grande demanda de usuários
com problemas solucionáveis na APS.
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
Cada tutor externou suas dificuldades e
identificou como o funcionamento em Rede é
de suma importância para qualidade dos
serviços de saúde e
oportunidades de melhorias na oferta dos
serviços e cobertura dos usuários.
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
 Comunicação e vontade são os primeiros passos
para organização dos serviços
 O que está ao alcance das mãos pode ser feito
 Trabalhar em Rede é a melhor estratégia para
oferta de um serviço de saúde digno e com
equidade
14 29 25 34 6443 58 87 78 100
1177
946 913
775 763
0
200
400
600
800
1000
1200
1400
Jun-19 Jul-19 Aug-19 Sep-19 Oct-19
Jun-19 Jul-19 Aug-19 Sep-19 Oct-19
PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO 14 29 25 34 64
CONSULTAS CRIANÇA DE ALTO
RISCO
43 58 87 78 100
CASOS AMBULATORIAIS
ATENDIDOS EM PRONTO
ATENDIMENTO
1177 946 913 775 763
PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO
CONSULTAS CRIANÇA DE ALTO RISCO
CASOS AMBULATORIAIS ATENDIDOS EM PRONTO ATENDIMENTO
LAYLIANE SOUSA NETTO
DESAFIO DO CADASTRAMENTO DAS FAMÍLIAS PELAS EQUIPES QUE
COMPÕEM A UNIDADE LABORATÓRIO CENTRAL DA REGIÃO
CONSORCIADA DE VALENÇA- BA.
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO
CONCLUSÃO
laylianenetto@yahoo.com.br
VALENÇA/BAHIA
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
A Unidade Laboratório Central da Região de Valença possui sede no município de Valença,
localizada no bairro do Novo Horizonte. Esta possuem duas Equipes de Saúde da Família com Saúde
Bucal.
Baixo percentual de cadastro
familiar e individual da população
adscrita pelas Equipes de Saúde da
Família do Novo Horizonte digitalizadas
no E-SUS. A equipe tem uma
estimativa das pessoas e famílias que
acompanham, porém não tem
registros no Sistema de Informação.
A população total de
responsabilidade de uma Rede de
Atenção à Saúde deve ser totalmente
conhecidas e registradas em sistemas
de informações potentes. O cadastro
familiar é uma ferramenta fundamental
para a Equipe de Saúde da Família. Com
o cadastro familiar efetivo é possível
instituir a gestão de base populacional.
As Equipes estão comprometidas no
desafio de atingir 100% do cadastro.
Pois, já estão conscientes que a
Territorialização é a base para o
desenvolvimento das ações na Atenção
Primária à Saúde.
A Planificação despertou na equipe a conclusão de
que a deficiência no cadastro de forma sistematizada
faz com que a equipe não consiga desenvolver as
atividades proposta. Isso é possível verificar a cada
oficina diante da dependência das informações do
cadastro.
A Planificação vem sendo uma indutora de mudanças e mostrando as equipes que não existe
Unidade de Saúde da Família sem cadastro. Que é preciso melhorar o processo de trabalho nas
equipes, pois estas são responsáveis pelo território sanitário, área de abrangência. E que o processo
de Territorialização tem como um dos pilares o cadastramento das famílias e seus indivíduos.
Nº DE CADASTROS INDIVIDUAIS X ETAPAS
São João dos Patos-Maranhão e Rios dos Caetés-Pará
“Uma diretriz assistencial é uma trilha, não um trilho.” A importância dos
extratos de risco para o planejamento regional de saúde
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO
CONCLUSÃO
Lucileia.elller@gmail.com
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
As ameaças ao Sistema Único de Saúde são constantes, no que tange a garantia da implantação do Projeto do
PlanificaSUS é necessário que possamos utilizar as garantias constitucionais a partir de um planejamento loco
regional que retrate a necessidade da população.
Cenário de transição política, realidade das
regiões sem repasse de recursos, suspensão
ou incentivo aos municípios que garanta
cofinanciamento de Atenção Primária à Saúde,
congelamento de gastos,
Ausência de conhecimentos dos problemas
de saúde, perfil demográfico e
epidemiológico comprometendo o
planejamento de saúde.
Observadas elaboração dos Planos Anuais de Saúde e
Planos Estaduais de Saúde, garantindo recursos para a
atenção Primária nos instrumentos de gestão do SUS:
Plano Plurianial, Lei Diretrizes Orçamentárias e Lei
Orçamentária Anual, além de contribuir com o
fortalecimento regional no processo de regionalização,
descentralização do poder político e administrativo
Integração dos Projetos PlanificaSUS,
Fortalecimento da Gestão Estadual do SUS e
Planejamento Regional Integrado, a
apresentação dos planos de ação nos espaços
de governança regional -Colegiado Gestor e
Colegiado de Gestão Regional CIR.
A integração entre as equipes de atenção primária e a atenção
secundária que vem disciplinando o fluxo da rede de saúde no
território e mudando a lógica da regulação do acesso e da
assistência
As propostas de melhorias apontadas no
plano de ação das Unidades Laboratórios que
demandam recursos estão sendo
programadas para o Plano Anual de Saúde .
Todas as etapas do projeto PlanificaSUS devem ser bem planejadas junto as regiões de saúde. A elaboração da
programação assistencial, custos para rateio da oferta de serviços com base na necessidade de saúde, fluxos assistenciais
e instrumentos que serão utilizados para a integração entre os pontos de atenção. Os investimentos necessários para a
melhoria da organização da assistência a saúde devem ser garantidos nos instrumentos de gestão do SUS.
Aliny Pedrosa, Ana Carolina Fernandes, Juciara Sampaio, Lucileia Eller, Samia Borges
CHARLENE DIPAULA DA COSTA MARTINS
A EXPERIENCIA DO CIRCUITO DE ATENDIMENTO A GESTANTE NA UNIDADE
LABORATORIO DANIEL GUANABARA EM COELHO NETO - MA
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO
CONCLUSÃO
CHARLENEDIPAULA@GMAIL.COM
COELHO NETO/ MA
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
Uma atenção pré-natal de qualidade é capaz de diminuir a morbidade e a mortalidade materno-infantil uma vez
que a identificação do risco gestacional pelo profissional permite a orientação e os encaminhamentos adequados
em cada momento da gravidez. A organização dos processos de trabalho, a capacitação profissional e a
organização de fluxos dentro da Ubs são fatores de extrema importância para esse processo. Este trabalho
destaca a importância da qualidade e do cuidado multiprofissional no pré-natal e a utilização de um novo
processo de trabalho.
A desorganização dos processos de trabalho,
baixa adesão ao pré-natal,
baixa qualidade da assistência e do cuidado
multiprofissional ofertado as gestantes,
qualidade dos registros em prontuário.
A desorganização dos processos de
trabalho, a inadequação da atenção a
gestante, a importância da qualidade dos
registros em prontuário e do cuidado
multiprofissional no pré-natal que não
existia na Ubs.
Participam desse novo formato de assistência a
equipe multiprofissional, composta pela equipe
da Esf, Nasf e atenção hospitalar.
Após as vivências do atendimento multiprofissional às gestantes,
observou-se uma melhora significativa da qualidade das
orientações ofertadas a
esse publico que passaram a ser focadas nas suas
especificidades e particularidades. Notou-se ainda um maior
apoio a equipe da ESF após a organização dos processos e dos
fluxos dentro da UBS.
Uma equipe multiprofissional fortalecida e capacitada com
processos organizados é capaz de prestar um serviço de
qualidade a sua população,
transformando a APS na ordenadora dos serviços.
A assistência pré-natal é fator essencial para se prevenir eventos adversos sobre a saúde da gestante e seus bebes.
A estratificação de risco mostrou-se um importante instrumento de trabalho permitindo assim a comunicação das
equipes da APS com os demais níveis da atenção. Também se mostram fatores determinantes a capacitação
profissional, a qualidade dos registros e a comunicação entre as equipes. A Planificação da APS foi fator de extrema
importância, pois organizou os processos de trabalho e propôs intervenções para qualificar a atenção prestada a
população, fortalecendo assim a APS na coordenação do cuidado.
• Organização dos processos de trabalho;
• Utilização da estratificação de risco da gestante nas consultas;
• Formação de grupos operativos;
• Realização do plano de cuidados individualizado e autocuidado
apoiado;
• Analise da qualidade da assistência e do cuidado multiprofissional
oferecido as gestantes da unidade Laboratório;
• Coleta de dados através da análise dos registros realizados nos
prontuários das gestantes, vinculadas ao Pré- Natal que utilizaram
a nova ferramenta “Circuito de atendimento as Gestantes.”
ADRIANA SILVA TRINIDAD/ ANNY KAROLE MARTINS DE MORAES/ ÉRICA COÊLHO DE SÁ RUFINO/ KÉLLYDA LIMA MONTEIRO GEDEON
A IMPORTÂNCIA DO PLANO DE AUTOCUIDADO APOIADO PARA O FORTALECIMENTO DA ATENÇÃO CONTINUADA: A
VISÃO DOS USUÁRIOS NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE PARQUE UNIÃO NO MUNICÍPIO DE TIMON/MA
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO
CONCLUSÃO
TRINIDAD.DRI@GMAIL.COMTIMON/ MARANHÃO
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
Após as intervenções obteve-se uma ampliação na habilidade e na confiança dos
pacientes em gerenciarem suas condições de saúde no dia a dia, assim prevenindo,
controlando ou reduzindo os impactos das condições crônicas. Eles se
autoconheceram e compreenderam a mudança de comportamento. Outra mudança
foi à relação estabelecida e a valorização da equipe para com o outro, assim
considerando sua história de vida e sua capacidade em resolver seus problemas.
Com o reconhecimento do grau de motivação que o paciente se dispõe em
querer mudar, a equipe de saúde apresenta uma maior efetividade na escolha
das estratégias de ação, ou seja, aquelas que favoreçam o trânsito de um
estágio para outro, na sustentação das mudanças, na prevenção de recaídas e
no fortalecimento do compromisso para a mudança.
É de fundamental importância à elaboração de um plano de autocuidado individualizado com metas
realistas para atender às necessidades dos pacientes. Ele deve ser elaborado de acordo com o
paciente, os profissionais da equipe multiprofissional e com os familiares. A equipe de saúde da
família tem que estar preparada e proativa, a fim de colaborar para a reabilitação e reinserção dos
indivíduos buscando um cuidado humanizado e integral em todos os níveis de atenção.
Há uma crise na microrrelação clínica entre equipe de saúde da APS e usuários. Para dar conta das
condições crônicas dos usuários, uma nova clínica deve incorporar um conjunto de mudanças, entre
elas a implantação do plano de autocuidado como forma de melhorar a atenção continuada.
O fracasso dos sistemas de atenção à saúde fragmentados,
no plano micro, determinou a falência da principal instituição
que o sustentou, a consulta médica de curta duração. O
modelo de atenção centrado na atenção uniprofissional, em
tempo curto, é fonte de inúmeros problemas.
A melhoria da saúde das pessoas portadoras de condições
crônicas requer transformar um sistema de atenção à saúde
que é essencialmente fragmentado, em um outro sistema
que seja proativo, integrado, contínuo, focado na pessoa e
na família e voltado para a promoção e a manutenção da
saúde. O autocuidado apoiado prepara e empodera
usuários para que autogerenciem sua saúde e a atenção à
saúde prestada.
É preciso cooperação entre a equipe de saúde e as pessoas
usuárias para, conjuntamente, definir os problemas,
estabelecer as prioridades, propor as metas, elaborar os
planos de cuidado e monitorar os resultados.
O plano de autocuidado apoiado deve ser individualizado, ter metas realistas e ser
elaborado de acordo com o paciente, os profissionais da equipe multiprofissional e
com os familiares, e devem ser elencados todos os recursos disponíveis na
comunidade e segmentos da saúde para efetiva realização.
A equipe multidisciplinar foi formada por duas enfermeiras, duas médicas e dois
dentistas, atuantes na UBS, além de uma nutricionista, uma psicóloga e uma
fisioterapeuta, que atuam no NASF da região adscrita. Em um único dia, cada
profissional consultou cada paciente e foi preenchido um questionário com metas e
pactuação, com posterior reunião para discutir e individualizar o plano de cuidado.
Prycyla Melo, Maria Madalena Veras
Utilização de estratégias lúdicas para promover maior
participação nos workshops
PROBLEMA
ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO
CONCLUSÃO
P_nutri@yahoo.com.br
São João de Pirabas/PA – Região Rio Caetés
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
A planificação da atenção primária à saúde tem sido um momento de reflexão e
transformação indiscutíveis e tem trazido, em seu desenho, o fortalecimento da educação
permanente, englobando toda a rede de atenção à saúde no nível municipal, com os
workshops temáticos para alinhamento teórico.
A linguagem utilizada nos guias dos
workshops é bastante técnica, o que
trouxe consigo algumas dificuldades na
condução da metodologia proposta,
visto que algumas pessoas apresentam
menor contato com tais conteúdos no
cotidiano.
Baixa participação de alguns
profissionais no workshop;
Problemas em relação à leitura do
texto ;
Receio de não dar a contribuição
esperada.
Fotos: Palavras cruzadas com conceitos trabalhados no workshop 2.
Proposta "aprender brincando" → Melhor
participação e empenho das pessoas →
Compreensão dos conceitos → Discussão
acerca da aplicabilidade dos conceitos na
prática.
Os jogos e outras metodologias ativas são bastante
eficazes nos workshops da planificação da atenção à
saúde, provocando maior interação e tornando o
momento divertido e mais produtivo.
As metodologias que utilizam o lúdico para trabalhar atividades teóricas com profissionais da
saúde são de grande valia em eventos de educação permanente. É um desafio inserir essa
proposta constantemente em nosso cotidiano.
As equipes de saúde da família do
município tiveram boa frequência nos
eventos de alinhamento teórico. A
equipe condutora dos workshops
realizou a avaliação dos problemas
apresentados no anterior..
FREDERYCO LISBÔA LÔBO
Utilização da Análise de Situação de Saúde (ASIS) para
Planejamento Individualizado de Cada Território
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO
CONCLUSÃO
frederycolobo@outlook.com
OUVIDOR / GOIÁS
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
As ações e intervenções não eram planejadas
acarretando em:
 Falsa percepção da realidade local;
 Desconhecimento se os dados estavam dentro
do esperado para o município; e
 As Unidades apresentavam realidades
diferentes, mas trabalhavam da mesma forma
e com as mesmas metas.
As ações e tomadas de decisões na equipe eram
realizadas apenas com os conhecimentos
empíricos e datas comemorativas da saúde e não
representavam a realidade nem do município
quanto mais de cada uma das unidades de saúde.
Toda a equipe identificou os ganhos com a
utilização da ASIS no planejamento
individualizado, pois compartilharam de um
conhecimento até então desconhecido e
direcionaram as ações para a realidade de cada
Unidade
Pelo E-SUS AB, foram levantados os
dados demográficos e de
morbimortalidade de cada área adscrita a
Unidade de Saúde. Os dados foram
confrontados com a literatura e a
realidade local no qual foram
interpretados para o planejamento de
ações que viessem a melhorar os
números obtidos.
Com a ASIS foi observado:
 Identificação das peculiaridades dos dados demográficos de cada
unidade;
 Conhecimento da morbimortalidade e fatores de risco para cada
unidade;
 Ações foram individualizadas de acordo com a realidade de cada
unidade;
 As metas foram estabelecidas de forma diferenciada para cada
Unidade; e
 Criação de uma identidade local e personalizada
Existe a necessidade de reuniões permanentes com toda a equipe
para que diante da identificação de problemas sejam criadas. Tão
importante quanto a inserção dos dados nos sistemas é a utilização
destes dados para o planejamento e monitorização das ações. E é
importante conhecer a realidade local e confrontá-la com a literatura
para conhecermos nossas necessidades
Diante da escassez de recursos, principalmente financeiro, há a necessidade de soluções que melhorem a funcionalidade e
resolubilidade da equipe. Quando se utiliza o ASIS para o estabelecimento de ações, estamos priorizando a utilização de
recursos para as maiores necessidades, bem como teremos maior chance destes recursos mudarem efetivamente a nossa
realidade local. A realidade nacional é a média de varias realidades locais, e muitas vezes a nossa realidade local se distancia
em alguns dados desta média, por isto é necessário personalizarmos a um contexto municipal e, ainda mais desejável, no
território das Unidades de Saúde para que as medidas sejam ainda mais efetivas.
A Atenção Primária à Saúde (APS) em Ouvidor-GO rendeu-se ao “apaga fogo” de doenças agudas e crônicas agudizadas,
esquecendo-se dos pilares da Estratégia Saúde da Família. Com a tutoria da Planificação da APS os processos foram revisados
e vários problemas foram identificados, dentre os quais a falta de planejamento das ações e tomadas de decisões.
Alessandra Milene da Silva Rodrigues, Aliny Pedrosa, Ana Carolina Fernandes, Aurilívia
Barros, Eduardo Barros, Juciara Sampaio, Luciléia Eller, Sâmia Borges, Soliane Monteiro.
“UM PASSO E JÁ NÃO ESTAMOS NO MESMO LUGAR”.
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO
CONCLUSÃO
Lucileia.eller@gmail.com
Utilização de modelo fragmentado
de atenção à saúde, gerando
ineficiência do serviço, por
dificuldade de compreensão das
necessidades da população em seu
território e de suas diversidades
regionais, prejudicando o
planejamento e provimento.
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
O projeto do PlanificaSUS acabou de completar três meses nas regiões de saúde de São João dos Patos localizada no Maranhão e Rio dos Caetés
no Pará. Apesar de recém-iniciado, já é possível perceber as inúmeras melhorias alcançadas com a implementação do projeto. A cada fase,
percebe-se a evolução ocorrida no processo, que se incrementa em tão pouco tempo, isso somente é possível pela efetiva adesão das equipes.
São João dos Patos - Maranhão, Rio dos Caetés – Pará.
Por meio das ações do projeto, pretende-se induzir a mudança de modelo de
atenção à saúde para a gestão de base populacional. A realização de workshops
para alinhamento conceitual, as oficinas tutoriais e os prazos estabelecidos para a
replicação no território, o incremento para acompanhamento das ações por meio
da Plataforma de Monitoramento e Avaliação do PlanificaSUS, têm contribuído
para os avanços evidenciados nas etapas propostas pelo projeto. Bem como, o
monitoramento dos Planos de ação nos espaços de governança regional
Colegiado Gestor e Colegiado de Gestão Regional CIR.
O perfil dos tutores e suas habilidades
como dedicação e liderança, a parceria
com as equipes e com o grupo gestor
tem demonstrado em pouco tempo bons
resultados.
As melhorias são identificadas por meio das atividades de
monitoramento realizadas nas UL, do monitoramento à
Plataforma do PlanificaSUS e do feedback nas apresentações
realizadas pelos tutores nas oficinas tutoriais de formação
com socialização de experiências exitosas, nesse espaço
também se apresenta os registros fotográficos. É possível
identificar por meio dos relatos alguns avanços, como a
organização do processo de trabalho, segurança e satisfação
para o profissional e para o usuário do serviço de saúde.
A análise situacional realizada nas Unidades Laboratórios
(UL) identificou várias situações de fragilidade, como
segue: 1) Fragilidade em gestão do serviço- dificuldade
na efetivação dos processos de controle, gestão de
qualidade, gestão do tempo; 2)Fragilidade nos processos
de trabalho- desperdício de insumos e materiais, baixa
fixação e sobrecarga dos profissionais de saúde, gerando
alto custo para os municípios e insatisfação dos usuários.
A utilização da metodologia da Planificação da Atenção à Saúde se apresenta eficaz para a organização da atenção à saúde por meio das Redes de
Atenção à Saúde (RAS), com foco na mudança do modelo assistencial. Nesse contexto, é possível observar o engajamento dos tutores, do grupo
gestor e dos gestores municipais, que mesmo com adversidades avançam para o alcance na melhoria do processo de trabalho nas suas regiões. É
possível notar que os trabalhadores do SUS estão motivados com o aprendizado adquirido, com a certificação do Curso EAD para Tutores e com a
troca de saberes entre profissionais de saúde.
Evidencia-se neste projeto:
- A construção das relações e valorização das equipes.
- A integração entre as equipes de Atenção Primária e
Atenção Ambulatorial Especializada durante as oficinas
tutoriais e intercâmbio entre as equipes.
E
Lopes, M.G.D; Pereira, A.M.V.B; Rocha, G.
A Planificação da Atenção à Saúde no Cuidado ao Idoso
no Estado do Paraná
PROBLEMA: capacitar os profissionais de
saúde para o desafio de manejar as
necessidades de saúde da pessoa idosa em
todos os pontos de atenção do SUS.
ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO:
Planificação da Atenção à Saúde para
implementar a Linha Guia Saúde do Idoso no
estado. Aderir ao PlanificaSUS.
CONCLUSÃO: partir da experiência de Irati, a SESA/PR pretende ampliar o uso da metodologia do
PlanificaSUS para as outras regiões do estado, no fortalecimento da Linha de Cuidado do Idoso na Rede de
Atenção à Saúde, visando promover o envelhecimento ativo, digno e saudável.
maria.lopes@sesa.pr.gov.br
CURITIBA/PR
Contexto: A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA/PR), em abril de
2019, assinou sua adesão ao projeto A Organização da Atenção Ambulatorial
Especializada em Rede com a Atenção Primária à Saúde (PlanificaSUS),
visando fortalecer a linha de cuidado à saúde do idoso no SUS estadual.
AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS: O
envelhecimento da população, com
estimativa que o número de idosos será
aumentado em 756,1 mil pessoas entre 2020
e 2030 no Paraná.
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE: integração
do trabalho das equipes
multiprofissionais da APS e da AAE.
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS:
Garantia apoio gestores envolvidos no PlanificaSUS no
Paraná; 30 facilitadores, 12 tutores e 900 trabalhadores
da saúde no Projeto, aproximação equipes APS e da AAE
na Região de Irati e sensibilização para o cuidado da
pessoa idosa. Reorganização de equipe de atenção básica,
fortalecimento da Rede de Atenção à Saúde, percepção
das fragilidades, especificidades e necessidades do idoso.
LIÇÕES APRENDIDAS: Vale a pena lutar pelo SUS ,
promovendo a integração da APS e a AAE
FLÁVIA KARITAS O.S. BOARETO; MELYNE SERRALHA ROCHA
A ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO DAS CONDIÇÕES CRÔNICAS NA UBSF SÃO
JORGE V
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO
CONCLUSÃO
flaviakaritas@saudesetorsul.org.brUBERLÂNDIA/MG
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
As condições de saúde são circunstâncias na saúde das pessoas que se apresentam de forma mais ou menos persistentes
e que exigem respostas sociais reativas ou proativas, episódicas ou contínuas e fragmentadas ou integradas, dos sistemas
de atenção à saúde, dos profissionais de saúde e das pessoas usuárias.
Na UBSF São Jorge V havia um desencontro entre
a situação epidemiológica dominada por
condições crônicas e um sistema de atenção à
saúde, voltado para responder as agudizações de
condições crônicas de forma fragmentada,
episódica e reativa.
No início de 2017 os ACS realizaram a atualização do cadastro da
população adscrita, realizando visitas domiciliares mesmo em
períodos noturnos para que se conhecessem os usuários que
apresentavam condições crônicas. Médica e enfermeira foram
capacitadas para a estratificação de risco segundo as diretrizes
clínicas para cada condição crônica.
Com base nos dados obtidos, a médica e a enfermeira realizaram em
formato de mutirão, a estratificação de risco de todos as gestantes,
crianças, hipertensos, diabéticos e idosos e as consultas garantidas e
agendadas conforme parametrização do protocolo, nos próximos 12
meses.
Na UBSF São Jorge V, não diferente das demais
unidades de atenção à saúde, trabalhava com a
agenda centrada nas condições agudas, em
resposta às demandas que os usuários traziam
no momento. Na avaliação dos prontuários
clínicos foi possível observar usuários portadores
de HAS e DIA não compensados, em
hiperutilização dos serviços, com
aproximadamente 10 consultas médicas e de
enfermagem em um período de 1 ano.
- A agenda é equilibrada entre
a demanda espontânea e
programada.
- Redução dos
hiperutilizadores, por se
sentirem seguros com a
consulta garantida.
- Atendimento profissional foca
em aspectos clínicos e
cuidado, conforme o risco,
resultando em um plano de
cuidados determinado à
aquele paciente.
Com a implantação da Planificação da Atenção á
Saúde no município de Uberlândia-MG, a equipe
foi capacitada para organizar o macroprocesso
das condições crônicas.
Para isto toda a equipe passou pela oficina
teórica e participou das tutorias.
Foi esclarecido sobre a epidemiologia das
condições crônicas no Brasil, e do território da
UAPSF, demonstrando o fracasso no modelo de
atendimento realizado anteriormente.
A estratificação da população em subpopulações leva à identificação
e ao registro das pessoas usuárias portadoras de necessidades
similares, a fim de colocá-las juntas, com os objetivos de padronizar
as condutas referentes a cada grupo nas diretrizes clínicas e de
assegurar e distribuir os recursos humanos específicos para cada
qual.
A estratificação de riscos trouxe um forte impacto na agenda dos profissionais de saúde, racionalizando os atendimentos e
diminuindo os hiperutilizadores. A atenção é centrada na pessoa usuária, conforme o risco, encaminhando para os
especialistas, apenas os que realmente necessitam de atenção especializada.
Aliny Pedrosa, Aurilivia Barros, Eduardo Barros, Juciara Sampaio, Lucileia Eller
“Análise comportamental, aplicada à prática de ensino
aprendizagem no processo da Planificação”.
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO
CONCLUSÃO
Lucileia.eller@gmail.com
Despertar o desejo de aprendizado e aplicação da
metodologia da planificação pelo tutor na unidade
laboratório para a garantia da implantação do projeto,
considerando temperamento e a personalidade do
indivíduo, ligadas diretamente a sua forma de
comportamento de agir, interagir e desenvolver as
atividades.
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
O processo de ensino exige habilidade do educador para que identifique que cada tutor possui seu próprio ritmo de
aprendizagem. Respeitar a história particular formada por sua estrutura biológica, psicológica, social e cultural no
processo de ensino e aprendizagem observando cada aluno
São João dos Patos-Maranhão, Rio dos Caetés-Pará
Durante as aulas semipresenciais com base no estudo de temperamento, foi
possível identificar os seguintes perfis: sanguíneos, colérico melancólico e
fleumático bem como os defeitos e qualidades de cada grupo, sendo assim a
formação do grupo e as atividades desenvolvidas incluindo as ativas são
baseada na afinidade entre temperamentos.
Maior comprometimento da equipe e iniciativas para
melhoria do rendimento das atividades de dispersão e
durante atividades em grupo nas aulas semipresenciais.
Ao aplicar a melhoria relacionada ao temperamento, no que diz respeito a
formação de grupos de trabalho, e a aplicação de metodologias ativas,
notou-se uma melhor integração entre os indivíduos e conseqüentemente
um melhor rendimento nas atividades afins. Deve-se ao fato do
conhecimento dos temperamentos e do melhor direcionamento para
trabalhos, baseado no temperamento do indivíduo.
Com base em estudos comportamentais dos
componentes do grupo, foram observadas diversidades
de temperamentos e personalidades durante as aulas
semipresenciais o que vem contribuindo diretamente
andamento ou não das atividades dentro e fora da sala de
aula, dependendo da formação da turma suas respectivas
características, focadas em relação ao temperamento do
individuo ou na relação grupal.
Para identificar o melhor caminho a seguir, e para que estejamos preparados para respeitar o ritmo da cada aluno, saber lidar com as
diferença e necessário estabelecer relação entre a pluralidade de pessoas e a pessoa singular a que chamamos “indivíduo". Foi
possível despertar o envolvimento e interesse individual e coletivo no desenvolvimento das atividades de dispersão no processo do
Planifica SUS.
É preciso observar atentamente o fator humano como forma de alcance de
objetivos e metas. Desenvolver tutores e dar autonomia é muito mais que
compartilhar a execução de tarefas ou instrumentos é acompanhar não
somente a atividade mas também o comportamental de cada componente do
grupo, que deve ser levado em consideração quando o fator é humano.
OTONI SILVA DE QUEIROZ SOUZA, MARCILENE SANTIAGO NEGRÃO MODESTO, STÉFANIE PINTO DA COSTA MARTINS
(Re)Discutindo Territorialização No Contexto Da Estratégia Saúde Da Família,
A Partir Do Processo de Planificação Da Atenção À Saúde Na Região Do Rio
Caetés, Pará – Um Relato De Experiência
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO
CONCLUSÃO
otonisouza.primavera@gmail.comREGIÃO DO RIO CAETÉS, PRIMAVERA/ PARÁ
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
O Processo de Planificação da Atenção à Saúde no Sistema Único de Saúde (PlanificaSUS) está fundamentado num conjunto de ações educacionais,
baseadas em metodologias ativas, voltadas para o desenvolvimento de competências, conhecimento, habilidades e atitude, necessárias para a
organização e a qualificação das ações e serviços de saúde. A Região de Saúde do Rio Caetés está localizada na Região Nordeste do Pará, e foi eleita
para desenvolvimento do PlanificaSUS. A cidade de Primavera é um dos 16 municípios que compõe esta região, sendo a Unidade de Saúde do
ARDEP (CNES 5545188) a Unidade Laboratório (UL). O PlanificaSUS propõe (re)discutir a territorialização, considerando aspectos do macroprocesso
da Atenção Primária à Saúde (APS), inserida na reconfiguração das Redes de Atenção à Saúde (RAS) da Região Caetés. A territorialização em saúde
configura-se como processo permanente de identificação, compreensão e ação com base nas características territoriais.
O processo de territorialização é o ponto de partida para
organização dos serviços e das práticas de vigilância em
saúde, isto é, a partir do qual se realiza o reconhecimento e
o esquadrinhamento do território segundo a lógica das
relações entre condições de vida, ambiente e acesso às
ações e serviços de saúde (Teixeira et.al.1998).
De acordo com Mendes (2015), o processo de
territorialização configura-se como um macroprocesso
básico, necessário à construção social da APS. Nesta
perspectiva, Teixeira (1998) destaca que o processo de
elaboração de diagnósticos territoriais de condições de
vida e situação de saúde devem estar relacionado
tecnicamente ao trinômio estratégico: informação-decisão-
ação.
Assim, cabe inquirir se a Equipe de Saúde da Família (eSF)
identifica o processo de territorialização como uma
estratégia fundamental e permanente do processo de
trabalho?
A ampliação do olhar dos profissionais da APS sobre
o território e o processo de territorialização é
estratégica e ponto de partida para superação dos
limites da unidade de saúde e das práticas do
modelo de atenção convencional; (re)construção do
vínculo dos profissionais e do sistema de saúde com
o lugar; adequação das ações de saúde à
singularidade de cada contexto sócio-histórico
específico; e incorporação efetiva do paradigma da
promoção da saúde e da participação (SANTOS e
RIGOTTO 2011). Nessa perspectiva, a OT
possibilitou uma intensa reflexão sobre território e
o processo de territorialização a partir de uma
perspectiva multiprofissional, (re)construindo o
saber e acrescentando novas compreensões.
A atuação das eSF deve estar fundamentada em um
processo de territorialização realizado de modo seguro e
esclarecedor, sendo capaz de servir de alicerce ao
planejamento em saúde. Este processo envolve uma
relação dialógica ativa entre eSF e comunidade, propondo a
compreensão ampliada da saúde-doença-cuidado.
Contudo, ainda existe uma lacuna científica que sirva de
referência à execução do processo de territorialização.
Considerando a proposta metodológica do PlanificaSUS,
toda a eSF do Ardep/ UL foi convidada a participar da
Oficina Tutorial (OT) da etapa 2.1: MACROPROCESSOS
BÁSICOS – TERRITORIALIZAÇÃO E CADASTRO FAMILIAR.
A medição das melhorias e efeitos das
mudanças aconteceram em dois
momentos distintos: durante a OT,
onde foi possível identificar a
compreensão dos profissionais sobre o
processo de territorialização; e nos dias
que se seguintes, durante o exercício do
processo de trabalho dos profissionais.
• O território é dinâmico e mutável;
• A territorialização é um processo permanente;
• O processo de territorialização é permanente;
• O processo de territorialização exige organização, metodologia e conhecimento
multidimensional sobre o território;
• O processo de territorialização possibilita a elaboração de diagnósticos
territoriais de condições de vida e saúde, fomentando o trinômio: informação-
decisão-ação;
A qualidade do processo de territorialização está relacionada com inúmeros fatores, dentre eles, pode-se destacar: a compreensão das eSF sobre
território e territorialização; os sujeitos do processo; as estratégias metodológicas utilizadas pelas eSF para aproximação com território e com o
processo de territorialização; a relação entre eSF, comunidade, família. Assim, a proposta da territorialização representa um esforço no
(re)conhecimento do território. Envolve uma relação dialógica e ativa entre profissionais da APS e a comunidade, permanentemente, e de forma
processual, supondo a compreensão ampliada da saúde-doença-cuidado.
Christina Coelho Nunes, Diana Martins Barbosa, Gelza Matos Nunes, Jacqueline dos Santos Silva, Kátia Guimarães Ramos
Ribeiro. Priscila Vieira Elias, Raquel Guieiro Cruz, Rosana de Vasconcelos Parra, Tatianna Mendes da Rocha
O desafio da implementação do PlanificaSUS em um
Estado de 853 municípios
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO
CONCLUSÃO
[guieiroraquel@gmail.com
REGIÕES DE CAPELINHA E DIAMANTINA,
MINAS GERAIS
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
O Estado de Minas Gerais fez adesão ao PlanificaSUS em fevereiro de 2019 tendo como objetivo a
integração da Atenção Ambulatorial Especializada e a Atenção Primária à Saúde. Os 29 municípios
participantes estão localizados nas Regiões de Saúde Ampliada Jequitinhonha e Nordeste.
O desafio de implantação do
PlanificaSUS em um estado de 853
municípios, sem perder a qualidade
do projeto, assim como alcançar os
resultados esperados com a premissa
de não acarretar custos nem para os
municípios e nem para o estado.
O PlanificaSUS vem sendo conduzido em Minas Gerais
já pensando na expansão para todo o estado. Assim,
buscamos o envolvimento do maior número de
servidores para que o piloto já servisse como
instrumento de alinhamento conceitual e treinamento,
além de construirmos e organizarmos uma estrutura
de governança técnica apta a multiplicar o projeto às
demais regiões do estado.
Necessidade da equipe da SES/MG
absorver a metodologia do projeto,
revisar as ações e programas já
vigentes em função dos novos inputs
do PlanificaSUS e criar um
mecanismo de capilarizar esse
processo. Tudo isso sob a pressão de
“Cronos” e em plena crise financeira.
Todo o projeto se encontra em fase inicial, portanto o
principal efeito imediato medido é o alcance da
segurança na condução do projeto, sem as atribulações
iniciais. A partir dessa segunda etapa do piloto
estaremos ainda monitorando a execução satisfatória
dos planos de ação, assim como a evolução de cada
município em relação ao modelo proposto.
Enfrentamos uma série de
desencontros em função do
contingente de pessoas, do tempo
muito curto para alinhamentos
internos e pela falta de clareza em
relação a metodologia a ser adotada.
Hoje, para cada rodada de workshop,
o projeto conta com 56 Facilitadores,
08 Tutoras Analistas Estaduais e 42
Tutores Municipais.
As principais lições aprendidas estão relacionadas às
estratégias de comunicação adotadas ou a ausência
delas. É sempre necessário um sponsor do projeto para
condução política da proposta e, sobretudo, dar o tom
de prioridade e dirimir impasses de autoridade ou
divergências de relações interpessoais.
Entendemos que é necessária uma estrutura de
governança robusta para a ampliação da proposta para
as demais regiões do estado. Para além do domínio do
conteúdo técnico e aprendizado do método, há o
desafio da capilarização do projeto e resposta às
questões assistenciais que irão surgir.
Autores: ARAGÃO, Fernanda Barreto1; REIS, Ana Paula Oliva; MENDONÇA, Ana Paula Vieira Alves; FERREIRA,
Guadalupe Sales; JÚNIOR, João dos Santos Lima; ALVES, Luciana Santana Santos; SILVA, Maria do Socorro Xavier.
ARACAJU / SERGIPE.
A Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe ingressa no PlanificaSUS contemplando duas regiões de saúde, Região
de Lagarto (composta por 06 municípios) e Região de Itabaiana (composta por 14 municípios).
DESAFIOS E AVANÇOS DE SERGIPE NA REALIZAÇÃO DE ALINHAMENTO CONCEITUAL
ATRAVÉS DE UM POLO FORMADOR DE WORKSHOP: RELATO DE EXPERIÊNCIA.
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO
CONCLUSÃO
fernanda.aragao@saude.se.gov.br
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
Qualidade de alinhamento conceitual
através de
Um (01) polo formador por região de
saúde
Problema:
Quantitativo de profissionais versus
espaço físico adequado
Dificuldade quanto a espaços
públicos ou privados que
comportem público superior a
500 pessoas
Dificuldades em relação
ao transporte
intermunicipal
Fragilidades para
disponibilização de
alimentação para os
participantes
Parceria
SES/SE
SMS
IE
Funesa
PLANIFICASUS
SERGIPE
Sergipe possui parceiros estratégicos que têm contribuído para a realização dos
Workshops, com polo formador unificado.
1. Escola Estadual de Saúde Pública (FUNESA) Gestão logística e operacional,
garantindo condições estruturais para o desenvolvimento das atividades
pedagógicas;
2. SMS Transporte intermunicipal deslocando os profissionais ao polo formador
a cada etapa;
3. Instituições de ensino Espaço, mediante termo de cooperação técnico,
didático e científico do Programa de Estágio Curricular obrigatório.
A cada etapa a organização dos Workshops em polo único, por região,
tem sido aprimorada. Reconhecendo desafios, estratégias são discutidas
e implantadas a fim de promover encontros presenciais de qualidade na
formação teórica e bem-estar aos participantes.
A integração entre atores estaduais estratégicos enriquece e
fortalece o PlanificaSUS em Sergipe.
O estado de Sergipe tem realizado os encontros de alinhamento conceitual
do PlanificaSUS de forma unificada, por região, garantindo a logística
necessária para sua realização com qualidade, a partir da articulação
estratégica entre parceiros estaduais.
Maria Gisélia Da Silva Rocha
Projeto de Melhoria na Qualidade de Vida dos Usuários da Atenção Básica de
Buritinópolis- GO, a Partir do Uso de Plantas Medicinais
PROBLEMA
A diminuição e perca dos saberes culturais na
comunidade quanto ao uso das plantas medicinais
que promovem o auto cuidado, promoção da saúde
e empoderamento dos saberes tradicionais, além da
procura demasiadamente excessiva por
medicamentos na Atenção Básica.
ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO
Parceria da equipe multidisciplinar e atores das secretarias
municipais de saúde, envolvimento da comunidade e consolidação
da implementação da horta de plantas medicinais na Atenção Básica.
CONCLUSÃO
O projeto de melhoria na qualidade de vida dos usuários da Atenção Básica de Buritinópolis a partir do uso de plantas
medicinais estimula a interação entre usuários e profissionais de saúde, além do empoderamento da comunidade, uma
vez que traz para o serviço de saúde a troca de saberes práticos e culturais o desenvolvimento local e promove o resgate
dos saber tradicional da população, estimulando a promoção e prevenção a saúde. Também contribui para socialização
da pesquisa científica e desenvolvimento da visão crítica tanto dos profissionais quanto da população sobre o uso
adequado de plantas medicinais, sendo relevante para promoção de saúde e para o cuidado profissional e autônomo, o
uso das plantas medicinais ainda viabiliza a possibilidade terapêutica, além dos medicamentos em comum aos serviços
de saúde, ainda fortalece a implementação de políticas públicas e estimula os profissionais de saúde a organizarem as
ações de educação em saúde e ambiental juntamente com a equipe multidisciplinar do município.
gilmaryy@hotmail.com
BURITINÓPOLIS-GO
CONTEXTO
Buritinópolis é um município do estado de Goiás localizado na Região de Saúde Nordeste II possui uma população
estimada em 3.3021 habitantes. O município possui uma Equipe de Estratégia de Saúde da Família com 100% de
cobertura estimada pelo E-SUS, sendo a Atenção Básica a reorganizadora do cuidado e única porta de entrada dos
serviços de saúde no município.
AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS
Observa-se que a diminuição e perda dos saberes
tradicionais da comunidade a cerca do uso das plantas
medicinais tem impactado na busca demasiada por
medicação nos serviços da Atenção Básica, o que
reflete o uso corriqueiro por medicamentos e fomenta
a diminuição ou perca dos saberes tradicionais a cerca
do uso das plantas medicinais sendo visto que a
unidade de saúde não possuía outra forma de
terapêutica. Essa analise foi levantada a partir das
oficinas de Planificação da Atenção à Saúde.
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
contou-se com o envolvimento da equipe
multidisciplinar do município tais como: ACS,
enfermeiro, farmacêutico, médico, técnico em
enfermagem, odontólogo, assistente social, professores,
nutricionista, educador físico entre outros, além da
interação com outras secretarias municipais,
envolvimento da comunidade, da gerencia da Atenção
Básica e Gestores do Município.
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
Procura pela comunidade pela oferta do uso de plantas
medicinais na atenção básica e diminuição do uso de
medicamentos em síntese na Atenção Básica.
LIÇÕES APRENDIDAS
Para implementação de ações significativas de promoção a saúde,
redução de danos e implementação de políticas publicas
necessitamos do trabalho multidisciplinar, envolvimento da equipe,
apoio da gerencia e gestores em saúde, e principalmente conhecer
os vazios assistenciais na nossa comunidade.
GISELI DA ROCHA
ESTRATÉGIAS PARA ORGANIZAÇÃO DOS WORKSHOPS NO
PARANÁ
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO
CONCLUSÃO
giseli.rocha@sesa.pr.gov.br
4ª REGIÃO/ PR
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
Este relato de experiência demonstra a evolução das estratégias utilizadas pelos profissionais da Secretaria Estadual de Saúde (SESA/PR) para
organização dos workshops na 4ª Região de Saúde no Estado do Paraná, seguindo a metodologia proposta pelo projeto do PlanificaSUS.
O Paraná escolheu a 4ª Região de Saúde para implantação do
projeto do PlanificaSUS, que possui 9 municípios e 950
profissionais. Os problemas na execução dos workshops estavam
principalmente na viabilização de espaço e garantia de refeição
para profissionais devido à distância de alguns municípios.
Após a escolha da região verificou-se que na 4ª Regional de
Saúde nenhum dos municípios possuía estrutura física para
receber os profissionais de saúde que viriam nas turmas A e B dos
nove municípios. Além disso a distância entre o município sede
para o mais distante de aproximadamente 60 Km prejudicava o
deslocamento dos profissionais caso precisassem de almoço nos
seus respectivos municípios.
Com a identificação dos principais problemas, o Grupo Condutor
Estadual do PlanificaSUS, com apoio da equipe da 4ª Regional de
Saúde do Paraná, tomou medidas para identificar locais e
responsáveis por cada ação, para preparar da melhor maneira
possível os encontros com todos os profissionais da Atenção
Primária à Saúde, AAE, vigilâncias e pontos estratégicos.
Benefícios gerados através do planejamento da execução dos workshops fazem com que se gaste menos tempo na organização e os
resultados esperados melhores. Entendemos que para uma boa execução dos objetivos propostos pelo PlanificaSUS é necessário
discutir intensamente o conteúdo em uma boa estrutura.
A realização do workshop para participação de diversos profissionais precisa de “várias
mãos”, contudo, a definição de papéis é fundamental. Um dos pontos fortes foi a escolha da
melhor metodologia a ser utilizada em cada conteúdo e os parceiros que foram identificados
nos municípios, além da avaliação do grupo condutor ao término de cada workshop.
Uma das estratégias utilizadas no avanço das etapas foi a distribuição de ações e o trabalho
em equipe. Buscando ações para soluções dos problemas identificados e melhoria na
qualidade, sem que somente remediasse a situação, evitando desperdícios de tempo,
materiais, mão de obra e otimizando os recursos disponíveis.
Divididos os grupos em dois polos diferente na cidade sede da região Irati. Realizado escala
dos municípios na turma A e B de acordo com o número de profissionais que participariam dos
workshops, realizado licitação pela SESA/PR para contratação de alimentação (almoço) para
todos os participantes. Identificado os parceiros para auxílio na execução dos trabalhos.
Satisfação dos integrantes da equipe de facilitadores realizado via feedback ao término do
workshop e avaliação de satisfação dos participantes de todos os municípios envolvidos.
O workshop de abertura foi realizado no município sede da unidade vitrine Teixeira Soares, pois
o público alvo que participaria do evento era menor. No workshop 1 e 2, a regional de saúde
ficou com a organização da estrutura física local e o nível central com o apoio administrativo,
logístico e das metodologias que seriam utilizadas.
Alves, Gracielen Cristina Milomes, Veras,Graciella de Sousa.
Melhorias na linha de cuidado materno infantil no município de Pimenta
Bueno - RO através do processo de Planificação da Atenção à Saúde.
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO
CONCLUSÃO
assessoriapimentabueno@gmail.com
Pimenta Bueno/RO
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
Planificação da Atenção à Saúde é uma proposta de gestão e organização da Atenção Primária à Saúde e da Atenção
Ambulatorial Especializada. É nesse contexto que as Unidades Básicas de Saúde do Município de Pimenta Bueno –
RO, vem apresentando melhorias, desde 2017 com o início da Planificação na região.
As unidades não possuíam detector fetal, teste
rápido de gravidez, estratificação de risco das
gestantes e referência para o pré-natal de alto
risco.
Reuniões de equipe (gestão/profissionais), para discutir metas e
estratégias de melhoria. Transparência com os recursos financeiros
disponíveis. Investimento em Educação Permanente. Valorização da
opinião popular.
A falha na organização dos processos de
trabalho relacionados a assistência materno
infantil, resultava em um pré-natal ineficaz,
com consequências indesejáveis que
resultavam no deslocamento de uma gestante
ou concepto a cerca de 500km para uma
assistência de alta complexidade.
O impacto da Implantação da Rede de Assistência Materno Infantil
foi avaliado através das planilhas de monitoramento e dos
instrumentos de avaliação disponibilizados através do processo de
tutoria da Planificação da APS.
Avalia-se continuamente indicadores de gestão, através dos
programas e-sus AB e e-Gestor.
Com o envolvimento e comprometimento das
equipes foram realizados, intervenções na
estrutura das UBS, reorganização do território,
aquisição de equipamentos, organização de
fluxos e protocolos.
A importância de prestar um atendimento de qualidade a esta
fração da população tão vulnerável e que com pouco recurso é
possível transformar a realidade dos nossos indicadores de
assistência materno infantil. O quão importante é o trabalho em
equipe o bom relacionamento gestor/profissional/usuário.
Através da experiencia vivenciada com o Processo de Planificação da Atenção à
Saúde obteve-se um rico aprendizado. Observou-se nitidamente os impactos
provocados pela proposta de organização dos processos de trabalho e o quanto
pode ser feito com recursos alocados de forma correta e transparente.
FREDERYCO LISBÔA LÔBO
Cartão da Família: Uma Ferramenta de Fortalecimento do
Elo Entre a Unidade de Saúde e o Núcleo Familiar
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO
CONCLUSÃO
frederycolobo@outlook.com
OUVIDOR / GOIÁS
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
O PEC traz enormes ganhos a funcionalidade da
UBSF, contudo com a sua utilização os
profissionais:
 Não identificam o usuário dentro do seu
núcleo familiar;
 Perdem a referência de quem é o seu ACS; e
 Não localizam o usuário dentro do território,
dificultando o fluxograma de referência dentro
da Rede de Atenção a Saúde (RAS).
A substituição dos prontuários manuais
separados por Agentes Comunitários de Saúde
(ACS) e núcleos familiares pelo Prontuário
Eletrônico do Cidadão (PEC) individualizou o
usuário, fragilizando o vínculo entre os
profissionais da Unidade Básica de Saúde da
Família (UBSF) e o Núcleo familiar pela ausência
desta identificação dentro do sistema
Toda a equipe identificou os ganhos com a
implantação do Cartão da Família, desde a
recepção, a classificação de risco/vulnerabilidade,
os profissionais da assistência e, inclusive os ACS
que relataram a valorização de suas visitas
O Cartão da Família é preenchido pelo ACS
durante o cadastro e assinado pelo mesmo em
toda visita domiciliar. Durante o agendamento é
solicitado e se estiver desatualizado é recolhido
para a realização da visita domiciliar. Os
profissionais identificam todo o núcleo familiar e
a sua localização, facilitando a adequada
aplicação do protocolo durante a classificação de
risco/vulnerabilidade. No verso do cartão existem
informações da unidade aos usuários
Com a implantação do Cartão da Família foi observado:
 Valorização das visitas domiciliares dos ACSs pelos usuários;
 Aumento do número de visitas domiciliares dos ACSs;
 Identificação do usuário com a unidade de saúde ao qual
pertencem;
 Facilidade nas decisões da equipe que envolvem o posicionamento
do usuário dentro da RAS; e
 Reconhecimento do núcleo familiar ao qual pertence o usuário
Existe a necessidade de reuniões permanentes com toda a equipe
para que diante da identificação de problemas sejam criadas
soluções, muitas vezes simples e de baixo custo como o Cartão da
Família, e que durante este processo seja realizado o monitoramento
para o aprimoramento das medidas implantadas
A Atenção Primária à Saúde (APS) em Ouvidor-GO rendeu-se ao “apaga fogo” de doenças agudas e crônicas agudizadas,
esquecendo-se dos pilares da Estratégia Saúde da Família. Com a tutoria da Planificação da APS os processos foram revisados
e vários problemas foram identificados, dentre os quais a perda de elo entre a equipe e os núcleos familiares do território
adscrito
Diante da escassez de recursos, principalmente financeiro, há a necessidade de soluções simples e de baixo custo, que
venham a melhorar a funcionalidade da equipe. O Cartão da Família foi uma das ideias que vieram a trazer inúmeras
melhorias e mudou o comportamento positivamente tanto dos usuários quanto dos profissionais. Procurou-se melhorar o
elo entre a equipe e o núcleo familiar e acabou-se por conseguir ajustar outros problemas que até então não haviam sido
identificados, como a valorização do ACS e a receptividade as visitas domiciliares.
MARA LILIAN SOUZA CORREIA, DANIELA FARIAS DE CARVALHO, KELVYA FERNANDA ALMEIDA LAGO, JOZILMA PEREIRA DE ARAUJO, ALINY DE OLIVEIRA
PEDROSA
EMPODERAMENTO DO USUARIO NO ATENDIMENTO COMPARTILHADO
PARA FAVORECIMENTO DO AUTO CUIDADO APOIADO
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO
CONCLUSÃO
fono.mara@yahoo.com.br
CAXIAS / MARANHÃO
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
O uso de imagens ilustrativas é considerada relevante nas orientações em saúde pois proporciona na vida
das pessoas a facilidade de entendimento, o que possibilita alcançar a criança e seus familiares de forma
global, particular, criativa e participativa para adesão ao tratamento.
A demanda para tratamento na rede de
atendimento especializada da região de
Caxias – MA e pensando em favorecer o
potencial de atendimento e humanização
para diminuir o fluxo para tratamento na
atenção especializada e otimizar a
participação da família no tratamento de
crianças de alto risco.
Procurando desenvolver a melhoria do auto
cuidado apoiado dos usuários atendidos e
priorizando sua efetivação para resguardar
a atenção em sua integralidade, inerentes à
promoção, prevenção, recuperação e
reabilitação da saúde, respeitando,
sobretudo a individualidade do usuário.
A proposta principal da equipe é oferecer
empoderamento do usuário no
envolvimento pelo atendimento
compartilhado, pois além de otimizar o
tempo, colaborar com o atendimento
integral e multidisciplinar, cada um
ofertando a sua conduta de forma acessível
através de figuras educativas afim de
contemplar um objetivo comum.
São levantadas durante a consulta as alterações que devem
ser modificadas no cotidiano da criança com a utilização da
estratégia participativa, associados a recursos lúdicos.
Esclarecendo a família para que faça adesão participativa e
significativa no tratamento das crianças, entendendo sua
realidade, e a possibilidade de alcançar sucesso no processo
de acompanhamento na atenção especializada.
As orientações são transmitidas de maneira lúdica,
identificadas com os familiares de forma simples, que
funcionam como um estimulo. Quando visualizam as
imagens com as metas identificadas, eles conseguem fazer as
associações da criança com sintomatologia semelhante, o
que se avalia como aprendizado adquirido.
Nessa vivência é perceptível que as intervenções tiveram
rendimento satisfatório em relação as crianças. A experiência
permitiu conhecer as peculiaridades de cada grupo familiar
para planejar orientações compreensíveis e significativas aos
acompanhantes, auxiliando no desenvolvimento da
responsabilidade individual e na prevenção de alterações.
O uso da estratégia por meio de imagens, nota-se um processo de mediação, que facilita a compreensão de
cada meta a ser alcançada, constatando-se desta forma, o interesse e adesão ao tratamento. Enquanto
profissionais as ações desenvolvidas contribuem para o atendimento de forma holística.
GISELI DA ROCHA
GRUPO DE ESTUDOS COMO ESTRATÉGIA DE FORMAÇÃO
DOS FACILITADORES DO PLANIFICASUS
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO
CONCLUSÃO
giseli.rocha@sesa.pr.gov.br
4ª REGIÃO/ PR
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná aderiu, em abril/2019, ao projeto PlanificaSUS, com o intuito de fortalecer o cuidado à saúde do
idoso na Atenção Primária e organizar a Rede de Atenção à Saúde. O projeto contém sete etapas, com ciclos de workshops, oficinas tutoriais e
cursos curtos.
Os workshops são conduzidos por facilitadores, que recebem
formação técnica no curso de educação à distância (EaD). Como
facilitar aos participantes dos workshops da região de Irati a
participação, compreensão e discussão do conteúdo técnico no
cuidado à saúde do idoso em cada etapa do PlanificaSUS
A técnica de ensino definida para trabalhar as fragilidades evidenciadas no processo de
formação dos facilitadores, foi a implantação de um grupo de estudos, com o objetivo de
fomentar a reflexão, discussão dos textos e proposições de metodologias de ensino
aprendizagem para envolver o público.
A intervenção estratégica adotada para desenvolver o PlanificaSUS no Paraná foi a
organização de grupo de estudos, implantado em agosto/2019, com a participação de apenas
14 (quatorze) facilitadores, que na sequência envolveu todos os 30 (trinta) facilitadores, via
videoconferência, ferramenta que passou a ser utilizada em todas as reuniões subsequentes.
A ausência de conhecimento de métodos de ensino e de diálogos
participativos, a densidade dos textos apresentados para os
trabalhos em grupos e a necessidade de adequar os textos à Linha
de Cuidado do Idoso, motivou a equipe de facilitadoras/es a criar
grupo de estudos, como estratégia de formação e de educação
continuada para facilitadores do PlanificaSUS no Paraná.
Após a implantação do grupo de estudos evidenciou-se a satisfação dos integrantes da
equipe de facilitadores do PlanificaSUS no Paraná, realizado por meio de feedback ao
término de cada workshop e avaliação de satisfação quanto ao domínio dos facilitadores
na condução dos grupos, realizada por todos os participantes.
Apropriação do conteúdo apresentado nos guias do PanificaSUS, tanto pelos facilitadores
como pelos participantes, atores principais no processo de ensino aprendizagem, com
postura reflexiva, valorizando os diferentes saberes (des)construídos, ressignificando a
prática profissional e valorizando o Sistema Único de Saúde.
O processo de formação dos facilitadores, paralelo com as etapas operacionais do
PlanificaSUS, demonstrou a necessidade de qualificar os facilitadores, não apenas com
repasse de informações/conteúdos, mas também a capacitação e desenvolvimento destes para
engajar, ensinar e facilitar o processo de ensino-aprendizagem.
A educação à distância para a formação de facilitador é uma importante ferramenta de qualificação e
desenvolvimento do PlanificaSUS. Porém, é necessário trabalhar, para além do conteúdo técnico, as formas de
abordagem e interação com o público, por meio de metodologias ativas, no caso a andragogia.
O Grupo Condutor do PlanificaSUS, envolveu profissionais de todas as
regiões de saúde para atuarem como facilitadores, visando sua
ampliação no estado. Entre o primeiro e segundo workshop, a
percepção da equipe de facilitadores, foi de que trabalhar apenas o
conteúdo técnico dos guias do PlanificaSUS não era suficiente para
apresentá-lo e facilitar o entendimento e o diálogo entre os
participantes.
KELVYA FERNANDA ALMEIDA LAGO LOPES; JOZILMA PEREIRA DE ARAÚJO; VALESKA CINTIA OLIVEIRA DA ROCHA; MARAISA
PEREIRA SENA; ALINY PEDROSA; EGISLANE DA SILVA SALES
MONITORAMENTO CRUZADO COMO ESTRATÉGIA PARA QUALIFICAÇÃO DO
ATENDIMENTO NA LINHA MATERNO- INFANTIL
PROBLEMA
ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO
CONCLUSÃO
kelvya-fernanda@hotmail.com
MUNICÍPIO/REGIÃO: CAXIAS- MA
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO
PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
O Centro Especializado em Assistência Materno Infantil (CEAMI), presta atendimento seguindo as
instruções da planificação na atenção ambulatorial especializada (AAE), às gestantes e crianças
estratificadas como alto risco pela Atenção Primária à Saúde (APS).
Lacunas da APS na estratificação de
risco, bem como a necessidade de
certificar as contribuições do plano
de cuidados compartilhado.
A estratificação de risco (ER)
adequada é indispensável para o
oferecimento do atendimento
especializado às crianças e gestantes
de alto risco. No que tange o plano
de cuidados, este instrumento é
norteador para o tratamento que
necessita ser analisado pela equipe
da APS para implementação da
assistência.
PROFISSSIONAIS
CEAMI NEP CEAMIX
MONITORAMENTO CRUZADO
( MENSAL)
Sorteio da UBS
Após as visitas, teve-se como meta inicial a
confiabilidade na estratificação de risco e busca pelo
aperfeiçoamento nos processos organizacionais nas
UBS e melhorias quanto ao registro no plano de
cuidados compartilhado.
Representante NEP/ CEAMI +
Coordenadores APS+ Gestão/
VISITA À UBS
Acontece em um clima de cooperação mútua e cultura
de aprendizado em conjunto, inclusive com os erros.
Observa-se os processos de trabalho, com atenção
especial para reorganização assistencial prestada às
gestantes e crianças.
Firma-se um elo de confiança com identificação das
possibilidades de melhorias entre CEAMI E APS,
enfatizando aspectos essenciais e indispensáveis que
devem constar tanto nos registros quanto no
envolvimento educativo do profissional e cliente.
Percebe-se a importância do monitoramento cruzado e de sua permanência efetiva, sendo um
meio eficaz para diálogo dos profissionais. A cada visita realizada, valoriza-se as potencialidades e a
necessidade de permanente vigilância e qualificação no atendimento materno infantil, com base
nas evidências científicas e no efetivo alinhamento dos protocolos entre a APS e CEAMI.
Autores: ALVES, Luciana Santana Santos; MENDONÇA, Ana Paula Vieira Alves; REIS, Ana Paula Oliva; MELO, Ana Lúcia
Sousa Nascimento; ARAGÃO, Fernanda Barreto; JÚNIOR, João dos Santos Lima; SILVA , Maria do Socorro Xavier; REIS,
Maria Izabel Mendes Cortes; ROCHA, Tatiane Batista.
O PlanificaSUS na região de Lagarto/SE: Um relato de experiência sob o
olhar do Grupo Executor Estadual.
PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO
CONCLUSÃO
[lucianaaju2010@hotmail.com]
ARACAJU / SERGIPE
CONTEXTO
AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS
ENVOLVIMENTO DA EQUIPE
MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS
MUDANÇAS
LIÇÕES APRENDIDAS
Março de 2019 / A escolha da região de saúde: critérios técnicos
Região de Lagarto, com 06 municípios, foi eleita por possuir maior cobertura NASF, enquanto critério de
desempate. Para eleger a rede prioritária a ser trabalhada (Materno Infantil), foram utilizados indicadores
estaduais de saúde.
Pré-Natal
Fragmentada
Atuação
independente
Sem carteira
básica de
serviços
TRANSFORMAR,
MODIFICAR, ADEQUAR MICRO
MACROPROCESSOS DENTRO DA
UL
ALCANÇAR AS
FUNÇÕES DA APS
RESOLUTIVIDADE
COMUNICAÇÃO
RESPONSABILIDADE
Durante os processos das Etapas Preparatória:
1, 2.1 e 2.2
Envolvimento satisfatório da APS :
profissionais e gestores
Ausência da carteira de serviços para linha de
cuidado materno-infantil (unidade isolada,
cuidado médico, decisões desarticuladas,
função assistencial
Envolvimento efetivo :
• Da Gestão Estadual (reuniões articuladas)
• Grupo Condutor Regional (apresentação dos resultados
parciais)
• Da Gestão da Unidade (com reuniões tutoriais semanais e
chamamento de outros atores locais)
Movimento de apresentação e sensibilização para os servidores
do serviço especializado
Elaboração de Plano de Ação
• projeção de impacto financeiro
• reforma e ou adequações estruturais
• aquisição de equipamentos e mobiliários
• decisão de política e de gestão para a efetivação da
carteira de serviço em resposta à necessidade da linha
materno-infantil.
• Painel de bordo com indicadores e prazos
• Verificação de avanços pelos instrumentos de
avaliação dos macroprocessos da AAE e da
execução do plano de ação.
Entende-se que muito foi feito e que ainda há muito
a fazer para o segmento e efetivação da proposta
do projeto PlanificaSUS na região de Lagarto.
O experenciar-se no projeto permitiu conhecer a
realidade da prática do fazer distante do ideal e do
esperado, o que gera coragem para perseguir a
mudança que o projeto propõe.
Fortalecimento da assistência farmacêutica na Atenção Primária
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Fortalecimento da assistência farmacêutica na Atenção Primária

  • 1. AUTORES: Charlles Zapp e Ricardo Mendes Planificação sobre a Assistência Farmacêutica na Atenção Primária à Saúde PROBLEMA Mostrar para toda a equipe que trabalha na atenção primária à saúde o que engloba os processos constituintes da assistência farmacêutica, que em última análise, culminam na disponibilidade do medicamento nas Unidades Básicas de Saúde. ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO O uso de plataformas de acompanhamento de pacientes, planilhas de registro de retiradas de medicamentos e orientações diretas para o uso de medicamentos são algumas das ferramentas utilizadas visando a melhoria de resultados na farmacoterapia, diminuindo abandonos e consequente aumentando os índices de cura e melhorando a qualidade de vida dos pacientes crônicos. CONCLUSÃO O uso de linguagem acessível a toda a equipe tornou possível a ampliação do entendimento do que vem a ser a assistência farmacêutica, com suas respectivas ramificações, dentro do cuidado ao paciente. Email: nafcap31@gmail.com RIO DE JANEIRO / RJ CONTEXTO A assistência farmacêutica possui uma dimensão que engloba várias atividades e processos, tendo como propósito primordial e finalístico o uso racional de medicamentos e a garantida da qualidade de vida do paciente. AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS Verificamos que infelizmente, para muitos, o trabalho da farmácia dentro da atenção primária é pobremente resumido na "entrega de remédios". Acreditamos que isto se deva ao fato do desconhecimento por parte da população e equipe da UBS quanto à real potencialidade para cuidado do paciente de um serviço que se encontra subestimado. ENVOLVIMENTO DA EQUIPE Convidamos alguns farmacêuticos que realizam ações ativas em suas Unidades para compartilhar a experiência que realizam dentro da assistência farmacêutica, como a adesão à farmacoterapia (insulinodependentes, aqueles em tratamento de sífilis e tuberculose), além de compartilharem a importância da conciliação farmacêutica, bem como as orientações básicas para a correta administração de medicamentos. MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS Os resultados dos trabalhos realizados nestas Unidades mostram aumento nos índices de cura em casos de tuberculose e maior adesão ao tratamento de pacientes insulinodependentes. Mesmo não registrados oficialmente, pacientes que utilizam antibióticos não costumam retornam para uso de outro antibiótico, indicando sucesso na orientação de seu uso. LIÇÕES APRENDIDAS A importância do trabalho de educação continuada nos processos relacionados aos serviços farmacêuticos como ferramenta de gestão reforça a integração entre os diversos atores envolvidos no cuidado do paciente.
  • 2. Flávia Atanazio do Nascimento Apoiadora Institucional da Coordenadoria de Atenção Primária 3.1 O FACILITADOR COMO UMA POTÊNCIA DE FORTALECIMENTO DOS PROCESSOS DA PLANIFICAÇÃO DE ATENÇÃO A SAÚDE PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO CONCLUSÃO flavia.saude15@gmail.com Município do Rio de Janeiro / RJ CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS O início do processo de implantação da Planificação da Atenção a Saúde no Município do Rio de Janeiro na CAP 3.1, desde o ano 2018, tem gerado oportunidade para alguns profissionais que compõem a Gestão de atuarem de forma ativa como facilitadores junto aos trabalhadores de saúde nas etapas de concentração, dispersão, oficinas de tutoria e grupo condutor. 1) Fragilidade na aproximação entre a gestão e as equipes de saúde; 2) Dificuldade das equipes em identificar o perfil de sua demanda de atendimento; 3) Falta de mapeamento do processo de trabalho das equipes ocasionando no desconhecimento de suas fragilidades; 4) Predomínio da resolução de problemas com caráter emergencial pela ausência do planejamento de ações de forma longínqua. Este processo contou com o apoio de uma equipe multiprofissional que compõe a assistência e a gestão da rede de atenção primária a saúde da Coordenadoria de Atenção Primária 3.1. Estes profissionais são capacitados para atuarem como facilitadores na implantação da Planificação da Atenção a Saúde a fim de replicar as oficinas nas unidades laboratório. Estruturação dos macroprocessos: Acolhimento e classificação de risco, estratificação de risco, programação da agenda; Realizar gestão de lista de gestantes e crianças menores de 2 anos; Aplicar estudo de demanda periódico nas Unidades de saúde; Confeccionar matriz para o monitoramento das metas pactuadas; Construir plano de ação para realizar e alcançar as metas propostas. Profissionais engajados na construção e monitoramento da lista de gestantes e crianças menores de 2 anos e doenças crônicas, impactando na organização das agendas, oportunizando vagas e garantindo o acesso para novos usuários. Compreensão das equipes de saúde que a organização do processo de trabalho proposto pela Planificação de Atenção a Saúde não se configura como uma tarefa que demanda tempo e sim uma importante ferramenta que garante a oferta de um serviço de qualidade de acordo com a demanda do território. O profissional que compõe a gestão na função de facilitador tem um papel importante na relação dialógica com os profissionais de saúde instituindo uma aproximação que permite a melhor visualização da deficiência das equipes e oportuniza ações viáveis para a melhoria dos indicadores de saúde. A Frágil aproximação entre a gestão e equipes de saúde para realização do mapeamento do processo de trabalho prejudica a identificação dos problemas prioritários o que reflete nos indicadores de saúde. LIÇÕES APRENDIDAS Foto 1,2 e 3 Profissionais da APS que participaram da Oficina de Planificação em Atenção a Saúde no Município do Rio de Janeiro CAP 3.1 ( atividades subgrupos). Setembro/2019. Fonte: arquivo pessoal
  • 3. Rita Torres Sobral, Isabella Cristina Lopes de Souza, Paula Araujo Vahia de Abreu, Janaina Rangel de Lima Porto Pinto, Rosane Esteves A Planificação Como Estratégia de Fortalecimento da Cultura de Segurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde – experiência do CSEGSF/ENSP PROBLEMA Desde que o relatório errar é humano, que apontou que cerca de 100.000 pessoas morreram nos EUA por conta de EAs a cada ano, diversos estudos vem mostrando que o cuidado à saúde, se tornou potencialmente perigoso. Os danos causados pelos cuidados podem ter muito impacto na condição de saúde. ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO A Planificação traz discussão, reflexão e propostas aos processos de trabalho por meio de oficinas temáticas objetivando a operacionalização das RAS. A criação da oficina de Segurança do Paciente foi uma oportunidade de dar visibilidade ao tema, contextualizá-lo em relação aos atributos da APS e assim, fomentar a cultura de segurança do paciente. Desta forma espera-se melhorar ações relacionadas. CONCLUSÃO As oficinas de planificação tem contribuído muito para o alinhamento de conceitos e reconhecimentos dos processos de trabalho da APS. Este processo, somado a uma oficina dedicada a este tema, fortalecem a cultura de segurança do paciente e melhoram as condições para implementação das suas ações. ritasobral@ensp.fiocruz.br Rio de Janeiro - RJ CONTEXTO A Segurança do Paciente visa reduzir ao mínimo aceitável o risco de dano desnecessário associado ao cuidado em saúde. Tem como metas a identificação dos pacientes, a comunicação efetiva, o uso seguro de medicamentos, cirurgia segura, higienização das mãos e redução de quedas e úlceras por pressão AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS A APS é onde ocorre o maior número de interações entre profissionais de saúde e pacientes, é o nível mais utilizado pela população, e é o nível de atenção no qual o paciente tem maior autonomia em aderir ou não as recomendações dos profissionais de saúde. Ainda que com poucos estudos, já se verificou que a maior parte eventos adversos da APS relacionam-se a diagnóstico e tratamento medicamentoso. ENVOLVIMENTO DA EQUIPE Provocado pelo núcleo da ENSP, o CSEGSF criou, em 2018, sua comissão interna de segurança do paciente. Diversas ações foram implementadas e sentiu-se a necessidade de promover a cultura de segurança. Optou-se por utilizar-se da Planificação para sensibilização, com inclusão, pela primeira vez, de uma oficina exclusiva para o tema, desenvolvida por profissionais do serviço e da gestão das unidades. MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS Espera-se verificar um aumento nas ações de cultura de segurança, marcada por comunicação aberta, trabalho em equipe, cultura justa, reconhecimento da dependência mútua, incentivo à notificação de incidentes, aprendizado contínuo a partir das notificações de eventos e a primazia da segurança como uma prioridade em todos os níveis da organização. LIÇÕES APRENDIDAS Importância de acumular conhecimento em relação aos incidentes e eventos adversos, para que se possa aprender com eles. Considerar que os profissionais vão errar. Cabe ao sistema criar mecanismos para evitar que o erro atinja o paciente. Fortalecer trabalho em equipe com a presença do farmacêutico, educação profissional e envolvimento do paciente.
  • 4. Thainna Barbosa de Souza Nogueira/ Enfermeira de Família Fortalecimento da Linha de Cuidado da Criança e Adolescente no nível da gestão de um Área de Planejamento (AP) no Município do Rio de Janeiro PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO CONCLUSÃO Email: thainnabsnogueira@gmail.com Rio de Janeiro/ RJ CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS A Assessoria Técnica da Linha de Cuidados da Criança e do Adolescente atende 32 Unidades da Atenção Primária à Saúde em uma AP com uma população de 1 milhão de pessoas. A Linha de Cuidados da Criança e do Adolescente respondia demandas de outras linhas com vacância; não tinha processo estruturado e análise de óbitos sem desdobramentos no processo de trabalho. Organizar e potencializar a coordenação do cuidado, oportunizar os encaminhamentos e discussões das equipes a respeito dos casos de comorbidade infantil, nivelar o conhecimento básico de cuidados e sinais de alarme na infância. Falta de tempo para organizar ações preventivas; Falta de padronização escrita pela Linha da; Criança dos principais cuidados e pontos de atenção; Agentes Comunitários pouco sensibilizados para os sinais de alarme na Infância; Otimização do tempo para os processos da Linha; Construção do Guia de Bolso do Agente Comunitário em Saúde. Equipes mais comprometidas e envolvidas nos processos de trabalho, além de fundamentadas e sensibilizadas para o olhar de identificação dos principais cuidados e sinais de riscos relacionados às maiores taxas de óbitos infantis do território. Foi realizada discussão durante a Planificação, avaliação dos casos de óbitos e recomendações, organização dos processos da Linha, visitas de monitoramento em Unidades e discussão entres as demais Linhas de Cuidado da DAPS denominados "Momento Equipar". Como estruturar processos de trabalho mesmo em meio as intercorrências e demandas; Estudar os casos de óbitos visando intervenção dos macros e microprocessos visando também a prevenção de incidentes; Como construir material acessível, rápido e factível para as equipes. Durante a Planificação a Linha de Cuidado da Criança, mesmo em meio às demandas, conseguiu avaliar os principais pontos críticos, realizar diagnóstico situacional e trabalhar projeto de interação visando diminuição das taxas de mortalidade infantil dentro do território de residência, buscando maior acessibilidade e nivelamento de conhecimento para aa equipes e um olhar mais sensibilizado para os sinais de alarme na Infância.
  • 5. KAMILA CABRAL KOSA; BIANCA MAIA CURTY; ÉRIKA DE ALMEIDA LEITE DA SILVA TEIXEIRA DE SOUZA ; EDNA FERRREIRA SANTOS. VIVÊNCIA DE RESIDENTES EM SAÚDE COLETIVA NO PROCESSO DE PLANIFICAÇÃO DA ATENÇÃO À SAÚDE (PAS) NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (APS) NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO CONCLUSÃO kamilackosas2@hotmail.com RIO DE JANEIRO/ RJ CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS A vivência de residentes em saúde coletiva na Planificação da Atenção à Saúde (PAS) ocorre concomitante a sua inserção na Divisão de Ações e Programas em Saúde (DAPS), onde é feita a gerência de linhas de cuidados e de ações em saúde da Coordenadoria da Atenção Primária da Área de Planejamento (CAP). A vivência como residentes em Saúde Coletiva neste cenário trouxe enfrentamentos a respeito do contexto sociodemográfico, epidemiológico e organizacional dos serviços de saúde em que se insere a proposta da Planificação e o desenvolvimento de habilidades, conhecimentos e atitudes para aplicar como facilitadores no processo da PAS. A ausência de vivências e discussões sobre processos de PAS e a respeito dos contextos dos territórios das CAPs do município do Rio de Janeiro no primeiro ano de residência, aliado a recente chegada das residentes na DAPS. Participaram da PAS profissionais da atenção primária a saúde, tais como agentes comunitários de saúde (ACS), enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos e residentes em saúde coletiva, desde os que se encontram na gestão até os que estão na ponta, demonstrando a riqueza dessa vivência. Para apreenderem conhecimentos, habilidades e atitudes foi necessária imersão das residentes nos textos, casos da apostila e referenciais da PAS (Construção Social da APS e Modelo de Atenção às Condições Crônicas - MACC) durante a Formação de facilitadores. Posteriormente atuaram na Multiplicação nas unidades, Tutoria para o acompanhamento das atividades da oficina anterior e da Dispersão para as atividades futuras. Nesse movimento, as residentes articularam dinâmicas, fomentaram debates sobre conceitos, vivências e processos de trabalho dos profissionais e ouviram o relato dos tutores sobre seus enfrentamentos. A vivência na Oficina de Formação de Facilitadores e a aplicação do que foi apreendido nas Oficinas de Multiplicação nas unidades permitiram um novo olhar do processo de gestão e organização da Atenção Primária à Saúde para as residentes. A partir dos referenciais teóricos da Construção Social da APS e do processo de PAS foi possível fomentar nas futuras sanitaristas, reflexões e discussões sobre um modo colaborativo e resolutivo de gestão em saúde já no primeiro ano de residência. A vivência na PAS proporcionou conhecimentos e experiências potentes no processo de formação do futuro sanitarista, subsidiando a sua prática nos campos e fomentando o desenvolvimento de habilidades de gestão em saúde. Como potencialidades, vê-se que a PAS se configura como um processo participativo, problematizador e customizado para a realidade do território e para atuação de profissionais em formação, como residentes em saúde coletiva. A dependência da disponibilidade dos profissionais envolvidos na PAS são potenciais limitadores neste processo, devido às intensas demandas externas. Foto 1 - Profissionais da APS que participaram da Oficina de formação de multiplicadores. Setembro/2019 Fonte: arquivo pessoal. Foto 2 e 3 - Profissionais da APS que participaram da Oficina de PAS em uma das unidades de saúde (atividades em subgrupos). Setembro/2019. Fonte: arquivo pessoal.
  • 6. Sheila Cristina de Souza Pinheiro Bianca Fernanda Evangelista e Ana Paula Oliveira Reis Região Itabaiana/ Município Areia Branca /Sergipe sheila.beca@yahoo.com.br Apenas a unidade laboratório participava da oficina tutorial, as demais equipes que não estão na unidade laboratório demandaram uma organização dos macroprocessos da APS. Realizado a mesma oficina tutorial da unidade laboratório nas demais unidades. Observado melhorias através de indicadores de participação dos profissionais nos workshops, e satisfação das equipes com os avanços na organização da APS. A EXPERIÊNCIA DA EXPANSÃO SIMULTÂNEA DA PROPOSTA DO PLANIFICASUS NO MUNICÍPIO DE AREIA BRANCA/SE A participação de todos os profissionais do município no alinhamento promovido pelos Workshops do Planifica e a mudança de comportamento motivacional dos demais profissionais da unidade laboratório fez que com despertasse no coletivo do município a necessidade de sua organização. Isso incentivou na gestão a ir além da UL , ou seja, planificar todo o município simultaneamente. Município de Areia Branca/ Sergipe com população estimada pelo IBGE de 18.542 Hab. Contém 7 Equipes de Estratégia de Saúde da família e 3 de saúde bucal totalizando 140 profissionais que atuam na APS aderiu ao PlanificaSUS na região de Itabaiana/SE. O movimento foi gerado pelos próprios profissionais do município que demandou a gestão na organização e qualificação dos macros e microprocessos. A motivação da equipe para organizar os processos de trabalho de forma mais resolutiva é umas das maneiras de também motivar a gestão as ações para atender as expectativas de seus profissionais e usuários da APS.
  • 7.
  • 8. ANA CLÁUDIA BEZERRA; MARIA APARECIDA SOUZA; FABRICIO LAGO; ALINE SILVA; RISONETH SILVA; ANDREZA SILVA; MARCIA; LUCICLEIDE SANTOS; LUIZ SANTOS; JOSEFA SANTOS; CILENE NETO; RICARDO XAVIER; MARIA SILVA; ANIELLY VASCONCELOS; VANDERLEIA SILVA; MARCELO FILHO; GILCILENE VASCONCELOS TERRITORIALIZAÇÃO: INTENSIFICAÇÃO CADASTRAL DA POPULAÇÃO PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO CONCLUSÃO E-mail: anacbenfer@gmail.comPOÇÃO / PE CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS A Territorialização é um passo importante para qualificação do processo de trabalho da atenção primária a saúde. A planificação da atenção contribuiu para fortalecer essa estratégia. Ausência de cadastros domiciliares e individuais, dificultando a identificação da área, ações em saúde e alcance de metas, devido a ausência de cadastros na base de dados do E-SUS. Atualização cadastral Estratificação de risco individual Educação permanente com a equipe Educação em saúde Estratificação familiar Para alcançar a meta de 100% da população cadastrada, foi realizada uma força tarefa onde todos os profissionais da equipe se dedicaram a realizar visitas para cadastrarem as famílias e/ou digitações no e-sus É possível dar o melhor de si para o bem do outro. Prestar uma assistência de qualidade, saber ouvir, observar e querer sempre melhor para a nossa casa que está sendo construída de acordo com os conceitos do grande mestre Eugênio Vilaça Conhecimento da população adstrita Melhoria dos indicadores de atenção Assistência de qualidade aos grupos/atrás de risco Redução da espera por atendimento Ofertar o serviço de acordo com a necessidade da população Ausência de cadastros no e-sus e/ou cadastros desatualizados Recusa Cadastral / Ausência da documentação necessária no ato do cadastro Não realização de algumas visitas domiciliares O planifica SUS veio realmente para resgatar a essência da atenção primária a saúde e está sendo muito eficaz, visto que ela auxiliou no planejamento das ações, no desejo de mudança dos profissionais e impactou de forma positiva a unidade básica de saúde no território.
  • 9. Ana Carolina Oliveira Nóbrega EDUC+Saúde: Planificação da APS e Educação Permanente através de curso em EAD PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO CONCLUSÃO Carol12.nobrega@gmail.comÁguas Lindas de Goiás/ Goiás CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS O município de Águas Lindas está em processo de Planificação da APS desde 2016, hoje em 100% das equipes de ESF.Conta com uma tutora externa; além dos tutores internos(Coordenadores) e facilitadores(membros Eq). Desaceleração do processo de Tutoria, dificuldade em encerrar alguns processos e vários estavam em estágios diferentes nas diferentes EqESF. Além de sobrecarga da Tutora externa, rodízio de profissionais e desmotivação das equipes. O projeto EDUC+Saúde surge com a proposta de associar Educação Permanente e Continuada ao efetivo avanço no processo de Planificação. É o instrumento utilizado para fortalecimento e avanço do processo de Planificação, uma vez que é planejado de forma a ofertar conhecimento teórico e vivência prática dos processos de trabalho da APS. Devido à alta demanda de ações (Plano de ação da Tutoria), ao rodízio interno dos profissionais das EqESF e à presença de apenas uma tutora externa; o processo de Tutoria estava lento e desnivelado entre as equipes. Tutora externa, 18 Tutores internos (enfermeiros) e 36 facilitadores (2 membros de cada equipe. Avanços no processo de construção social da APS, maior envolvimento dos servidores, domínio do conteúdo por parte dos servidores (mais conhecimento),nivelamento e aceleração do processo em todas as equipes. Além de unidade e fortalecimento de parcerias municipais, como entre a SMS e o IFG., É indispensável perseverar; necessário avaliar sistematicamente o processo de Planificação/tutoria; e mudar os trajetos quando necessário. Para o êxito no processo de Planificação da APS é necessário determinação e esforço para persistir,recomeçar,inovar e sensibilizar os envolvidos. Demanda tempo,energia,entrega e amor; mas com resultados mensuráveis.
  • 10. Analaura Ribeiro Pereira; Edna Ferreira Santos; Renata da Silva Rodrigues Reestruturação e Qualificação da Informação de Usuários Cadastrados do Território a partir do ESUS PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO CONCLUSÃO analaurarpereira@gmail.com RIO DE JANEIRO/RJ CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS Unidade de Atenção Primária à Saúde da cidade do Rio de Janeiro inaugurada em setembro de 2016 com 24000 habitantes de população adscrita com oito equipes de ESF e quatro equipes de ESB, em início de 2019 há redução de equipes da ESF e ESB, permanecendo 6 e 2, respectivamente. Processos construídos em conjunto: - Educação permanente com os agentes comunitários de saúde sobre inconsistências do ESUS e sobre formas/unificação de cadastro; - Criação de uma lista no google drive dos cadastros que necessitam de unificação de cadastro, que atualmente, só pode ser feito pelo gestor/coordenador; - Educação permanente com os enfermeiros, cirurgiãs-dentistas, médicos e administrativos sobre formas de cadastro, como verificar o cadastro e como editar cadastro no ESUS. - Educação permanente de acesso aos relatórios de inconsistências e demais funcionalidades do ESUS e como podemos qualificar o ESUS. Desde a inauguração em 2016 utiliza-se o prontuário eletrônico do paciente (PEP) privado e em novembro de 2018 foi feita a transição para o ESUS. Em 2019, devido à redução das Equipes de ESF com a manutenção da base territorial foi necessário reajustar a quantidade de usuários por equipe de ESF, e agora estamos em novo processo de reestruturação para remodelar novamente as equipes, já que tivemos redução de área adscrita, graças ao processo que iniciado na Planificação. A base de cadastro do PEP privado migrou em novembro de 2018 para o ESUS e foi constatado 4500 inconsistências e atualmente, estamos com 612 inconsistências. A base territorial de cadastros da equipe e da unidade de estar sempre atualizada e sem inconsistências cadastrais, já que a base cadastral é o “base/chão de casa” na construção de cuidado na APS. É o nosso ponto de partida. Diariamente, nos deparamos com a necessidade de verificar, monitorar e avaliar processos de cuidado em saúde. Para termos qualidade em saúde precisamos saber a real necessidade de saúde da população e a nossa base deve ser conhecida e qualificada de informações fidedignas. INCONSISTÊNCIAS TOTAL NOV 2018 4500 NOV 2019 612 O ESUS possui integração com Cadweb SUS online, que cadastra os usuários do SUS e gera o Cartão Nacional de Saúde (CNS), que é o documento de identificação do usuário no SUS. Essa integração facilita e agiliza o dia-a-dia dos usuários e profissionais do SUS.
  • 11. Camila Dayane Andrade Lopes PLANO DE CUIDADOS COMPARTILHADO: UM INSTRUMENTO DE COMUNICAÇÃO, DAATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE E AATENÇÃO AMBULATORIAL ESPECIALIZADA, QUE AUXILIA NA CONTINUIDADE DO CUIDADO DOS USUÁRIOS NA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO CONCLUSÃO camila_dayanne@yahoo.com.br CAXIAS-MA CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS No Município de Caxias no interior do Estado do Maranhão vivenciamos avanços na melhoria da assistência aos usuários na linha de cuidado materno infantil, que vem passando pelo processo de Planificação desde o ano de 2015. Ausência de comunicação entre os serviços, dificultando para o usuário a garantia da continuidade do cuidado Após a reorganização da Atenção Primária em Saúde (APS) e consolidação do seu papel como coordenadora do cuidado e ordenadora dos fluxos de atenção, foi necessário a integração desta com a Atenção Ambulatorial Especializada (AAE), concretizando de fato a implantação da rede de atenção à saúde materno infantil. A medida que foram implantados novos processos de trabalho, foi possível realizar a discussão entre os dois serviços, melhorando a relação entre eles além de qualificar a assistência as gestantes e crianças do Município e Região. Com a implementação de diretrizes clínicas e estabelecimento da estratificação de risco de crianças e gestantes que anteriormente eram acompanhadas somente na APS, foi estabelecido o fluxo de encaminhamento para o serviço especializado, daqueles usuários que apresentassem algum fator de risco. Todos os usuários que são encaminhados para o serviço especializado concluem o atendimento com seu Plano de Cuidados Compartilhado que deverá ser levado até a sua equipe de Estratégia de Saúde da Família para que o mesmo possa ser monitorado pelos membros da equipe dentro da sua unidade básica de origem ou em qualquer outro ponto de atenção da rede de saúde que esse usuário precise utilizar. A utilização dessa ferramenta tem contribuído efetivamente para a comunicação entre as equipes, aproximando os profissionais que estão envolvidos com a assistência aos usuários facilitando a troca de saberes entre estes. Desta forma, resultando em melhorias e qualidade da assistência através do empoderamento das equipes no manejo clínico além da organização do fluxo de atendimento priorizando o acesso e estabelecendo vínculo do usuário na APS que representa a porta de entrada destes para os demais pontos da Rede de Atenção à Saúde.
  • 12. [Karina Kelly de Oliveira] A Planificação da Saúde sob o olhar da gestão da Atenção Primária do município de Uberlândia PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO CONCLUSÃO karinakellyoliveira66@gmail.com [Uberlândia_MG] CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS Desde 2017, a Planificação da Atenção à Saúde, proposta pelo CONASS, em Uberlândia, Qualifica SaUDI, qualifica as equipes da Atenção Primária à Saúde (APS) para a coordenação das Redes de Atenção a Saúde (RAS) e interação mais resolutiva entre a APS e a Atenção Ambulatorial Especializada (AAE). As equipes da APS atuavam na lógica da consultação, com o cuidado centrado na figura do médico. As agendas não respeitavam a estratificação de risco e a parametrização proposta para cada condição de saúde. O que na maioria das vezes deixava os profissionais decepcionados pela carga de trabalho e com pouca resolução perante a rede. As oficinas educacionais, realização das tutorias e elaboração de planos de ações realizadas com as equipes de acordo com os referenciais teóricos “Construção Social da Atenção Primária” e o Modelo de Atenção às Condições Crônicas de Eugênio Vilaça, foram fundamentais para organização da “casa” da APS. A alta rotatividade dos profissionais da APS aliado à falta de preparo dos novos profissionais colaborava para uma atuação fragmentada nas condições crônicas. Além disto, a falta de uma metodologia que possibilitasse os profissionais a atuarem de uma forma padronizada trazia as dificuldades relatadas acima. A APS monitora periodicamente os indicadores e os resultados podem ser medidos quantitativamente e qualitativamente. Equipes fortalecidas para atendimento aos portadores de condições crônicas, ao idoso, ao paciente com fibromialgia e assistência com qualidade de hora marcada para realização de procedimentos como vacina e curativo. Por meio das oficinas e tutoria iniciou-se a planificação, em 10 unidades laboratório e para cada unidade um tutor era responsável por replicar oficinas tutoriais definidas em vários momentos. Isto fez com que os profissionais conhecessem os processos a serem implantados e se motivaram para mudar os processos de trabalho nas unidades de saúde. A Planificação introduziu o trabalho interdisciplinar. Pacientes crônicos são estratificados por risco, possuem consultas programadas e a participação no autocuidado apoiado. A organização dos macroprocessos da Atenção Primária à Saúde e a integração com a Atenção Especializada modificou a forma de pensar e de agir das equipes de saúde no município. Deu a possibilidade da coordenação da APS do município trabalhar com uma metodologia comprovada pelo CONASS, em busca do fortalecimento da APS.
  • 13. AUTORA: DANIELE OLIVEIRA DA SILVA TEIXEIRA O modelo de planificação: As estratégias entre tutores de uma região do Maranhão para organização e melhorias dos serviços de saúde PROBLEMA  Serviços de saúde fragmentado  Falta de comunicação em Rede  Falta de fluxo de atendimento  Peregrinação de Gestantes e crianças de alto risco em busca de atendimento ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO De início foram criados grupos de WhatsApp para aproximação e acompanhamento dos trabalhos e evolução dos tutores na organização dos serviços como forma de apoio mútuo entre tutores, Coordenação do Estado e analistas do Albert Einstein. CONCLUSÃO Através da Planificação do SUS, do comprometimento e responsabilidade dos tutores, municípios e Estado, uma Rede está em construção. E com a estratificação de risco, gestantes e crianças de alto risco recebem um melhor cuidado e acompanhamento, uma vez que a comunicação entre APS e AAE através das tutorias melhorou. [enf.dos7@gmail.com] COLINAS/MARANHÃO CONTEXTO A proposta de reorganização dos serviços de saúde na Atenção Primária e implantação dos serviços no Ambulatório Especializado em uma Maternidade na região de São João dos Patos, Maranhão, conforme o Modelo de Atenção as Condições Crônicas através da planificação do SUS. AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS Os serviços de saúde funcionavam de forma fragmentada e individual nos 15 municípios da região, não havia fluxo de agendamento da oferta dos serviços do Ambulatório de Alto Risco, impossibilitando o atendimento de gestantes e crianças de alto risco e o compartilhamento do cuidado dos usuários; e as unidades hospitalares recebiam grande demanda de usuários com problemas solucionáveis na APS. ENVOLVIMENTO DA EQUIPE Cada tutor externou suas dificuldades e identificou como o funcionamento em Rede é de suma importância para qualidade dos serviços de saúde e oportunidades de melhorias na oferta dos serviços e cobertura dos usuários. MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS  Comunicação e vontade são os primeiros passos para organização dos serviços  O que está ao alcance das mãos pode ser feito  Trabalhar em Rede é a melhor estratégia para oferta de um serviço de saúde digno e com equidade 14 29 25 34 6443 58 87 78 100 1177 946 913 775 763 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 Jun-19 Jul-19 Aug-19 Sep-19 Oct-19 Jun-19 Jul-19 Aug-19 Sep-19 Oct-19 PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO 14 29 25 34 64 CONSULTAS CRIANÇA DE ALTO RISCO 43 58 87 78 100 CASOS AMBULATORIAIS ATENDIDOS EM PRONTO ATENDIMENTO 1177 946 913 775 763 PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO CONSULTAS CRIANÇA DE ALTO RISCO CASOS AMBULATORIAIS ATENDIDOS EM PRONTO ATENDIMENTO
  • 14. LAYLIANE SOUSA NETTO DESAFIO DO CADASTRAMENTO DAS FAMÍLIAS PELAS EQUIPES QUE COMPÕEM A UNIDADE LABORATÓRIO CENTRAL DA REGIÃO CONSORCIADA DE VALENÇA- BA. PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO CONCLUSÃO laylianenetto@yahoo.com.br VALENÇA/BAHIA CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS A Unidade Laboratório Central da Região de Valença possui sede no município de Valença, localizada no bairro do Novo Horizonte. Esta possuem duas Equipes de Saúde da Família com Saúde Bucal. Baixo percentual de cadastro familiar e individual da população adscrita pelas Equipes de Saúde da Família do Novo Horizonte digitalizadas no E-SUS. A equipe tem uma estimativa das pessoas e famílias que acompanham, porém não tem registros no Sistema de Informação. A população total de responsabilidade de uma Rede de Atenção à Saúde deve ser totalmente conhecidas e registradas em sistemas de informações potentes. O cadastro familiar é uma ferramenta fundamental para a Equipe de Saúde da Família. Com o cadastro familiar efetivo é possível instituir a gestão de base populacional. As Equipes estão comprometidas no desafio de atingir 100% do cadastro. Pois, já estão conscientes que a Territorialização é a base para o desenvolvimento das ações na Atenção Primária à Saúde. A Planificação despertou na equipe a conclusão de que a deficiência no cadastro de forma sistematizada faz com que a equipe não consiga desenvolver as atividades proposta. Isso é possível verificar a cada oficina diante da dependência das informações do cadastro. A Planificação vem sendo uma indutora de mudanças e mostrando as equipes que não existe Unidade de Saúde da Família sem cadastro. Que é preciso melhorar o processo de trabalho nas equipes, pois estas são responsáveis pelo território sanitário, área de abrangência. E que o processo de Territorialização tem como um dos pilares o cadastramento das famílias e seus indivíduos. Nº DE CADASTROS INDIVIDUAIS X ETAPAS
  • 15. São João dos Patos-Maranhão e Rios dos Caetés-Pará “Uma diretriz assistencial é uma trilha, não um trilho.” A importância dos extratos de risco para o planejamento regional de saúde PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO CONCLUSÃO Lucileia.elller@gmail.com CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS As ameaças ao Sistema Único de Saúde são constantes, no que tange a garantia da implantação do Projeto do PlanificaSUS é necessário que possamos utilizar as garantias constitucionais a partir de um planejamento loco regional que retrate a necessidade da população. Cenário de transição política, realidade das regiões sem repasse de recursos, suspensão ou incentivo aos municípios que garanta cofinanciamento de Atenção Primária à Saúde, congelamento de gastos, Ausência de conhecimentos dos problemas de saúde, perfil demográfico e epidemiológico comprometendo o planejamento de saúde. Observadas elaboração dos Planos Anuais de Saúde e Planos Estaduais de Saúde, garantindo recursos para a atenção Primária nos instrumentos de gestão do SUS: Plano Plurianial, Lei Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual, além de contribuir com o fortalecimento regional no processo de regionalização, descentralização do poder político e administrativo Integração dos Projetos PlanificaSUS, Fortalecimento da Gestão Estadual do SUS e Planejamento Regional Integrado, a apresentação dos planos de ação nos espaços de governança regional -Colegiado Gestor e Colegiado de Gestão Regional CIR. A integração entre as equipes de atenção primária e a atenção secundária que vem disciplinando o fluxo da rede de saúde no território e mudando a lógica da regulação do acesso e da assistência As propostas de melhorias apontadas no plano de ação das Unidades Laboratórios que demandam recursos estão sendo programadas para o Plano Anual de Saúde . Todas as etapas do projeto PlanificaSUS devem ser bem planejadas junto as regiões de saúde. A elaboração da programação assistencial, custos para rateio da oferta de serviços com base na necessidade de saúde, fluxos assistenciais e instrumentos que serão utilizados para a integração entre os pontos de atenção. Os investimentos necessários para a melhoria da organização da assistência a saúde devem ser garantidos nos instrumentos de gestão do SUS. Aliny Pedrosa, Ana Carolina Fernandes, Juciara Sampaio, Lucileia Eller, Samia Borges
  • 16. CHARLENE DIPAULA DA COSTA MARTINS A EXPERIENCIA DO CIRCUITO DE ATENDIMENTO A GESTANTE NA UNIDADE LABORATORIO DANIEL GUANABARA EM COELHO NETO - MA PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO CONCLUSÃO CHARLENEDIPAULA@GMAIL.COM COELHO NETO/ MA CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS Uma atenção pré-natal de qualidade é capaz de diminuir a morbidade e a mortalidade materno-infantil uma vez que a identificação do risco gestacional pelo profissional permite a orientação e os encaminhamentos adequados em cada momento da gravidez. A organização dos processos de trabalho, a capacitação profissional e a organização de fluxos dentro da Ubs são fatores de extrema importância para esse processo. Este trabalho destaca a importância da qualidade e do cuidado multiprofissional no pré-natal e a utilização de um novo processo de trabalho. A desorganização dos processos de trabalho, baixa adesão ao pré-natal, baixa qualidade da assistência e do cuidado multiprofissional ofertado as gestantes, qualidade dos registros em prontuário. A desorganização dos processos de trabalho, a inadequação da atenção a gestante, a importância da qualidade dos registros em prontuário e do cuidado multiprofissional no pré-natal que não existia na Ubs. Participam desse novo formato de assistência a equipe multiprofissional, composta pela equipe da Esf, Nasf e atenção hospitalar. Após as vivências do atendimento multiprofissional às gestantes, observou-se uma melhora significativa da qualidade das orientações ofertadas a esse publico que passaram a ser focadas nas suas especificidades e particularidades. Notou-se ainda um maior apoio a equipe da ESF após a organização dos processos e dos fluxos dentro da UBS. Uma equipe multiprofissional fortalecida e capacitada com processos organizados é capaz de prestar um serviço de qualidade a sua população, transformando a APS na ordenadora dos serviços. A assistência pré-natal é fator essencial para se prevenir eventos adversos sobre a saúde da gestante e seus bebes. A estratificação de risco mostrou-se um importante instrumento de trabalho permitindo assim a comunicação das equipes da APS com os demais níveis da atenção. Também se mostram fatores determinantes a capacitação profissional, a qualidade dos registros e a comunicação entre as equipes. A Planificação da APS foi fator de extrema importância, pois organizou os processos de trabalho e propôs intervenções para qualificar a atenção prestada a população, fortalecendo assim a APS na coordenação do cuidado. • Organização dos processos de trabalho; • Utilização da estratificação de risco da gestante nas consultas; • Formação de grupos operativos; • Realização do plano de cuidados individualizado e autocuidado apoiado; • Analise da qualidade da assistência e do cuidado multiprofissional oferecido as gestantes da unidade Laboratório; • Coleta de dados através da análise dos registros realizados nos prontuários das gestantes, vinculadas ao Pré- Natal que utilizaram a nova ferramenta “Circuito de atendimento as Gestantes.”
  • 17. ADRIANA SILVA TRINIDAD/ ANNY KAROLE MARTINS DE MORAES/ ÉRICA COÊLHO DE SÁ RUFINO/ KÉLLYDA LIMA MONTEIRO GEDEON A IMPORTÂNCIA DO PLANO DE AUTOCUIDADO APOIADO PARA O FORTALECIMENTO DA ATENÇÃO CONTINUADA: A VISÃO DOS USUÁRIOS NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE PARQUE UNIÃO NO MUNICÍPIO DE TIMON/MA PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO CONCLUSÃO TRINIDAD.DRI@GMAIL.COMTIMON/ MARANHÃO CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS Após as intervenções obteve-se uma ampliação na habilidade e na confiança dos pacientes em gerenciarem suas condições de saúde no dia a dia, assim prevenindo, controlando ou reduzindo os impactos das condições crônicas. Eles se autoconheceram e compreenderam a mudança de comportamento. Outra mudança foi à relação estabelecida e a valorização da equipe para com o outro, assim considerando sua história de vida e sua capacidade em resolver seus problemas. Com o reconhecimento do grau de motivação que o paciente se dispõe em querer mudar, a equipe de saúde apresenta uma maior efetividade na escolha das estratégias de ação, ou seja, aquelas que favoreçam o trânsito de um estágio para outro, na sustentação das mudanças, na prevenção de recaídas e no fortalecimento do compromisso para a mudança. É de fundamental importância à elaboração de um plano de autocuidado individualizado com metas realistas para atender às necessidades dos pacientes. Ele deve ser elaborado de acordo com o paciente, os profissionais da equipe multiprofissional e com os familiares. A equipe de saúde da família tem que estar preparada e proativa, a fim de colaborar para a reabilitação e reinserção dos indivíduos buscando um cuidado humanizado e integral em todos os níveis de atenção. Há uma crise na microrrelação clínica entre equipe de saúde da APS e usuários. Para dar conta das condições crônicas dos usuários, uma nova clínica deve incorporar um conjunto de mudanças, entre elas a implantação do plano de autocuidado como forma de melhorar a atenção continuada. O fracasso dos sistemas de atenção à saúde fragmentados, no plano micro, determinou a falência da principal instituição que o sustentou, a consulta médica de curta duração. O modelo de atenção centrado na atenção uniprofissional, em tempo curto, é fonte de inúmeros problemas. A melhoria da saúde das pessoas portadoras de condições crônicas requer transformar um sistema de atenção à saúde que é essencialmente fragmentado, em um outro sistema que seja proativo, integrado, contínuo, focado na pessoa e na família e voltado para a promoção e a manutenção da saúde. O autocuidado apoiado prepara e empodera usuários para que autogerenciem sua saúde e a atenção à saúde prestada. É preciso cooperação entre a equipe de saúde e as pessoas usuárias para, conjuntamente, definir os problemas, estabelecer as prioridades, propor as metas, elaborar os planos de cuidado e monitorar os resultados. O plano de autocuidado apoiado deve ser individualizado, ter metas realistas e ser elaborado de acordo com o paciente, os profissionais da equipe multiprofissional e com os familiares, e devem ser elencados todos os recursos disponíveis na comunidade e segmentos da saúde para efetiva realização. A equipe multidisciplinar foi formada por duas enfermeiras, duas médicas e dois dentistas, atuantes na UBS, além de uma nutricionista, uma psicóloga e uma fisioterapeuta, que atuam no NASF da região adscrita. Em um único dia, cada profissional consultou cada paciente e foi preenchido um questionário com metas e pactuação, com posterior reunião para discutir e individualizar o plano de cuidado.
  • 18. Prycyla Melo, Maria Madalena Veras Utilização de estratégias lúdicas para promover maior participação nos workshops PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO CONCLUSÃO P_nutri@yahoo.com.br São João de Pirabas/PA – Região Rio Caetés CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS A planificação da atenção primária à saúde tem sido um momento de reflexão e transformação indiscutíveis e tem trazido, em seu desenho, o fortalecimento da educação permanente, englobando toda a rede de atenção à saúde no nível municipal, com os workshops temáticos para alinhamento teórico. A linguagem utilizada nos guias dos workshops é bastante técnica, o que trouxe consigo algumas dificuldades na condução da metodologia proposta, visto que algumas pessoas apresentam menor contato com tais conteúdos no cotidiano. Baixa participação de alguns profissionais no workshop; Problemas em relação à leitura do texto ; Receio de não dar a contribuição esperada. Fotos: Palavras cruzadas com conceitos trabalhados no workshop 2. Proposta "aprender brincando" → Melhor participação e empenho das pessoas → Compreensão dos conceitos → Discussão acerca da aplicabilidade dos conceitos na prática. Os jogos e outras metodologias ativas são bastante eficazes nos workshops da planificação da atenção à saúde, provocando maior interação e tornando o momento divertido e mais produtivo. As metodologias que utilizam o lúdico para trabalhar atividades teóricas com profissionais da saúde são de grande valia em eventos de educação permanente. É um desafio inserir essa proposta constantemente em nosso cotidiano. As equipes de saúde da família do município tiveram boa frequência nos eventos de alinhamento teórico. A equipe condutora dos workshops realizou a avaliação dos problemas apresentados no anterior..
  • 19. FREDERYCO LISBÔA LÔBO Utilização da Análise de Situação de Saúde (ASIS) para Planejamento Individualizado de Cada Território PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO CONCLUSÃO frederycolobo@outlook.com OUVIDOR / GOIÁS CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS As ações e intervenções não eram planejadas acarretando em:  Falsa percepção da realidade local;  Desconhecimento se os dados estavam dentro do esperado para o município; e  As Unidades apresentavam realidades diferentes, mas trabalhavam da mesma forma e com as mesmas metas. As ações e tomadas de decisões na equipe eram realizadas apenas com os conhecimentos empíricos e datas comemorativas da saúde e não representavam a realidade nem do município quanto mais de cada uma das unidades de saúde. Toda a equipe identificou os ganhos com a utilização da ASIS no planejamento individualizado, pois compartilharam de um conhecimento até então desconhecido e direcionaram as ações para a realidade de cada Unidade Pelo E-SUS AB, foram levantados os dados demográficos e de morbimortalidade de cada área adscrita a Unidade de Saúde. Os dados foram confrontados com a literatura e a realidade local no qual foram interpretados para o planejamento de ações que viessem a melhorar os números obtidos. Com a ASIS foi observado:  Identificação das peculiaridades dos dados demográficos de cada unidade;  Conhecimento da morbimortalidade e fatores de risco para cada unidade;  Ações foram individualizadas de acordo com a realidade de cada unidade;  As metas foram estabelecidas de forma diferenciada para cada Unidade; e  Criação de uma identidade local e personalizada Existe a necessidade de reuniões permanentes com toda a equipe para que diante da identificação de problemas sejam criadas. Tão importante quanto a inserção dos dados nos sistemas é a utilização destes dados para o planejamento e monitorização das ações. E é importante conhecer a realidade local e confrontá-la com a literatura para conhecermos nossas necessidades Diante da escassez de recursos, principalmente financeiro, há a necessidade de soluções que melhorem a funcionalidade e resolubilidade da equipe. Quando se utiliza o ASIS para o estabelecimento de ações, estamos priorizando a utilização de recursos para as maiores necessidades, bem como teremos maior chance destes recursos mudarem efetivamente a nossa realidade local. A realidade nacional é a média de varias realidades locais, e muitas vezes a nossa realidade local se distancia em alguns dados desta média, por isto é necessário personalizarmos a um contexto municipal e, ainda mais desejável, no território das Unidades de Saúde para que as medidas sejam ainda mais efetivas. A Atenção Primária à Saúde (APS) em Ouvidor-GO rendeu-se ao “apaga fogo” de doenças agudas e crônicas agudizadas, esquecendo-se dos pilares da Estratégia Saúde da Família. Com a tutoria da Planificação da APS os processos foram revisados e vários problemas foram identificados, dentre os quais a falta de planejamento das ações e tomadas de decisões.
  • 20. Alessandra Milene da Silva Rodrigues, Aliny Pedrosa, Ana Carolina Fernandes, Aurilívia Barros, Eduardo Barros, Juciara Sampaio, Luciléia Eller, Sâmia Borges, Soliane Monteiro. “UM PASSO E JÁ NÃO ESTAMOS NO MESMO LUGAR”. PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO CONCLUSÃO Lucileia.eller@gmail.com Utilização de modelo fragmentado de atenção à saúde, gerando ineficiência do serviço, por dificuldade de compreensão das necessidades da população em seu território e de suas diversidades regionais, prejudicando o planejamento e provimento. CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS O projeto do PlanificaSUS acabou de completar três meses nas regiões de saúde de São João dos Patos localizada no Maranhão e Rio dos Caetés no Pará. Apesar de recém-iniciado, já é possível perceber as inúmeras melhorias alcançadas com a implementação do projeto. A cada fase, percebe-se a evolução ocorrida no processo, que se incrementa em tão pouco tempo, isso somente é possível pela efetiva adesão das equipes. São João dos Patos - Maranhão, Rio dos Caetés – Pará. Por meio das ações do projeto, pretende-se induzir a mudança de modelo de atenção à saúde para a gestão de base populacional. A realização de workshops para alinhamento conceitual, as oficinas tutoriais e os prazos estabelecidos para a replicação no território, o incremento para acompanhamento das ações por meio da Plataforma de Monitoramento e Avaliação do PlanificaSUS, têm contribuído para os avanços evidenciados nas etapas propostas pelo projeto. Bem como, o monitoramento dos Planos de ação nos espaços de governança regional Colegiado Gestor e Colegiado de Gestão Regional CIR. O perfil dos tutores e suas habilidades como dedicação e liderança, a parceria com as equipes e com o grupo gestor tem demonstrado em pouco tempo bons resultados. As melhorias são identificadas por meio das atividades de monitoramento realizadas nas UL, do monitoramento à Plataforma do PlanificaSUS e do feedback nas apresentações realizadas pelos tutores nas oficinas tutoriais de formação com socialização de experiências exitosas, nesse espaço também se apresenta os registros fotográficos. É possível identificar por meio dos relatos alguns avanços, como a organização do processo de trabalho, segurança e satisfação para o profissional e para o usuário do serviço de saúde. A análise situacional realizada nas Unidades Laboratórios (UL) identificou várias situações de fragilidade, como segue: 1) Fragilidade em gestão do serviço- dificuldade na efetivação dos processos de controle, gestão de qualidade, gestão do tempo; 2)Fragilidade nos processos de trabalho- desperdício de insumos e materiais, baixa fixação e sobrecarga dos profissionais de saúde, gerando alto custo para os municípios e insatisfação dos usuários. A utilização da metodologia da Planificação da Atenção à Saúde se apresenta eficaz para a organização da atenção à saúde por meio das Redes de Atenção à Saúde (RAS), com foco na mudança do modelo assistencial. Nesse contexto, é possível observar o engajamento dos tutores, do grupo gestor e dos gestores municipais, que mesmo com adversidades avançam para o alcance na melhoria do processo de trabalho nas suas regiões. É possível notar que os trabalhadores do SUS estão motivados com o aprendizado adquirido, com a certificação do Curso EAD para Tutores e com a troca de saberes entre profissionais de saúde. Evidencia-se neste projeto: - A construção das relações e valorização das equipes. - A integração entre as equipes de Atenção Primária e Atenção Ambulatorial Especializada durante as oficinas tutoriais e intercâmbio entre as equipes. E
  • 21. Lopes, M.G.D; Pereira, A.M.V.B; Rocha, G. A Planificação da Atenção à Saúde no Cuidado ao Idoso no Estado do Paraná PROBLEMA: capacitar os profissionais de saúde para o desafio de manejar as necessidades de saúde da pessoa idosa em todos os pontos de atenção do SUS. ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO: Planificação da Atenção à Saúde para implementar a Linha Guia Saúde do Idoso no estado. Aderir ao PlanificaSUS. CONCLUSÃO: partir da experiência de Irati, a SESA/PR pretende ampliar o uso da metodologia do PlanificaSUS para as outras regiões do estado, no fortalecimento da Linha de Cuidado do Idoso na Rede de Atenção à Saúde, visando promover o envelhecimento ativo, digno e saudável. maria.lopes@sesa.pr.gov.br CURITIBA/PR Contexto: A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA/PR), em abril de 2019, assinou sua adesão ao projeto A Organização da Atenção Ambulatorial Especializada em Rede com a Atenção Primária à Saúde (PlanificaSUS), visando fortalecer a linha de cuidado à saúde do idoso no SUS estadual. AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS: O envelhecimento da população, com estimativa que o número de idosos será aumentado em 756,1 mil pessoas entre 2020 e 2030 no Paraná. ENVOLVIMENTO DA EQUIPE: integração do trabalho das equipes multiprofissionais da APS e da AAE. MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS: Garantia apoio gestores envolvidos no PlanificaSUS no Paraná; 30 facilitadores, 12 tutores e 900 trabalhadores da saúde no Projeto, aproximação equipes APS e da AAE na Região de Irati e sensibilização para o cuidado da pessoa idosa. Reorganização de equipe de atenção básica, fortalecimento da Rede de Atenção à Saúde, percepção das fragilidades, especificidades e necessidades do idoso. LIÇÕES APRENDIDAS: Vale a pena lutar pelo SUS , promovendo a integração da APS e a AAE
  • 22. FLÁVIA KARITAS O.S. BOARETO; MELYNE SERRALHA ROCHA A ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO DAS CONDIÇÕES CRÔNICAS NA UBSF SÃO JORGE V PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO CONCLUSÃO flaviakaritas@saudesetorsul.org.brUBERLÂNDIA/MG CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS As condições de saúde são circunstâncias na saúde das pessoas que se apresentam de forma mais ou menos persistentes e que exigem respostas sociais reativas ou proativas, episódicas ou contínuas e fragmentadas ou integradas, dos sistemas de atenção à saúde, dos profissionais de saúde e das pessoas usuárias. Na UBSF São Jorge V havia um desencontro entre a situação epidemiológica dominada por condições crônicas e um sistema de atenção à saúde, voltado para responder as agudizações de condições crônicas de forma fragmentada, episódica e reativa. No início de 2017 os ACS realizaram a atualização do cadastro da população adscrita, realizando visitas domiciliares mesmo em períodos noturnos para que se conhecessem os usuários que apresentavam condições crônicas. Médica e enfermeira foram capacitadas para a estratificação de risco segundo as diretrizes clínicas para cada condição crônica. Com base nos dados obtidos, a médica e a enfermeira realizaram em formato de mutirão, a estratificação de risco de todos as gestantes, crianças, hipertensos, diabéticos e idosos e as consultas garantidas e agendadas conforme parametrização do protocolo, nos próximos 12 meses. Na UBSF São Jorge V, não diferente das demais unidades de atenção à saúde, trabalhava com a agenda centrada nas condições agudas, em resposta às demandas que os usuários traziam no momento. Na avaliação dos prontuários clínicos foi possível observar usuários portadores de HAS e DIA não compensados, em hiperutilização dos serviços, com aproximadamente 10 consultas médicas e de enfermagem em um período de 1 ano. - A agenda é equilibrada entre a demanda espontânea e programada. - Redução dos hiperutilizadores, por se sentirem seguros com a consulta garantida. - Atendimento profissional foca em aspectos clínicos e cuidado, conforme o risco, resultando em um plano de cuidados determinado à aquele paciente. Com a implantação da Planificação da Atenção á Saúde no município de Uberlândia-MG, a equipe foi capacitada para organizar o macroprocesso das condições crônicas. Para isto toda a equipe passou pela oficina teórica e participou das tutorias. Foi esclarecido sobre a epidemiologia das condições crônicas no Brasil, e do território da UAPSF, demonstrando o fracasso no modelo de atendimento realizado anteriormente. A estratificação da população em subpopulações leva à identificação e ao registro das pessoas usuárias portadoras de necessidades similares, a fim de colocá-las juntas, com os objetivos de padronizar as condutas referentes a cada grupo nas diretrizes clínicas e de assegurar e distribuir os recursos humanos específicos para cada qual. A estratificação de riscos trouxe um forte impacto na agenda dos profissionais de saúde, racionalizando os atendimentos e diminuindo os hiperutilizadores. A atenção é centrada na pessoa usuária, conforme o risco, encaminhando para os especialistas, apenas os que realmente necessitam de atenção especializada.
  • 23. Aliny Pedrosa, Aurilivia Barros, Eduardo Barros, Juciara Sampaio, Lucileia Eller “Análise comportamental, aplicada à prática de ensino aprendizagem no processo da Planificação”. PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO CONCLUSÃO Lucileia.eller@gmail.com Despertar o desejo de aprendizado e aplicação da metodologia da planificação pelo tutor na unidade laboratório para a garantia da implantação do projeto, considerando temperamento e a personalidade do indivíduo, ligadas diretamente a sua forma de comportamento de agir, interagir e desenvolver as atividades. CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS O processo de ensino exige habilidade do educador para que identifique que cada tutor possui seu próprio ritmo de aprendizagem. Respeitar a história particular formada por sua estrutura biológica, psicológica, social e cultural no processo de ensino e aprendizagem observando cada aluno São João dos Patos-Maranhão, Rio dos Caetés-Pará Durante as aulas semipresenciais com base no estudo de temperamento, foi possível identificar os seguintes perfis: sanguíneos, colérico melancólico e fleumático bem como os defeitos e qualidades de cada grupo, sendo assim a formação do grupo e as atividades desenvolvidas incluindo as ativas são baseada na afinidade entre temperamentos. Maior comprometimento da equipe e iniciativas para melhoria do rendimento das atividades de dispersão e durante atividades em grupo nas aulas semipresenciais. Ao aplicar a melhoria relacionada ao temperamento, no que diz respeito a formação de grupos de trabalho, e a aplicação de metodologias ativas, notou-se uma melhor integração entre os indivíduos e conseqüentemente um melhor rendimento nas atividades afins. Deve-se ao fato do conhecimento dos temperamentos e do melhor direcionamento para trabalhos, baseado no temperamento do indivíduo. Com base em estudos comportamentais dos componentes do grupo, foram observadas diversidades de temperamentos e personalidades durante as aulas semipresenciais o que vem contribuindo diretamente andamento ou não das atividades dentro e fora da sala de aula, dependendo da formação da turma suas respectivas características, focadas em relação ao temperamento do individuo ou na relação grupal. Para identificar o melhor caminho a seguir, e para que estejamos preparados para respeitar o ritmo da cada aluno, saber lidar com as diferença e necessário estabelecer relação entre a pluralidade de pessoas e a pessoa singular a que chamamos “indivíduo". Foi possível despertar o envolvimento e interesse individual e coletivo no desenvolvimento das atividades de dispersão no processo do Planifica SUS. É preciso observar atentamente o fator humano como forma de alcance de objetivos e metas. Desenvolver tutores e dar autonomia é muito mais que compartilhar a execução de tarefas ou instrumentos é acompanhar não somente a atividade mas também o comportamental de cada componente do grupo, que deve ser levado em consideração quando o fator é humano.
  • 24. OTONI SILVA DE QUEIROZ SOUZA, MARCILENE SANTIAGO NEGRÃO MODESTO, STÉFANIE PINTO DA COSTA MARTINS (Re)Discutindo Territorialização No Contexto Da Estratégia Saúde Da Família, A Partir Do Processo de Planificação Da Atenção À Saúde Na Região Do Rio Caetés, Pará – Um Relato De Experiência PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO CONCLUSÃO otonisouza.primavera@gmail.comREGIÃO DO RIO CAETÉS, PRIMAVERA/ PARÁ CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS O Processo de Planificação da Atenção à Saúde no Sistema Único de Saúde (PlanificaSUS) está fundamentado num conjunto de ações educacionais, baseadas em metodologias ativas, voltadas para o desenvolvimento de competências, conhecimento, habilidades e atitude, necessárias para a organização e a qualificação das ações e serviços de saúde. A Região de Saúde do Rio Caetés está localizada na Região Nordeste do Pará, e foi eleita para desenvolvimento do PlanificaSUS. A cidade de Primavera é um dos 16 municípios que compõe esta região, sendo a Unidade de Saúde do ARDEP (CNES 5545188) a Unidade Laboratório (UL). O PlanificaSUS propõe (re)discutir a territorialização, considerando aspectos do macroprocesso da Atenção Primária à Saúde (APS), inserida na reconfiguração das Redes de Atenção à Saúde (RAS) da Região Caetés. A territorialização em saúde configura-se como processo permanente de identificação, compreensão e ação com base nas características territoriais. O processo de territorialização é o ponto de partida para organização dos serviços e das práticas de vigilância em saúde, isto é, a partir do qual se realiza o reconhecimento e o esquadrinhamento do território segundo a lógica das relações entre condições de vida, ambiente e acesso às ações e serviços de saúde (Teixeira et.al.1998). De acordo com Mendes (2015), o processo de territorialização configura-se como um macroprocesso básico, necessário à construção social da APS. Nesta perspectiva, Teixeira (1998) destaca que o processo de elaboração de diagnósticos territoriais de condições de vida e situação de saúde devem estar relacionado tecnicamente ao trinômio estratégico: informação-decisão- ação. Assim, cabe inquirir se a Equipe de Saúde da Família (eSF) identifica o processo de territorialização como uma estratégia fundamental e permanente do processo de trabalho? A ampliação do olhar dos profissionais da APS sobre o território e o processo de territorialização é estratégica e ponto de partida para superação dos limites da unidade de saúde e das práticas do modelo de atenção convencional; (re)construção do vínculo dos profissionais e do sistema de saúde com o lugar; adequação das ações de saúde à singularidade de cada contexto sócio-histórico específico; e incorporação efetiva do paradigma da promoção da saúde e da participação (SANTOS e RIGOTTO 2011). Nessa perspectiva, a OT possibilitou uma intensa reflexão sobre território e o processo de territorialização a partir de uma perspectiva multiprofissional, (re)construindo o saber e acrescentando novas compreensões. A atuação das eSF deve estar fundamentada em um processo de territorialização realizado de modo seguro e esclarecedor, sendo capaz de servir de alicerce ao planejamento em saúde. Este processo envolve uma relação dialógica ativa entre eSF e comunidade, propondo a compreensão ampliada da saúde-doença-cuidado. Contudo, ainda existe uma lacuna científica que sirva de referência à execução do processo de territorialização. Considerando a proposta metodológica do PlanificaSUS, toda a eSF do Ardep/ UL foi convidada a participar da Oficina Tutorial (OT) da etapa 2.1: MACROPROCESSOS BÁSICOS – TERRITORIALIZAÇÃO E CADASTRO FAMILIAR. A medição das melhorias e efeitos das mudanças aconteceram em dois momentos distintos: durante a OT, onde foi possível identificar a compreensão dos profissionais sobre o processo de territorialização; e nos dias que se seguintes, durante o exercício do processo de trabalho dos profissionais. • O território é dinâmico e mutável; • A territorialização é um processo permanente; • O processo de territorialização é permanente; • O processo de territorialização exige organização, metodologia e conhecimento multidimensional sobre o território; • O processo de territorialização possibilita a elaboração de diagnósticos territoriais de condições de vida e saúde, fomentando o trinômio: informação- decisão-ação; A qualidade do processo de territorialização está relacionada com inúmeros fatores, dentre eles, pode-se destacar: a compreensão das eSF sobre território e territorialização; os sujeitos do processo; as estratégias metodológicas utilizadas pelas eSF para aproximação com território e com o processo de territorialização; a relação entre eSF, comunidade, família. Assim, a proposta da territorialização representa um esforço no (re)conhecimento do território. Envolve uma relação dialógica e ativa entre profissionais da APS e a comunidade, permanentemente, e de forma processual, supondo a compreensão ampliada da saúde-doença-cuidado.
  • 25. Christina Coelho Nunes, Diana Martins Barbosa, Gelza Matos Nunes, Jacqueline dos Santos Silva, Kátia Guimarães Ramos Ribeiro. Priscila Vieira Elias, Raquel Guieiro Cruz, Rosana de Vasconcelos Parra, Tatianna Mendes da Rocha O desafio da implementação do PlanificaSUS em um Estado de 853 municípios PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO CONCLUSÃO [guieiroraquel@gmail.com REGIÕES DE CAPELINHA E DIAMANTINA, MINAS GERAIS CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS O Estado de Minas Gerais fez adesão ao PlanificaSUS em fevereiro de 2019 tendo como objetivo a integração da Atenção Ambulatorial Especializada e a Atenção Primária à Saúde. Os 29 municípios participantes estão localizados nas Regiões de Saúde Ampliada Jequitinhonha e Nordeste. O desafio de implantação do PlanificaSUS em um estado de 853 municípios, sem perder a qualidade do projeto, assim como alcançar os resultados esperados com a premissa de não acarretar custos nem para os municípios e nem para o estado. O PlanificaSUS vem sendo conduzido em Minas Gerais já pensando na expansão para todo o estado. Assim, buscamos o envolvimento do maior número de servidores para que o piloto já servisse como instrumento de alinhamento conceitual e treinamento, além de construirmos e organizarmos uma estrutura de governança técnica apta a multiplicar o projeto às demais regiões do estado. Necessidade da equipe da SES/MG absorver a metodologia do projeto, revisar as ações e programas já vigentes em função dos novos inputs do PlanificaSUS e criar um mecanismo de capilarizar esse processo. Tudo isso sob a pressão de “Cronos” e em plena crise financeira. Todo o projeto se encontra em fase inicial, portanto o principal efeito imediato medido é o alcance da segurança na condução do projeto, sem as atribulações iniciais. A partir dessa segunda etapa do piloto estaremos ainda monitorando a execução satisfatória dos planos de ação, assim como a evolução de cada município em relação ao modelo proposto. Enfrentamos uma série de desencontros em função do contingente de pessoas, do tempo muito curto para alinhamentos internos e pela falta de clareza em relação a metodologia a ser adotada. Hoje, para cada rodada de workshop, o projeto conta com 56 Facilitadores, 08 Tutoras Analistas Estaduais e 42 Tutores Municipais. As principais lições aprendidas estão relacionadas às estratégias de comunicação adotadas ou a ausência delas. É sempre necessário um sponsor do projeto para condução política da proposta e, sobretudo, dar o tom de prioridade e dirimir impasses de autoridade ou divergências de relações interpessoais. Entendemos que é necessária uma estrutura de governança robusta para a ampliação da proposta para as demais regiões do estado. Para além do domínio do conteúdo técnico e aprendizado do método, há o desafio da capilarização do projeto e resposta às questões assistenciais que irão surgir.
  • 26. Autores: ARAGÃO, Fernanda Barreto1; REIS, Ana Paula Oliva; MENDONÇA, Ana Paula Vieira Alves; FERREIRA, Guadalupe Sales; JÚNIOR, João dos Santos Lima; ALVES, Luciana Santana Santos; SILVA, Maria do Socorro Xavier. ARACAJU / SERGIPE. A Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe ingressa no PlanificaSUS contemplando duas regiões de saúde, Região de Lagarto (composta por 06 municípios) e Região de Itabaiana (composta por 14 municípios). DESAFIOS E AVANÇOS DE SERGIPE NA REALIZAÇÃO DE ALINHAMENTO CONCEITUAL ATRAVÉS DE UM POLO FORMADOR DE WORKSHOP: RELATO DE EXPERIÊNCIA. PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO CONCLUSÃO fernanda.aragao@saude.se.gov.br CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS Qualidade de alinhamento conceitual através de Um (01) polo formador por região de saúde Problema: Quantitativo de profissionais versus espaço físico adequado Dificuldade quanto a espaços públicos ou privados que comportem público superior a 500 pessoas Dificuldades em relação ao transporte intermunicipal Fragilidades para disponibilização de alimentação para os participantes Parceria SES/SE SMS IE Funesa PLANIFICASUS SERGIPE Sergipe possui parceiros estratégicos que têm contribuído para a realização dos Workshops, com polo formador unificado. 1. Escola Estadual de Saúde Pública (FUNESA) Gestão logística e operacional, garantindo condições estruturais para o desenvolvimento das atividades pedagógicas; 2. SMS Transporte intermunicipal deslocando os profissionais ao polo formador a cada etapa; 3. Instituições de ensino Espaço, mediante termo de cooperação técnico, didático e científico do Programa de Estágio Curricular obrigatório. A cada etapa a organização dos Workshops em polo único, por região, tem sido aprimorada. Reconhecendo desafios, estratégias são discutidas e implantadas a fim de promover encontros presenciais de qualidade na formação teórica e bem-estar aos participantes. A integração entre atores estaduais estratégicos enriquece e fortalece o PlanificaSUS em Sergipe. O estado de Sergipe tem realizado os encontros de alinhamento conceitual do PlanificaSUS de forma unificada, por região, garantindo a logística necessária para sua realização com qualidade, a partir da articulação estratégica entre parceiros estaduais.
  • 27. Maria Gisélia Da Silva Rocha Projeto de Melhoria na Qualidade de Vida dos Usuários da Atenção Básica de Buritinópolis- GO, a Partir do Uso de Plantas Medicinais PROBLEMA A diminuição e perca dos saberes culturais na comunidade quanto ao uso das plantas medicinais que promovem o auto cuidado, promoção da saúde e empoderamento dos saberes tradicionais, além da procura demasiadamente excessiva por medicamentos na Atenção Básica. ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO Parceria da equipe multidisciplinar e atores das secretarias municipais de saúde, envolvimento da comunidade e consolidação da implementação da horta de plantas medicinais na Atenção Básica. CONCLUSÃO O projeto de melhoria na qualidade de vida dos usuários da Atenção Básica de Buritinópolis a partir do uso de plantas medicinais estimula a interação entre usuários e profissionais de saúde, além do empoderamento da comunidade, uma vez que traz para o serviço de saúde a troca de saberes práticos e culturais o desenvolvimento local e promove o resgate dos saber tradicional da população, estimulando a promoção e prevenção a saúde. Também contribui para socialização da pesquisa científica e desenvolvimento da visão crítica tanto dos profissionais quanto da população sobre o uso adequado de plantas medicinais, sendo relevante para promoção de saúde e para o cuidado profissional e autônomo, o uso das plantas medicinais ainda viabiliza a possibilidade terapêutica, além dos medicamentos em comum aos serviços de saúde, ainda fortalece a implementação de políticas públicas e estimula os profissionais de saúde a organizarem as ações de educação em saúde e ambiental juntamente com a equipe multidisciplinar do município. gilmaryy@hotmail.com BURITINÓPOLIS-GO CONTEXTO Buritinópolis é um município do estado de Goiás localizado na Região de Saúde Nordeste II possui uma população estimada em 3.3021 habitantes. O município possui uma Equipe de Estratégia de Saúde da Família com 100% de cobertura estimada pelo E-SUS, sendo a Atenção Básica a reorganizadora do cuidado e única porta de entrada dos serviços de saúde no município. AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS Observa-se que a diminuição e perda dos saberes tradicionais da comunidade a cerca do uso das plantas medicinais tem impactado na busca demasiada por medicação nos serviços da Atenção Básica, o que reflete o uso corriqueiro por medicamentos e fomenta a diminuição ou perca dos saberes tradicionais a cerca do uso das plantas medicinais sendo visto que a unidade de saúde não possuía outra forma de terapêutica. Essa analise foi levantada a partir das oficinas de Planificação da Atenção à Saúde. ENVOLVIMENTO DA EQUIPE contou-se com o envolvimento da equipe multidisciplinar do município tais como: ACS, enfermeiro, farmacêutico, médico, técnico em enfermagem, odontólogo, assistente social, professores, nutricionista, educador físico entre outros, além da interação com outras secretarias municipais, envolvimento da comunidade, da gerencia da Atenção Básica e Gestores do Município. MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS Procura pela comunidade pela oferta do uso de plantas medicinais na atenção básica e diminuição do uso de medicamentos em síntese na Atenção Básica. LIÇÕES APRENDIDAS Para implementação de ações significativas de promoção a saúde, redução de danos e implementação de políticas publicas necessitamos do trabalho multidisciplinar, envolvimento da equipe, apoio da gerencia e gestores em saúde, e principalmente conhecer os vazios assistenciais na nossa comunidade.
  • 28. GISELI DA ROCHA ESTRATÉGIAS PARA ORGANIZAÇÃO DOS WORKSHOPS NO PARANÁ PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO CONCLUSÃO giseli.rocha@sesa.pr.gov.br 4ª REGIÃO/ PR CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS Este relato de experiência demonstra a evolução das estratégias utilizadas pelos profissionais da Secretaria Estadual de Saúde (SESA/PR) para organização dos workshops na 4ª Região de Saúde no Estado do Paraná, seguindo a metodologia proposta pelo projeto do PlanificaSUS. O Paraná escolheu a 4ª Região de Saúde para implantação do projeto do PlanificaSUS, que possui 9 municípios e 950 profissionais. Os problemas na execução dos workshops estavam principalmente na viabilização de espaço e garantia de refeição para profissionais devido à distância de alguns municípios. Após a escolha da região verificou-se que na 4ª Regional de Saúde nenhum dos municípios possuía estrutura física para receber os profissionais de saúde que viriam nas turmas A e B dos nove municípios. Além disso a distância entre o município sede para o mais distante de aproximadamente 60 Km prejudicava o deslocamento dos profissionais caso precisassem de almoço nos seus respectivos municípios. Com a identificação dos principais problemas, o Grupo Condutor Estadual do PlanificaSUS, com apoio da equipe da 4ª Regional de Saúde do Paraná, tomou medidas para identificar locais e responsáveis por cada ação, para preparar da melhor maneira possível os encontros com todos os profissionais da Atenção Primária à Saúde, AAE, vigilâncias e pontos estratégicos. Benefícios gerados através do planejamento da execução dos workshops fazem com que se gaste menos tempo na organização e os resultados esperados melhores. Entendemos que para uma boa execução dos objetivos propostos pelo PlanificaSUS é necessário discutir intensamente o conteúdo em uma boa estrutura. A realização do workshop para participação de diversos profissionais precisa de “várias mãos”, contudo, a definição de papéis é fundamental. Um dos pontos fortes foi a escolha da melhor metodologia a ser utilizada em cada conteúdo e os parceiros que foram identificados nos municípios, além da avaliação do grupo condutor ao término de cada workshop. Uma das estratégias utilizadas no avanço das etapas foi a distribuição de ações e o trabalho em equipe. Buscando ações para soluções dos problemas identificados e melhoria na qualidade, sem que somente remediasse a situação, evitando desperdícios de tempo, materiais, mão de obra e otimizando os recursos disponíveis. Divididos os grupos em dois polos diferente na cidade sede da região Irati. Realizado escala dos municípios na turma A e B de acordo com o número de profissionais que participariam dos workshops, realizado licitação pela SESA/PR para contratação de alimentação (almoço) para todos os participantes. Identificado os parceiros para auxílio na execução dos trabalhos. Satisfação dos integrantes da equipe de facilitadores realizado via feedback ao término do workshop e avaliação de satisfação dos participantes de todos os municípios envolvidos. O workshop de abertura foi realizado no município sede da unidade vitrine Teixeira Soares, pois o público alvo que participaria do evento era menor. No workshop 1 e 2, a regional de saúde ficou com a organização da estrutura física local e o nível central com o apoio administrativo, logístico e das metodologias que seriam utilizadas.
  • 29. Alves, Gracielen Cristina Milomes, Veras,Graciella de Sousa. Melhorias na linha de cuidado materno infantil no município de Pimenta Bueno - RO através do processo de Planificação da Atenção à Saúde. PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO CONCLUSÃO assessoriapimentabueno@gmail.com Pimenta Bueno/RO CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS Planificação da Atenção à Saúde é uma proposta de gestão e organização da Atenção Primária à Saúde e da Atenção Ambulatorial Especializada. É nesse contexto que as Unidades Básicas de Saúde do Município de Pimenta Bueno – RO, vem apresentando melhorias, desde 2017 com o início da Planificação na região. As unidades não possuíam detector fetal, teste rápido de gravidez, estratificação de risco das gestantes e referência para o pré-natal de alto risco. Reuniões de equipe (gestão/profissionais), para discutir metas e estratégias de melhoria. Transparência com os recursos financeiros disponíveis. Investimento em Educação Permanente. Valorização da opinião popular. A falha na organização dos processos de trabalho relacionados a assistência materno infantil, resultava em um pré-natal ineficaz, com consequências indesejáveis que resultavam no deslocamento de uma gestante ou concepto a cerca de 500km para uma assistência de alta complexidade. O impacto da Implantação da Rede de Assistência Materno Infantil foi avaliado através das planilhas de monitoramento e dos instrumentos de avaliação disponibilizados através do processo de tutoria da Planificação da APS. Avalia-se continuamente indicadores de gestão, através dos programas e-sus AB e e-Gestor. Com o envolvimento e comprometimento das equipes foram realizados, intervenções na estrutura das UBS, reorganização do território, aquisição de equipamentos, organização de fluxos e protocolos. A importância de prestar um atendimento de qualidade a esta fração da população tão vulnerável e que com pouco recurso é possível transformar a realidade dos nossos indicadores de assistência materno infantil. O quão importante é o trabalho em equipe o bom relacionamento gestor/profissional/usuário. Através da experiencia vivenciada com o Processo de Planificação da Atenção à Saúde obteve-se um rico aprendizado. Observou-se nitidamente os impactos provocados pela proposta de organização dos processos de trabalho e o quanto pode ser feito com recursos alocados de forma correta e transparente.
  • 30. FREDERYCO LISBÔA LÔBO Cartão da Família: Uma Ferramenta de Fortalecimento do Elo Entre a Unidade de Saúde e o Núcleo Familiar PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO CONCLUSÃO frederycolobo@outlook.com OUVIDOR / GOIÁS CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS O PEC traz enormes ganhos a funcionalidade da UBSF, contudo com a sua utilização os profissionais:  Não identificam o usuário dentro do seu núcleo familiar;  Perdem a referência de quem é o seu ACS; e  Não localizam o usuário dentro do território, dificultando o fluxograma de referência dentro da Rede de Atenção a Saúde (RAS). A substituição dos prontuários manuais separados por Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e núcleos familiares pelo Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) individualizou o usuário, fragilizando o vínculo entre os profissionais da Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) e o Núcleo familiar pela ausência desta identificação dentro do sistema Toda a equipe identificou os ganhos com a implantação do Cartão da Família, desde a recepção, a classificação de risco/vulnerabilidade, os profissionais da assistência e, inclusive os ACS que relataram a valorização de suas visitas O Cartão da Família é preenchido pelo ACS durante o cadastro e assinado pelo mesmo em toda visita domiciliar. Durante o agendamento é solicitado e se estiver desatualizado é recolhido para a realização da visita domiciliar. Os profissionais identificam todo o núcleo familiar e a sua localização, facilitando a adequada aplicação do protocolo durante a classificação de risco/vulnerabilidade. No verso do cartão existem informações da unidade aos usuários Com a implantação do Cartão da Família foi observado:  Valorização das visitas domiciliares dos ACSs pelos usuários;  Aumento do número de visitas domiciliares dos ACSs;  Identificação do usuário com a unidade de saúde ao qual pertencem;  Facilidade nas decisões da equipe que envolvem o posicionamento do usuário dentro da RAS; e  Reconhecimento do núcleo familiar ao qual pertence o usuário Existe a necessidade de reuniões permanentes com toda a equipe para que diante da identificação de problemas sejam criadas soluções, muitas vezes simples e de baixo custo como o Cartão da Família, e que durante este processo seja realizado o monitoramento para o aprimoramento das medidas implantadas A Atenção Primária à Saúde (APS) em Ouvidor-GO rendeu-se ao “apaga fogo” de doenças agudas e crônicas agudizadas, esquecendo-se dos pilares da Estratégia Saúde da Família. Com a tutoria da Planificação da APS os processos foram revisados e vários problemas foram identificados, dentre os quais a perda de elo entre a equipe e os núcleos familiares do território adscrito Diante da escassez de recursos, principalmente financeiro, há a necessidade de soluções simples e de baixo custo, que venham a melhorar a funcionalidade da equipe. O Cartão da Família foi uma das ideias que vieram a trazer inúmeras melhorias e mudou o comportamento positivamente tanto dos usuários quanto dos profissionais. Procurou-se melhorar o elo entre a equipe e o núcleo familiar e acabou-se por conseguir ajustar outros problemas que até então não haviam sido identificados, como a valorização do ACS e a receptividade as visitas domiciliares.
  • 31. MARA LILIAN SOUZA CORREIA, DANIELA FARIAS DE CARVALHO, KELVYA FERNANDA ALMEIDA LAGO, JOZILMA PEREIRA DE ARAUJO, ALINY DE OLIVEIRA PEDROSA EMPODERAMENTO DO USUARIO NO ATENDIMENTO COMPARTILHADO PARA FAVORECIMENTO DO AUTO CUIDADO APOIADO PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO CONCLUSÃO fono.mara@yahoo.com.br CAXIAS / MARANHÃO CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS O uso de imagens ilustrativas é considerada relevante nas orientações em saúde pois proporciona na vida das pessoas a facilidade de entendimento, o que possibilita alcançar a criança e seus familiares de forma global, particular, criativa e participativa para adesão ao tratamento. A demanda para tratamento na rede de atendimento especializada da região de Caxias – MA e pensando em favorecer o potencial de atendimento e humanização para diminuir o fluxo para tratamento na atenção especializada e otimizar a participação da família no tratamento de crianças de alto risco. Procurando desenvolver a melhoria do auto cuidado apoiado dos usuários atendidos e priorizando sua efetivação para resguardar a atenção em sua integralidade, inerentes à promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, respeitando, sobretudo a individualidade do usuário. A proposta principal da equipe é oferecer empoderamento do usuário no envolvimento pelo atendimento compartilhado, pois além de otimizar o tempo, colaborar com o atendimento integral e multidisciplinar, cada um ofertando a sua conduta de forma acessível através de figuras educativas afim de contemplar um objetivo comum. São levantadas durante a consulta as alterações que devem ser modificadas no cotidiano da criança com a utilização da estratégia participativa, associados a recursos lúdicos. Esclarecendo a família para que faça adesão participativa e significativa no tratamento das crianças, entendendo sua realidade, e a possibilidade de alcançar sucesso no processo de acompanhamento na atenção especializada. As orientações são transmitidas de maneira lúdica, identificadas com os familiares de forma simples, que funcionam como um estimulo. Quando visualizam as imagens com as metas identificadas, eles conseguem fazer as associações da criança com sintomatologia semelhante, o que se avalia como aprendizado adquirido. Nessa vivência é perceptível que as intervenções tiveram rendimento satisfatório em relação as crianças. A experiência permitiu conhecer as peculiaridades de cada grupo familiar para planejar orientações compreensíveis e significativas aos acompanhantes, auxiliando no desenvolvimento da responsabilidade individual e na prevenção de alterações. O uso da estratégia por meio de imagens, nota-se um processo de mediação, que facilita a compreensão de cada meta a ser alcançada, constatando-se desta forma, o interesse e adesão ao tratamento. Enquanto profissionais as ações desenvolvidas contribuem para o atendimento de forma holística.
  • 32. GISELI DA ROCHA GRUPO DE ESTUDOS COMO ESTRATÉGIA DE FORMAÇÃO DOS FACILITADORES DO PLANIFICASUS PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO CONCLUSÃO giseli.rocha@sesa.pr.gov.br 4ª REGIÃO/ PR CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná aderiu, em abril/2019, ao projeto PlanificaSUS, com o intuito de fortalecer o cuidado à saúde do idoso na Atenção Primária e organizar a Rede de Atenção à Saúde. O projeto contém sete etapas, com ciclos de workshops, oficinas tutoriais e cursos curtos. Os workshops são conduzidos por facilitadores, que recebem formação técnica no curso de educação à distância (EaD). Como facilitar aos participantes dos workshops da região de Irati a participação, compreensão e discussão do conteúdo técnico no cuidado à saúde do idoso em cada etapa do PlanificaSUS A técnica de ensino definida para trabalhar as fragilidades evidenciadas no processo de formação dos facilitadores, foi a implantação de um grupo de estudos, com o objetivo de fomentar a reflexão, discussão dos textos e proposições de metodologias de ensino aprendizagem para envolver o público. A intervenção estratégica adotada para desenvolver o PlanificaSUS no Paraná foi a organização de grupo de estudos, implantado em agosto/2019, com a participação de apenas 14 (quatorze) facilitadores, que na sequência envolveu todos os 30 (trinta) facilitadores, via videoconferência, ferramenta que passou a ser utilizada em todas as reuniões subsequentes. A ausência de conhecimento de métodos de ensino e de diálogos participativos, a densidade dos textos apresentados para os trabalhos em grupos e a necessidade de adequar os textos à Linha de Cuidado do Idoso, motivou a equipe de facilitadoras/es a criar grupo de estudos, como estratégia de formação e de educação continuada para facilitadores do PlanificaSUS no Paraná. Após a implantação do grupo de estudos evidenciou-se a satisfação dos integrantes da equipe de facilitadores do PlanificaSUS no Paraná, realizado por meio de feedback ao término de cada workshop e avaliação de satisfação quanto ao domínio dos facilitadores na condução dos grupos, realizada por todos os participantes. Apropriação do conteúdo apresentado nos guias do PanificaSUS, tanto pelos facilitadores como pelos participantes, atores principais no processo de ensino aprendizagem, com postura reflexiva, valorizando os diferentes saberes (des)construídos, ressignificando a prática profissional e valorizando o Sistema Único de Saúde. O processo de formação dos facilitadores, paralelo com as etapas operacionais do PlanificaSUS, demonstrou a necessidade de qualificar os facilitadores, não apenas com repasse de informações/conteúdos, mas também a capacitação e desenvolvimento destes para engajar, ensinar e facilitar o processo de ensino-aprendizagem. A educação à distância para a formação de facilitador é uma importante ferramenta de qualificação e desenvolvimento do PlanificaSUS. Porém, é necessário trabalhar, para além do conteúdo técnico, as formas de abordagem e interação com o público, por meio de metodologias ativas, no caso a andragogia. O Grupo Condutor do PlanificaSUS, envolveu profissionais de todas as regiões de saúde para atuarem como facilitadores, visando sua ampliação no estado. Entre o primeiro e segundo workshop, a percepção da equipe de facilitadores, foi de que trabalhar apenas o conteúdo técnico dos guias do PlanificaSUS não era suficiente para apresentá-lo e facilitar o entendimento e o diálogo entre os participantes.
  • 33. KELVYA FERNANDA ALMEIDA LAGO LOPES; JOZILMA PEREIRA DE ARAÚJO; VALESKA CINTIA OLIVEIRA DA ROCHA; MARAISA PEREIRA SENA; ALINY PEDROSA; EGISLANE DA SILVA SALES MONITORAMENTO CRUZADO COMO ESTRATÉGIA PARA QUALIFICAÇÃO DO ATENDIMENTO NA LINHA MATERNO- INFANTIL PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTERVENÇÃO CONCLUSÃO kelvya-fernanda@hotmail.com MUNICÍPIO/REGIÃO: CAXIAS- MA CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS O Centro Especializado em Assistência Materno Infantil (CEAMI), presta atendimento seguindo as instruções da planificação na atenção ambulatorial especializada (AAE), às gestantes e crianças estratificadas como alto risco pela Atenção Primária à Saúde (APS). Lacunas da APS na estratificação de risco, bem como a necessidade de certificar as contribuições do plano de cuidados compartilhado. A estratificação de risco (ER) adequada é indispensável para o oferecimento do atendimento especializado às crianças e gestantes de alto risco. No que tange o plano de cuidados, este instrumento é norteador para o tratamento que necessita ser analisado pela equipe da APS para implementação da assistência. PROFISSSIONAIS CEAMI NEP CEAMIX MONITORAMENTO CRUZADO ( MENSAL) Sorteio da UBS Após as visitas, teve-se como meta inicial a confiabilidade na estratificação de risco e busca pelo aperfeiçoamento nos processos organizacionais nas UBS e melhorias quanto ao registro no plano de cuidados compartilhado. Representante NEP/ CEAMI + Coordenadores APS+ Gestão/ VISITA À UBS Acontece em um clima de cooperação mútua e cultura de aprendizado em conjunto, inclusive com os erros. Observa-se os processos de trabalho, com atenção especial para reorganização assistencial prestada às gestantes e crianças. Firma-se um elo de confiança com identificação das possibilidades de melhorias entre CEAMI E APS, enfatizando aspectos essenciais e indispensáveis que devem constar tanto nos registros quanto no envolvimento educativo do profissional e cliente. Percebe-se a importância do monitoramento cruzado e de sua permanência efetiva, sendo um meio eficaz para diálogo dos profissionais. A cada visita realizada, valoriza-se as potencialidades e a necessidade de permanente vigilância e qualificação no atendimento materno infantil, com base nas evidências científicas e no efetivo alinhamento dos protocolos entre a APS e CEAMI.
  • 34. Autores: ALVES, Luciana Santana Santos; MENDONÇA, Ana Paula Vieira Alves; REIS, Ana Paula Oliva; MELO, Ana Lúcia Sousa Nascimento; ARAGÃO, Fernanda Barreto; JÚNIOR, João dos Santos Lima; SILVA , Maria do Socorro Xavier; REIS, Maria Izabel Mendes Cortes; ROCHA, Tatiane Batista. O PlanificaSUS na região de Lagarto/SE: Um relato de experiência sob o olhar do Grupo Executor Estadual. PROBLEMA ESTRATÉGIAS DE MELHORIA E INTEVENÇÃO CONCLUSÃO [lucianaaju2010@hotmail.com] ARACAJU / SERGIPE CONTEXTO AVALIAÇÃO DO PROBLEMA/CAUSAS ENVOLVIMENTO DA EQUIPE MEDIÇÃO DAS MELHORIAS E EFEITOS DAS MUDANÇAS LIÇÕES APRENDIDAS Março de 2019 / A escolha da região de saúde: critérios técnicos Região de Lagarto, com 06 municípios, foi eleita por possuir maior cobertura NASF, enquanto critério de desempate. Para eleger a rede prioritária a ser trabalhada (Materno Infantil), foram utilizados indicadores estaduais de saúde. Pré-Natal Fragmentada Atuação independente Sem carteira básica de serviços TRANSFORMAR, MODIFICAR, ADEQUAR MICRO MACROPROCESSOS DENTRO DA UL ALCANÇAR AS FUNÇÕES DA APS RESOLUTIVIDADE COMUNICAÇÃO RESPONSABILIDADE Durante os processos das Etapas Preparatória: 1, 2.1 e 2.2 Envolvimento satisfatório da APS : profissionais e gestores Ausência da carteira de serviços para linha de cuidado materno-infantil (unidade isolada, cuidado médico, decisões desarticuladas, função assistencial Envolvimento efetivo : • Da Gestão Estadual (reuniões articuladas) • Grupo Condutor Regional (apresentação dos resultados parciais) • Da Gestão da Unidade (com reuniões tutoriais semanais e chamamento de outros atores locais) Movimento de apresentação e sensibilização para os servidores do serviço especializado Elaboração de Plano de Ação • projeção de impacto financeiro • reforma e ou adequações estruturais • aquisição de equipamentos e mobiliários • decisão de política e de gestão para a efetivação da carteira de serviço em resposta à necessidade da linha materno-infantil. • Painel de bordo com indicadores e prazos • Verificação de avanços pelos instrumentos de avaliação dos macroprocessos da AAE e da execução do plano de ação. Entende-se que muito foi feito e que ainda há muito a fazer para o segmento e efetivação da proposta do projeto PlanificaSUS na região de Lagarto. O experenciar-se no projeto permitiu conhecer a realidade da prática do fazer distante do ideal e do esperado, o que gera coragem para perseguir a mudança que o projeto propõe.

Notas do Editor

  1. 67
  2. 91