ASMA
Mônica de Cássia Firmida
Introdução
• A asma acomete cerca de 300 milhões de pessoa no mundo.
• 10-12% dos adultos e 15% das crianças.
• Países em desenvolvimento: ainda vem crescendo.
• A associação com atopia é comum.
• Tipicamente começa na infância.
• Hoje em dia a morte por asma é menos comum.
Harrison, 18th ed, 2011.
O que é asma?
“Doença heterogênea, usualmente acompanhada de
inflamação crônica,, caraterizada por
hiperresponsividade das vias aéreas inferiores e por
limitação variável ao fluxo aéreo, reversível
espontaneamente ou com tratamento,
manifestando-se clinicamente por episódios
recorrentes de sibilância, dispnéia, aperto no peito e
tosse, particularmente à noite e pela manhã ao
depertar.”
Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma, 2012.
GINA 2014.
Etiopatogenia
FATORES AMBIENTAIS
 Alérgenos
 Sensibilizadores
ocupacionais
 Tabagismo passivo
 Infecções respiratórias
FATORES ENDÓGENOS
 Predisposição genética
 Atopia
 Hiperreatividade das vias aéreas
 Sexo
 Etnia?
 Obesidade?
 Infecções virais no início da vida?
OUTROS?
Harrison, 18th ed, 2011.
Fatores precipitantes
 Aeroalérgenos: fungos, barata, ácaros,
alérgenos animais
 Infecções virais
 Exercícios / hiperventilação
 Ar frio
 Irritantes
 Estressse
 Drogas (beta bloqueador; aspirina)
Harrison, 18th ed, 2011
Fisiopatologia
Fenótipos de asma
Asma alérgica
Asma não alérgica
Asma de início tardio
Asma com obesidade
GINA, 2014
APRESENTAÇÃO EM
MENORES DE 5 ANOS
ASMA
“Meu filho tem bronquite. Ele
fica quase sempre chiando.
Doutor, não sei mais o que
fazer… O senhor é a minha
salvação.”
Como ela aparece na prática médica?
EXEMPLO: Ambulatório, mãe de menino de 8 meses…
Características anatômicas e funcionais que
predispõem o lactente a sibilância
• Vias aéreas de pequeno calibre.
• Resistência maior nas vias aéreas periféricas.
• Sustentação das vias aéreas menos rígidas.
• Caixa torácica mais complacente.
• Pobreza de poros de Khon e canais de
Lambert.
• Diafragma mais horizontalizado.
• Maior resistência nasal.
ROZOV, T. et al. A Síndrome de Lactente com Sibilância (a Síndrome do Bebê Chiador).
In: VILELA, MMS & LOTUFO, JP. Alergia, Imunologia e Pneumologia. Ed. Atheneu,, 2004
Fotógrafa Anne Geddes
Manifestações clínicas
Síndrome do lactente sibilante
• Sibilância transitória
• Sibilância persistente
• Sibilância de início tardio
Martinez FD,Wright AL, Taussig LM, Holberg CJ, Halonen M, Morgan
WJ, Group Health Medical Associates. Asthma and wheezing in the
first six years of life. N Engl J Med 1995;332:133–138
BHR: bronchial hyperresponsiveness
CASTRO-RODRIGUEZ J A. Arch Bronconeumol. 2006;42:453-6.
http://www.elsevier.es/revistas/ctl_servlet?_f=7064&articuloid=13092947
Diagnóstico diferencial
IV Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma, 2006
Síndrome do lactente sibilante
Abordagem prática
• Afinar a linguagem (comunicação)
• Caracterizar crise e intervalo
• Pesquisar a possibilidade outras causas de sibilância
• Observar de dificuldade respiratória é alta ou baixa
• Avaliar risco para asma
Índice clínico para o diagnóstico de asma no lactente
Critérios Maiores
• Um dos pais com asma
• Diagnóstico de dermatite atópica
Critérios Menores
• Diagnóstico médico de rinite alérgica
• Sibilância não associada a resfriado
• Eosinofilia maior ou igual a 4%
IV Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma, 2006
Allergol Immunopathol 2008;36(1):31-52
“Sibilância recorrente e/ou tosse
persistente, em uma situação na qual a
asma é provável e outras doenças
frequentes foram excluídas. ”
III Consenso Pediátrico Internacional de Asma
Definição de asma no lactente ou pré-escolar
Pediatr Pulmonol 1998; 25: 1-17.
Consensus Statement on the Management of Paediatric
Asthma. Update 2007
APRESENTAÇÃO EM
MAIORES DE 5 ANOS
ASMA
Manifestações clínicas
Na criança maior
TOSSE
DOR NO PEITO
FALTA DE AR / CANSAÇO
Anamnese e Exame Físico
 História da doença atual (HDA).
- Hiperreatividade
- Obstrução reversível
- Inflamação
 História da pessoa.
DIAGNÓSTICO
AVALIAÇÃO DA GRAVIDADE
ATOPIA ?
PESQUISAR OUTRAS CAUSAS DE SIBILÂNCIA
Probabilidade diagnóstica de asma
Aumentam a probabilidade de asma
Mais de um dos sintomas: sibilos, falta de
ar, aperto no peito), especialmente em
crianças maiores e adultos.
Sintomas pioram à noite ou no início da
manhã.
Sintomas variam com o tempo e em
intensidade.
Sintomas desencadeados por infecções
virais (resfriado), exercício, exposição a
alérgenos, mudança de tempo, risadas ou
irritantes como fumaa de carro, tabaco ou
cheiros fortes.
Diminuem a probabilidade de asma
Tosse isolada, sem outros sintomas
Produção crônica de escarro
Falta de ar associada com tontura,
sensação de desmaio, formigamento
periférico
Dor torácica
Dispneia induzida por exercício com
inspiração ruidosa
GINA, 2014
Nemtudooquereluzéouro…Nemtudooquesibilaéasma!
Diagnóstico diferencial
Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma, 2012.
Testes diagnósticos
 Radiografia de tórax
 Teste terapêutico
 Espirometria com prova BD
 Testes para atopia: cutâneos, IgE total e específica.
VOLUME DE
RESERVA
INSPIRATÓRIO
(VRI)
CAPACIDADE
VITAL (CV) CAPACIDADE
INSPIRATÓRIA
(CI)
CAPACIDADE
PULMONAR
TOTAL CPT)
CAPACIDADE
RESIDUAL
FUNCIONAL (CRF)
VOLUME DE RESERVA
EXPIRATÓRIO (VRE)
VOLUME
RESIDUAL
(VR)
VOLUME
TEMPO
VOLUME
CORRENTE
(VC)
Modificado de MUELLER, G.A. E EIGEN, H.
Pediatr. Clin. North Am., 39: 1243-58, 1992
Espirometria
Peak Flow
Controlar os
sintomas
Diminuir o risco
de exacerbações
Evitar efeitos
colaterais das
drogas
Evitar o
remodelamento
brônquico
OBJETIVOS DO
TRATAMENTO DA ASMA
Passos do Tratamento de Manutenção
• Controle ambiental
• Anti-inflamação
• Desobstrução
• Reabilitação
• Prevenção de complicações
Arsenal Terapêutico
• Corticóide inalatório
• Inibidores do leucotrieno
• Cromonas
• B2 agonista de ação prolongada
• Bambuterol
• Teofilina
• Imunoterapia específica
• Omalizumbe (anticorpo monoclonal anti IgE)
Avaliação do controle da asma
Tipos e doses dos corticóides inalatórios
IV Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma, 2006
MDI: Inalador dosimetrado
Nebulizador
Avalie
Ajuste o
tratamento
Verifique a
resposta
Diagnóstico
Controle dos sintomas e fatores
de risco (incluindo PFR)
Técnica inalatória e adesão
Preferências do paciente
Medicações para asma
Estratégias não farmacológicas
Tratar fatores de risco modificáveis
Sintomas
Exacerbações
Efeitos colaterais
Satisfação do paciente
Função pulmonar
GINA, 2014
Seguimento
ASMA
GRAVE?
Técnica
inalatória
incorreta?
Problemas com
adesão ao
tratamento?
Exposição
recente a
fatores
precipitantes?
Comorbidades?
Outro
diagnóstico?
GINA, 2014
Passos antes de questionar se a asma é grave
mfirmida@gmail.com

3.asma (27jan2015)

  • 1.
  • 2.
    Introdução • A asmaacomete cerca de 300 milhões de pessoa no mundo. • 10-12% dos adultos e 15% das crianças. • Países em desenvolvimento: ainda vem crescendo. • A associação com atopia é comum. • Tipicamente começa na infância. • Hoje em dia a morte por asma é menos comum. Harrison, 18th ed, 2011.
  • 3.
    O que éasma? “Doença heterogênea, usualmente acompanhada de inflamação crônica,, caraterizada por hiperresponsividade das vias aéreas inferiores e por limitação variável ao fluxo aéreo, reversível espontaneamente ou com tratamento, manifestando-se clinicamente por episódios recorrentes de sibilância, dispnéia, aperto no peito e tosse, particularmente à noite e pela manhã ao depertar.” Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma, 2012. GINA 2014.
  • 4.
    Etiopatogenia FATORES AMBIENTAIS  Alérgenos Sensibilizadores ocupacionais  Tabagismo passivo  Infecções respiratórias FATORES ENDÓGENOS  Predisposição genética  Atopia  Hiperreatividade das vias aéreas  Sexo  Etnia?  Obesidade?  Infecções virais no início da vida? OUTROS? Harrison, 18th ed, 2011.
  • 5.
    Fatores precipitantes  Aeroalérgenos:fungos, barata, ácaros, alérgenos animais  Infecções virais  Exercícios / hiperventilação  Ar frio  Irritantes  Estressse  Drogas (beta bloqueador; aspirina) Harrison, 18th ed, 2011
  • 6.
  • 7.
    Fenótipos de asma Asmaalérgica Asma não alérgica Asma de início tardio Asma com obesidade GINA, 2014
  • 8.
  • 9.
    “Meu filho tembronquite. Ele fica quase sempre chiando. Doutor, não sei mais o que fazer… O senhor é a minha salvação.” Como ela aparece na prática médica? EXEMPLO: Ambulatório, mãe de menino de 8 meses…
  • 10.
    Características anatômicas efuncionais que predispõem o lactente a sibilância • Vias aéreas de pequeno calibre. • Resistência maior nas vias aéreas periféricas. • Sustentação das vias aéreas menos rígidas. • Caixa torácica mais complacente. • Pobreza de poros de Khon e canais de Lambert. • Diafragma mais horizontalizado. • Maior resistência nasal. ROZOV, T. et al. A Síndrome de Lactente com Sibilância (a Síndrome do Bebê Chiador). In: VILELA, MMS & LOTUFO, JP. Alergia, Imunologia e Pneumologia. Ed. Atheneu,, 2004
  • 11.
    Fotógrafa Anne Geddes Manifestaçõesclínicas Síndrome do lactente sibilante • Sibilância transitória • Sibilância persistente • Sibilância de início tardio Martinez FD,Wright AL, Taussig LM, Holberg CJ, Halonen M, Morgan WJ, Group Health Medical Associates. Asthma and wheezing in the first six years of life. N Engl J Med 1995;332:133–138
  • 12.
    BHR: bronchial hyperresponsiveness CASTRO-RODRIGUEZJ A. Arch Bronconeumol. 2006;42:453-6. http://www.elsevier.es/revistas/ctl_servlet?_f=7064&articuloid=13092947
  • 13.
    Diagnóstico diferencial IV DiretrizesBrasileiras para o Manejo da Asma, 2006
  • 14.
    Síndrome do lactentesibilante Abordagem prática • Afinar a linguagem (comunicação) • Caracterizar crise e intervalo • Pesquisar a possibilidade outras causas de sibilância • Observar de dificuldade respiratória é alta ou baixa • Avaliar risco para asma
  • 15.
    Índice clínico parao diagnóstico de asma no lactente Critérios Maiores • Um dos pais com asma • Diagnóstico de dermatite atópica Critérios Menores • Diagnóstico médico de rinite alérgica • Sibilância não associada a resfriado • Eosinofilia maior ou igual a 4% IV Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma, 2006
  • 16.
    Allergol Immunopathol 2008;36(1):31-52 “Sibilânciarecorrente e/ou tosse persistente, em uma situação na qual a asma é provável e outras doenças frequentes foram excluídas. ” III Consenso Pediátrico Internacional de Asma Definição de asma no lactente ou pré-escolar Pediatr Pulmonol 1998; 25: 1-17. Consensus Statement on the Management of Paediatric Asthma. Update 2007
  • 17.
  • 18.
    Manifestações clínicas Na criançamaior TOSSE DOR NO PEITO FALTA DE AR / CANSAÇO
  • 19.
    Anamnese e ExameFísico  História da doença atual (HDA). - Hiperreatividade - Obstrução reversível - Inflamação  História da pessoa. DIAGNÓSTICO AVALIAÇÃO DA GRAVIDADE ATOPIA ? PESQUISAR OUTRAS CAUSAS DE SIBILÂNCIA
  • 20.
    Probabilidade diagnóstica deasma Aumentam a probabilidade de asma Mais de um dos sintomas: sibilos, falta de ar, aperto no peito), especialmente em crianças maiores e adultos. Sintomas pioram à noite ou no início da manhã. Sintomas variam com o tempo e em intensidade. Sintomas desencadeados por infecções virais (resfriado), exercício, exposição a alérgenos, mudança de tempo, risadas ou irritantes como fumaa de carro, tabaco ou cheiros fortes. Diminuem a probabilidade de asma Tosse isolada, sem outros sintomas Produção crônica de escarro Falta de ar associada com tontura, sensação de desmaio, formigamento periférico Dor torácica Dispneia induzida por exercício com inspiração ruidosa GINA, 2014
  • 26.
  • 27.
    Testes diagnósticos  Radiografiade tórax  Teste terapêutico  Espirometria com prova BD  Testes para atopia: cutâneos, IgE total e específica.
  • 30.
    VOLUME DE RESERVA INSPIRATÓRIO (VRI) CAPACIDADE VITAL (CV)CAPACIDADE INSPIRATÓRIA (CI) CAPACIDADE PULMONAR TOTAL CPT) CAPACIDADE RESIDUAL FUNCIONAL (CRF) VOLUME DE RESERVA EXPIRATÓRIO (VRE) VOLUME RESIDUAL (VR) VOLUME TEMPO VOLUME CORRENTE (VC) Modificado de MUELLER, G.A. E EIGEN, H. Pediatr. Clin. North Am., 39: 1243-58, 1992 Espirometria
  • 32.
  • 34.
    Controlar os sintomas Diminuir orisco de exacerbações Evitar efeitos colaterais das drogas Evitar o remodelamento brônquico OBJETIVOS DO TRATAMENTO DA ASMA
  • 35.
    Passos do Tratamentode Manutenção • Controle ambiental • Anti-inflamação • Desobstrução • Reabilitação • Prevenção de complicações
  • 36.
    Arsenal Terapêutico • Corticóideinalatório • Inibidores do leucotrieno • Cromonas • B2 agonista de ação prolongada • Bambuterol • Teofilina • Imunoterapia específica • Omalizumbe (anticorpo monoclonal anti IgE)
  • 37.
  • 39.
    Tipos e dosesdos corticóides inalatórios IV Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma, 2006
  • 40.
  • 43.
  • 45.
    Avalie Ajuste o tratamento Verifique a resposta Diagnóstico Controledos sintomas e fatores de risco (incluindo PFR) Técnica inalatória e adesão Preferências do paciente Medicações para asma Estratégias não farmacológicas Tratar fatores de risco modificáveis Sintomas Exacerbações Efeitos colaterais Satisfação do paciente Função pulmonar GINA, 2014 Seguimento
  • 46.
    ASMA GRAVE? Técnica inalatória incorreta? Problemas com adesão ao tratamento? Exposição recentea fatores precipitantes? Comorbidades? Outro diagnóstico? GINA, 2014 Passos antes de questionar se a asma é grave
  • 47.