PNEUMONIAS AGUDAS
PNEUMONIAS AGUDAS Dados estatísticos importantes : OMS: 14  milhões/ano - mortes em menores de 5 anos, países subdesenvolvidos; 4 milhões de responsabilidade das pneumonias; 30-35 % das mortes infantis são por IRA . Brasil: 3ª causa de mortalidade infantil (2ª em alguns Estados); 1ª ou 2ª causa de morte no primeiro ano de vida; 50% dos atendimentos ambulatoriais são por IRA; 10-30% das hospitalizações.
PNEUMONIAS AGUDAS   CONCEITO As pneumonias são processos inflamatórios do parênquima pulmonar, com comprometimento dos brônquios, bronquíolos e alvéolos; por vezes, do interstício e/ou da pleura .
PNEUMONIAS  AGUDAS AGENTES  ETIOLÓGICOS
PNEUMONIAS AGUDAS FATORES PREDISPONENTES desnutrição, desidratação sarampo,outras viroses/coqueluche mucoviscidose/asma brônquica mal formações torácicas/pulmonares cardiopatias congênitas encefalopatias crônicas neoplasias/imunodepressão/ HIV estados convulsivos/coma imobilidade/anestesia/trauma
PNEUMONIAS AGUDAS FATORES DE RISCO PARA PNEUMONIA Relacionados à criança : os menores de 2 meses baixo peso ao nascer desmame precoce viroses sistêmicas graves pregressas Fatores ambientais : tabagismo no lar poluição urbana Fatores socioeconômicos : condições sanitárias/habitação desfavoráveis dificuldades de acesso aos serviços de saúde cobertura vacinal insuficiente
PNEUMONIAS AGUDAS PATOGENIA vias aéreas superiores inalação aspiração (secreção,vômitos,regurgitações) via hematogênica via linfática via transdiafragmática
PNEUMONIAS  AGUDAS Clínica e Semiologia Lactentes, RN, prematuros ,  imunodeprimidos ou doença de base Forma clínica: BCP Início com IVAS ,  tosse (seca/produtiva), febre,  taquipnéia , dispnéia, gemência, sinais de IVAS prévios, vômitos, diarréia, recusa alimentar. BAN, tiragem intercostal, subcostal, MV rude ou diminuído, presença de roncos, raros subcrepitantes/crepitantes.
DICA:   Em lactentes pequenos, o diagnóstico é mais difícil – febre, tosse e dispnéia, poucas alterações à ausculta pulmonar. Em caso de dúvida, RX é obrigatório! PNEUMONIAS  AGUDAS
Crianças maiores Forma clínica: Pneumonia febre, calafrios, cefaléia, dor torácica (ventilatório dependente), posição antálgica, dor abdominal, tosse (seca/produtiva), náuseas, meningismo. MV diminuído/ausente – sinais clássicos a partir do 3 ° dia:  submacicez/macicez, FTV aumentado, broncofonia, sopro tubário, pectoriloquia, estertores crepitantes. Na resolução: estertores subcrepitantes. PNEUMONIAS  AGUDAS Clínica e Semiologia
PNEUMONIAS  AGUDAS Clínica e Semiologia ATENÇÃO: Lactentes também podem fazer quadros de pneumonia lobar, com quadro clínico e semiológico semelhante ao da BCP, com diagnóstico definitivo mediante estudo radiológico do tórax, nem sempre necessário!
PNEUMONIAS AGUDAS DICAS: a idade é a variável isolada que melhor se correlaciona com o diagnóstico etiológico; a taquipnéia é o melhor indicador clínico de pneumonia; o sopro tubário é a correlação clínica do broncograma aéreo, visível ao RX.
PNEUMONIAS  AGUDAS Sinais de gravidade em lactentes tiragem subcostal batimento de asa de nariz gemido expiratório cianose central impossibilidade de beber ou mamar vômitos convulsões insuficiência ventilatória
PNEUMONIAS  AGUDAS Valores de FR sugestivos de pneumonia de acordo com idade IDADE FR (mrpm) < 2 meses > 60 2 meses a 1 a. > 50 1 ano a 5 anos incompletos > 40
PNEUMONIAS  AGUDAS GRUPOS  ESPECIAIS PNEUMONIA AFEBRIL DO LACTENTE 2 - 12 sem história materna de vulvovaginite condições precárias de parto conjuntivite neonatal tosse persistente, coqueluchóide taquipnéia afebril processo intersticial eosinofilia sangue periférico diagnóstico por imunoglobulinas específicas
PNEUMONIAS  AGUDAS GRUPOS  ESPECIAIS IDADE  ESCOLAR início com IVAS tosse seca ou cheia persistente febre baixa, irregular, prolongada padrão intersticial em lobos inferiores ou pequeno derrame pleural bom estado geral
PNEUMONIAS  AGUDAS Por  S. aureus  quando suspeitar? crianças menores de 2 anos; toxemiada, mal estado geral; comprometimento bilateral ou unilateral  extenso; derrame pleural/empiema; pneumatoceles, pneumotórax ou piopneumotórax; infecção estafilocócica em outros locais (pele, osso, cordão umbilical; pneumonia pós-traumatismo; pneumonia intra-hospitalar.
TBC pulmonar GEA/ Acidose Apendicite aguda Abscesso hepático/subfrênico Meningite bacteriana/viral Hérnia diafragmática de Bochdalek Corpo estranho Cisto pulmonar congênito Herpes Zoster intercostal Bronquiolite/Asma brônquica PNEUMONIAS AGUDAS DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
PNEUMONIAS AGUDAS RADIOLOGIA Forma clínica de BCP : focos de consolidação heterogêneas Forma clínica de Pneumonia : focos de consolidação homogêneas Diagnóstico diferencial : intersticial / miliar: vírus, tbc, micoplasma, fungos derrame pleural: estafilococo, hemófilus, pneumococo, gram-negativos cavitação: anaeróbios, gram-negativos, estafilococos.
PNEUMONIAS AGUDAS LABORATÓRIO hemograma/hemocultura material de derrame pleural culturas oro e nasofaringe/aspirado traqueal cultura punção aspirativa do pulmão contraimunoeletroforese aglutinação com látex biópsia pleural proteina C reativa
PNEUMONIAS AGUDAS INDICAÇÕES DE INTERNAÇÃO falha terapêutica ambulatorial RN < 2 meses / tiragem subcostal sinais clínicos de insuf.respiratória aguda  (pO2 < 92%) pneumonia extensa e/ou complicações septicemia / convulsões / sonolência imunodeprimidos / doenças de base nível sócio-econômico
PNEUMONIAS  AGUDAS TRATAMENTO
PNEUMONIAS  AGUDAS TRATAMENTO agente 1ª escolha 2ª escolha tempo S. Pneumoniae Pen-procaína ou cristalina Eritromicina 7 a 10 dias H. influenzae Amoxicilina ou ampicilina Cloranfenicol ou cefalosporinas 2 ª  e 3 ª  geração 7 a 10 dias S. aureus Oxacilina Cefalosporina de 1 ª  geração ou amicacina 21 dias S. aureus  resistente Vancomicina Teicoplanina 21 dias Gram-negativos Amicacina/tobramicina e carbenicilina Cefalosporina 3 ª  geração 14 dias

Pneumonia

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    PNEUMONIAS AGUDAS Dadosestatísticos importantes : OMS: 14 milhões/ano - mortes em menores de 5 anos, países subdesenvolvidos; 4 milhões de responsabilidade das pneumonias; 30-35 % das mortes infantis são por IRA . Brasil: 3ª causa de mortalidade infantil (2ª em alguns Estados); 1ª ou 2ª causa de morte no primeiro ano de vida; 50% dos atendimentos ambulatoriais são por IRA; 10-30% das hospitalizações.
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    PNEUMONIAS AGUDAS CONCEITO As pneumonias são processos inflamatórios do parênquima pulmonar, com comprometimento dos brônquios, bronquíolos e alvéolos; por vezes, do interstício e/ou da pleura .
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    PNEUMONIAS AGUDASAGENTES ETIOLÓGICOS
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    PNEUMONIAS AGUDAS FATORESPREDISPONENTES desnutrição, desidratação sarampo,outras viroses/coqueluche mucoviscidose/asma brônquica mal formações torácicas/pulmonares cardiopatias congênitas encefalopatias crônicas neoplasias/imunodepressão/ HIV estados convulsivos/coma imobilidade/anestesia/trauma
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    PNEUMONIAS AGUDAS FATORESDE RISCO PARA PNEUMONIA Relacionados à criança : os menores de 2 meses baixo peso ao nascer desmame precoce viroses sistêmicas graves pregressas Fatores ambientais : tabagismo no lar poluição urbana Fatores socioeconômicos : condições sanitárias/habitação desfavoráveis dificuldades de acesso aos serviços de saúde cobertura vacinal insuficiente
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    PNEUMONIAS AGUDAS PATOGENIAvias aéreas superiores inalação aspiração (secreção,vômitos,regurgitações) via hematogênica via linfática via transdiafragmática
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    PNEUMONIAS AGUDASClínica e Semiologia Lactentes, RN, prematuros , imunodeprimidos ou doença de base Forma clínica: BCP Início com IVAS , tosse (seca/produtiva), febre, taquipnéia , dispnéia, gemência, sinais de IVAS prévios, vômitos, diarréia, recusa alimentar. BAN, tiragem intercostal, subcostal, MV rude ou diminuído, presença de roncos, raros subcrepitantes/crepitantes.
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    DICA: Em lactentes pequenos, o diagnóstico é mais difícil – febre, tosse e dispnéia, poucas alterações à ausculta pulmonar. Em caso de dúvida, RX é obrigatório! PNEUMONIAS AGUDAS
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    Crianças maiores Formaclínica: Pneumonia febre, calafrios, cefaléia, dor torácica (ventilatório dependente), posição antálgica, dor abdominal, tosse (seca/produtiva), náuseas, meningismo. MV diminuído/ausente – sinais clássicos a partir do 3 ° dia: submacicez/macicez, FTV aumentado, broncofonia, sopro tubário, pectoriloquia, estertores crepitantes. Na resolução: estertores subcrepitantes. PNEUMONIAS AGUDAS Clínica e Semiologia
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    PNEUMONIAS AGUDASClínica e Semiologia ATENÇÃO: Lactentes também podem fazer quadros de pneumonia lobar, com quadro clínico e semiológico semelhante ao da BCP, com diagnóstico definitivo mediante estudo radiológico do tórax, nem sempre necessário!
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    PNEUMONIAS AGUDAS DICAS:a idade é a variável isolada que melhor se correlaciona com o diagnóstico etiológico; a taquipnéia é o melhor indicador clínico de pneumonia; o sopro tubário é a correlação clínica do broncograma aéreo, visível ao RX.
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    PNEUMONIAS AGUDASSinais de gravidade em lactentes tiragem subcostal batimento de asa de nariz gemido expiratório cianose central impossibilidade de beber ou mamar vômitos convulsões insuficiência ventilatória
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    PNEUMONIAS AGUDASValores de FR sugestivos de pneumonia de acordo com idade IDADE FR (mrpm) < 2 meses > 60 2 meses a 1 a. > 50 1 ano a 5 anos incompletos > 40
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    PNEUMONIAS AGUDASGRUPOS ESPECIAIS PNEUMONIA AFEBRIL DO LACTENTE 2 - 12 sem história materna de vulvovaginite condições precárias de parto conjuntivite neonatal tosse persistente, coqueluchóide taquipnéia afebril processo intersticial eosinofilia sangue periférico diagnóstico por imunoglobulinas específicas
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    PNEUMONIAS AGUDASGRUPOS ESPECIAIS IDADE ESCOLAR início com IVAS tosse seca ou cheia persistente febre baixa, irregular, prolongada padrão intersticial em lobos inferiores ou pequeno derrame pleural bom estado geral
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    PNEUMONIAS AGUDASPor S. aureus quando suspeitar? crianças menores de 2 anos; toxemiada, mal estado geral; comprometimento bilateral ou unilateral extenso; derrame pleural/empiema; pneumatoceles, pneumotórax ou piopneumotórax; infecção estafilocócica em outros locais (pele, osso, cordão umbilical; pneumonia pós-traumatismo; pneumonia intra-hospitalar.
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    TBC pulmonar GEA/Acidose Apendicite aguda Abscesso hepático/subfrênico Meningite bacteriana/viral Hérnia diafragmática de Bochdalek Corpo estranho Cisto pulmonar congênito Herpes Zoster intercostal Bronquiolite/Asma brônquica PNEUMONIAS AGUDAS DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
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    PNEUMONIAS AGUDAS RADIOLOGIAForma clínica de BCP : focos de consolidação heterogêneas Forma clínica de Pneumonia : focos de consolidação homogêneas Diagnóstico diferencial : intersticial / miliar: vírus, tbc, micoplasma, fungos derrame pleural: estafilococo, hemófilus, pneumococo, gram-negativos cavitação: anaeróbios, gram-negativos, estafilococos.
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    PNEUMONIAS AGUDAS LABORATÓRIOhemograma/hemocultura material de derrame pleural culturas oro e nasofaringe/aspirado traqueal cultura punção aspirativa do pulmão contraimunoeletroforese aglutinação com látex biópsia pleural proteina C reativa
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    PNEUMONIAS AGUDAS INDICAÇÕESDE INTERNAÇÃO falha terapêutica ambulatorial RN < 2 meses / tiragem subcostal sinais clínicos de insuf.respiratória aguda (pO2 < 92%) pneumonia extensa e/ou complicações septicemia / convulsões / sonolência imunodeprimidos / doenças de base nível sócio-econômico
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    PNEUMONIAS AGUDASTRATAMENTO agente 1ª escolha 2ª escolha tempo S. Pneumoniae Pen-procaína ou cristalina Eritromicina 7 a 10 dias H. influenzae Amoxicilina ou ampicilina Cloranfenicol ou cefalosporinas 2 ª e 3 ª geração 7 a 10 dias S. aureus Oxacilina Cefalosporina de 1 ª geração ou amicacina 21 dias S. aureus resistente Vancomicina Teicoplanina 21 dias Gram-negativos Amicacina/tobramicina e carbenicilina Cefalosporina 3 ª geração 14 dias