LACTENTE SIBILANTE 
2014 
Prof. Amilcare Vecchi 
Fac. Medicina UFPel
Introdução 
O diagnóstico de asma no lactente é muito difícil de ser 
realizado. Muitos lactentes sibilantes são considerados 
transitórios, e, a exposição a vírus, especialmente ao 
vírus respiratório sincicial, pode ser a maior causa da 
hiperresponsividade.
Definição de lactente 
Criança com idade compreendida entre 29 
dias de vida e 2 anos de idade. 
Lactente sibilante (bebê chiador) 
Aquele que apresenta sibilos recorrentes por 
um mês, 3 ou mais episódios em 1 ano.
Epidemiologia 
 20 - 30% das crianças apresentam chiado no peito no 1º ano 
de vida 
 das crianças menores de 3 anos de idade até 40% apresentam 
crises recorrentes de chiado no peito
Epidemiologia 
No Chile, Mallol e colaboradores demonstraram que 
80,3% dos lactentes de famílias de baixa renda 
sibilaram no primeiro ano de vida; destes, 43,1% 
apresentaram mais de três episódios. 
Mallol J, Andrade R, Auger F, Rodriguez J, Alvarado R, Figueroa L. Wheezing during the first year of life in infants 
from low–income population: a descriptive study. Allergol Immunopathol (Madr). 2005;33:257–63.
Epidemiologia 
Nos EUA e Reino Unido, o número de crianças que 
sibilaram no primeiro ano de vida, evidenciado por estudos 
de coorte, variou entre 10 e 42%, sendo que de 8 a 17,2% 
apresentaram mais de três episódios. 
Gold DR, Burge HA, Carey V, Milton DK, Platts–Mills T, Weiss ST. Predictors of repeated wheeze in the first year 
of life: the relative roles of cockroach, birth weight, acute lower respiratory illness, and maternal smoking. Am J 
Respir Crit Care Med. 1999;160:227–36
Epidemiologia 
No Brasil, verificamos que a prevalência de lactentes 
sibilantes foi de 45,4%, com início das crises aos 5,5 
meses. O número de sibilantes que apresentaram 
três ou mais crises foi de 22,6%, sendo superior ao 
de países desenvolvidos, porém inferior ao 
encontrado no Chile com famílias de baixa renda. 
Chong Neto HJ et al. Fatores de risco para sibilância no primeiro ano de vida, 
J Pediatr (Rio J) 2008;84(6).495-502.
História natural asma 
VVmmaaxxFFRRCC:: 112233..33 
Early Wheezing 32% 
VVmmaaxxFFRRCC:: 7700..66 
5599%% 
4411%% 
VVmmaaxxFFRRCC:: 110044..66 VVmmaaxxFFRRCC:: 110077..11 
5533%% 
1199%% 
1133%% 1155%% 
MMaarrttíínneezz FF.. eett ccoollss.. NNEEJJMM 11999955,, 333322::113333--88 
445500 
440000 
335500 
330000 
225500 
220000 
115500 
110000 
5500 
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WWhheeeezziinngg 
TTrraannssiieenntt 
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PPeerrssiisstteenntt 
WWhheeeezziinngg 
LLaattee--oonnsseett 
WWhheeeezziinngg
História natural 
 Lactentes com sibilância transitória são filhos de mães 
fumantes, início precoce, sem antecedentes de atopia, que 
apresentam alteração da prova de função pulmonar ao 
nascimento com diminuição do calibre das vias aéreas. 
 Lactentes com sibilância persistente são filhos de mães 
com asma, maior número de crises no 1º ano de vida, 
associado a outros sintomas de atopia (eczema, rinite e 
crises de sibilância sem infecções respiratórias), testes 
cutâneos positivos a alérgenos e prova de função pulmonar 
normal ao nascimento.
Lactente sibilante 
 Intermitentes/ Agudos 
1. Asma 
2. HR Pós viral 
3. Síndromes aspirativas 
4. ACE 
 Crônicos/Prolongados 
1. BO 
2. Displasia Bcopulmonar 
3. Malformações 
4. TBC 
5. Fibrose Cística 
6. Imunodeficências
Lactente sibilante 
 Ambiente hospitalar 
1. Asma 
2. BVA 
3. HR Pós-viral 
4. Síndrome aspirativa 
5. Bronquiolite Obliterante 
6. Imunodeficência 
7. TBC 
8. Malformações, cardiopatias 
9. DBP 
10. FC 
 Ambiente ambulatorial 
1. Sibilância não atópica relacionada 
a viroses 
2. Asma 
3. HR Pós-viral 
4. RGE 
Fisher G. Lactente Sibilante. www.pneumoatual.com.br -Publicação:Out-2002
Abordagem diagnóstica 
 Anamnese 
 Idade de início 
 Evolução 
 Sintomatologia associada às crises 
 Antecedentes pessoais 
 Antecedentes familiares 
 Moradia
Perguntas a serem consideradas 
 Início súbito? Corpo 
estranho? 
 Recorrente ou persistente? 
 Piora com alimentação? 
 Associação com doenças 
respiratórias? 
 Variação sazonal? 
 Há associação com tosse?
Exame Físico 
 Peso/Altura 
 Sinais atópicos (RA, Dermatite) 
 Sibilo localizado, difuso 
 Sibilo / estridor ??? 
 Rinoscopia
Abordagem diagnóstica 
 Exames complementares 
 Rx, Hmg, PFP 
 Pesquisa de aeroalérgenos 
 Dosagem de IgE
Índice clínico para diagnóstico de asma no lactente 
Aqueles que apresentam dois critérios maiores, ou um critério 
maior e dois menores, devem ser considerados de alto risco 
para sibilância persistente e com provável diagnóstico de 
asma (risco relativo 2,6 a 5,5 vezes maior). 
Castro–Rodriguez JA, et al. A clinical index to define risk of asthma in young children with recurrent wheezing. 
Am J Respir Crit Care Med. 2000;162(4 Pt 1):1403–6.
Causas freqüentes de sibilância 
 Infecções respiratórias virais 
 IVAS (rinovírus, metapneumovírus) 
 Bronquiolite (VRS) 
 Asma Brônquica (de início precoce)
Causas pouco freqüentes de sibilância 
 Aspiração de corpo estranho 
 Imunodeficiências, HIV 
 Fibrose cística 
 Tuberculose 
 Cardiopatias 
 Laringotraqueomalácia 
 Parasitoses de ciclo pulmonar 
 Displasia broncopulmonar 
 Síndromes Aspirativas 
 RGE 
 Distúrbios de deglutição
Causas raras de sibilância 
 Alergia ao leite de vaca 
 Anomalias vasculares 
 Malformações pulmonares congênitas 
 Massas mediastinais 
 Raquitismo 
 Discinesia ciliar 
 Deficiência de alfa-1-antitripsina
Fatores de risco para VSR 
 Falta de instrução do “cuidador” 
 Creche 
 Menos de 6m de vida 
 Irmãos em idade escolar 
 Superpopulação intradomiciliar 
 Nascimento 6m antes do inverno 
 Alta da UTI neonatal no inverno 
 Exposição passiva ao tabaco 
Lamber RH . Pediatric Respiratory Reviews 2008;9:11-20
Fatores de risco x hospitalização 
 A renda familiar e a idade gestacional estiveram 
diretamente relacionadas 
 O aleitamento desempenhou papel protetor. 
Cças c/tempo de LM <1m tiveram risco 7 vezes 
maior de serem internadas até os 3m. 
 O risco de hospitalização foi 57% maior naqueles 
expostos ao fumo materno. 
Albernaz E et al. Rev Saúde Pública. São Paulo 2003
Farmacoterapia 
Broncodilatadores (para tratamento das crises) 
 B2-agonistas inalatórios de ação rápida 
 Anticolinérgicos (Brometo de ipratrópio) 
Anti-inflamatórios 
 Corticóide inalatório: isolado ou associado??? 
Antileucotrienos 
Vacinas (gripe, pneumo 13)
Farmacoterapia 
Os CI devem ser usados em presença de: 
 sintomas contínuos ou mais que duas vezes por semana 
 crises mais de duas vezes por mês 
 lactentes que apresentam asma com risco de morte, ou 
seja, evento ameaçador da vida com insuficiência 
respiratória aguda grave; 
 lactentes com função pulmonar anormal entre as crises 
(difícil de avaliar em nosso meio);
Farmacoterapia: CI como??? 
 lactentes chiadores graves: (pacientes internados por 
insuficiência respiratória aguda, em unidade de 
tratamento intensivo que, após a alta, mantêm sibilância 
persistente). Iniciar com altas doses e diminuir o mais 
rapidamente possível; 
 lactentes chiadores moderados: sibilância persistente, 
após episódio de bronquiolite viral aguda. Iniciar com 
baixas doses e manter ou aumentar a dose, dependendo 
da resposta clínica.
Equivalência dos corticóides 
Baixa Média Alta 
IV Dir Bras Man Asma. J Bras. Pneumol - Volume 32 - Suplemento 7 - 2006
Argumentos contra o uso de CI em lactentes 
 Nem sempre é possível identificar precocemente os asmáticos, 
e as crises de obstrução brônquica são devidas a várias 
doenças com diferentes fisiopatologias, vias aéreas estreitas e 
infecções virais, muitas vezes constituindo uma condição 
transitória, que necessita somente de medicação sintomática. 
 Cerca de 80% dos lactentes chiadores não continuarão a 
apresentar crises de obstrução brônquica na infância e 
adolescência. Com base em critérios clínicos, é muito difícil 
predizer se um lactente chiador será asmático no futuro. 
 Nos lactentes chiadores, a maioria dos episódios de obstrução 
brônquica é de origem viral e, quando não há atopia associada, 
eles permanecem assintomáticos entre as crises. 
IV Dir Bras Man Asma. J Bras. Pneumol - Volume 32 - Suplemento 7 - 2006
Diagnóstico Diferencial 
Enf. Lobar 
Congênito
Bronquiolite obliterante
BO padrão mosaico
BO padrão mosaico
Conclusão 
Medidas que possam reduzir os fatores de risco podem 
contribuir com a diminuição da internação por sibilância 
 lavagem das mãos 
 uso de máscaras 
 aleitamento materno 
 evitar a exposição ao tabagismo passivo 
 evitar superpopulação intradomiciliar
Broncodilatadores 
 Salbutamol 3-4 jatos cada 3 h ou SN 
 Fenoterol 3-4 jatos cada 3 h ou SN 
 Terbutalina 1 inalação cada 4 h ou SN 
 Nebulização: 0,1- 0,3 mg/kg/dose @ 3 gotas/5 kg (fluxo 
mínimo de 6 L/min) 
Anticolinérgicos 
 brom. ipratrópio (20-40 gts/dose) ou 1 jato/3 kg

Lactente sibilante 2014 husp

  • 1.
    LACTENTE SIBILANTE 2014 Prof. Amilcare Vecchi Fac. Medicina UFPel
  • 2.
    Introdução O diagnósticode asma no lactente é muito difícil de ser realizado. Muitos lactentes sibilantes são considerados transitórios, e, a exposição a vírus, especialmente ao vírus respiratório sincicial, pode ser a maior causa da hiperresponsividade.
  • 3.
    Definição de lactente Criança com idade compreendida entre 29 dias de vida e 2 anos de idade. Lactente sibilante (bebê chiador) Aquele que apresenta sibilos recorrentes por um mês, 3 ou mais episódios em 1 ano.
  • 4.
    Epidemiologia  20- 30% das crianças apresentam chiado no peito no 1º ano de vida  das crianças menores de 3 anos de idade até 40% apresentam crises recorrentes de chiado no peito
  • 5.
    Epidemiologia No Chile,Mallol e colaboradores demonstraram que 80,3% dos lactentes de famílias de baixa renda sibilaram no primeiro ano de vida; destes, 43,1% apresentaram mais de três episódios. Mallol J, Andrade R, Auger F, Rodriguez J, Alvarado R, Figueroa L. Wheezing during the first year of life in infants from low–income population: a descriptive study. Allergol Immunopathol (Madr). 2005;33:257–63.
  • 6.
    Epidemiologia Nos EUAe Reino Unido, o número de crianças que sibilaram no primeiro ano de vida, evidenciado por estudos de coorte, variou entre 10 e 42%, sendo que de 8 a 17,2% apresentaram mais de três episódios. Gold DR, Burge HA, Carey V, Milton DK, Platts–Mills T, Weiss ST. Predictors of repeated wheeze in the first year of life: the relative roles of cockroach, birth weight, acute lower respiratory illness, and maternal smoking. Am J Respir Crit Care Med. 1999;160:227–36
  • 7.
    Epidemiologia No Brasil,verificamos que a prevalência de lactentes sibilantes foi de 45,4%, com início das crises aos 5,5 meses. O número de sibilantes que apresentaram três ou mais crises foi de 22,6%, sendo superior ao de países desenvolvidos, porém inferior ao encontrado no Chile com famílias de baixa renda. Chong Neto HJ et al. Fatores de risco para sibilância no primeiro ano de vida, J Pediatr (Rio J) 2008;84(6).495-502.
  • 8.
    História natural asma VVmmaaxxFFRRCC:: 112233..33 Early Wheezing 32% VVmmaaxxFFRRCC:: 7700..66 5599%% 4411%% VVmmaaxxFFRRCC:: 110044..66 VVmmaaxxFFRRCC:: 110077..11 5533%% 1199%% 1133%% 1155%% MMaarrttíínneezz FF.. eett ccoollss.. NNEEJJMM 11999955,, 333322::113333--88 445500 440000 335500 330000 225500 220000 115500 110000 5500 00 NNoo WWhheeeezziinngg TTrraannssiieenntt eeaarrllyy wwhheeeezziinngg PPeerrssiisstteenntt WWhheeeezziinngg LLaattee--oonnsseett WWhheeeezziinngg
  • 9.
    História natural Lactentes com sibilância transitória são filhos de mães fumantes, início precoce, sem antecedentes de atopia, que apresentam alteração da prova de função pulmonar ao nascimento com diminuição do calibre das vias aéreas.  Lactentes com sibilância persistente são filhos de mães com asma, maior número de crises no 1º ano de vida, associado a outros sintomas de atopia (eczema, rinite e crises de sibilância sem infecções respiratórias), testes cutâneos positivos a alérgenos e prova de função pulmonar normal ao nascimento.
  • 10.
    Lactente sibilante Intermitentes/ Agudos 1. Asma 2. HR Pós viral 3. Síndromes aspirativas 4. ACE  Crônicos/Prolongados 1. BO 2. Displasia Bcopulmonar 3. Malformações 4. TBC 5. Fibrose Cística 6. Imunodeficências
  • 11.
    Lactente sibilante Ambiente hospitalar 1. Asma 2. BVA 3. HR Pós-viral 4. Síndrome aspirativa 5. Bronquiolite Obliterante 6. Imunodeficência 7. TBC 8. Malformações, cardiopatias 9. DBP 10. FC  Ambiente ambulatorial 1. Sibilância não atópica relacionada a viroses 2. Asma 3. HR Pós-viral 4. RGE Fisher G. Lactente Sibilante. www.pneumoatual.com.br -Publicação:Out-2002
  • 12.
    Abordagem diagnóstica Anamnese  Idade de início  Evolução  Sintomatologia associada às crises  Antecedentes pessoais  Antecedentes familiares  Moradia
  • 13.
    Perguntas a seremconsideradas  Início súbito? Corpo estranho?  Recorrente ou persistente?  Piora com alimentação?  Associação com doenças respiratórias?  Variação sazonal?  Há associação com tosse?
  • 14.
    Exame Físico Peso/Altura  Sinais atópicos (RA, Dermatite)  Sibilo localizado, difuso  Sibilo / estridor ???  Rinoscopia
  • 15.
    Abordagem diagnóstica Exames complementares  Rx, Hmg, PFP  Pesquisa de aeroalérgenos  Dosagem de IgE
  • 16.
    Índice clínico paradiagnóstico de asma no lactente Aqueles que apresentam dois critérios maiores, ou um critério maior e dois menores, devem ser considerados de alto risco para sibilância persistente e com provável diagnóstico de asma (risco relativo 2,6 a 5,5 vezes maior). Castro–Rodriguez JA, et al. A clinical index to define risk of asthma in young children with recurrent wheezing. Am J Respir Crit Care Med. 2000;162(4 Pt 1):1403–6.
  • 17.
    Causas freqüentes desibilância  Infecções respiratórias virais  IVAS (rinovírus, metapneumovírus)  Bronquiolite (VRS)  Asma Brônquica (de início precoce)
  • 18.
    Causas pouco freqüentesde sibilância  Aspiração de corpo estranho  Imunodeficiências, HIV  Fibrose cística  Tuberculose  Cardiopatias  Laringotraqueomalácia  Parasitoses de ciclo pulmonar  Displasia broncopulmonar  Síndromes Aspirativas  RGE  Distúrbios de deglutição
  • 19.
    Causas raras desibilância  Alergia ao leite de vaca  Anomalias vasculares  Malformações pulmonares congênitas  Massas mediastinais  Raquitismo  Discinesia ciliar  Deficiência de alfa-1-antitripsina
  • 20.
    Fatores de riscopara VSR  Falta de instrução do “cuidador”  Creche  Menos de 6m de vida  Irmãos em idade escolar  Superpopulação intradomiciliar  Nascimento 6m antes do inverno  Alta da UTI neonatal no inverno  Exposição passiva ao tabaco Lamber RH . Pediatric Respiratory Reviews 2008;9:11-20
  • 21.
    Fatores de riscox hospitalização  A renda familiar e a idade gestacional estiveram diretamente relacionadas  O aleitamento desempenhou papel protetor. Cças c/tempo de LM <1m tiveram risco 7 vezes maior de serem internadas até os 3m.  O risco de hospitalização foi 57% maior naqueles expostos ao fumo materno. Albernaz E et al. Rev Saúde Pública. São Paulo 2003
  • 22.
    Farmacoterapia Broncodilatadores (paratratamento das crises)  B2-agonistas inalatórios de ação rápida  Anticolinérgicos (Brometo de ipratrópio) Anti-inflamatórios  Corticóide inalatório: isolado ou associado??? Antileucotrienos Vacinas (gripe, pneumo 13)
  • 23.
    Farmacoterapia Os CIdevem ser usados em presença de:  sintomas contínuos ou mais que duas vezes por semana  crises mais de duas vezes por mês  lactentes que apresentam asma com risco de morte, ou seja, evento ameaçador da vida com insuficiência respiratória aguda grave;  lactentes com função pulmonar anormal entre as crises (difícil de avaliar em nosso meio);
  • 24.
    Farmacoterapia: CI como???  lactentes chiadores graves: (pacientes internados por insuficiência respiratória aguda, em unidade de tratamento intensivo que, após a alta, mantêm sibilância persistente). Iniciar com altas doses e diminuir o mais rapidamente possível;  lactentes chiadores moderados: sibilância persistente, após episódio de bronquiolite viral aguda. Iniciar com baixas doses e manter ou aumentar a dose, dependendo da resposta clínica.
  • 25.
    Equivalência dos corticóides Baixa Média Alta IV Dir Bras Man Asma. J Bras. Pneumol - Volume 32 - Suplemento 7 - 2006
  • 26.
    Argumentos contra ouso de CI em lactentes  Nem sempre é possível identificar precocemente os asmáticos, e as crises de obstrução brônquica são devidas a várias doenças com diferentes fisiopatologias, vias aéreas estreitas e infecções virais, muitas vezes constituindo uma condição transitória, que necessita somente de medicação sintomática.  Cerca de 80% dos lactentes chiadores não continuarão a apresentar crises de obstrução brônquica na infância e adolescência. Com base em critérios clínicos, é muito difícil predizer se um lactente chiador será asmático no futuro.  Nos lactentes chiadores, a maioria dos episódios de obstrução brônquica é de origem viral e, quando não há atopia associada, eles permanecem assintomáticos entre as crises. IV Dir Bras Man Asma. J Bras. Pneumol - Volume 32 - Suplemento 7 - 2006
  • 27.
  • 28.
  • 29.
  • 30.
  • 31.
    Conclusão Medidas quepossam reduzir os fatores de risco podem contribuir com a diminuição da internação por sibilância  lavagem das mãos  uso de máscaras  aleitamento materno  evitar a exposição ao tabagismo passivo  evitar superpopulação intradomiciliar
  • 32.
    Broncodilatadores  Salbutamol3-4 jatos cada 3 h ou SN  Fenoterol 3-4 jatos cada 3 h ou SN  Terbutalina 1 inalação cada 4 h ou SN  Nebulização: 0,1- 0,3 mg/kg/dose @ 3 gotas/5 kg (fluxo mínimo de 6 L/min) Anticolinérgicos  brom. ipratrópio (20-40 gts/dose) ou 1 jato/3 kg