O documento discute asma, incluindo sua definição, características, fatores desencadeantes, epidemiologia, fisiopatologia, diagnóstico, classificação, objetivos de tratamento, tratamento inicial e de manutenção com fármacos, tratamento de crises e asma de difícil controle.
INTRODUÇÃOCARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:Grauvariável deobstruçãoaofluxo de ar.Hiperresponsividadebrônquicareversível.Inflamação de via aérea (ProcessoInflamatóriocrônico com períodos de agudização).Episódios recorrentes de sibilância, dispnéia, aperto no peito; c/ piora à noite e pela manhãFONTE: MACKAY, IR; ROSEN, F.SN Engl J Med, Vol. 344, No. 5 .February 1, 2001
EPIDEMIOLOGIAAfeta 1 a20% da população. M: F (1:1)Mais comum em negros e crianças na primeira década de vida.Determinação genética de inflamação de vias aéreas.Precipitação por exposição a alguns fatores.FONTE: MACKAY, IR; ROSEN, F.SN Engl J Med, Vol. 344, No. 5 .February 1, 2001
Possíveismecanismosqueconectamas viasaéreassuperiores einferioresDrenagempós-nasal de material inflamatóriopara as viasaéreasinferioresMudançadarespiração nasal pelabucalAtivação de reflexosbrônquicosnasofaríngeosAbsorção de mediadoresprovenientes do processoinflamatório no narizounosseiosparanasaispelasviasaéreasinferioresTogias AG. Allergy. 1999;54:S94-S105.
FISIOPATOLOGIAA redução docalibre das vias aéreas é o principal fator responsável pelo quadro clínico da doença. Ela se dá por:Contração do músculo liso da parede dos brônquiosEdema da mucosa brônquicaHipersecreção mucóide e exsudato inflamatórioAlterações estruturais das vias aéreas (“remodelamento”)
Processo Inflamatório naAsmaRemodelamento das Vias AéreasInflamação AgudaInflamaçãoCrônicaBroncoconstricçãoEdemaSecreçãoTosseRecrutamento celularDano EpitelialModificações Estruturais PrecocesProliferação CelularAumento da Matriz ExtracelularCançado, JE 2000
DIAGNÓSTICOHistória Clínica característica.Dúvidas:Prova de função RespiratóriaPEF (mini “peakflow”)Objetivo: Confirmar a obstrução ao fluxo aéreo e sua reversibilidade após uso de broncodilatador. Oscilações > 20% no PEF e melhora posterior com uso de Broncodilatador (+/-) CI.
EXAME FÍSICOSibilos TaquipnéiaProlongamentodo tempo ExpiratórioTiragemHiperinsuflação pulmonarRedução da ExpansibilidadeHiperssonoridade à percussãoEstigmas atópicosExpiração Forçada
DIAGNÓSTICO DIFERENCIALDPOCSíndrome dehiperventilaçãoAtaque de pânicoDisfunção de cordas vocaisObstrução de vias aéreas Doenças pulmonares não obstrutivas (doenças difusas do parênquima pulmonar)Insuficiência ventricular esquerda Corpo Estranho
OBJETIVOS DO TRATAMENTOAlcançare manter o controle dos sintomas.Manter atividade física normal, incluindo a possibilidade de executar exercícios físicos.Manter a função pulmonar o mais perto possível do normal.Prevenir exacerbações.Evitar efeitos adversos das medicações.Prevenir mortalidade por asma.EDUCAR O PACIENTE
TRATAMENTO INICIALBaseia-se naClassificação de Gravidade.1. Asma intermitenteEducação e controle ambiental.Beta-2 agonista de curta duração conforme a necessidade.2. Asma persistente leveEducação e controle ambientalCorticóide inalado em baixa dose (1ª opção) ou antileucotrienoBeta-2 agonista de curta duração conforme a necessidade
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Tratamento Inicial3. Asmapersistente moderadaEducação e controle ambiental Beta-2 agonista de curta duração conforme a necessidadeCorticóide inalado em baixa dose + beta-2 agonista de ação prolongada (1ª opção) oucorticóide inalado em dose alta.Outras opções: corticóide inalado em baixa dose + antileucotrieno.corticóide inalado em baixa dose + teofilina.
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Tratamento Inicial4. Asmapersistente graveEducação e controle ambientalCorticóide inalado em dose moderada/alta + beta-2 agonista de ação prolongada (1ª opção). Outras opções: corticóide inalado em dose baixa/moderada/alta + beta-2 agonista de ação prolongada + antileucotrieno.corticóide inalado em dose baixa/moderada/alta + beta-2 agonista de ação prolongada + teofilina.Beta-2 agonista de curta duração conforme a necessidade.
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Estratégia dos NíveisDoençasob controleo tratamento deve ser mantido, até que, após 3 meses assim, ele deve ser reduzido para um nível abaixo. asma descontrolada eleva-se o nível de tratamento, progressivamente, até se obter o controle. Parcialmente controlados cogitar aumentar o tratamento para um nível acima.
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Tratamento sequencial1ª Redução:Após 3 meses de estabilidade da doença.Como fazer: Se em uso de (CI) em doses moderadas ou altas redução de 50%. Reavaliar após 3 meses.Após 3 meses de estabilidade com CI em doses baixas Redução para 1 vez ao dia.Após 1 ano sob controle : Retirada da medicação.
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Corticóide InalatórioMEDICAÇÃO DEESCOLHA NO TRATAMENTO DA ASMAEfeitos colaterais: Rouquidão e monilíase oralBaixa ou nenhuma absorção sistêmica em doses terapêuticas
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Corticóide SistêmicoReservado paraCrises ou Asma de difícil controle:Endovenoso: Hidrocortisona ou Metilprednisolona.Via oral: Prednisona ou prednisolona