O documento discute os aspectos do tabagismo no Brasil e no mundo, incluindo sua história, efeitos na saúde, prevalência entre populações específicas como adolescentes e gestantes, e abordagens de prevenção e tratamento pelo pediatra.
Arrecadação de impostosFalta ao trabalho Gastos com doenças Perda de produtividade Aposentadorias precoces Danos ao meio ambiente
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Tabagismo no MundoO tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes. A participação das mulheres neste total vem aumentando. http://www1.inca.gov.br/tabagismo /
Tabagismo no BrasilNo Brasil, estima-se que cerca de 200.000 mortes/ano são decorrentes do tabagismo (OPAS, 2002). E ntre pessoas de 15 anos ou mais , a prevalência de tabagismo variou de 12,9 a 25,2% ( Inquérito domiciliar, 2002-2003). Experimentação entre escolares: variou de 36 a 58% no sexo masculino e de 31 a 55% no sexo feminino. (Vigescola) Prevalência de fumantes entre escolares: variou de 11 a 27% no sexo masculino e 9 a 24% no feminino (Vigescola). http://www1.inca.gov.br/tabagismo
“ As prevalênciasde tabagismo no país ainda são muito altas, sendo que o grupo de mulheres e, especialmente, adolescentes femininos são os que vêm apresentando menor redução”. MENEZES, AMB. Epidemiologia do Tabagismo no Brasil In: TABAGISMO: do diagnóstico à Saúde Pública, Ed. Atheneu, 2007
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Convenção Quadro Éum instrumento legal, sob forma de um tratado internacional, no qual os países signatários (Estados Partes) concordam em empreender esforços para alcançar objetivos definidos previamente. O objetivo principal da CQCT é preservar as gerações, presentes e futuras, das devastadoras conseqüências sanitárias, sociais, ambientais e econômicas do consumo e da exposição à fumaça do tabaco. http://www.inca.gov.br/tabagismo/frameset.asp?item=cquadro3&link=perguntas.htm
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Oportunidades de abordagemna prática pediátrica A saúde da criança oferece uma oportunidade singular de educação e de motivação para os pais deixarem de fumar. Muitos pais não têm acesso a outro médico de atenção primária ou a outros serviços que o ajudem a parar de fumar. O pediatra pode agir desde o aconselhamento até o tratamento medicamentoso. Pediatrics, v. 115, n.3, March 2005
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Barreiras alegadas pelospediatras Falta de tempo. Falta de habilidade para fazer aconselhamentos para a cessação do tabagismo. Medo de desaprovação pelos pais ou responsáveis. Consideram a prescrição de medicações anti-tabágicas de responsabilidade de outros médicos. Pediatrics, v. 115, n.3, March 2005
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Como podemos agir? O médico não deve fumar. Deve manter sua casa, seu carro e seu ambiente de trabalho livres do tabaco. Combater propagandas de cigarro. Engajar-se no combate ao tabagismo. Aconselhar pre-adolescentes/adolescentes a evitar o início do tabagismo Desestimular os pais/pacientes a fumar Ajudar quem quiser parar: tratar e/ou encaminhar para serviços de referência Pediatrics, v. 124, n. 5, November2009
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O Tabagismo no dia-a-dia do Pediatra O tabagismo na gestação. Os pais (ou contactantes) fumantes. A iniciação ao tabagismo (criança/adolescente). A criança ou o adolescente tabagistas.
Nicotiana tabacum RapéCachimbo Charuto Fumo-de-rolo Outros Folha do tabaco Aspirado Inalado Mascado
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Monóxido de carbono,amônia, formaldeído, acetaldeído, acroleína Alcatrão Arsênio, polônio 210, DDT, níquel Benzopireno, cádmio, dibenzoacridina Nicotina Água
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A Nicotina Temgrande efeito viciante: de dependência e de abstinência; É absorvida em vários sítios do corpo; A nicotina liberada do cigarro tem meia vida de 10-20 min, com eliminação em 2-3h. Seu efeito no cérebro leva < 20 seg; receptores nicotínicos Cotinina , seu principal metabólito, pode ser detectada na urina, no coro ou na saliva. Meia vida de 19-24h. Nelson Textbook of Pediatrics, 18 th ed, 2007
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O Tabagismo Passivo(TP) DEFINIÇÃO: Exposição involuntária de pessoas não fumantes às substâncias produzidas pela comustão do tabaco em ambientes fechados. É a terceira causa de morte evitável no mundo, ficando atrás apenas do tabagismo ativo e do alcoolismo. TABAGISMO: do diagnóstico à Saúde Pública, Ed. Atheneu, 2007
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Crianças e TPOMS: Cerca de 700 milhões de crianças (uma em cada duas) são expostas ao TP. A exposição muitas vezes começa na vida intra-uterina e persiste da lactância à adoelscência. Risco aumentado de: IRA, asma, mau desempenho escolar, distúrbios cognitivos e neurocomportamentais , doenças cardiovasculares na vida adulta. TABAGISMO: do diagnóstico à Saúde Pública, Ed. Atheneu, 2007
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Efeitos a curtoprazo Irritação nos olhos Manifestações nasais Tosse e cefaléia Aumento dos problemas alérgicos e cardíacos Efeitos a médio e longo prazo Redução da capacidade respiratória Infecções respiratórias em crianças Aumento do risco de aterosclerose Infarto do miocárdio Câncer
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Infecções respiratórias (%)Sem fumantes Com 1 fumante Com 2 fumantes Com mais de 2 fumantes Domicílio 0 10 20 30 40 50
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Aborto espontâneo 1,7Prematuridade Recém-nascido de baixo peso Morte perinatal 1,0 Fumantes Não-fumantes 1,0 1,0 1,0 1,4 1,3 2,0
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Adolescentes e TabagismoAdolescentes são o alvo da mídia do tabaco. Os brasileiros começam a fumar em média aos 13 anos. Um fumante de cigarros jovem pode começar a sentir desejos poderosos por nicotina em dois dias após a primeira tragada. Segundo uma pesquisa feita pela OMS, 99% dos adolescentes que experimentam o tabaco se tornam fumantes. http://www.tabagismonaadolescencia.blogspot.com/
O Pediatra nasconsultas Deve abordar o tabagismo passivo e ativo nas consultas: Perguntar, aconselhar, etc. Avaliar o grau de dependência do fumante. Avaliar sua vontade de parar. Voltar a conversar sobre isto em outros momentos. Tratá-lo ou encaminhá-lo para um serviço de referência.
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