SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 29
A Europa dos
Estados Absolutos
e a Europa dos
Parlamentos
A Europa dos
Parlamentos
História A 11ºAno Prof. Carla Freitas
A afirmação da burguesia nas
Províncias Unidas
no séc. XVII.
Domínios de Carlos V em 1548
Guilherme I, Príncipe de Orange e
Conde de Nassau
A República das Províncias Unidas
Doc.26 A e B – Página 60
Tratado de Münster - 1648
A afirmação política da burguesia nas
Províncias Unidas
Características da nova República
• Tolerância religiosa e liberdade de
pensamento
• refúgio para exilados políticos e
religiosos
• Valor do indivíduo
• Descentralização do poder
• Maior possibilidade de ocupar cargos
• Controlo do poder por parte da
burguesia
Hegemonia da Província da Holanda
Amesterdão visto do porto de Mussel, 1673, ,
Ludolf Backhuysen
A afirmação política da burguesia nas
Províncias Unidas
Uma economia próspera
• dinamização das actividades
produtivas internas
• Artesanato
• comércio
• alargamento do comércio
externo
• Báltico e Europa Ocidental
• espaços coloniais (corso)
Pinturas referentes aos navios
holandeses de Ludolf Backhuysen
A afirmação política da burguesia nas
Províncias Unidas
Doc.27 A e B – Página 61
Sociedade
• Nobreza reduzida
• Ocupa sobretudo funções
militares
• Incrementada por filhos de ricos
mercadores
• Elite burguesa
• Ocupava-se exclusivamente das
magistraturas
• Provinha da burguesia de
negócios
• Dominavam os conselhos das
cidades e das províncias
• Controlava negócios e política
Guilherme II, Príncipe de Orange (1626 a
1650)
Stathouder da República dos Países
Baixos
Estrutura administrativa descentralizada
Nobreza Burguesia
funções militares
Stathouder (chefe supremo
militar)
equiparados em
dignidade A nível central, o principal
cargo executivo
Grande Pensionário
justiça fisco Controlo atividades
económicas
podia ser
ocupado por
um burguês
Interesses do Estado = interesses do comércio
Holanda: grande potência marítima do séc. XVII
Conselhos das Cidades e
Províncias
A afirmação política da burguesia nas
Províncias Unidas
Doc.28 – Página 62
A mentalidade burguesa
• Poupança
• rendimentos não devem igualar
despesa
• Importância do bem comum
• impostos
• obras públicas
• Austeridade e simplicidade
• Construção, adorno e mobiliário
• Qualidade dos produtos
• Importância da educação
• Acesso e dedicação aos cargos
Pintura de interior na Holanda,
Pieter de Hooch
Grotius e a legitimação da liberdade dos
mares
(a jurisprudência ao serviço dos interesses económicos)
Grotius e a legitimação da liberdade dos
mares
(a jurisprudência ao serviço dos interesses económicos)
No final do séc. XVI os holandeses
desenvolvem interesse pelo
comércio colonial
• Chocam com interesses de
portugueses e espanhóis - mare
clausum
• bases jurídicas: bulas e doações papais;
Tratado de Tordesilhas de 1494.
• Desrespeitado: pela concorrência; pelo
corso
• 1602: captura da nau portuguesa Santa
Catarina que leva a contestação e
protestos
Imagem alusiva à conquista de Cochim
pelos holandeses em 1663, que fez parte
da guerra dos oitenta anos (1595 a
1663) entre Portugal e os Holandeses
Grotius e a legitimação da liberdade dos
mares
(a jurisprudência ao serviço dos interesses económicos)
Doc.30 – Página 63
Teoria do Mare liberum – defendida
por
• Escreveu uma série de textos jurídicos
que legitimavam a liberdade dos mares
 criado por Deus para todas as
nações
 Bem comum
 Inesgotável e essencial para a vida
Desenvolveu-se intensa polémica
Portugal - resposta de Serafim de
Freitas (entre outros)
Hugo Grotius
(1583-1645)
A ascensão do Império Holandês
Impérios coloniais no século XVII
A ascensão do Império Holandês
• Decadência dos impérios ibéricos
• Consolidação do Império holandês
• Criação da Companhia das Indias
Orientais (1602) e da Companhia
das Indias Ocidentais (1621)
• entrepostos e feitorias espalhadas
pela Ásia, África e América.
• As companhias controlam militar e
economicamente estes espaços.
Companhia das Indias
Ocidentais em Amesterdão
As embarcações da Companhia
Holandesa das Índias Orientais em
Amesterdão, 1750
A recusa do absolutismo
na sociedade inglesa.
A Magna Carta e a limitação do poder
real
• 1199 – 1216 Reinado de João sem
Terra
 Impõe um regime autoritário a nível
fiscal e desrespeita as liberdades dos
seus súbditos
Guerra dos Barões
Assinatura da Magna Carta (1215)
 Estabelecia o respeito pelos direitos e
procedimentos legais;
 Protegia os ingleses das arbitrariedades
do poder real e dos funcionários reais;
 Atribuía mais poderes ao Parlamento
João Sem Terra
A tentativa de imposição do
absolutismo
• 1603 – Morre Isabel I sem
descendentes diretos
• Sobe ao trono Jaime I (1603-1625):
 Fim da dinastia dos Tudor e início
da dinastia Stuart
 Imposição de um regime de cariz
absolutista
 rei autoritário
 acreditava na doutrina da origem
divina do poder;
 não partilhava o seu poder com o
Parlamento;
 era católico.
Isabel I
Jaime VI da Escócia e I de
Inglaterra
A tentativa de imposição do
absolutismo
• 1625 – Sobe ao poder Carlos I
• católico, aumentou os impostos, sem
o consentimento do Parlamento e
procedeu a prisões arbitrárias.
• Não cumpriu os princípios da Magna
Carta
• 1628 – Assina a Petição do Direitos
• respeitar as antigas leis,
• não proceder a prisões arbitrárias,
• não impor impostos sem
consentimento do Parlamento
• 1629 a 1640 – impõe tirania dos
onze anos
• 1642 a 1649 – Guerra Civil
Carlos I e a família em 1632
Representação absolutista
A Guerra Civil (1642-1649)
• Realistas (ou Cavaleiros) com
apoio:
• do rei;
• da Câmara dos Lordes;
• da aristocracia rural;
• dos membros da Igreja: católicos e
anglicanos.
• camponeses
• Parlamentaristas (ou Cabeças
Redondas) com apoio:
• dos protestantes;
• da alta aristocracia;
• dos grandes mercadores;
• Das populações urbanas;
Vitória dos Cabeças Redondas
Cromwell
Execução de Carlos I (1649)
Doc.32 – Página 65
Cromwell
• 1649-1653 – República
 Cromwell assumiu o poder executivo;
 o Parlamento tornou-se o órgão
supremo, legislativo.
• 1653-1658 – Ditadura de Cromwell
 aboliu a Câmara dos Lordes;
 destituiu todos os que se lhe opunham;
 dissolveu o Parlamento.
 governo pessoal e repressivo (Lord
Protetor)
 política de fomento económico e uma
hábil política externa.
• 1658 - Morte de Cromwell
 Anarquia
Oliver Cromwell
A Restauração da Monarquia
• 1660 – Sobe ao trono Carlos II,
filho de Carlos I
 compensou as vítimas da guerra
civil;
 promulgou o Habeas Corpus
em 1679 (Proibição de prisão
sem culpa formada)
 aboliu a censura e garantiu a
liberdade de petição;
 restabeleceu a Câmara dos
Lordes.
• 1685 – Sobe ao trono Jaime II,
irmão de Carlos II, apoiante do
absolutismo e católico
 favoreceu os católicos,
 instaurou governo autoritário
Carlos II e
Catarina de
Bragança
Jaime II
A Revolução Gloriosa
• 1688 – Guilherme de Orange, (Holanda) invade
a Inglaterra
 Jaime II, sem apoiantes abandona a Inglaterra
• 1689 – Coroação de Guilherme e Maria de
Orange
 Assinatura e juramento solene da Declaração
dos Direitos Doc. 33 Página 66
 respeitar as liberdades individuais
 consultar o Parlamento em matéria fiscal e
militar
 respeitar a independência da justiça
 dar execução às leis
• 1695
 abolição da censura
 direito à livre reunião.
Parlamento
órgão político mais importante
Guilherme de Orange e
Maria Stuart
PODER
JUDICIAL
Tribunais
Os eleitores:
Proprietários e burgueses
Não são eleitores:
mulheres; pequenos proprietários; artesãos; assalariados; pobres
A sociedade inglesa
• Barreiras sociais
mais esbatidas
(maior mobilidade
social)
• Constitui-se uma
próspera classe
média:
 burguesia de
negócios
 ricos proprietários
rurais
Apoiantes do
Parlamentarismo
Locke e a justificação do
parlamentarismo
• Vários fatores criaram um
ambiente social e cultural
favorável a novas ideias e
teorias sobre o poder político
em Inglaterra:
• uma população mais
alfabetizada e crítica
(protestantismo, educação e o
ensino);
• teorização das ideias políticas
devido à agitação política,
entre 1603 e 1689.
John Locke, Dois Tratados do
Governo Civil, 1689
Locke e a justificação do
parlamentarismo
Locke foi um filósofo defensor da Monarquia
Constitucional e do parlamentarismo
opondo-se ao absolutismo. Defendia que:
• O poder do soberano:
 era limitado por outros poderes (legislativo,
executivo e federativo);
 derivava do livre consentimento dos
governados, existindo um contrato entre
governantes e governados
 assentava na defesa dos direitos naturais
(vida, liberdade, propriedade).
• Os homens nascem livres, iguais e
autónomos
• direito de resistir à tirania de um príncipe ou
governante.
John Locke
(1632-1704)
Locke e a justificação do
parlamentarismo
John Locke com as suas obras justifica
a Revolução Gloriosa e defende:
• a separação dos poderes
• a predominância do legislativo
(Parlamento).
As ideias de John Locke influenciaram
os sistemas políticos modernos e
parlamentares:
• nos Estados Unidos da América (1776);
• em França, inspiraram a Declaração dos
Direitos do Homem e do Cidadão (1789).
John Locke,
Dois Tratados do Governo Civil,
1689
Deves saber
 Mostrar a fusão do poder político com o poder económico
nas Províncias Unidas
 Contextualizar a teoria do mare liberum
 Reconhecer o Parlamento como um orgão de limitação
efetiva do poder real.
 Contrapor o modelo sociopolítico absolutista ao
modelo parlamentar.
 Realçar a importância da afirmação de parlamentos
numa Europa de Estados absolutos.
E AINDA
 Interpretar documentos escritos e iconográficos
relacionando-os com os conteúdos
 Integrar a análise de documentos nas tuas respostas e
análise de conteúdos

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

2.1 estratificação social e poder político
2.1 estratificação social e poder político2.1 estratificação social e poder político
2.1 estratificação social e poder político
cattonia
 
O mercantilismo historia A joana aleida 11ºj
O mercantilismo historia A joana aleida 11ºjO mercantilismo historia A joana aleida 11ºj
O mercantilismo historia A joana aleida 11ºj
slidjuu
 
História 11ºano ( matéria do 1º período)
 História 11ºano ( matéria do 1º período) História 11ºano ( matéria do 1º período)
História 11ºano ( matéria do 1º período)
Andreia Pacheco
 
A crise comercial de 1670, a política mercantilista do conde da Ericeira e o ...
A crise comercial de 1670, a política mercantilista do conde da Ericeira e o ...A crise comercial de 1670, a política mercantilista do conde da Ericeira e o ...
A crise comercial de 1670, a política mercantilista do conde da Ericeira e o ...
200166754
 
A Revolução Americana
A Revolução Americana   A Revolução Americana
A Revolução Americana
Susana Simões
 
O iluminismo pombalino
O iluminismo pombalinoO iluminismo pombalino
O iluminismo pombalino
cattonia
 
Revolução liberal portuguesa de 1820
Revolução liberal portuguesa de 1820Revolução liberal portuguesa de 1820
Revolução liberal portuguesa de 1820
Joana Filipa Rodrigues
 
A revolução americana
A revolução americanaA revolução americana
A revolução americana
cattonia
 

Mais procurados (20)

2.1 estratificação social e poder político
2.1 estratificação social e poder político2.1 estratificação social e poder político
2.1 estratificação social e poder político
 
O mercantilismo historia A joana aleida 11ºj
O mercantilismo historia A joana aleida 11ºjO mercantilismo historia A joana aleida 11ºj
O mercantilismo historia A joana aleida 11ºj
 
História 11ºano ( matéria do 1º período)
 História 11ºano ( matéria do 1º período) História 11ºano ( matéria do 1º período)
História 11ºano ( matéria do 1º período)
 
4 03 triunfo dos estados e dinamicas economicas nos seculos xvii e xviii
4 03 triunfo dos estados e dinamicas economicas nos seculos xvii e xviii4 03 triunfo dos estados e dinamicas economicas nos seculos xvii e xviii
4 03 triunfo dos estados e dinamicas economicas nos seculos xvii e xviii
 
A crise comercial de 1670, a política mercantilista do conde da Ericeira e o ...
A crise comercial de 1670, a política mercantilista do conde da Ericeira e o ...A crise comercial de 1670, a política mercantilista do conde da Ericeira e o ...
A crise comercial de 1670, a política mercantilista do conde da Ericeira e o ...
 
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
 
Rev americana 11º d
Rev americana  11º dRev americana  11º d
Rev americana 11º d
 
Politica pombalina
Politica pombalinaPolitica pombalina
Politica pombalina
 
A Revolução Americana
A Revolução Americana   A Revolução Americana
A Revolução Americana
 
11 ha m4 u3 2
11 ha m4 u3 211 ha m4 u3 2
11 ha m4 u3 2
 
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
 
O iluminismo pombalino
O iluminismo pombalinoO iluminismo pombalino
O iluminismo pombalino
 
Revolução liberal portuguesa de1820
Revolução liberal portuguesa de1820Revolução liberal portuguesa de1820
Revolução liberal portuguesa de1820
 
11 ha m4 u3 3
11 ha m4 u3 311 ha m4 u3 3
11 ha m4 u3 3
 
Apresentação sobre o Absolutismo Régio
Apresentação sobre o Absolutismo RégioApresentação sobre o Absolutismo Régio
Apresentação sobre o Absolutismo Régio
 
Revolução liberal portuguesa de 1820
Revolução liberal portuguesa de 1820Revolução liberal portuguesa de 1820
Revolução liberal portuguesa de 1820
 
Poder régio
Poder régioPoder régio
Poder régio
 
A revolução americana
A revolução americanaA revolução americana
A revolução americana
 
História A - módulo 3, 4 e 6
História A - módulo 3, 4 e 6História A - módulo 3, 4 e 6
História A - módulo 3, 4 e 6
 
Política económica - século XVIII
Política económica - século XVIIIPolítica económica - século XVIII
Política económica - século XVIII
 

Semelhante a 11 ha m4 u2 3

Moderna ii, contemporânea i,brasil_império_i,américa_ii
Moderna ii, contemporânea i,brasil_império_i,américa_iiModerna ii, contemporânea i,brasil_império_i,américa_ii
Moderna ii, contemporânea i,brasil_império_i,américa_ii
Julia Selistre
 
HOJE_A Europa dos parlamentos- esquema das diferenças entre absolutismo e par...
HOJE_A Europa dos parlamentos- esquema das diferenças entre absolutismo e par...HOJE_A Europa dos parlamentos- esquema das diferenças entre absolutismo e par...
HOJE_A Europa dos parlamentos- esquema das diferenças entre absolutismo e par...
DannySantos45
 
Revolução inglesa
Revolução inglesaRevolução inglesa
Revolução inglesa
profceleri
 
A república puritana de oliver cromwell e a revolução gloriosa
A república puritana de oliver cromwell e a revolução gloriosaA república puritana de oliver cromwell e a revolução gloriosa
A república puritana de oliver cromwell e a revolução gloriosa
Nelia Salles Nantes
 
A revolução inglesa
A revolução inglesaA revolução inglesa
A revolução inglesa
Janayna Lira
 
Revolucao Inglesa e Iluminismo
Revolucao Inglesa e IluminismoRevolucao Inglesa e Iluminismo
Revolucao Inglesa e Iluminismo
eiprofessor
 

Semelhante a 11 ha m4 u2 3 (20)

Moderna ii, contemporânea i,brasil_império_i,américa_ii
Moderna ii, contemporânea i,brasil_império_i,américa_iiModerna ii, contemporânea i,brasil_império_i,américa_ii
Moderna ii, contemporânea i,brasil_império_i,américa_ii
 
Resumo revoluoesinglesas
Resumo revoluoesinglesasResumo revoluoesinglesas
Resumo revoluoesinglesas
 
A Europa dos Parlamentos_Inglaterra.pptx
A Europa dos Parlamentos_Inglaterra.pptxA Europa dos Parlamentos_Inglaterra.pptx
A Europa dos Parlamentos_Inglaterra.pptx
 
A europa dos parlamentos
A europa dos parlamentosA europa dos parlamentos
A europa dos parlamentos
 
Historia geral - Apostila 2
Historia geral  - Apostila 2Historia geral  - Apostila 2
Historia geral - Apostila 2
 
Revolinglesa
Revolinglesa Revolinglesa
Revolinglesa
 
Revolução inglesa
Revolução inglesaRevolução inglesa
Revolução inglesa
 
Aula 10 revoluções burguesas
Aula 10   revoluções burguesasAula 10   revoluções burguesas
Aula 10 revoluções burguesas
 
As revoluções
As revoluçõesAs revoluções
As revoluções
 
HOJE_A Europa dos parlamentos- esquema das diferenças entre absolutismo e par...
HOJE_A Europa dos parlamentos- esquema das diferenças entre absolutismo e par...HOJE_A Europa dos parlamentos- esquema das diferenças entre absolutismo e par...
HOJE_A Europa dos parlamentos- esquema das diferenças entre absolutismo e par...
 
Revolução inglesa
Revolução inglesaRevolução inglesa
Revolução inglesa
 
A república puritana de oliver cromwell e a revolução gloriosa
A república puritana de oliver cromwell e a revolução gloriosaA república puritana de oliver cromwell e a revolução gloriosa
A república puritana de oliver cromwell e a revolução gloriosa
 
Apostila 2ª fase - Sagrado
Apostila 2ª fase - SagradoApostila 2ª fase - Sagrado
Apostila 2ª fase - Sagrado
 
1 antigo regime e revolução inglesa
1  antigo regime e revolução inglesa1  antigo regime e revolução inglesa
1 antigo regime e revolução inglesa
 
2ª Série - As Revoluções Inglesas (1).pdf
2ª Série - As Revoluções Inglesas (1).pdf2ª Série - As Revoluções Inglesas (1).pdf
2ª Série - As Revoluções Inglesas (1).pdf
 
A revolução inglesa
A revolução inglesaA revolução inglesa
A revolução inglesa
 
A revolução inglesa
A revolução inglesaA revolução inglesa
A revolução inglesa
 
[c7s] Revolução Inglesa
[c7s] Revolução Inglesa[c7s] Revolução Inglesa
[c7s] Revolução Inglesa
 
Revolucao Inglesa e Iluminismo
Revolucao Inglesa e IluminismoRevolucao Inglesa e Iluminismo
Revolucao Inglesa e Iluminismo
 
A república puritana de oliver cromwell e a revolução gloriosa
A república puritana de oliver cromwell e a revolução gloriosaA república puritana de oliver cromwell e a revolução gloriosa
A república puritana de oliver cromwell e a revolução gloriosa
 

Mais de Carla Freitas

Mais de Carla Freitas (20)

11 ha m6 u1
11 ha m6 u111 ha m6 u1
11 ha m6 u1
 
11 Ha M5 u3
11 Ha M5 u311 Ha M5 u3
11 Ha M5 u3
 
11 Ha M5 u5 1
11 Ha M5 u5 111 Ha M5 u5 1
11 Ha M5 u5 1
 
Módulo 8 - Romantismo
Módulo 8 - RomantismoMódulo 8 - Romantismo
Módulo 8 - Romantismo
 
Módulo 8 - Arte em Portugal nos finais do século XIX
Módulo 8 - Arte em Portugal nos finais do século XIXMódulo 8 - Arte em Portugal nos finais do século XIX
Módulo 8 - Arte em Portugal nos finais do século XIX
 
Módulo 8 - Do impressionismo ao Pós-impressionismo
Módulo 8 - Do impressionismo ao Pós-impressionismoMódulo 8 - Do impressionismo ao Pós-impressionismo
Módulo 8 - Do impressionismo ao Pós-impressionismo
 
Módulo 8 - Naturalismo e Realismo
Módulo 8 - Naturalismo e RealismoMódulo 8 - Naturalismo e Realismo
Módulo 8 - Naturalismo e Realismo
 
11 ha m5 u4
11 ha m5 u411 ha m5 u4
11 ha m5 u4
 
11 ha m5 u2
11 ha m5 u211 ha m5 u2
11 ha m5 u2
 
11 ha m5 u1
11 ha m5 u111 ha m5 u1
11 ha m5 u1
 
11 ha m4 u4 3
11 ha m4 u4 311 ha m4 u4 3
11 ha m4 u4 3
 
11 ha m4 u4 2
11 ha m4 u4 211 ha m4 u4 2
11 ha m4 u4 2
 
11 ha m4 u4 1
11 ha m4 u4 111 ha m4 u4 1
11 ha m4 u4 1
 
11 ha m4 u2 1
11 ha m4 u2 111 ha m4 u2 1
11 ha m4 u2 1
 
11 ha m4 u1
11 ha m4 u111 ha m4 u1
11 ha m4 u1
 
Módulo 5 - Pintura Renascentista
Módulo 5 - Pintura RenascentistaMódulo 5 - Pintura Renascentista
Módulo 5 - Pintura Renascentista
 
Módulo 5 - Contexto Histórico
Módulo 5 - Contexto HistóricoMódulo 5 - Contexto Histórico
Módulo 5 - Contexto Histórico
 
Módulo 10 - Caso Prático Inicial
Módulo 10 - Caso Prático InicialMódulo 10 - Caso Prático Inicial
Módulo 10 - Caso Prático Inicial
 
Módulo 10 - Contexto Histórico Profissional
Módulo 10 - Contexto Histórico ProfissionalMódulo 10 - Contexto Histórico Profissional
Módulo 10 - Contexto Histórico Profissional
 
Módulo 5 - Caso Prático Inicial (Helena Almeida)
Módulo 5 - Caso Prático Inicial (Helena Almeida)Módulo 5 - Caso Prático Inicial (Helena Almeida)
Módulo 5 - Caso Prático Inicial (Helena Almeida)
 

Último

Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdfManual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Pastor Robson Colaço
 
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptx
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptxSlide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptx
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptx
sfwsoficial
 

Último (20)

Aparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdf
Aparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdfAparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdf
Aparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdf
 
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
 
o-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdf
o-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdfo-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdf
o-homem-que-calculava-malba-tahan-1_123516.pdf
 
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
Slides Lição 8, Betel, Ordenança para confessar os pecados e perdoar as ofens...
 
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdfManual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
 
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdfAs Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
As Mil Palavras Mais Usadas No Inglês (Robert de Aquino) (Z-Library).pdf
 
Conteúdo sobre a formação e expansão persa
Conteúdo sobre a formação e expansão persaConteúdo sobre a formação e expansão persa
Conteúdo sobre a formação e expansão persa
 
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdf
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdfprova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdf
prova do exame nacional Port. 2008 - 2ª fase - Criterios.pdf
 
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
 
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptx
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptxSlide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptx
Slide Licao 4 - 2T - 2024 - CPAD ADULTOS - Retangular.pptx
 
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptxEBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
EBPAL_Serta_Caminhos do Lixo final 9ºD (1).pptx
 
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã""Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
"Nós Propomos! Mobilidade sustentável na Sertã"
 
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livroMeu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
 
bem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animalbem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animal
 
Produção de poemas - Reciclar é preciso
Produção  de  poemas  -  Reciclar é precisoProdução  de  poemas  -  Reciclar é preciso
Produção de poemas - Reciclar é preciso
 
Enunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdf
Enunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdfEnunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdf
Enunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdf
 
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdfufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
 
Enunciado_da_Avaliacao_1__Sistemas_de_Informacoes_Gerenciais_(IL60106).pdf
Enunciado_da_Avaliacao_1__Sistemas_de_Informacoes_Gerenciais_(IL60106).pdfEnunciado_da_Avaliacao_1__Sistemas_de_Informacoes_Gerenciais_(IL60106).pdf
Enunciado_da_Avaliacao_1__Sistemas_de_Informacoes_Gerenciais_(IL60106).pdf
 
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
Semana Interna de Prevenção de Acidentes SIPAT/2024
 
HISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIA
HISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIAHISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIA
HISTORIA DA XILOGRAVURA A SUA IMPORTANCIA
 

11 ha m4 u2 3

  • 1. A Europa dos Estados Absolutos e a Europa dos Parlamentos A Europa dos Parlamentos História A 11ºAno Prof. Carla Freitas
  • 2. A afirmação da burguesia nas Províncias Unidas no séc. XVII.
  • 4. Guilherme I, Príncipe de Orange e Conde de Nassau A República das Províncias Unidas Doc.26 A e B – Página 60 Tratado de Münster - 1648
  • 5. A afirmação política da burguesia nas Províncias Unidas Características da nova República • Tolerância religiosa e liberdade de pensamento • refúgio para exilados políticos e religiosos • Valor do indivíduo • Descentralização do poder • Maior possibilidade de ocupar cargos • Controlo do poder por parte da burguesia Hegemonia da Província da Holanda Amesterdão visto do porto de Mussel, 1673, , Ludolf Backhuysen
  • 6. A afirmação política da burguesia nas Províncias Unidas Uma economia próspera • dinamização das actividades produtivas internas • Artesanato • comércio • alargamento do comércio externo • Báltico e Europa Ocidental • espaços coloniais (corso) Pinturas referentes aos navios holandeses de Ludolf Backhuysen
  • 7. A afirmação política da burguesia nas Províncias Unidas Doc.27 A e B – Página 61 Sociedade • Nobreza reduzida • Ocupa sobretudo funções militares • Incrementada por filhos de ricos mercadores • Elite burguesa • Ocupava-se exclusivamente das magistraturas • Provinha da burguesia de negócios • Dominavam os conselhos das cidades e das províncias • Controlava negócios e política Guilherme II, Príncipe de Orange (1626 a 1650) Stathouder da República dos Países Baixos
  • 8. Estrutura administrativa descentralizada Nobreza Burguesia funções militares Stathouder (chefe supremo militar) equiparados em dignidade A nível central, o principal cargo executivo Grande Pensionário justiça fisco Controlo atividades económicas podia ser ocupado por um burguês Interesses do Estado = interesses do comércio Holanda: grande potência marítima do séc. XVII Conselhos das Cidades e Províncias
  • 9. A afirmação política da burguesia nas Províncias Unidas Doc.28 – Página 62 A mentalidade burguesa • Poupança • rendimentos não devem igualar despesa • Importância do bem comum • impostos • obras públicas • Austeridade e simplicidade • Construção, adorno e mobiliário • Qualidade dos produtos • Importância da educação • Acesso e dedicação aos cargos Pintura de interior na Holanda, Pieter de Hooch
  • 10. Grotius e a legitimação da liberdade dos mares (a jurisprudência ao serviço dos interesses económicos)
  • 11. Grotius e a legitimação da liberdade dos mares (a jurisprudência ao serviço dos interesses económicos) No final do séc. XVI os holandeses desenvolvem interesse pelo comércio colonial • Chocam com interesses de portugueses e espanhóis - mare clausum • bases jurídicas: bulas e doações papais; Tratado de Tordesilhas de 1494. • Desrespeitado: pela concorrência; pelo corso • 1602: captura da nau portuguesa Santa Catarina que leva a contestação e protestos Imagem alusiva à conquista de Cochim pelos holandeses em 1663, que fez parte da guerra dos oitenta anos (1595 a 1663) entre Portugal e os Holandeses
  • 12. Grotius e a legitimação da liberdade dos mares (a jurisprudência ao serviço dos interesses económicos) Doc.30 – Página 63 Teoria do Mare liberum – defendida por • Escreveu uma série de textos jurídicos que legitimavam a liberdade dos mares  criado por Deus para todas as nações  Bem comum  Inesgotável e essencial para a vida Desenvolveu-se intensa polémica Portugal - resposta de Serafim de Freitas (entre outros) Hugo Grotius (1583-1645)
  • 13. A ascensão do Império Holandês Impérios coloniais no século XVII
  • 14. A ascensão do Império Holandês • Decadência dos impérios ibéricos • Consolidação do Império holandês • Criação da Companhia das Indias Orientais (1602) e da Companhia das Indias Ocidentais (1621) • entrepostos e feitorias espalhadas pela Ásia, África e América. • As companhias controlam militar e economicamente estes espaços. Companhia das Indias Ocidentais em Amesterdão As embarcações da Companhia Holandesa das Índias Orientais em Amesterdão, 1750
  • 15. A recusa do absolutismo na sociedade inglesa.
  • 16. A Magna Carta e a limitação do poder real • 1199 – 1216 Reinado de João sem Terra  Impõe um regime autoritário a nível fiscal e desrespeita as liberdades dos seus súbditos Guerra dos Barões Assinatura da Magna Carta (1215)  Estabelecia o respeito pelos direitos e procedimentos legais;  Protegia os ingleses das arbitrariedades do poder real e dos funcionários reais;  Atribuía mais poderes ao Parlamento João Sem Terra
  • 17. A tentativa de imposição do absolutismo • 1603 – Morre Isabel I sem descendentes diretos • Sobe ao trono Jaime I (1603-1625):  Fim da dinastia dos Tudor e início da dinastia Stuart  Imposição de um regime de cariz absolutista  rei autoritário  acreditava na doutrina da origem divina do poder;  não partilhava o seu poder com o Parlamento;  era católico. Isabel I Jaime VI da Escócia e I de Inglaterra
  • 18. A tentativa de imposição do absolutismo • 1625 – Sobe ao poder Carlos I • católico, aumentou os impostos, sem o consentimento do Parlamento e procedeu a prisões arbitrárias. • Não cumpriu os princípios da Magna Carta • 1628 – Assina a Petição do Direitos • respeitar as antigas leis, • não proceder a prisões arbitrárias, • não impor impostos sem consentimento do Parlamento • 1629 a 1640 – impõe tirania dos onze anos • 1642 a 1649 – Guerra Civil Carlos I e a família em 1632 Representação absolutista
  • 19. A Guerra Civil (1642-1649) • Realistas (ou Cavaleiros) com apoio: • do rei; • da Câmara dos Lordes; • da aristocracia rural; • dos membros da Igreja: católicos e anglicanos. • camponeses • Parlamentaristas (ou Cabeças Redondas) com apoio: • dos protestantes; • da alta aristocracia; • dos grandes mercadores; • Das populações urbanas; Vitória dos Cabeças Redondas Cromwell
  • 20. Execução de Carlos I (1649) Doc.32 – Página 65
  • 21. Cromwell • 1649-1653 – República  Cromwell assumiu o poder executivo;  o Parlamento tornou-se o órgão supremo, legislativo. • 1653-1658 – Ditadura de Cromwell  aboliu a Câmara dos Lordes;  destituiu todos os que se lhe opunham;  dissolveu o Parlamento.  governo pessoal e repressivo (Lord Protetor)  política de fomento económico e uma hábil política externa. • 1658 - Morte de Cromwell  Anarquia Oliver Cromwell
  • 22. A Restauração da Monarquia • 1660 – Sobe ao trono Carlos II, filho de Carlos I  compensou as vítimas da guerra civil;  promulgou o Habeas Corpus em 1679 (Proibição de prisão sem culpa formada)  aboliu a censura e garantiu a liberdade de petição;  restabeleceu a Câmara dos Lordes. • 1685 – Sobe ao trono Jaime II, irmão de Carlos II, apoiante do absolutismo e católico  favoreceu os católicos,  instaurou governo autoritário Carlos II e Catarina de Bragança Jaime II
  • 23. A Revolução Gloriosa • 1688 – Guilherme de Orange, (Holanda) invade a Inglaterra  Jaime II, sem apoiantes abandona a Inglaterra • 1689 – Coroação de Guilherme e Maria de Orange  Assinatura e juramento solene da Declaração dos Direitos Doc. 33 Página 66  respeitar as liberdades individuais  consultar o Parlamento em matéria fiscal e militar  respeitar a independência da justiça  dar execução às leis • 1695  abolição da censura  direito à livre reunião. Parlamento órgão político mais importante Guilherme de Orange e Maria Stuart
  • 24. PODER JUDICIAL Tribunais Os eleitores: Proprietários e burgueses Não são eleitores: mulheres; pequenos proprietários; artesãos; assalariados; pobres
  • 25. A sociedade inglesa • Barreiras sociais mais esbatidas (maior mobilidade social) • Constitui-se uma próspera classe média:  burguesia de negócios  ricos proprietários rurais Apoiantes do Parlamentarismo
  • 26. Locke e a justificação do parlamentarismo • Vários fatores criaram um ambiente social e cultural favorável a novas ideias e teorias sobre o poder político em Inglaterra: • uma população mais alfabetizada e crítica (protestantismo, educação e o ensino); • teorização das ideias políticas devido à agitação política, entre 1603 e 1689. John Locke, Dois Tratados do Governo Civil, 1689
  • 27. Locke e a justificação do parlamentarismo Locke foi um filósofo defensor da Monarquia Constitucional e do parlamentarismo opondo-se ao absolutismo. Defendia que: • O poder do soberano:  era limitado por outros poderes (legislativo, executivo e federativo);  derivava do livre consentimento dos governados, existindo um contrato entre governantes e governados  assentava na defesa dos direitos naturais (vida, liberdade, propriedade). • Os homens nascem livres, iguais e autónomos • direito de resistir à tirania de um príncipe ou governante. John Locke (1632-1704)
  • 28. Locke e a justificação do parlamentarismo John Locke com as suas obras justifica a Revolução Gloriosa e defende: • a separação dos poderes • a predominância do legislativo (Parlamento). As ideias de John Locke influenciaram os sistemas políticos modernos e parlamentares: • nos Estados Unidos da América (1776); • em França, inspiraram a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789). John Locke, Dois Tratados do Governo Civil, 1689
  • 29. Deves saber  Mostrar a fusão do poder político com o poder económico nas Províncias Unidas  Contextualizar a teoria do mare liberum  Reconhecer o Parlamento como um orgão de limitação efetiva do poder real.  Contrapor o modelo sociopolítico absolutista ao modelo parlamentar.  Realçar a importância da afirmação de parlamentos numa Europa de Estados absolutos. E AINDA  Interpretar documentos escritos e iconográficos relacionando-os com os conteúdos  Integrar a análise de documentos nas tuas respostas e análise de conteúdos