A Construção da
modernidade
europeia
Portugal – o projeto
pombalino de inspiração
iluminista
História A 11ºAno Prof. Carla Freitas
Despotismo Iluminado
Defesa da monarquia pelos iluministas
 Necessidade de uma mão forte para impôr
reformas, controlar os privilegiados e o
poder da Igreja
Mas
poder era “esclarecido” ou “iluminado” pela
Razão
Reforço do poder de modo a governar em
favor do bem-estar e do progresso do povo.
Desenvolveu-se sobretudo em países periféricos:
 Rússia, Catarina II
 Prússia, Frederico II
 Aústria, José II
 Portugal, D. José I (Pombal)
Catarina II, da Rússia, José II, da
Aústria, e Frederico II, Prússia
Despotismo Iluminado
 Cortes frequentadas por filósofos
iluministas, poetas e cientistas
 Os soberanos procedem a:
• reformas administrativas,
• reorganização da economia,
• instrução pública,
• controle das relações sociais;
• controlo do poder da Igreja.
Despotismo Esclarecido ou Iluminado
Fase final do Absolutismo Régio
Limites ao poder do rei são o seu próprio
discernimento.
Frederico, o Grande, encontra-se com
Voltaire
(gravura de N.Monsiaux)
A Reforma Pombalina das Instituições e o
reforço da autoridade do Estado
(Documento 17A e B, Pág. 142)
Reforço e racionalização do aparelho
do estado
 Finanças - Dissolução da Casa dos Contos
e criação do Erário Régio
• superintendia as finanças do Reino
• repressão do contrabando
• reestruturação da política fiscal e cobrança de
impostos
 Sistema Judicial
• Uniformização das leis;
• Extinção de antigos privilégios do Clero e
Nobreza;
• Fim das excepções criadas pelo Direito local;
• Reorganização dos tribunais superiores;
• Criação da Intendência Geral da Polícia.
Desagrado dos
grupos privilegiados
Mas
 Mostram a
preponderância do
interesse público
 Legitimam as ações
do soberano que guia
os povos na senda
do progresso.
Exemplo de
Despotismo
Iluminado
A Reforma Pombalina das Instituições e o
reforço da autoridade do Estado
(Documento 17A e B, Pág. 142)
A submissão das forças sociais
 Povo
• Repressão face ao motim popular
contra a Companhia do Alto Douro, em
1757 (26 execuções e 400
condenações várias)
 Nobreza
• Vários membros da alta nobreza foram
perseguidos, presos e condenados à
morte (ex: Processo dos Távoras,
1758)
• Muitos nobres viram os seus bens
confiscados e perderam privilégios;
https://www.youtube.com/watch?v
=-gfdaOfMrlw
https://www.youtube.com/wat
ch?v=0I2Wc2lWaCM
A Reforma Pombalina das Instituições e o
reforço da autoridade do Estado
(Documento 17A e B, Pág. 142)
A submissão das forças sociais
 Clero
• Conflitos com Pombal devido à
interferência do Clero nos assuntos de
Estado
• Submissão da Inquisição (ex. execução
do padre Malagrida)
• Criação da Real Mesa Censória (retira o
papel de censura à Igreja)
• Expulsão dos Jesuítas de Portugal e dos
territórios ultramarinos (1759) por
resistirem à autoridade do Estado e serem
um obstáculo às reformas do ensino -
corte de relações com a Santa Sé
http://ensina.rtp.pt/artigo/execucao-
do-padre-gabriel-malagrida-em-
lisboa/
A Reforma Pombalina das Instituições e o
reforço da autoridade do Estado
(Documento 17A e B, Pág. 142)
Inovações no campo social
 Abolição da distinção entre cristãos-
novos e cristãos-velhos.
 1755 . Legislação sobre os índios do
Brasil (liberdade pessoal)
 1761 – abolição da escravatura no reino
de Portugal e dos Algarves e nas
colónias indianas(mantém-se no resto
do império)
 1773 - liberdade para os que nasciam
filhos de escravos (lei do ventre livre)
O Terramoto de 1755
(Dossiê, Pág. 146 – D e E)
https://www.youtube.com/watch?v=0tSpmi5-AZM
Terramoto de 1755
Consequências
 Milhares de edifícios destruídos (Paço
Real da Ribeira, os armazéns da Casa
da Índia e cerca de 15 000 casas, das 20
mil existentes; 35 igrejas, das 40; todos
os 6 hospitais e 33 palácios)
 Morte de vinte mil pessoas
 Milhares de desalojados.
Ação de Pombal
 Enterrar os mortos
 Socorrer os feridos;
 Policiar as ruas e os edifícios mais
importantes para evitar roubos;
 Elaborar um plano de reconstrução
O reordenamento urbano
Eugénio dos Santos e Carlos Mardel (at.), Plano de reconstrução de
Lisboa, 1755-58
O reordenamento urbano
Fachadas dos Edificios
O reordenamento urbano
Sistema de saneamento
O reordenamento urbano
Sistema de gaiola (anti-sísmico)
O reordenamento urbano
Praça do Comércio
O reordenamento urbano
Reconstrução
 Mandou arrasar os destroços e proceder à reconstrução da Baixa
 Plano de reconstrução de grande geometrismo e puro racionalismo
iluminista:
• Reticulado: Grelha de perpendiculares, horizontais e verticais
• Quarteirões rectangulares em massas diversificadas
• Ruas largas, com passeios calcetados e nomeadas por ofícios, concentrando os
artesãos
• Construção de canalizações para distribuição de águas e drenagem de esgotos
• Edificios uniformizados, de altura definida; fachadas sóbrias (sem brasões ou
ornamentos)
• construção anti-sísmica (“gaiolas”)
• Piso térreo dedicado ao comércio
• O Terreiro do Paço deu lugar à Praça do Comércio, de aspeto grandioso
 Projeto: Manuel da Maia e Eugénio dos Santos
 Resultado: um dos mais notáveis conjuntos urbanísticos da Europa .
Reforma do Ensino
Objetivos
 Preparação dos futuros servidores do
Estado
 Libertar o povo da ignorância (vista
como entrave)
Influências
 Iluminismo através dos Estrangeirados:
(Documento 23 Pág. 150)
 Martinho de Mendonça, “Apontamentos para a
Educação de Um Menino Nobre)“
 Luís António Verney, “O verdadeiro método de
estudar”,
 Ribeiro Sanches, “Cartas sobre a educação da
Mocidade”
Ribeiro Sanches
Luís António Verney
Reforma do Ensino
Liberta-se o ensino da
influência da Igreja.
 Expulsão dos jesuítas e
encerramento dos seus colégios
 Abrange todos os graus de ensino
 Ensino Primário
• Criação de Escolas Menores
oficiais e gratuitas
 Ensino secundário:
• Liceus (escolas Régias)
• Colégio dos Nobres (preparar
para o desempenho de altos
cargos)
• Aula do Comércio (1ª escola
Comercial da Europa)
Real Colégio dos Nobres
Reforma do Ensino
Liberta-se o ensino da influência
da Igreja.
 Ensino Universitátio
• Extinção da universidade de Évora
(jesuítas)
• Reestruturação da Universidade de
Coimbra:
 novos estatutos;
 novas faculdades e novos cursos
(Física experimental, quimica…)
 equipamentos e laboratórios
(laboratórios de física e química, jardim
botânico, observatório astronómico e
teatro anatómico)
 novos métodos de ensino (de acordo
com critérios racionalistas e
experimentais)
Jardim Botânico de Coimbra
Observatório Astronómico de
Coimbra
O Afastamento de Pombal
A Viradeira
 Com a morte de D. José I, o
Marquês de Pombal cai em
desgraça;
 É afastado da corte pela nova
rainha, D. Maria I, desapossado dos
cargos e desterrado;
 Obrigado a manter-se a mais de 20
milhas da rainha por decreto real.
 É reinstaurada a inquisição e a
Igreja volta a ter mais influência no
governo.
D. Maria I
Deves saber
 Reconhecer no despotismo iluminado, a fusão do
pensamento iluminista com os principios do
absolutismo régio.
 Integrar as medidas do Marquês de Pombal nos
padrões do pensamento setecentista.
E AINDA
 Interpretar documentos escritos e iconográficos
relacionando-os com os conteúdos
 Integrar a análise de documentos nas tuas respostas e
análise de conteúdos

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  • 1.
    A Construção da modernidade europeia Portugal– o projeto pombalino de inspiração iluminista História A 11ºAno Prof. Carla Freitas
  • 2.
    Despotismo Iluminado Defesa damonarquia pelos iluministas  Necessidade de uma mão forte para impôr reformas, controlar os privilegiados e o poder da Igreja Mas poder era “esclarecido” ou “iluminado” pela Razão Reforço do poder de modo a governar em favor do bem-estar e do progresso do povo. Desenvolveu-se sobretudo em países periféricos:  Rússia, Catarina II  Prússia, Frederico II  Aústria, José II  Portugal, D. José I (Pombal) Catarina II, da Rússia, José II, da Aústria, e Frederico II, Prússia
  • 3.
    Despotismo Iluminado  Cortesfrequentadas por filósofos iluministas, poetas e cientistas  Os soberanos procedem a: • reformas administrativas, • reorganização da economia, • instrução pública, • controle das relações sociais; • controlo do poder da Igreja. Despotismo Esclarecido ou Iluminado Fase final do Absolutismo Régio Limites ao poder do rei são o seu próprio discernimento. Frederico, o Grande, encontra-se com Voltaire (gravura de N.Monsiaux)
  • 4.
    A Reforma Pombalinadas Instituições e o reforço da autoridade do Estado (Documento 17A e B, Pág. 142) Reforço e racionalização do aparelho do estado  Finanças - Dissolução da Casa dos Contos e criação do Erário Régio • superintendia as finanças do Reino • repressão do contrabando • reestruturação da política fiscal e cobrança de impostos  Sistema Judicial • Uniformização das leis; • Extinção de antigos privilégios do Clero e Nobreza; • Fim das excepções criadas pelo Direito local; • Reorganização dos tribunais superiores; • Criação da Intendência Geral da Polícia. Desagrado dos grupos privilegiados Mas  Mostram a preponderância do interesse público  Legitimam as ações do soberano que guia os povos na senda do progresso. Exemplo de Despotismo Iluminado
  • 5.
    A Reforma Pombalinadas Instituições e o reforço da autoridade do Estado (Documento 17A e B, Pág. 142) A submissão das forças sociais  Povo • Repressão face ao motim popular contra a Companhia do Alto Douro, em 1757 (26 execuções e 400 condenações várias)  Nobreza • Vários membros da alta nobreza foram perseguidos, presos e condenados à morte (ex: Processo dos Távoras, 1758) • Muitos nobres viram os seus bens confiscados e perderam privilégios; https://www.youtube.com/watch?v =-gfdaOfMrlw https://www.youtube.com/wat ch?v=0I2Wc2lWaCM
  • 6.
    A Reforma Pombalinadas Instituições e o reforço da autoridade do Estado (Documento 17A e B, Pág. 142) A submissão das forças sociais  Clero • Conflitos com Pombal devido à interferência do Clero nos assuntos de Estado • Submissão da Inquisição (ex. execução do padre Malagrida) • Criação da Real Mesa Censória (retira o papel de censura à Igreja) • Expulsão dos Jesuítas de Portugal e dos territórios ultramarinos (1759) por resistirem à autoridade do Estado e serem um obstáculo às reformas do ensino - corte de relações com a Santa Sé http://ensina.rtp.pt/artigo/execucao- do-padre-gabriel-malagrida-em- lisboa/
  • 7.
    A Reforma Pombalinadas Instituições e o reforço da autoridade do Estado (Documento 17A e B, Pág. 142) Inovações no campo social  Abolição da distinção entre cristãos- novos e cristãos-velhos.  1755 . Legislação sobre os índios do Brasil (liberdade pessoal)  1761 – abolição da escravatura no reino de Portugal e dos Algarves e nas colónias indianas(mantém-se no resto do império)  1773 - liberdade para os que nasciam filhos de escravos (lei do ventre livre)
  • 8.
    O Terramoto de1755 (Dossiê, Pág. 146 – D e E) https://www.youtube.com/watch?v=0tSpmi5-AZM
  • 9.
    Terramoto de 1755 Consequências Milhares de edifícios destruídos (Paço Real da Ribeira, os armazéns da Casa da Índia e cerca de 15 000 casas, das 20 mil existentes; 35 igrejas, das 40; todos os 6 hospitais e 33 palácios)  Morte de vinte mil pessoas  Milhares de desalojados. Ação de Pombal  Enterrar os mortos  Socorrer os feridos;  Policiar as ruas e os edifícios mais importantes para evitar roubos;  Elaborar um plano de reconstrução
  • 10.
    O reordenamento urbano Eugéniodos Santos e Carlos Mardel (at.), Plano de reconstrução de Lisboa, 1755-58
  • 11.
  • 12.
  • 13.
    O reordenamento urbano Sistemade gaiola (anti-sísmico)
  • 14.
  • 15.
    O reordenamento urbano Reconstrução Mandou arrasar os destroços e proceder à reconstrução da Baixa  Plano de reconstrução de grande geometrismo e puro racionalismo iluminista: • Reticulado: Grelha de perpendiculares, horizontais e verticais • Quarteirões rectangulares em massas diversificadas • Ruas largas, com passeios calcetados e nomeadas por ofícios, concentrando os artesãos • Construção de canalizações para distribuição de águas e drenagem de esgotos • Edificios uniformizados, de altura definida; fachadas sóbrias (sem brasões ou ornamentos) • construção anti-sísmica (“gaiolas”) • Piso térreo dedicado ao comércio • O Terreiro do Paço deu lugar à Praça do Comércio, de aspeto grandioso  Projeto: Manuel da Maia e Eugénio dos Santos  Resultado: um dos mais notáveis conjuntos urbanísticos da Europa .
  • 16.
    Reforma do Ensino Objetivos Preparação dos futuros servidores do Estado  Libertar o povo da ignorância (vista como entrave) Influências  Iluminismo através dos Estrangeirados: (Documento 23 Pág. 150)  Martinho de Mendonça, “Apontamentos para a Educação de Um Menino Nobre)“  Luís António Verney, “O verdadeiro método de estudar”,  Ribeiro Sanches, “Cartas sobre a educação da Mocidade” Ribeiro Sanches Luís António Verney
  • 17.
    Reforma do Ensino Liberta-seo ensino da influência da Igreja.  Expulsão dos jesuítas e encerramento dos seus colégios  Abrange todos os graus de ensino  Ensino Primário • Criação de Escolas Menores oficiais e gratuitas  Ensino secundário: • Liceus (escolas Régias) • Colégio dos Nobres (preparar para o desempenho de altos cargos) • Aula do Comércio (1ª escola Comercial da Europa) Real Colégio dos Nobres
  • 18.
    Reforma do Ensino Liberta-seo ensino da influência da Igreja.  Ensino Universitátio • Extinção da universidade de Évora (jesuítas) • Reestruturação da Universidade de Coimbra:  novos estatutos;  novas faculdades e novos cursos (Física experimental, quimica…)  equipamentos e laboratórios (laboratórios de física e química, jardim botânico, observatório astronómico e teatro anatómico)  novos métodos de ensino (de acordo com critérios racionalistas e experimentais) Jardim Botânico de Coimbra Observatório Astronómico de Coimbra
  • 19.
    O Afastamento dePombal A Viradeira  Com a morte de D. José I, o Marquês de Pombal cai em desgraça;  É afastado da corte pela nova rainha, D. Maria I, desapossado dos cargos e desterrado;  Obrigado a manter-se a mais de 20 milhas da rainha por decreto real.  É reinstaurada a inquisição e a Igreja volta a ter mais influência no governo. D. Maria I
  • 20.
    Deves saber  Reconhecerno despotismo iluminado, a fusão do pensamento iluminista com os principios do absolutismo régio.  Integrar as medidas do Marquês de Pombal nos padrões do pensamento setecentista. E AINDA  Interpretar documentos escritos e iconográficos relacionando-os com os conteúdos  Integrar a análise de documentos nas tuas respostas e análise de conteúdos