SlideShare uma empresa Scribd logo
História A - Módulo 4
A Europa nos séculos XVII e XVIII – sociedade,
poder e dinâmicas coloniais

Unidade 4
Construção da modernidade europeia
http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
O método experimental e o progresso no conhecimento do
Homem e da Natureza
Ao longo dos séculos XVII e XVIII vão-se dar progressos nas ciências e
no conhecimento humano que vão mudar a forma como o Mundo
era entendido;
A intervenção divina, ou do Diabo, ou mesmo a conjugação de
determinados astros era a explicação para determinados fenómenos
físicos e naturais;
A Ciência assentava nos conhecimentos dos Antigos como Aristóteles,
Ptolomeu, Santo Agostinho e outros cujas afirmações eram
consideradas inquestionáveis;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

2
Durante o Renascimento nasceu o espírito crítico, embora limitado
a um pequeno grupo de intelectuais;
Os Descobrimentos trouxeram novos conhecimentos sobre o
Mundo, as culturas, fauna, flora e povos existentes;
Na Europa surgem associações científicas onde se organizam
debates e conferências, algumas tornam-se instituições nacionais;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

3
Surge o gosto pela observação dos fenómenos naturais e físicos;
Desenvolvem-se as ideais que:
Só a observação direta torna possível o conhecimento;
O conhecimento aumenta constantemente;
O progresso científico contribui para melhorar as condições da
Humanidade;
Dá-se início a uma revolução científica;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

4
A partir do século XVI desenvolve-se o método do experiencialismo;
Francis Bacon (1561-1626) foi um dos percursores afirmou que
para conhecer a verdade era preciso:
Observar os factos;
Formular hipóteses;
Repetir a experiência;
Formular a lei.

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

5
René Descartes (1596-1651)
Elaborou o princípio da dúvida metódica, isto é, não admitir
qualquer coisa como verdadeira sem existirem evidências nesse
sentido;
Dividir uma dificuldade em partes até chegar a uma solução;
Organizar o pensamento do mais simples para o mais complexo;
Foi um dos pensadores que introduziu a matemática como a
linguagem fundamental de expressão das leis científicas, surge a
expressão “ciências exatas”;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

6
Baruch Spinoza (1632-1677) afirmou a superioridade da razão;
Wilhelm Leibniz (1646-1716) defende o princípio da Razão,
segundo ele nada ocorre sem que exista uma razão suficiente que
explique que as coisas ocorram de uma determinada maneira e não
de outra;
A ciência começava a desvendar os segredos da Natureza, e o
Homem aumenta o conhecimento que tem de si e da Natureza.

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

7
O conhecimento do Homem
A ciência médica desenvolve-se lentamente;
Em 1628, William Harvey publica as suas descobertas sobre a
circulação sanguínea;
A medicina progride ao longo do século XVIII e vai ser uma das
responsáveis pelo crescimento demográfico que se verifica no
século;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

8
No século XVII, com Galileu começa a revolução da conceção do
Universo;
Foi o primeiro a olhar para o Universo através de um telescópio;
Galileu vai corroborar as teses heliocêntricas de Nicolau Copérnico;
Apesar da perseguição, por parte da Inquisição às ideias divulgadas
por Galileu, o conhecimento divulga-se e vai aumentado;
Isaac Newton (1642-1727) descobre as leis da gravidade e formula
a hipótese de um universo infinito ;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

9
O mundo da ciência
No século XVIII as academias científicas tornam-se vulgares e
aparecem em quase todas as capitais europeias;
Os jornais e boletins científicos proliferam;
As Universidades criam laboratórios modernos;
As ideias científicas discutem-se e divulgam-se com uma rapidez
nunca antes vista na História;
Surgem novos instrumentos científicos: telescópico, microscópio,
barómetro, termómetro, relógio de pêndulo, etc.;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

10
O gosto pela ciência populariza-se, e os debates e discussões
científicas são divulgadas para o público;
As razões divinas deixam de ser aceitas como explicações credíveis
para os fenómenos físicos e naturais;
A ciência subdivide-se em vários ramos do saber: astronomia,
química, física, biologia, medicina, etc;
O método experimental torna-se a única forma credível de procurar
a verdade em ciência;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

11
A Filosofia das Luzes. O Iluminismo
No século XVIII desenvolve-se a crença no valor da razão humana
como motor do progresso, primeiro aplicada às ciências e logo nas
reflexões sobre o desenvolvimento das sociedades humanas;
O uso da Razão conduziria ao aperfeiçoamento moral do Homem,
das relações sociais e das formas do poder político, promovendo a
igualdade e a justiça;
A Razão seria a luz que guiaria a Humanidade;
Era a saídas das trevas, o século XVIII, por isso ficou conhecido pro
século das Luzes;
Luzes ou Humanismo designa o conjunto das novas ideias que
marcaram a época;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

12
Iluminismo – corrente filosófica que
se desenvolveu na Europa durante o
século XVIII e que se caracterizou
pela crítica à autoridade política e
religiosa, pela afirmação da
liberdade e pela confiança na Razão
e na ciência como meios de atingir a
felicidade humana;
Para os iluministas a humanidade
devia ultrapassar as debilidades dos
sistemas sociais em vigor e
caminhar no sentido do progresso e
da felicidade,

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

13
As ideias iluministas nasceram no seio da burguesia e exprimem as
aspirações dos burgueses que, apesar de controlarem o comércio,
as finanças, atualizarem as práticas agrícolas e de promoverem a
industrialização, estão afastados da vida política dos Estados
absolutos dominados pela nobreza;
A valorização da Razão, da qual são dotados todos os homens,
independentemente da condição social, estabelecia um princípio de
igualdade que punha em causa a sociedade de ordens;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

14
Os iluministas propõem a ideia que todos os homens têm direitos e
deveres que lhes são conferidos pela Natureza;
Consideram o direito natural superior às leis dos estados;
Os iluministas determinam um conjunto básico de direitos
inerentes à natureza humana:
Direito à liberdade;
Direito a um julgamento justo;
Direito à posse de bens;
Direito à liberdade de consciência;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

15
Os iluministas contrapõem aos interesses dos Estados o valor próprio
do individuo que, como ser humano, tinha o direito de ver
respeitada a sua dignidade;
Deste direito natural decorre uma moral natural e racional,
independentemente dos preceitos religiosos. Baseada na tolerância,
na generosidade e no cumprimentos dos deveres naturais e deveria
orientar os homens na busca da felicidade terrena;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

16
A defesa do contrato social e da separação dos poderes
A liberdade e igualdade defendidas pelos iluministas entravam em
contradição com a autoridade dos governos;
Para solucionar este problema Locke propôs a celebração de um
contrato entre os governantes e os governados;
O povo conferia ao governo os poderes para este governar;
Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), não via a sociedade como um
acordo entre iguais, mas como um instrumento ao serviço dos mais
ricos e poderosos, constituída para proteger os interesses desses e
não para benefício do povo;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

17
Rousseau preocupou-se com o crescimento da desigualdade entre
os homens e relaciona-as com a origem do estado;
Para ele os homens viveram num “estado natural” em que todos
eram livres e iguais, não existiam desigualdades de caracter
económico;
Esta surgiram quando o Homem se sedentarizou e com a economia
produtora apareceu a propriedade privada que trouxe a divisão
entre ricos e pobres;
As desigualdades deram origem à violência entre ricos e pobres,
para se defenderem os ricos constituíram o estado;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

18
Na sua obra “O Contrato Social” (1762) defende a ideia que a
soberania popular se mantêm apesar da transferência de poder
para o governo;
É através do contrato social que se encontraria a solução para
resolver as desigualdades;
Rousseau procurou conciliar os princípios da liberdade individual
e da igualdade com a existência de um estado;
Para ele só com a organização democrática do estado o homem
adquire, em troca da liberdade natural perdida, a liberdade política
caracterizada pela participação na votação de leis e pelo
acatamento dessas mesmas leis;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

19
Da votação, resultaria a vontade popular, expressa pela maioria;
Rousseau prevê o direito do povo à insurreição quando luta contra
um estado opressor;
A teoria do contrato social veio promover o estatuto dos indivíduos
na sociedade, de súbditos do rei passavam a cidadãos com direitos e
deveres;
Montesquieu (1689-1755) formula a teoria da divisão dos poderes:
poder legislativo (formular leis); poder executivo (executar essas
leis) e poder judicial (julgar quem desrespeita as leis);
Segundo Montesquieu só a separação destes poderes garantia a
liberdade dos cidadãos;
Esta ideia foi adotada em quase todas as constituições saídas das
revoluções liberais;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

20
Voltaire (1694-1788) aceitava o absolutismo de carácter iluminista;
Ou seja o poder absoluto do rei deveria ser usado para promover o
progresso,
Voltaire faia parte do grupo da burguesia que pretendia certas
garantias, nomeadamente o direito à propriedade, mas não
pretendia o poder político;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

21
Humanitarismo e tolerância
No século XVIII mantinha-se em prática, no direito pena, de práticas
contra a dignidade humana tais como a tortura, trabalhos forçados e
muitas práticas medievais;
Muitos iluministas insurgiram-se contra este estado de coisas,
alguns chegaram a colocar em causa a pena de morte;
Isto levou à difusão da fraternidade humana e muitos países
suavizaram a sua justiça;
No século XIX, o humanitarismo vai levar à abolição da escravatura
nas democracias liberais;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

22
Desenvolve-se o espírito de tolerância religiosa;
Surge a ideia de separar a Igreja e o Estado;
Surge o deísmo, a crença numa divindade mas a recusa das religiões
organizadas;
Muitos iluministas permanecem ligados à Igreja mas todos se
mostram contra a intolerância, o fanatismo e a superstição;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

23
A difusão do pensamento das luzes
Os iluministas defendiam ideais que eram opostos à sociedade me
que viviam, as suas críticas à sociedade, ao absolutismo, à Igreja
suscitaram, nos setores mais retrógradas da sociedade críticas e
perseguições;
Muitos iluministas foram perseguidos, exilados e presos. Muitas das
suas obras fizeram parte do Índex;
Alguns monarcas (como Frederico II da Prússia e Catarina II da
Rússia) mostraram apreço por estas ideias e mantiveram
correspondência com alguns iluministas;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

24
As ideias iluministas tornaram o centro da discussão intelectual da
época, eram discutidas em salões aristocráticos, cafés, clubes
privados, etc.;
Influenciaram as Academias e tiveram eco na imprensa;
D’Alembert e Diderot publicaram a primeira Enciclopédia (1751);
A Enciclopédia pretendia ser um sumário de todo o conhecimento
humano;
Apesar de vários percalços e perseguições o último volume da
Enciclopédia foi publicado em 1780;
Contribuiu para os avanços da ciência e da técnica e para a difusão
das ideias iluministas.

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

25
Portugal – O projeto pombalino de inspiração iluminista
Muitos iluministas viam que um rei que governasse pela Razão
poderia prover a felicidade do povo, era o despotismo iluminado
ou esclarecido;
Esses monarcas procuravam o desenvolvimento do país;
Em Portugal, esse papel foi desempenhado pelo Marquês de
Pombal, ministro do rei D. José;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

26
Nos últimos anos do reinado de D. João V, as remessas de ouro do
Brasil diminuíram;
Por outro lado, para além do descalabro financeiro, aumentou a
corrupção e desorganizou-se o governo central;
Foi neste cenário que o Marquês de Pombal assumiu as funções
governativas;
Procurou racionalizar o aparelho do Estado e iniciou uma vasta
política de reformas;
Procurou sanear as finanças do país: reestruturou a política fiscal e
financeira das colónias, melhorou o sistema de cobrança de
impostos;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

27
Em 1761 criou o Erário Régio para controlar as finanças do reino;
Procurou reformar o sistema judicial e procurou unificar o país do
ponto de vista legislativo;
Em 1760 criou a Intendência-Geral da Polícia para centralizar o
funcionamento da polícia;
A modernização do sistema judicial e administrativo suscitou o
desagrado de vários grupos de privilegiados da sociedade
portuguesa;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

28
O Marquês de Pombal reprimiu de forma extremamente violenta
qualquer oposição quer fosse de origem burguesa, quer
nobiliárquica ou clerical;
Em 1758, após um atentado contra D. José I, o Marquês de Pombal
iniciou um repressão violentíssima contra alguns nobres suspeitos de
terem participado nesse atentado;
Após um processo sumário e ilegal vários nobres foram condenados
à morte;
Esse incidente cimentou o poder do Marquês e a nobreza submeteuse completamente;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

29
Pombal também procurou submeter o poder da Igreja;
Procurou controlar a Inquisição e criou a Real Mesa Censória que
passou a determinar quais as obras que poderiam ou não ser
publicadas;
Atacou a Companhia de Jesus e foram expulsos de Portugal e das
suas colónias (3 de setembro de 1759);
Esta atitude levou ao corte de relações com a Santa Sé durante 11
anos;
O Marquês conseguiu a obediência do clero;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

30
No dia 1 de novembro de 1755 deu-se um terramoto que arrasou
Lisboa;
Ruíram mais de 10 000 edifícios, inclusive o próprio palácio Real;
Pombal iniciou imediatamente a reconstrução, e atribuem-lhe a
seguinte afirmação, “”sepultar os mortos e cuidar dos vivos”;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

31
Encarregou os engenheiros Manuel da Maia e Eugénio dos Santos
de elaborarem um plano para reerguer a cidade;
Estes elaboraram um traçado completamente novo;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

32
Lisboa foi reconstruída como uma cidade geométrica, racional,
com imposições estéticas e construtivas;
Vários planos foram apresentados tendo sido escolhido o de
Eugénio dos Santos, que seria continuado por Carlos Mardel
após a morte daquele;
O plano baseava-se numa grelha de perpendiculares, verticais e
horizontais, com quarteirões retangulares;
Criaram-se duas praças principais: O Terreiro do Paço (Praça do
Comércio) e o Rossio
As duas praças estavam ligadas por duas ruas importantes
(Augusta e Ouro);
As ruas mantiveram a toponímia dos principais ofícios da cidade:
sapateiros, douradores e outras relembrando antigas igrejas:
Santa Justa, Vitória, etc.;
Foram criadas 3 tipologias na construção da cidade de Lisboa (A, B
ou C) conforme a importância das ruas;
As casas obedeciam a esse esquema rígido de construção;
Foram construídas casas práticas, reduzidas ao essencial, para uma
nova sociedade urbana, sem palácios;
A estrutura dos edifícios foi feita em
madeira flexível, na tentativa de
uma construção antissísmica;
A estandardização e pré-fabricação
de elementos de cantaria e madeira
permitiu uma construção
massificada;
A cidade preservou o saneamento e a saúde pública,
a construção no “sistema de gaiola” (estrutura em madeira
flexível),
A estandardização e prefabricação possibilitou uma construção
massificada;
Deu origem a uma grande unidade estilística;
Esta unidade estilística tornou-se na cidade-emblema de D. José,
e do seu ministro, o Marquês de pombal;
E foi a maior obra pública realizada em Portugal.
A Reforma do ensino

A filosofia iluminista colocava o ensino no centro da política pois
considerava a ignorância como o grande travão da evolução dos
povos;
Os estrangeirados foram os grandes divulgadores das ideias
iluministas em Portugal;
Estas, conscientes do atraso do país, publicam vários livros e outras
publicações que influenciaram as decisões políticas;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

41
Principais estrangeirados e a sua obra:
Martinho Mendonça, “Apontamentos para a Educação de um
Menino Nobre” (1734);
Ribeiro Sanches, “Cartas sobre a Educação da Mocidade” (1759);
Luís António Verney, “O Verdadeiro Método de Estudar” (1746);

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

42
Pombal criou, em 1761, o Real Colégio dos Nobres, destinado à
educação dos jovens da nobreza;
Esta escola foi organizada de acordo com as mais modernas
conceções pedagógicas;
Este colégio no entanto foi pouco frequentado porque a nobreza
recusava-se a colocar os filhos num colégio criado por Pombal;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

43
Pombal iniciou um vasto programa de reestruturação do ensino;
A expulsão da Ordem de Jesus, que se dedicava ao ensino, tinha
criado um vazio em muitas escolas do país;
Foram criados quase 500 postos para “mestres de escrever e ler”,
para promover o ensino das primeiras letras, aquilo que hoje
chamamos o ensino básico;
Foram fomentados os estudos para alunos que queriam ingressar
na Universidade para as disciplinas de Latim, Grego, Retórica,
Filosofia, etc., cerca de 360, o equivalente ao atual ensino
secundário;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

44
A Universidade de Évora, dirigida pelos jesuítas foi encerrada;
A Universidade de Coimbra estava dominada por um ensino muito
antiquado e tradicional;
Em 1768 é criada a Junta da Previdência Literária para estudar a
reforma da Universidade;
Em 1772, a Universidade de Coimbra passa a ter novos estatutos;
Estes vão no sentido de criar uma universidade moderna e com
métodos de ensino baseados no experiencialismo e racionalismo;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

45
São criadas novas faculdades e
os cursos tradicionais são
reformados;
Pombal criou um imposto,
Subsídio Literário, para
subsidiar as reformas no ensino
(1772);
Pombal fundou a Aula do
Comércio (1759) para preparar
os comerciantes para a sua
atividade;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

46
A reforma pombalina do ensino insere-se na ideia, do estado
absoluto, de submeter, através da educação, os grupos
privilegiados e instruir a nova burguesia, sem qualquer atenção à
educação do povo;
Abolida a Inquisição foram criados outros órgãos incumbidos da
repressão e da censura de todos aqueles que se opunham ao
estado absoluto;

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

47
Esquema in “Preparação para
o Exame Nacional, História A
11, Porto Editora

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

48
Esta apresentação foi construída tendo por base a seguinte
bibliografia:

COUTO, Célia Pinto, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo
da História 11, Porto Editora, 2011

SANCHES, Mário, História A, Edições ASA, 2006

Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos

49

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
Vítor Santos
 
A hegemonia económica britânica
A hegemonia económica  britânicaA hegemonia económica  britânica
A hegemonia económica britânica
13_ines_silva
 
11 ha m4 u3 3
11 ha m4 u3 311 ha m4 u3 3
11 ha m4 u3 3
Carla Freitas
 
5 04 a implantação do liberalismo em portugal
5 04 a implantação do liberalismo em portugal5 04 a implantação do liberalismo em portugal
5 04 a implantação do liberalismo em portugal
Vítor Santos
 
04 história a_revisões_módulo_4
04 história a_revisões_módulo_404 história a_revisões_módulo_4
04 história a_revisões_módulo_4
Vítor Santos
 
6 01 as transformações economicas na europa e no mundo_alunos
6 01 as transformações economicas na europa e no mundo_alunos6 01 as transformações economicas na europa e no mundo_alunos
6 01 as transformações economicas na europa e no mundo_alunos
Vítor Santos
 
Absolutismo joanino
Absolutismo joaninoAbsolutismo joanino
Absolutismo joanino
patriciafrocha
 
5 05 a o legado do liberalismo na primeira metade do seculo xix alunos
5 05  a o legado do liberalismo na primeira metade do seculo xix alunos5 05  a o legado do liberalismo na primeira metade do seculo xix alunos
5 05 a o legado do liberalismo na primeira metade do seculo xix alunos
Vítor Santos
 
11 ha m4 u3 2
11 ha m4 u3 211 ha m4 u3 2
11 ha m4 u3 2
Carla Freitas
 
6 01 as transformacoes economicas na europa e no mundo
6 01 as transformacoes economicas na europa e no mundo6 01 as transformacoes economicas na europa e no mundo
6 01 as transformacoes economicas na europa e no mundo
Vítor Santos
 
Revolução liberal portuguesa de 1820
Revolução liberal portuguesa de 1820Revolução liberal portuguesa de 1820
Revolução liberal portuguesa de 1820
Joana Filipa Rodrigues
 
6 02 a sociedade industrial e urbana
6 02 a sociedade industrial e urbana6 02 a sociedade industrial e urbana
6 02 a sociedade industrial e urbana
Vítor Santos
 
Aula 8
Aula 8Aula 8
11 ha m6 u1
11 ha m6 u111 ha m6 u1
11 ha m6 u1
Carla Freitas
 
2.1 estratificação social e poder político
2.1 estratificação social e poder político2.1 estratificação social e poder político
2.1 estratificação social e poder político
cattonia
 
Resumos História A
Resumos História AResumos História A
Resumos História A
Ana Catarina
 
Portugal e as dificuldades económicas
Portugal e as dificuldades económicasPortugal e as dificuldades económicas
Portugal e as dificuldades económicas
Susana Simões
 
11 ha m4 u4 3
11 ha m4 u4 311 ha m4 u4 3
11 ha m4 u4 3
Carla Freitas
 
A sociedade de ordens 11º ano
A sociedade de ordens 11º anoA sociedade de ordens 11º ano
A sociedade de ordens 11º ano
Carla Teixeira
 
A filosofia das luzes resumo
A filosofia das luzes resumoA filosofia das luzes resumo
A filosofia das luzes resumo
Escoladocs
 

Mais procurados (20)

4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
 
A hegemonia económica britânica
A hegemonia económica  britânicaA hegemonia económica  britânica
A hegemonia económica britânica
 
11 ha m4 u3 3
11 ha m4 u3 311 ha m4 u3 3
11 ha m4 u3 3
 
5 04 a implantação do liberalismo em portugal
5 04 a implantação do liberalismo em portugal5 04 a implantação do liberalismo em portugal
5 04 a implantação do liberalismo em portugal
 
04 história a_revisões_módulo_4
04 história a_revisões_módulo_404 história a_revisões_módulo_4
04 história a_revisões_módulo_4
 
6 01 as transformações economicas na europa e no mundo_alunos
6 01 as transformações economicas na europa e no mundo_alunos6 01 as transformações economicas na europa e no mundo_alunos
6 01 as transformações economicas na europa e no mundo_alunos
 
Absolutismo joanino
Absolutismo joaninoAbsolutismo joanino
Absolutismo joanino
 
5 05 a o legado do liberalismo na primeira metade do seculo xix alunos
5 05  a o legado do liberalismo na primeira metade do seculo xix alunos5 05  a o legado do liberalismo na primeira metade do seculo xix alunos
5 05 a o legado do liberalismo na primeira metade do seculo xix alunos
 
11 ha m4 u3 2
11 ha m4 u3 211 ha m4 u3 2
11 ha m4 u3 2
 
6 01 as transformacoes economicas na europa e no mundo
6 01 as transformacoes economicas na europa e no mundo6 01 as transformacoes economicas na europa e no mundo
6 01 as transformacoes economicas na europa e no mundo
 
Revolução liberal portuguesa de 1820
Revolução liberal portuguesa de 1820Revolução liberal portuguesa de 1820
Revolução liberal portuguesa de 1820
 
6 02 a sociedade industrial e urbana
6 02 a sociedade industrial e urbana6 02 a sociedade industrial e urbana
6 02 a sociedade industrial e urbana
 
Aula 8
Aula 8Aula 8
Aula 8
 
11 ha m6 u1
11 ha m6 u111 ha m6 u1
11 ha m6 u1
 
2.1 estratificação social e poder político
2.1 estratificação social e poder político2.1 estratificação social e poder político
2.1 estratificação social e poder político
 
Resumos História A
Resumos História AResumos História A
Resumos História A
 
Portugal e as dificuldades económicas
Portugal e as dificuldades económicasPortugal e as dificuldades económicas
Portugal e as dificuldades económicas
 
11 ha m4 u4 3
11 ha m4 u4 311 ha m4 u4 3
11 ha m4 u4 3
 
A sociedade de ordens 11º ano
A sociedade de ordens 11º anoA sociedade de ordens 11º ano
A sociedade de ordens 11º ano
 
A filosofia das luzes resumo
A filosofia das luzes resumoA filosofia das luzes resumo
A filosofia das luzes resumo
 

Semelhante a 4 04 construção da modernidade europeia

4 04 construcao da modernidade europeia.pptx
4 04 construcao da modernidade europeia.pptx4 04 construcao da modernidade europeia.pptx
4 04 construcao da modernidade europeia.pptx
Vítor Santos
 
Iluminismo 2012
Iluminismo 2012Iluminismo 2012
Iluminismo 2012
ProfessoresColeguium
 
Ideias revolucionárias dos séculos XVII e XVIII
Ideias revolucionárias dos séculos XVII e XVIIIIdeias revolucionárias dos séculos XVII e XVIII
Ideias revolucionárias dos séculos XVII e XVIII
eduardodemiranda
 
Filo 25 tp augusto
Filo 25 tp augustoFilo 25 tp augusto
Filo 25 tp augusto
alemisturini
 
Iluminismo
Iluminismo Iluminismo
Iluminismo
Susana Simões
 
Iluminismo
IluminismoIluminismo
Iluminismo
Carla Teixeira
 
Iluminismo
Iluminismo Iluminismo
Iluminismo
Edenilson Morais
 
ILUMINISMO
ILUMINISMOILUMINISMO
ILUMINISMO
Nívia Sales
 
O iiLUMINISMO
O iiLUMINISMOO iiLUMINISMO
Webquest nicoletto 22 mp
Webquest nicoletto 22 mpWebquest nicoletto 22 mp
Webquest nicoletto 22 mp
alemisturini
 
Filosofia para-o-enem-8ª-semana
Filosofia para-o-enem-8ª-semanaFilosofia para-o-enem-8ª-semana
Filosofia para-o-enem-8ª-semana
brunojmrezende
 
Iluminismo e a indepedência dos eua
Iluminismo e a indepedência dos euaIluminismo e a indepedência dos eua
Iluminismo e a indepedência dos eua
Profdaltonjunior
 
Resumo oiluminismo
Resumo oiluminismoResumo oiluminismo
Resumo oiluminismo
Claudenilson da Silva
 
Resumo O Iluminismo
Resumo O IluminismoResumo O Iluminismo
Resumo O Iluminismo
Claudenilson da Silva
 
Slide iluminismo
Slide iluminismoSlide iluminismo
Slide iluminismo
Isabel Aguiar
 
Iluminismo
IluminismoIluminismo
Iluminismo
Valeria Kosicki
 
O Iluminismo
O IluminismoO Iluminismo
O Iluminismo
Alexandroca Simões
 
Seminário de historia
Seminário de historiaSeminário de historia
Seminário de historia
Anderson Oliveira
 
Iluminismo e despotismo esclarecido
Iluminismo e despotismo esclarecidoIluminismo e despotismo esclarecido
Iluminismo e despotismo esclarecido
Mozão Fraga
 
A americanização do direito constitucional e seus paradoxos barroso
A americanização do direito constitucional e seus paradoxos   barrosoA americanização do direito constitucional e seus paradoxos   barroso
A americanização do direito constitucional e seus paradoxos barroso
izalfd
 

Semelhante a 4 04 construção da modernidade europeia (20)

4 04 construcao da modernidade europeia.pptx
4 04 construcao da modernidade europeia.pptx4 04 construcao da modernidade europeia.pptx
4 04 construcao da modernidade europeia.pptx
 
Iluminismo 2012
Iluminismo 2012Iluminismo 2012
Iluminismo 2012
 
Ideias revolucionárias dos séculos XVII e XVIII
Ideias revolucionárias dos séculos XVII e XVIIIIdeias revolucionárias dos séculos XVII e XVIII
Ideias revolucionárias dos séculos XVII e XVIII
 
Filo 25 tp augusto
Filo 25 tp augustoFilo 25 tp augusto
Filo 25 tp augusto
 
Iluminismo
Iluminismo Iluminismo
Iluminismo
 
Iluminismo
IluminismoIluminismo
Iluminismo
 
Iluminismo
Iluminismo Iluminismo
Iluminismo
 
ILUMINISMO
ILUMINISMOILUMINISMO
ILUMINISMO
 
O iiLUMINISMO
O iiLUMINISMOO iiLUMINISMO
O iiLUMINISMO
 
Webquest nicoletto 22 mp
Webquest nicoletto 22 mpWebquest nicoletto 22 mp
Webquest nicoletto 22 mp
 
Filosofia para-o-enem-8ª-semana
Filosofia para-o-enem-8ª-semanaFilosofia para-o-enem-8ª-semana
Filosofia para-o-enem-8ª-semana
 
Iluminismo e a indepedência dos eua
Iluminismo e a indepedência dos euaIluminismo e a indepedência dos eua
Iluminismo e a indepedência dos eua
 
Resumo oiluminismo
Resumo oiluminismoResumo oiluminismo
Resumo oiluminismo
 
Resumo O Iluminismo
Resumo O IluminismoResumo O Iluminismo
Resumo O Iluminismo
 
Slide iluminismo
Slide iluminismoSlide iluminismo
Slide iluminismo
 
Iluminismo
IluminismoIluminismo
Iluminismo
 
O Iluminismo
O IluminismoO Iluminismo
O Iluminismo
 
Seminário de historia
Seminário de historiaSeminário de historia
Seminário de historia
 
Iluminismo e despotismo esclarecido
Iluminismo e despotismo esclarecidoIluminismo e despotismo esclarecido
Iluminismo e despotismo esclarecido
 
A americanização do direito constitucional e seus paradoxos barroso
A americanização do direito constitucional e seus paradoxos   barrosoA americanização do direito constitucional e seus paradoxos   barroso
A americanização do direito constitucional e seus paradoxos barroso
 

Mais de Vítor Santos

5_02_a revolução francesa_RESUMO.pdf
5_02_a revolução francesa_RESUMO.pdf5_02_a revolução francesa_RESUMO.pdf
5_02_a revolução francesa_RESUMO.pdf
Vítor Santos
 
5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf
5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf
5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf
Vítor Santos
 
10_2_A _2_Guerra_mundial_violência.pdf
10_2_A _2_Guerra_mundial_violência.pdf10_2_A _2_Guerra_mundial_violência.pdf
10_2_A _2_Guerra_mundial_violência.pdf
Vítor Santos
 
10_1_As dificuldades económicas dos anos 1930.pdf
10_1_As dificuldades económicas dos anos 1930.pdf10_1_As dificuldades económicas dos anos 1930.pdf
10_1_As dificuldades económicas dos anos 1930.pdf
Vítor Santos
 
9_ano_9_4_sociedade_cultura_num_mundo_em_mudança.pdf
9_ano_9_4_sociedade_cultura_num_mundo_em_mudança.pdf9_ano_9_4_sociedade_cultura_num_mundo_em_mudança.pdf
9_ano_9_4_sociedade_cultura_num_mundo_em_mudança.pdf
Vítor Santos
 
9_ano_9_3_Portugal da primeira república à ditadura militar.pdf
9_ano_9_3_Portugal da primeira república à ditadura militar.pdf9_ano_9_3_Portugal da primeira república à ditadura militar.pdf
9_ano_9_3_Portugal da primeira república à ditadura militar.pdf
Vítor Santos
 
9_ano_9_2_a_revolução_soviética.pdf
9_ano_9_2_a_revolução_soviética.pdf9_ano_9_2_a_revolução_soviética.pdf
9_ano_9_2_a_revolução_soviética.pdf
Vítor Santos
 
9_ano_9_1_ apogeu e declinio da influencia europeia.pdf
9_ano_9_1_ apogeu e declinio da influencia europeia.pdf9_ano_9_1_ apogeu e declinio da influencia europeia.pdf
9_ano_9_1_ apogeu e declinio da influencia europeia.pdf
Vítor Santos
 
03_05 As novas representações da humanidade.pdf
03_05 As novas representações da humanidade.pdf03_05 As novas representações da humanidade.pdf
03_05 As novas representações da humanidade.pdf
Vítor Santos
 
03_04 A renovação da espiritualidade e da religiosidade.pdf
03_04 A renovação da espiritualidade e da religiosidade.pdf03_04 A renovação da espiritualidade e da religiosidade.pdf
03_04 A renovação da espiritualidade e da religiosidade.pdf
Vítor Santos
 
03_03 A produção cultural.pdf
03_03 A produção cultural.pdf03_03 A produção cultural.pdf
03_03 A produção cultural.pdf
Vítor Santos
 
03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf
03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf
03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf
Vítor Santos
 
03_01 a geografia cultural europeia.pdf
03_01 a geografia cultural europeia.pdf03_01 a geografia cultural europeia.pdf
03_01 a geografia cultural europeia.pdf
Vítor Santos
 
02_03_Valores vivências e quotidiano.pdf
02_03_Valores vivências e quotidiano.pdf02_03_Valores vivências e quotidiano.pdf
02_03_Valores vivências e quotidiano.pdf
Vítor Santos
 
02_02_o espaço português.pdf
02_02_o espaço português.pdf02_02_o espaço português.pdf
02_02_o espaço português.pdf
Vítor Santos
 
02_01_A identidade civilizacional da Europa Ocidental.pdf
02_01_A identidade civilizacional da Europa Ocidental.pdf02_01_A identidade civilizacional da Europa Ocidental.pdf
02_01_A identidade civilizacional da Europa Ocidental.pdf
Vítor Santos
 
01_03_espaço_civliziçacional_a_beira_mudança.pdf
01_03_espaço_civliziçacional_a_beira_mudança.pdf01_03_espaço_civliziçacional_a_beira_mudança.pdf
01_03_espaço_civliziçacional_a_beira_mudança.pdf
Vítor Santos
 
01_02_o_modelo_romano.pdf
01_02_o_modelo_romano.pdf01_02_o_modelo_romano.pdf
01_02_o_modelo_romano.pdf
Vítor Santos
 
01_01_o_modelo_ateniense.pdf
01_01_o_modelo_ateniense.pdf01_01_o_modelo_ateniense.pdf
01_01_o_modelo_ateniense.pdf
Vítor Santos
 
0_história_A.pdf
0_história_A.pdf0_história_A.pdf
0_história_A.pdf
Vítor Santos
 

Mais de Vítor Santos (20)

5_02_a revolução francesa_RESUMO.pdf
5_02_a revolução francesa_RESUMO.pdf5_02_a revolução francesa_RESUMO.pdf
5_02_a revolução francesa_RESUMO.pdf
 
5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf
5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf
5_01_a revolução americana_francesa_outras.pdf
 
10_2_A _2_Guerra_mundial_violência.pdf
10_2_A _2_Guerra_mundial_violência.pdf10_2_A _2_Guerra_mundial_violência.pdf
10_2_A _2_Guerra_mundial_violência.pdf
 
10_1_As dificuldades económicas dos anos 1930.pdf
10_1_As dificuldades económicas dos anos 1930.pdf10_1_As dificuldades económicas dos anos 1930.pdf
10_1_As dificuldades económicas dos anos 1930.pdf
 
9_ano_9_4_sociedade_cultura_num_mundo_em_mudança.pdf
9_ano_9_4_sociedade_cultura_num_mundo_em_mudança.pdf9_ano_9_4_sociedade_cultura_num_mundo_em_mudança.pdf
9_ano_9_4_sociedade_cultura_num_mundo_em_mudança.pdf
 
9_ano_9_3_Portugal da primeira república à ditadura militar.pdf
9_ano_9_3_Portugal da primeira república à ditadura militar.pdf9_ano_9_3_Portugal da primeira república à ditadura militar.pdf
9_ano_9_3_Portugal da primeira república à ditadura militar.pdf
 
9_ano_9_2_a_revolução_soviética.pdf
9_ano_9_2_a_revolução_soviética.pdf9_ano_9_2_a_revolução_soviética.pdf
9_ano_9_2_a_revolução_soviética.pdf
 
9_ano_9_1_ apogeu e declinio da influencia europeia.pdf
9_ano_9_1_ apogeu e declinio da influencia europeia.pdf9_ano_9_1_ apogeu e declinio da influencia europeia.pdf
9_ano_9_1_ apogeu e declinio da influencia europeia.pdf
 
03_05 As novas representações da humanidade.pdf
03_05 As novas representações da humanidade.pdf03_05 As novas representações da humanidade.pdf
03_05 As novas representações da humanidade.pdf
 
03_04 A renovação da espiritualidade e da religiosidade.pdf
03_04 A renovação da espiritualidade e da religiosidade.pdf03_04 A renovação da espiritualidade e da religiosidade.pdf
03_04 A renovação da espiritualidade e da religiosidade.pdf
 
03_03 A produção cultural.pdf
03_03 A produção cultural.pdf03_03 A produção cultural.pdf
03_03 A produção cultural.pdf
 
03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf
03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf
03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf
 
03_01 a geografia cultural europeia.pdf
03_01 a geografia cultural europeia.pdf03_01 a geografia cultural europeia.pdf
03_01 a geografia cultural europeia.pdf
 
02_03_Valores vivências e quotidiano.pdf
02_03_Valores vivências e quotidiano.pdf02_03_Valores vivências e quotidiano.pdf
02_03_Valores vivências e quotidiano.pdf
 
02_02_o espaço português.pdf
02_02_o espaço português.pdf02_02_o espaço português.pdf
02_02_o espaço português.pdf
 
02_01_A identidade civilizacional da Europa Ocidental.pdf
02_01_A identidade civilizacional da Europa Ocidental.pdf02_01_A identidade civilizacional da Europa Ocidental.pdf
02_01_A identidade civilizacional da Europa Ocidental.pdf
 
01_03_espaço_civliziçacional_a_beira_mudança.pdf
01_03_espaço_civliziçacional_a_beira_mudança.pdf01_03_espaço_civliziçacional_a_beira_mudança.pdf
01_03_espaço_civliziçacional_a_beira_mudança.pdf
 
01_02_o_modelo_romano.pdf
01_02_o_modelo_romano.pdf01_02_o_modelo_romano.pdf
01_02_o_modelo_romano.pdf
 
01_01_o_modelo_ateniense.pdf
01_01_o_modelo_ateniense.pdf01_01_o_modelo_ateniense.pdf
01_01_o_modelo_ateniense.pdf
 
0_história_A.pdf
0_história_A.pdf0_história_A.pdf
0_história_A.pdf
 

Último

Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do AssaréFamílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
profesfrancleite
 
Egito antigo resumo - aula de história.pdf
Egito antigo resumo - aula de história.pdfEgito antigo resumo - aula de história.pdf
Egito antigo resumo - aula de história.pdf
sthefanydesr
 
Fato X Opinião (Língua Portuguesa 9º Ano).pptx
Fato X Opinião (Língua Portuguesa 9º Ano).pptxFato X Opinião (Língua Portuguesa 9º Ano).pptx
Fato X Opinião (Língua Portuguesa 9º Ano).pptx
MariaFatima425285
 
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de CarvalhoO sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
analuisasesso
 
EJA -livro para professor -dos anos iniciais letramento e alfabetização.pdf
EJA -livro para professor -dos anos iniciais letramento e alfabetização.pdfEJA -livro para professor -dos anos iniciais letramento e alfabetização.pdf
EJA -livro para professor -dos anos iniciais letramento e alfabetização.pdf
Escola Municipal Jesus Cristo
 
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmenteeducação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
DeuzinhaAzevedo
 
Aula 2 - 6º HIS - Formas de registro da história e da produção do conheciment...
Aula 2 - 6º HIS - Formas de registro da história e da produção do conheciment...Aula 2 - 6º HIS - Formas de registro da história e da produção do conheciment...
Aula 2 - 6º HIS - Formas de registro da história e da produção do conheciment...
Luana Neres
 
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - AlfabetinhoAtividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
MateusTavares54
 
the_story_garden_5_SB_with_activities.pdf
the_story_garden_5_SB_with_activities.pdfthe_story_garden_5_SB_with_activities.pdf
the_story_garden_5_SB_with_activities.pdf
CarinaSoto12
 
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptxSlides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Sinais de pontuação
Sinais de pontuaçãoSinais de pontuação
Sinais de pontuação
Mary Alvarenga
 
Caderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdf
Caderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdfCaderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdf
Caderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdf
carlaslr1
 
Sócrates e os sofistas - apresentação de slides
Sócrates e os sofistas - apresentação de slidesSócrates e os sofistas - apresentação de slides
Sócrates e os sofistas - apresentação de slides
jbellas2
 
Atividade - Letra da música "Tem Que Sorrir" - Jorge e Mateus
Atividade - Letra da música "Tem Que Sorrir"  - Jorge e MateusAtividade - Letra da música "Tem Que Sorrir"  - Jorge e Mateus
Atividade - Letra da música "Tem Que Sorrir" - Jorge e Mateus
Mary Alvarenga
 
Química orgânica e as funções organicas.pptx
Química orgânica e as funções organicas.pptxQuímica orgânica e as funções organicas.pptx
Química orgânica e as funções organicas.pptx
KeilianeOliveira3
 
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manualUFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
Manuais Formação
 
livro da EJA - 2a ETAPA - 4o e 5o ano. para análise do professorpdf
livro da EJA - 2a ETAPA - 4o e 5o ano. para análise do professorpdflivro da EJA - 2a ETAPA - 4o e 5o ano. para análise do professorpdf
livro da EJA - 2a ETAPA - 4o e 5o ano. para análise do professorpdf
Escola Municipal Jesus Cristo
 
proposta curricular ou plano de cursode lingua portuguesa eja anos finais ( ...
proposta curricular  ou plano de cursode lingua portuguesa eja anos finais ( ...proposta curricular  ou plano de cursode lingua portuguesa eja anos finais ( ...
proposta curricular ou plano de cursode lingua portuguesa eja anos finais ( ...
Escola Municipal Jesus Cristo
 
A dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptx
A dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptxA dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptx
A dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptx
ReinaldoSouza57
 
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdfAPOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
RenanSilva991968
 

Último (20)

Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do AssaréFamílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
Famílias Que Contribuíram Para O Crescimento Do Assaré
 
Egito antigo resumo - aula de história.pdf
Egito antigo resumo - aula de história.pdfEgito antigo resumo - aula de história.pdf
Egito antigo resumo - aula de história.pdf
 
Fato X Opinião (Língua Portuguesa 9º Ano).pptx
Fato X Opinião (Língua Portuguesa 9º Ano).pptxFato X Opinião (Língua Portuguesa 9º Ano).pptx
Fato X Opinião (Língua Portuguesa 9º Ano).pptx
 
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de CarvalhoO sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
 
EJA -livro para professor -dos anos iniciais letramento e alfabetização.pdf
EJA -livro para professor -dos anos iniciais letramento e alfabetização.pdfEJA -livro para professor -dos anos iniciais letramento e alfabetização.pdf
EJA -livro para professor -dos anos iniciais letramento e alfabetização.pdf
 
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmenteeducação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
 
Aula 2 - 6º HIS - Formas de registro da história e da produção do conheciment...
Aula 2 - 6º HIS - Formas de registro da história e da produção do conheciment...Aula 2 - 6º HIS - Formas de registro da história e da produção do conheciment...
Aula 2 - 6º HIS - Formas de registro da história e da produção do conheciment...
 
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - AlfabetinhoAtividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
 
the_story_garden_5_SB_with_activities.pdf
the_story_garden_5_SB_with_activities.pdfthe_story_garden_5_SB_with_activities.pdf
the_story_garden_5_SB_with_activities.pdf
 
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptxSlides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
 
Sinais de pontuação
Sinais de pontuaçãoSinais de pontuação
Sinais de pontuação
 
Caderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdf
Caderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdfCaderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdf
Caderno de Formação_PORTUGUÊS ESTRAN.pdf
 
Sócrates e os sofistas - apresentação de slides
Sócrates e os sofistas - apresentação de slidesSócrates e os sofistas - apresentação de slides
Sócrates e os sofistas - apresentação de slides
 
Atividade - Letra da música "Tem Que Sorrir" - Jorge e Mateus
Atividade - Letra da música "Tem Que Sorrir"  - Jorge e MateusAtividade - Letra da música "Tem Que Sorrir"  - Jorge e Mateus
Atividade - Letra da música "Tem Que Sorrir" - Jorge e Mateus
 
Química orgânica e as funções organicas.pptx
Química orgânica e as funções organicas.pptxQuímica orgânica e as funções organicas.pptx
Química orgânica e as funções organicas.pptx
 
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manualUFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
UFCD_8298_Cozinha criativa_índice do manual
 
livro da EJA - 2a ETAPA - 4o e 5o ano. para análise do professorpdf
livro da EJA - 2a ETAPA - 4o e 5o ano. para análise do professorpdflivro da EJA - 2a ETAPA - 4o e 5o ano. para análise do professorpdf
livro da EJA - 2a ETAPA - 4o e 5o ano. para análise do professorpdf
 
proposta curricular ou plano de cursode lingua portuguesa eja anos finais ( ...
proposta curricular  ou plano de cursode lingua portuguesa eja anos finais ( ...proposta curricular  ou plano de cursode lingua portuguesa eja anos finais ( ...
proposta curricular ou plano de cursode lingua portuguesa eja anos finais ( ...
 
A dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptx
A dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptxA dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptx
A dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptx
 
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdfAPOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
APOSTILA DE TEXTOS CURTOS E INTERPRETAÇÃO.pdf
 

4 04 construção da modernidade europeia

  • 1. História A - Módulo 4 A Europa nos séculos XVII e XVIII – sociedade, poder e dinâmicas coloniais Unidade 4 Construção da modernidade europeia http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  • 2. O método experimental e o progresso no conhecimento do Homem e da Natureza Ao longo dos séculos XVII e XVIII vão-se dar progressos nas ciências e no conhecimento humano que vão mudar a forma como o Mundo era entendido; A intervenção divina, ou do Diabo, ou mesmo a conjugação de determinados astros era a explicação para determinados fenómenos físicos e naturais; A Ciência assentava nos conhecimentos dos Antigos como Aristóteles, Ptolomeu, Santo Agostinho e outros cujas afirmações eram consideradas inquestionáveis; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 2
  • 3. Durante o Renascimento nasceu o espírito crítico, embora limitado a um pequeno grupo de intelectuais; Os Descobrimentos trouxeram novos conhecimentos sobre o Mundo, as culturas, fauna, flora e povos existentes; Na Europa surgem associações científicas onde se organizam debates e conferências, algumas tornam-se instituições nacionais; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 3
  • 4. Surge o gosto pela observação dos fenómenos naturais e físicos; Desenvolvem-se as ideais que: Só a observação direta torna possível o conhecimento; O conhecimento aumenta constantemente; O progresso científico contribui para melhorar as condições da Humanidade; Dá-se início a uma revolução científica; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 4
  • 5. A partir do século XVI desenvolve-se o método do experiencialismo; Francis Bacon (1561-1626) foi um dos percursores afirmou que para conhecer a verdade era preciso: Observar os factos; Formular hipóteses; Repetir a experiência; Formular a lei. Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 5
  • 6. René Descartes (1596-1651) Elaborou o princípio da dúvida metódica, isto é, não admitir qualquer coisa como verdadeira sem existirem evidências nesse sentido; Dividir uma dificuldade em partes até chegar a uma solução; Organizar o pensamento do mais simples para o mais complexo; Foi um dos pensadores que introduziu a matemática como a linguagem fundamental de expressão das leis científicas, surge a expressão “ciências exatas”; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 6
  • 7. Baruch Spinoza (1632-1677) afirmou a superioridade da razão; Wilhelm Leibniz (1646-1716) defende o princípio da Razão, segundo ele nada ocorre sem que exista uma razão suficiente que explique que as coisas ocorram de uma determinada maneira e não de outra; A ciência começava a desvendar os segredos da Natureza, e o Homem aumenta o conhecimento que tem de si e da Natureza. Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 7
  • 8. O conhecimento do Homem A ciência médica desenvolve-se lentamente; Em 1628, William Harvey publica as suas descobertas sobre a circulação sanguínea; A medicina progride ao longo do século XVIII e vai ser uma das responsáveis pelo crescimento demográfico que se verifica no século; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 8
  • 9. No século XVII, com Galileu começa a revolução da conceção do Universo; Foi o primeiro a olhar para o Universo através de um telescópio; Galileu vai corroborar as teses heliocêntricas de Nicolau Copérnico; Apesar da perseguição, por parte da Inquisição às ideias divulgadas por Galileu, o conhecimento divulga-se e vai aumentado; Isaac Newton (1642-1727) descobre as leis da gravidade e formula a hipótese de um universo infinito ; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 9
  • 10. O mundo da ciência No século XVIII as academias científicas tornam-se vulgares e aparecem em quase todas as capitais europeias; Os jornais e boletins científicos proliferam; As Universidades criam laboratórios modernos; As ideias científicas discutem-se e divulgam-se com uma rapidez nunca antes vista na História; Surgem novos instrumentos científicos: telescópico, microscópio, barómetro, termómetro, relógio de pêndulo, etc.; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 10
  • 11. O gosto pela ciência populariza-se, e os debates e discussões científicas são divulgadas para o público; As razões divinas deixam de ser aceitas como explicações credíveis para os fenómenos físicos e naturais; A ciência subdivide-se em vários ramos do saber: astronomia, química, física, biologia, medicina, etc; O método experimental torna-se a única forma credível de procurar a verdade em ciência; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 11
  • 12. A Filosofia das Luzes. O Iluminismo No século XVIII desenvolve-se a crença no valor da razão humana como motor do progresso, primeiro aplicada às ciências e logo nas reflexões sobre o desenvolvimento das sociedades humanas; O uso da Razão conduziria ao aperfeiçoamento moral do Homem, das relações sociais e das formas do poder político, promovendo a igualdade e a justiça; A Razão seria a luz que guiaria a Humanidade; Era a saídas das trevas, o século XVIII, por isso ficou conhecido pro século das Luzes; Luzes ou Humanismo designa o conjunto das novas ideias que marcaram a época; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 12
  • 13. Iluminismo – corrente filosófica que se desenvolveu na Europa durante o século XVIII e que se caracterizou pela crítica à autoridade política e religiosa, pela afirmação da liberdade e pela confiança na Razão e na ciência como meios de atingir a felicidade humana; Para os iluministas a humanidade devia ultrapassar as debilidades dos sistemas sociais em vigor e caminhar no sentido do progresso e da felicidade, Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 13
  • 14. As ideias iluministas nasceram no seio da burguesia e exprimem as aspirações dos burgueses que, apesar de controlarem o comércio, as finanças, atualizarem as práticas agrícolas e de promoverem a industrialização, estão afastados da vida política dos Estados absolutos dominados pela nobreza; A valorização da Razão, da qual são dotados todos os homens, independentemente da condição social, estabelecia um princípio de igualdade que punha em causa a sociedade de ordens; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 14
  • 15. Os iluministas propõem a ideia que todos os homens têm direitos e deveres que lhes são conferidos pela Natureza; Consideram o direito natural superior às leis dos estados; Os iluministas determinam um conjunto básico de direitos inerentes à natureza humana: Direito à liberdade; Direito a um julgamento justo; Direito à posse de bens; Direito à liberdade de consciência; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 15
  • 16. Os iluministas contrapõem aos interesses dos Estados o valor próprio do individuo que, como ser humano, tinha o direito de ver respeitada a sua dignidade; Deste direito natural decorre uma moral natural e racional, independentemente dos preceitos religiosos. Baseada na tolerância, na generosidade e no cumprimentos dos deveres naturais e deveria orientar os homens na busca da felicidade terrena; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 16
  • 17. A defesa do contrato social e da separação dos poderes A liberdade e igualdade defendidas pelos iluministas entravam em contradição com a autoridade dos governos; Para solucionar este problema Locke propôs a celebração de um contrato entre os governantes e os governados; O povo conferia ao governo os poderes para este governar; Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), não via a sociedade como um acordo entre iguais, mas como um instrumento ao serviço dos mais ricos e poderosos, constituída para proteger os interesses desses e não para benefício do povo; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 17
  • 18. Rousseau preocupou-se com o crescimento da desigualdade entre os homens e relaciona-as com a origem do estado; Para ele os homens viveram num “estado natural” em que todos eram livres e iguais, não existiam desigualdades de caracter económico; Esta surgiram quando o Homem se sedentarizou e com a economia produtora apareceu a propriedade privada que trouxe a divisão entre ricos e pobres; As desigualdades deram origem à violência entre ricos e pobres, para se defenderem os ricos constituíram o estado; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 18
  • 19. Na sua obra “O Contrato Social” (1762) defende a ideia que a soberania popular se mantêm apesar da transferência de poder para o governo; É através do contrato social que se encontraria a solução para resolver as desigualdades; Rousseau procurou conciliar os princípios da liberdade individual e da igualdade com a existência de um estado; Para ele só com a organização democrática do estado o homem adquire, em troca da liberdade natural perdida, a liberdade política caracterizada pela participação na votação de leis e pelo acatamento dessas mesmas leis; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 19
  • 20. Da votação, resultaria a vontade popular, expressa pela maioria; Rousseau prevê o direito do povo à insurreição quando luta contra um estado opressor; A teoria do contrato social veio promover o estatuto dos indivíduos na sociedade, de súbditos do rei passavam a cidadãos com direitos e deveres; Montesquieu (1689-1755) formula a teoria da divisão dos poderes: poder legislativo (formular leis); poder executivo (executar essas leis) e poder judicial (julgar quem desrespeita as leis); Segundo Montesquieu só a separação destes poderes garantia a liberdade dos cidadãos; Esta ideia foi adotada em quase todas as constituições saídas das revoluções liberais; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 20
  • 21. Voltaire (1694-1788) aceitava o absolutismo de carácter iluminista; Ou seja o poder absoluto do rei deveria ser usado para promover o progresso, Voltaire faia parte do grupo da burguesia que pretendia certas garantias, nomeadamente o direito à propriedade, mas não pretendia o poder político; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 21
  • 22. Humanitarismo e tolerância No século XVIII mantinha-se em prática, no direito pena, de práticas contra a dignidade humana tais como a tortura, trabalhos forçados e muitas práticas medievais; Muitos iluministas insurgiram-se contra este estado de coisas, alguns chegaram a colocar em causa a pena de morte; Isto levou à difusão da fraternidade humana e muitos países suavizaram a sua justiça; No século XIX, o humanitarismo vai levar à abolição da escravatura nas democracias liberais; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 22
  • 23. Desenvolve-se o espírito de tolerância religiosa; Surge a ideia de separar a Igreja e o Estado; Surge o deísmo, a crença numa divindade mas a recusa das religiões organizadas; Muitos iluministas permanecem ligados à Igreja mas todos se mostram contra a intolerância, o fanatismo e a superstição; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 23
  • 24. A difusão do pensamento das luzes Os iluministas defendiam ideais que eram opostos à sociedade me que viviam, as suas críticas à sociedade, ao absolutismo, à Igreja suscitaram, nos setores mais retrógradas da sociedade críticas e perseguições; Muitos iluministas foram perseguidos, exilados e presos. Muitas das suas obras fizeram parte do Índex; Alguns monarcas (como Frederico II da Prússia e Catarina II da Rússia) mostraram apreço por estas ideias e mantiveram correspondência com alguns iluministas; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 24
  • 25. As ideias iluministas tornaram o centro da discussão intelectual da época, eram discutidas em salões aristocráticos, cafés, clubes privados, etc.; Influenciaram as Academias e tiveram eco na imprensa; D’Alembert e Diderot publicaram a primeira Enciclopédia (1751); A Enciclopédia pretendia ser um sumário de todo o conhecimento humano; Apesar de vários percalços e perseguições o último volume da Enciclopédia foi publicado em 1780; Contribuiu para os avanços da ciência e da técnica e para a difusão das ideias iluministas. Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 25
  • 26. Portugal – O projeto pombalino de inspiração iluminista Muitos iluministas viam que um rei que governasse pela Razão poderia prover a felicidade do povo, era o despotismo iluminado ou esclarecido; Esses monarcas procuravam o desenvolvimento do país; Em Portugal, esse papel foi desempenhado pelo Marquês de Pombal, ministro do rei D. José; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 26
  • 27. Nos últimos anos do reinado de D. João V, as remessas de ouro do Brasil diminuíram; Por outro lado, para além do descalabro financeiro, aumentou a corrupção e desorganizou-se o governo central; Foi neste cenário que o Marquês de Pombal assumiu as funções governativas; Procurou racionalizar o aparelho do Estado e iniciou uma vasta política de reformas; Procurou sanear as finanças do país: reestruturou a política fiscal e financeira das colónias, melhorou o sistema de cobrança de impostos; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 27
  • 28. Em 1761 criou o Erário Régio para controlar as finanças do reino; Procurou reformar o sistema judicial e procurou unificar o país do ponto de vista legislativo; Em 1760 criou a Intendência-Geral da Polícia para centralizar o funcionamento da polícia; A modernização do sistema judicial e administrativo suscitou o desagrado de vários grupos de privilegiados da sociedade portuguesa; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 28
  • 29. O Marquês de Pombal reprimiu de forma extremamente violenta qualquer oposição quer fosse de origem burguesa, quer nobiliárquica ou clerical; Em 1758, após um atentado contra D. José I, o Marquês de Pombal iniciou um repressão violentíssima contra alguns nobres suspeitos de terem participado nesse atentado; Após um processo sumário e ilegal vários nobres foram condenados à morte; Esse incidente cimentou o poder do Marquês e a nobreza submeteuse completamente; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 29
  • 30. Pombal também procurou submeter o poder da Igreja; Procurou controlar a Inquisição e criou a Real Mesa Censória que passou a determinar quais as obras que poderiam ou não ser publicadas; Atacou a Companhia de Jesus e foram expulsos de Portugal e das suas colónias (3 de setembro de 1759); Esta atitude levou ao corte de relações com a Santa Sé durante 11 anos; O Marquês conseguiu a obediência do clero; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 30
  • 31. No dia 1 de novembro de 1755 deu-se um terramoto que arrasou Lisboa; Ruíram mais de 10 000 edifícios, inclusive o próprio palácio Real; Pombal iniciou imediatamente a reconstrução, e atribuem-lhe a seguinte afirmação, “”sepultar os mortos e cuidar dos vivos”; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 31
  • 32. Encarregou os engenheiros Manuel da Maia e Eugénio dos Santos de elaborarem um plano para reerguer a cidade; Estes elaboraram um traçado completamente novo; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 32
  • 33. Lisboa foi reconstruída como uma cidade geométrica, racional, com imposições estéticas e construtivas; Vários planos foram apresentados tendo sido escolhido o de Eugénio dos Santos, que seria continuado por Carlos Mardel após a morte daquele;
  • 34. O plano baseava-se numa grelha de perpendiculares, verticais e horizontais, com quarteirões retangulares; Criaram-se duas praças principais: O Terreiro do Paço (Praça do Comércio) e o Rossio
  • 35. As duas praças estavam ligadas por duas ruas importantes (Augusta e Ouro); As ruas mantiveram a toponímia dos principais ofícios da cidade: sapateiros, douradores e outras relembrando antigas igrejas: Santa Justa, Vitória, etc.;
  • 36.
  • 37. Foram criadas 3 tipologias na construção da cidade de Lisboa (A, B ou C) conforme a importância das ruas; As casas obedeciam a esse esquema rígido de construção; Foram construídas casas práticas, reduzidas ao essencial, para uma nova sociedade urbana, sem palácios;
  • 38. A estrutura dos edifícios foi feita em madeira flexível, na tentativa de uma construção antissísmica; A estandardização e pré-fabricação de elementos de cantaria e madeira permitiu uma construção massificada;
  • 39. A cidade preservou o saneamento e a saúde pública, a construção no “sistema de gaiola” (estrutura em madeira flexível), A estandardização e prefabricação possibilitou uma construção massificada; Deu origem a uma grande unidade estilística;
  • 40. Esta unidade estilística tornou-se na cidade-emblema de D. José, e do seu ministro, o Marquês de pombal; E foi a maior obra pública realizada em Portugal.
  • 41. A Reforma do ensino A filosofia iluminista colocava o ensino no centro da política pois considerava a ignorância como o grande travão da evolução dos povos; Os estrangeirados foram os grandes divulgadores das ideias iluministas em Portugal; Estas, conscientes do atraso do país, publicam vários livros e outras publicações que influenciaram as decisões políticas; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 41
  • 42. Principais estrangeirados e a sua obra: Martinho Mendonça, “Apontamentos para a Educação de um Menino Nobre” (1734); Ribeiro Sanches, “Cartas sobre a Educação da Mocidade” (1759); Luís António Verney, “O Verdadeiro Método de Estudar” (1746); Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 42
  • 43. Pombal criou, em 1761, o Real Colégio dos Nobres, destinado à educação dos jovens da nobreza; Esta escola foi organizada de acordo com as mais modernas conceções pedagógicas; Este colégio no entanto foi pouco frequentado porque a nobreza recusava-se a colocar os filhos num colégio criado por Pombal; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 43
  • 44. Pombal iniciou um vasto programa de reestruturação do ensino; A expulsão da Ordem de Jesus, que se dedicava ao ensino, tinha criado um vazio em muitas escolas do país; Foram criados quase 500 postos para “mestres de escrever e ler”, para promover o ensino das primeiras letras, aquilo que hoje chamamos o ensino básico; Foram fomentados os estudos para alunos que queriam ingressar na Universidade para as disciplinas de Latim, Grego, Retórica, Filosofia, etc., cerca de 360, o equivalente ao atual ensino secundário; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 44
  • 45. A Universidade de Évora, dirigida pelos jesuítas foi encerrada; A Universidade de Coimbra estava dominada por um ensino muito antiquado e tradicional; Em 1768 é criada a Junta da Previdência Literária para estudar a reforma da Universidade; Em 1772, a Universidade de Coimbra passa a ter novos estatutos; Estes vão no sentido de criar uma universidade moderna e com métodos de ensino baseados no experiencialismo e racionalismo; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 45
  • 46. São criadas novas faculdades e os cursos tradicionais são reformados; Pombal criou um imposto, Subsídio Literário, para subsidiar as reformas no ensino (1772); Pombal fundou a Aula do Comércio (1759) para preparar os comerciantes para a sua atividade; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 46
  • 47. A reforma pombalina do ensino insere-se na ideia, do estado absoluto, de submeter, através da educação, os grupos privilegiados e instruir a nova burguesia, sem qualquer atenção à educação do povo; Abolida a Inquisição foram criados outros órgãos incumbidos da repressão e da censura de todos aqueles que se opunham ao estado absoluto; Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 47
  • 48. Esquema in “Preparação para o Exame Nacional, História A 11, Porto Editora Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 48
  • 49. Esta apresentação foi construída tendo por base a seguinte bibliografia: COUTO, Célia Pinto, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo da História 11, Porto Editora, 2011 SANCHES, Mário, História A, Edições ASA, 2006 Módulo 4, Unidade 4, Vítor Santos 49