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AS TRANSFORMAÇÕES ECONÓMICAS NA
EUROPA E NO MUNDO
História A 11ºAno Prof. Carla Freitas
A EXPANSÃO DA REVOLUÇÃO
INDUSTRIAL
EXPANSÃO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
(Pág. 8 e 9)
LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA;
NOVAS FORMAS DE ENERGIA E NOVOS INVENTOS
(Pág. 12, Documento 1A e C)
1ª metade do século XIX
 Primeiros avanços na indústria:
• Mecanismos simples
• Conceção por artesãos ou pequenos empresários
Aumento da Concorrência (-custos e +lucros)
Complexificação dos maquinismos industriais
2ª metade do século XIX: Atualização permanente da
tecnologia fabril
 Ligação ciência e técnica: as empresas investem na
investigação
• institutos e universidades
• laboratórios nas empresas
 O conhecimento e a invenção passa a resultar do
trabalho de equipa e do desenvolvimento científico
PROGRESSOS CUMULATIVOS
Máquina de costura industrial de
cerca de 1860 da Johnson Clark &
Co Orange Ma.
Máquina de impressão têxtil
Segunda
Revolução Industrial
LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA;
NOVAS FORMAS DE ENERGIA E NOVOS INVENTOS
(Pág. 13, Documento 2)
Novas Indústrias
 Indústria Química:
• Necessidade de corantes industriais para o setor
têxtil
• Aparecimento de novos produtos ligados a
outros setores (plástico, borracha, vernizes, etc…)
• Produtos próprios (inseticidas, fertilizantes,
medicamentos)
• Desenvolvimento da indústria alimentar
Resultam de:
ligação entre a investigação científica e a indústria
exploração de novos produtos (petróleo, drogas,
etc)
Aspirina Bayer
acetatoarsenito
de cobre, era
usado como
pigmento para
tintas, corante
para roupas,
acessórios, papéis
de parede e
alimentos, era
altamente tóxica
LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA;
NOVAS FORMAS DE ENERGIA E NOVOS INVENTOS
(Pág. 14, Documento 3B)
Novas Indústrias
 Siderurgia (fabrico e trabalho do ferro e do
aço)
• Maquinaria variada (indústria)
• Construção de obras públicas (carris, pontes,
etc.)
• Transportes (comboios, navios, etc.)
Desenvolvimento resulta de
Invenção de um novo conversor de ferro em aço,
por Henry Bessemer
Crescente necessidade de materiais resistentes e
com mais plasticidade
Engenheiro
Henry Bessemer
Conversor de Bessemer
LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA;
NOVAS FORMAS DE ENERGIA E NOVOS INVENTOS
Novas Fontes de Energia
 1ª Revolução Industrial (Carvão e Vapor)
 2ª Revolução Industrial (Petróleo e
Eletricidade)
 Petróleo - Usado para:
• Lubrificantes
• Combustiveis para iluminação
• Produtos derivados
• Produção industrial (substituindo
progressivamente o vapor)
• Combustiveis para transportes
Tornam-se os combustiveis do Futuro
(séc. XX)
Engenheiro
Rudolf Diesel Motor a gas oil
Engenheiro
Gottlieb Daimler
Motor de
explosão a
gasolina
LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA;
NOVAS FORMAS DE ENERGIA E NOVOS INVENTOS
(Pág. 15, Documento 4A)
Novas Fontes de Energia
 Eletricidade
• Vantagens:
 energia limpa
 de fácil transporte
 cidades mais seguras
 aumento das jornadas de trabalho
• Utilização
 Iluminação
 Transportes
 refrigeração/aquecimento
 comunicação (telégrafo, rádio, telefone,
cinema)
Permitiu o aparecimento de numerosas
invenções essenciais para o homem do
contemporâneo
Fisico e Quimico
Michael Faraday
Motor elétrico com anel
de indução (1831)
Thomas Edison
Lâmpada
incandescente
LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA;
NOVAS FORMAS DE ENERGIA E NOVOS INVENTOS
(Pág. 18 e 19, Dossiê)
Aceleração dos transportes
 Resulta de:
• necessidades da indústria
• transporte de matérias-primas
• circulação de produtos
Transportes a vapor
 Comboio
• Vantagens
 Mais barato
 Mais rápido
 Maior capacidade de transporte de pessoas e
materiais
 Mais confortável
 Mais seguro
 Encurtou distâncias
Obras de engenharia (carris, pontes,
estações…)
1840 1880
Ponte D. Maria, Porto
LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA;
NOVAS FORMAS DE ENERGIA E NOVOS INVENTOS
(Pág. 16, Documento 5)
Aceleração dos transportes
Transportes a vapor
 Navios a vapor
• Vantagens
 Mais barato
 Mais rápido
 Maior capacidade de transporte de pessoas
e materiais
 Mais seguro
Movimentava avultados capitais
Criação de grandes empresas de transporte
marítimo
Construção de grandes obras de engenharia
como os canais do Suez e do Panamá Abertura do Canal do Suez
Inauguração do Canal do
Panamá (1914)
LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA;
NOVAS FORMAS DE ENERGIA E NOVOS INVENTOS
Aceleração dos transportes
Transportes elétricos
 Metropolitano (comboios urbanos)
 Elétricos
 Automóveis (pouco sucesso)
LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA;
NOVAS FORMAS DE ENERGIA E NOVOS INVENTOS
(Pág. 17, Documento 6)
Aceleração dos transportes
Transportes a gasóleo, gasolina
 Motorizada (1885)
 Automóvel (1886)
 Avião (1903)
1886 – Primeiro automóvel patenteado pela Benz
1885 – Primeira
motorizada de
Gottlieb Daimler
O "Flyer I“, Irmãos Wright (1903)
LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA;
CONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL E BANCÁRIA
(Pág. 21, Documento 8)
Concentração industrial e bancária
Resultam de:
 Necessidade de:
• aumento dos stocks e matérias-primas
• combustível
• inovação tecnológica
• pessoal
 Crises económicas frequentes
 Livre concorrência
Formas de obter mais lucros a menor custo e controlar o
mercado
Concentrações Industriais 2ª metade do sec. XIX com
absorção de pequenas indústrias por grandes empresas
LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA;
CONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL E BANCÁRIA
(Pág. 21, Documento 8)
Concentrações industriais
Concentração vertical (trust)
 Concentram numa mesma empresa todas as
fases de produção (da extração da matéria
prima à venda do produto)
Concentração horizontal (holding, cartel)
 Associação de várias empresas ou sua aquisição
(numa fase da produção)
Anulam a concorrência
Monopolizam a produção e mercados
Criação de gigantescos grupos económicos
internacionais que levam ao aparecimento das
primeiras multinacionais no séc. XIX
LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA;
CONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL E BANCÁRIA
(Pág. 22, Documento 9A e C)
Concentrações bancárias
 Surgem sociedades financeiras
 Há uma concentração do sistema bancário:
• Pequenos bancos vão à falência e são absorvidos
• Surgem sucursais em vários paises de grandes
instituições bancárias
Passam a dominar a indústria:
 Tornam-se acionistas
 Investem capitais
 Fornecem créditos
 Canalizam poupanças
Há um aumento de circulação de moeda fiduciária
(moeda papel, títulos, etc.)
Caricatura que mostra John Pierpont
Morgan a entrar na Europa com um cesto
de negócios onde se incluiem empresas de
transportes, comunicação, energia, etc e
assustando os monarcas europeus
LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA;
A RACIONALIZAÇÃO DO TRABALHO
(Pág. 22, Documento 9A e C)
Causas
 Aumento da concorrência
 Procura de lucro
Menos Custos e Mais Lucros
• Mais produção
• Mais qualidade
• Preço mais baixo
• Rentabilização de mão de obra
• Rentabilização de recuros materiais
Modo de produção industrial e capitalista
 Mecanização crescente do processo produtivo
 Estandardização da produção
 Concentração dos trabalhadores e dos meios de produção
(fábricas)
 Disciplinarização e racionalização do trabalho (ritmo e horários)
 Progressiva separação entre o patronato e os operários
 Publicidade
https://w
ww.yout
ube.com
/watch?v
=XFXg7n
Ea7vQ
“O cliente pode ter o
carro da cor que quiser,
contanto que seja preto.”
Henry Ford
LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA;
A RACIONALIZAÇÃO DO TRABALHO
Novos métodos de Produção
 Taylorismo
• Divisão do trabalho em tarefas simples
• Especialização das funções
• Trabalho em cadeia (cadeia de montagem)
• Automatismo dos atos
• Controlo do tempo necessário a cada tarefa.
 Fordismo
• Aplicação do Taylorismo
• Linha de montagem mecânica
• Produção em massa (em grande quantidade)
• Estandardização (Produtos iguais)
• Salários elevados
• Controlo do tempo (cartão de ponto)
Alienação do operário e automatismo
“O nosso primeiro progresso na linha de
montagem consiste em levar o trabalho
ao operário e não o operário ao trabalho.
A aplicação deste princípio tem por
objetivo limitar ao mínimo os movimentos
do operário.
O homem que coloca uma peça não a
fixa, o que coloca a cavilha não mete a
porca, o que mete a porca não a aperta.
(…) Eram necessárias nove horas e
quarenta e quatro minutos para montar
um motor, mas com a linha de montagem
esse tempo ficou reduzido para cinco
horas e cinquenta e seis minutos”.
Henry Ford, Ma vie et mon oeuvre, 1925https://www.
youtube.co
m/watch?v=
ELExsE9o23
8
A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO
A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO:
A HEGEMONIA INGLESA
(Pág. 26, Documento 13)
Meados do século XIX: o avanço inglês
Causas
 Maior produtor mundial:
• Mecanização
• Racionalização e organização do trabalho
industrial
• Desenvolvimento científico e tecnológico
 Maior investidor mundial
• Legislação liberal (Liberalismo económico)
• Modernização do aparelho financeiro
• Libra esterlina torna-se a moeda-padrão
 Controlo do comércio internacional
• Modernização dos transportes (vias férreas
e frota mercante)
• Expansão comércio internacional
MAS
Finais do séc. XIX a sua supremacia é posta
em causa por outros países
A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO:
A AFIRMAÇÃO DE NOVAS POTÊNCIAS
A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO:
A AFIRMAÇÃO DE NOVAS POTÊNCIAS
(Pág. 28, Documento 15)
Alemanha
Factores que contribuiram para o atraso
 Processo de unificação
Características
 Industrialização rápida e dinâmica desde
1840 devido a:
• crescimento demográfico
• protecionismo aduaneiro
• sistema financeiro
• progressos científico-técnicos
• alargamento mercado externo
 Principais setores (grande indústria)
• siderurgia e metalurgia (não passa pelo
têxtil)
• carvão
• caminhos de ferro
• Década 70 – Química, Eletricidade e
construção naval
Torna-se a principal rival da Inglaterra o que
Cartaz da AEG
A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO:
A AFIRMAÇÃO DE NOVAS POTÊNCIAS
(Pág. 29, Documento 17)
França
Factores que contribuiram para o atraso
 revoluções e guerras civis
 ausência de condições estruturais (jazidas
de carvão)
Características
 Industrialização:
• tardia
• lenta
• constante
 Principais setores:
• déc. de 20-60 do séc. XIX - têxteis e
carvão; siderurgia; caminhos de ferro
• 1901-1913 - posição de liderança:
eletricidade, indústria automóvel, cinema
1902 - Renault Voiturette
A Primeira Projeção Comercial dos Irmãos
Lumière - 1895
A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO:
A AFIRMAÇÃO DE NOVAS POTÊNCIAS
(Pág. 29, Documento 18)
Estados Unidos da América (EUA)
Factores que contribuiram para o atraso
 Anexação de territórios (conquistados,
anexados ou comprados)
Características
 Arranque inicia-se após 1850
 Crescimento rápido e acelerado devido a:
• Recursos naturais (minérios e combustiveis
fósseis)
• Crescimento demográfico (imigração europeia)
• Desenvolvimento agrícola
• Dinamismo social e liberalismo económico
• Facilidades de escoamento
 Principais setores:
• Têxtil (abundância de algodão e utilização
pautas protecionistas)
• Siderurgia (grande dinamizador da economia)
• Eletricidade e petróleo (recursos naturais)
• Indústria automóvel
1905 - Fábrica da Carnegie Steel em Pittsburgh
Poço de Petróleo em
Oklahoma
Em 1874 os EUA já
produziam dez milhões
de barris por ano.
No final do séc. XIX os EUA
tornam-se a 1º potência
industrial do mundo
A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO:
A AFIRMAÇÃO DE NOVAS POTÊNCIAS
(Pág. 30, Documento 19)
Japão
Factores que contribuiram para o atraso
 Regime feudal dos Samurais (Período Edo)
Características
 Arranque inicia-se em 1868 após restauração do
império com Mutsu-Hito (Era Meiji)
 Industrialização rápida e surpreendente devido a:
• Abertura à Cultura Europa
• Crescimento demográfico
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• Reformas sociais, políticas e económicas
 Aposta na educação
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• Fins séc. XIX: química e armamento
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Gravura da
era Meiji
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europeu
A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO:
A AFIRMAÇÃO DE NOVAS POTÊNCIAS
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A permanência da economia tradicional
séc. XIX – coexistência de dois ritmos
 Novidade
• Paises industrializados
 Tradição (Países dependentes)
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MAS
Mesmo nos países industrializados permanecem:
 Na Agricultura
• Agricultura de subsistência
• Métodos e técnicas tradicionais
 Na Indústria
• Trabalho artesanal
• Sistema de trabalho domiciliário
 No Comércio
• Feiras, mercados locais
Camponeses russos início do século
XX
A Recolha do Feno, pintura de Julien Duprés,
A AGUDIZAÇÃO
DAS DIFERENÇAS
A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO:
A AGUDIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS
(Pág. 32, Documento 21B)
Confiança nos mecanismos autorreguladores
do mercado:
O livre-cambismo
Inglaterra – Livre-Cambismo (Sir Robert Peel)
 Defesa da Liberdade comercial que permitiria:
• Estímulo à concorrência e produção
• Exploração de recursos naturais
• Desenvolvimento e riqueza de todas as
nações do mundo de acordo com as suas
condições naturais
Influenciou a Europa e EUA (1850-1870)
Levou à diminuição da pauta alfandegária
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comércio internacional
Críticas ao Livre-Cambismo nos EUA
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A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO:
A AGUDIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS
(Pág. 32, Documento 21B)
As debilidades do livre cambismo:
as crises cíclicas
Países mais atrasados:
 Persiste o subdesenvolvimento:
• Baixa produtividade do setor agrícola
• Poupanças e investimentos insuficientes
• Dificuldade em competir com os produtos
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Nas nações desenvolvidas:
 Aparecimento de crises cíclicas
• Periodicidade: 6-10 anos
• Tipo: crises de superprodução, próprias do
capitalismo
• Sectores: industrial (sobretudo), alastrando-
se às finanças e mesmo à agricultura
Críticas ao Livre-Cambismo, nos EUA
Cartoon alusivo ao Pânico de 1893, nos EUA
A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO:
A AGUDIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS
A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO:
A AGUDIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS
Crises do Antigo regime e Crises do Capitalismo
Antigo Regime Capitalismo
Contexto Economia agrícola Economia industrial
Origens Fracas colheitas Superprodução industrial
Especulação financeira
Preços Subida dos preços (cereais) Descida dos preços (industriais e,
por vezes, agrícolas)
Periodicidade Irregular (fatores climáticos) Cíclicas
Dimensão Regional, nacional ou
continental
Mundial
Repercussões Escassez, Fome, mortalidade
Desemprego urbano
Descida acentuada da bolsa
Falência de bancos e empresas
Desemprego
Concentração de empresas
A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO:
A AGUDIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS
(Pág. 33, Documento 22A)
Crises – os ciclos de Juglar
Causas:
 Excesso de investimento e de produção
• liberdade de concorrência e investimento
• não intervenção do Estado na economia
Em período de crescimento:
Clément Juglar
Procura
superior à
oferta
Subida dos
preços
Procura do
lucro
Aumento
da
produção:
Ampliações
de
ampresas
Créditos
Especulação
excesso de
investiment
os
Inversão da
tendência
A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO:
A AGUDIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS
Crises – os ciclos de Juglar
Consequências
 Superprodução: acumulam-se os stocks o que
leva:
 diminuição da produção ou falência
 baixa dos preços / destruição dos stocks
 redução de gastos em matérias-primas, energia
 Crise noutros sectores agrícolas e industriais
 Crise financeira (suspensão dos pagamentos,
créditos, investimentos)
 Contestação e distúrbios sociais (redução de
salários e despedimentos)
 Rápida propagação
Contestação ao liberalismo económico
Retorno ao protecionismo nos finais séc. XIX
A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO:
A AGUDIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS
Crises – os ciclos de Juglar
Mecanismos de resposta
 destruição de stocks,
 lock out temporário,
 recurso ao crédito,
 concentração monopolista,
 inovação tecnológica.
MAS
Agravamento das crises ao longo do século:
• afectam toda a economia
• pesadas consequências sociais.
Crise de 1929  Intervenção do Estado na
economia
https://www.youtube.com/wa
tch?v=S-ui53vxefY&t=17s
A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO:
A AGUDIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS
(Pág. 35, Documento 24)
A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO:
A AGUDIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS
(Pág. 36, Documento B)
O mercado internacional e a divisão do
trabalho
Séc. XIX: crescimento acelerado do
comércio
 Há um contínuo aumento da produção
 Progresso de transportes e
comunicações.
 A Inglaterra domina o fluxo de trocas.
 Quatro países controlam mais de
metade da produção mundial:
• Inglaterra
• França
• Alemanha
• EUA
A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO:
A AGUDIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS
(Pág. 36, Documento B)
O mercado internacional e a divisão do trabalho
Estrutura internacional do comércio reflete divisão
interbacional do trabalho
 Países industrializados – “Fábricas do mundo”
• Detêm mais de 70% da produção industrial
• Empregam a maioria da mão de obra no sector
industrial e serviços
• Abastecem os países mais atrasados
 Países mais atrasados
• Fornecem produtos agrícolas e matérias-primas
• A maioria da sua mão-de-obra trabalha no sector
primário
Desenvolvimento de nações por efeito de
arrastamento
MAS
Sistema de trocas desigual
DEVES SABER
 Situar no tempo o no espaço a expansão da revolução industrial
 Relacionar a dinâmica do crescimento industrial com o caráter cumulativo dos progressos
técnicos
 Caracterizar a segunda revolução industrial
 Justificar o aparecimento de concentrações monopolistas verticais e horizontais
 Relacionar as novas formas de organização do trabalho com a dinâmica industrial
 Referir em traços gerais a geografia da industrialização.
 Evidenciar a hegemonia inglesa e a industrialização de novas potências
 Contrapor livre-cambismo e protecionismo
 Caracterizar as crises do capitalismo
 Relacionar os desfasamentos cronológicos da industrialização com as relações de domínio
ou de dependência estabelecidas a nível mundial.
E AINDA
 Interpretar documentos escritos e iconográficos relacionando-os com os conteúdos
 Integrar a análise de documentos nas tuas respostas e análise de conteúdos

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  • 1. AS TRANSFORMAÇÕES ECONÓMICAS NA EUROPA E NO MUNDO História A 11ºAno Prof. Carla Freitas
  • 2. A EXPANSÃO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
  • 3. EXPANSÃO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL (Pág. 8 e 9)
  • 4. LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA; NOVAS FORMAS DE ENERGIA E NOVOS INVENTOS (Pág. 12, Documento 1A e C) 1ª metade do século XIX  Primeiros avanços na indústria: • Mecanismos simples • Conceção por artesãos ou pequenos empresários Aumento da Concorrência (-custos e +lucros) Complexificação dos maquinismos industriais 2ª metade do século XIX: Atualização permanente da tecnologia fabril  Ligação ciência e técnica: as empresas investem na investigação • institutos e universidades • laboratórios nas empresas  O conhecimento e a invenção passa a resultar do trabalho de equipa e do desenvolvimento científico PROGRESSOS CUMULATIVOS Máquina de costura industrial de cerca de 1860 da Johnson Clark & Co Orange Ma. Máquina de impressão têxtil Segunda Revolução Industrial
  • 5. LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA; NOVAS FORMAS DE ENERGIA E NOVOS INVENTOS (Pág. 13, Documento 2) Novas Indústrias  Indústria Química: • Necessidade de corantes industriais para o setor têxtil • Aparecimento de novos produtos ligados a outros setores (plástico, borracha, vernizes, etc…) • Produtos próprios (inseticidas, fertilizantes, medicamentos) • Desenvolvimento da indústria alimentar Resultam de: ligação entre a investigação científica e a indústria exploração de novos produtos (petróleo, drogas, etc) Aspirina Bayer acetatoarsenito de cobre, era usado como pigmento para tintas, corante para roupas, acessórios, papéis de parede e alimentos, era altamente tóxica
  • 6. LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA; NOVAS FORMAS DE ENERGIA E NOVOS INVENTOS (Pág. 14, Documento 3B) Novas Indústrias  Siderurgia (fabrico e trabalho do ferro e do aço) • Maquinaria variada (indústria) • Construção de obras públicas (carris, pontes, etc.) • Transportes (comboios, navios, etc.) Desenvolvimento resulta de Invenção de um novo conversor de ferro em aço, por Henry Bessemer Crescente necessidade de materiais resistentes e com mais plasticidade Engenheiro Henry Bessemer Conversor de Bessemer
  • 7. LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA; NOVAS FORMAS DE ENERGIA E NOVOS INVENTOS Novas Fontes de Energia  1ª Revolução Industrial (Carvão e Vapor)  2ª Revolução Industrial (Petróleo e Eletricidade)  Petróleo - Usado para: • Lubrificantes • Combustiveis para iluminação • Produtos derivados • Produção industrial (substituindo progressivamente o vapor) • Combustiveis para transportes Tornam-se os combustiveis do Futuro (séc. XX) Engenheiro Rudolf Diesel Motor a gas oil Engenheiro Gottlieb Daimler Motor de explosão a gasolina
  • 8. LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA; NOVAS FORMAS DE ENERGIA E NOVOS INVENTOS (Pág. 15, Documento 4A) Novas Fontes de Energia  Eletricidade • Vantagens:  energia limpa  de fácil transporte  cidades mais seguras  aumento das jornadas de trabalho • Utilização  Iluminação  Transportes  refrigeração/aquecimento  comunicação (telégrafo, rádio, telefone, cinema) Permitiu o aparecimento de numerosas invenções essenciais para o homem do contemporâneo Fisico e Quimico Michael Faraday Motor elétrico com anel de indução (1831) Thomas Edison Lâmpada incandescente
  • 9. LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA; NOVAS FORMAS DE ENERGIA E NOVOS INVENTOS (Pág. 18 e 19, Dossiê) Aceleração dos transportes  Resulta de: • necessidades da indústria • transporte de matérias-primas • circulação de produtos Transportes a vapor  Comboio • Vantagens  Mais barato  Mais rápido  Maior capacidade de transporte de pessoas e materiais  Mais confortável  Mais seguro  Encurtou distâncias Obras de engenharia (carris, pontes, estações…) 1840 1880 Ponte D. Maria, Porto
  • 10. LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA; NOVAS FORMAS DE ENERGIA E NOVOS INVENTOS (Pág. 16, Documento 5) Aceleração dos transportes Transportes a vapor  Navios a vapor • Vantagens  Mais barato  Mais rápido  Maior capacidade de transporte de pessoas e materiais  Mais seguro Movimentava avultados capitais Criação de grandes empresas de transporte marítimo Construção de grandes obras de engenharia como os canais do Suez e do Panamá Abertura do Canal do Suez Inauguração do Canal do Panamá (1914)
  • 11. LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA; NOVAS FORMAS DE ENERGIA E NOVOS INVENTOS Aceleração dos transportes Transportes elétricos  Metropolitano (comboios urbanos)  Elétricos  Automóveis (pouco sucesso)
  • 12. LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA; NOVAS FORMAS DE ENERGIA E NOVOS INVENTOS (Pág. 17, Documento 6) Aceleração dos transportes Transportes a gasóleo, gasolina  Motorizada (1885)  Automóvel (1886)  Avião (1903) 1886 – Primeiro automóvel patenteado pela Benz 1885 – Primeira motorizada de Gottlieb Daimler O "Flyer I“, Irmãos Wright (1903)
  • 13. LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA; CONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL E BANCÁRIA (Pág. 21, Documento 8) Concentração industrial e bancária Resultam de:  Necessidade de: • aumento dos stocks e matérias-primas • combustível • inovação tecnológica • pessoal  Crises económicas frequentes  Livre concorrência Formas de obter mais lucros a menor custo e controlar o mercado Concentrações Industriais 2ª metade do sec. XIX com absorção de pequenas indústrias por grandes empresas
  • 14. LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA; CONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL E BANCÁRIA (Pág. 21, Documento 8) Concentrações industriais Concentração vertical (trust)  Concentram numa mesma empresa todas as fases de produção (da extração da matéria prima à venda do produto) Concentração horizontal (holding, cartel)  Associação de várias empresas ou sua aquisição (numa fase da produção) Anulam a concorrência Monopolizam a produção e mercados Criação de gigantescos grupos económicos internacionais que levam ao aparecimento das primeiras multinacionais no séc. XIX
  • 15. LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA; CONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL E BANCÁRIA (Pág. 22, Documento 9A e C) Concentrações bancárias  Surgem sociedades financeiras  Há uma concentração do sistema bancário: • Pequenos bancos vão à falência e são absorvidos • Surgem sucursais em vários paises de grandes instituições bancárias Passam a dominar a indústria:  Tornam-se acionistas  Investem capitais  Fornecem créditos  Canalizam poupanças Há um aumento de circulação de moeda fiduciária (moeda papel, títulos, etc.) Caricatura que mostra John Pierpont Morgan a entrar na Europa com um cesto de negócios onde se incluiem empresas de transportes, comunicação, energia, etc e assustando os monarcas europeus
  • 16. LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA; A RACIONALIZAÇÃO DO TRABALHO (Pág. 22, Documento 9A e C) Causas  Aumento da concorrência  Procura de lucro Menos Custos e Mais Lucros • Mais produção • Mais qualidade • Preço mais baixo • Rentabilização de mão de obra • Rentabilização de recuros materiais Modo de produção industrial e capitalista  Mecanização crescente do processo produtivo  Estandardização da produção  Concentração dos trabalhadores e dos meios de produção (fábricas)  Disciplinarização e racionalização do trabalho (ritmo e horários)  Progressiva separação entre o patronato e os operários  Publicidade https://w ww.yout ube.com /watch?v =XFXg7n Ea7vQ “O cliente pode ter o carro da cor que quiser, contanto que seja preto.” Henry Ford
  • 17. LIGAÇÃO CIÊNCIA-TÉCNICA; A RACIONALIZAÇÃO DO TRABALHO Novos métodos de Produção  Taylorismo • Divisão do trabalho em tarefas simples • Especialização das funções • Trabalho em cadeia (cadeia de montagem) • Automatismo dos atos • Controlo do tempo necessário a cada tarefa.  Fordismo • Aplicação do Taylorismo • Linha de montagem mecânica • Produção em massa (em grande quantidade) • Estandardização (Produtos iguais) • Salários elevados • Controlo do tempo (cartão de ponto) Alienação do operário e automatismo “O nosso primeiro progresso na linha de montagem consiste em levar o trabalho ao operário e não o operário ao trabalho. A aplicação deste princípio tem por objetivo limitar ao mínimo os movimentos do operário. O homem que coloca uma peça não a fixa, o que coloca a cavilha não mete a porca, o que mete a porca não a aperta. (…) Eram necessárias nove horas e quarenta e quatro minutos para montar um motor, mas com a linha de montagem esse tempo ficou reduzido para cinco horas e cinquenta e seis minutos”. Henry Ford, Ma vie et mon oeuvre, 1925https://www. youtube.co m/watch?v= ELExsE9o23 8
  • 18. A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO
  • 19. A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO: A HEGEMONIA INGLESA (Pág. 26, Documento 13) Meados do século XIX: o avanço inglês Causas  Maior produtor mundial: • Mecanização • Racionalização e organização do trabalho industrial • Desenvolvimento científico e tecnológico  Maior investidor mundial • Legislação liberal (Liberalismo económico) • Modernização do aparelho financeiro • Libra esterlina torna-se a moeda-padrão  Controlo do comércio internacional • Modernização dos transportes (vias férreas e frota mercante) • Expansão comércio internacional MAS Finais do séc. XIX a sua supremacia é posta em causa por outros países
  • 20. A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO: A AFIRMAÇÃO DE NOVAS POTÊNCIAS
  • 21. A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO: A AFIRMAÇÃO DE NOVAS POTÊNCIAS (Pág. 28, Documento 15) Alemanha Factores que contribuiram para o atraso  Processo de unificação Características  Industrialização rápida e dinâmica desde 1840 devido a: • crescimento demográfico • protecionismo aduaneiro • sistema financeiro • progressos científico-técnicos • alargamento mercado externo  Principais setores (grande indústria) • siderurgia e metalurgia (não passa pelo têxtil) • carvão • caminhos de ferro • Década 70 – Química, Eletricidade e construção naval Torna-se a principal rival da Inglaterra o que Cartaz da AEG
  • 22. A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO: A AFIRMAÇÃO DE NOVAS POTÊNCIAS (Pág. 29, Documento 17) França Factores que contribuiram para o atraso  revoluções e guerras civis  ausência de condições estruturais (jazidas de carvão) Características  Industrialização: • tardia • lenta • constante  Principais setores: • déc. de 20-60 do séc. XIX - têxteis e carvão; siderurgia; caminhos de ferro • 1901-1913 - posição de liderança: eletricidade, indústria automóvel, cinema 1902 - Renault Voiturette A Primeira Projeção Comercial dos Irmãos Lumière - 1895
  • 23. A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO: A AFIRMAÇÃO DE NOVAS POTÊNCIAS (Pág. 29, Documento 18) Estados Unidos da América (EUA) Factores que contribuiram para o atraso  Anexação de territórios (conquistados, anexados ou comprados) Características  Arranque inicia-se após 1850  Crescimento rápido e acelerado devido a: • Recursos naturais (minérios e combustiveis fósseis) • Crescimento demográfico (imigração europeia) • Desenvolvimento agrícola • Dinamismo social e liberalismo económico • Facilidades de escoamento  Principais setores: • Têxtil (abundância de algodão e utilização pautas protecionistas) • Siderurgia (grande dinamizador da economia) • Eletricidade e petróleo (recursos naturais) • Indústria automóvel 1905 - Fábrica da Carnegie Steel em Pittsburgh Poço de Petróleo em Oklahoma Em 1874 os EUA já produziam dez milhões de barris por ano. No final do séc. XIX os EUA tornam-se a 1º potência industrial do mundo
  • 24. A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO: A AFIRMAÇÃO DE NOVAS POTÊNCIAS (Pág. 30, Documento 19) Japão Factores que contribuiram para o atraso  Regime feudal dos Samurais (Período Edo) Características  Arranque inicia-se em 1868 após restauração do império com Mutsu-Hito (Era Meiji)  Industrialização rápida e surpreendente devido a: • Abertura à Cultura Europa • Crescimento demográfico • Expansionismo militarista que leva ao alargamento de mercados • Reformas sociais, políticas e económicas  Aposta na educação  Entrada de capitais e técnicos estrangeiros  Financiamento e concessão de privilégios à criação de novas indústrias  Principais setores • Têxtil (seda), construção naval, siderurgia • Fins séc. XIX: química e armamento Imperador Mutsu-Hito (1852-1912) Aspeto e pose europeus Gravura da era Meiji com Vestuário europeu
  • 25. A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO: A AFIRMAÇÃO DE NOVAS POTÊNCIAS (Pág. 30, Documento 19) A permanência da economia tradicional séc. XIX – coexistência de dois ritmos  Novidade • Paises industrializados  Tradição (Países dependentes) • Sul Europa (Itália, Portugal) • Europa de Leste e Central MAS Mesmo nos países industrializados permanecem:  Na Agricultura • Agricultura de subsistência • Métodos e técnicas tradicionais  Na Indústria • Trabalho artesanal • Sistema de trabalho domiciliário  No Comércio • Feiras, mercados locais Camponeses russos início do século XX A Recolha do Feno, pintura de Julien Duprés,
  • 27. A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO: A AGUDIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS (Pág. 32, Documento 21B) Confiança nos mecanismos autorreguladores do mercado: O livre-cambismo Inglaterra – Livre-Cambismo (Sir Robert Peel)  Defesa da Liberdade comercial que permitiria: • Estímulo à concorrência e produção • Exploração de recursos naturais • Desenvolvimento e riqueza de todas as nações do mundo de acordo com as suas condições naturais Influenciou a Europa e EUA (1850-1870) Levou à diminuição da pauta alfandegária Desenvolvimento comércio internacional Críticas ao Livre-Cambismo nos EUA Elogio ao Livre-cambismo britânico
  • 28. A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO: A AGUDIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS (Pág. 32, Documento 21B) As debilidades do livre cambismo: as crises cíclicas Países mais atrasados:  Persiste o subdesenvolvimento: • Baixa produtividade do setor agrícola • Poupanças e investimentos insuficientes • Dificuldade em competir com os produtos das potências industriais Nas nações desenvolvidas:  Aparecimento de crises cíclicas • Periodicidade: 6-10 anos • Tipo: crises de superprodução, próprias do capitalismo • Sectores: industrial (sobretudo), alastrando- se às finanças e mesmo à agricultura Críticas ao Livre-Cambismo, nos EUA Cartoon alusivo ao Pânico de 1893, nos EUA
  • 29. A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO: A AGUDIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS
  • 30. A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO: A AGUDIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS Crises do Antigo regime e Crises do Capitalismo Antigo Regime Capitalismo Contexto Economia agrícola Economia industrial Origens Fracas colheitas Superprodução industrial Especulação financeira Preços Subida dos preços (cereais) Descida dos preços (industriais e, por vezes, agrícolas) Periodicidade Irregular (fatores climáticos) Cíclicas Dimensão Regional, nacional ou continental Mundial Repercussões Escassez, Fome, mortalidade Desemprego urbano Descida acentuada da bolsa Falência de bancos e empresas Desemprego Concentração de empresas
  • 31. A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO: A AGUDIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS (Pág. 33, Documento 22A) Crises – os ciclos de Juglar Causas:  Excesso de investimento e de produção • liberdade de concorrência e investimento • não intervenção do Estado na economia Em período de crescimento: Clément Juglar Procura superior à oferta Subida dos preços Procura do lucro Aumento da produção: Ampliações de ampresas Créditos Especulação excesso de investiment os Inversão da tendência
  • 32. A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO: A AGUDIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS Crises – os ciclos de Juglar Consequências  Superprodução: acumulam-se os stocks o que leva:  diminuição da produção ou falência  baixa dos preços / destruição dos stocks  redução de gastos em matérias-primas, energia  Crise noutros sectores agrícolas e industriais  Crise financeira (suspensão dos pagamentos, créditos, investimentos)  Contestação e distúrbios sociais (redução de salários e despedimentos)  Rápida propagação Contestação ao liberalismo económico Retorno ao protecionismo nos finais séc. XIX
  • 33. A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO: A AGUDIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS Crises – os ciclos de Juglar Mecanismos de resposta  destruição de stocks,  lock out temporário,  recurso ao crédito,  concentração monopolista,  inovação tecnológica. MAS Agravamento das crises ao longo do século: • afectam toda a economia • pesadas consequências sociais. Crise de 1929  Intervenção do Estado na economia https://www.youtube.com/wa tch?v=S-ui53vxefY&t=17s
  • 34. A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO: A AGUDIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS (Pág. 35, Documento 24)
  • 35. A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO: A AGUDIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS (Pág. 36, Documento B) O mercado internacional e a divisão do trabalho Séc. XIX: crescimento acelerado do comércio  Há um contínuo aumento da produção  Progresso de transportes e comunicações.  A Inglaterra domina o fluxo de trocas.  Quatro países controlam mais de metade da produção mundial: • Inglaterra • França • Alemanha • EUA
  • 36. A GEOGRAFIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO: A AGUDIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS (Pág. 36, Documento B) O mercado internacional e a divisão do trabalho Estrutura internacional do comércio reflete divisão interbacional do trabalho  Países industrializados – “Fábricas do mundo” • Detêm mais de 70% da produção industrial • Empregam a maioria da mão de obra no sector industrial e serviços • Abastecem os países mais atrasados  Países mais atrasados • Fornecem produtos agrícolas e matérias-primas • A maioria da sua mão-de-obra trabalha no sector primário Desenvolvimento de nações por efeito de arrastamento MAS Sistema de trocas desigual
  • 37. DEVES SABER  Situar no tempo o no espaço a expansão da revolução industrial  Relacionar a dinâmica do crescimento industrial com o caráter cumulativo dos progressos técnicos  Caracterizar a segunda revolução industrial  Justificar o aparecimento de concentrações monopolistas verticais e horizontais  Relacionar as novas formas de organização do trabalho com a dinâmica industrial  Referir em traços gerais a geografia da industrialização.  Evidenciar a hegemonia inglesa e a industrialização de novas potências  Contrapor livre-cambismo e protecionismo  Caracterizar as crises do capitalismo  Relacionar os desfasamentos cronológicos da industrialização com as relações de domínio ou de dependência estabelecidas a nível mundial. E AINDA  Interpretar documentos escritos e iconográficos relacionando-os com os conteúdos  Integrar a análise de documentos nas tuas respostas e análise de conteúdos