A REVOLUÇÃO FRANCESA,
PARADIGMA DAS REVOLUÇÕES
LIBERAIS E BURGUESAS
História A 11ºAno Prof. Carla Freitas
A FRANÇA
NAS VÉSPERAS DA REVOLUÇÃO
(PÁG. 26, DOCUMENTO 1)
Uma Sociedade Anacrónica
 As classes privilegiadas representavam apenas 2% da
população
• Detinham 35% das terras e respetivas rendas e impostos
• Não pagavam impostos
• O Clero recebia a dizima
• Ocupavam os principais cargos militares e de administração
 Terceiro Estado Heterogéneo
• Os camponeses sobrecarregados de impstos e rendas
representavam 80% da população
• Os assalariados urbanos tinham baixos salários e
dificuldades sempre que o preço do trigo subia
• A Alta burguesia detinha 30% das terras e vivia com
desafogo
• Pequena e média burguesia de artífices e pequenos
comerciantes vivia um pouco melhor
Distribuição da propriedade
fundiária
Sociedade Francesa no Antigo
Regime
Partilhavam o
descontentamento
perante as classes
privilegiadas:
• Defesa da igualdade
e Direitos Naturais
A FRANÇA
NAS VÉSPERAS DA REVOLUÇÃO
(PÁG. 27, DOCUMENTOS 2B E C)
Dificuldades Económicas
 Aumento do preço do trigo deviodo a invernos
rigorosos  FOME
 Tratado de Livre-Câmbio com a Inglaterra afeta
a indústria têxtil francesa  DESEMPREGO
 Desequilibrio da balança comercial (Pág. 28,
Documentos 3A) CRISE FINANCEIRA
Necessidade de receitas para equilibrar a
balança
Possibilidade de tributar as Classes
Privilegiadas
Défice do orçamento de Estado
Francês em 1788
Preço do trigo e
produção têxtil (1786-
1789)
A FRANÇA
NAS VÉSPERAS DA REVOLUÇÃO
Instabilidade política
 Monarquia absoluta com o poder centralizado
no rei
 Afastamento do rei em Versalhes é criticado,
bem como os gastos do casal real
 As reformas dos ministros Turgot, Necker,
Calonne e Loménie de Brienne,para por termo
aos privilégios fiscais, não recebem
acolhimento favorável entre as ordens sociais
privilegiadas Falta de prestígio e de prepação
do rei Luis XVI
• Indecisão perante os problemas económicos e
sociais
Agravamento dos protestos e Revoltas
Gravura satírica –
Luís XVI e Maria Antonieta como uma besta
de duas cabeças.
Luis XVI como porco
e carneiro
A FRANÇA
NAS VÉSPERAS DA REVOLUÇÃO
O agravamento das tensões sociais
 Na província e em Paris, sucede uma vaga de
pilhagens e motins motivada pela fome e
desemprego
 Forte oposição dos privilegiados (Parlamentos
e Assembleias de Notáveis)
Agitação social intensifica-se
Incapaz de suster a agitação popular, Luís XVI
convoca os Estados Gerais e preparam-se os
cadernos de Queixas (Pág. 29, Documento 4)
Terceiro Estado pretende:
• a igualdade das ordens
• elaboração de uma Constituição.
A jornada das Telhas em Grenoble (7 de
junho de 1788), de Alexandre Debelle
Motins em Paris (abril de 1789)
A FRANÇA
NAS VÉSPERAS DA REVOLUÇÃO
Os Cadernos de Queixas do
Terceiro Estado
“[…] Desta forma, a nobreza
beneficia de tudo […]. Entretanto,
se á a nobreza que comanda os
exércitos, é o Terceiro Estado que
os compõe; se a nobreza verte uma
gota de sangue, o Terceiro Estado
derrama torrentes. A nobreza
esvazia o tesouro real, o Terceiro
Estado enche-o; numa palavra o
Terceiro Estado paga tudo e não
beneficia de nada.”
Caderno de Queixas do Terceiro Estado
de Lauris (1789)
“A esta classe camponesa, tão útil
[…] pelo seu trabalho, a
propriedade de nada serve: os
rendimentos da terra são
devorados pelos impostos […]; o
cavador, coberto pelos farrapos da
miséria, só tem, para se deitar, um
leito de palha e, por alimento, um
pão grosseiro que, quantas vezes,
apenas pode molhar nas suas
lágrimas. Nem na infância conhece
repouso: cavador aos sete anos,
decrépito aos trinta, é esta a sua
triste sorte”
Caderno de queixas do Terceiro Estado
de Poitiers (1789)
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
Tomada da Bastilha (14 de julho de 1789)
 Motivos:
• Fome e o aumento do preço pão
• Desconfiança e disputas do rei com a
Assembleia Nacional
• Presença de militares armados na capital
por ordem do rei
Formação da Guarda Nacional (milícia burguesa)
que apoia a revolta do povo da cidade
Ataque e demolição da Bastilha
Massacre do governador
A tomada da Bastilha
Gilbert du Motier,
Marquês de La Fayette
Comandante da Guarda
Nacional,
lutou na Guerra pela
Independência da
América
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
Revolução camponesa - O Grande Medo
 Em julho/agosto de 1789 ocorrem revoltas
camponesas violentas
 pela emancipação da terra
 Pela libertação das cargas feudais.
Destruição de castelos, registos feudais e massacres de
senhores
 Nobres consentem a supressão dos usos feudais;
 corveias,
 servidões pessoais,
 a dízima,
 a venalidade dos cargos
 Admite-se:
 a igualdade fiscal das ordens
 a livre admissão aos empregos públicos civis e militares
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
(PÁG. 32/33, DOCUMENTO 9A)
A Declaração dos direitos do Homem e
do Cidadão (26 de agosto de 1789):
 Legitimou as conquistas obtidas –
resistência à opressão
 Fundamentou a futura Constituição –
soberania popular e separação de
poderes
 Estabeleceu as bases da nova ordem
social e política.
 Proclamou os direitos naturais:
• Liberdade
• Igualdade de direitos
• Propriedade
• Tolerância
Fim do Absolutismo
Fim da sociedade de Ordens
Súbdito torna-se cidadão
Os valores que transmite
são UNIVERSAIS o que
explica a sua repercussão
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
Constituição Civil do Clero (julho de
1790):
 Os bens do clero são confiscados
 O clero secular é obrigado a fazer um
juramento de fidelidade perante a nação,
• Tornam-se funcionários públicos
• Separação do poder religioso e político
 As ordens religiosas são extintas
 Houve uma descristianização da sociedade levada
a cabo por deístas, ateus e revolucionários
 Conflitos com o Papa
 Divisão interna: baixo clero jura a constituição e
adere à revolução, o alto clero parte para a Aústria
e Prússia
Caricatura sobre o decreto de
supressão das ordens religiosas
O emagrecedor patriota (gravura
satírica de 1789).
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
A reorganização administrativa
 Descentralização organizativa
• 83 Departamentos divididos em
distritos, cantões e comunas
 Os funcionários dos orgãos eleitos,
são pagos pelo Estado e
superintendem:
• Aplicação das leis
• Ensino
• Polícia
• Fiscalidade – imposto direto sobre
receitas e rendimentos aplicado a
todos os grupos sociais
• Obras públicas
• Higiene pública
Mapa da França dividida em 83 departamentos e
subdividida em distritos com as principais cidades
dos cantões. Foi apresentado ao rei e à Assembleia
Nacional em 1791
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
(PÁG. 32/33, DOCUMENTO 9A)
A reorganização económica
 Livre circulação de produtos com a
abolição das alfândegas internas
 Extinção dos monopólios.
 Uniformização do sistema de pesos e
medidas.
 Agricultura:
• Liberdade de cultivo e emparcelamento
• Baldios entregues aos mais pobres
 Indústria:
 Fim das corporações
 Liberdade de empresa
Liberalismo Económico
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
Sob as insígnias do barrete frígio, da cocarde e da bandeira tricolor, a França
proclama ao Mundo os princípios da “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”.
Bandeira
Cocarde
Barrete frígio
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
(PÁG. 36, DOCUMENTO 13)
Monarquia Constitucional (1791-1792)
 Constituição estabelece:
• monarquia constitucional
• soberania da Nação,
• divisão de poderes,
• primado da lei,
• igualdade dos cidadãos
MAS
Sufrágio censitário e sistema representativo
Ativos (15% da população)
• Homens com mais de 25 anos
• Pagamento de imposto igual ou superior a 3 dias de
trabalho (apenas o poder económico garante a educação
necessária ao bom entendimento)
• Voto indireto, só elegem os verdadeiros eleitores (pagam
imposto superior ou igual a 10 dias de trabalho (0,18% da
população)
• BURGUESIA controla a política
Passivos
• Sem direitos políticos
• Têm direitos
naturais(liberdade, igualdade,
segurança,…)
• Direitos cívicos (liberdade de
expressão, crença, reunião…)
• Mulheres fora da cidadania
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
Monarquia Constitucional (1791-1792)
 Separação de poderes
• Poder legislativo: Assembleia Legislativa
→ deputados eleitos por 2 anos.
→ Discutem e aprovam leis,
→ decidem da paz e da guerra.
• Poder executivo: Rei
→ Escolhe o governo
→ Comandante militar(exército e marinha)
→ Poder de veto suspensivo das leis por 2 anos
(conceito de esquerda e direita)
→ Poder submetido à Constituição e à lei.
• Poder judicial: Tribunais
→ juizes independentes
→ eleitos
→ Tribunal Superior (julga ministros, deputados,
governadores.)
Luís XVI jura a Constituição
(gravura anónima).
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
Monarquia Constitucional (1791-1792)
 Grande instabilidade interna e externa.
• Internamente :
• disputas ideológicas de revolucionários/
contrarrevolucionários e entre os próprios revolucionários.
• Perigo de guerra civil.
• distúrbios populares pelo país
• crise económica
• Indecisão e desconfiança do rei que em 1791 faz uma
tentativa gorada de fuga (Varennes)
• Externamente:
• ameaça das monarquias absolutistas da Europa:
→ Receavam a difusão dos ideais revolucionários
→ Pressão dos fugitivos (emigrados)
→ 1792: Aústria, a Prússia e a Saxónia decidem invadir
a França: A detenção da familia
real, em Varennes,
O regresso da familia real a Paris
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
O Fim da Monarquia Constitucional
 Perante a invasão externa a Assembleia Legislativa
francesa declara a Nação em perigo:
• Ocorre o movimento insurreccional popular (dos “sans-
culottes”)
• O povo de Paris assalta o Palácio das Tulherias – o rei é
preso. (10 de agosto)
• Invasão da Assembleia Legislativa e sua dissolução
• Suspensão do rei
• Constituição de 1971 deixa de funcionar.
• Assembleia é substituída por um Conselho Executivo
Provisório
• Eleição de uma nova Assembleia Constituinte: a
Convenção Nacional
Instauração da República
(22 de setembro de 1792- Ano I)
O assalto às Tulherias
A prisão de Luís XVII e da familia real,
Levados para o Templo
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
Os sans-culottes
Grupo de cidadão passivos, trabalhadores urbanos, que defendiam a igualdade política e económica bem
como uma democracia direta e que tiveram muita influência, pela pressão que exerciam sobre a Convenção
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
(PÁG. 44, DOCUMENTO 18B)
A obra da Convenção
(1792-1795)
 Divisão interna entre os que
defendem o exílio do rei (girondinos)
e os que defendem a sua execução
(montanheses-jacobinos)
• Julgamento e execução do rei em
janeiro de 1793
• Julgamento e execução de Maria
Antonieta em outubro de 1793
 É criada uma nova constituição - 1793
• Estabelece o sufrágio universal direto
(Homens)
• Nunca entra em vigor
Execução de Luís XVI
Execução de Maria Antonieta
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
A obra da Convenção
(1792-1795)
 Dificuldades internas
• Revoltas de Monárquicos e católicos (guerra
civil-Vendeia)
• Pressão dos sans-culottes
• Junho de 1793- os Montanheses prendem e
executam os deputados girondinos.
 Dificuldades externas
• Ataque da coligação de paises europeus-a
França sofre pesadas derrotas militares(Pág.
47, Documento 22)
Nação em Perígo
Governo Revolucionário- Período de Terror
Robespierre, Marat e Danton
Massacre da Vendeia
Jean Denis, conde de Lanjuinais na tribuna da
Convenção
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
O Período de Terror (1793 a 1795)
 Decristianização da sociedade
• Perseguição de padres refractários
• Fecho de igrejas
• Casamento e divórcio como actos civis
• Culto à Razão e ao Ser Supremo
• Calendário revolucionário
 Medidas de cariz social
• Subsídios (desemprego, velhice, invalidez)
• Assistência a doentes e idosos
• Abonos de família
• Partilha dos bens dos suspeitos pelos indigentes
• Abolição da escravatura nas colónias
• Instrução gratuita e obrigatória
Quadro alegórico do Festival do Ser Supremo.
Execução das Carmelitas
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
Calendário revolucionário
→ Eliminação dos domingos e feriados
religiosos
→ Composto por 12 meses de 30 dias
• Cada mês tinha 3 semanas
• Cada semana tinha 10 dias
• Cada dia tinha 10 horas
• Cada hora tinha100 minutos
• Cada minuto tinha 100 segundos.
→ Cada dia tinha uma designação única,
que só se repetiria no ano seguinte,
com nomes de plantas, flores, frutas,
animais e pedras.
→ Acrescentava-se, anualmente, cinco
dias complementares – sans-cullote (de
17 a 21 de setembro)
→ A cada 4 anos acrescentava-se um
sexto dia, o Dia da Revolução
→ Foi utilizado na França até 1806
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
O Período de Terror (1793 a 1795)
 Governo ditatorial e centralizado determina que:
• os interesses do Estado (laico e republicano)estão
acima dos interesses privados;
• a independência da Nação e a igualdade social estão
acima das liberdades individuais.
 São estabelecidas medidas de repressão contra
girondinos e contra-revolucionário
• Lei dos Suspeitos (criação dos tribunais
revolucionários);
• Certificados de Civismo;
• Tribunais Revolucionários;
• Comités de Vigilância Patriótica(Comité de
Segurança Pública e Comité de Salvação Nacional)
São feitas detenções, julgamentos e execuções
sumárias (mais de 40.000 morrem na guilhotina)
“A fornada de Girondinos” 1793
Terror revolucionário
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
O Período de Terror (1793 a 1795)
 Medidas radicais
• Recrutamento obrigatório
• Lei do Máximo (congelamento de salários e
preços)
• Eliminação da livre concorrência
• Empréstimos forçados aos ricos
• Partilha dos bens comunais e dos bens dos
suspeitos
• Nacionalização e venda dos bens dos
emigrados
• Imposto progressivo sobre os ricos
• Legalização da violência
• Fim da guerra civil
• Fortalecimento do exército e vitórias
militares.
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
O fim do governo revolucionário e da
república jacobina
Excessos de Robespierre
(manda executar Danton)
O 9 Termidor
27 de Julho de 1794- golpe de Estado
• Robespierre e aliados são executados
• Desmantela-se o governo revolucionário e as suas
bases de apoio
• Inicia-se a perseguição aos jacobinos e sans-
culottes (TERROR BRANCO)
• Inicia-se a Convenção Termidoriana –controlada
pelos Girondinos (Revolução Burguesa)
Objectivos: restabelecer a concórdia e a paz civil;
elaborar uma nova Constituição
O 9 Termidor,
de Raymond Auguste Quinsac Monvoisin
O Terror Branco
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
Líderes Jacobinos
Jean-Paul Marat (1743-1793); Georges Jacques Danton (1759-1794) e Maximilien de Robespierre
Execução de Danton (1794)Assassinato de Marat por uma Girondina (1793) Execução de Robespierre (1794)
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
(PÁG. 52, DOCUMENTO 26B)
Constituição do Ano III (1795)
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
O Diretório (1795-1799)
 Constituição de 1795 ou do Ano III estabelece:
• Regime republicano e laico;
• Voto censitário e indireto
• Divisão de poderes
• Liberalismo económico (fim da Lei do Máximo)
• Restrições ao direito de liberdade (de imprensa e
de associação)
• Igualdade (só perante a lei);
• Direito à propriedade;
 Omite direitos
• à instrução
• ao trabalho
• à insurreição
• à assistência
Constituição conservadora e burguesa.
Paul Barras, presidente do diretório de 1795 a 1799.
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
O Diretório (1795-1799)
 Poder legislativo
• Conselho dos Quinhentos (faz as leis)
e Conselho dos Anciãos (ratifica as
leis);
 Poder executivo: 5 diretores
• Nomeiam ministros
• Administram
• Controlam o exército, a polícia
• Diplomacia
 Poder Judicial
• Tribunais
Membros do diretório
Os incriveis e as maravilhosas
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
O Diretório (1795-1799)
Dificuldades:
 Internas
• Oposição de realistas e radicais jacobinos →
repressão; golpes de estado; anulação de eleições
• Situação financeira catastrófica
• Quebra de produção e comércio
• Clivagens sociais → miséria e revoltas populares.
 Externas
• Vitoriosa política de conquistas e anexações
territoriais (Destaca-se o general Napoleão
Bonaparte)
Golpe de Estado do 18 Brumário (novembro de 1798)
liderado por Napoleão
FIM DO DIRETÓRIO
Os barrigas vazias nas ruas de Paris, guache de Lesueur, c.
1795.
Bonaparte na sala
do Conselho dos
Quinhentos, de
François Bouchot,
1840.
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
(PÁG. 54, DOCUMENTO 28 A,B EC)
O Consulado (1799-1804)
Constituição do ANO VIII (1799)
 Estabelece o sufrágio universal mas indireto
 Poder executivo: Primeiro Cônsul
(Napoleão)
• nomeia outros cônsules
• tem a iniciativa das leis, diplomacia, guerra,
• nomeia juízes.
 Poder legislativo
• 4 Assembleias.
Constituição do ANO X (1802)
 Napoleão torna-se Cônsul Vitalício
Afirmação do poder pessoal e autoridade de
Napoleão Bonaparte
Napoleão, Primeiro-Cônsul, de
A.-J. Gros, 1802.
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
(PÁG. 54, DOCUMENTO 28 A,B EC)
O Consulado (1799-1804)
Obra do consulado
 Estabele a paz com a Aústria e a Inglaterra
 Consolidação das conquistas burguesas
 Centralização da administração e da justiça
• Reforma da administração local (Prefeitos
ou maires, funcionários do Governo)
 Recuperação financeira
• Nas finanças e fiscalidade estabelece
contribuições diretas
• Cria nova moeda (franco germinal)
• Criação do Banco de França (faz
empréstimos ao Estado e emite moeda)
Consulado com Napoleão ao
centro
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
O Consulado (1799-1804)
Obra do consulado
 Reconciliação nacional
• Fim da perseguição a realistas e radicais
• Concordata com a Igreja Católica
• Estabelece o livre exercício dos cultos protestantes
• Cria a Legião de Honra, atribuída por serviços
prestados à pátria)
• Cria Liceus para filhos de burgueses e bolseiros
• Promulga o Novo Código Civil (1804) que:
• Unifica legalmente a França
• Estabelece a Propriedade como direito inviolável
• Estabelece a autoridade paternal
• Estabelece o controlo dos operários pelo patronato (a
Caderneta);
• Estabelece a igualdade perante a lei e a liberdade de
consciência.
Assinatura da concordata entre a Santa Sé e 1.º
Consul Napoleão Bonaparte, 1801
Primeira distribuição das decorações da Legião de Honra
DA NAÇÃO SOBERANA AO TRIUNFO DA
REVOLUÇÃO BURGUESA
O Império
(1804-1814)
No ano XII da
Revolução é
Proclamado pelo
Senado e pelo
Trbunado
Imperador
Hereditário
A 2 de dezembro
de 1804
autocoroa-se
imperador
perante o Papa
É o fim da
Revolução A sagração de Napoleão em Notre-Dame de Paris, pormenor do quadro de J.-L. David.
IMPÉRIO
Jean-Auguste-Dominique Ingres : Napoléon sur le trône
impérial, 1806
DEVES SABER
 Analizar a situação económico-financeira, social e política da França nas vésperas da
Revolução-
 Explicar a transformação dos Estados Gerais em Assembleia Nacional Constituinte
 Relacionar a abolição dos direitos feudais e a Declaração dos Direitos do Homem e do
Cidadão com a destruição do Antigo Regime
 Caracterizar a monarquia constitucional
 Compreender a transformações revolucionárias de 1789 a 1792 como uma
afirmação da igualdade dos direitos e da soberania nacional sobre a legitimidade
dinástica
 Mostrar o ascendente dos sans-culottes e dos ideais jacobinos na atuação da Convenção
Republicana
 Analisar a ação do Diretório
 Relacionar a intervenção política de Napoleão Bonaparte com o triunfo da revolução
burguesa
 Identificar a revolução como momento de rutura e de mudança irreversível de
estruturas
 Identificar as alterações da mentalidade e dos comportamentos que acompanharam as
revoluções liberais
E AINDA
 Interpretar documentos escritos e iconográficos relacionando-os com os conteúdos
 Integrar a análise de documentos nas tuas respostas e análise de conteúdos

11 ha m5 u2

  • 1.
    A REVOLUÇÃO FRANCESA, PARADIGMADAS REVOLUÇÕES LIBERAIS E BURGUESAS História A 11ºAno Prof. Carla Freitas
  • 2.
    A FRANÇA NAS VÉSPERASDA REVOLUÇÃO (PÁG. 26, DOCUMENTO 1) Uma Sociedade Anacrónica  As classes privilegiadas representavam apenas 2% da população • Detinham 35% das terras e respetivas rendas e impostos • Não pagavam impostos • O Clero recebia a dizima • Ocupavam os principais cargos militares e de administração  Terceiro Estado Heterogéneo • Os camponeses sobrecarregados de impstos e rendas representavam 80% da população • Os assalariados urbanos tinham baixos salários e dificuldades sempre que o preço do trigo subia • A Alta burguesia detinha 30% das terras e vivia com desafogo • Pequena e média burguesia de artífices e pequenos comerciantes vivia um pouco melhor Distribuição da propriedade fundiária Sociedade Francesa no Antigo Regime Partilhavam o descontentamento perante as classes privilegiadas: • Defesa da igualdade e Direitos Naturais
  • 3.
    A FRANÇA NAS VÉSPERASDA REVOLUÇÃO (PÁG. 27, DOCUMENTOS 2B E C) Dificuldades Económicas  Aumento do preço do trigo deviodo a invernos rigorosos  FOME  Tratado de Livre-Câmbio com a Inglaterra afeta a indústria têxtil francesa  DESEMPREGO  Desequilibrio da balança comercial (Pág. 28, Documentos 3A) CRISE FINANCEIRA Necessidade de receitas para equilibrar a balança Possibilidade de tributar as Classes Privilegiadas Défice do orçamento de Estado Francês em 1788 Preço do trigo e produção têxtil (1786- 1789)
  • 4.
    A FRANÇA NAS VÉSPERASDA REVOLUÇÃO Instabilidade política  Monarquia absoluta com o poder centralizado no rei  Afastamento do rei em Versalhes é criticado, bem como os gastos do casal real  As reformas dos ministros Turgot, Necker, Calonne e Loménie de Brienne,para por termo aos privilégios fiscais, não recebem acolhimento favorável entre as ordens sociais privilegiadas Falta de prestígio e de prepação do rei Luis XVI • Indecisão perante os problemas económicos e sociais Agravamento dos protestos e Revoltas Gravura satírica – Luís XVI e Maria Antonieta como uma besta de duas cabeças. Luis XVI como porco e carneiro
  • 5.
    A FRANÇA NAS VÉSPERASDA REVOLUÇÃO O agravamento das tensões sociais  Na província e em Paris, sucede uma vaga de pilhagens e motins motivada pela fome e desemprego  Forte oposição dos privilegiados (Parlamentos e Assembleias de Notáveis) Agitação social intensifica-se Incapaz de suster a agitação popular, Luís XVI convoca os Estados Gerais e preparam-se os cadernos de Queixas (Pág. 29, Documento 4) Terceiro Estado pretende: • a igualdade das ordens • elaboração de uma Constituição. A jornada das Telhas em Grenoble (7 de junho de 1788), de Alexandre Debelle Motins em Paris (abril de 1789)
  • 6.
    A FRANÇA NAS VÉSPERASDA REVOLUÇÃO Os Cadernos de Queixas do Terceiro Estado “[…] Desta forma, a nobreza beneficia de tudo […]. Entretanto, se á a nobreza que comanda os exércitos, é o Terceiro Estado que os compõe; se a nobreza verte uma gota de sangue, o Terceiro Estado derrama torrentes. A nobreza esvazia o tesouro real, o Terceiro Estado enche-o; numa palavra o Terceiro Estado paga tudo e não beneficia de nada.” Caderno de Queixas do Terceiro Estado de Lauris (1789) “A esta classe camponesa, tão útil […] pelo seu trabalho, a propriedade de nada serve: os rendimentos da terra são devorados pelos impostos […]; o cavador, coberto pelos farrapos da miséria, só tem, para se deitar, um leito de palha e, por alimento, um pão grosseiro que, quantas vezes, apenas pode molhar nas suas lágrimas. Nem na infância conhece repouso: cavador aos sete anos, decrépito aos trinta, é esta a sua triste sorte” Caderno de queixas do Terceiro Estado de Poitiers (1789)
  • 7.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA
  • 8.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA Tomada da Bastilha (14 de julho de 1789)  Motivos: • Fome e o aumento do preço pão • Desconfiança e disputas do rei com a Assembleia Nacional • Presença de militares armados na capital por ordem do rei Formação da Guarda Nacional (milícia burguesa) que apoia a revolta do povo da cidade Ataque e demolição da Bastilha Massacre do governador A tomada da Bastilha Gilbert du Motier, Marquês de La Fayette Comandante da Guarda Nacional, lutou na Guerra pela Independência da América
  • 9.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA Revolução camponesa - O Grande Medo  Em julho/agosto de 1789 ocorrem revoltas camponesas violentas  pela emancipação da terra  Pela libertação das cargas feudais. Destruição de castelos, registos feudais e massacres de senhores  Nobres consentem a supressão dos usos feudais;  corveias,  servidões pessoais,  a dízima,  a venalidade dos cargos  Admite-se:  a igualdade fiscal das ordens  a livre admissão aos empregos públicos civis e militares
  • 10.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA (PÁG. 32/33, DOCUMENTO 9A) A Declaração dos direitos do Homem e do Cidadão (26 de agosto de 1789):  Legitimou as conquistas obtidas – resistência à opressão  Fundamentou a futura Constituição – soberania popular e separação de poderes  Estabeleceu as bases da nova ordem social e política.  Proclamou os direitos naturais: • Liberdade • Igualdade de direitos • Propriedade • Tolerância Fim do Absolutismo Fim da sociedade de Ordens Súbdito torna-se cidadão Os valores que transmite são UNIVERSAIS o que explica a sua repercussão
  • 11.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA Constituição Civil do Clero (julho de 1790):  Os bens do clero são confiscados  O clero secular é obrigado a fazer um juramento de fidelidade perante a nação, • Tornam-se funcionários públicos • Separação do poder religioso e político  As ordens religiosas são extintas  Houve uma descristianização da sociedade levada a cabo por deístas, ateus e revolucionários  Conflitos com o Papa  Divisão interna: baixo clero jura a constituição e adere à revolução, o alto clero parte para a Aústria e Prússia Caricatura sobre o decreto de supressão das ordens religiosas O emagrecedor patriota (gravura satírica de 1789).
  • 12.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA A reorganização administrativa  Descentralização organizativa • 83 Departamentos divididos em distritos, cantões e comunas  Os funcionários dos orgãos eleitos, são pagos pelo Estado e superintendem: • Aplicação das leis • Ensino • Polícia • Fiscalidade – imposto direto sobre receitas e rendimentos aplicado a todos os grupos sociais • Obras públicas • Higiene pública Mapa da França dividida em 83 departamentos e subdividida em distritos com as principais cidades dos cantões. Foi apresentado ao rei e à Assembleia Nacional em 1791
  • 13.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA (PÁG. 32/33, DOCUMENTO 9A) A reorganização económica  Livre circulação de produtos com a abolição das alfândegas internas  Extinção dos monopólios.  Uniformização do sistema de pesos e medidas.  Agricultura: • Liberdade de cultivo e emparcelamento • Baldios entregues aos mais pobres  Indústria:  Fim das corporações  Liberdade de empresa Liberalismo Económico
  • 14.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA Sob as insígnias do barrete frígio, da cocarde e da bandeira tricolor, a França proclama ao Mundo os princípios da “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. Bandeira Cocarde Barrete frígio
  • 15.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA (PÁG. 36, DOCUMENTO 13) Monarquia Constitucional (1791-1792)  Constituição estabelece: • monarquia constitucional • soberania da Nação, • divisão de poderes, • primado da lei, • igualdade dos cidadãos MAS Sufrágio censitário e sistema representativo Ativos (15% da população) • Homens com mais de 25 anos • Pagamento de imposto igual ou superior a 3 dias de trabalho (apenas o poder económico garante a educação necessária ao bom entendimento) • Voto indireto, só elegem os verdadeiros eleitores (pagam imposto superior ou igual a 10 dias de trabalho (0,18% da população) • BURGUESIA controla a política Passivos • Sem direitos políticos • Têm direitos naturais(liberdade, igualdade, segurança,…) • Direitos cívicos (liberdade de expressão, crença, reunião…) • Mulheres fora da cidadania
  • 16.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA Monarquia Constitucional (1791-1792)  Separação de poderes • Poder legislativo: Assembleia Legislativa → deputados eleitos por 2 anos. → Discutem e aprovam leis, → decidem da paz e da guerra. • Poder executivo: Rei → Escolhe o governo → Comandante militar(exército e marinha) → Poder de veto suspensivo das leis por 2 anos (conceito de esquerda e direita) → Poder submetido à Constituição e à lei. • Poder judicial: Tribunais → juizes independentes → eleitos → Tribunal Superior (julga ministros, deputados, governadores.) Luís XVI jura a Constituição (gravura anónima).
  • 17.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA Monarquia Constitucional (1791-1792)  Grande instabilidade interna e externa. • Internamente : • disputas ideológicas de revolucionários/ contrarrevolucionários e entre os próprios revolucionários. • Perigo de guerra civil. • distúrbios populares pelo país • crise económica • Indecisão e desconfiança do rei que em 1791 faz uma tentativa gorada de fuga (Varennes) • Externamente: • ameaça das monarquias absolutistas da Europa: → Receavam a difusão dos ideais revolucionários → Pressão dos fugitivos (emigrados) → 1792: Aústria, a Prússia e a Saxónia decidem invadir a França: A detenção da familia real, em Varennes, O regresso da familia real a Paris
  • 18.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA O Fim da Monarquia Constitucional  Perante a invasão externa a Assembleia Legislativa francesa declara a Nação em perigo: • Ocorre o movimento insurreccional popular (dos “sans- culottes”) • O povo de Paris assalta o Palácio das Tulherias – o rei é preso. (10 de agosto) • Invasão da Assembleia Legislativa e sua dissolução • Suspensão do rei • Constituição de 1971 deixa de funcionar. • Assembleia é substituída por um Conselho Executivo Provisório • Eleição de uma nova Assembleia Constituinte: a Convenção Nacional Instauração da República (22 de setembro de 1792- Ano I) O assalto às Tulherias A prisão de Luís XVII e da familia real, Levados para o Templo
  • 19.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA Os sans-culottes Grupo de cidadão passivos, trabalhadores urbanos, que defendiam a igualdade política e económica bem como uma democracia direta e que tiveram muita influência, pela pressão que exerciam sobre a Convenção
  • 20.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA (PÁG. 44, DOCUMENTO 18B) A obra da Convenção (1792-1795)  Divisão interna entre os que defendem o exílio do rei (girondinos) e os que defendem a sua execução (montanheses-jacobinos) • Julgamento e execução do rei em janeiro de 1793 • Julgamento e execução de Maria Antonieta em outubro de 1793  É criada uma nova constituição - 1793 • Estabelece o sufrágio universal direto (Homens) • Nunca entra em vigor Execução de Luís XVI Execução de Maria Antonieta
  • 21.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA A obra da Convenção (1792-1795)  Dificuldades internas • Revoltas de Monárquicos e católicos (guerra civil-Vendeia) • Pressão dos sans-culottes • Junho de 1793- os Montanheses prendem e executam os deputados girondinos.  Dificuldades externas • Ataque da coligação de paises europeus-a França sofre pesadas derrotas militares(Pág. 47, Documento 22) Nação em Perígo Governo Revolucionário- Período de Terror Robespierre, Marat e Danton Massacre da Vendeia Jean Denis, conde de Lanjuinais na tribuna da Convenção
  • 22.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA
  • 23.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA O Período de Terror (1793 a 1795)  Decristianização da sociedade • Perseguição de padres refractários • Fecho de igrejas • Casamento e divórcio como actos civis • Culto à Razão e ao Ser Supremo • Calendário revolucionário  Medidas de cariz social • Subsídios (desemprego, velhice, invalidez) • Assistência a doentes e idosos • Abonos de família • Partilha dos bens dos suspeitos pelos indigentes • Abolição da escravatura nas colónias • Instrução gratuita e obrigatória Quadro alegórico do Festival do Ser Supremo. Execução das Carmelitas
  • 24.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA Calendário revolucionário → Eliminação dos domingos e feriados religiosos → Composto por 12 meses de 30 dias • Cada mês tinha 3 semanas • Cada semana tinha 10 dias • Cada dia tinha 10 horas • Cada hora tinha100 minutos • Cada minuto tinha 100 segundos. → Cada dia tinha uma designação única, que só se repetiria no ano seguinte, com nomes de plantas, flores, frutas, animais e pedras. → Acrescentava-se, anualmente, cinco dias complementares – sans-cullote (de 17 a 21 de setembro) → A cada 4 anos acrescentava-se um sexto dia, o Dia da Revolução → Foi utilizado na França até 1806
  • 25.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA O Período de Terror (1793 a 1795)  Governo ditatorial e centralizado determina que: • os interesses do Estado (laico e republicano)estão acima dos interesses privados; • a independência da Nação e a igualdade social estão acima das liberdades individuais.  São estabelecidas medidas de repressão contra girondinos e contra-revolucionário • Lei dos Suspeitos (criação dos tribunais revolucionários); • Certificados de Civismo; • Tribunais Revolucionários; • Comités de Vigilância Patriótica(Comité de Segurança Pública e Comité de Salvação Nacional) São feitas detenções, julgamentos e execuções sumárias (mais de 40.000 morrem na guilhotina) “A fornada de Girondinos” 1793 Terror revolucionário
  • 26.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA O Período de Terror (1793 a 1795)  Medidas radicais • Recrutamento obrigatório • Lei do Máximo (congelamento de salários e preços) • Eliminação da livre concorrência • Empréstimos forçados aos ricos • Partilha dos bens comunais e dos bens dos suspeitos • Nacionalização e venda dos bens dos emigrados • Imposto progressivo sobre os ricos • Legalização da violência • Fim da guerra civil • Fortalecimento do exército e vitórias militares.
  • 27.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA O fim do governo revolucionário e da república jacobina Excessos de Robespierre (manda executar Danton) O 9 Termidor 27 de Julho de 1794- golpe de Estado • Robespierre e aliados são executados • Desmantela-se o governo revolucionário e as suas bases de apoio • Inicia-se a perseguição aos jacobinos e sans- culottes (TERROR BRANCO) • Inicia-se a Convenção Termidoriana –controlada pelos Girondinos (Revolução Burguesa) Objectivos: restabelecer a concórdia e a paz civil; elaborar uma nova Constituição O 9 Termidor, de Raymond Auguste Quinsac Monvoisin O Terror Branco
  • 28.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA Líderes Jacobinos Jean-Paul Marat (1743-1793); Georges Jacques Danton (1759-1794) e Maximilien de Robespierre Execução de Danton (1794)Assassinato de Marat por uma Girondina (1793) Execução de Robespierre (1794)
  • 29.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA (PÁG. 52, DOCUMENTO 26B) Constituição do Ano III (1795)
  • 30.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA O Diretório (1795-1799)  Constituição de 1795 ou do Ano III estabelece: • Regime republicano e laico; • Voto censitário e indireto • Divisão de poderes • Liberalismo económico (fim da Lei do Máximo) • Restrições ao direito de liberdade (de imprensa e de associação) • Igualdade (só perante a lei); • Direito à propriedade;  Omite direitos • à instrução • ao trabalho • à insurreição • à assistência Constituição conservadora e burguesa. Paul Barras, presidente do diretório de 1795 a 1799.
  • 31.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA O Diretório (1795-1799)  Poder legislativo • Conselho dos Quinhentos (faz as leis) e Conselho dos Anciãos (ratifica as leis);  Poder executivo: 5 diretores • Nomeiam ministros • Administram • Controlam o exército, a polícia • Diplomacia  Poder Judicial • Tribunais Membros do diretório Os incriveis e as maravilhosas
  • 32.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA O Diretório (1795-1799) Dificuldades:  Internas • Oposição de realistas e radicais jacobinos → repressão; golpes de estado; anulação de eleições • Situação financeira catastrófica • Quebra de produção e comércio • Clivagens sociais → miséria e revoltas populares.  Externas • Vitoriosa política de conquistas e anexações territoriais (Destaca-se o general Napoleão Bonaparte) Golpe de Estado do 18 Brumário (novembro de 1798) liderado por Napoleão FIM DO DIRETÓRIO Os barrigas vazias nas ruas de Paris, guache de Lesueur, c. 1795. Bonaparte na sala do Conselho dos Quinhentos, de François Bouchot, 1840.
  • 33.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA (PÁG. 54, DOCUMENTO 28 A,B EC) O Consulado (1799-1804) Constituição do ANO VIII (1799)  Estabelece o sufrágio universal mas indireto  Poder executivo: Primeiro Cônsul (Napoleão) • nomeia outros cônsules • tem a iniciativa das leis, diplomacia, guerra, • nomeia juízes.  Poder legislativo • 4 Assembleias. Constituição do ANO X (1802)  Napoleão torna-se Cônsul Vitalício Afirmação do poder pessoal e autoridade de Napoleão Bonaparte Napoleão, Primeiro-Cônsul, de A.-J. Gros, 1802.
  • 34.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA (PÁG. 54, DOCUMENTO 28 A,B EC) O Consulado (1799-1804) Obra do consulado  Estabele a paz com a Aústria e a Inglaterra  Consolidação das conquistas burguesas  Centralização da administração e da justiça • Reforma da administração local (Prefeitos ou maires, funcionários do Governo)  Recuperação financeira • Nas finanças e fiscalidade estabelece contribuições diretas • Cria nova moeda (franco germinal) • Criação do Banco de França (faz empréstimos ao Estado e emite moeda) Consulado com Napoleão ao centro
  • 35.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA O Consulado (1799-1804) Obra do consulado  Reconciliação nacional • Fim da perseguição a realistas e radicais • Concordata com a Igreja Católica • Estabelece o livre exercício dos cultos protestantes • Cria a Legião de Honra, atribuída por serviços prestados à pátria) • Cria Liceus para filhos de burgueses e bolseiros • Promulga o Novo Código Civil (1804) que: • Unifica legalmente a França • Estabelece a Propriedade como direito inviolável • Estabelece a autoridade paternal • Estabelece o controlo dos operários pelo patronato (a Caderneta); • Estabelece a igualdade perante a lei e a liberdade de consciência. Assinatura da concordata entre a Santa Sé e 1.º Consul Napoleão Bonaparte, 1801 Primeira distribuição das decorações da Legião de Honra
  • 36.
    DA NAÇÃO SOBERANAAO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO BURGUESA O Império (1804-1814) No ano XII da Revolução é Proclamado pelo Senado e pelo Trbunado Imperador Hereditário A 2 de dezembro de 1804 autocoroa-se imperador perante o Papa É o fim da Revolução A sagração de Napoleão em Notre-Dame de Paris, pormenor do quadro de J.-L. David.
  • 37.
    IMPÉRIO Jean-Auguste-Dominique Ingres :Napoléon sur le trône impérial, 1806
  • 38.
    DEVES SABER  Analizara situação económico-financeira, social e política da França nas vésperas da Revolução-  Explicar a transformação dos Estados Gerais em Assembleia Nacional Constituinte  Relacionar a abolição dos direitos feudais e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão com a destruição do Antigo Regime  Caracterizar a monarquia constitucional  Compreender a transformações revolucionárias de 1789 a 1792 como uma afirmação da igualdade dos direitos e da soberania nacional sobre a legitimidade dinástica  Mostrar o ascendente dos sans-culottes e dos ideais jacobinos na atuação da Convenção Republicana  Analisar a ação do Diretório  Relacionar a intervenção política de Napoleão Bonaparte com o triunfo da revolução burguesa  Identificar a revolução como momento de rutura e de mudança irreversível de estruturas  Identificar as alterações da mentalidade e dos comportamentos que acompanharam as revoluções liberais E AINDA  Interpretar documentos escritos e iconográficos relacionando-os com os conteúdos  Integrar a análise de documentos nas tuas respostas e análise de conteúdos