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História A - Módulo 6
A civilização industrial – economia e sociedade;
nacionalismos e choques imperialistas
Unidade 2
A sociedade industrial e urbana
http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
Módulo 6, História A 2
A explosão populacional; a expansão urbana; e o novo urbanismo;
migrações internas e emigração
Entre 1800 e 1914 a população mundial duplicou, há um
crescimento acentuado da população sobretudo nos países
industrializados, pelo que se fala de explosão demográfica;
A Europa representa 20% da população mundial em 1800 e 27,5%
em 1900;
A Ásia e África, neste período tiverem um crescimento de 33% a
Europa duplicou o número de habitantes;
Em 1900, a densidade populacional europeia era de 40 habitantes
por km2;
Módulo 6, História A 3
A vida em Londres no século XIX
http://www.youtube.com/watch?v=KlNzeoyAokE
Módulo 6, História A 4
Ainda teremos de somar a emigração europeia para a América,
África e Oceânia (Austrália e Nova Zelândia);
Por isso a explosão demográfica é uma explosão caucasiana, em
1900, um em cada quatro seres humanos era europeu;
No entanto na própria Europa o crescimento é desigual;
A Europa do Norte, industrializada, cresce a um ritmo muito
superior da Europa do Sul e Oriental;
Os países que têm uma maior taxa de crescimento são a Inglaterra
(78%) e a Alemanha (64%);
Módulo 6, História A 5
Novo modelo demográfico:
Diminuição da mortalidade (melhores cuidados médicos; maior
abundância de alimentos; progressos na higiene);
Diminuição da elevada natalidade;
Descida da idade do casamento;
Aumento da esperança média de vida;
Aumento da densidade populacional;
Módulo 6, História A 6
Na medicina difundiu-se a vacina contra a varíola, seguida do
aparecimento de outras; são realizadas operações com anestesia, e
são utilizados os desinfetantes;
Estão disponíveis mais alimentos em qualidade e variedade;
A higiene melhora a nível individual e a nível público (esgotos e
estações de tratamento de água potável, edifícios de tijolos,
substituindo os de madeira, difusão da utilização do sabão);
Aumenta, nos países industrializados, a esperança de vida, 50
anos no início do século XX (mais 15 anos que em 1850);
As taxas de natalidade mantiveram-se elevadas, decrescendo
significativamente após 1860;
Módulo 6, História A 7
Esta explosão demográfica levou ao renascimento das ideias de
Thomas Malthus (malthusianismo);
Foi nas classes mais abastadas que se iniciou o controlo voluntária
dos nascimentos que pouco a pouco se foi estendendo ao
proletariado;
A criança passa a ser o centro da família burguesa, há um
investimento social e afetivo na criança
Módulo 6, História A 8
A expansão urbana
Durante o século XIX, as cidades cresceram em número, em
superfície, em número de habitantes e em densidade
populacional, em especial nos países industrializados;
Na Europa em 1800 existiam 23 cidades com mais de cem mil
habitantes, em 1850 eram 42, em 1900 eram 135;
Em 1915, 15% das cidades têm mais de cem mil habitantes;
Módulo 6, História A 9
Nos EUA, o crescimento urbano é espetacular, em 1900,
Nova Iorque é a segunda maior cidade do mundo para no
início da Primeira Guerra Mundial, suplantar Londres;
Na Europa a taxa de crescimento urbano ultrapassou,
pela primeira vez em mil anos, o crescimento rural;
Módulo 6, História A 10
Causas do crescimento urbano:
O crescimento natural das populações;
Êxodo rural, as populações do campo são atraídas pelos melhores
salários nas fábricas e outras atividades urbanas;
Sobretudo na Inglaterra e Alemanha esta emigração rural é
esmagadora, a maior parte da população vive em cidades no início
da Primeira Guerra Mundial;
Estas migrações provocaram um acentuado recuo da população a
trabalhar no setor primário, e um aumento dos setores secundário
e terciário, a estrutura profissional modificava-se;
Módulo 6, História A 11
A imigração é outro fator de crescimento, a população
rural dos países mais atrasados emigra para as cidades
dos países mais desenvolvidos;
A cidade torna-se o símbolo do progresso, da riqueza, do
espetáculo, da cultura, do sucesso profissional, social e
pessoal;
Quem emigra para a cidade, procura não só emprego mas
também promoção social e busca a modernidade;
Módulo 6, História A 12
Os problemas da vida urbana:
As cidades não estavam preparadas para este crescimento
repentino;
Em primeiro lugar, para o recém-chegado, representa uma rutura
com o modo de vida no campo;
Módulo 6, História A 13
Problemas de circulação: sobrelotação dos centros urbanos e
mediocridade dos transportes públicos;
Problemas de falta de espaço e de habitação: o proletariado vivia
em bairros construídos no subúrbios, na maior parte das vezes
com condições insalubres, no centro constrói-se em altura, marca
dos centros urbanos norte-americanos;
Módulo 6, História A 14
Problemas de higiene e saúde pública: habitações mal construídas ,
sem saneamento; ruas sem pavimentação, sem iluminação;
Muitas vezes estes bairros operários eram assolados por epidemias
de cólera e tuberculose;
Problemas de abastecimento: de alimentos, água e combustíveis,
Módulo 6, História A 15
Problemas de desregulamento da vida social e
delinquência: a degradação da vida urbana levou a
surgirem problemas de alcoolismo, prostituição, filhos
ilegítimos, miséria, mendicidade, marginalidade,
criminalidade;
Módulo 6, História A 16
Para os moralistas a cidade era o símbolo da destruição dos valores
tradicionais;
Nas cidades organizavam-se manifestações, surgiam greves,
fermentavam as ideias revolucionárias entre a classe operária;
Punha-se em causa o domínio da burguesia;
Módulo 6, História A 17
Perante o avolumar destas problemáticas as autoridades urbanas e
os governos começaram a repensar a organização urbana;
Vai surgir um novo urbanismo pensado por engenheiros e
arquitetos;
Ao longo do século XIX, nas principais cidades do mundo
industrializado vão realizar-se profundas obras de renovação,
reordenamento e requalificação urbana;
Módulo 6, História A 18
As cidades tinham crescido, muitas vezes englobando as cidades
vizinhas mais pequenas;
Módulo 6, História A 19
O novo urbanismo desenvolve duas vertentes principais:
Criar espaços para a burguesia;
Proporcionar condições de habitação mais dignas aos operários;
Nas cidades europeias são iniciadas grandes obras nos centros
urbanos, é o local mais cuidado da cidade, é o espaço burguês, os
operários são relegados para os subúrbios;
Módulo 6, História A 20
Muralhas e edifícios antigos são derrubados para construir os
novos edifícios do orgulho burguês: bancos, Bolsas de Comércio,
grandes armazéns, mercados, edifícios municipais e
governamentais, teatros, estações ferroviárias, museus, cafés,
ópera, etc.;
Módulo 6, História A 21
Os centros das cidades americanas crescem em altura;
As mais famosas obras foram executadas em meados do século XIX,
em Paris, pelo barão Haussmann;
As zonas verdes são arranjadas, as ruas e passeios pavimentados,
são abertas grandes avenidas e praças facilitando a circulação e
racionalizando a cidade;
São construídos esgotos e é dada atenção ao fornecimento de água
potável e à iluminação pública das ruas;
Módulo 6, História A 22
Módulo 6, História A 23
Os bairros operários, nos subúrbios raramente foram alvo
dessa atenção urbanística e continuaram a ser habitações
com poucas condições de habitabilidade;
O crescimento urbano replicou as diferenças sociais, e ricos e
pobres foram segregados geograficamente nas cidades;
Módulo 6, História A 24
Migrações internas e emigração
No século XIX, a principal origem das migrações internas foi o campo,
porque a mecanização da agricultura tinha roubado empregos ou
porque a agricultura de subsistência não proporcionava rendimentos
suficientes;
O êxodo rural, sobretudo em Inglaterra e na Alemanha, foi o grande
responsável pelo crescimento urbano;
Os camponeses e camponesas procuravam nas cidades empregos nas
fábricas, caminhos de ferro, construção civil e nos serviço doméstico;
Para além destas emigrações definitivas também existiam migrações
sazonais, realizadas em determinadas alturas do ano em trabalhos
temporários;
Módulo 6, História A 25
Na Ásia os chineses emigraram para a América;
Na Europa também existiram vários movimentos populacionais;
Mas o grande contingente de emigração foi da Europa para o resto
do Mundo;
45 milhões de europeus emigraram ao longo do século XIX para a
América, (EUA, Canadá e América Latina), Oceânia (Austrália e Nova
Zelândia, África, Cáucaso (russos) ;
Dá-se uma explosão branca à escala global;
Módulo 6, História A 26
Quais as causas desta emigração em massa?
Pressão populacional: governos e sindicatos apoiavam as políticas
de emigração como forma de resolver o problema do emprego;
Problemas no mundo rural: nos países mais desenvolvidos os
trabalhadores rurais eram substituídos por máquinas e nos mais
atrasados persistiam as fomes provocadas por maus anos agrícolas
(fomes na Irlanda na década de 1840 levou à emigração de 1/7 da
sua população;
Módulo 6, História A 27
Problemas ligados à industrialização: uma industrialização rápida
(Inglaterra) produzia desemprego tecnológico, os homens eram
substituídos por máquinas, nos países mais atrasados, a
industrialização lenta não oferecia empregos em quantidade
suficiente;
Revolução dos transportes: embarateceu o preço das passagens,
nomeadamente nos barcos a vapor;
Módulo 6, História A 28
Idealização dos países de destino: Os EUA (receberam metade da
emigração) e o Brasil (principal destino da emigração portuguesa)
eram vistos como a terra das oportunidades, e onde existiam
possibilidades de enriquecimento e promoção social;
Fuga a perseguições políticas e religiosas: Europeus que fogem
devido a serem perseguidos pelas suas convicções políticas ou
religiosas. Movimentos revolucionários falhados na França (1848),
Polónia (1831,1863), Alemanha (1840, 1871).Perseguições aos
judeus russo, etc.;
Módulo 6, História A 29
Os ritmos e origens da emigração foram variando ao longo do
século XIX;
Até 1880 existiu uma forte emigração da Grã-Bretanha e Norte da
Europa;
A partir dessa data engrossou a corrente eslava, latina, alemã,
escandinava e balcânica;
Só a França não teve um grande contributo para esta emigração
europeia;
A emigração europeia foi uma válvula de escape para as múltiplas
tensões (sociais, económicas, políticas, religiosas) que se viviam no
Velho Continente;
Módulo 6, História A 30
A emigração portuguesa
Na década de 1870, cerca de 10 mil portugueses emigram
anualmente;
Na década 1880 esse número sobe para 18 mil;
A maior parte tinham como destino o Brasil, era a terra das
oportunidades, da possibilidade de enriquecer;
A lenta industrialização portuguesa não possibilitava empregos para
cobrir o crescimento demográfico;
No início do século XX cerca de 80% dos portugueses viviam no
campo;
Módulo 6, História A 31
No norte a pequena propriedade rural, onde se praticava uma
agricultura de subsistência não proporcionava lucros e no Sul havia
falta de trabalho por causa da concorrência dos cereais americanos;
A emigração portuguesa foi uma forma de fugir à fome e à
proletarização.
Módulo 6, História A 32
Unidade e diversidade na sociedade oitocentista
As revoluções liberais levaram ao progressivo fim da sociedade do
Antigo Regime, a sociedade de ordens é substituída por uma
sociedade de classes;
A igualdade dos cidadãos perante a lei leva ao fim dos privilégios da
nobreza e do clero;
Na sociedade de classes o que determina a posição social é a posse
de riqueza e de propriedades;
A sociedade de classes é mais aberta e a mobilidade social é
constante;
Módulo 6, História A 33
A sociedade do século XIX divide-se em dois grandes grupos:
Burguesia que domina mas também se divide em vários estatutos
sociais (alta, média, pequena burguesia);
Proletariado que providencia a força de trabalho;
Nesta sociedade é possível a um indivíduo de baixa condição social
alcançar o topo da hierarquia social;
Módulo 6, História A 34
A base do pensamento liberal assenta na ideia que a capacidade e
inteligência de cada um tornará possível a sua subida na escala
social;
Depois de alcançado o topo deveria assegurar-se a continuidade
através de estratégias que permitissem a permanência nos mais
altos escalões;
Módulo 6, História A 35
A alta burguesia empresarial e financeira é constituída pelos
empresários industriais, banqueiros, diretores das grandes
companhias de transportes e comunicações e proprietários de
grandes empresas de negócios;
Devido à concentração das atividades económicas a alta burguesia
domina o poder económico, controla os meios de produção e o
acesso às matérias-primas;
Módulo 6, História A 36
O poder tem tendência a manter-se num número reduzido de
famílias, surgem as dinastias burguesas, nos mais variados ramos
económicos:
França: Schneider, Peugeot, Périer;
Alemanha: Krupp, Fürstenberg, Rothschild;
Itália: Agnelli, Pirelli
EUA: Rockefeller
Módulo 6, História A 37
Ao poder económico a alta burguesia junta o poder político,
criando grupos de pressão (lobbies) ou participando diretamente
nas decisões políticas como deputados ou ministros;
Influenciam as tomadas de decisões dos governos de forma a
favorecerem os seus interesses;
Difundem as suas ideias na imprensa e jornais;
Através da publicidade lançam modas;
Influenciam o ensino;
Divulgam os seus valores de modo a influenciarem a opinião pública
de acordo com os seus interesses;
Módulo 6, História A 38
A alta burguesia vai desenvolver comportamentos e valores
próprios;
Em muitas atitudes vão imitar a antiga nobreza, adquirindo
propriedades, muitas vezes compradas à nobreza, nas cidades
mandam construir palácios;
Organizam festas, bailes, e outros sinais exteriores de riqueza;
Os seus filhos frequentam as melhores escolas;
Muitas vezes estabelecesse uma comunidade de interesses entre a
antiga aristocracia e a lata burguesias, e muitos casamentos são
realizados;
Módulo 6, História A 39
Outras vezes a alta burguesia era nobilitada pelos serviços
prestados;
Assiste-se a uma fusão de interesses entre a velha e a nova elite;
Módulo 6, História A 40
A burguesia foi lentamente desenvolvendo uma consciência de
classe, afirmando-se como um grupo autónomo com os seus
próprios valores e comportamentos;
O culto da ostentação e do luxo foi sendo substituído pela
valorização do trabalho, do estudo, da poupança, da moderação e
da prudência;
Estas são as virtudes burguesas;
Nelas a família assumia um papel relevante, e dá-se muita
importância à solidariedade familiar;
Módulo 6, História A 41
A maior parte pertence ao setor terciário das atividades
económicas;
Muitos provêm das classes mais baixas;
É um grupo conservador (contra todas as mudanças sociais e
económicas);
Módulo 6, História A 42
A burguesia distancia-se do culto da ociosidade das elites
aristocráticas e mostram a sua riqueza como fruto do trabalho, da
iniciativa e do esforço pessoal;
Atribuem a pobreza à preguiça, e à falta de empenho e talento;
Apontam como exemplos os casos de ascensão de pessoas de
origem humilde, os “self-made men” que também são o exemplo da
mobilidade social da nova sociedade;
Módulo 6, História A 43
As classes médias são constituídos por um numeroso e heterogéneo
grupo de pessoas;
Situam-se entre a alta burguesia e o proletariado;
Este grupo é constituído pelas pessoas que não executam trabalhos
manuais mas também não pertencem à alta burguesia;
Módulo 6, História A 44
O desenvolvimento do setor terciário fez engrossar este grupo;
A maior parte destas profissões vão ficar conhecidas como
“colarinhos brancos”, distinguindo-os dos trabalhadores que se
sujavam no exercício da sua profissão;
Módulo 6, História A 45
Pequenos empresários industriais que, apesar de afetados pelas
crises e pela concentração empresarial, não cessaram de crescer;
Profissões liberais todos os que trabalhavam por conta própria
(advogados, médicos, professores);
Empregados de escritórios e funcionários públicos que veem o seu
número crescer devido ao desenvolvimento dos serviços e do
Estado. Muitas vezes ganham menos que operários mas têm
estatuto social. É um tipo de emprego muito procurado;
Módulo 6, História A 46
Professores são cada vez mais numerosos. Transmitem os valores
da burguesia nas escolas. Profissão mal paga mas com prestígio;
Empregados comerciais todos os que trabalhavam no comércio;
Pessoas com rendimentos tais como proprietários, investidores na
Bolsa, etc.;
Módulo 6, História A 47
As classes médias, criam a sua consciência de classe, eram grandes
defensoras dos valores da burguesia;
Muitos deles tinham origens humildes e sonhavam subir na
sociedade, sobretudo tinham pavor de voltarem a ser proletários;
São conservadores e defensores da ordem e moral públicas;
Módulo 6, História A 48
Veem com desconfiança a contestação dos operários;
Cultivam a ordem, o estatuto, o respeito pelas hierarquias, a
importância da poupança, o respeito pelo trabalho;
Procuram pequenos luxos como comprar uma moradia, uma boa
escola para os filhos, idas ao teatros e à ópera, férias, etc.;
Módulo 6, História A 49
O respeito pela família é o pilar da moral burguesa;
Advogam uma moral austera (puritanismo) e o culto das aparências;
Na família burguesa o poder está no homem, as qualidades
domésticas na mulher a obediência nos filhos;
As festas da classe média decorriam em família (aniversários,
casamentos, etc.);
Módulo 6, História A 50
A condição operária: salários e modos de vida
A Revolução Industrial criou, nos escalões inferiores da sociedade,
um novo grupo social, o operariado;
O liberalismo económico, ao abster-se de intervencionar a vida
económica, deixou os operários nas mãos dos grandes industriais;
Módulo 6, História A 51
Os proletários não têm qualquer poder sobre a produção que
pertence à burguesia, os operários apenas possuem os seus filhos
(prole) e um salários pelo seu trabalho;
O salário não é regulamentado, e baixa ou sobe de acordo com os
interesses dos donos das indústrias;
Os operários viveram e trabalharam em condições muito precárias
e difíceis;
Módulo 6, História A 52
Os proletários que no século XIX afluíam às cidades eram o produto
da falta de empregos na agricultura e da ruína dos pequenos
proprietários rurais ou das atividades artesanais;
Chegavam às cidades sem qualquer preparação, foram uma mão de
obra não qualificada e foram explorados e sujeitos a grandes
arbitrariedades;
Módulo 6, História A 53
Os operários foram sujeitos a variadíssimos problemas:
Salários precários e baixos, completamente dependentes dos jogos
da oferta e da procura. Quando os lucros diminuíam ou a ganância
dos patrões era muita, os salários baixavam, muitas vezes abaixo do
limiar de sobrevivência;
Horários de trabalho que podiam chegar às 16 horas diárias;
Ausência de direito a férias, descanso semanal, subsídio de
desemprego, reforma ou doença;
Mão de obra infantil que recebia por vezes metade do salário dos
homens. As mulheres também tinham salários mais baixos;
Módulo 6, História A 54
O cinema
Os irmãos Lumière
http://www.youtube.com/watch?v=BO0EkMKfgJI
Módulo 6, História A 55
Ausência de redes de solidariedade. Oriundos do campo tinham de
sobreviver na cidade sem o apoio familiar;
Locais de trabalho sem condições mínimas;
Elevado risco de contrair doenças profissionais que levavam ao
despedimento;
Proibição de todos os tipos de manifestações ou reivindicações
(greve era proibida por lei);
Módulo 6, História A 56
Habitações sem condições de habitabilidade e muitas vezes
sobrelotadas;
Estavam sujeitos a uma alimentação pobre e desequilibrada;
Mal alimentados, sem tempo para descansar, habitando em bairros
insalubres eram muitas vezes vítimas de doenças, as epidemias de
cólera eram frequentes;
Perante este quadro de problemas e pobreza extremas os problemas
a ele associados eram frequentes: alcoolismo, prostituição,
criminalidade, mendicidade, etc.;
Módulo 6, História A 57
Módulo 6, História A 58
O movimento operários: associativismo e sindicalismo
Os primeiros movimentos contra estas duras condições de trabalho
e de vida foram espontâneas e desorganizadas;
Um dos primeiros foi liderado por Ned Ludd, em Inglaterra, entre
1811 e 1818. Foi o “luddismo”, era um movimento que levava os
operários a destruírem máquinas (mecanoclasta) que roubavam o
trabalho;
Outros movimentos semelhantes, bem como greves e outras
manifestações irromperam por toda a Europa;
Módulo 6, História A 59
As medidas de repressão foram extremamente duras: os operários
foram perseguidos, presos e até condenados à morte;
Esta violenta repressão levou os operários a organizarem as suas
lutas;
Esta organização assumiu , essencialmente, duas formas:
Módulo 6, História A 60
Associativismo – para substituir as tradicionais solidariedades
familiares, da igreja ou das confrarias, criaram-se associações de
socorros mútuos, ou mutualidades;
Os associados pagavam uma quota e eram apoiados em caso de
doença, morte, acidentes, desemprego, etc.;
Também foram criadas cooperativas que eram associações de tipo
económico;
Módulo 6, História A 61
Outra forma de organização do movimento operário foi o
sindicalismo;
Os sindicatos são organizações que agregam os trabalhadores de um
determinado ramo profissional, para protegerem os seus interesses;
Os sindicatos começaram por ser organizações clandestinas:
Lutavam pela melhoria das condições de trabalho através de
manifestações e greves;
Módulo 6, História A 62
A legalização dos sindicatos, a influência de doutrinas políticas
como o socialismo e o anarquismo levaram ao crescimento dos
sindicatos;
A partir de 1870-80, a força dos sindicatos cresce visivelmente;
Os sindicato britânicos, as Trade Unions, transformaram-se em
organizações de massas;
Módulo 6, História A 63
Nos países industrializados os sindicatos organizam-se e
multiplicavam-se;
Reivindicam o dia de trabalho de 8 horas, melhores salários, dia de
descanso semanal, indeminização em caso de acidente de
trabalho, etc.;
As lutas operárias foram muitas vezes reprimidas violentamente;
No dia 1 de maio de 1886, em Chicago (EUA) 500 mil trabalhadores
saíram às ruas, em manifestação pacífica, exigindo a redução da
jornada para oito horas de trabalho. A polícia reprimiu a
manifestação, dispersando a concentração, depois de ferir e matar
dezenas de operários;
Módulo 6, História A 64
Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris,
decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos
Trabalhadores, um dia de luto e de luta. E, em 1890, os
trabalhadores americanos conquistaram a jornada de trabalho de
oito horas;
As greves foram uma das melhores armas porque paravam a
produção e causavam diminuição dos lucros;
Fruto destas lutas as duras condições do trabalho forma-se
suavizando e os salários cresceram;
Módulo 6, História A 65
Os primeiros sindicatos a serem legalizados foram os britânicos;
No último quartel do século XIX, a legislação social nos países
industrializados evoluiu: foram publicadas leis que regulamentavam
o horário de trabalho, o repouso semanal, pensões (velhice,
doença, acidente);
Módulo 6, História A 66
As propostas socialistas de transformação revolucionária da
sociedade
As condições de miséria dos proletários levou vários pensadores a
refletirem sobre esta situação e a proporem medidas de intervir na
sociedade, criticavam a desumanidade do sistema capitalista e
propunham a diminuição das desigualdades sociais;
No século XIX surgem as teorias socialistas que se vão dividir em
dois campos teóricos diferentes;
Módulo 6, História A 67
Socialismo utópico – consistiu em propostas de reforma da
sociedade e alternativas ao sistema capitalista;
Propunham a criação de cooperativas de produção e consumo e
uma maior justiça social. As ideias começaram a surgir por volta de
1820;
Alguns dos principais pensadores foram: Robert Owen, Saint-
Simon, Charles Fourier, etc.;
Módulo 6, História A 68
Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865) foi um dos principais
pensadores;
Propôs a organização de cooperativas de produção e por
conseguinte a abolição da propriedade privada e do estado para
terminar com a “exploração do homem pelo homem”;
A proposta de Proudhon consista na criação de uma sociedade
igualitária de pequenos produtores associados em cooperativas que
seriam capazes de assegurar o bem-estar, sem luta de classes ou sem
a intervenção do Estado;
Módulo 6, História A 69
Socialismo científico (marxismo) – Karl Marx (1818-1883) e
Friederich Engels (1820-1895) publicaram em 1848, o Manifesto do
Partido Comunista;
Nesta obra defendem que a luta de classes, o verdadeiro motor da
História, atravessou todas as épocas históricas e propõem um
modo de atingir uma sociedade sem classes e sem Estado, o
comunismo;
A sociedade burguesa e capitalista será destruída pelo proletariado
que instaurará a ditadura do proletariado;
Nesta fase o estado deterá todos os meios de produção (fim da
propriedade privada) para construir uma sociedade sem classes e
sem exploração, onde o próprio Estado desaparecerá, o comunismo;
Módulo 6, História A 70
Segundo Karl Marx, o modo de produção capitalista assenta na
mais-valia;
O salário do trabalhador não corresponde ao valor do seu trabalho
mas apenas ao valor dos bens de que necessita para sobreviver. A
exploração do proletário é o lucro do capitalista;
Os explorados deveriam lutar contra os exploradores (luta de
classes);
Para Marx era necessário que o proletariado se organizasse em
partidos e sindicatos e conquistasse o poder político;
Módulo 6, História A 71
Marx apela ao internacionalismo proletários, é célebre a frase,
“Proletários de todos os países, uni-vos”, segundo ele a única forma
de lutar contra o capital internacional é os operários também se
organizarem internacionalmente;
Para coordenar a luta a nível internacional surgem as Associações
Internacionais de Trabalhadores ou Internacional Operária
(Internacionais);
Marx redigiu os estatutos da I Internacional (Londres, 1864;
Apoiou a Comuna de Paris (março de 1871) insurreição de
operários em Paris que, após dominar a capital francesa durante 40
dias, foi esmagada com enorme violência, mais de 20 mil revoltosos
foram executados;
Módulo 6, História A 72
Surgem partidos operários com a designação de socialistas ou
sociais-democratas;
Na Internacional surgem teses diferentes de Karl Marx;
Bakunine (1814-1876) criou o anarquismo, criticava no marxismo o
princípio da ditadura do proletariado e da supremacia do Estado e
preconizava a organização dos operários nos sindicatos e outras
associações;
Estes desacordos levaram ao fim da I Internacional em 1876;
Módulo 6, História A 73
A II Internacional (Paris, 1889) afastou os anarquistas, mas surgiu
outra tendência, o revisionismo de Bernstein (1850-1932) que
propunha uma evolução pacífica e gradual do capitalismo para o
socialismo, substituindo a luta de classes por uma colaboração
entre os partidos operários e os burgueses;
Na sequência desta nova proposta os partidos voltaram-se a dividir;
A II Internacional vai desaparecer em 1914 no início da I Guerra
Mundial;
Módulo 6, História A 74
Esquema in “Preparação para o Exame Nacional, História A 11, Porto Editora
Módulo 6, História A 75
Esta apresentação foi construída tendo por base a seguinte
bibliografia:
FORTES, Alexandra; Freitas Gomes, Fátima e Fortes, José, Linhas da
História 11, Areal Editores, 2014
COUTO, Célia Pinto, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo
da História 11, Porto Editora, 2011
SANCHES, Mário, História A, Edições ASA, 2006
2018/2019

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6 02 a sociedade industrial e urbana

  • 1. História A - Módulo 6 A civilização industrial – economia e sociedade; nacionalismos e choques imperialistas Unidade 2 A sociedade industrial e urbana http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  • 2. Módulo 6, História A 2 A explosão populacional; a expansão urbana; e o novo urbanismo; migrações internas e emigração Entre 1800 e 1914 a população mundial duplicou, há um crescimento acentuado da população sobretudo nos países industrializados, pelo que se fala de explosão demográfica; A Europa representa 20% da população mundial em 1800 e 27,5% em 1900; A Ásia e África, neste período tiverem um crescimento de 33% a Europa duplicou o número de habitantes; Em 1900, a densidade populacional europeia era de 40 habitantes por km2;
  • 3. Módulo 6, História A 3 A vida em Londres no século XIX http://www.youtube.com/watch?v=KlNzeoyAokE
  • 4. Módulo 6, História A 4 Ainda teremos de somar a emigração europeia para a América, África e Oceânia (Austrália e Nova Zelândia); Por isso a explosão demográfica é uma explosão caucasiana, em 1900, um em cada quatro seres humanos era europeu; No entanto na própria Europa o crescimento é desigual; A Europa do Norte, industrializada, cresce a um ritmo muito superior da Europa do Sul e Oriental; Os países que têm uma maior taxa de crescimento são a Inglaterra (78%) e a Alemanha (64%);
  • 5. Módulo 6, História A 5 Novo modelo demográfico: Diminuição da mortalidade (melhores cuidados médicos; maior abundância de alimentos; progressos na higiene); Diminuição da elevada natalidade; Descida da idade do casamento; Aumento da esperança média de vida; Aumento da densidade populacional;
  • 6. Módulo 6, História A 6 Na medicina difundiu-se a vacina contra a varíola, seguida do aparecimento de outras; são realizadas operações com anestesia, e são utilizados os desinfetantes; Estão disponíveis mais alimentos em qualidade e variedade; A higiene melhora a nível individual e a nível público (esgotos e estações de tratamento de água potável, edifícios de tijolos, substituindo os de madeira, difusão da utilização do sabão); Aumenta, nos países industrializados, a esperança de vida, 50 anos no início do século XX (mais 15 anos que em 1850); As taxas de natalidade mantiveram-se elevadas, decrescendo significativamente após 1860;
  • 7. Módulo 6, História A 7 Esta explosão demográfica levou ao renascimento das ideias de Thomas Malthus (malthusianismo); Foi nas classes mais abastadas que se iniciou o controlo voluntária dos nascimentos que pouco a pouco se foi estendendo ao proletariado; A criança passa a ser o centro da família burguesa, há um investimento social e afetivo na criança
  • 8. Módulo 6, História A 8 A expansão urbana Durante o século XIX, as cidades cresceram em número, em superfície, em número de habitantes e em densidade populacional, em especial nos países industrializados; Na Europa em 1800 existiam 23 cidades com mais de cem mil habitantes, em 1850 eram 42, em 1900 eram 135; Em 1915, 15% das cidades têm mais de cem mil habitantes;
  • 9. Módulo 6, História A 9 Nos EUA, o crescimento urbano é espetacular, em 1900, Nova Iorque é a segunda maior cidade do mundo para no início da Primeira Guerra Mundial, suplantar Londres; Na Europa a taxa de crescimento urbano ultrapassou, pela primeira vez em mil anos, o crescimento rural;
  • 10. Módulo 6, História A 10 Causas do crescimento urbano: O crescimento natural das populações; Êxodo rural, as populações do campo são atraídas pelos melhores salários nas fábricas e outras atividades urbanas; Sobretudo na Inglaterra e Alemanha esta emigração rural é esmagadora, a maior parte da população vive em cidades no início da Primeira Guerra Mundial; Estas migrações provocaram um acentuado recuo da população a trabalhar no setor primário, e um aumento dos setores secundário e terciário, a estrutura profissional modificava-se;
  • 11. Módulo 6, História A 11 A imigração é outro fator de crescimento, a população rural dos países mais atrasados emigra para as cidades dos países mais desenvolvidos; A cidade torna-se o símbolo do progresso, da riqueza, do espetáculo, da cultura, do sucesso profissional, social e pessoal; Quem emigra para a cidade, procura não só emprego mas também promoção social e busca a modernidade;
  • 12. Módulo 6, História A 12 Os problemas da vida urbana: As cidades não estavam preparadas para este crescimento repentino; Em primeiro lugar, para o recém-chegado, representa uma rutura com o modo de vida no campo;
  • 13. Módulo 6, História A 13 Problemas de circulação: sobrelotação dos centros urbanos e mediocridade dos transportes públicos; Problemas de falta de espaço e de habitação: o proletariado vivia em bairros construídos no subúrbios, na maior parte das vezes com condições insalubres, no centro constrói-se em altura, marca dos centros urbanos norte-americanos;
  • 14. Módulo 6, História A 14 Problemas de higiene e saúde pública: habitações mal construídas , sem saneamento; ruas sem pavimentação, sem iluminação; Muitas vezes estes bairros operários eram assolados por epidemias de cólera e tuberculose; Problemas de abastecimento: de alimentos, água e combustíveis,
  • 15. Módulo 6, História A 15 Problemas de desregulamento da vida social e delinquência: a degradação da vida urbana levou a surgirem problemas de alcoolismo, prostituição, filhos ilegítimos, miséria, mendicidade, marginalidade, criminalidade;
  • 16. Módulo 6, História A 16 Para os moralistas a cidade era o símbolo da destruição dos valores tradicionais; Nas cidades organizavam-se manifestações, surgiam greves, fermentavam as ideias revolucionárias entre a classe operária; Punha-se em causa o domínio da burguesia;
  • 17. Módulo 6, História A 17 Perante o avolumar destas problemáticas as autoridades urbanas e os governos começaram a repensar a organização urbana; Vai surgir um novo urbanismo pensado por engenheiros e arquitetos; Ao longo do século XIX, nas principais cidades do mundo industrializado vão realizar-se profundas obras de renovação, reordenamento e requalificação urbana;
  • 18. Módulo 6, História A 18 As cidades tinham crescido, muitas vezes englobando as cidades vizinhas mais pequenas;
  • 19. Módulo 6, História A 19 O novo urbanismo desenvolve duas vertentes principais: Criar espaços para a burguesia; Proporcionar condições de habitação mais dignas aos operários; Nas cidades europeias são iniciadas grandes obras nos centros urbanos, é o local mais cuidado da cidade, é o espaço burguês, os operários são relegados para os subúrbios;
  • 20. Módulo 6, História A 20 Muralhas e edifícios antigos são derrubados para construir os novos edifícios do orgulho burguês: bancos, Bolsas de Comércio, grandes armazéns, mercados, edifícios municipais e governamentais, teatros, estações ferroviárias, museus, cafés, ópera, etc.;
  • 21. Módulo 6, História A 21 Os centros das cidades americanas crescem em altura; As mais famosas obras foram executadas em meados do século XIX, em Paris, pelo barão Haussmann; As zonas verdes são arranjadas, as ruas e passeios pavimentados, são abertas grandes avenidas e praças facilitando a circulação e racionalizando a cidade; São construídos esgotos e é dada atenção ao fornecimento de água potável e à iluminação pública das ruas;
  • 23. Módulo 6, História A 23 Os bairros operários, nos subúrbios raramente foram alvo dessa atenção urbanística e continuaram a ser habitações com poucas condições de habitabilidade; O crescimento urbano replicou as diferenças sociais, e ricos e pobres foram segregados geograficamente nas cidades;
  • 24. Módulo 6, História A 24 Migrações internas e emigração No século XIX, a principal origem das migrações internas foi o campo, porque a mecanização da agricultura tinha roubado empregos ou porque a agricultura de subsistência não proporcionava rendimentos suficientes; O êxodo rural, sobretudo em Inglaterra e na Alemanha, foi o grande responsável pelo crescimento urbano; Os camponeses e camponesas procuravam nas cidades empregos nas fábricas, caminhos de ferro, construção civil e nos serviço doméstico; Para além destas emigrações definitivas também existiam migrações sazonais, realizadas em determinadas alturas do ano em trabalhos temporários;
  • 25. Módulo 6, História A 25 Na Ásia os chineses emigraram para a América; Na Europa também existiram vários movimentos populacionais; Mas o grande contingente de emigração foi da Europa para o resto do Mundo; 45 milhões de europeus emigraram ao longo do século XIX para a América, (EUA, Canadá e América Latina), Oceânia (Austrália e Nova Zelândia, África, Cáucaso (russos) ; Dá-se uma explosão branca à escala global;
  • 26. Módulo 6, História A 26 Quais as causas desta emigração em massa? Pressão populacional: governos e sindicatos apoiavam as políticas de emigração como forma de resolver o problema do emprego; Problemas no mundo rural: nos países mais desenvolvidos os trabalhadores rurais eram substituídos por máquinas e nos mais atrasados persistiam as fomes provocadas por maus anos agrícolas (fomes na Irlanda na década de 1840 levou à emigração de 1/7 da sua população;
  • 27. Módulo 6, História A 27 Problemas ligados à industrialização: uma industrialização rápida (Inglaterra) produzia desemprego tecnológico, os homens eram substituídos por máquinas, nos países mais atrasados, a industrialização lenta não oferecia empregos em quantidade suficiente; Revolução dos transportes: embarateceu o preço das passagens, nomeadamente nos barcos a vapor;
  • 28. Módulo 6, História A 28 Idealização dos países de destino: Os EUA (receberam metade da emigração) e o Brasil (principal destino da emigração portuguesa) eram vistos como a terra das oportunidades, e onde existiam possibilidades de enriquecimento e promoção social; Fuga a perseguições políticas e religiosas: Europeus que fogem devido a serem perseguidos pelas suas convicções políticas ou religiosas. Movimentos revolucionários falhados na França (1848), Polónia (1831,1863), Alemanha (1840, 1871).Perseguições aos judeus russo, etc.;
  • 29. Módulo 6, História A 29 Os ritmos e origens da emigração foram variando ao longo do século XIX; Até 1880 existiu uma forte emigração da Grã-Bretanha e Norte da Europa; A partir dessa data engrossou a corrente eslava, latina, alemã, escandinava e balcânica; Só a França não teve um grande contributo para esta emigração europeia; A emigração europeia foi uma válvula de escape para as múltiplas tensões (sociais, económicas, políticas, religiosas) que se viviam no Velho Continente;
  • 30. Módulo 6, História A 30 A emigração portuguesa Na década de 1870, cerca de 10 mil portugueses emigram anualmente; Na década 1880 esse número sobe para 18 mil; A maior parte tinham como destino o Brasil, era a terra das oportunidades, da possibilidade de enriquecer; A lenta industrialização portuguesa não possibilitava empregos para cobrir o crescimento demográfico; No início do século XX cerca de 80% dos portugueses viviam no campo;
  • 31. Módulo 6, História A 31 No norte a pequena propriedade rural, onde se praticava uma agricultura de subsistência não proporcionava lucros e no Sul havia falta de trabalho por causa da concorrência dos cereais americanos; A emigração portuguesa foi uma forma de fugir à fome e à proletarização.
  • 32. Módulo 6, História A 32 Unidade e diversidade na sociedade oitocentista As revoluções liberais levaram ao progressivo fim da sociedade do Antigo Regime, a sociedade de ordens é substituída por uma sociedade de classes; A igualdade dos cidadãos perante a lei leva ao fim dos privilégios da nobreza e do clero; Na sociedade de classes o que determina a posição social é a posse de riqueza e de propriedades; A sociedade de classes é mais aberta e a mobilidade social é constante;
  • 33. Módulo 6, História A 33 A sociedade do século XIX divide-se em dois grandes grupos: Burguesia que domina mas também se divide em vários estatutos sociais (alta, média, pequena burguesia); Proletariado que providencia a força de trabalho; Nesta sociedade é possível a um indivíduo de baixa condição social alcançar o topo da hierarquia social;
  • 34. Módulo 6, História A 34 A base do pensamento liberal assenta na ideia que a capacidade e inteligência de cada um tornará possível a sua subida na escala social; Depois de alcançado o topo deveria assegurar-se a continuidade através de estratégias que permitissem a permanência nos mais altos escalões;
  • 35. Módulo 6, História A 35 A alta burguesia empresarial e financeira é constituída pelos empresários industriais, banqueiros, diretores das grandes companhias de transportes e comunicações e proprietários de grandes empresas de negócios; Devido à concentração das atividades económicas a alta burguesia domina o poder económico, controla os meios de produção e o acesso às matérias-primas;
  • 36. Módulo 6, História A 36 O poder tem tendência a manter-se num número reduzido de famílias, surgem as dinastias burguesas, nos mais variados ramos económicos: França: Schneider, Peugeot, Périer; Alemanha: Krupp, Fürstenberg, Rothschild; Itália: Agnelli, Pirelli EUA: Rockefeller
  • 37. Módulo 6, História A 37 Ao poder económico a alta burguesia junta o poder político, criando grupos de pressão (lobbies) ou participando diretamente nas decisões políticas como deputados ou ministros; Influenciam as tomadas de decisões dos governos de forma a favorecerem os seus interesses; Difundem as suas ideias na imprensa e jornais; Através da publicidade lançam modas; Influenciam o ensino; Divulgam os seus valores de modo a influenciarem a opinião pública de acordo com os seus interesses;
  • 38. Módulo 6, História A 38 A alta burguesia vai desenvolver comportamentos e valores próprios; Em muitas atitudes vão imitar a antiga nobreza, adquirindo propriedades, muitas vezes compradas à nobreza, nas cidades mandam construir palácios; Organizam festas, bailes, e outros sinais exteriores de riqueza; Os seus filhos frequentam as melhores escolas; Muitas vezes estabelecesse uma comunidade de interesses entre a antiga aristocracia e a lata burguesias, e muitos casamentos são realizados;
  • 39. Módulo 6, História A 39 Outras vezes a alta burguesia era nobilitada pelos serviços prestados; Assiste-se a uma fusão de interesses entre a velha e a nova elite;
  • 40. Módulo 6, História A 40 A burguesia foi lentamente desenvolvendo uma consciência de classe, afirmando-se como um grupo autónomo com os seus próprios valores e comportamentos; O culto da ostentação e do luxo foi sendo substituído pela valorização do trabalho, do estudo, da poupança, da moderação e da prudência; Estas são as virtudes burguesas; Nelas a família assumia um papel relevante, e dá-se muita importância à solidariedade familiar;
  • 41. Módulo 6, História A 41 A maior parte pertence ao setor terciário das atividades económicas; Muitos provêm das classes mais baixas; É um grupo conservador (contra todas as mudanças sociais e económicas);
  • 42. Módulo 6, História A 42 A burguesia distancia-se do culto da ociosidade das elites aristocráticas e mostram a sua riqueza como fruto do trabalho, da iniciativa e do esforço pessoal; Atribuem a pobreza à preguiça, e à falta de empenho e talento; Apontam como exemplos os casos de ascensão de pessoas de origem humilde, os “self-made men” que também são o exemplo da mobilidade social da nova sociedade;
  • 43. Módulo 6, História A 43 As classes médias são constituídos por um numeroso e heterogéneo grupo de pessoas; Situam-se entre a alta burguesia e o proletariado; Este grupo é constituído pelas pessoas que não executam trabalhos manuais mas também não pertencem à alta burguesia;
  • 44. Módulo 6, História A 44 O desenvolvimento do setor terciário fez engrossar este grupo; A maior parte destas profissões vão ficar conhecidas como “colarinhos brancos”, distinguindo-os dos trabalhadores que se sujavam no exercício da sua profissão;
  • 45. Módulo 6, História A 45 Pequenos empresários industriais que, apesar de afetados pelas crises e pela concentração empresarial, não cessaram de crescer; Profissões liberais todos os que trabalhavam por conta própria (advogados, médicos, professores); Empregados de escritórios e funcionários públicos que veem o seu número crescer devido ao desenvolvimento dos serviços e do Estado. Muitas vezes ganham menos que operários mas têm estatuto social. É um tipo de emprego muito procurado;
  • 46. Módulo 6, História A 46 Professores são cada vez mais numerosos. Transmitem os valores da burguesia nas escolas. Profissão mal paga mas com prestígio; Empregados comerciais todos os que trabalhavam no comércio; Pessoas com rendimentos tais como proprietários, investidores na Bolsa, etc.;
  • 47. Módulo 6, História A 47 As classes médias, criam a sua consciência de classe, eram grandes defensoras dos valores da burguesia; Muitos deles tinham origens humildes e sonhavam subir na sociedade, sobretudo tinham pavor de voltarem a ser proletários; São conservadores e defensores da ordem e moral públicas;
  • 48. Módulo 6, História A 48 Veem com desconfiança a contestação dos operários; Cultivam a ordem, o estatuto, o respeito pelas hierarquias, a importância da poupança, o respeito pelo trabalho; Procuram pequenos luxos como comprar uma moradia, uma boa escola para os filhos, idas ao teatros e à ópera, férias, etc.;
  • 49. Módulo 6, História A 49 O respeito pela família é o pilar da moral burguesa; Advogam uma moral austera (puritanismo) e o culto das aparências; Na família burguesa o poder está no homem, as qualidades domésticas na mulher a obediência nos filhos; As festas da classe média decorriam em família (aniversários, casamentos, etc.);
  • 50. Módulo 6, História A 50 A condição operária: salários e modos de vida A Revolução Industrial criou, nos escalões inferiores da sociedade, um novo grupo social, o operariado; O liberalismo económico, ao abster-se de intervencionar a vida económica, deixou os operários nas mãos dos grandes industriais;
  • 51. Módulo 6, História A 51 Os proletários não têm qualquer poder sobre a produção que pertence à burguesia, os operários apenas possuem os seus filhos (prole) e um salários pelo seu trabalho; O salário não é regulamentado, e baixa ou sobe de acordo com os interesses dos donos das indústrias; Os operários viveram e trabalharam em condições muito precárias e difíceis;
  • 52. Módulo 6, História A 52 Os proletários que no século XIX afluíam às cidades eram o produto da falta de empregos na agricultura e da ruína dos pequenos proprietários rurais ou das atividades artesanais; Chegavam às cidades sem qualquer preparação, foram uma mão de obra não qualificada e foram explorados e sujeitos a grandes arbitrariedades;
  • 53. Módulo 6, História A 53 Os operários foram sujeitos a variadíssimos problemas: Salários precários e baixos, completamente dependentes dos jogos da oferta e da procura. Quando os lucros diminuíam ou a ganância dos patrões era muita, os salários baixavam, muitas vezes abaixo do limiar de sobrevivência; Horários de trabalho que podiam chegar às 16 horas diárias; Ausência de direito a férias, descanso semanal, subsídio de desemprego, reforma ou doença; Mão de obra infantil que recebia por vezes metade do salário dos homens. As mulheres também tinham salários mais baixos;
  • 54. Módulo 6, História A 54 O cinema Os irmãos Lumière http://www.youtube.com/watch?v=BO0EkMKfgJI
  • 55. Módulo 6, História A 55 Ausência de redes de solidariedade. Oriundos do campo tinham de sobreviver na cidade sem o apoio familiar; Locais de trabalho sem condições mínimas; Elevado risco de contrair doenças profissionais que levavam ao despedimento; Proibição de todos os tipos de manifestações ou reivindicações (greve era proibida por lei);
  • 56. Módulo 6, História A 56 Habitações sem condições de habitabilidade e muitas vezes sobrelotadas; Estavam sujeitos a uma alimentação pobre e desequilibrada; Mal alimentados, sem tempo para descansar, habitando em bairros insalubres eram muitas vezes vítimas de doenças, as epidemias de cólera eram frequentes; Perante este quadro de problemas e pobreza extremas os problemas a ele associados eram frequentes: alcoolismo, prostituição, criminalidade, mendicidade, etc.;
  • 58. Módulo 6, História A 58 O movimento operários: associativismo e sindicalismo Os primeiros movimentos contra estas duras condições de trabalho e de vida foram espontâneas e desorganizadas; Um dos primeiros foi liderado por Ned Ludd, em Inglaterra, entre 1811 e 1818. Foi o “luddismo”, era um movimento que levava os operários a destruírem máquinas (mecanoclasta) que roubavam o trabalho; Outros movimentos semelhantes, bem como greves e outras manifestações irromperam por toda a Europa;
  • 59. Módulo 6, História A 59 As medidas de repressão foram extremamente duras: os operários foram perseguidos, presos e até condenados à morte; Esta violenta repressão levou os operários a organizarem as suas lutas; Esta organização assumiu , essencialmente, duas formas:
  • 60. Módulo 6, História A 60 Associativismo – para substituir as tradicionais solidariedades familiares, da igreja ou das confrarias, criaram-se associações de socorros mútuos, ou mutualidades; Os associados pagavam uma quota e eram apoiados em caso de doença, morte, acidentes, desemprego, etc.; Também foram criadas cooperativas que eram associações de tipo económico;
  • 61. Módulo 6, História A 61 Outra forma de organização do movimento operário foi o sindicalismo; Os sindicatos são organizações que agregam os trabalhadores de um determinado ramo profissional, para protegerem os seus interesses; Os sindicatos começaram por ser organizações clandestinas: Lutavam pela melhoria das condições de trabalho através de manifestações e greves;
  • 62. Módulo 6, História A 62 A legalização dos sindicatos, a influência de doutrinas políticas como o socialismo e o anarquismo levaram ao crescimento dos sindicatos; A partir de 1870-80, a força dos sindicatos cresce visivelmente; Os sindicato britânicos, as Trade Unions, transformaram-se em organizações de massas;
  • 63. Módulo 6, História A 63 Nos países industrializados os sindicatos organizam-se e multiplicavam-se; Reivindicam o dia de trabalho de 8 horas, melhores salários, dia de descanso semanal, indeminização em caso de acidente de trabalho, etc.; As lutas operárias foram muitas vezes reprimidas violentamente; No dia 1 de maio de 1886, em Chicago (EUA) 500 mil trabalhadores saíram às ruas, em manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada para oito horas de trabalho. A polícia reprimiu a manifestação, dispersando a concentração, depois de ferir e matar dezenas de operários;
  • 64. Módulo 6, História A 64 Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta. E, em 1890, os trabalhadores americanos conquistaram a jornada de trabalho de oito horas; As greves foram uma das melhores armas porque paravam a produção e causavam diminuição dos lucros; Fruto destas lutas as duras condições do trabalho forma-se suavizando e os salários cresceram;
  • 65. Módulo 6, História A 65 Os primeiros sindicatos a serem legalizados foram os britânicos; No último quartel do século XIX, a legislação social nos países industrializados evoluiu: foram publicadas leis que regulamentavam o horário de trabalho, o repouso semanal, pensões (velhice, doença, acidente);
  • 66. Módulo 6, História A 66 As propostas socialistas de transformação revolucionária da sociedade As condições de miséria dos proletários levou vários pensadores a refletirem sobre esta situação e a proporem medidas de intervir na sociedade, criticavam a desumanidade do sistema capitalista e propunham a diminuição das desigualdades sociais; No século XIX surgem as teorias socialistas que se vão dividir em dois campos teóricos diferentes;
  • 67. Módulo 6, História A 67 Socialismo utópico – consistiu em propostas de reforma da sociedade e alternativas ao sistema capitalista; Propunham a criação de cooperativas de produção e consumo e uma maior justiça social. As ideias começaram a surgir por volta de 1820; Alguns dos principais pensadores foram: Robert Owen, Saint- Simon, Charles Fourier, etc.;
  • 68. Módulo 6, História A 68 Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865) foi um dos principais pensadores; Propôs a organização de cooperativas de produção e por conseguinte a abolição da propriedade privada e do estado para terminar com a “exploração do homem pelo homem”; A proposta de Proudhon consista na criação de uma sociedade igualitária de pequenos produtores associados em cooperativas que seriam capazes de assegurar o bem-estar, sem luta de classes ou sem a intervenção do Estado;
  • 69. Módulo 6, História A 69 Socialismo científico (marxismo) – Karl Marx (1818-1883) e Friederich Engels (1820-1895) publicaram em 1848, o Manifesto do Partido Comunista; Nesta obra defendem que a luta de classes, o verdadeiro motor da História, atravessou todas as épocas históricas e propõem um modo de atingir uma sociedade sem classes e sem Estado, o comunismo; A sociedade burguesa e capitalista será destruída pelo proletariado que instaurará a ditadura do proletariado; Nesta fase o estado deterá todos os meios de produção (fim da propriedade privada) para construir uma sociedade sem classes e sem exploração, onde o próprio Estado desaparecerá, o comunismo;
  • 70. Módulo 6, História A 70 Segundo Karl Marx, o modo de produção capitalista assenta na mais-valia; O salário do trabalhador não corresponde ao valor do seu trabalho mas apenas ao valor dos bens de que necessita para sobreviver. A exploração do proletário é o lucro do capitalista; Os explorados deveriam lutar contra os exploradores (luta de classes); Para Marx era necessário que o proletariado se organizasse em partidos e sindicatos e conquistasse o poder político;
  • 71. Módulo 6, História A 71 Marx apela ao internacionalismo proletários, é célebre a frase, “Proletários de todos os países, uni-vos”, segundo ele a única forma de lutar contra o capital internacional é os operários também se organizarem internacionalmente; Para coordenar a luta a nível internacional surgem as Associações Internacionais de Trabalhadores ou Internacional Operária (Internacionais); Marx redigiu os estatutos da I Internacional (Londres, 1864; Apoiou a Comuna de Paris (março de 1871) insurreição de operários em Paris que, após dominar a capital francesa durante 40 dias, foi esmagada com enorme violência, mais de 20 mil revoltosos foram executados;
  • 72. Módulo 6, História A 72 Surgem partidos operários com a designação de socialistas ou sociais-democratas; Na Internacional surgem teses diferentes de Karl Marx; Bakunine (1814-1876) criou o anarquismo, criticava no marxismo o princípio da ditadura do proletariado e da supremacia do Estado e preconizava a organização dos operários nos sindicatos e outras associações; Estes desacordos levaram ao fim da I Internacional em 1876;
  • 73. Módulo 6, História A 73 A II Internacional (Paris, 1889) afastou os anarquistas, mas surgiu outra tendência, o revisionismo de Bernstein (1850-1932) que propunha uma evolução pacífica e gradual do capitalismo para o socialismo, substituindo a luta de classes por uma colaboração entre os partidos operários e os burgueses; Na sequência desta nova proposta os partidos voltaram-se a dividir; A II Internacional vai desaparecer em 1914 no início da I Guerra Mundial;
  • 74. Módulo 6, História A 74 Esquema in “Preparação para o Exame Nacional, História A 11, Porto Editora
  • 75. Módulo 6, História A 75 Esta apresentação foi construída tendo por base a seguinte bibliografia: FORTES, Alexandra; Freitas Gomes, Fátima e Fortes, José, Linhas da História 11, Areal Editores, 2014 COUTO, Célia Pinto, ROSAS, Maria Antónia Monterroso, O tempo da História 11, Porto Editora, 2011 SANCHES, Mário, História A, Edições ASA, 2006 2018/2019