Exame fsico do abdome (Davyson Sampaio Braga)

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exame físico do abdomen (semiologia)

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Exame fsico do abdome (Davyson Sampaio Braga)

  1. 1. Semiologia do Abdome DAVYSON SAMPAIO BRAGA
  2. 2. Pontos de Referência
  3. 3. Exame Físico • Inspeção: estática e dinâmica • Ausculta: RHA e sopros • Percussão: geral e específica • Palpação: superficial e profunda • Manobras especiais: Murphy, Blumberg, Rovising, psoas e obturador
  4. 4. Inspeção Estática • Olhar de forma frontal e tangencial e ver simetria do abdomen, se apresenta abaulamentos e retrações e dizer a localização • Identificar a forma (escavado, plano e globoso) e o tipo do abdomen (atípico, tipo: batráquio, avental e pendular) • Distribuição de pêlos (andrôide e ginecôide) • Manchas hipercrômica e hipocrômicas • Cicatrizes cirúrgicas (dizer tamanho, localização e disposição) • Circulação colateral (dizer sentido do fluxo sangíneo) • Aranhas vasculares (dizer localização) • Cicatriz umbilical (intruso, plano e protuso) • Estrias
  5. 5. Inspeção Plano Escavado Globoso
  6. 6. INSPEÇÃO ESTÁTICA • Sinal de cullen (equimose periumbilical: gravidez ectópica e pancreatite aguda) • Sinal de gray-turner (equimose em flancos: pancreatite aguda)
  7. 7. Inspeção Hérnia Cicatriz
  8. 8. Inspeção Edema Circulação colateral
  9. 9. INSPEÇÃO DINÂMICA • PERISTALSE VISÍVEL: pode ser por causa de uma obstrução (brida ou aderência que aparece posterior a cirurgia, neoplaisa ou hérnia em criança) • PULSO VISÍVEL: aneurisma de aorta abdominal ou em magricelos • MANOBRA DE VASSALVA: Assoprar as costas da mão, levantar as pernas ou o tronco sem ajuda dos braços e fazer força de defecar (indica aparecimento de hérnias e diástase de reto, que é afastamento dos músculos retos abdominais causando hérnias e é causado por ascite, gravidez e obesidade)
  10. 10. AUSCULTA • RUÍDOS HIDRO AÉREOS: auscultar os 4 quadrantes abdominais e se quiser a região mesogástrica (5 minutos nas 4 regiões ou 4 minutos nas 5 reg.) pode estar aumentado (timbre metalizado) em obstruções (brida ou aderência)
  11. 11. AUSCULTA • SOPROS: são 7 focos de ausculta. -1 aórtico abdominal: entre processo xifóide e cicatriz umbilical - 2 renais: junção da linha HC com linha horizontal que passa abaixo dos rebordos costais - 2 ilíacos: junção da linha HC com linha horizontal que passa acima das cristas ilíacas ântero superiores - 2 femurais: deve-se sentir o pulso para saber o local da ausculta.
  12. 12. PERCUSSÃO • GERAL: Em leque, centrífuga, horizontal e vertical (o normal é estar heterogêneo, áreas maciças e timpânicas) • ESPECÍFICA: hepatimetria, jobert, espaço de traube, macicez móvel, piparote e percussão punho lombar (giordanio)
  13. 13. PERCUSSÃO ESPECÍFICA • HEPATIMETRIA: feito em dois locais - linha hemi clavicular com linha inter mamilar: normal de 6cm a 12cm - linha média: normal de 4cm a 8cm • JOBERT: entre a linha axilar anterior e média nas últimas costelas direita, o normal é estar maciço (negativo) mas se estiver timpânico (positivo) pode ser perfuração de víscera oca q vai dar pneumoperitôneo ou sobreposição de alça
  14. 14. PERCUSSÃO ESPECÍFICA • ESPAÇO DE TRAUBE: Linha axilar anterior com linha axilar média nas últimas costelas esquerdas, o normal é estar timpânico (espaço de traube livre), se estiver maciço (espaço de traube ocupado) quer dizer esplenomegalia, o baço está pelo menos 2 vezes o seu tamanho normal. No espaço de traube faz-se manobra de intensificação
  15. 15. PERCUSSÃO ESPECÍFICA • MACICEZ MÓVEL: o paciente fica em decúbito lateral e percuti-se o abdomen numa linha horizontal e depois vira o paciente para o outro lado comparando a percussão, e o som maciço não pode se”mover”. Indica pouco líquido na cavidade (no mínimo 1,5L) que pode ser sangue, pus ou ascite em pequeno volume
  16. 16. PERCUSSÃO ESPECÍFICA • PIPAROTE: indica ascite em grandes volumes, só dá positivo quando a quantidade de líquido ultrapassar 4,5L. • PUNHO PERCUSSÃO LOMBAR (GIORDANIO): coloca o polegar na ponta da escápula e repousa a mão na região lombar do paciente e dá um murro se doer é positivo, (mas se doer dos dois lados desconfiar), indica pielonefrite, inflamação da pelve renal e cálculo
  17. 17. PALPAÇÃO • SUPERFICIAL: Pode ser por dedilhamento ou mão ativa e passiva, procura-se massas e nódulos (localização, tamanho,mobilidade, moldabilidade, consistência e coalescência), lipoma, flácido ou tenso (abdomen em tábua, quer dizer peritonite), sensibilidade (se está dolorido ou não), falhas aponeuróticas, pode-se pedir para o paciente fazer manobra de vassalva enquanto faz a P.S.
  18. 18. PALPAÇÃO • PROFUNDA: procurar se o abdomen está doloroso, se tem massas e nódulos, falhas, visceromegalias e manobra de vassalva se achar necessário
  19. 19. PALPAÇÃO PROFUNDA ESPECÍFICA • FÍGADO: Tem duas manobras de palpar, que é mathieu ou em garra e torres lemos ou frontal, nessas duas o paciente não muda de posição, apenas o médico quem muda de posição para o paciente. Pede- se para o paciente fazer manobra de intensificação que é uma profunda inspiração para ajudar na palpação.
  20. 20. PALPAÇÃO PROFUNDA ESPECÍFICA • Na palpação do FÍGADO especificar: - O tamanho do fígado, o normal é até 2cm após o rebordo costal - Sensibilidade: se está dolorido ou não - Borda: fina ou romba - Superfície: lisa ou nodular finamente (cirrose e equistossomose) ou nodular grosseiramente (metástase) - Consistência: fibroelástica(normal), pétria(cirrose) e amolecido(esteatose)
  21. 21. PALPAÇÃO DO FÍGADO EM GARRA
  22. 22. PALPAÇÃO DO FÍGADO TORRES LEMOS
  23. 23. PALPAÇÃO PROFUNDA ESPECÍFICA • BAÇO: também apresenta 2 manobras de palpar, a diferença é que nessa o médico não muda de posição e sim o pct, a primeira é o pct em decúbito dorsal e o médico com uma mão ativa no baço e outra passiva na região lombar do paciente, e a outra o médico continua na mesma posição e o pct vai para o decúbito lateral direito com o MIE fletido a 90º e extensão do MID que é a posição de shuster, lembrar também de itensificar com a inspiração, normalmente não se palpa o baço somente em esplenomegalia .
  24. 24. Palpação do Baço • Baço: simples ou bimanual • Posição: decúbito lateral D, MIE fletido em 90° e extensão de MID (manobra de Shuster) • Pedir pra inspirar
  25. 25. MANOBRAS ESPECIAIS • MURPHY: apertar o polegar na linha HC direita abaixo do rebordo costal, ou porção lateral do reto abdominal direito abaixo do rebordo costal. Positiva(+) quando, inspiração profunda bloqueada devido compressão dolorosa do ponto cístico. - INDICA COLECISTITE AGUDA
  26. 26. MANOBRAS ESPECIAIS • BLUMBERG: dividir em três porções a região a espinha ilíaca até a cicatris umbilical e apertar com as duas mão na junção do 1/3 proximal com os 2/3 distais (ponto de MacBurney). Positivo(+) quando descompressão dolorosa ponto de MacBurney ou de qualquer outro ponto do abdome: evidenciando uma peritonite. • Se positiva fazer em outro ponto além do de MacBurney para comprovar
  27. 27. MANOBRAS ESPECIAIS • ROVISING: deslocamento contrário de ar do colo descendente até metade do colo reto. Só é positivo quando o paciente sente uma dor em quadrante inferior direito abdominal. - INDICA APENDICITE COURVOISIER: vesícula palpável e indolor (pode estar visível), indica CA periampular, sendo mais freqüente o de cabeça de pâncreas
  28. 28. MANOBRAS ESPECIAIS • PSOAS: eleva a perna do pct, fletida a 90º, e pede para ele tentar levar o joelho ao seu tórax e você segura, so dará positivo se doer em região hipogástrica (indica inflamação do mus. Psoas) • OBTURADOR: eleva igualmente a perna do paciente e faz uma rotação interna da coxa do pct, também só dará positivo se doer em região hipogástrica(indica infalmação do musc. Obturador) • P.S: lembrar de fazer igualmente nas 2 pernas

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