SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 18
Masculinidades
PROF. ARARÉ DE CARVALHO
A masculinidade em questão
 Se a masculinidade fosse uma ordem natural das coisas, ela estaria em
crise?
 Se existe crise é porque os fundamentos do masculino foram abalados
pela história e pela transformações sociais.
 Masculinidade é um espaço simbólico de sentido estruturante, que
modela atitudes, comportamentos e emoções a serem seguidos.
Aqueles que seguem tais modelos não só são atestados como homens,
como também são atestados pelos outros que também seguem esses
símbolos.
 Para entender essas transformações da masculinidade
precisamos entender as transformações ocorrida com a
feminilidade.
 Sexo por prazer e sem fim reprodutivo (pílula); direito ao
voto; inserção no mercado de trabalho; acesso ao ensino
superior; reprodução independente; construção social do
gênero...
O que é ser homem?
 Os papéis e os campos de circulação não são tão rígidos e
definidos pelo sexo.
 As possibilidades de realização individual não é delimitado pelo
sexo biológico.
 A masculinidade exige uma impostura que produz efeitos reais.
 Assim como a fantasia da perda do falo (como símbolo que
me completa e me dá poder).
 A ideia do “que se possuí” por consequência, se pode
perder, gera uma angústia (a castração em vários níveis) na
condição masculina.
 Na pós-modernidade, o espaço público é ultrapassado pelo
espaço privado. O homem está muito mais doméstico.
 A visibilidade da modernidade que garante a afirmação da
masculinidade, na pós-modernidade se desloca para o campo
da vida privada. Quem atesta a masculinidade é muito mais a
mulher que a sociedade. E quanto mais a mulher ocupa o
espaço público esses campos se aproximam de maneira
ameaçadora para os homens.
 A mulher assume características que historicamente foram
construídas como masculinas como: prover a família e ser
bem sucedida no trabalho, coragem, força. A conquistas
desses atributos “masculinos” são vistos como um ganho.
Não há problema em ser uma mulher e ter possuir esses
atributos.
 Já para o homem a feminilidade é ameaçadora. Melhor
dizendo, quando ele vê atribuído a si características que
historicamente foram determinadas como femininas, ele
sente sua condição masculina ameaçada (castração).
 No entanto é “cobrado” do homem pós-moderno atributos
femininos, ao mesmo tempo que reforçar-se a necessidade
de dar contornos mais fortes as características viris. “O
homem deve ser sensível, mas não muito. Deve ser másculo
ter pegada, mas sem ser ogro”.
 O homem absorve atributos da feminilidade, mas para evitar
a dúvida da masculinidade lhe dá novos nomes:
“Metrossexual, Ubersexual, G0y entre outros.
 Os homens e a masculinidade constitui hoje uma espécie de
enigma. Há um palidez no ideário do que é ser homem.
 O desempenho sexual masculino é hoje supervalorizado,
principalmente no ocidente.
 Se retrocedermos no tempo, os guerreiros na Grécia
Clássica, Roma antiga eram viris, másculos e no entanto
tinham parceiros sexuais do mesmo sexo.
 Hoje a passionalidade do homem é sintomática não do
apogeu da masculinidade mas sim da crise da masculinidade.
 A mulher também é mulher, agora o homem só é homem.
 Hoje tornasse homem é se opor a tudo que possa
assemelhar-se a ser feminino. A masculinidade hoje é
estreitamente vigiado. Que nada nele se aparente em nada
que seja da ordem da mulher.
 Isso torna a masculinidade bastante constrangida.
 Todo homem para qual a feminilidade é um tabu, denuncia o
que se quer esconder. Todo tabu indica um desejo recalcado
(incesto, virgindade)
 A masculinidade numa posição agressivamente ativa pode
ser uma construção defensiva contra o gozo da passividade.
 Os homens estão sendo sistematicamente ensinados a pensar que a
abertura quanto às próprias emoções é equivalente a seguir na
direção de se identificar com o outro gênero – e homens não fazem
isso. Apenas mulheres fazem.
 É por isso que feministas muitas vezes se deparam com a questão de
ensinar aos homens que o patriarcado é tão prejudicial para os
homens quanto para as mulheres – e que isso cria uma prisão para as
duas identidades de gênero, enquanto que, além disso, prejudica
muitas outras identidades.
 O homem branco, heterossexual será a matriz de
reivindicação de paridade de direitos. A matriz se transforma
numa representação do mal.
 Isso cria o discurso de vitimização do homem
contemporâneo.
Mas há uma crise da masculinidade?
 A palavra crise carrega consigo uma valoração de mudanças
que ocorrem rapidamente na sociedade.
 Se não podemos falar em crise, podemos falar em ponto de
ruptura e/ou ponto de mutação.
 De fato a dominação masculina está sendo colocada em
cheque no mundo ocidental.
 Se essa dominação vai desaparecer ou vai se metamorfosear
é algo que ainda não podemos afirmar.
 O conceito de masculinidade hegemônica não equivale a um
modelo de reprodução social.
 É preciso reconhecer as lutas sociais subordinadas que
influenciam e transformam a ideia de masculinidade.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Genero e sexualidade - Aula Completa de Sociologia
Genero e sexualidade - Aula Completa de SociologiaGenero e sexualidade - Aula Completa de Sociologia
Genero e sexualidade - Aula Completa de SociologiaSaulo Lucena
 
Émile Durkheim - Solidariedade e Suicídio
Émile Durkheim - Solidariedade e SuicídioÉmile Durkheim - Solidariedade e Suicídio
Émile Durkheim - Solidariedade e SuicídioVitor Vieira Vasconcelos
 
Processo de socialização
Processo de socializaçãoProcesso de socialização
Processo de socializaçãohomago
 
Desigualdade de gênero na família e na sociedade
Desigualdade de gênero na família e na sociedadeDesigualdade de gênero na família e na sociedade
Desigualdade de gênero na família e na sociedadeItalo Colares
 
Igualdade de Género | Linguagem Inclusiva
Igualdade de Género |  Linguagem InclusivaIgualdade de Género |  Linguagem Inclusiva
Igualdade de Género | Linguagem InclusivaJosé Cruz
 
A mulher e o mercado de trabalho
A mulher e o mercado de trabalhoA mulher e o mercado de trabalho
A mulher e o mercado de trabalhoIsabel Vitória
 
DeclaraçãO Dos Direitos Humanos
DeclaraçãO Dos Direitos HumanosDeclaraçãO Dos Direitos Humanos
DeclaraçãO Dos Direitos HumanosLuci Bonini
 
O conceito de gênero e as relações de gêneros
O conceito de gênero e as relações de gênerosO conceito de gênero e as relações de gêneros
O conceito de gênero e as relações de gênerosYanMBM
 
O papel do homem e da mulher na sociedade
O papel do homem e da mulher na sociedadeO papel do homem e da mulher na sociedade
O papel do homem e da mulher na sociedadeGuima2011
 
Género e Diversidade nas Escolas
Género e Diversidade nas EscolasGénero e Diversidade nas Escolas
Género e Diversidade nas EscolasMichele Pó
 

Mais procurados (20)

Genero e sexualidade - Aula Completa de Sociologia
Genero e sexualidade - Aula Completa de SociologiaGenero e sexualidade - Aula Completa de Sociologia
Genero e sexualidade - Aula Completa de Sociologia
 
Dia Internacional da Mulher
Dia Internacional da MulherDia Internacional da Mulher
Dia Internacional da Mulher
 
Mulheres na História
Mulheres na HistóriaMulheres na História
Mulheres na História
 
Identidade
IdentidadeIdentidade
Identidade
 
MASCULINIDADE TÓXICA (1).pdf
MASCULINIDADE TÓXICA (1).pdfMASCULINIDADE TÓXICA (1).pdf
MASCULINIDADE TÓXICA (1).pdf
 
Ser mulher.pptx
Ser mulher.pptxSer mulher.pptx
Ser mulher.pptx
 
Émile Durkheim - Solidariedade e Suicídio
Émile Durkheim - Solidariedade e SuicídioÉmile Durkheim - Solidariedade e Suicídio
Émile Durkheim - Solidariedade e Suicídio
 
Processo de socialização
Processo de socializaçãoProcesso de socialização
Processo de socialização
 
Desigualdade de gênero na família e na sociedade
Desigualdade de gênero na família e na sociedadeDesigualdade de gênero na família e na sociedade
Desigualdade de gênero na família e na sociedade
 
Gênero e Sexualidade
Gênero e Sexualidade Gênero e Sexualidade
Gênero e Sexualidade
 
Igualdade de Género | Linguagem Inclusiva
Igualdade de Género |  Linguagem InclusivaIgualdade de Género |  Linguagem Inclusiva
Igualdade de Género | Linguagem Inclusiva
 
Educação Sexual
Educação SexualEducação Sexual
Educação Sexual
 
Empoderamento feminino
Empoderamento femininoEmpoderamento feminino
Empoderamento feminino
 
A mulher e o mercado de trabalho
A mulher e o mercado de trabalhoA mulher e o mercado de trabalho
A mulher e o mercado de trabalho
 
A IDENTIDADE
A IDENTIDADEA IDENTIDADE
A IDENTIDADE
 
DeclaraçãO Dos Direitos Humanos
DeclaraçãO Dos Direitos HumanosDeclaraçãO Dos Direitos Humanos
DeclaraçãO Dos Direitos Humanos
 
Racismo no Brasil
Racismo no BrasilRacismo no Brasil
Racismo no Brasil
 
O conceito de gênero e as relações de gêneros
O conceito de gênero e as relações de gênerosO conceito de gênero e as relações de gêneros
O conceito de gênero e as relações de gêneros
 
O papel do homem e da mulher na sociedade
O papel do homem e da mulher na sociedadeO papel do homem e da mulher na sociedade
O papel do homem e da mulher na sociedade
 
Género e Diversidade nas Escolas
Género e Diversidade nas EscolasGénero e Diversidade nas Escolas
Género e Diversidade nas Escolas
 

Destaque

Escola sem partido ou escola do partido único?
Escola sem partido ou escola do partido único?Escola sem partido ou escola do partido único?
Escola sem partido ou escola do partido único?Arare Carvalho Júnior
 
Projeto de Lei - Programa Escola sem Partido
Projeto de Lei - Programa Escola sem PartidoProjeto de Lei - Programa Escola sem Partido
Projeto de Lei - Programa Escola sem PartidoAlex Sander Cardoso
 
Sexualidade dificuldades-e-problemas-13-10-01-10
Sexualidade dificuldades-e-problemas-13-10-01-10Sexualidade dificuldades-e-problemas-13-10-01-10
Sexualidade dificuldades-e-problemas-13-10-01-10bimurer
 
Sexualidade na escola 06-04-16
Sexualidade na escola 06-04-16Sexualidade na escola 06-04-16
Sexualidade na escola 06-04-16flor Oliveira
 
Sexualidade
SexualidadeSexualidade
SexualidadeAPlima
 
Sexualidad en el adolescente
Sexualidad en el adolescenteSexualidad en el adolescente
Sexualidad en el adolescenteIrene Opd
 
Sexualidad en la adolescencia
Sexualidad en la adolescenciaSexualidad en la adolescencia
Sexualidad en la adolescenciaFelipe Flores
 
Cotidiano das relações interpessoais no tempo e no espaço social
Cotidiano das relações interpessoais no tempo e no espaço socialCotidiano das relações interpessoais no tempo e no espaço social
Cotidiano das relações interpessoais no tempo e no espaço socialpibidsociais
 
Sexualidade na adolescencia
Sexualidade na adolescenciaSexualidade na adolescencia
Sexualidade na adolescenciaFilipa Sousa
 
Educacion sexual adolescencia
Educacion sexual adolescenciaEducacion sexual adolescencia
Educacion sexual adolescenciaISFD Nª101
 
TALLER DE EDUCACIÓN SEXUAL
TALLER DE EDUCACIÓN SEXUALTALLER DE EDUCACIÓN SEXUAL
TALLER DE EDUCACIÓN SEXUALJacqueline Faust
 
PresentacióN Educacion De Sexualidad
PresentacióN Educacion De SexualidadPresentacióN Educacion De Sexualidad
PresentacióN Educacion De Sexualidadleslukita
 

Destaque (15)

Escola sem partido.
Escola sem partido.Escola sem partido.
Escola sem partido.
 
Masculinidades - Mariana Ghetler
Masculinidades - Mariana GhetlerMasculinidades - Mariana Ghetler
Masculinidades - Mariana Ghetler
 
Escola sem partido ou escola do partido único?
Escola sem partido ou escola do partido único?Escola sem partido ou escola do partido único?
Escola sem partido ou escola do partido único?
 
Projeto de Lei - Programa Escola sem Partido
Projeto de Lei - Programa Escola sem PartidoProjeto de Lei - Programa Escola sem Partido
Projeto de Lei - Programa Escola sem Partido
 
Sexualidade dificuldades-e-problemas-13-10-01-10
Sexualidade dificuldades-e-problemas-13-10-01-10Sexualidade dificuldades-e-problemas-13-10-01-10
Sexualidade dificuldades-e-problemas-13-10-01-10
 
Sexualidade na escola 06-04-16
Sexualidade na escola 06-04-16Sexualidade na escola 06-04-16
Sexualidade na escola 06-04-16
 
Sexualidade
SexualidadeSexualidade
Sexualidade
 
Sexualidad en la adolescencia
Sexualidad en la adolescenciaSexualidad en la adolescencia
Sexualidad en la adolescencia
 
Sexualidad en el adolescente
Sexualidad en el adolescenteSexualidad en el adolescente
Sexualidad en el adolescente
 
Sexualidad en la adolescencia
Sexualidad en la adolescenciaSexualidad en la adolescencia
Sexualidad en la adolescencia
 
Cotidiano das relações interpessoais no tempo e no espaço social
Cotidiano das relações interpessoais no tempo e no espaço socialCotidiano das relações interpessoais no tempo e no espaço social
Cotidiano das relações interpessoais no tempo e no espaço social
 
Sexualidade na adolescencia
Sexualidade na adolescenciaSexualidade na adolescencia
Sexualidade na adolescencia
 
Educacion sexual adolescencia
Educacion sexual adolescenciaEducacion sexual adolescencia
Educacion sexual adolescencia
 
TALLER DE EDUCACIÓN SEXUAL
TALLER DE EDUCACIÓN SEXUALTALLER DE EDUCACIÓN SEXUAL
TALLER DE EDUCACIÓN SEXUAL
 
PresentacióN Educacion De Sexualidad
PresentacióN Educacion De SexualidadPresentacióN Educacion De Sexualidad
PresentacióN Educacion De Sexualidad
 

Semelhante a Masculinidade em questão: transformações e desafios

Apresentação saúde do_homem
Apresentação saúde do_homemApresentação saúde do_homem
Apresentação saúde do_homemFelippe Abrao
 
Psicologia- Esteriotipos de Gêneros
Psicologia- Esteriotipos de Gêneros Psicologia- Esteriotipos de Gêneros
Psicologia- Esteriotipos de Gêneros Caroline Francielle
 
Os problemas do machismo, feminismo, igualitarismo e homossexualidade
Os problemas do machismo, feminismo, igualitarismo e homossexualidadeOs problemas do machismo, feminismo, igualitarismo e homossexualidade
Os problemas do machismo, feminismo, igualitarismo e homossexualidadeMadson Oliveira
 
“Não me acho masculinizada, mas sim arrojada”: Os desafios na pesquisa sobre...
“Não me acho masculinizada, mas sim arrojada”: Os desafios na  pesquisa sobre...“Não me acho masculinizada, mas sim arrojada”: Os desafios na  pesquisa sobre...
“Não me acho masculinizada, mas sim arrojada”: Os desafios na pesquisa sobre...Suely Messeder
 
Minicurso: Racismos, Relações de Gênero e Ideologias Políticas nas Histórias ...
Minicurso: Racismos, Relações de Gênero e Ideologias Políticas nas Histórias ...Minicurso: Racismos, Relações de Gênero e Ideologias Políticas nas Histórias ...
Minicurso: Racismos, Relações de Gênero e Ideologias Políticas nas Histórias ...Valéria Shoujofan
 
O poder do macho
O poder do machoO poder do macho
O poder do machoJuliana
 
Sobre Piriguetes e Feminismo
Sobre  Piriguetes e FeminismoSobre  Piriguetes e Feminismo
Sobre Piriguetes e FeminismoNatália Barros
 
O papel do homem e da mulher na sociedade
O papel do homem e da mulher na sociedadeO papel do homem e da mulher na sociedade
O papel do homem e da mulher na sociedadeAdhara340
 
Ética e relações de gênero
Ética e relações de gêneroÉtica e relações de gênero
Ética e relações de gêneroFábio Vasconcelos
 
A Sexualidade Do Ponto De Vista Social.Ppt1(1)1
A Sexualidade Do Ponto De Vista Social.Ppt1(1)1A Sexualidade Do Ponto De Vista Social.Ppt1(1)1
A Sexualidade Do Ponto De Vista Social.Ppt1(1)1Santos de Castro
 
A Sexualidade Do Ponto De Vista Social.Ppt1(1)1
A Sexualidade Do Ponto De Vista Social.Ppt1(1)1A Sexualidade Do Ponto De Vista Social.Ppt1(1)1
A Sexualidade Do Ponto De Vista Social.Ppt1(1)1Santos de Castro
 
1 cartilha movimento feminista - imprimir
1 cartilha   movimento feminista - imprimir1 cartilha   movimento feminista - imprimir
1 cartilha movimento feminista - imprimirRozeluz
 

Semelhante a Masculinidade em questão: transformações e desafios (20)

Apresentação saúde do_homem
Apresentação saúde do_homemApresentação saúde do_homem
Apresentação saúde do_homem
 
Gênero inicialppt
Gênero   inicialpptGênero   inicialppt
Gênero inicialppt
 
Gênero inicialppt
Gênero   inicialpptGênero   inicialppt
Gênero inicialppt
 
Psicologia- Esteriotipos de Gêneros
Psicologia- Esteriotipos de Gêneros Psicologia- Esteriotipos de Gêneros
Psicologia- Esteriotipos de Gêneros
 
Os problemas do machismo, feminismo, igualitarismo e homossexualidade
Os problemas do machismo, feminismo, igualitarismo e homossexualidadeOs problemas do machismo, feminismo, igualitarismo e homossexualidade
Os problemas do machismo, feminismo, igualitarismo e homossexualidade
 
“Não me acho masculinizada, mas sim arrojada”: Os desafios na pesquisa sobre...
“Não me acho masculinizada, mas sim arrojada”: Os desafios na  pesquisa sobre...“Não me acho masculinizada, mas sim arrojada”: Os desafios na  pesquisa sobre...
“Não me acho masculinizada, mas sim arrojada”: Os desafios na pesquisa sobre...
 
Sociologia Gênero e Saúde
Sociologia Gênero e Saúde Sociologia Gênero e Saúde
Sociologia Gênero e Saúde
 
Minicurso: Racismos, Relações de Gênero e Ideologias Políticas nas Histórias ...
Minicurso: Racismos, Relações de Gênero e Ideologias Políticas nas Histórias ...Minicurso: Racismos, Relações de Gênero e Ideologias Políticas nas Histórias ...
Minicurso: Racismos, Relações de Gênero e Ideologias Políticas nas Histórias ...
 
Gênero.ppt
Gênero.pptGênero.ppt
Gênero.ppt
 
Genero
GeneroGenero
Genero
 
O poder do macho
O poder do machoO poder do macho
O poder do macho
 
Sobre Piriguetes e Feminismo
Sobre  Piriguetes e FeminismoSobre  Piriguetes e Feminismo
Sobre Piriguetes e Feminismo
 
O papel do homem e da mulher na sociedade
O papel do homem e da mulher na sociedadeO papel do homem e da mulher na sociedade
O papel do homem e da mulher na sociedade
 
Slides semana 4
Slides semana 4Slides semana 4
Slides semana 4
 
Ética e relações de gênero
Ética e relações de gêneroÉtica e relações de gênero
Ética e relações de gênero
 
Genero
GeneroGenero
Genero
 
A Sexualidade Do Ponto De Vista Social.Ppt1(1)1
A Sexualidade Do Ponto De Vista Social.Ppt1(1)1A Sexualidade Do Ponto De Vista Social.Ppt1(1)1
A Sexualidade Do Ponto De Vista Social.Ppt1(1)1
 
A Sexualidade Do Ponto De Vista Social.Ppt1(1)1
A Sexualidade Do Ponto De Vista Social.Ppt1(1)1A Sexualidade Do Ponto De Vista Social.Ppt1(1)1
A Sexualidade Do Ponto De Vista Social.Ppt1(1)1
 
1 cartilha movimento feminista - imprimir
1 cartilha   movimento feminista - imprimir1 cartilha   movimento feminista - imprimir
1 cartilha movimento feminista - imprimir
 
Fase I
Fase IFase I
Fase I
 

Mais de Arare Carvalho Júnior

Capítulo - A notícia Como Mercadoria - Araré de Carvalho Jr.
Capítulo - A notícia Como Mercadoria - Araré de Carvalho Jr. Capítulo - A notícia Como Mercadoria - Araré de Carvalho Jr.
Capítulo - A notícia Como Mercadoria - Araré de Carvalho Jr. Arare Carvalho Júnior
 
Formação da questão social no brasil
Formação da questão social no brasilFormação da questão social no brasil
Formação da questão social no brasilArare Carvalho Júnior
 
Avaliação e monitoramento de serviços de saúde
Avaliação e monitoramento de serviços de saúdeAvaliação e monitoramento de serviços de saúde
Avaliação e monitoramento de serviços de saúdeArare Carvalho Júnior
 
Avaliação e monitoramento da política de assistência social
Avaliação e monitoramento da política de assistência socialAvaliação e monitoramento da política de assistência social
Avaliação e monitoramento da política de assistência socialArare Carvalho Júnior
 
Violência simbólica e lutas políticas
Violência simbólica e lutas políticasViolência simbólica e lutas políticas
Violência simbólica e lutas políticasArare Carvalho Júnior
 
Construção de um Projeto de Pesquisa
Construção de um Projeto de PesquisaConstrução de um Projeto de Pesquisa
Construção de um Projeto de PesquisaArare Carvalho Júnior
 
Contextualização do mundo do trabalho
Contextualização do mundo do trabalhoContextualização do mundo do trabalho
Contextualização do mundo do trabalhoArare Carvalho Júnior
 

Mais de Arare Carvalho Júnior (20)

Luta de classes no brasil
Luta de classes no brasilLuta de classes no brasil
Luta de classes no brasil
 
Ética e Cidadania
Ética e Cidadania Ética e Cidadania
Ética e Cidadania
 
Cidadania
CidadaniaCidadania
Cidadania
 
Burocracia em Max Weber
Burocracia em Max WeberBurocracia em Max Weber
Burocracia em Max Weber
 
Capítulo - A notícia Como Mercadoria - Araré de Carvalho Jr.
Capítulo - A notícia Como Mercadoria - Araré de Carvalho Jr. Capítulo - A notícia Como Mercadoria - Araré de Carvalho Jr.
Capítulo - A notícia Como Mercadoria - Araré de Carvalho Jr.
 
Metodo em Marx
Metodo em MarxMetodo em Marx
Metodo em Marx
 
Conceito e origem da antropologia
Conceito e origem da antropologiaConceito e origem da antropologia
Conceito e origem da antropologia
 
Formação da questão social no brasil
Formação da questão social no brasilFormação da questão social no brasil
Formação da questão social no brasil
 
Avaliação e monitoramento de serviços de saúde
Avaliação e monitoramento de serviços de saúdeAvaliação e monitoramento de serviços de saúde
Avaliação e monitoramento de serviços de saúde
 
Avaliação e monitoramento da política de assistência social
Avaliação e monitoramento da política de assistência socialAvaliação e monitoramento da política de assistência social
Avaliação e monitoramento da política de assistência social
 
Violência simbólica e lutas políticas
Violência simbólica e lutas políticasViolência simbólica e lutas políticas
Violência simbólica e lutas políticas
 
Sociologia do poder
Sociologia do poder Sociologia do poder
Sociologia do poder
 
Elementos da teoria da estruturação
Elementos da teoria da estruturaçãoElementos da teoria da estruturação
Elementos da teoria da estruturação
 
O Problema de Pesquisa
O Problema de PesquisaO Problema de Pesquisa
O Problema de Pesquisa
 
Metodologia de Pesquisa
Metodologia de PesquisaMetodologia de Pesquisa
Metodologia de Pesquisa
 
Construção de um Projeto de Pesquisa
Construção de um Projeto de PesquisaConstrução de um Projeto de Pesquisa
Construção de um Projeto de Pesquisa
 
Ciência e experiência
Ciência e experiênciaCiência e experiência
Ciência e experiência
 
A metodologia nas ciências sociais
A metodologia nas ciências sociaisA metodologia nas ciências sociais
A metodologia nas ciências sociais
 
Como se faz uma tese
Como se faz uma teseComo se faz uma tese
Como se faz uma tese
 
Contextualização do mundo do trabalho
Contextualização do mundo do trabalhoContextualização do mundo do trabalho
Contextualização do mundo do trabalho
 

Último

Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptxSlides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024Jeanoliveira597523
 
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSOVALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSOBiatrizGomes1
 
PRÉ-MODERNISMO - GUERRA DE CANUDOS E OS SERTÕES
PRÉ-MODERNISMO - GUERRA DE CANUDOS E OS SERTÕESPRÉ-MODERNISMO - GUERRA DE CANUDOS E OS SERTÕES
PRÉ-MODERNISMO - GUERRA DE CANUDOS E OS SERTÕESpatriciasofiacunha18
 
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxQUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxIsabellaGomes58
 
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptxAs Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptxAlexandreFrana33
 
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024Sandra Pratas
 
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptxSlide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptxconcelhovdragons
 
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptxAula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptxBiancaNogueira42
 
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveAula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveaulasgege
 
A galinha ruiva sequencia didatica 3 ano
A  galinha ruiva sequencia didatica 3 anoA  galinha ruiva sequencia didatica 3 ano
A galinha ruiva sequencia didatica 3 anoandrealeitetorres
 
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdfCurrículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdfIedaGoethe
 
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamental
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino FundamentalCartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamental
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamentalgeone480617
 
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...LuizHenriquedeAlmeid6
 
Programa de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades MotorasPrograma de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades MotorasCassio Meira Jr.
 
O Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdf
O Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdfO Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdf
O Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdfPastor Robson Colaço
 
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANO
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANOInvestimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANO
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANOMarcosViniciusLemesL
 
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNASQUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNASEdinardo Aguiar
 
Doutrina Deus filho e Espírito Santo.pptx
Doutrina Deus filho e Espírito Santo.pptxDoutrina Deus filho e Espírito Santo.pptx
Doutrina Deus filho e Espírito Santo.pptxThye Oliver
 
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 

Último (20)

Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptxSlides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
 
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
 
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSOVALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
 
PRÉ-MODERNISMO - GUERRA DE CANUDOS E OS SERTÕES
PRÉ-MODERNISMO - GUERRA DE CANUDOS E OS SERTÕESPRÉ-MODERNISMO - GUERRA DE CANUDOS E OS SERTÕES
PRÉ-MODERNISMO - GUERRA DE CANUDOS E OS SERTÕES
 
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxQUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
 
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptxAs Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
 
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
 
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptxSlide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
 
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptxAula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
 
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveAula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
 
A galinha ruiva sequencia didatica 3 ano
A  galinha ruiva sequencia didatica 3 anoA  galinha ruiva sequencia didatica 3 ano
A galinha ruiva sequencia didatica 3 ano
 
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdfCurrículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
 
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamental
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino FundamentalCartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamental
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamental
 
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
 
Programa de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades MotorasPrograma de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades Motoras
 
O Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdf
O Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdfO Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdf
O Universo Cuckold - Compartilhando a Esposas Com Amigo.pdf
 
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANO
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANOInvestimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANO
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANO
 
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNASQUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
 
Doutrina Deus filho e Espírito Santo.pptx
Doutrina Deus filho e Espírito Santo.pptxDoutrina Deus filho e Espírito Santo.pptx
Doutrina Deus filho e Espírito Santo.pptx
 
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
 

Masculinidade em questão: transformações e desafios

  • 2. A masculinidade em questão  Se a masculinidade fosse uma ordem natural das coisas, ela estaria em crise?  Se existe crise é porque os fundamentos do masculino foram abalados pela história e pela transformações sociais.  Masculinidade é um espaço simbólico de sentido estruturante, que modela atitudes, comportamentos e emoções a serem seguidos. Aqueles que seguem tais modelos não só são atestados como homens, como também são atestados pelos outros que também seguem esses símbolos.
  • 3.  Para entender essas transformações da masculinidade precisamos entender as transformações ocorrida com a feminilidade.  Sexo por prazer e sem fim reprodutivo (pílula); direito ao voto; inserção no mercado de trabalho; acesso ao ensino superior; reprodução independente; construção social do gênero...
  • 4. O que é ser homem?  Os papéis e os campos de circulação não são tão rígidos e definidos pelo sexo.  As possibilidades de realização individual não é delimitado pelo sexo biológico.  A masculinidade exige uma impostura que produz efeitos reais.
  • 5.  Assim como a fantasia da perda do falo (como símbolo que me completa e me dá poder).  A ideia do “que se possuí” por consequência, se pode perder, gera uma angústia (a castração em vários níveis) na condição masculina.
  • 6.  Na pós-modernidade, o espaço público é ultrapassado pelo espaço privado. O homem está muito mais doméstico.  A visibilidade da modernidade que garante a afirmação da masculinidade, na pós-modernidade se desloca para o campo da vida privada. Quem atesta a masculinidade é muito mais a mulher que a sociedade. E quanto mais a mulher ocupa o espaço público esses campos se aproximam de maneira ameaçadora para os homens.
  • 7.  A mulher assume características que historicamente foram construídas como masculinas como: prover a família e ser bem sucedida no trabalho, coragem, força. A conquistas desses atributos “masculinos” são vistos como um ganho. Não há problema em ser uma mulher e ter possuir esses atributos.
  • 8.  Já para o homem a feminilidade é ameaçadora. Melhor dizendo, quando ele vê atribuído a si características que historicamente foram determinadas como femininas, ele sente sua condição masculina ameaçada (castração).
  • 9.  No entanto é “cobrado” do homem pós-moderno atributos femininos, ao mesmo tempo que reforçar-se a necessidade de dar contornos mais fortes as características viris. “O homem deve ser sensível, mas não muito. Deve ser másculo ter pegada, mas sem ser ogro”.  O homem absorve atributos da feminilidade, mas para evitar a dúvida da masculinidade lhe dá novos nomes: “Metrossexual, Ubersexual, G0y entre outros.
  • 10.  Os homens e a masculinidade constitui hoje uma espécie de enigma. Há um palidez no ideário do que é ser homem.  O desempenho sexual masculino é hoje supervalorizado, principalmente no ocidente.
  • 11.  Se retrocedermos no tempo, os guerreiros na Grécia Clássica, Roma antiga eram viris, másculos e no entanto tinham parceiros sexuais do mesmo sexo.  Hoje a passionalidade do homem é sintomática não do apogeu da masculinidade mas sim da crise da masculinidade.
  • 12.  A mulher também é mulher, agora o homem só é homem.  Hoje tornasse homem é se opor a tudo que possa assemelhar-se a ser feminino. A masculinidade hoje é estreitamente vigiado. Que nada nele se aparente em nada que seja da ordem da mulher.  Isso torna a masculinidade bastante constrangida.
  • 13.  Todo homem para qual a feminilidade é um tabu, denuncia o que se quer esconder. Todo tabu indica um desejo recalcado (incesto, virgindade)  A masculinidade numa posição agressivamente ativa pode ser uma construção defensiva contra o gozo da passividade.
  • 14.  Os homens estão sendo sistematicamente ensinados a pensar que a abertura quanto às próprias emoções é equivalente a seguir na direção de se identificar com o outro gênero – e homens não fazem isso. Apenas mulheres fazem.  É por isso que feministas muitas vezes se deparam com a questão de ensinar aos homens que o patriarcado é tão prejudicial para os homens quanto para as mulheres – e que isso cria uma prisão para as duas identidades de gênero, enquanto que, além disso, prejudica muitas outras identidades.
  • 15.  O homem branco, heterossexual será a matriz de reivindicação de paridade de direitos. A matriz se transforma numa representação do mal.  Isso cria o discurso de vitimização do homem contemporâneo.
  • 16. Mas há uma crise da masculinidade?  A palavra crise carrega consigo uma valoração de mudanças que ocorrem rapidamente na sociedade.  Se não podemos falar em crise, podemos falar em ponto de ruptura e/ou ponto de mutação.
  • 17.  De fato a dominação masculina está sendo colocada em cheque no mundo ocidental.  Se essa dominação vai desaparecer ou vai se metamorfosear é algo que ainda não podemos afirmar.
  • 18.  O conceito de masculinidade hegemônica não equivale a um modelo de reprodução social.  É preciso reconhecer as lutas sociais subordinadas que influenciam e transformam a ideia de masculinidade.