Diagnóstico das lombalgias dra luiza ribeiro

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Diagnóstico das lombalgias dra luiza ribeiro

  1. 1. DIAGNÓSTICO DAS LOMBALGIAS Luiza Helena Ribeiro Disciplina de Reumatologia UNIFESP- EPM
  2. 2. LOMBALGIA EPIDEMIOLOGIA  65-80% da população, em alguma fase da vida, terá dor nas costas.  30-50% das queixas reumáticas na prática clínica.  Condição crônica que mais frequentemente causa limitação entre pessoas com menos de 45 anos.  Terceira causa de incapacidade de 45-64 anos
  3. 3. Definição: Dor ou desconforto em região lombar: último arco costal e prega glútea
  4. 4. Classificação:  Lombalgia aguda: até 7dias (4 semanas)  Lombalgia sub aguda: 7 dias (4 semanas) e 12 semanas  Lombalgia crônica: mais de 12 semanas  Lombalgia recorrente: intervalo mínimo de 6 meses  Compressão radicular: lombociatalgia irradiação para membro inferior, abaixo do joelho
  5. 5. LOMBALGIA funcional degenerativa traumática neoplásica inflamatória psicogênica infecciosa Etiopatogenia:
  6. 6. AVALIAÇÃO CLÍNICA  HISTÓRIA  Idade/ sexo  Localização/ irradiação  Caráter da dor: • Inflamatório: dor em repouso • Mecânico: dor desencadeada ao esforço  Fatores de melhora e piora
  7. 7. AVALIAÇÃO CLÍNICA  História familiar espondiloartropatias História ocupacional: atividades de risco Hábitos: tabagismo, alcoolismo, uso de drogas, sedentarismo  História pregressa: Malignidades, artrites, doenças metabólicas
  8. 8. AVALIAÇÃO CLÍNICA SINAIS DE ALERTA (red flags)  Para tumores ou infecção: Idade acima de 50 ou abaixo de 20 anos História de câncer Febre, calafrios, perda de peso Infecção bacteriana recente Imunossuprimidos, usuários de drogas Dor com piora noturna
  9. 9. AVALIAÇÃO CLÍNICA SINAIS DE ALERTA  Para fratura: Trauma maior Trauma menor em idosos ou osteoporóticos  Para déficit neurológico grave: Anestesia em sela Disfunção esficteriana Déficit neurológico progressivo ou grave em MMII
  10. 10. AVALIAÇÃO CLÍNICA  EXAME FÍSICO • Exame geral • Inspeção: Tipo de marcha Curvaturas Deformidades
  11. 11. AVALIAÇÃO CLÍNICA  Mobilidade:  Flexão: patologia discal  Extensão: patologia do canal vertebral zigoapofisária  Rotação/ lateralização
  12. 12. AVALIAÇÃO CLÍNICA  Palpação: hipertonia muscular pontos dolorosos palpação das SIs
  13. 13. AVALIAÇÃO CLÍNICA  Exame neurológico: Reflexos:  Patelar: raíz L3/L4  Aquileu: raíz S1
  14. 14. AVALIAÇÃO CLÍNICA  Testes de força muscular: Dorsiflexão o pé raíz L4/L5 Marcha no calcanhar: raíz L4/L5 Flexão do hálux raíz L5 Flexão plantar raíz S1 Marcha na ponta dos pés: raíz S1
  15. 15. AVALIAÇÃO CLÍNICA  Teste Lasègue (L4, L5,S1): 35-70 Irradiação ou exarcebação da dor no dermátomo L4-L5 ou L5-S1 (sensibilidade 72- 97%)
  16. 16. EXAMES LABORATORIAIS Investigação de causas secundárias:  Provas inflamatórias: VHS  Pesquisa de infecção, neoplasias
  17. 17. AVALIAÇÃO RADIOLÓGICA  RX SIMPLES:  Desnecessário em lombalgias agudas sem sinais de alerta  Avaliação inicial de lombalgias crônicas ou agudas com sinais de alerta
  18. 18. AVALIAÇÃO RADIOLÓGICA • Anormalidades do RX • Significância clínica? • Lombalgia inespecífica alterações degenerativas
  19. 19. AVALIAÇÃO RADIOLÓGICA Lateral Oblíqua Ant post
  20. 20. AVALIAÇÃO RADIOLÓGICA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA  Arquitetura óssea e relações com tecidos moles.  Alterações degenerativas: anormalidades discais, canal vertebral, platô vertebral, artic. zigoapofisárias
  21. 21. AVALIAÇÃO RADIOLÓGICA  RESSONÂNCIA MEGNÉTICA  Avaliação da coluna e do canal vertebral em diferentes planos  Não invasivo e não usa radiação. Define tecidos moles e ósseos sem contraste intratecal.  Exame de eleição para visualização da medula espinhal  Infecções: discites, osteomielites, abscessos epidurais/paraespinhais e mielites.
  22. 22. Hérnia de disco
  23. 23. AVALIAÇÃO RADIOLÓGICA  MIELOGRAFIA  Identificar compressão medular e de raiz nervosa.  Dúvida de compressão radicular (TC e RNM)  Associada a exame dinâmicos para estenose de canal  Invasivo/ complicações  Mielotomografia
  24. 24. AVALIAÇÃO RADIOLÓGICA Outros exames:  Discografia: injeção de contraste no núcleo pulposo  ENMG: comprometimento neurológico  Cintilografia óssea: pouco útil no diagnóstico das lombalgias. Avaliação de neoplasias, D. Paget
  25. 25. DIAGNóSTICO Causas não mecanicas: inflamatórias (PEA) neoplasias metabólicas (OP) Causas mecano-degenerativas: artrose: assintomática sd facetária estenose de canal mec degenerativa; mec postural; lombalgia inespecifica alterações da biomecânica da CV
  26. 26. TRATAMENTO • ALGORÍTIMOS GUIAS DE CONDUTA PARA ABORDAGEM AS LOMBALGIAS AGUDAS E CRÔNICAS
  27. 27. Dor lombar aguda Com red flagsSem red flags Investigação etiológica AINES Miorrelaxantes corticóides orais Infiltração Repouso relativo Sem ciaticaCom ciatica Investigação radiológica Avaliar cirurgia Alta orientação AINES Miorrelaxantes Repouso não indicado manutenção das atividades
  28. 28. cinesioterapia atividade física: bx impacto educação do paciente TCC síndrome facetária lombalgia inespecífica causa secundária canal estreitoinfiltração peridural infiltração facetária tratamento da doença de base Dor lombar crônica Suspeitas: mielopatia, radiculopatia causas secundarias exames de imagem exames laboratoriais Guia de conduta: back pain europe, 2005

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