Humanizar o Cuidado

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Palestra da assistente social Maria José Sinhoroto para o Primeiro Simpósio CUIDAR DE IDOSOS - "As Várias Maneiras de Cuidar'
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Humanizar o Cuidado

  1. 1. Humanização do cuidado Maria José Sinhoroto Assistente Social
  2. 2. <ul><li>Sem o cuidado, ele deixa de ser humano. Se não receber cuidado, desde o nascimento até a morte, o ser humano desestrutura-se, definha, perde sentido e morre. Se, ao largo da vida, não fizer com cuidado tudo que empreender, acabará por prejudicar a si mesmo e por destruir o que estiver a sua volta. Por isso o cuidado deve ser entendido na linha da essência humana (que responde à pergunta: o que é o ser humano?). </li></ul><ul><li>Leonardo Boff </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Quando cheguei em casa, </li></ul><ul><li>depois de dar uma saidinha, </li></ul><ul><li>encontrei minha mãe toda suja de fezes. </li></ul><ul><li>Não só evacuou, mas também se lambuzou. </li></ul><ul><li>Eu a agarrei e a sacudi. </li></ul><ul><li>Mulher de 60 e poucos, cuidadora, há 17 anos, da mãe de 94, que sofre de Alzheimer. </li></ul>
  4. 4. O Foco desta apresentação é <ul><li>A formação do cuidador. </li></ul><ul><li>Como compreender a violência na relação de cuidado: é preciso prevenir. </li></ul><ul><li>Atenção à “burnout” do cuidador e os meios para enfrentá-la. </li></ul><ul><li>A necessidade de valorização e apoio ao cuidador. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>“ O “cuidador” é uma pessoa envolvida no processo de “cuidar do outro” – o idoso, com quem vivencia uma experiência contínua de aprendizagem e que resulta na descoberta de potencialidades mútuas. É nesta relação íntima e humana que se revelam potenciais muitas vezes encobertos do idoso e do cuidador. (...).” </li></ul>
  6. 6. <ul><li>“ O cuidador é um ser humano de qualidades especiais, expressas pelo forte traço de amor à humanidade, de solidariedade e de doação. (...) Seus préstimos têm sempre um cunho de ajuda e apoio humanos, com relações afetivas e compromissos positivos.” </li></ul><ul><li>Idosos: problemas e cuidados básicos </li></ul>
  7. 7. Síndrome de “burnout” (combustão total) <ul><li>É o termo psicológico que descreve o estado de exaustão prolongada e diminuição de interesse, especialmente em relação ao trabalho a que estão sujeitos todos os profissionais que interagem de forma ativa com pessoas, que cuidam e/ou solucionam problemas de outras pessoas </li></ul>
  8. 8. “ Burnout” <ul><li>Geralmente desenvolvida como resultado de um período de esforço excessivo com intervalo muito pequeno para recuperação. </li></ul>
  9. 9. Possíveis Sinais de Alerta <ul><li>Problemas de sono (despertar de madrugada, dificuldades para conciliar o sono. Estar sempre com sono, etc.); </li></ul><ul><li>Perda de energia, fadiga crônica, sensação de cansaço contínuo, etc; </li></ul><ul><li>Isolamento; </li></ul><ul><li>Consumo excessivo de bebidas com cafeína, álcool ou cigarro. </li></ul><ul><li>Consumo excessivo de pílulas para dormir ou outros medicamentos. </li></ul><ul><li>Problemas físicos: palpitações, tremor das mãos, moléstias digestivas. </li></ul>
  10. 10. Possíveis Sinais de Alerta (Continuação) <ul><li>Problemas de memória e dificuldades para concentrar-se. </li></ul><ul><li>Menor interesse por atividades e pessoas que anteriormente eram objetos de interesse. </li></ul><ul><li>Aumento ou diminuição de apetite. </li></ul><ul><li>Atos rotineiros repetitivos, como por exemplo, fazer limpeza continuamente. </li></ul><ul><li>Dar demasiada importância a pequenos detalhes. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Mudanças freqüentes de humor ou de estado de ânimo. </li></ul><ul><li>Tendência a acidentar-se. </li></ul><ul><li>Dificuldade para superar sentimentos de depressão ou nervosismo. </li></ul><ul><li>Não admitir a existência de sintomas físicos ou psicológicos ou justificá-los alegando outras causas, alheias ao cuidado. </li></ul><ul><li>Passar a tratar as outras pessoas da família com menos consideração. </li></ul><ul><li>Maria Izal Fernández de Trocóniz, </li></ul><ul><li>Ignacio Montorio Cerrato, </li></ul><ul><li>Pura Díaz Veiga. </li></ul>Possíveis Sinais de Alerta (Continuação)
  12. 12. O que fazer para prevenir a “burnout” de quem trabalha com idosos ? Os direitos dos cuidadores (informais): <ul><li>O direito de ter tempo para mim mesmo e dedicar-me atividades em meu próprio benefício, sem sentimentos de culpa. </li></ul><ul><li>O direito de ter sentimentos negativos por ver um ente querido enfermo ou por ver que vou perdê-lo. </li></ul><ul><li>O direito de resolver por mim mesmo aquilo que tenho capacidade de resolver e o direito de pedir informações sobre aquilo que não compreendo. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>O direito de buscar soluções razoavelmente adequadas para as minhas necessidades e para os meus entes queridos. </li></ul><ul><li>O direito de ser tratado com respeito pelas pessoas a quem solicito conselho e ajuda. </li></ul><ul><li>O direito de cometer erros e de ser desculpado. </li></ul>O que fazer para prevenir a “burnout” de quem trabalha com idosos ? Os direitos dos cuidadores (informais):
  14. 14. <ul><li>O direito de ser reconhecido como membro importante e indispensável da minha família, inclusive quando meus pontos de vista não coincidem com os dos outros. </li></ul><ul><li>O direito de querer bem a mim mesmo e admitir que faço o que é humanamente possível. </li></ul><ul><li>O direito de aprender e de ter tempo necessário para prender. </li></ul>O que fazer para prevenir a “burnout” de quem trabalha com idosos ? Os direitos dos cuidadores (informais):
  15. 15. <ul><li>O direito de admitir e de expressar sentimentos, tanto positivos, como negativos. </li></ul><ul><li>O direito de dizer não quando as exigências são excessivas, inapropriadas ou pouco realistas. </li></ul><ul><li>O direito de ter a minha própria vida. </li></ul><ul><li>Maria Izal Fernández de Trocóniz, </li></ul><ul><li>Ignacio Montorio Cerrato, </li></ul><ul><li>Pura Díaz Veiga </li></ul>O que fazer para prevenir a “burnout” de quem trabalha com idosos ? Os direitos dos cuidadores (informais):
  16. 16. Cuidar do cuidador em ILPI e outros serviços comunitários ao idoso <ul><li>Proporcione informação adequada, educação, treinamento e acesso a recursos. A falta de conhecimentos contribui para a tensão do staff e qualidade inferior de cuidados. </li></ul><ul><li>Proporcione informações sobre exaustão e estratégias para enfrentamento. </li></ul><ul><li>Proporcione grupos de apoio para o staff. Planeje reuniões regulares de pessoal para trabalhar as questões emocionais </li></ul>
  17. 17. Cuidar do cuidador em ILPI e outros serviços comunitários ao idoso <ul><li>Estimule comunicações entre o pessoal. </li></ul><ul><li>Proporcione oportunidades para que os funcionários possam desabafar. </li></ul><ul><li>Humor ajuda a reduzir o estresse; </li></ul><ul><li>Ria com eles. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Estimule os funcionários para que pratiquem exercícios de relaxamento e alongamento. </li></ul><ul><li>Beverly Ann Beisgen </li></ul>
  19. 19. Sugestões para Auto-proteção do Cuidador <ul><li>Organize-se para ter pequenas pausas. </li></ul><ul><li>Descanse, faça um pequeno passeio ou pratique exercícios de relaxamento. Descubra o que você pode fazer para relaxar. </li></ul><ul><li>Encontre meios de tornar o seu trabalho mais agradável. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>Peça para alguém cuidar das suas tarefas, enquanto você faz algum trabalho menos estressante. </li></ul><ul><li>Valorize o positivo; </li></ul><ul><li>Preste atenção, diariamente, em alguma coisa boa que acontece no seu trabalho; </li></ul><ul><li>Identifique os aspectos positivos do seu trabalho. </li></ul><ul><li>Beverly Ann Beisgen </li></ul>Sugestões para Auto-proteção do Cuidador
  21. 21. “ Eu encontrei um porto seguro.” Mulher com mais de 70 anos, cuidadora de marido altamente dependente, depois que passou a receber uma visita semanal de duas voluntárias que ficavam a tarde cuidando do marido, para que ela tivesse o seu respiro.
  22. 22. Quem cuida de mim, do cuidador(a)?

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